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História My Only Love - Capítulo 13


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Notas do Autor


Então, como sou ansiosa e o capítulo já estava pronto a séculos, decidi atualizar hoje. Boa leitura meu bebês ^^

Capítulo 13 - Enganos


Fanfic / Fanfiction My Only Love - Capítulo 13 - Enganos


    DongHyuck havia deixado Mark junto de RenJun e JaeHyun quando o Huang recebeu uma ligação de JeNo, chamando o mesmo até o quarto, mas o Lee preferiu ir para checar o que havia acontecido, mesmo que o tom do outro Lee soasse calmo, achou melhor deixar RenJun fora de perigo por um momento. Não sabia o que havia acontecido. Eles poderiam ter se machucado.


    O garoto de fios castanhos chegou bem rápido no quarto do trisal, ficando um tanto confuso e surpreso ao ver Yuckhei ali, amarrado em uma cadeira enquanto JaeMin o observava de forma desconfiada.


-Eu fui atrás dele depois que saiu do quarto. E acabei encontrando RenJun enquanto procurava, ele parecia assustado e depois que alguém ligou, ele simplesmente saiu correndo. Eu fiquei preocupado e vim até aqui para ver se estava tudo bem, e como a porta estava aberta, pensei que alguma coia tivesse acontecido e entrei, foi só isso. Eu juro. 


    O coreano ouvia tudo com atenção ao notar que o mais alto ainda não tinha notado sua presença ali. Então entrou no campo de visão do velho cruzando os braços.


-O quê está acontecendo aqui?


-Nós acordamos com um barulho na porta e encontramos ele. JaeMin achou melhor amarrar ele aqui.


-Lucas hyung? O quê você estava fazendo no quarto deles?


-Isso é um mal entendido, eu fui até lá para...


-Não tem mal entendido nenhum, era você o tempo todo.


-Do quê você está falando?


-É muita coincidência ás coisas acontecerem só quando você está por perto.


-Eu não sei do que você está falando, DongHyuck. Mas acho melhor me soltar agora. 


-Ou, vai fazer o quê? Me matar?


-Ou você vai se arrepender depois

  O chinês respondeu de forma séria, olhando nos olhos do Lee. Só então o garoto notou que algo estava bem errado, Yukhei havia dito que a porta estava aberta quando chegou no quarto, o que significava que tinha alguém ali. E pelo olhar assustado e reações do Wong, ele parecia ter percebido isso.

-Tudo bem, eu vou te soltar, agora eu entendi tudo.

O Lee murmurou entrando no jogo do mais alto e o desamarrou, quando JaeMin estava prestes a protestar, ouviu algo cair no banheiro do quarto. De repetente o cômodo se tornou silencioso e a porta se abriu, revelando um homem que usava roupas pretas assim como suas luvas, máscara e boné. O primeiro disparo acertou a parede, e fora sem aviso nenhum, nem mesmo haviam visto que o homem estava armado.

DongHyuck se lembrava vagamente de ver o braço do Wong sangrar e depois o mesmo agarrou seu pulso saindo dali junto de JaeMin e JeNo. Estava tão atordoado que não sabia explicar como chegou na enfermaria novamente, apenas  tentava respirar normalmente enquanto ouvia algumas vozes lhe chamando de forma preocupada.

  JaeHyun não fazia a menor idéia do que estava acontecendo, mas sabia que DongHyuck não contaria e continuaria mentindo, então os ajudaria de qualquer forma, por respeito a DongHae. E por saber que deviam estar passando por algo realmente difícil. Sabia que aquele Colégio nunca teve leis ou qualquer tipo de segurança. Aquele lugar era longe da civilização pelo simples fato de ser um lugar onde os pais mandam seus filhos para se livrar deles de alguma forma, quando sentem que eles estão atrapalhando em sua vida de alguma form, eles deixam seus filhos ali. E o Jung sabia daquilo.

Quem mandava naquele lugar, quem fazia ás regras, eram os próprios jovens. Nem mesmo professores ou pessoas mais velhas se metiam, com exceção de DongHae, ele defendia o que amava, mas mesmo assim; mesmo ajudando muitas pessoas, não foi poupado do destino que todos tinham naquele lugar. A morte.

