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História My only love (Kiribaku) - Capítulo 24


Escrita por:


Notas do Autor


Não tenho muito o que dizer desses dois, não fiquem com raiva da enrolação é que o Bakugo tem que aprender certas coisas :p


Boa leitura <3

Capítulo 24 - Planos


Fanfic / Fanfiction My only love (Kiribaku) - Capítulo 24 - Planos

 

Bakugo:

"minutos antes"

 

Aquele cardápio provavelmente iria comigo embora, eu realmente não estava pronto para ver Kirishima e muito menos junto dos meus pais. 

 

- Vamos Bakugo pare com isso! Parece que está se escondendo de alguém. - Mitsuki falou me encarando.

 

E estou. 

 

- Eu só não quero me socializar hoje tudo bem??! Ou vai continuar enchendo meu saco? - Falei me exaltando.

 

- Ei da pra parar vocês só um pouquinho? - Meu pai disse calmamente, mas logo desviou seu olhos para outro lugar. - Olhe Mitsuki! Kirishima vindo para cá. 

 

Meu coração parou, esse maldito nome me fez querer explodir aquele lugar e sair correndo.

 

- Kirishima! - Meus pais disseram juntos. 

 

- Olá Mitsuki e Masaru! Quanto tempo! - O ruivo disse calmo. 

 

Abaixei um pouco o cardápio e pude ver o que os meus olhos mais queriam e o que meu coração mais pedia, Kirishima. Ele estava de terno com os cabelos baixos e com aquele sorriso simpático de sempre. 

 

- Oi Bakugo. - Kirishima se direcionou a mim um pouco corado.

 

- Oi... - Falei mergulhando minha cabeça no cardápio de novo. 

 

Ele continuou me olhando por alguns segundos e logo começou a arrumar as coisas na mesa. 

 

- Trabalha desde quando aqui meu amor? - Mistuki disse o ajudando.

 

- Ah... - Kirishima suspirou fundo, eu sabia o quanto ele estava se segurando para falar comigo. - Bakugo me ajudou a encontrar a uns meses e aqui estou eu, com a minha graninha. 

 

Meus pais deram risada e decidi abaixar minha fortaleza pois Kirishima já tinha me visto. 

 

- A salada é de quem? - O ruivo perguntou avoado. 

 

- Minha... - Falei. 

 

Kirishima estendeu uma de suas mãos para me entregar e vi a pulseira que havia devolvido para ele. Meu coração despedaçou. 

 

Ele havia percebido que eu vi a pulseira e logo puxou a mão de volta. 

 

- Bom apetite! Qualquer coisa estou a disposição. - O ruivo disse com um sorriso baixo no rosto e saiu pelo restaurante.

 

- Alguém aqui vai ter que conversar sério comigo depois... - Minha mãe disse me olhando furiosamente. 

 

[...]

 

Comi minha salada em questão de segundos, meus pais não paravam de beber, então minha única opção era observar Kirishima de longe. Todos que eram atendidos por Kirishima riam ou se sentiam bem acomodados, isso já era dele, por onde ele passava deixava qualquer um feliz. 

 

=======================

Kirishima:

 

Meu trabalho se tornou exaustivo a partir do momento em que vi Bakugo, toda aquela cena de quando ele me deixou voltou em minha cabeça, mas apenas fingi que estava bem e continuei atendendo. 

 

Estava atendendo um dos clientes quando vi Deku entrando as pressas no restaurante e piscando para mim. Tinha entendido o recado, mas logo lembrei que Bakugo estava presente ali e não daria muito certo. 

 

- Ei, pode se sentar mais pro fundo? - Perguntei baixo para Midoriya, fingindo que estava o atendendo. 

 

- Por que? - Deku perguntou sem entender.

 

- Katsuki está aqui, então já sabe. - Falei mostrando disfarçadamente. - Daqui 15 minutos estou liberado e ai poderei me sentar com você.

 

 

Midoriya concordou, se levantou e sentou mais pro fundo do restaurante, onde não era possível vê-lo da visão de Bakugo. 

 

Senti olhares sobre mim e vi que o loiro me olhava, queria realmente entender o que se passa na cabeça dele, se ele quer voltar ou se pelo menos pensa mim ainda. 

 

15 minutos se passaram e me troquei, pedi permissão para Hatsume se podia ficar no restaurante e a mesma confirmou. Sai disfarçado da cozinha e me sentei junto de Deku. 

