1. Spirit Fanfics >
  2. My mistress's son - Imagine Taehyung >
  3. Chapter 3

História My mistress's son - Imagine Taehyung - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Eu disse que voltaria! 👉👈 KKKKKKKKKK
Tô feliz por não ter demorado muito, e feliz por saber que agora você irá apreciar esse capítulo. Não sei se está ficando bom, mas de qualquer maneira estou me esforçando para trazer emoções e prometo que os capítulos não ficarão enjoativos!
Obrigada e até mais ✌😗💜

Capítulo 3 - Chapter 3


Fanfic / Fanfiction My mistress's son - Imagine Taehyung - Capítulo 3 - Chapter 3

É tudo muito estranho apesar de não ser. Eu continuo ali com meu uniforme branco e três pessoas comem sua comida com uma ótima cara, está tudo muito bem. Até que a sala branca começa a ganhar um tom bege e a fraqueza em meu corpo começa a ganhar vida. Das três pessoas ali, a mais velha se levanta rápido e logo começa a falar num tom bem alto. 

— MANUELA! — A voz se ecoa de maneira grave, de maneira forte até que aos poucos vai sumindo e por fim tudo fica escuro e meu corpo se bate contra o chão duro. — MANUELA, ACORDA MANUELA! 

— Eu preciso de cinco minutos Sra.Lee, só mais cinco minutinhos e já lavo os pratos… 

— MANUELA, ACORDA! 

Por um único vão abro meus olhos e logo a realidade se faz presente. O que antes era uma sala branca agora se torna um quarto realmente bege. Meu corpo que antes se encontrava no chão ainda permanece sobre a cadeira enquanto minha cabeça repousa sobre o teclado do computador. Ao perceber a presença de Omma logo me ergo do teclado e pisco meus olhos na tentativa não dormir mais. 

— Ah, bom dia, Omma! — Olho para a mesma que permanece em pé ao lado da grande mesinha. 

— Bom dia, Manuela, pesadelo outra vez? 

— O que? Não, eu não tive pesadelo, eu só… calma, Omma que horas são? — Pergunto para a mesma que começa a dobrar algumas roupas que se encontravam em cima da minha cama. 

— Ainda faltam quinze minutos para as seis e meia. — A mais velha responde simplista. 

— Então porque me acordou antes do horário? Poxa, eu perdi 15 minutos de sono! — Resmungo deitando minha novamente sobre a escrivaninha. 

— Eu que te pergunto, garota! Ontem não vi você chegar e apenas apaguei. Fiquei preocupada, você podia pelo menos ter ligado! 

— Eu sei, me desculpe! — Poxa Manuela, mais uma vez. 

— Por onde andou? 

— Eu fui para casa de Dae, fazer um trabalho para essa semana e acabei me perdendo toda no horário! — Minto forçando um sorriso. 

— Avise da próxima vez, e vê se não demore tanto! — Assinto para a mais velha enquanto vejo a mesma sair do quarto com um bolo de roupas, provavelmente sujas, em sua mão. 

Os minutos atrás vem em minha mente novamente e logo me pergunto porque o deslize tão grande? Apenas respiro fundo olhando mais uma vez o computador em minha frente, provavelmente já viciado por ter ficado a noite toda ligado. Desligo o mesmo e logo sigo rumo para o banheiro, e não demora a hora de sentir a água quente penetrando em minha pele fazendo com que o frio fuja por uns certos minutos. 

De acordo com os pingos mínimos de águas que cai sobre o chão mais uma linha de lembranças, sentimentos e preocupações  invadem minha mente. Minha faculdade prestes a se tornar algo sem rumo, meu novo emprego, minha vida e minha mentira. Quem diria que apenas uma assinatura mudaria tanto uma vida e olha que ainda nem assinei o papel. Eu ainda espero conseguir acreditar no "tudo vai dar certo", se é que dará. 

