1. Spirit Fanfics >
  2. My Old Love. - Clace >
  3. CAPÍTULO 09: O segundo dia em Nova York.

História My Old Love. - Clace - Capítulo 9


Escrita por:


Capítulo 9 - CAPÍTULO 09: O segundo dia em Nova York.


Fanfic / Fanfiction My Old Love. - Clace - Capítulo 9 - CAPÍTULO 09: O segundo dia em Nova York.

  O SEGUNDO DIA EM YORK


Já era tempo.

Eu pressionei minha testa contra a porta de carvalho do meu quarto velho, orando para o tempo retroceder e me dar mais alguns dias com meu tio. Eu não estava pronta para colocá-lo a seis pés abaixo da terra e cobri-lo com terra. Eu sabia que eu nunca estaria pronta para dizer o último adeus a
alguém que eu amava, mas era fisicamente impossível fazer isso para o meu tio.

Eu não estava pronta para dizer adeus a ele. Eu simplesmente não conseguia fazê-lo.

— Clary? — Eu ouvi uma voz suave chamar do outro lado da porta do meu quarto, gnhando minha atenção.

Eu pisquei e percebi que era minha avó.

— Eu não posso fazer isso, vovó.

Dei um passo para trás quando a maçaneta da porta mexeu e minha  porta se abriu. Minha avó ficou na minha porta, vestindo um elegante terninho preto. Ela tinha amassado um lenço em suas mãos e seus olhos estavam vermelhos e inchados de tanto chorar.

— Baby, — ela fungou, — você pode fazer isso.

Meus olhos se encheram de lágrimas. — Eu não estou preparada.

Ela sorriu para mim, com lágrimas caindo sobre suas bochechas. — Nós nunca estaremos prontos, querida, mas a morte não espera por ninguém.

Eu balancei a cabeça e funguei enquanto lágrimas caíam no meu rosto e vestido.
  Olhei para o meu vestido preto, momentaneamente admirando as
mangas de renda preta. Minha mãe saiu e comprou-me o vestido, meias e sapatos que eu usava porque não tinha nada adequado para um funeral na minha mala.

Quando eu li a carta de Jonathan, eu apenas joguei na minha mala os primeiros itens que vi no meu apartamento. Algo para vestir no funeral nunca passou na minha mente.
  Naquele momento não parecia
real. Eu tentava processar tal fato; eu tentava entrar em acordo com ele.
Ainda não parecia real, e eu acho nunca o faria.
Eu sempre esperava a ligação habitual, a chamada pelo Skype e e-mail diário dele, e eu tinha certeza de que meu coração iria quebrar cada vez que eu percebesse que nunca viria.

— É a última pessoa a dizer adeus ao meu bebê, — minha avó sussurrou, puxando-me dos meus pensamentos para a realidade assustadora. — O carro fúnebre estará aqui em breve para fechar o caixão e levá-lo a
igreja para a missa fúnebre. Mas quero que tenha um tempo com ele antes de tudo.

Eu balancei a cabeça mais uma vez, meu coração acelerado dentro do meu peito quando o meu estômago revirou.
Minha avó me levou para fora do meu quarto. Ouvi inúmeras vozes enquanto descia as escadas. Então eu vi uma multidão de pessoas dentro da casa e, pela porta da frente aberta, notei outra multidão no jardim.
Todos se calaram quando cheguei ao degrau, mas eu evitei olhar para qualquer rosto.
Eu não queria falar com ninguém. Eu só queria estar com meu tio e minha avó percebeu isso. Ela me levou para a sala; deu-me um longo e caloroso abraço; olhou para o caixão pela última vez e, em seguida, e saiu da sala.
Quando a porta se fechou atrás de mim e eu fui deixada sozinha com o meu tio, o silêncio na sala era ensurdecedor. Minhas pernas tremiam quando eu andei até o caixão do meu tio e levantei meu olhar. Através dos olhos borrados, eu observei cada polegada de seu belo rosto, certificando- me de nunca esquecer. Coloquei minhas mãos trêmulas no rosto frio do meu
tio.