 

- Ooi Kirishima... - Deku disse se arrumando na cadeira.

 

- Oi Deku. - O cumprimentei gentilmente. - Eu agradeço imensamente por estar aqui essa hora tentando me ajudar. - Falei bufando. 

 

- Imagina, Katsuki e você são importantes para mim. - O esverdeado disse sorrindo para mim. - Então, me explique a situação.

 

- Então... Já faz um mês que me distanciei de Bakugo, tentei manter contato mas ele não se pronunciou.  - Falei apoiando minha cabeça sobre a mesa.

 

- Olha o Bakugo é difícil de se entender... Até mesmo de se lidar, mas quando ele realmente gosta de alguém, ele vai aceitar ela de novo em algum momento. - Deku disse tomando um gole de seu suco. 

 

- Eu sinto que eu não deveria ir atrás... Aliás, eu fui atrás todo esse tempo mas ele não correspondeu. - suspirei. 

 

- Nós temos que fazer Bakugo reagir de alguma maneira... - Deku fez uma cara pensativa. - Que tal fazer ciúmes nele? 

 

 

- Nem pensar, foi assim que ele terminou comigo... - Falei lembrando daquele maldito dia.

 

Ficamos uns minutos em silêncio pensando no que eu poderia fazer para conquistar Bakugo de volta. 

 

- JÁ SEI! - Deku gritou assustando meninas da mesa ao lado. - M-Me d-desculpe meninas...

 

- Diga seu plano! - Falei animado.

 

- Você irá provocar Bakugo. - Midoriya disse convicto. 

 

- Como assim? - Perguntei.

 

- Simples, você sabe os lugares que Bakugo costuma ir não , é próximo dos pais dele, você sabe muita coisa sobre ele. - Deku disse. - Então faça algo natural, vá aos lugares que ele vá, visite Mitsuki e Masaru, mas sem intenção de já desculpa-lo de primeira, evite ele. Faça com que ele se arrependa de verdade do que fez. 

 

Pensei e realmente daria algum efeito, Bakugo chegaria a um ponto que não aguentaria mais. 

 

- Você tem que provoca-lo, mostrar pra ele que sem você as coisas são piores, assim pode despertar o desejo dele em você novamente. - Deku disse sorrindo.

 

Eu apenas pude abraço-lo. 

 

- Obrigado Midoriya. Você é um grande amigo. Eu prometo que farei Bakugo voltar a ser seu amigo, a enxergar que você não fez nada de errado. - sorri e o apertei mais uns segundos.

 

Após solta-lo vi que corava um pouco e balançava a cabeça positivamente. 
 

[...]

 

O tempo se passou e o restaurante estava para fechar, Deku já tinha ido embora e eu apenas fiquei ajudando a limpar o local para que o tempo passasse mais rápido até que recebi uma mensagem.

 

"Bakugo: Foi bom te ver... (21:47)"

 

Me apoiei em uma das mesas que estavam próxima a mim derrotado com aquela mensagem. 

 

- Bakugo, não faça isso comigo... 

 

========================

Bakugo:

 

(dias se passaram e chegou sábado) 

 

- Aaaah quero que esse ano acabe logo. - falei sozinho trancado em meu quarto. - não aguento mais morar com a minha mãe. 

 

/Flashback/

 

Mitsuki - Bakugo, você tem que parar de ser orgulhoso, isso te torna chato! - falou gritando. 

 

Bakugo - De quem será que eu puxei isso? Do papai não foi! Me deixe em paz velha. - gritou de volta.

 

Mitsuki - Kirishima tem que te amar muito pra ainda querer você! Eu estou tentando te ajudar ou você não gosta mais dele? - falou puxando a orelha do loiro. 

 

Bakugo - EIEI ME SOLTA! - rosnou fazendo a mãe soltar. - Caralho esqueça Kirishima! Não temos nada mais. 

 

Mitsuki - Tudo bem... Não venha chorar para mim depois, ok? - falou saindo do quarto e fechando a porta. - Ah eu agradeço por ter ido ao jantar... Não quero brigar com você justo hoje, mas como sou sua mãe estou te alertando que está tomando atitudes erradas. - Falou através da porta.

 

Bakugo - Tsc, tanto faz. - sussurrou.

 

/Fim de Flashback/

 

Talvez a velha esteja certa, mas vou resistir. - pensei.

 

Estava deitado em minha cama quando ouvi a campainha tocar. Eu já sabia que minha mãe não atenderia e meu pai estava cozinhando, então desci para atender. No meio da escada pensei se deveria me trocar pois estava apenas com minha calça moletom, sem camisa.