Os segundos que se transformam em minutos passam despercebidamente já marcando o horário de sair do banho e começar a se arrumar logo. Por pura contra vontade o chuveiro é desligado e apenas com a pequena abertura do box sinto o ar frio se chocando com meu corpo nu. Seco me rapidamente colocando sobre apenas uma calça de moletom cinza, não é adequado mas hoje porém o frio é maior. 

Para acompanhar coloco por baixo uma simples regata e por cima uma grossa blusa de frio formando um conjunto com a calça. calço uma bota preta, pequena. Arrumo meus fios que ainda é notável o cheiro do shampoo do dia anterior e por incrível que se pareça procuro algo resistente para conseguir tampar um pouco do roxo das olheiras que começam a se formar embaixo dos meus olhos. E tudo pronto. Apronto minha mochila, não esquecendo os enormes livros e alguns trabalhos, portanto saio do quarto e rumo a cozinha, encontrando os mesmos. 

— Milagre não demorou tanto no banho, milagre ainda não ter lavado o cabelo logo de manhã no frio. Bateu a cabeça foi? 

— Bom dia pra você também, Seonghwa! — Retribuo com uma careta. 

— Vocês dois como sempre. — Omma se intromete enquanto coloca sobre a mesa um bolo quentinho que pelo cheiro já digo ser de laranja. E eu amo bolo de laranja. Omma se superou hoje. 

— Omma, esse bolo está divino! — Digo com a boca cheia enquanto Seonghwa apenas parte o primeiro pedaço. 

— O bolo está divino ou é você que é fanática por isso! — O mesmo diz por fim fazendo uma cada de "por que o desespero?" e eu apenas ignoro partindo mais um pedaço do bolo colocando-o em meu prato. Até Omma se sentar e começar a se servir também. 

O silêncio reina sobre nós três — eu digo ser justo —, o delicioso bolo ainda é apreciado por mim, Seonghwa comeu seu pedaço de maneira vagarosa quase nem comendo, ele está bem? E Omma com sua xícara na mão apenas encara nós dois, ótimo ciclo de silêncio, aposto que até a mesma se incomodou com o pequeno silêncio. 

— Manuela, não sei se é da minha conta mas quem é Sra.Lee? — Omma se pronuncia logo fazendo-me engasgar com o último pedaço de bolo. 

— Como? Sra.Lee? — Ao escutar o nome apenas vejo Seonghwa largar o que antes fazia para encarar a cena e prestar atenção na história. 

— Do seu pesadelo, hoje antes do café você falava coisas estranhas como: Me dê cinco Sra. Lee. 

— Omma, eu aposto que Manuela teve mais daqueles sonhos que são como se ela cesse o futuro sabe? — Seonghwa se intromete. — Lembra daquela vez? Foi um bom tempo atrás, Manuela acordou chorando pois tinha sonhado que Appa tinha caído e se machucado feio e não deu outra. Dois dias depois ele caiu e se machucou feio. Isso nem foi o melhor de tudo, o melhor de tudo foi que nessa dois dias antes do acidente, você Manuela, não se quer largava do papai como se isso fosse resolver algo. E quando aconteceu nada te fez parar. Aliás você foi atrás de um psicólogo? 

Por um instante paro e lembranças do momento passado vem à minha cabeça e me faz assustar. É verdade. Eu tinha sonhado e com medo não queria me desgrudar do papai. Eu sei, isso é muito estranho. E posso ressaltar a parte de nunca mais querer dormir para não ser vítima disso de novo. Eu era uma adolescente, aquelas que tem medo de tudo. Na verdade acho que até hoje. 

— Manuela? Manuela? — Saio do transe com a voz de Omma  fecundado meu ouvido. Olho para a mesma que me olha assustada. — Você sonhou que algo de grave estava acontecendo? Essa Sra.Lee morria ou algo assim? 

— Não, eu nem sei como foi direito! 

— Hum… também teve aquela vez em que Manuela sonhou que estava num velório e assim que acordou quis visitar vovó e ficar do lado dela o dia todo, lembra mãe? — Seonghwa diz mais uma vez. Desculpa informar mas isso agora virou uma competição de quem se lembra dos meus sonhos. 