— Este é realmente o pior dia da minha vida, — eu disse a ele, lembrando-me do que disse a ele ontem à noite. — Eu pensei que o dia em que fugi foi destruidor, mas enterrá-lo está me matando.

Eu não sei o motivo, mas eu ainda esperava uma resposta do meu tio e que me assegurasse que tudo ficaria bem, mas quando o silêncio me respondeu, sua morte pareceu mais real. O quão estúpido foi isso?

  Euestava ao lado de seu corpo morto, e só quando ele não me respondeu é que senti sua morte como real.

— Eu não estou... Eu não estou pronta para deixá-lo, — eu sussurrei.

Eu rompi em soluços audíveis quando ouvi um carro estacionar próximo a nossa casa. Eu olhei para a janela e através da cortina vi o carro fúnebre. Que levaria meu tio da casa dos meus pais para a igreja, para a
missa fúnebre, e em seguida para o seu lugar de descanso final no cemitério.

Comecei a entrar em pânico. Eu não tinha tempo.

— Eu te amo com todo o meu coração. Você fo-foi o melhor tio e amigo que qualquer menina poderia querer. Eu quero que você sa-saiba que eu sempre te amei, e eu sinto muito po-por deixá-lo. Sinto muito, tio Luke.
Por favor me perdoe.

Debrucei-me sobre o caixão e deitei minha cabeça em seu peito duro e frio enquanto soluços agitavam meu corpo. Eu odiei que meus gritos foram tão altos ao ponto de minha mãe, avó e amigos da família invadir o salão.
Eu não queria incomodá-los ainda mais, mas eu não conseguia controlar a emoção que sentia. Eu não sei quanto tempo eu chorei no peito do meu tio, mas quando senti as mãos em meus quadris, eu me recusei completamente.

— Não! — Eu chorei, e agarrei meu tio. — Eu p-preciso de mais m- minutos.

Senti uma testa pressionar contra a parte de trás da minha cabeça, e mãos sobre meus braços me segurarem com força.

— Vamos, Clarissa.

Jace.

— Eu não posso, Jace, — Eu soluçava. — Eu não posso deixá-lo. Eu n-não posso fazer isso.

Eu nem me dei conta que Kale me tocava; eu estava muito abalada com meu último adeus ao meu querido tio. Olhei para a porta quando ela se abriu, e homens vestidos com ternos pretos entraram.

Os lacaios.

— Jace, por favor, — lamentei e me virei em seus braços. — Não deixe que eles o levem, por favor.

Eu olhei para Kale, e com olhos borrados eu vi seus inietados olhos cor de oceano apontados para mim. — Sinto muito — ele sussurrou.

— Por favor, — Eu gemi. — Eu não posso ficar s-sem ele. Por-por favor.

Jace fechou os olhos com angústia estampada em seu rosto.

— Quem estará presente para o fechamento final? — Uma voz masculina murmurou.

— Eu vou, — a voz de meu pai respondeu.

Eu me virei e olhei para meu tio mais uma vez e sussurrei: — Adeus, tio Luke.

Eu sabia que deveria sair então, mas eu não consehui mover minhas pernas, que ficaram congeladas no lugar. Eu não me importava porque eu não queria sair, mas meu querer não era importante. Era sobre meu tio ter a melhor despedida possível.
  No entanto, mesmo que eu soubesse de tudo isso, eu ainda não podia sair do cômodo. Jace sabia disso também, porque sem aviso meus pés foram levantados do chão, e por um momento eu lutei contra ele enquanto era retirada da sala, mas quando cheguei ao corredor, eu desabei em cima dele e chorei até não existir uma única lágrima em meu corpo.
Ele silenciosamente me segurou o tempo todo, beijou minha cabeça e nos balançou de um lado para o outro até meus soluços tornarem-se meras fungadas.

