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História My Old Prince (Imagine Jungkook - BTS) - Capítulo 21


Escrita por: e PandoraSora


Notas do Autor


Eu demorei e peço desculpas, mas já está acontecendo muitas coisas ruins recentemente então vamos de um capítulo mais leve❤❤❤ Espero que todos vocês estejam se cuidando direitinho❤❤

Beijoss!!!❤❤❤

Capítulo 21 - Pergunta sem resposta.


Fanfic / Fanfiction My Old Prince (Imagine Jungkook - BTS) - Capítulo 21 - Pergunta sem resposta.

P.O.V's Jungkook

 

A garota piscou os olhos diversas vezes parecia até não acreditar na cena, lhe dei espaço para entrar na minha casa e naquele momento foi como o maior desafio da sua vida pois ela hesitava em entrar, mas a garota finalmente adentrou e então a porta foi fechada. O pequeno baque soou como a finalização de uma hipnose, foi como uma volta à realidade. Agora quem piscava os olhos sem parar era eu, o que eu estava fazendo?

— Por que eu te chamei para jantar comigo? — questiono baixinho coçando a nuca e analisando seu rosto. Eu acho que falei para ela ao invés do meu cérebro. Ela sobressaltou me encarando indignada.

— Você é um creti... — lhe interrompo rapidamente balançando as mãos no ar. Lembrei da nossa trégua.

— Cancela isso! Exclui! Na verdade... Eu não sei o motivo para ter chamado você, mas já que está aqui... — sorri nervoso, respirei fundo e olhei para o balcão em que eu preparava os talheres. — Eu tinha pedido bibimbap, vai querer? — questiono tentando ser simpático, mas falhando miseravelmente.

S/n com sua cara séria me deixava com medo. Balanço a cabeça e giro os calcanhares começando a andar em direção ao sofá e recebendo um murmuro com a sua confirmação. Ela é desconfiada.

— Você não está mais com dor na perna? Senhor Perna de Isopor. — S/n indaga mudando seu humor rapidamente enquanto se senta no outro sofá.

— Aí! Que dor... — exclamo de forma dramática enterrando o meu rosto no travesseiro e acariciando minha perna.

— Que exagero... — ela resmunga. Retiro um pouco a almofada do meu rosto para liberar a visão de um dos olhos e percebo que ela me encarava com um olhar sério. Ok. Talvez... Eu esteja querendo me aproveitar da situação. — Você continua deixando ela na posição errada, seu... — respira fundo, se levanta e caminha até mim, ela organiza de forma correta o apoio que estava na minha perna. — E esse travesseiro não é no rosto... — ela bufa se aproximando mais de onde eu estava sentado e toma a almofada das minhas mãos, pega nos meus ombros me impulsionando para frente e ajeita de forma confortável. — Está melhor? — Sim. Bem melhor. A visão do seu rosto estava perfeitamente alinhada naquele momento. Os fios caídos no seu rosto e alguns presos estavam perfeitos. Eu observava cada detalhe como se eles fossem até mesmo novo para mim, como se ela tivesse evoluído... Sabe quando um Pokémon que já é de um jeito fofo e depois que evolui se transforma em uma mistura de fofo, lindo, espetacular e encantador...

— Sua Pokémon! — exclamo empurrando sem muita força a garota para longe de mim e limpando minha garganta antes de falar. A campainha é soada de repente. — Você pode pegar? Por favorzinho? — sorrio nervoso apontando para a porta. Eu estava um pouco assustado.

— Você é bem descarado, quando eu tento te ajudar você me empurra e ainda quer que eu pegue o pedido para você? — cruza os braços incrédula e a campainha soa novamente, ela revira os olhos e caminha em passos pesados. — Mas já que você pagou.

— Eu acho que estou com febre... — murmuro baixinho para mim mesmo, e passo as mãos pela testa e rosto quente com uma expressão quase desesperada.

 

[...]

 

Depois de comermos, eu não sei porque tive a terrível ideia de chamá-la para assistir um filme. Não, tudo bem, é só um filme e ela já está dormindo nos primeiros minutos e praticamente babando no meu ombro. Eu não deveria estar reclamando ou deveria?

— Ei... — toquei com a ponta no dedo indicador no seu braço na expectativa dela acordar. Ok, Jungkook. Chama ela direito, ela não é um monstro em uma masmorra que vai devorar seu personagem do jogo se acordar. Bem... Mas eu não quero tocá-la e invadir seu espaço pessoal. — S/n... — chamo baixinho cutucando a garota no braço novamente, até que a mesma acaba caindo nos travesseiros que estavam no meu colo. 

Maldita ideia de ter sentado ao seu lado! Contraí meu abdômen e prendi a respiração, lentamente tentei me afastar sem precisar acordar a mesma. Quer saber? Melhor deixar ela aí dormindo e sair daqui, isso não daria em nada bom. Faltava pouco até que a mão da garota de pele alva agarrou a minha camiseta me puxando de volta ao mínimo trajeto que eu dificilmente percorria, ela soltou um fino grunhido manhoso e aproximou seu rosto do meu peito. As batidas do meu coração foram imprevisíveis e mais rápida que um carro de corrida. Faz muito tempo que meu coração não batia dessa forma por simples movimentos. Eu queria saber o porquê dessa reação, mas eu tenho medo de descobrir. Eu não quero mais.