 

- Tanto faz, deve ser o carteiro. - Falei chegando a porta.

 

Abri e senti meus ossos congelarem junto do meu cérebro.

 

- Hey Bakugo... - Kirishima disse sorrindo e olhando por cima dos meus ombros na porta. - Seus pais estão ai? Vim visita-los. 

 

Visitar meus pais? Ta de brincadeira né? - Pensei. 

 

- Eles estão fazendo almoço. - Falei seco e desviando o olhar.

 

- Entendo... Posso almoçar aqui? - O ruivo falou sem vergonha alguma e a todo momento olhando em meus olhos e arrumando aqueles malditos cabelos vermelhos.

 

Ele continua lindo...

 

- Claro que pode! - Mitsuki disse logo atrás de mim. 

 

Kirishima então entrou, por fim olhei em seus olhos e senti aquela tristeza sem fim novamente. Fiquei pensando o por quê dele estar aqui, ele nunca faria isso. 

 

- Vamos sentem-se. - Masaru disse apontando para o almoço ja pronto na mesa.

 

- E-Eu não estou com fome, vou subir. - Falei me direcionando as escadas, mas fui puxado pela minha mãe. 

 

- Vai se senta logo! - Mistuki me puxou e me sentou de frente ao ruivo, que ria de canto. 

 

- Você é insuportável sabia? - gritei a ela. 

 

- Você é pior! Te garanto! - falou batendo os pratos na mesa. 

 

- Gente estamos com convidado então por favor se comportem. - Masaru falou suando devido à situação. 

 

Nós fomos nos servindo e meus olhos não deixavam de encarar Kirishima, apesar de tudo senti muita falta da época que conversávamos na frente dos meus pais como se fôssemos ja uma família. 

 

E isso me incomodava muito. 

 

- Então, quer dizer que vocês dois são amigos? - Mistuki disse me fazendo engasgar e Kirishima parar de comer. 

 

- Sim...sempre fomos eu acho. - Kirishima disse num sorriso triste me fazendo apenas concordar com a cabeça lentamente. 

 

- Entendo... - Minha mãe falou dando uma garfada de seu prato. -  Tem certeza? Achava que vocês namoravam, quando vi você com ele, pensei que daria um jeito nele de uma vez. 

 

Arregalei os olhos para minha mãe que simplesmente me ignorou. 

 

- Haha. - Kirishima riu e olhou para mim. - Eu tentei dar um jeito, mas ele não quis. - falou mexendo nos talheres. - Mas só vim visitar vocês dois, fiquei com saudades ao ver vocês no restaurante. 

 

- Bakugo também estava, só não quer falar. Orgulhoso do jeito que é. -  Mistuki disse me olhando.

 

- Mãe, acho que você está abusando. - Falei apertando o garfo que estava em minha mão.

 

Kirishima deixou de me olhar e respirou fundo. 

 

- Bom gente eu já terminei, obrigado pela janta maravilhosa. Estava tudo ótimo. - O ruivo disse se levantando.

 

- Não, não querido, tem um pudim ainda, espera um pouco. - Mitsuki disse pegando delicadamente na mão de Kirishima. - Bakugo, leva ele um pouco pro seu quarto, conversem sobre notícias, ou falem sobre a escola e etc. 

 

Eu olhei incrédulo para minha mãe e vi Kirishima corar mas logo balançar a cabeça. Me levantei e fiz sinal para que o ruivo me seguisse. 

 

Apesar de Kirishima já ter me beijado aqui diversas vezes e já ter estado aqui, senti como se fosse a primeira vez que lhe apresento meu quarto. 

 

- Aproveita e coloca uma camisa Katsuki! - Minha mãe disse piscando e me deixando com mais raiva ainda. 

 

Subi e deitei em minha cama, Kirishima ficou em pé observando o quarto. Olhei para seu pulso e ainda mantinha as pulseiras com ele, apenas me virei de costas para ele e pensei qual era o motivo real dele estar aqui.

 

- Aqui é seu esconderijo então? - Kirishima perguntou cortando o silêncio. 

 

- Sim... - Respondi me virando para ele novamente. 

 

- Não pretende voltar? - Kirishima perguntou olhando para o chão.

 

- Não sei. - Falei olhando para ele. - Aliás deixa eu fazer uma pergunta agora, o que faz aqui hoje? - perguntei seco e direto. 