— Olha eu vou deixar vocês dois e já vou andando. Tenha um bom dia, Omma! — Deixo um beijo em sua testa. — Vai perder i ônibus canguru! 

— Beleia! — Seonghwa grita da cozinha enquanto eu já me encontro com as mochilas nas costas, prestes a sair para mais um dia começar. Os livros pesam meu braço esquerdo e o vento frio desmancha meu coque frouxo, enquanto meus pés andam sobre os pingos mínimos de neve que contém no chão. 

Não demora e a faculdade é brilho em minha visão. A pressa contribui para que eu entre logo e confira tudo sobre o trabalho e pegar mais informações sobre o próximo. A portaria permanece cheia e sem procurar por Dae naquela multidão apenas entro. Entro na sala de laboratório e a encontro escrevendo em seu caderno com um livro a seu lado. Sem dizer nada e em silêncio sigo até a mesma que se assusta ao me ver. 

— Que bom que chegou, mal consegui dormir direito! — A mesma fecha seu caderno e concentra seu olhar em mim. 

— Porque? Aconteceu algo? 

— Não, não é isso! Eu estou ansiosa pra saber como foi ontem? Se deu bem com a Tia Lee ou não? 

— Se eu disser que não, Você promete não ficar desesperada? — Suspiro. 

— Sério, Manu? Aish! Que velha entojada! — A mesma faz uma careta de nojo. 

— Olha é sua tia, mas se você já disse mesmo, ela realmente é uma entojada! Mas pelo menos acho que fiz amigos. 

— Sério? Quem são? Como são? Eu conheço? 

— Ei, calma! Parece que é tu que está trabalhando lá. Eles são legais. Bem dizendo não me socializei muito com Amora, mas acho que ela é uma boa pessoa! 

— Amora? Nunca ouvi falar, mas só ela trabalha lá? — A mesma permanece concentrada em todo o assunto. 

— Não, tem o HongJoong, ele era o cozinheiro antes de me colocarem no cargo. Ele é bonito. Tem um charme igual de Jimin. É pequenino e fofo, é somente um pouco mais alto que eu. Ele é uma boa pessoa. E tem a Bela, que parece ter uma queda por HongJoong, eu não sei. 

— Hum… fico feliz por ter feito algumas amizades também. Mas foi só isso? 

— A Sra.Lee, ela tem um filho? — Pergunto e a mesma se ajeita em sua cadeira e confere a sala que aos poucos vai ganhando estudantes. 

— Sim. Kim Taehyung, ele é um gato! 

— Dae! — Repreendo a mesma que começa a rir, me arrancando um sorriso. Ela tem razão, ele é um gato. 

— O que foi? Até parece que não acho ele bonito, olha, vou falar a verdade, só não peguei por que é meu primo! — A mesma confessa transmitindo com o olhar seus pensamentos perversos sobre o garoto. 

— Dae, e nem se não fosse seu primo! 

— Mas que ousadia, Manuela! Se apaixonou? Logo no primeiro dia? Vixe… 

— Não é isso sua tonta, me refiro a namorada dele, nem por cima do seu cadáver. 

— A namorada? — Dae pergunta fazendo uma interrogação com o semblante. — Estranho. Taehyung nunca foi de se apaixonar e… 

— Já ouviu falar que amor muda as pessoas? Então, da mesma maneira que ontem ele não se apaixonou, hoje ele pode se apaixonar. 

— Não, Nóbrega, não é isso. Você não está entendendo. Taehyung nunca namorou ninguém e sempre disse que nunca iria namorar e é verdade. Eu já fui muito próxima dele, antes do próprio ter entrado na "KJ". 

— KJ? O que isso? 

— A empresa da família Kim: "Kim Jewelry". Eu sei, esse nome e muito brega, mas minha opinião era a última que entrava ali! 

— Kim Jewerly… KIM JEWERLY! A loja de jóias mais famosa da Coréia e países internacionais né? 

— Essa mesmo! — Dae diz em um tom desanimada. 

