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História My Only One - Capítulo 8


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Notas do Autor


Boa leitura e desculpa qualquer errinho.


Leiam as notas finais, por favor.

Capítulo 8 - Employee


– São olhos azuis comuns.

– Não diria comum, é o tipo de azul que me faz lembrar de algumas coisas...

O corpo de Marinette chegou a ficar – levemente rígido – porém Adrien sorriu e antes que pudesse dizer mais alguma coisa seu celular vibrou no bolso.

– Um minuto, por favor.

Marinette fez que sim desviando o olhar para dar privacidade.

– Senhorita Dupain-Cheng, eu sou Nathalie Sancoeur, a secretária do senhor Agreste, por favor, me siga.

A mulher alta usando um terno parecia extremamente séria, o único toque que quebrava aquela imagem era a mecha avermelhada que tinha na franja naquele mar preto que era seu cabelo, porém também a deixava elegante.

– Adrien, você tem uma reunião agora. A Sancoeur percebendo a distração do Agreste, resolveu chama-lo atenção a sua agenda.

– Certo, até mais, Marinette!

O loiro deixou as duas mulheres para trás e foi andando para a sala onde aconteceria a tal reunião, outra que ele não lembrava o tema, o celular pesava em sua mão com a mensagem da namorada.

Tive que viajar as presas para o Japão, a minha vó não está bem de saúde, teve um ataque cardíaco, eu estou tão triste, meu amor, queria que você estivesse aqui comigo. Me desculpa não ter avisado antes, espero que não esteja chateado comigo, mas aconteceu tudo tão depressa, não posso te ligar agora, mas assim que der eu vou, quero ouvir sua voz, preciso!

Ah, se você pudesse estar aqui, preciso tanto do seu apoio e da sua força, você não pode? Talvez se eu falasse com o seu pai ele permitisse que você passasse esses dias aqui comigo.

Não sei bem quando eu volto, por isso seria perfeito se você viesse, bem espero sua resposta.

Já sinto sua falta.

Eu te amo, Adrien.

Chegou a digitar uma resposta, mas guardou o celular, mais tarde, a responderia mais tarde, tinha trabalho para fazer agora.

[...]

Quarta-feira era o dia que elas costumavam chamar de 2/4 isso porque apenas Alix e Alya tinham aula no período da manhã, e como estudavam na mesma faculdade, na maioria dos dias acabavam almoçando juntas.

– ‘Tá a fim de ir lá pra casa? Meu pai e irmão viajaram e entrar naquela casa grande sozinha é meio bad, não gosto de ficar sozinha, você sabe...

– Sei, baixinha, mas eu tinha que deixar uma matéria para o jornal que ‘tô tentando uma vaga. Quero sair da casa dos meus pais, a Nora se mandou para os EUA por causa das lutas e as gêmeas estão na pior fase da adolescência, preciso do meu canto.

– Beleza, eu te levo até lá e aí depois passamos na sua casa para pegar umas roupas e passar a noite lá em casa! – Alix girou a chave da moto. – Nem reclama, eu nunca tive uma multa e sou uma ótima piloto, não faz drama, vai chegar muito mais rápido que simplesmente se despedir de mim para pegar o metrô.

Alix tinha largado os patins, pelo menos fora da pista que ela frequentava duas vezes na semana, para andar de moto por aí, estava habilitada há dois anos, mas Alya ainda sentia o estômago colar nas costas sempre que subia naquela garupa, a qual elas se aproximavam, a tintura preta com detalhes em rosa e verde da lataria parecia gritar “arma perigosa da Kubdel”.

– Se você acelerar além do necessário eu juro que nunca mais falo com você!

– Sem multa, lembra? – Alix sorriu mostrando todos os dentes e entregando o capacete extra pra amiga.

 Césaire fez uma oração antes de colocar o capacete e subir atrás da amiga, que fez a moto rugir alto apenas para provocar antes de sair cortando pelas ruas parisienses.

[...]

Na primeira oportunidade que Nathalie ficou ocupada demais para encher Marinette de informações sobre a empresa, a azulada contou a novidade para as amigas e para os pais, mas logo teve que voltar a prestar atenção quando foi convocada para falar com Gabriel.

