História My Old Prince (Imagine Jungkook-BTS) - Capítulo 8


Escrita por: e PandoraSora


Notas do Autor


No insta e no grupo eu disponibilizei os dias dos capítulo ^^ os próximos são: dia 20, 25 e 30.

🚫(Se tiver problema nas formações ou palavras erradas e algum capítulo por favor me relatem, irei corrigir☺❤ Não fiquem com medo de apontar para o erro😚)🚫

Beijoss!!

Capítulo 8 - Deplorável.


Fanfic / Fanfiction My Old Prince (Imagine Jungkook-BTS) - Capítulo 8 - Deplorável.

Larguei o celular e não me preocupei mais com as imagens. Isso não me importa, Jungkook é adulto faz o que ele quer da vida. Prometi a mim mesma seguir em frente, então se ele está namorando alguém parabéns para ele. 

Respiro fundo e volto para os meus papéis, acabo por me perder em quanto tempo eu havia passado ali, notei apenas quando meu punho começou a doer e parei para perceber que o céu começava a escurecer deixando a iluminação da sala ruim, me levanto com cuidado e caminho até o interruptor para acender as luzes. Algumas batidas são soadas e eu me aproximo da porta para abri-la.

— Senhora S/n... — enxergo Yeonjun, ele me chama pelo cumprimento formal e eu lhe repreendendo com o olhar. —S/n. — sorri envergonhado corrigindo a própria fala e aperta as pastas que estava entre seus braços. — Precisa de ajuda? — questiona educado e com um tom de preocupação.

— Na verdade sim. — sorrio desconcertada e dou espaço para que ele entre. O fraco baque da porta me faz suspirar exausta e lembrar que ainda possuo muitos documentos para revisar. — Pode me ajudar analisando aqueles papéis? Enquanto isso estou selecionando os padrões de cores. — peço fazendo um biquinho. Pego metade dos papéis que estavam em cima da minha mesa e levo até a mesa que ficava no centro da sala.

— Dois são mais rápidos do que um! — Yeonjun exclama me incentivando enquanto se aproximava dos papéis que eu havia deixado na mesa.

— Isso! — sorrio animada, estava inspirada pela sua animação, caminho e volto para a minha cadeira. Enquanto eu analisava os papéis às vezes puxava assunto com Yeonjun. Queria conhecê-lo mais, quem sabe no futuro podemos nos tornar bons amigos. — Então você é o filho mais velho entre três? — questiono desacreditada e faço uma careta engraçada.

— Sim. — murmura envergonhado, ele se levanta e deixa mais alguns papéis corrigidos na minha mesa. — Possuía um erro, mas já corrigi e marquei. — Yeonjun sibilou enquanto botava suas mãos no bolso da calça social.

— Agradeço. — curvo minha cabeça levemente em agradecimento. — Você é jovem, se continuar assim você tem um bom futuro pela frente. — desvio meu olhar para as paletas de cores nas minhas mãos.

— Creio que sim. — profere e volta a se sentar na outra mesa. Sua companhia era ótima e me distraía às vezes. 

Com a maravilhosa ajuda de Yeonjun, o tempo de corrigir e preparar tudo foi reduzido e terminamos tudo mais rápido,  depois dispensei seus serviços e agradeci pela ajuda, pois já estava ficando tarde e ele já me ajudou o bastante.

— Tem certeza? Eu posso levar tudo para o Senhor Jeon. — Yeonjun pronuncia preocupado erguendo as mãos no ar. — Afinal, eu tenho a obrigação de transportar os documentos pelo prédio... — interrompo-o com um semblante sério.

— Nada disso, pode ir embora, veja todos já foram, garotos na sua idade não deveria estar fora de casa a essa hora. — respondo risonha.

— Ah! S/n, não é tão tarde, eu já sou maior de idade. — sorri levando a mão até a nuca e desvia o olhar. — Mas está bem, eu irei. — sorrio orgulhosa. Puxei minha mãe, convencida... Aham... — Minha mãe deve ficar preocupada... — comenta e procura algo no bolso da calça.

— Sim, vai lá. — sorrio e observo-o ir na frente, organizo a enorme quantidade de papel no meu braço esquerdo e tranco meu escritório, caminho corredor a fora e vejo que as luzes das mesas de todos os outros funcionários já estavam fechadas, não restava mais ninguém aqui, o prédio estava mais silencioso do que casa assombrada.