— O meu pai trabalha lá, eu não sei bem o que ele faz, mas explica o fato dele ser tão nobre! — Digo me ajeitando em minha cadeira. 

— Estranho tudo isso, mas fico feliz por saber que ele mudou de ideia! Bom quem sou eu para dizer isso… mas mudando de assunto você conseguiu terminar o trabalho? 

— Sim. Por sorte já tinha adiantado ele, mas ainda tenho que estudar bulas de remédios e ler os livros finais e praticar a prática médica. 

— Vamos conseguir, Nóbrega! — A mesma diz e eu sorrio. Espero mesmo conseguir tudo isso. 

O lecionador chega ao laboratório e mais uma aula prática é iniciada. Essas aulas são legais, treinamos até atendimentos com diferentes tipos de "doenças" ou complicações em crianças, e as vezes chega até ser engraçado. Por o bom tempo, deixo minha concentração fluir e o lápis é guiado sobre o papel da mesma maneira em que meus olhos varrem as palavras difíceis e complexas do livro gigante, enquanto o silêncio permanece na sala e uma bagunça em minha mente, se torna presença. 

                          (...) 

— Manuela, até que enfim você chegou! — Hongjoong vem ao meu encontro enquanto deixo minha mochila num cantinho. — O almoço está atrasado e hoje tem visitas no jantar e você tem que usar esse uniforme que Sra. Lee mandou entregar e por favor anda logo! — A aflição é mais do que reconhecível. E eu apenas corro para o quartinho deixando minha mochila por lá e logo tratando de vestir o "novo uniforme", que por sinal é ridículo. 

— O que falta para acabar? — Digo alto sem perceber meu tom de voz, resultado da pressa e pressão. 

— Apenas coloque a mesma com objetos decorado de rosa, essa é a cor de hoje e por favor seja cautelosa, uma peça quebrada não vale nem o nosso três meses de salário juntos. — O mesmo diz enquanto despeja sobre a travessa um purê que pelo cheiro digo ser de batata doce. Apenas o deixo na cozinha e as idas e voltas da despensa para a sala de jantar fazem minha vistas rodarem, mas logo as torno firme tomando todo o cuidado sobre todas as peças. 

Por fim, um pequeno de vaso de flor é colocado por mim no centro da mesa. Quem diria que foi eu que enfeitei isso tudo? Pois é. Os espaços para as travessas aos poucos foram preenchidas conforme HongJoong chegava com as mãos ocupadas e depois saiam novamente para pegar mais travessas. Para ajudá-lo também trago a jarra de suco dando então o fim do desespero. 

— Até que enfim! — Hongjoong diz após conferir tudo sobre a mesa. 

— Me desculpa pelo atraso não foi minha intenção! 

— Aposto que se atrasou na escola, é típico! 

— Perdão, eu não entendi o que você quis dizer! — Falo o acompanhando para a cozinha. 

— Estou dizendo que é típico pessoas dizerem que perdeu o tempo na escola e se atrasam para o trabalho, eu já trabalhei muito com pessoas do tipo.

— Hongjoong, está me chamando de mentirosa? Olha aqui seu moleque eu realmente perdi o tempo e não deu pra pegar o ônibus do horário anterior, mas não foi de propósito. Aliás você sabe o que eu estudo para dizer essas barbaridades na minha cara? — Digo enquanto observo o mesmo bebericar um pouco da sua água. 

— Hum… deixa me ver. — O mesmo para por um tempo e passa a me observar. — Com certeza já formou o ensino médio, certo? — Afirmo e o mesmo continua com seu semblante de "O que ela faz da vida então?". — O que faz da vida então? Eu não faço a mínima ideia! 

— Eu faço… eu faço pedagogia! — Mais uma vez deixo minha valência mentirosa reinar sobre mim. 

— Hum. Interessante. 

— Me desculpe, de verdade! 

— Relaxa moça bonita, deu tempo e tudo certo, não se preocupe. Agora vamos esperar a velha descer. Ajeite seu uniforme. 

                               (...) 