Entrar na sala de seu estilista preferido causou um pânico, mas a felicidade era muito maior, finalmente poderia estar próxima dele de novo e dessa vez se apresentar e falar com ele como uma estudante de moda.

– Senhorita Dupain-Cheng, sente-se, por favor! ­– Gabriel apontava para a cadeira a sua frente, a mestiça deu uma corridinha e sentou. – Primeiro de tudo quero parabenizá-la pelo lindo trabalho que me apresentou com uma costura limpa, precisa e original, é possível identificar a sua marca em suas peças e isso é maravilhoso para uma pessoa tão jovem.

Ok, estava no céu! Já não bastava ter ganhado a vaga, ainda recebia elogios? Finalmente os momentos de glória!

– Obrigada, senhor, eu que estou honrada, mais que honrada, não sei se existe palavra que expresse minha felicidade e gratidão por esse momento.

Gabriel sorriu ternamente, a menina era talentosa e assim como suas roupas tinha um ar de pureza, ele podia reconhecer um achado.

– Você vai expressar através do seu bom trabalho aqui, tenho certeza disso. Bem, acredito que Nathalie tenha conversado sobre os horários, nada que vá atrapalhar sua vida acadêmica, peço também que passe seu calendário, não quero ver a mocinha por aqui em semanas de provas, ok? Toda semana terei um horário para conversar com a senhorita e receberei o relatório sobre o seu desempenho, a princípio você não trabalhará diretamente comigo, mas sempre sob a minha supervisão, ok?

Marinette assentia a todo tempo, se ele a mandasse pular pela janela, provavelmente, ela teria assentido também. E o Agreste parecia perceber isso.

– Seu primeiro trabalho será acompanhar um dos meus estilistas que está iniciando um novo projeto, quero que seja o braço direito dele nesse momento, o modelo é o meu filho. Eu vou levá-la até ambos assim que terminarmos aqui e a última coisa que eu tenho a dizer é: Seja bem-vinda.

Então Marinette apertou a mão daquele que tanto a inspirou e fez cada dia mais encantada por esse mundo.

[...]

Alya sobreviveu àquela corrida sem ficar enjoada, era uma vitória para o seu estômago, pediu para Alix a aguardar fora do prédio onde ficava o jornal e encaminhou para o sexto andar, o barulho de dedos percorrendo pelas teclas, as conversas, de folhas sendo passadas e telefonemas, fez um sorriso se abrir no rosto da Césaire até ser derrubada no chão pela trombada de uma morena.

– Olha por onde anda, garota!

Alya recolheu sua pasta enquanto se levantava e massageava o quadril dolorido, vendo quem a tinha feito cair, óbvio que era a maravilhosa da Rossi.

– Você que tem que tomar cuidado, não está em uma tourada para sair como um touro por aí.

Lila Rossi era sua veterana na faculdade e um nojo desde o primeiro encontro delas, a garota se fazia de boa moça para aqueles que ela achava que poderiam oferecer alguma coisa, mas para os outros que ela acreditava estarem abaixo, era para esses que ela mostrava a verdadeira faceta.

– Garota, eu posso impedir sua chance nesse lugar, é melhor não se meter comigo ou...

– Ei, Alya! – Marc Anciel veio a passos apressados percebendo o clima estranho. – ‘Tá tudo bem aqui?

– Claro, Marc! – Lila abriu um sorriso. – Eu só estava ajudando a Alya, a pobrezinha caiu, acho que está nervosa com a oportunidade, novatos, né?

– Alya é bastante talentosa e ciente de sua capacidade.

Marc era mais velho e mais experiente quando se tratava de lidar com a Rossi, ela não o enganava, mas como não tinha provas das duas caras que ela escondia, permanecia quieto e com seus escudos levantados.

– Claro, bem, acredito que vamos todos trabalhar juntos! – Lila deu mais um sorriso. –Está na minha hora, até mais, Marc.

Os dois a observaram pegar o elevador, antes de fazerem qualquer movimento.