Pego o elevador sozinha e clico para ir até o último andar, quando a porta se abre posso observar que também não havia funcionários ali, nem mesmo a secretária de Jungkook, então sou obrigada a entregá-lo pessoalmente. Reviro os olhos e tento me equilibrar no salto, esses saltos maltratavam meus pés. Visivelmente irritada me aproximo da porta do escritório do Chefe Satãn. A luz de dentro do escritório de Jungkook estava ligada, o que significa que ele estava lá. Ergui minhas mãos e dei leves batidas na porta, em alguns segundos escuto a sua voz permitindo a entrada. Acho que ele deve estar ocupado. Quando abro a porta e adentro na sala vejo o quão bem ocupado ele estava. Havia uma outra presença na sala, era a mesma mulher da foto que Hana havia me enviado, a camiseta de Jungkook e da tal mulher estava amarrotada e Jungkook fechava os botões da sua camiseta. Nojento.

Tento controlar minha casa de insatisfação com a cena, mas a ruiva "tomate" me encara com visível desprezo. Ok, por acasou sou eu que me ofereço para fazer boquete e ganhar dinheiro de um CEO milionário? É bem provável que ele esteja pagando para sair com ela. Aish! Esquece, ele faz o que quiser com essa... Tomate Humana. Sou despertada dos meus pensamentos com o barulho do pigarrear de Jungkook.

— Sim? Terminou tudo? — questiona descaradamente e me analisa sério, vejo-o molha os lábios retirando resquícios do batom. Imundo. Por algum motivo agora lhe encaro com desprezo, ciúmes? Talvez. Não sei, é um misto de sentimentos, e que ele não precisa saber.

— Aqui estão os papéis, Senhor Jeon. — murmuro séria e provocando seu ódio, lhe entrego os papéis e faço questão de ter dado ênfase no "senhor".

— Deboche? — ele ri nasalando e arqueia uma das sobrancelhas, ajeita sua postura e suspira.

— O que disse? — questiono indiferente também arqueando as sobrancelhas, finjo uma falsa surpresa e indignação. Se eu estava testando os limites? Sim.

— Oppa... — a voz nojenta e estridente da garota se faz presente e me força a desviar o olhar para ela. Chamar Jungkook de Oppa? Era assim que eu o chamava quando era menor, ele adorava apenas não admitia, vejo que ele queimava a mulher com os olhos, encarou-a mortalmente.

— Eu já disse que não gosto que me chame de "Oppa", isso é um apelido muito idiota. — o maior suspira exausto e apoia um braço na mesa. — Pode me esperar lá fora? — pergunta em visível desinteresse para a mulher, o que soou mais como uma ordem.

Ela parecia ter a mesma idade que ele. Poxa que legal, até nisso ela acerta. Nossos seis anos de diferença era uma grande barreira, pelo menos para ele, eu acho...

— Se não tem nada importante para falar, acho que devo ir. — respondo rapidamente girando os calcanhares, escuto sua risada debochada atrás de mim. — O que tem de engraçado? — me viro com o cenho franzido.

— Não sei... afinal, você parece incomodada Senhorita Kwon. — responde dando um sorriso cafajeste. — Vejo que terminou bem seu trabalho, na próxima vez que me desafiar não irei pegar tão leve. — desafiar? Maldita vez que eu lhe desafiei! Quando isso? Se isso é leve, não quero saber qual é o pesado.

— Do que você está falando? Isso não tem a menor lógica. — comento e aperto a bolsa nas minhas mãos. Ele tem talento para me irritar, e talvez seja esse o seu plano. — Você começou agir arrogante, agora eu estou lhe desafiando? — arqueio as sobrancelhas sorrindo incrédula. — Por favor... — sorrio em repleto deboche e cruzo os braços. — Acho que seu pai era um melhor CEO do que você. — balanço a cabeça negativamente.

— Você tem sorte de que nossas famílias são sócias, se não já teria lhe despedido. — seu semblante se torna sério e inala o ar profundamente.

— Faça o que quiser. Se é o tipo de CEO que não sabe controlar seu lado profissional do pessoal, eu tenho pena de você. — ouço o barulho do meu celular tocando, mas não atendo. — Você apenas piorou, se tornou alguém deplorável agindo assim. — rebato as suas implicâncias. Ah! Como eu adorava vê-lo se irritar por ver alguém falar ao seu nível e não curvar a cabeça.