— Sinto muito, — eu sussurrei,  sentindo-me terrível por usá-lo como apoio quando eu não tinha tal direito. Eu não tinha direito de pedir qualquer coisa dele.

Ele me apertou. — Eu estou aqui por você, Clary. Sempre.

  Mais lágrimas vieram em seguida, e arrependimento envolveu minha tristeza e me empurrou ainda mais na miséria.
O que eu mais queria era ter estado aqui quando ele mais precisou de mim, como ele fazia agora por mim, mas essa era a diferença entre mim e Jace.

Ele era altruísta e eu era egoísta.

— É hora, querida, — ele murmurou.

Eu silenciosamente me virei e sai, e encontrei o jardim, bem como a estrada e calçadas, cheio de pessoas. Isso me fez chorar ainda mais. Meus irmãos encontraram Jace e eu, e ambos me abraçaram quando viram meu estado.
Fomos para perto de minha avó, mãe e pai, que já não estavam com o meu tio, e isso significava que seu caixão tinha sido fechado pela última vez.

  Eu segurei a mão de Jace e a apertei quando o caixão de meu tio foi retirado da casa dos meus pais e colocado na parte de trás do carro fúnebre.

Minha família e Jace entraram no carro ne?ro da família que seguia atrás do carro fúnebre. Sentei-me ao lado de Jace, o que não era surpreendente, considerando que eu não soltei a mão dele desde que ele a ofereceu para mim.

Descansei minha cabeça em seu ombro enquanto seguíamos para a missa fúnebre. A viagem para a igreja foi mais rápida do que eu gostaria.
Quando saímos do carro, Jace me soltou para que ele, meus irmãos e pai junto com os lacaios carregassem o caixão de meu tio para igreja.

Segurei as mãos de minha avó e mãe, e nós choramos iuntas enquanto entrávamos na igreja.
Eu vi quando o caixão foi baixado dos ombros dos homens para um apoio em ao frente altar, junto com vários buquês e coroas de flores e uma bela foto do meu tio sorrindo.

  Tomei meu assento no banco da frente e ao lado do meu pai, então eu me afastei quando Jace sentou ao meu lado e colocou o braço em volta do meu ombro e reclinou meu corpo contra o dele. Eu ouvi murmúrios altos e movimento enquanto o padre preparava a cerimônia. Olhando por cima do ombro de Jace, vi um mar de gente. Não fiquei surpresa ao encontrar a
igreja tão cheia. Meu tio Luke foi uma pessoa incrível, e as centenas de pessoas que vieram vê-lo eram apenas uma prova do quão verdadeiramente incrível que ele era.

Eu estava tão grata por Jace. Ele não precisava me entender, no entanto, ele se sentou ao meu lado e segurou minha mão por todo o tempo.
Ele me abraçou quando meus irmãos leram suas orações e me embalou quando eu chorei durante o discurso de meu pai. Ele fez as pessoas rirem ao falar do lado louco do meu tio, mas principalmente fez as pessoas chorarem, sabendo que tinha perdido tal caráter.

Enquanto o padre lia uma das orações finais, minha mente derivou para a minha última conversa Skype com meu tio, e isso me trouxe conforto e dor de cabeça.

* * *


 
— Você não acreditaria no dia que eu tive — eu disse ao meu tio quando seu rosto encheu a tela do laptop.

Meu tio bufou. — Olá para você também, querida.

Eu sorri e ajustei meus fones de ouvido para que eu pudesse ouvi-lo
claramente. — Desculpa — Oi, como vai você?

— Melhor agora que estamos conversando. — Ele piscou, então ccenou com a mão. — Vá em frente: diga-me sobre o dia que você teve e que eu não vou acreditar.

— Espertinho, — Eu repreendi, fazendo-o rir. — Ok, — eu comecei, — então você sabe que eu tenho editado uma série de terror para KT Boone?


Aquele em que a menina é realmente o assassino? — Meu tio perguntou com cautela.
Essa série o assustava.

— Sim, — eu disse, acenando com a cabeça.