– Bem, vamos lá? A Nadja ‘tá doida para ler seu artigo, você ‘tá praticamente dentro. – Marco abraçou Alya, o rapaz estava no último ano de jornalismo quando a Césaire começou a estudar, mesmo depois de formado ainda mantiveram contato, o rapaz tinha prometido ajuda-la com o que ela precisasse e através dele soube da vaga, mas até então vinha apenas escrevendo pequenas matérias e recebendo por elas, sem nenhum contrato.

– A Nadja? Ela é a nova chefe?

O antigo chefe era um rato fofoqueiro horrendo que já deveria estar aposentado há anos, mas os contatos dele o mantiveram ali, bem, até agora.

– Isso aí, garota! O babaca vazou, e agora temos uma chefia de verdade!

Alya agora se sentia confiante, a senhora Chamack já havia elogiado nas duas vezes que tinha ido até lá, se ela estava como editora chefe, estava tudo praticamente acertado, como Marc havia dito.

Então não foi surpresa quando Nadja a abraçou e deu as boas-vindas, não foi surpresa ter conseguido aquele estágio, mas o coração parecia transbordar de emoção! Saiu do prédio nas nuvens, agora nem aquele empurrão desnecessário de Lila a incomodava mais, porque quando viu Alix acenando, já foi despejando.

– EU CONSEGUI O ESTÁGIO!

– A MARINETTE CONSEGUIU O ESTÁGIO! ­– Alix respondeu antes de parar e gritar de novo. – VOCÊ CONSEGUIU O ESTÁGIO TAMBÉM! MINHAS AMIGAS ESTÃO EMPREGADAS!

[...]

Marinette se manteve alguns passos atrás do senhor Agreste enquanto ele cumprimentava os funcionários e a apresentava, por enquanto aquela visão de chefe carrasco não existia, a recepção estava ótima.

A reunião que Nathalie tinha avisado Adrien na verdade era uma conversa com o excêntrico, porém muito talentoso estilista Jean Pierre, um homem branco, aparência pálida, com um bigode pontudo e olhos analíticos. 

– Com licença, Jean. – Gabriel interrompeu o estilista que tinha vários tecidos e falava gesticulando com as mãos a todo tempo com os demais funcionários e um Adrien ao fundo da sala com os braços cruzados. – Essa é a nova estagiária e sua segunda sombra durante seu novo projeto, senhorita Marinette Dupain-Cheng.

Jean pareceu avaliar Marinette por inteira, dando a volta, como se ela fosse uma modelo que ele tivesse que vestir e não uma estagiária.

– Encantado, senhorita, espero que nosso trabalho seja produtivo.

Marinette retribuiu o aperto de mão, depois Jean engoliu Gabriel em uma conversa falando tão rápido que Marinette só conseguia piscar e registrar algumas palavras.

– Como foi? – Adrien deu um puxão, discreto, na blusa da menina, a trazendo para trás da sala.

– Como foi o quê? – Marinette olhou para os lados com medo de que alguém tivesse percebido o movimento.

– A apresentação com meu pai, ele te tratou bem? – Adrien sorria, mas tinha o semblante temeroso, não queria que a azulada ficasse assustada com o jeito rígido que o pai na maioria das vezes escolhia vestir.

– Foi ótimo, ele foi bastante gentil e eu não esperava por isso... – Adrien deu uma risadinha e Marinette percebeu como aquilo podia ser interpretado. – Me desculpa, eu não quis dizer isso de forma negativa, é que me avisaram que ele podia ser severo e ah, me desculpa.

Muito bem, Marinette, sua primeira bola fora com Adrien.

– Você tem razão, ele é bem severo, mas sabe ser gentil quando quer, ele realmente deve ter ficado impressionado com o seu trabalho, eu certamente fiquei. – Adrien piscou apenas um dos olhos e se meteu no meio da conversa de Gabriel e Jean.

E Marinette ficou por exatos cinco segundos igual uma idiota querendo colocar a mão sobre o coração, mas a fechou em punho, respirou profundamente e deu um passo a frente, era isso que tinha que fazer, olha para frente e seguir sempre nessa direção.