Como normal, no segundo dia de emprego minha barriga ganha uma brisa fria e minhas mãos um leve calor. Seria inútil dizer que estava conseguindo esconder meu nervosismo pois só mesmo uma pessoa lerda para não perceber o mesmo. E eu juro que quase tive um ataque cardíaco quando HongJoong tocou levemente meu ombro tentando me transmitir uma mensagem de tranquilidade. Não funcionou. 

O silêncio reina sobre toda a sala e em minha mente passa sobre chances de Sra.Lee dizer algo. Isso é o problema. O que ela vai dizer? Ao seu lado, o moço alto, cabelos levemente ondulados e de estilo exótico a acompanha e junto a ele a menina um pouco mais baixa de longos cabelos come sua comida, educadamente. 

Posso dizer que nesses dois dias a pior parte disso tudo é ter que ficar encarando as criaturas comerem? Não estou dizendo que isso não é normal, mas se eu fosse rica eu não veria graça em colocar meus funcionários a me encarar enquanto eu como. Porém, a última pessoa que deve dizer alguma coisa é eu. Chato. Nem uma palavra. Apenas o tintilar dos garfos são atraentes, sem contar na expressão de nada no rosto dos seres. 

— Huuum… — Seo-Woo começa a exclamar e mais uma vez sentir o nervo subir. — "Argh", a salada está sem tempero. Poxa vocês nunca ouviram falar em sal, temperos exóticos, ervas, molhos ou sei lá, até um azeite? — A mesma diz se virando para nós, seu tom de voz me faz assustar assim como assustou Taehyung e sua mãe. Sua voz possui tom de raiva. É como se ela quisesse descontar algo em algo, é estranho. Mas não é motivo para não dizer que minhas pernas não amoleceram pois amoleceram. De maneira diferente. Não como medo mas sim de dizer: "Poxa porque você não pegou e fez? Sabe o que é virar a noite estudando em como salvar uma vida e tudo que você sabe pensa é em uma porcaria de salada?" É. 

— Manu, você não temperou a salada? — O loiro se aproxima rente ao meu ouvido sussurrando. 

— Eu coloquei o sal que você disse e… como é o nome daquilo? — Sussurro de volta. 

— Shoyu? — O mesmo diz e logo assinto. 

— Não vão dizer nada? — Sua voz fina e rouca ressoa mais uma vez. — Quem foi o responsável pela salada? — HongJoong me encara e logo meu olhar é levado para sua mão que vagarosamente começa a ser levantada em sinal de rendição. 

— Eu senhorita. — Digo antes do Loiro dizer alguma coisa ou fazer algo. Os olhares sobre mim pesam meu corpo enquanto o meu procura algo fixo para se encarar sem ser meus pés. Não é necessário olhar para a mesma e perceber seu olhar de fúria ou um certo deboche. — Peço desculpas pelo erro, eu posso resolver e tratar de colocar… 

— És tão incapacitada que mal uma salada consegue preparar, não querendo te ofender. — As palavras foram soltadas pelo ar e entrada em meus ouvidos como perfurantes. Escutar é o que me convém. Eu escuto a respiração de HongJoong e logo vejo o braço de Taehyung sobre as mãos dela. Ele sussurra algo e logo Seo-Woo discorda voltando para seu posto. 

— O melhor disso tudo é que até agora você não fez nada. Isso é… uau… inteligência eu diria. 

— Seo-Woo… você… 

— Meu amor relaxa — A mesma se vira para seu namorado. — Eu não estou sendo maldosa, estão sendo realista, estou dizendo a verdade, estou dizendo o que convém a ela. E sei que Sra.Lee concorda, não é? 

— Bom, você começou agora termine, e trate de ser rápida! — Sra.Lee anuncia as primeiras palavras durante os cinco minutos presente ali. 

— Você ouviu né? Ou além disso é surda também? 

— Perdão senhorita! — Me reverencio. — Irei ser rápida. — Em meio às multidões de nervos e desaforos, minhas mãos tocam na Travessa de salada e logo as levo para a cozinha. Ao me ver HongJoong me segue e sem jeito me ajuda com o tempero. 

