1. Spirit Fanfics >
  2. My Old House (Fanfic Nct) >
  3. Live without fear

História My Old House (Fanfic Nct) - Capítulo 18



Notas do Autor


Volteiiii!!
Demorei? Magina! Akskaksk
Minhas aulas começaram, e a preguiça dominou...
MUITO OBRIGADA PELOS 82 FAVORITOS AAAAAA!!! VCS N TEM NOÇÃO DO QUÃO IMPORTANTES SÃO CADA UM DE VOCÊS PARA ME INSPIRAREM A CONTINUAR ESCREVENDO!! 💕💕💕💕💕💕💕

Mas enfim!

Não tenho muito o que dizer, então só fiquem com o capítulo minhas Rapozinhas Do Deserto 💕🌹💕🌹

Capítulo 18 - Live without fear


Fanfic / Fanfiction My Old House (Fanfic Nct) - Capítulo 18 - Live without fear

*Ten On*

Levo minhas mãos até a nuca do mais alto, puxando o mesmo para um beijo afobado, com direito a mãos bobas e mordidinhas no lábio inferior.


Quando nos separamos, eu o olho animado, ainda com a respiração ofegante


— Senti saudades de você Chicago boy!


Ele sorri me abraçando, escondendo o rosto em meu pescoço enquanto eu acariciava seus fios


— Desculpe não ter vindo antes... Minhas primas de Chicago chegaram lá e casa! Minha mãe me forçou a dormir lá para ajudá-la! Mesmo eu tendo minha própria casa — reclama. 


— Mães são assim mesmo John! — Respondo compreensivo — Eu só quero saber o porquê de você ter voltado tão meloso. — Ri, pois após minha fala ele aperta ainda mais o abraço


— Não estou meloso. — Reclama emburrado, afastando-se e sentando no sofá da minha sala


— Está sim John! Qual é? Para quem estava dizendo que não somos nada além de peguetes, essa semana longe de mim te deixou bem triste.. — Provoco, indo até a cozinha e pegando uma latinha de refrigerante qualquer na geladeira.


— Não comece a se achar Chittaphon. 


Volto para a sala depois de pegar um canudo no armário da cozinha e começar a beber meu tão precioso líquido cancerígeno extremamente gostoso. 


— Não estou me achando. Só são fatos. 


Ele dá de ombros, soltando um "tanto faz". 


— Por que não admite que gosta de mim?


— Alguma vez já neguei gostar de você?-

 — Arqueia uma sobrancelha


Suspiro. 


— Não é Isso... É só que, quis dizer que você tem que parar de ficar dizendo que gosta de mim só como um amigo com benefícios, Seo. 


Desta vez quem suspira é ele. 


— Eu não quero apressar nada Ten...


— Apressar? Você é um adolescente tendo o primeiro conflito interno sobre o amor ou o que? — me estresso. 


— Você quem parece o adolescente aqui. Por que está tão nervoso? Eu não posso simplesmente entrar em um relacionamento na base da pressão. 


— E eu não posso ficar pagando de tacho para uma pessoa que quando a sós diz que sempre me amou e, quando na frente dos amigos, diz que sou um grande AMIGO para você. Sério? Amigo Johnny?


Ele passa as mãos no cabelo, aparentemente nervoso.


— Claro. O que você queria que eu dissesse? Que nos pegamos, mas quando amanhece nos tratamos como se nada tivesse acontecido?


— Fazemos isso porque VOCÊ quer. Por mim eu já teria te assumido faz tempo, mas você só me vê como um idiota que satisfaz seus desejos quando não tem ninguém para fazê-lo. — As palavras saem e junto com elas o peso que venho aguentando a tantos meses em minhas costas, porque eu realmente gosto dele desde que me conheço por gente. Saber que meu sentimento não era recíproco fazia um enorme buraco em meu peito.


Não que ele me tratasse mal, muito pelo contrário, fato de estarmos ou não na frente de outras pessoas, nunca o fez parar de me tratar como um verdadeiro rei. Ele me mima, me dá atenção e carinho. Mas isso que torna tudo pior, acabando por fazer meu coração bater ainda mais forte toda vez que escuto meu apelido sair de sua boca, ou recebo uma mensagem de noite perguntando sobre como foi meu dia. Às vezes me pergunto se ele faz isso de propósito...


{FlashBack On}

— Olha se não é meu cliente favorito. — Falo sorrindo animado, me aproximando da mesa do recém chegado cliente. Que vestia roupas pesadas pelo clima de inverno, e seu cabelo bagunçado o deixava ainda mais sexy, se isso era possível.