— E quanto a isso? — Perguntou.
Eu tive que conter meu guincho porque mesmo escondida na parte de trás do Starbucks local, eu ainda poderia chamar a atenção para mim.

— O último livro da série entrou na lista do New York Times como número um! — Eu jorrei. — Tio Luke, algo que eu editei, e ajudei de alguma forma, é um maldito Best-seller!

Meu tio aplaudiu e bateu palmas. — Eu sabia! Eu sabia que você faria de forma brilhante. Eu estou tão orgulhoso de você.
Pela primeira vez, senti algo que se assemelhava a felicidade.

— Obrigada, — eu disse. — Eu não posso acreditar. Meu nome está associado ao dele, e por isso eu recebi três e-mails de diferentes editoras — grandes editoras eu poderia acrescentar — querendo me contratar para
trabalhar com alguns dos seus clientes. Você acredita nisso?

— Querida, — meu tio disse com um sorriso radiante, — Eu não estou nem um pouco surpreso.


Eu ri. — Você sabia que isso aconteceria, então?


— Eu sabia que você seria muito bem sucedida no que faz, então sim, eu sabia. Você está abalando essa cidade.

Eu ri. — Eu estou no chão. Finalmente, algo de bom me aconteceu.

— Você ainda será freelance? — Meu tio questionou.
— Claro, — eu disse, acenando com entusiasmo. — Autores Indie são superstars, e é por causa de um deles que eu estou recebendo ofertas de emprego como esta.


— Bom para você, querida. Eu estou tão orgulhoso de você, e seus pais vão ficar encantados com a notícia.


Eu caí um pouco. — Você acha?


— Clary, é claro. Eles são muito orgulhosos de todos os livros e artigos que você editou. Eu lhe disse que seu pai e eu lemos tudo o que faz.

Aquilo tocou meu coração de uma forma que eu não podia descrever.

— Eu posso imaginar ambos reunidos ao redor da mesa da cozinha discutindo os livros, — eu disse, rindo.

— Nós temos que sentar na sala de estar; sua avó e seus amigos tricotam na mesa agora.


Isso me fez rir ainda mais.
— Você deve ligar para seus irmãos e dar-lhes a grande notícia.


— Eu não penso assim, — eu resmunguei. — Eu liguei no dia do aniversário, e quando eu disse a Jonathan para parar de me pedir para
voltar para casa, ele me disse para nunca ligar novamente. Estou apenas cumprindo seus desejos.


Meu tio balançou a cabeça. — Você é igual aos seus irmãos: teimosos incomparáveis.


Eu sorri. — E você não é teimoso?


— Eu sou, — ele concordou. — Mas não tanto quanto você e seus irmãos.

Eu gemi. — Eu não quero discutir com você.


— Eu não estou discutindo. Estou apenas a mencionar algo que você não gosta de ouvir.


Revirei os olhos. — O que você fez hoje?

Ele pensou, então disse: — Eu fui ao túmulo de sua tia e coloquei flores frescas. Coloquei um pouco sobre o túmulo de sua amiga também.


Minha voz apertou com emoção.
— Obrigada, tio Luke, — eu disse. — Você é o melhor.

— Você também, querida.


* * *


Pisquei al?umas vezes quando Jace se moveu ao meu lado. Olhando ao redor, percebi que a missa tinha acabado. O padre veio para a minha família e apertou cada uma de nossas mãos enquanto oferecia suas
condolências. Eu não pude responder a ele, então Jace fez isso por mim.


— Obri?ado, padre, — disse ele.

Eu retomei as mãos da minha mãe e avó quando Jace, meus irmãos, meu pai e dois criados levantaram o caixão em seus os ombros e o levaram para fora da igreja, com todos os presentes a seguir lentamente atrás.
  Uma vez que meu tio foi colocado com segurança dentro do carro fúnebre, voltamos para o carro preto e viajamos para a casa do meu tio no passeio final.


Doeu demais.