Era como sobreviver na selva. E se você não é forte e ágil, você simplesmente não sobrevive. 

[...]

-Como assim você não matou eles?

A voz da Kim ecoou pela sala enquanto a mesma puxava seus fios loiros de forma irritada.

-Eles fugiram, eu tentei. 

O homem deu de ombros e se afastou para sair da sala, mas foi impedido pela mulher no mesmo instante. 

-Você não teve coragem. Não foi? Não conseguiu matar eles porque, Wong, Huang e aqueles garotos são seus amigos. 

O outro ficou em silêncio tentando soar o mais neutro possível enquanto ouvia tudo aquilo, pois sabia que era verdade.

-Admito que a única coisa que você fez de útil foi avisar quando aquele pirralho do Lee saiu do quarto. Mas diferente de você, se fosse necessário eu mataria Mark Lee.

O outro a encarou por breves momentos antes de rir soprado balançando a cabeça em negação de forma indgnada.

-Você é uma das pessoas em que ele mais confia. Realmente o mataria em troca de dinheiro?

A mulher sorriu aproximando seu rosto do mais alto.

-Eu não sou como você. Você pode não ter matado o Huang como eu pedi, mas alguém vai fazer isso no seu lugar, e se você abrir a boca para qualquer um ou tentar avisar. 

Ameaçou empurrando o peito do homem com seu indicador de forma agressiva.

-Eu vou me livrar do Jung, assim como prometi. E seria muito injusto, já que o pobrezinho nem mesmo sabe o que está acontecendo. 

Aquelas palavras irritaram o homem, que agarrou os ombros da mesma, vendo seus olhos se arregalarem levemente com seu ato.

-Tente encostar um dedo nele, e eu não vou medir esforços para acabar com a vida da Kim. Vocês parecem bem próximas, não é? 

Os lábios da mulher se entreabriram mas nenhuma palavra parecia sair. Por alguns segundos ela ficou sem reação antes de se soltar das mãos alheias.

-Desgraçado. 

Praguejou olhando para o mais alto, este que sorriu minimamente. 

-Eu também tenho minha forma de jogar este jogo também. Então não ache que eu estou brincando. 

Foram ás últimas palavras ditas pelo homem antes de sair daquela sala. Não estava determinado a continuar com aquilo, e estava disposto a interromper se fosse preciso. Ainda estava arrependido do que havia feito, e sabia que não poderia voltar atrás, mas ao menos podia tentar ajudá-los.

[...]

-Eu não sei. Eu saí porque recebi uma ligação e fui até lá, para tentar resolver isso.

Mark conversava com Renjun enquanto DongHyuck estava do lado de fora com Yukhei. O clima entre ambos não era um dos melhores, e o silêncio não ajudava em nada.

-Você podia ter morrido.

O coreano soltou, atraindo o olhar do estrangeiro para si. Este que como sempre apenas o confortou, embora não soubesse o que estava acontecendo e por um momento sentiu que o Lee estava suspeitando de si, sabia que o garoto tinha algum motivo para aquele tratamento repentino. 

-Tudo bem, Haechan. Eu estou bem, eu devia ter sido mais discreto, mas a porta estava aberta, e quando entrei ouvi a porta do banheiro fechar. JeNo e JaeMin estavam dormindo, pensei que...enfim, foi um mal entendido. 

O Wong sorriu minimamente enquanto acariciava os fios castanhos do mais baixo de forma carinhosa. 

-Desde o início você demonstrou que eu podia confiar em você, e sempre me protegeu. E quando você mais precisou, eu quase deixei você morrer. E se eu não tivesse entendido o que você estava fazendo? E se eu não tivesse te soltado a tempo?

 Começou a se questionar de forma desesperada e Yukhei voltou a abraçá-lo de forma acolhedora, sentindo ás lágrimas quentes do garoto molharem sua camiseta.

-Está tudo bem, para de pensar tanto. Desse jeito você vai ficar maluco.

Sorriu ao ver o mais novo lhe encarar e sorrir e volta.