Respiro fundo e toco os dois ombros dela para fazê-la se sentar novamente e se afastar de mim. Ela pisca os olhos diversas vezes e boceja, leva a mão até o rosto e me encara com o cenho franzido.

— Eu te chamei para assistir um filme, e não dormir. — exclamo envergonhado desviando o olhar atônito e batendo os pés.

— Bastava ter me chamado. — ela fecha a cara séria e eu continuo sem encará-la. — Bom eu vou indo, obrigada pela comida. — ela se levanta e por fim eu observo ela se retirar em passos rápidos da minha casa. Vai com os anjos.

— Eu acho que preciso de um psicólogo... — exclamo assustado, toco minhas bochechas quentes e me levanto indo na direção da televisão para fechá-la. — Deus...

 

[...]

 

Hoje em dia a palavra "acho" está presente a qualquer momento da minha vida. E por sinal eu acho que... É melhor eu andar rápido se não quiser encontrá-la, caminho até o elevador para finalmente sair do estacionamento no subsolo, como quase ninguém usava o meu elevador foi a melhor maneira de fugir.

Sorrio tranquilizado ao atravessar a porta aberta e perceber que não tinha ninguém no corredor do meu andar, caminho com mais confiança até que subitamente surge a figura feminina logo na minha frente. Arregalo os olhos e aperto a gravata antes de gira os calcanhares e voltar pelo caminho que eu estava seguindo como se nada estivesse acontecido, mordo os lábios com um pouco de nervosismo e pedindo aos céus que ela não venha falar comigo, porém, todavia, contudo, meu desejo não foi realizado. Os saltos agudos pararam também no piso do mesmo elevador que eu. O silêncio estava constrangedor. Ela sorria. E eu estava gritando internamente.

— Você está me evitando? Não é? —arregalei os olhos encarando a garota, mas logo tentei voltar ao normal. Foco.

— De forma alguma... — mentiroso! Eu sou terrível. Jungkook, você é terrível! Cara! Droga... Foco! Foco! — Veio buscar com a minha secretária ou procurar ela? — questiono tentando não deixar transparecer meu nervosismo.

— Não, vim pedir desculpas, talvez... — S/n coça a nuca desconcertada e se encosta na parede do elevador. — Eu não deveria ter dormido, mas é que eu já tinha assistido "O Homem de Ferro", então foi entediante.

— Ah... — murmuro desviando o olhar e um pouco desconcertado. — Era isso? — questiono precisamente e volto a encarar a garota. Até que o elevador se abre no térreo e saímos. Eu não sei ao menos o que eu estava fazendo aqui.

— Sim. — ela sorri distraída e cruza os braços me encarando. — Por quê? Você achou que fosse... — arqueia as sobrancelhas com um sorriso extremamente sexy nos lábios. Não! Sexy não! Ela é uma garotinha. Você tem que parar com esses vocabulários Jungkook! Foco!

— Não! De forma alguma. — limpo a garganta e desvio o olhar, levo a mão até os fios caídos na minha testa e jogo-os para trás. — Sou muito ocupado... — dou um sorriso convincente. Eu sou idiota. Eu sei.

— Se é tão "ocupado". — ela faz aspas com os dedos. — Por que está no térreo e não no seu escritório? E por que voltou pelo mesmo caminho? — ok. Essa foi de ferrar comigo.

— Porque eu quero... — murmuro evitando encarar ela nos olhos.

— É um bom argumento. — ela fala sorridente, vejo-a girar os calcanhares e caminhar com elegância pelo salão, ela se aproxima da recepção e conversa rapidamente sobre algo com a recepcionista até que se vira novamente e caminha até mim. — Você vem? — indaga simplista e já começa a caminhar sem antes eu dar uma resposta. Pude reparar que suas pernas estavam bem bonitas. Não olhe para a pernas! Não olhe! Eu juro que não sou um pervertido.

— Espera... — exclamo andando rapidamente para alcançar a mesma. — É um milagre, você não me xingou hoje. A trégua deu certo... — murmuro baixinho e rindo.

— Isso não significa que eu deixei caminho aberto para você, idiota... Ainda tem alguns dias de teste. — ela cruza os braços enquanto caminhamos pelo estacionamento.

— Estava demorando... — murmuro sorrindo ladino e depositando as mãos no bolso da calça social. — Enfim, para onde vamos? — pergunto enquanto atravessamos a avenida. S/n me guiava a um passo a frente.

— Comer sorvete, não gosta? — ela questiona sorrindo de soslaio. — E como está a sua... falsa fratura? — aponta para minha perna e solta uma tosse falsa.

— Bem. Eu acho. — murmuro coçando a nuca. A verdade é que eu havia aumentado muita coisa nisso. Mas ela não precisa saber, não é?

— Incrível como você se recupera rápido, já pensou em ser um super-herói? — cruza os braços novamente. Já podia ser avistado a sorveteria, ela se localizava numa praça que por sinal era em frente a minha empresa. — Ou quem sabe um ator. — sorri ladina ao sugerir a profissão.