[...]

Adrien sabia que pela diferença de fuso horário Kagami já estava dormindo e a falta de ligação era porque as coisas ainda estavam complicadas por lá, por isso preferiu responder a mensagem de uma vez, entrou na sala do pai – que àquela hora estava vazia – e passou a digitar.

 

“Oi, Ka! Não estou chateado com você por ter viajado sem avisar, fique tranquila! Imagino o susto que você levou e espero que as coisas melhorem, que a sua vó logo se recupere, me mantenha informado, infelizmente, não posso me ausentar de Paris agora, vou fotografar uma nova campanha, Jean está com um novo projeto e a Agreste está com uma nova estagiária. Sinto muito não estar com você nesse momento.

Estou te enviando energias positivas, me ligue quando puder.

Estou contigo."

Era isso e parecia tão seco quando enviou, não soava como um namorado preocupado e se sentiu mal, lógico que se preocupava com Kagami e sentia muito pela situação familiar pela qual ela estava passando, mas não sentia muito por não poder estar lá naquele momento, não quando mesmo longe a mensagem dela o pressionava a fazer coisas que, seriam naturais em sua posição, mas que ele não queria.

Adrien desligou o celular e o jogou para o lado e deitou no sofá escondendo o rosto com o braço.

O que aquilo significava?

[...]

Luka tinha acabado de falar com Ivan, que estava em uma viagem com a namorada Mylène, mas que logo voltaria para o início da produção do próximo álbum, e principalmente, para a composição com Nino. Ele se queixou – pela milésima vez – sobre a data do show do amigo ter caído no meio de sua viagem, Luka teve que confirmar que estava tudo tranquilo e que o Lahiffe não estava chateado.

O Couffaine estava muito animado para mostrar as suas melodias, até a irmã ainda não estava muito por dentro de suas composições ou inspirações, agora o difícil seria contar para eles o que ele tinha em mente para o próximo disco.

– Me deixa adivinhar! – Juleka apareceu à porta do quarto do irmão. – Ivan, o terrível... Ursinho disse que está voltando e pediu para transmitir desculpas ao Nino mais uma vez?

– Isso e a My disse que está ansiosa para conhecer a sua namorada, pelo jeito das duas, acredito que você vá formar mais uma amizade.

Juleka deu de ombros, mas sorriu, a verdade é que o peito enchia de orgulho por todos estarem se apaixonando pela presença de Rose, só não tanto quanto ela, claro.

– Falando em amigos, deixa eu te contar a novidade, a Marinette foi escolhida como a nova estagiária da Agreste e a Alya conseguiu emprego naquele jornal daquela jornalista Nadja Chamack!

– Caramba, que legal! Ela deve ser muito talentosa, não é como se o Gabriel aceitasse qualquer um na sua empresa, e a Alya pareceu ser bem astuta, não me surpreende.

– Pois é, eu já vi alguns desenhos e cara, ela arrasa, enfim, presta atenção na parte engraçada, quando eu recebi a notícia através da Rose fiquei sabendo que elas têm um jeito divertido de comemorar.

– Que seria?

Juleka apenas balançou a cabeça rindo.

– Vamos sair sexta às 19 horas, vou avisar o resto da galera.


Notas Finais


Obrigada pelos comentários no capítulo anterior, como sempre falo, esse feedback é muito importante pra mim, para eu saber se vocês estão gostando e do que vocês gostariam, por exemplo, alguém pediu mais da Alix e eu pretendo mostrar mais coisinhas sobre ela, como já fiz nesse capítulo. Então qualquer sugestão podem falar porque eu podendo atender dentro da trama criada na minha cabeça kkkkk eu vou adorar, é isso. Até o próximo capítulo.

Sim, Jean Pierre é como a Chloé chama o mordomo dela no desenho e eu lancei ele aqui como estilista kkkkkkkkkkkkk
Sim, vou panfletar minha outra fic aqui para quem quiser ler: https://www.spiritfanfiction.com/historia/sorte-ou-azar-18415022


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