— Manu… 

— Ei, Loiro, não se preocupe tudo bem? Vamos terminar isso e depois conversamos. Tenho que ser rápida. 

O mínimo sorriso aberto pelo mesmo é um pouco triste e preocupante, mas apenas deixo de lado e me concentro levando novamente a salada para a sala de jantar. A coloco sobre a mesa, recebendo os olhares que por um certo tempo pesaram, e logo me direcionando ao meu devido lugar. 

— Peço desculpas ao imprevisto e bom apetite. — Digo tentando tirar o silêncio constrangedor do local. 

— Era o mínimo. — Seo-Woo diz e logo Sra.Lee solta um suspiro pesado. 

— Está tudo bem, mãe? Quer dizer, Sra.Lee? — Taehyung a olha com seu olhar preocupado recebendo como resposta apenas um assento e outro assento por Sra.lee, que coloca mais um pouco de salada sobre o prato. 

O silêncio mais uma vez reina e meu pescoço começa a ganhar novos ruídos de dores ao encarar tanto meus pés. Os segundos contados na minha cabeça não parecem eles mesmo, parecem questões de milímetros. Nada de incomum, nem um movimento a mais, nem uma palavra, nem mesmo um telefone tocando. O que me distrai são algumas idas e voltas de outros funcionários responsáveis pela limpeza da casa. E se um dia eu tiver a oportunidade tratarei de agradecê-los por isso. 

Porém, graças aos céus, ou não, as coisas começam a se movimentarem. Taehyung finalmente acaba sua comida e não demora a levantar, em seguida de sua namorada e depois de um tempo, Sra.Lee se levanta e mais uma vez seus olhos são fixados em mim. 

— Eu não preciso dizer nada sobre hoje, preciso?

— Eu peço perdão, Sra.Lee. — Reverencio.

— Sabia que me irrito muito com erros sobre pessoas que gosto? Mas, eu detesto ainda mais quando o erro envolve todas as pessoas presentes na minha casa. Isso não te assusta? — Respiro fundo na tentativa de não dizer nada e apesar de quase nunca conseguir, hoje foi ao contrário. Não respondo nada, e mantenho meu olhar perdido, as palavras ditas ainda soltas no ar fazem minha vontade maluca de a responder despertar ainda mais, porém apenas um suspiro é solto, novamente. 

— Já estamos indo, Sra.Lee. — Seo-Woo aparece junto a Taehyung. 

— Irei demorar um pouco, ajudarei Seo-Woo na compra da casa e tenho assuntos pendentes… 

— Estão atrasados e não se preocupem com o resto, ou na verdade, deveriam. — A mais velha diz e logo se retira da sala da mesma maneira como os outros dois também saem pela porta principal, ficando somente eu e aquela mesa gigante para organizar. 

                               (...) 

O tempo passou rápido, e agradeço pela correria ter o feito correr. Me distrai arrumando toda a cozinha do almoço e ainda tive mais uma das "aulas culinárias", aprendi, dessa vez, a fazer pequenas quitandas coreanos, do jeito que Sra.Lee gosta. HongJoong como no primeiro dia foi muito atencioso e não errou uma palavra se quer ao explicar. 

Também tive ajuda de Bela e alguns pontos importantes vindo de Aurora, fiquei feliz por esse breve momento. Aí posso dizer que ele voou, teve risadas e piadas internas vindas do menino loiro. Eles também contaram casos e depois disseram como vieram parar aqui, que aliás todos se arrependeram, mas por coincidência é o serviço que cobre os outros trabalhos deles.

Foi divertido e eufórico, porém, tudo isso acabou quando tive que ir assinar o bendito papel, o papel que não queria assinar e que se eu pudesse está-lo, faria-o com prazer. Pelo menos o papel me traria uma quantidade de dinheiro, pouca, mas uma quantidade necessária para ajudar as despesas de casa, que até então não sei como está a situação real. 