— Olha se não é meu garçom preferido. — Responde no mesmo tom que eu, o que me faz rir sorrir ainda mais. 


— Então, vai o de sempre?


— Sim, por favor — responde educando. 


Volto para o balcão, falando para Jaehyun o pedido, que logo começa a prepará-lo (mas não sem antes soltar uma daquelas piadinhas se referindo a mim e ao americano). Logo volto com o café e um pedaço de mousse de maracujá, colocando os dois sobre a mesa de Johnny. 


— Prontinho. Se precisar de algo é só chamar. 


Antes de eu me virar para voltar ao trabalho, escuto sua voz chamar meu nome. 


— Ten, toma café comigo? Por favor — pede me olhando em expectativa. 


— John, eu preciso trabalhar. E eu já fiz isso da outra vez que veio aqui  Se toda vez eu parar para tomar café contigo vou acabar sendo demitido. — Reclamo fingindo não estar tão animado quanto realmente estava. 


— Ah, mas só desta última vez. — Diz me olhando com carinha de cachorro abandonado


Eu acabei não resistindo... Afinal, quem resiste a Seo Johnny? 


E como esperado, não foi só desta vez que dei uma paradinha no horário de trabalho para tomar café com ele. O que resultou em um Taeyong reclamando por ter que ficar em meu lugar, e um Jaehyun apenas rindo baixinho da situação.


Em semanas nós voltamos a ser grandes amigos, como antes de tudo acontecer. E em meses nós criamos uma amizade com direito a alguns beijos aqui e outros ali, ou talvez uma mão aqui e outra ali. Ficamos nisso até decidirmos nomear nossa "relação" da qual decidimos ser algo como "amigos com benefícios".


{FlashBack Off}


Abaixo a cabeça com o rápido flash em minha mente


— Acho que estou exagerando não estou? — Pergunto triste —Eu que deixei meus sentimentos me levarem, e acho que estou tentando me auto-convencer de que esse meu sentimento não é unilateral — faço uma pequena pausa, sentindo as palavras me sufocarem —, mas você não é obrigado a sentir o mesmo que eu sinto por você.  


Essa confissão sai como se fosse uma lâmina passando em minha garganta e língua, me fazendo ter de segurar as lágrimas ao sentir meus olhos começarem aquela pequena ardência que normalmente vem antes do choro. A última coisa que eu queria me mostrar agora era um fraco, mimado que chora quando recebe um não.Afinal, eu sempre fui visto assim pelas pessoas que me conhecem. Como um moleque mimado que nunca teve algum pedido recusado. 


— Tennie… — ele se levanta, vem até mim, segurando levemente meu queixo para eu olhá-lo nos olhos.


O que piora a situação. Observar aquele vasto universo em seus olhos sempre foi o meu ponto fraco, desde que éramos apenas pirralhos comendo terra.


— Não John! Não quero que tenha pena de mim. — Afasto sua mão de mim. 


— Sabe que não é nada disso Ten. Dá pra você me escutar pelo menos desta vez?


Assim que ele fala, reparo em sua expressão. Ele estava triste, ou até mesmo decepcionado. Mas, por quê? Quem está recebendo um fora aqui sou eu. Não sou?


Fico em silêncio esperando ele falar. 


— Primeiro, eu quero deixar claro que te amo. Muito mesmo. — A sinceridade em seu olhar faz as primeiras lágrimas rolarem por minhas bochechas, que logo são recolhidas com delicadeza pelo maior. Não chore, hum? Me sinto horrível quando te vejo assim.


— M...Mas s....se você me ama, por que não namora comigo? — Pergunto entre soluços, tentando (mesmo de forma falha) controlar meu choro. 


— Por que eu não sou o suficiente para você Chittaphon. — Solta de uma vez. — Você é tudo o que eu não mereço. É incrível, é inteligente, é corajoso, é ótimo em tudo que faz. Lindo, e principalmente: Você é a pessoa mais amável do mundo. Sua personalidade, assim como tudo em você é demais para mim. — Quem estava com lágrimas nos olhos agora era ele, enquanto acariciava meu rosto de forma delicada e cheia de carinho. — És perfeito... E eu sou só... Eu.


Ao escutar tudo aquilo, nego com a cabeça. 


— Não. Você é tudo o que eu quero e preciso Seo. Eu posso parecer perfeito aos seus olhos, mas para mim a pessoa sem falhas aqui é você — por um milagre consigo finalizar minha fala sem soluçar, mesmo que as lágrimas grossas insistissem em sair de meus olhos — Por favor John...


Vejo-o abaixar a cabeça e fungar. 


— Não torne isso mais difícil Chitta... Nunca vou me perdoar por não poder te dar tudo o que merece. Nunca vou ser o suficiente para você. 