Dilacerou-me passar por sua casa e seguir para o seu lugar de descanso final em York Cemetery. Tudo parecia voar naquele ponto. Dentro de um piscar de olhos, nós estávamos de pé ao lado do túmulo, observando seu corpo ser baixado e o padre falar suas orações.
Um amigo de minha mãe passou uma única rosa vermelha a cada um dos membros da minha família e Jace, para nós jogarmos em cima do caixão do meu tio. Eu era a última pessoa a jogar minha rosa, mas antes de
deixá-la cair, eu beijei as pétalas e sussurrei: — Vou sentir falta de você para sempre.


A rosa parecia descer em câmera lenta e caiu na placa de identificação do caixão, onde o nome de meu tio foi gravado. O padre falou um pouco mais sobre o homem amoroso que meu tio foi e quantas vidas ele havia tocado.


Não muito tempo depois, — Time to Say Goodbye, — por Andrea Bocelli e Sarah Brightman começou a tocar uma vez que o padre disse que suas orações finais. Eu aguentei durante o primeiro minuto da canção, mas assim que o coro começou a tocar, e as palavras — hora de dizer adeus—
foram cantadas, eu quebrei.

Braços vieram ao redor de mim por trás, e um rosto descansou contra o lado do meu.

— Ele sempre estará com você, — a voz rouca de Jace sussurrou.


Eu soluçava e me virei para ele, segurando-o enquanto eu chorava devido a dor que sentia. Eu não sei quanto tempo eu chorei, mas eu logo estava nos braços dos meus pais que também lamentavam por meu tio. As pessoas começaram a sair, uma vez que a música chegou ao fim, sinalizando o fim do funeral.

Olhei através da multidão de pessoas que desaparecia, e meus olhos
pousaram em Jace. Ele estava em pé em frente a sepultura de Alec, que ficava apenas trinta ou mais lotes para baixo da sepultura do meu tio e tia.

Ele olhava para a lápide com as mãos enfiadas nos bolsos de sua calça. Eu estava prestes a ir até ele, simplesmente para dar apoio, como ele fez por mim, mas eu congelei quando, do nada, eu vi Drew caminhar até Jace.

Aproveitei o tempo para observá-la, notando que enquanto ela ainda
parecia consigo mesma, seu rosto mostrava sinais de sua perda. Não era tão vibrante quanto eu me lembrava. Eu não sei se ela falou com Jace, mas ele olhou para ela e, tirando a mão esquerda do bolso, colocou o braço em seu ombro, abraçando-a com ele antes de voltarem seu foco para a lápide de seu filho.


Ciúme revirou meu estômago, e eu queria me bater por causa disso.

Por que sentir inveja ao vê-los juntos quando era tão óbvio que a única ligação entre eles era a memória de seu filho perdido?

Olhei para longe para que pudessem compartilhar aquele momento com seu filho em particular, em vez de ter os olhos persistentes sobre eles.

Meu foco rapidamente pousou na minha avó, que abraçava os pais de Jace.


Eu não os vi em anos, mas eles eram exatamente como eu lembrava; só.tinham algumas linhas extras em torno de seus olhos e menos brilho.

Perder o neto e assistir o filho passar por tal luta era o motivo, sem dúvida.
Quando me aproximei deles, Sra. Herondale me viu primeiro.
— Clary, — ela emocionou-se. — Oh, minha menina, é tão bom ver você.

Eu sorri largamente quando ela correu para mim e colocou os braços em volta de mim, me abraçando com tanta força que eu tive medo dela me quebrar.
— Deixe a pobre moça, Celine — você vai esmagá-la, — disse o Sr Herondele, seu sotaque de Newcastle forte como sempre.

Eu sempre me surpreendi por Jace não ter uma pitada sequer do sotaque de seu pai. O acento de Newcastle era forte, mas só mostrava que cle era realmente um homem de Yorkshire.

Eu ri quando a Sra. Herondale mebsoltou apenas para me abraçar novamente. Quando ela finalmente se separou de mim, Senhor Herondele veio rápido antes que ela tivesse outra chance de me envolver em seus braços.

