História My Other Face - Capítulo 22


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, James "Jimmy" Olsen, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Personagens Originais, Samantha Arias (Reign)
Tags Alexdanvers, Karadanvers, Lenaluthor, Supercorp, Supergirl
Visualizações 354
Palavras 3.179
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


tenho que dizer que esse capítulo foi MUITO difícil de finalizar, já que esse "assunto" será muito usado no decorrer da fic!

Boa leitura 📖

Capítulo 22 - Capítulo XXI The Mother


Supergirl chegou no D.E.O exausta. Não havia dormido na noite anterior porque ficou com Cordélia o tempo todo evitando que os paparazzis e repórteres chegassem perto da mulher para obter alguma informação sobre o seu pai recém assassinado. Supergirl também ficou por perto caso Cordélia precisa-se de um ombro amigo, alguém para desabafar sobre o que estava sentindo com a perda do pai.

Kara não achou que a mulher fosse tão teimosa, ela se recusava a comer e a dormir querendo saber todas as informações sobre o homicídio do pai e como não sabia o alter ego da heroína, não se aprofundava em assuntos pessoais. Porém chegou um momento em que Cordélia não pode mais lutar contra o sono e acabou dormindo profundamente na cama de seu apartamento libertando Supergirl de sua tarefa.

Kara pensou que finalmente poderia descansar, até Alex chamá-la para ir ao D.E.O e a contragosto, Kara seguiu as ordens da irmã. 

Assim que Supergirl avistou Brainy caminhou em sua direção para descobrir o que Alex queria.

— Alex quer que você vá até a sala de interrogatório — respondeu ele — Ela está interrogando o nosso principal suspeito, você precisa ouvir os batimentos cardíacos dele para sabermos se ele está dizendo a verdade ou não.

— E depois disso eu posso ir embora?

Brainy deu de ombros.

— Acho que sim. A Sonhadora está cuidando da cidade então...

Supergirl se distanciou de Brainy e com a sua super velocidade foi até a sala de interrogatório. Pensava que, o quanto mais rápido terminasse com aquilo, mais cedo estaria na sua cama confortável. A loira abriu a porta sem nenhum aviso prévio fazendo os dois indivíduos que estavam sentados na cadeira se sobressaltarem assustados.

Alex lançou um olhar de repressão para a Supergirl que devolveu com um sorriso envergonhado. O suspeito que estava sentado de frente para Alex era um homem familiar para Kara, logo ela se lembrou que ele estava na festa de aniversário da L-Corp, era um homem difícil de se esquecer.

— Supergirl, conheça o nosso suspeito, John Boyle — introduziu Alex — John, tenho certeza de que você conhece Supergirl.

— Está um pouco apagada ultimamente — disse ele fazendo a heroína ficar levemente constrangida — E Boyle. Me chame de Boyle.

— Por que? — perguntou Alex se fingindo interessada.

— John é um nome muito comum e eu gosto do meu sobrenome — explicou — Posso ir embora agora ou irá me fazer repetir novamente tudo o que eu fiz ontem a noite?

— Como eu disse antes: você só vai poder sair daqui quando encontrarmos Lena — falou Alex. Supergirl olhou para a Diretora curiosa pela menção do nome da ex namorada — Ela é a única que pode confirmar o seu álibi e sua história.

Supergirl se movimentou inquieta não gostando das palavras que Alex acabara de dizer.

Boyle suspirou.

— Não matamos ninguém, estávamos do lado de fora do salão! — Supergirl escutou os batimentos cardíacos do homem, estavam normais sem nenhuma alteração sequer. Ela fez um sinal positivo discreto para Alex, uma afirmação de que Boyle não estava mentindo.

— Diga tudo o que você fez desde o momento em que chegou na festa — ordenou Alex.

Ele revirou os olhos impaciente por ter que contar a história pela quinta vez.

— A primeira coisa que fiz quando cheguei foi procurar Lena, incomodei ela um pouco e depois fui ao bar onde passei a metade da festa — Boyle contava tudo sem nenhuma emoção — Aquele Felix alguma coisa flertou comigo e como não quis nada, ele se enraivou. Então, resolvi encontrar Lena que estava do lado de fora do salão e ficamos lá até ouvir um grito do lado de dentro.

Supergirl escutava os batimentos cardíacos de Boyle atentamente. Eles não estavam acelerados e seus músculos estavam relaxados, o que poderia indicar que ele não estava mentindo. Kara fez o mesmo sinal de antes para Alex.