— Como tem coragem de falar assim? Justo com uma pessoa de nível superior ao seu? — arqueia novamente as sobrancelhas, ele dá passos e fica de frente para mim. Por favor, isso é um jogo de xadrez?

— Porque eu não me importo com essa droga de hierarquia! E acredito que você venere isso. — esbravejei e olhei nos seus olhos com a raiva percorrendo minhas veias. Novamente meu celular toca me interrompendo. — Quer saber faz o que você quiser... — exclamo irritada e me viro para ir embora, até que sinto o mesmo segurar meu braço, lhe encaro séria e largo sua mão fortemente, pego meu celular com a mão livre atendendo a pessoa que tanto me ligava.

— Sim? — questiono séria e impaciente, escuto um leve choro de fundo. Atendi tão rápido que não percebi quem estava na ligação, afasto o aparelho e olho para a tela, era o contato da minha mãe. — Mãe? — dou um pulo do lugar em que estava.

— Filha tem como vir para o Hospital da Universidade Nacional? — questiona minha mãe, sua voz estava embargada, como se tivesse chorado demais. O que havia acontecido? Meu coração apertou.

— Sim! O que houve? — pronuncio tentando controlar o medo que crescia dentro de mim, desvio meu olhar para o moreno que estava a minha frente e ele se mantinha paralisado.

— S-Seu... — tenta falar mas parecia que não conseguia, ela queria chorar novamente.

— Espera mãe, respira calmamente, de novo... por favor.  — peço tentando ser paciente e seguro firmemente o celular em minhas mãos.

— O seu pai passou mal e o médico veio me falar que ele precisa fazer uma cirurgia. — um choque percorreu meu corpo e uma carga de adrenalina me fez tremer.

Eu nunca cheguei a perder alguém, não sabia se esse era o caso, mas meus olhos começaram a lacrimejar imediatamente por esse medo que eu tinha. E se meu pai morresse? Eu não quero pensar nisso. O que estava acontecendo com ele?

— Eu... — tento pronunciar, mas algo no meu peito doía e minha respiração falhava. Eu queria ar. — Eu estou indo! Por favor, tenta se acalmar. — respondo e desligo imediatamente a chamada, corro para fora dá sala e vou na direção do elevador. A cada segundo meu peito se apertava mais e a vontade de chorar se expandia como nunca.

— Ei! — escuto a voz de Jungkook me chamar, ele tinha o semblante preocupado. — Espera! — sem tempo de olhar para trás novamente, continuo a andar e clico no elevador que se abre imediatamente e se fecha antes que  Jeon pudesse alcançar. Não sei se quero continuar na sua presença. Eu não quero me estressar novamente, minha dor de cabeça logo vai atacar por causa do estresse grátis que ele me dá.

Minha visão estava embaçada pelas lágrimas, e minha mão tremia. Não sei se poderia dirigir, pois era arriscado demais. Minha mente estava a mil e muito preocupada. Assim que corria até as portas principais escuto novamente Jungkook me chamar, vejo ele surgir logo atrás saindo do outro elevador e correr até mim.

— O que é? Vai falar besteiras de novo? — esbravejei irritada e com a voz embargada.

— Não! Vem. — ele balança a cabeça atônito e sai me puxando porta a fora, chegamos no estacionamento e ele para no lado do seu carro. — Entra. — murmura apreensivo.

— Eu não vou entrar. — me posiciono e tombo para o lado ao soltar sua mão.

— Vai sim, você não pode dirigir nesse estado, deixa de ser teimosa e entra logo, Kwon S/n! — revira os olhos e atravessa o carro, ele adentra e liga o motor. Sem escolhas adentro no carro. O ambiente estava impregnado pelo seu perfume marcante. Isso até chamou minha atenção por alguns segundos, mas na minha mente o medo de perder alguém ainda me consumia.


"Enquanto tiro essa máscara estúpida isso não pode continuar para sempre. Eu preciso me esconder. Eu estou com medo. Eu sou patético, tenho tanto medo. No final, você também me abandonará?"



Notas Finais


Frase final está na playlist de M.O.P😍❤ (disponível no capítulo 4 - Latidos Estridentes)


Beijoss!!


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