— É maravilhoso ver você, querida, — disse ele, sorrindo para mim e, em seguida, beijou minha testa como fez muitas vezes antes quando eu era mais jovem.

— E o senhor está muito bem.
Ele estava; ele tinha perdido muito peso e estava ótimo.

Ele piscou. — Jace e seus irmãos assumiram minha dieta e estou comendo saudável. Confie em mim, eu prefiro estar com seu pai no boteco algumas noites por semana do que contando quantas calorias eu estou
comendo.

Eu ri divertida. — Parece que o meu pai come e bebe por vocês dois.


Sr. Herondale riu, e trouxe um sorriso genuíno para o meu rosto.

— Então, — disse ele depois de se acalmar, — como é viver na Big Apple?


Eu perdi meu sorriso.


— Está... OK.

O lábio do Sr. Herondale se contraiu, mas ele não disse mais nada.

Olhei na direção de um casal que chamou o meu nome. Eles eram amigos dos meus pais, então eu pedi licença ao Sr. e Sra. Herondale e cumprimentei o casal, bem como muitas outras pessoas que me paravam e me ofereciam suas condolências. Eu não sabia como eu conseguia ser forte,
mas eu fiz, e estava moderadamente feliz com isso. Eu sabia que lágrimas levariam a simpatia, e simpatia levaria a mais lágrimas.

  E, por Deus, eu não queria chorar mais.
Quando terminei de saudar e agradecer as pessoas, eu fui para o carro que tinha me trazido para o cemitério, e eu esbarrei em minha mãe ao longo do caminho.


— Você está indo para o pub? — Perguntou ela.

Eu balancei minha cabeça. — Eu só quero voltar para sua casa e dormir. Eu só vou chorar na frente de todos no pub, mãe.

Minha mãe balançou a cabeça em entendimento. — Eu sei, baby. Eu
não vou ficar muito tempo também. Eu só quero ir e agradecer a todos por terem vindo.

— Dê aqueles que eu conheço o meu melhor, certo? — Perguntei. — Ah, e diga adeus a Jace também. Eu não tive uma chance.

Minha mãe acenou com a cabeça mais uma vez e bei?ou meu rosto. — Eu vou. Agora vá para casa e durma um pouco. Vou dar uma conferida em você quando eu chegar. Peça ao motorista do carro preto para levá-la de
volta. Dorothea e Lídia vieram de carro. Elas nos levam de volta para a igreja.


Eu não vi nenhuma delas desde a noite passada na casa dos meus pais, mas isso não foi surpreendente, dado o número de pessoas durante o funeral e enterro.

Abracei minha mãe firmemente antes de ir para o carro preto. O motorista estava fumando um cigarro, mas ele rapidamente o deixou cair e apahou com o pé, quando me aproximei dele.

— Olá, senhorita — disse ele, inclinando a cabeça em saudação.

Eu balancei a cabeça. — Olá. Você poderia me levar para casa, por
favor?


— Você não quer ir para o local de encontro?


Eu balancei minha cabeça. — Eu não estou no clima, estou com medo.

Ele franziu a testa. — Sinto muito por sua perda.

Com esse tipo de trabalho, fiquei triste ao pensar em quantas vezes rle disse essas palavras para as pessoas.

— Obrigada, senhor.


Ele abriu a porta atrás do assento do motorista para mim e me fez um gesto para entrar no carro.


— Você estará em casa em apenas alguns minutos, — prometeu ele com uma piscadela.

Em um minuto eu estava no carro preto passando pela cidade, no seguinte eu subia as escadas da casa dos meus pais. Eu queria ir direto para a cama e me enrolar em uma bola, mas eu precisava tomar banho e lavar
esse dia do meu corpo.

Depois do banho, peguei uma toalha grande e envolvi em volta do meu corpo, então saí do banheiro para o meu quarto, onde um calafrio me fez tremer. Eu sorri e balancei a cabeça quando encontrei outro
conjunto de pijamas de Pokémon, e isso só fez o amor por minha mãe crescer.