— Droga... — desvio olhar. Por que eu estava sem jeito? Ou é apenas no meu ponto de vista? Ela me desarmava de todas as formas, eu me sentia desprovido perto dela, como se ela soubesse de tudo sobre mim apenas pelo olhar.

— Você é um péssimo mentiroso, poderia ter usado o gesso pelo menos hoje. — a morena sorri estalando a língua no céu da boca de forma divertida.

— Aquilo era ruim demais, me incomodava. — faço uma careta só de lembrar e adentramos no estabelecimento.

S/n se aproxima do balcão e analisa minunciosamente os sabores, ela procurava o sabor baunilha. Aposto. Era o seu favorito.

— Sabor chá verde! — exclama dando uma leve batidinha com a mão. Eu errei.

— Achei que gostasse de baunilha. — murmuro desconfiado, também me apoiando no balcão.

— E eu gosto, mas o de chá verde não é para mim, Jungkook... — resmunga a última palavra em tonalidade baixa.

— Para quem então? — questiono curioso procurando meu cartão no bolso.

— Nossa, acho que convidei mais uma pessoa invisível... — ela revira os olhos e me analisa séria.

— Insensível. — resmungo fechando a cara e fazendo uma careta. — De qualquer forma, você acertou. Eu ainda gosto desse sabor. — comento dando os ombros e pronto para dar o cartão para atendente.

— Já que você quer pagar... Não vou impedir. — ela comenta risonha e um pouquinho provocativa.

— Eu desconto do seu salário depois, não tem problema. — dou o meu melhor sorriso fazendo a garota fechar a cara. Xeque-mate.

— Que cavaleiro. — fala com seriedade cruzando os braços.

— Demais... — respondo orgulhoso e aguardo a senhorita com uniforme rosa preparar os sorvetes.

É estranho eu falar que sinto saudades de comer sorvete? Me senti até 15 anos mais novo, porém é só sensação a mesmo. Depois que foquei nos meus planos com a empresa eu não tive muita coragem para fazer outra coisa.

— Aqui... — a atendente murmura com a voz doce e sorri simpática — até demais — para mim quando me entrega os dois sorvetes.

— Obrigada. — murmuro retribuindo o sorriso de uma forma amigável e entrego o sorvete de baunilha para S/n. Caminhamos para fora do estabelecimento.

Inalei o aroma que saía e dei uma mordida no sorvete, quem precisa de colherzinha ou língua, não é mesmo? Está bem. Isso não era nada descente de acordo com a minha mãe.

— Se eu fizer isso meu cérebro congela. — S/n sorri com os olhos brilhantes enquanto toma um pouco do seu sorvete. Era nostálgico. — Mas quando eu era criança fazia muito também. — comenta dando de ombros e para durante o caminho para analisar todos que passavam por essa praça. Em alguns dias aqui tinha festivais musicais e em outros era possível ver muitas famílias se divertindo.

— Eu sei. — respondo ao seu comentário e as lembranças logo chegam na minha mente. Há tantas coisas que eu preciso manter, eu não quero comprometer mais uma pessoa nessa vida problemática. Ela é a única que me faz retornar a uma mente infantil e divertida, fora dessa bolha eu sou apenas um escravo da indústria com a vida comprometida e perdida. Eu queria me encontrar, mas eu não sei se eu mudei ou ao menos quem eu verdadeiramente sou.

— Jungkook... — ela me chama um pouco atônita, percebi que ela mordeu os lábios como se estivesse com alguma insegurança. — Você recebia as cartas que eu enviava? — eu não sabia muito o que comentar sobre isso.

— Não. — respondi simplista terminando o meu sorvete e desviei o olhar do seu.

— Você mentiria para mim? — questiona me encarando, seu olhar me deixava um pouco trêmulo.

— Eu acho que eu preciso ir, sabe... reunião. — encaro o relógio no meu pulso. Mentiroso. Terrível mentiroso.

— Me espera. — ela exclama quando eu começo acelerar meus passos e ela os dela. Olho para trás e vejo que o seus saltos não ajudava muito até que por puro desleixe ela tropeça e a única maneira de evitar que caísse foi ter me aproximado rapidamente para segurá-la. Eu cairia, mas faria de tudo para que ela nunca caísse ou se machucasse.

A garota engole seco e por alguns segundos seus olhos arregalados e brilhantes foi a imagem mais fofa que eu vi hoje.

— S/n. — chamo e solto-a quando percebo que ela poderia ficar em pé sozinha e sem tropeçar. — Há algumas perguntas que não podem ser respondidas, e essa é uma delas. Eu não tenho respostas. Desculpe-me.

 

"Eu já sabia que te amava naquela época, mas você nunca saberia, porque eu me calei com medo de perder. Eu sei que eu precisava de você, mas eu nunca demonstrei." 

Notas Finais


A música do trecho final é "Say You Won't Let Go- James Arthur"

Tchau!! Se cuidem!❤ Próximo capítulo ainda não está pronto e eu vou tentar não atrasar de novo...😣😣


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