Nego com a cabeça e coloco minhas mãos em suas bochechas, levantando seu rosto. 


— Nunca mais diga isso. — Falo firme. — A única coisa que eu preciso é de você Johnny! Não me importo com mais nada. Então pare de ficar se desvalorizando, porque você é a melhor pessoa para mim. Ninguém nunca irá te superar em meu coração, nunca. — O abraço firme, como se em um pedido mudo falasse para ele não negar, para ele não fugir.


Só então ele começa a chorar de verdade, com direito a soluços e tudo. 


Ficamos um tempo assim, eu acariciando seus fios e o mais alto chorando em meu ombro, até que suas lágrimas parassem de rolar. 


— Ten.


— Sim? — Respondo sem afastar o abraço. 


— Obrigado por ser a pessoa mais maravilhosa do mundo. Obrigado por estar ao meu lado. Você não tem noção do quão importante é pra mim.


— Eu que tenho de te agradecer e te dizer essas palavras, você quem faz minha vida melhor. 


Sinto-o sorrir contra meu pescoço, o que faz meu coração palpitar. Sempre me sinto assim quando consigo fazê-lo abrir um sorriso. 


— Então, você ficaria feliz se eu te pedisse em namoro? Mesmo com todas as minhas falhas? — Pergunta fofo, me fazendo abrir um sorriso enorme. 


— Sim, eu ficaria muito feliz. 


Ele se separa do abraço, para me olhar e pegar minhas mãos, acariciando-as lentamente. 


— Namora comigo Chittaphon? — Vejo-o tirar dois anéis de seu bolso, fazendo-me arregalar os olhos. 


— O...O que? V...Você já havia planejado isso? — Pergunto boquiaberto. 


— Talvez.


Sorrio e encho-o de tapas nos ombros. 


— Você me fez chorar seu poste desgraçado! — Mesmo fingindo raiva, não posso evitar de sorrir, enquanto ele gargalhava. — Então foi tudo atuação?


— Não! Eu planejei te pedir em namoro, porém tinha perdido a coragem.


— Ei… — chamo-o. 


— Hum?


— eu te amo! Essa é a maior certeza que tenho em toda minha vida! Então não tenha receio de demonstrar seus sentimentos por mim. Por favor John. 


Ficamos em silêncio por um tempo, até ele assentir com a cabeça e rir baixinho. 


— Eu prometo! Afinal, estamos namorando agora né?


Não o deixo falar mais nada, pois pulo em seus braços, colando nossos lábios de forma apaixonada. 


*Taeil On*

— O que acha disso? — Pergunto após pensar muito, ao ver meu namorado voltar do quarto de Sicheng. 


— Ele está mal. Dormiu agora, não sei como tudo vai ficar quando Yuta chegar aqui. — Ele suspira e se senta em meu colo — Eu não quero que meu Cheng fique triste amor.


— Relaxe, o WinWin é forte! E nós vamos ajudá-lo a ficar bem — Respondo confiante. 


— Se aquele japonês 'xingling' fizer algo de ruim ao meu bebê eu arranco todos os dentes dele. 


Solto um riso baixo.


— Fique calmo, vamos tentar entender os motivos dele antes de partir para violência. 


— Aish amor! Pare de ser tão calmo. — Finge está emburrado, mas logo sorri — Acho que por isso nos completamos tão bem. Você é sempre tão calmo, como meu porto seguro. 


— E você é como minha tempestade. Sempre tão estressado! — Zombo, sentindo tapas fracos serem deferidos em meus ombros. 


— Eu também sou muito calmo, dependendo da situação. 


— UHum, fala isso para o Tae. 


— Aaa não vale! Ele me irrita quase sempre, e de propósito. 


E foi assim que iniciamos uma "discussão", regada a risadas, com direito a um filme de ação com pipoca no fim da noite.


*Hendery On*

Abro a pequena gaveta que havia na cômoda de meu quarto, tendo logo a visão de uma foto enquadrada. O vidro do porta-retratos se escontrava rachado na lateral, consequência de uma das várias brincadeiras passadas com os meninos em minha casa.


Suspiro pegando-a e analisando os três garotos em seus plenos cinco anos na foto, sendo eu um deles.


*FlashBack On*

— Deryyy!! Olhe o que eu e o Jun achamos! — Yang grita correndo até mim, com o outro logo atrás — Olhe. É uma joanina! — Diz animado. 


— É joaninha Yang, não "joanina". 


Sorrio, vendo o garoto que foi corrigido mostrar a língua para Xiao . 