-Mas, DongHyuck. Quem era aquele cara? Por que ele queria matar vocês? Você precisa me dizer o que está acontecendo. Agora já estou envolvido de qualquer forma.

O coreano suspirou a assentiu levemente antes de se separar do mais alto. Tinha o muito o que contar.

-JaeMin e JeNo foram buscar café. Eles não conseguem dormir. Eu também não. O quê vamos fazer? Eu não sei mais.

RenJun comentou de forma desesperada. Mark acariciava ás costas do mais baixo enquanto tentava acalmá-lo. JaeHyun estava dormindo no pequeno sofá que tinha ali e DongHyuck continuava do lado de fora com Yukhei. O canadense mentiria se dissesse que não estava curiosos sobre o que estavam fazendo.

-RenJun. Estamos em um grupo de seis pessoas, apenas, vamos nos proteger e tudo vai ficar bem. 

O chinês balançou a cabeça em negação enquanto passava suas mãos por seu rosto. Era nítido o desepero em seus atos.

-Não vai. Eu não sei em quem confiar, e não tem ninguém para nos ajudar aqui. A polícia ou qualquer pessoa que passa por aqui, finge nem ver o que está acontecendo.

Mark segurou os pulsos do mais novo, afastando calmamente suas mãos de seus cabelos enquanto o mesmo o encarava com os olhos marejados e nariz avermelhado. 

-Fique calmo, vai dar tudo certo. Desde que todo mundo fique junto. Vamos sempre nos proteger. Agora para de chorar, hm? 

O estrangeiro assentiu abraçando o Lee, este que sorriu por pelo menos um momento se distrair de tudo o que estava acontecendo, achando adorável a forma como o mais novo agia, e como era frágil. O Huang chorava como uma criança assustada enquanto acariciava suas costas e foi então que TaeYong chegou na enfermaria, sendo acompanhado por JeNo e JaeMin. E os últimos citados não pareceram muito felizes com a cena que presenciaram ao chegar ali. Mas Mark não se afastou. 

-Mark. Você está bem? Vocês estão bem? Precisam sair daqui.

O mais velho disse olhando para Mark, que o encarou um tanto confuso. JaeHyun acordou por conta do barulho e encarou TaeYong um tanto confuso por não saber o que estava acontecendo ali. RenJun se separou minimamente de Mark ao reconhecer a voz de TaeYong.

O chinês arregalou levemente os olhos e entreabriu os lábios enquanto olhava para TaeYong de forma surpresa, e aquilo não passou despercebido por ninguém ali. JeNo e JaeMin se aproximaram quase automaticamente. 

-Por favor.

RenJun parecia em choque quando se afastou de Mark, sendo abraçado por JaeMin. O estrangeiro parecia não ouvir nada do que diziam para si, apenas repetia às mesmas palavras enquanto procurava alguma proteção nos braços dos namorados. JaeHyun identificou bem o que estava acontecendo ali. O canadese e o Jung se entreolharam antes de ambos olharem para TaeYong, que nem mesmo podia esconder a culpa em seu olhar. 

-O quê você veio fazer aqui?

Mark perguntou de forma sutil e tentou se levantar, falhando miseravelmente e recebendo um olhar de repreensão de JaeHyun quando seu ferimento voltou a sangrar.

-Eu vou explicar tudo. Mas preciso que confiem em mim.

[...]

-Como estão às coisas?

-Bae JooHyun faleceu às seis horas da manhã de hoje e Lee HyukJae se encontra desaparecido. 

-Bom, ao menos nos livramos daquela traidora. HyukJae não é estúpido, ele sabe que se aparecer aqui vai morrer, então ele vai ficar longe por um tempo. Mas fiquem atentos. 

-Sim senhora. 

-Certo, então o próximo traidor é...Lee TaeYong. Quero que ele tenha o mesmo destino que a Bae. E cuidem para que ele não se aproxime da Kim.

-Cuidaremos para que isso não aconteça, senhora. 

-Às coisas estão ficando interessantes agora. Não é mesmo? Lee TaeYong. 

Continua...



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