Ela era tão bem atenciosa.

Depois de trocar de roupa, eu vesti algumas meias macias e um par de chinelos novos antes de secar meu cabelo. Eu não me incomodei em escová-lo, queria apenas deixá-lo seco, e quando acabei, eu amarrei meu cabelo no topo da minha cabeça em um coque bagunçado.

Eu me senti relaxada então.
Quando eu estava prestes a rastejar em minha cama e me resignar à calma e escuridão, a campainha tocou. Fechei os olhos com um suspiro e momentaneamente pensei em ihnorar, mas decidi o contrário quando lembrei todas as pessoas que tinham aparecido desde que eu cheguei, e do seu respeito e condolências pela morte do meu tio.
Deixei o meu quarto e desci as escadas para cumprimentar quem estava na porta. Meu tio merecia respeito e condolências de todos, e eu ficaria feliz em aceitá-las, mesmo que me ferisse.

Abri a porta e, com meus olhos doloridos, eu vi um rosto muito familiar em vez de um estranho. — Jace, — eu disse, surpresa. — O que você está fazendo aqui?


Seu lábio tremeu quando seus olhos notaram meu pijama antes de se
fixarem nos meus próprios. — Sua mãe disse que você veio para casa porque não poderia lidar com todos no pub, então eu vim para lhe fazer companhia. Eu não quero que você fique sozinha agora.

Eu sussurrei — Mas eu não mereço o seu conforto, eu não mereço nada de você.

A testa de Jace franziu. — Por que não?

Dei de ombros. — Porque eu fiz tudo terrivelmente complicado para você, então fui embora e não falei com você por seis anos.

Os lábios de Jace formaram uma linha. — Vamos para a sala de estar, e podemos assistir a um filme ou algo assim. Eu não vou falar sobre isso hoje, amanhã ou no dia seguinte. Quando a morte do seu tio não for tão recente, vamos conversar, mas por agora vamos simplesmente aproveitar.


Eu ampliei meus olhos por um momento, mas logo assenti com a cabeça, virei-me e entrei na sala de estar enquanto Jace fechava a porta da frente. Eu estava hrata por esses poucos segundos sozinha, porque eu senti que estava prestes a surtar. Eu sabia que Jace e eu teríamos que conversar
— e falar sobre tudo — mas ouvi-lo dizer isso em voz alta me deixou nervosa.

Eu temia só de pensar em como essa conversa seria.

— Você está bem? — Perguntou Jace, sua voz me assustando.

Eu assenti entorpecida. — Eu estou bem.

Ele levantou uma sobrancelha. — Você não consegue mentir para mim, Clary. 

Não é uma maldita verdade?

— Ok, eu não estou bem, mas não estou em pedaços — não agora, de qualquer maneira.


Ele gesticulou para o sofá. — Sente-se e procure algo para assistirmos. Eu estarei de volta em um minuto.

Pisquei. — Aonde você vai?

— Fazer chá, obviamente.


Fiquei surpresa quando eu funguei, e ainda mais surpresa quando isso trouxe um sorriso brilhante ao rosto de Jace. — Uma xícara de chá seria perfeito.


Ele riu e se virou. — Três colheradas de açúcares e muito leite. Certo.

Eu senti meu queixo cair. — Você lembra como eu tomo meu chá? — Perguntei, choque transparecia no meu tom.
 
Ele parou junto à porta sala de estar e, sem se virar, ele disse: — Você acha que eu ia esquecer?

Eu não disse nada, então Jace foi da sala até a cozinha. Olhei para o espaço que ele desocupou por alguns momentos antes de me sentar no sofá  momento ou dois, ele levantou o olhar para o meu e sorriu. — Eu estou feliz de ainda ter meu título de melhor xícara de chá do mundo.