— Tanto faz! A mamãe disse que elas dão sorte! E que eu poderia pedir qualquer coisa, já que eu achei ela. 


Faço um "O" perfeito com a boca. 


— Mas ela tem que voar, se não bater as asinhas nada vai acontecer. — Dejun relembra. 


— Isso é incrível! — digo com meus olhinhos brilhando. 


— Né!


— O que vai pedir? — O mais velho que perguntou, se sentando ao meu lado na grama, analisando, assim como eu, o mais novo animado com o inseto em mãos. 


— Hum... Não sei.


— Pede aquele jogo de bolinhas Yang! Que vimos na lojinha perto da casa da tia Lin. 


Ambos me olharam sorrindo, como se aquela tivesse sido a ideia mais genial de todas. 


— É mesmo Yang! Pede o joguinho! — Xiao confirma


— Tá!


Logo ele fecha os olhos, pensa um pouco e assopra a joaninha, que voa para longe.


— Eeee! Vamos ganhar o joguinho! — Comemorei juntamente a Dejun. 


— É… — o mais novo sorriu sem graça, coçando a nuca, aparentemente envergonhado. 


— O que foi Yang? Não está feliz? Ela voou!


— Estou feliz! É que... Eu não pedi o joguinho. 


Olhamos chocados depois da fala dele. 


— Como assim? Yang, a gente combinou que seria o joguinho — Reclamei fazendo bico. 


— Sei que combinamos, me desculpem — pediu, também com um bico nos lábios. 


Escuto um suspiro vindo de Xiao. 


— Agora já foi... Mas o que você pediu?


— É, o que foi?


O olhamos curiosos. 


— Eu pedi para que fiquemos juntos para sempre! — responde animado. 


— Yaaahh! Que pedido mais chato! — Reclamei cruzando os bracinhos. 


— Não é chato Dery. 


— É sim!


— Não é!


E começamos aquelas típicas brigas infantis para ver se aquele era ou não um bom pedido, enquanto Xiao apenas ria baixinho nos olhando. 


— Eu acho que o Yang fez um bom pedido Dery — Finalmente o mais velho falou, depois de parar de rir da nossa briguinha. 


— Viu! O Jun concordou comigo. — Cantarolou, me zoando. 


— Jun! Era pra você ficar do meu lado. 


— Eu só não quero me separar de vocês nunca, assim como o Yang. 


Sorri.


— Sei, eu também quero ficar para sempre com vocês! Mesmo que eu também quisesse o joguinho.


Eles riram e vieram até mim, me abraçando. 


Foi quando minha mãe aparece com uma câmera fotográfica em mãos, logo á posicionando e falando "olha o passarinho". 


Naquela época, com a visão de uma criança inocente, eu achava aquele pedido sem sentido e tolo. Mas nos dias de hoje, agradeço por Yang ter feito ele, pois seja pelo destino ou pelo bater de asas daquela joaninha, estamos juntos novamente.


*FlashBack Off*


Abraço o pequeno quadro, chegando a conclusão de que aqueles dois são as pessoas com quem eu quero passar toda a minha vida, é com eles que eu quero acordar de manhã e dormir de noite, é com eles que eu quero ter minhas noites de prazer, de carinho e de amor! Pois os amo.

No começo era difícil distinguir esse sentimento e acreditar que eu estava sentindo algo forte por duas pessoas ao mesmo tempo. E ainda pior (ou melhor), por duas pessoas que namoravam. 

Mas agora consigo entender, que para todas as minhas dúvidas, eles são a resposta. Eles são meu porto seguro.


Foi com esse pensamento que eu deixei o quadro na cômoda e peguei meu celular, discando o número de Yang. 


— Dery? 


Sorri ao escutar a voz do mais novo. 


— Posso passar na sua casa?


— Claro! Hoje eu estou de folga. — Consigo escutar a animação em sua voz. 


— Ótimo, o Jun está aí?


— Não, por quê?


— Queria falar com vocês dois... Pode chamar ele pra mim? Por favor. 


— Posso sim, aconteceu algo? — Pergunta preocupado, o que me faz sorrir mais. 


Cheguei a conclusão, de que só de falar com algum deles sinto uma alegria imensa dentro de mim. 


— Não Yanggie, está tudo bem! Só quero conversar sobre aquilo. 


— Ah sim! Então tá, chamarei ele. Estaremos te esperando Dery, e tomara que sua resposta seja boa. — Fala em tom brincalhão. 


— Okay Mrs.Yang, até mais tarde. 


— Até. 


É agora ou nunca. 




Notas Finais


Espero que tenham gostado! Me desculpem por qualquer erro, e nos vemos nos comentários!! 💕🌹


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...