Assinei e como sempre não ganhei "palavras amigas" de Sra.Lee, aliás eu posso colocar na minha cabeça que isso não irá acontecer, apenas ganhei mais uma ordem, é adivinha só? As nove horas me espera e no relógio falta apenas meia hora e até agora nada dele chegar. Isso é bom ou ruim? 

O livro a minha frente, da faculdade, agradece por o tempo ser um pouco maior ao mesmo tempo como o mesmo preferia estar sendo lido e resumido em casa. Mais uma frase lida e mais uma olhada para o relógio, o mesmo marca oito e quarenta, dez minutos a mais e ao mesmo tempo nada. Suspiro fundo e por mera coincidência escuto um barulho vindo da sala.

Sem pensar duas vezes corro para a mesma e o vejo. O mesmo de costas para mim tira seu casaco mais grosso e o coloca sobre o grande suporte ao lado da porta. Ao perceber que sua namorada não está aqui agradeço aos céus por esse livramento. 

— Tem vergonha de falar? — Sua voz rouca e suave ecoa pelo local me assustando e me causando um certo arrepio. O medo me invade por uns breve segundos mas logo some quando o vejo abrir um sorrisinho leve. — Foi escolhida para hoje de novo né? me desculpe pela demora… 

— Não! — Poxa Manuela, cadê a educação? — Não precisa desculpar, é o meu trabalho. Eu irei arrumar sua janta. — Digo um pouco desesperada, ele me deixa nervosa apesar de não ser como a Seo-Woo e a Sra.Lee. Faço uma simples reverência enquanto o mesmo retribui com outra reverência, que gentil! Volto novamente para cozinha e da mesma maneira que HongJoong me ensinou preparo o prato do moço alto e Moreno da sala. Logo volto e meu cargo de esperar toma início. 

— Me desculpe por hoje mais cedo! — O mesmo diz enquanto bebe um pouco do seu suco e olha levemente para mim. 

— Bom… Ah… não precisa se desculpar eu nem estava me lembrando disso direito! — Digo tentando ser calma o máximo possível. — E você não teve culpa também. 

— Eu realmente não sei onde errei ou eu sei lá! Você me entende? 

— Eu? Bom, eu acho que sim? Eu não sei, perdão. — Digo. 

— Manuela, não é? — O Moreno de cabelos levemente ondulados pergunta e eu apenas assinto. — O que faria quando está prestes a explodir e quer desistir de tudo porém tem a pressão do mundo inteiro contra si? 

— Se sente assim? Quer dizer… perdão!  Bom eu não sei, acho! 

— Mesmo? — O mesmo faz um biquinho muito fofo por sinal. 

— Eu não sei o que está acontecendo mas vai com calma, se esforçar demais cansa também e resolva tudo por você só. 

— Hum… 

— Já confia em mim, com só um dia? — Pergunto me intrometendo. 

— Como? 

— É… quer dizer, perdão! É que você acabou de… Hum… 

— Desabafar? — O mesmo completa a frase. 

— Sim! 

— Porque não? Você assinou um contrato, não é? Você parece a mais legal aqui. Eu gostei de você! 

— Obrigada pelo elogio, mas… 

— Por nada e não tem de quê! — O mesmo se levanta e vira as costas para mim. — Prometo tentar não demorar amanhã. 

— Que isso, não tem problema! — "Por favor, tente mesmo". 

— Então Até mais! 

— Até! 

O Mesmo sobe as escadas e mais uma vez no serviço da louça e esperado por mim e eu não demoro muito a começar o serviço. Durante ele pensamentos invadem minha cabeça, Taehyung realmente é assim? Claro a aparência dele não entrega um ser maldoso, rico até que sim, mas como eu disse ele parece um anjinho, um anjinho bem diferente. 

Ele é bonito, e apesar do cansaço o qual não sei o motivo, sua aparência ganha mais destaque ainda. É de esperar pois Sra.Lee também é bonitinha. Porém seus rancores a estraga. Mas a vida continua e poxa porque esse ônibus não chega logo? 