Eu suspirei, pensando no tempo em que eu lhe dei esse título. Eu tinha quatorze anos e estava menstruada, com cólicas e miserável. Jace fez a minha primeira xícara de chá, e isso mudou tudo. Cada. Coisa. Daquele
momento em diante, sempre que estava em sua companhia, ele estaria de plantão para me fazer uma xícara de chá.

Fiquei contente pela tradição não ter desvanecido.

  Sentamos em um silêncio confortável por alguns minutos antes que eu me sentir na borda. Eu queria apresentar minhas condolências por Alec, reconhecer sua existência, mas eu não sabia como dizê-lo. Eu estava tão assustada de bagunçar tudo e não soar completamente sincera. Eu também estava com medo de perturbar Jace, o que era a última coisa que eu queria.
Eu decidi que era melhor sair antes que eu dissesse algo que perturbasse um de nós, muito provavelmente eu.

— Eu acho que vou para a cama antes de adormecer aqui em baixo.

Essa era uma mentira de coração frio. Eu estava tão acordada por estar em sua companhia, e isso me assustava.

— Pode ir. Eu vou ficar aqui em baixo até seus pais e irmãos chegarem.

O que eu fiz para merecer sua generosidade?
Pensei, então franzi a testa quando minha mente zombou, Nada.

Eu levantei e mudei de um pé para outro.
— Obrigada, Jace.

Ele olhou para mim. — Você não tem que me agradecer, Clarissa— Eu estou com você.

Meu coração bateu contra o meu peito, surpreendentemente ainda
trabalhando.



—Clarissa, — eu pensei. — Isso não vai mudar nunca, não é?

Jace sorriu, sacudiu a cabeça e disse: — As coisas não mudaram por aqui, criança.

Olhei ao redor e franzi a testa. — Você tem certeza? Porque de onde estou, tudo é diferente.

— Eu sou o mesmo, — respondeu ele, e lambeu os lábios. — Na maior parte, de qualquer maneira.

Olhei para ele, realmente olhei para ele, e encontrei-o me encarando,
seus olhos oceano focados nos meus.

—Todo mundo muda, Jace. Nada permanece o mesmo para sempre — murmurei.

Ele franziu a testa. — Você mudou?

Ele soou como se doesse fazer essa pergunta.

Eu relutantemente concordei. — Eu não sou a mesma Clary que você conheceu, filhote.

Surpreendentemente, a minha resposta trouxe um sorriso glorioso ao seu rosto. Era o tipo de sorriso que agitava as borboletas no meu estômago, acelerava coração e dificultava minha respiração.
Era magnífico.

— Minha Clary  ainda está em algum lugar, — disse ele, em tom corriqueiro. — Só ela me chama de filhote.

Eu sempre o chamava assim porque ele tinha os maiores olhos de cachorrinho que eu já tinha visto, e isso era uma coisa sobre ele que nunca mudaria. O brilho sim, mas não o tamanho.

  Eu não sabia o que dizer sobre isso, então eu dei-lhe um pequeno sorriso e desejei boa noite. Quando chehuei ao meu quarto, fechei a porta atrás de mim, apertei minhas costas contra a madeira e, em seguida,
escorreguei até o chão e olhei para a escuridão.

Ele me chamou minha. Kale disse minha Clary.

Eu desconsiderei isso, porque eu não era sua. Você nunca poderiapertencer a alguém sem possuir um pedaço dele ou dela em troca, e eu aprendi da maneira mais difícil que eu não possuo qualquer parte do Jace.

Eu tinha uma memória de como era tê-lo, mas foi isso. E essa memória
estava desaparecendo. Rápido.


Notas Finais


OIEEEEEEEEE ME CONTEM, OQUE ACHARAM? ESTÃO GOSTANDO.

O PRÓXIMO CAPÍTULO SAI LOGO LOGOOOOOO E eu não sei se fico animada ou se choro por ele kkkkkkk estamos no meio da história, resumindo não falta muito, tentarei ser mais rapida.

Eu recebi várias mensagens e meninas: Adoraria dar um Jace pra cada uma de vocês se pudesse❤

Nos vemos, xoxo! ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...