 

Kirishima nada respondeu. Ele levantou a cabeça e fixou em meus olhos e senti minhas bochechas corarem. 

 

- E-ei cabelo de merda me responda quando eu pergunto! - Tentei gritar mas falhei. 

 

- Não precisa tentar se impor pra mim Bakugo. Não preciso lhe responder isso. 

 

O ruivo disse e não consegui responder nada, fiquei com raiva e me levantei, mas logo balancei a cabeça e pensei que não valeria a pena comprar uma briga sem necessidade. 

 

Kirishima riu e fechei a cara, vi que ele estava caminhando em minha direção e fiquei parado. 

 

- E-Ei o-oque está f-fazendo? - perguntei por ver ele se aproximando demais de mim.

 

- Nada ué. Não posso chegar perto de você? - O ruivo perguntou colocando uma de suas mãos em meu peitoral. 

 

Senti minhas bochechas ficarem quentes e fiquei paralisado, consegui apenas manter meus olhos no rosto de Kirishima. 

 

- Não vai colocar uma camisa? Está frio. - O ruivo perguntou sorrindo e tirando a mão. 

 

Meu rosto estava completamente vermelho, não vou negar minha vontade de pular em Kirishima, com aqueles cabelos baixos, aquela regata e aquele sorriso...Senti meu coração subir pela garganta ao ouvir tão de perto a voz abafada do ruivo depois de tanto tempo.

 

- Respondendo sua pergunta, apenas vim ver seus pais. Acredite se quiser. -  Falou olhando em meus olhos. 

 

- Não a-acredito nisso. - Gaguejei ao ver sua mão de novo sobre meu peito. Fechei os olhos e mordi um dos lábios.

 

Não achei que nosso reencontro seria assim... Kirishima não é assim. - Pensei. 

 

- Tudo bem... Você nunca acredita em mim, desde do nosso relacionamento. - Falou tirando a mão de mim e se virando me deixando nervoso.

 

- Quem disse isso!!! Eu sempre acreditei em vo-. 

 

- Hey meninos!! O pudim está pronto. - Mitsuki gritou da escada me cortando. 

 

Ficamos alguns segundos no silêncio.

 

- Vá indo na frente, vou colocar uma camisa. - Falei de costas para Eijiro, passando a mão pelo meu rosto para tentar tirar toda aquela vergonha.

 

Kirishima ficou quieto, saiu e fechou a porta. 

 

- Caralho o que acabou de acontecer aqui? Ele nunca me deixou assim... - Bufei em desespero. - Esse cabelo de merda está me deixando efeitos colaterais fora do normal. 

 

Respirei fundo, peguei a primeira camisa que vi e desci. 

 

O tempo se passou, todos comemos pudim e a todo momento Kirishima deixava aqueles malditos olhares de canto.

 

- Bom... Vou indo agora, muito obrigado Masaru e Mitsuki... - O ruivo levantou suspirando. - E também obrigado Bakugo. 

 

- Nós que agradecemos querido, venha sempre. - Mitsuki disse abraçando Kirishima.

 

Não sei se quero que ele venha de novo. - Pensei colocando a mão na cabeça. 

 

- Leve ele até a porta Katsuki. - Meu pai falou gentilmente. 

 

Me levantei, fui até a porta e abri. Kirishima se aproximou do meu ouvido respirando devagar. 

 

- Foi bom me ver de novo? Acho que não né...- O ruivo sussurrou rouco em meu ouvido. 

 

Meu corpo se tremeu de novo e todas as cenas de Kirishima falando perto de mim passaram pela minha cabeça, todas as vezes que estávamos juntos, todas as vezes que nos abraçamos e todas as vezes que nos beijamos. Isso estava tornando tudo muito torturante, eu sentia que tinha feito tudo errado, que tinha exagerado, e que eu não sabia o quanto Kirishima Eijiro faria falta em minha vida. 

 

- KIRISHIMA! - Gritei chamando sua atenção. - Por favor... volte.

 

O ruivo apenas me olhou de canto. 

 

- Desculpe Bakugo, mas não vou deixar tudo que eu sofri esse mês passar abatido... Não posso perdoar-lo assim... - O ruivo disse de cabeça baixa e se afastando cada vez mais.

 

- Entendo. - Falei para mim mesmo.

 

Se arrependimento matasse eu já estaria morto...

 


Notas Finais


Cristo abençoe esse Kirishima, pq ele vai virar o capeta agr


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