O frio invade meu corpo e mais cabelos se espalham conforme eles são atingidos pelo vento. A noite permanece estável e bonita, as estrelas iluminam as ruas até mais do que as próprias luzes de postes. Como sempre o movimento não cessa e enquanto pessoas saiam para se divertir eu apenas penso na minha única diversão, dormir. 

Já dentro do ônibus tudo passa rápido demais, de menos, o cheiro de comidas típicas da Coréia e o barulho irritante da minha barriga que até então só foi sustentada pelo almoço. Minha mão posiciona sobre a mesma falhando justo na tentativa do barulhinho não ser muito alto. E juro que está alto quando senti a o olhar de uma criança sobre mim. A vergonha não dá espaço nem dentro do ônibus. 

Por fim, a felicidade e a tranquilidade entra em mim quando sinto o ar quentinho invadir a ponta do meu nariz. Em casa. Eu às vezes me pergunto como existem pessoas que preferem rua do que a própria casa, apesar de sentir muito por aquelas que não a possuem, mas casa é casa. Casa. É nela que acontece coisas extraordinárias como se sentir observada por alguém. 

— A demora em maninha? Vai dizer que estava na casa de Dae, novamente? — A voz sombria e grave de Seonghwa surge da escada. 

— Não posso? 

— Mentirosa? 

— Aish, garoto! Onde está Omma? — Pergunto indo em direção a cozinha e lá apenas pego a primeira coisa que vejo para comer. 

— Deitada. 

— Sério? Poxa, ela está estranha. Sei lá! — Suspiro. 

— Enfim foi bom te ver, vou tomar meu banho. — O mesmo diz enquanto começa a subir a escada mas logo para ao escutar o meu "Ei". 

— Onde estava? Está suado! E que short é esse? Parece uma ema! 

— Eu uma ema e você uma galinha! — O mesmo diz e reviro os olhos. — Onde eu estava não te interessa, interessa? 

— Eu juro que nunca interessou, mas pelos meus cálculos era para estar fazendo algo da faculdade, como sempre? 

— Ah Manuela, eu ter saído hoje significa que não faço mais faculdade? Maninha, relaxa, você está a tempo de perder a cabeça até mais do que eu. Se cuida e tchau. — Eu já disse que detesto quando ele está certo. Porém ele está certo. Confiar em Seonghwa é difícil mas eu confio. Eu tenho medo dele fazer besteiras, isso se ele não estiver fazendo ou se já fez, mas ele disse que não. Então se ele disse que não e pelo fato de eu confiar nele, ele realmente não fez. Mas, Aish! Se eu não morrer com a faculdade saiba que morri de preocupação e por favor confira se eu estiver careca. 

Apenas deixo Seonghwa de lado e subo em direção ao meu quarto até me deparar com a porta de Omma fechada. Omma. Devagar abro a sua porta e me deparo com o quarto escuro. A cortina fechada e apenas o abajur ligado. Seu leve roncado me deixa aliviada por saber que ainda está viva e que hoje teve um dia independentemente se foi bom ou ruim. Mas porque roncando? 

Me assusto ao ver a mesma só movimentar colocando seu braço direito sobre a cômoda ao seu lado esquerdo, junto ao abajur. E ali papéis brancos chamam a minha atenção, o qual não deixei de observar. Contas e mais contas. Uma carta sobre nossa pensão é a primeira da fila, o salário é baixo demais. Appa já está indo longe demais se é que posso o chamar assim. 

Por tanto apenas deixo um selar em sua testa e escuto a mesmo murmurar, e devagar, saio do quarto logo entrando no meu, e assim mais um dia se encerra, mais um dia vivido. O esforço para manter os olhos vidrados nos inúmeros papéis é presença agora, e assim me entrego mais uma vez ao mundo medicinal. 


Notas Finais


IIIIIIIIIIH, POSTEI HOJE POIS FICOU PRONTO E QUERO ESCREVER O PRÓXIMO LOGO! OBRIGADA MEU AMOR 💜💜

SIGAM ME, MEU TWITTER ESTÁ NA BIO DA MINHA CONTA. E VAMOS INTERAGIR! TCHAU ✌😗 @Jeonbixcoitinho


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...