A Danvers mais velha estava cada vez mais ficando frustrada.

— Que horas você se encontrou com Lena?

— Mais ou menos umas dez e quinze, eu acho — respondeu Boyle incerto.

Supergirl pensou. A festa começara sete horas da noite e o brinde de Lena às oito e quinze. Quando acompanhou Alex até o bar, depois de terminarem de comer, já deveriam ser nove horas e alguns minutos. Sua conversa com Lena terminou exatamente às nove e quarenta e cinco em ponto, sabia disso pois quando voltou ao salão verificou as horas em seu celular, depois disso Kara ficou o tempo todo sentada na mesa vendo as pessoas dançarem. O horário que Boyle falou fazia sentido e ela não foi a única a pensar isso.

— Ainda assim, — insistiu Alex — fiquei um bom tempo no bar e não vi você.

— Então deve estar cega — murmurou Boyle, apenas Supergirl conseguiu ouvi-lo — Eu estava lá o tempo todo, Felix está aí para comprovar. Posso ir embora agora?

— Não! — exclamou Alex — Só irá ir embora quando encontrarmos Lena. Alguma ideia de onde ela possa estar?

Boyle fez um sinal negativo com a cabeça.

— Quanto mais cedo encontrarmos ela mais cedo você sairá daqui, sabe disso não sabe?

— Sei — grunhiu ele — , mas não faço ideia de onde ela possa estar.

Alex se levantou da cadeira e fez um gesto com a mão para Supergirl acompanhá-la para fora do local, as duas deixaram Boyle trancafiado sozinho na sala de interrogatório.

— Não acredito que envolveu Lena nisso — confessou Kara incomodada.

— Não envolvi ninguém em nada. Lena é a única que pode comprovar o álibi de Boyle, mas não estamos conseguindo localizá-la — Alex esfregou os olhos cansada — Nem mesmo o celular estamos conseguindo rastrear.

— Está perdendo tempo, Boyle não estava mentindo.

— Ou talvez ele seja um bom mentiroso. Sinto que tem algo errado com aquele homem.

— É verdade que Boyle é um pouco excêntrico, mas isso não significa que ele seja um assassino.

— "Excêntrico"? — indagou Alex — Escolha de palavra interessante para descrevê-lo. Eu optaria por afrontoso. 

— Tudo bem — Supergirl colocou as mãos no quadril — Estou morrendo de sono e tenho um cachorro para alimentar, posso ir para casa?

— Você não dormiu?

— Não, fiquei de olho em Cordélia, lembra? Ela demorou para dormir, queria ficar acordada para não perder nenhuma nova informação sobre a morte de William. 

Alex assentiu.

— Vá para o seu apartamento descansar, mais tarde conversarei com Cordélia para saber como ela está.

Supergirl deu as costas para a irmã. Estava prestes a usar a sua super velocidade quando olhou para trás na direção de Alex querendo lhe fazer uma pergunta que martelava em sua cabeça no momento em que escutou o nome de Lena na sala de interrogatório. Supergirl sabia que independente de qual fosse a resposta da irmã, ela não mudaria de opinião.

— Alex, — chamou Kara fazendo a mais velha a encará-la nos olhos — você acha que Lena possa estar envolvida nessa máfia de assassinos?

— Quer que eu te responda como Diretora ou como irmã?

— Quero que seja honesta.

Os olhos castanhos de Alex jamais estiveram encarando tanto os de Kara como naquele momento. E logo a resposta veio, honesta como a heroína desejou:

— Acredito nas possibilidades.

———————————————————————

A muito quilometros de distancia, uma figura encapuzada andava apressada pela rua isolada, o único barulho que se podia ouvir eram os passos largos do indivíduo tocando o solo. O sol decidiu não aparecer naquela tarde, as nuvens estavam nubladas ameaçando chover.

O indivíduo virou a esquina para uma outra rua onde todas as casas eram geminadas e da mesma cor de marrom, seus olhos verdes examinavam todo segundo o seu redor a procura de algo ou alguém que pudesse estar na espreita o observando. Verificou as janelas das casas em que passava torcendo para não ter ninguém ali contemplando o horizonte ou algo semelhante, porém as janelas de todas as casas estavam fechadas fazendo a mulher encapuzada se sentir mais aliviada.

Lena caminhou um pouco mais até encontrar a casa com o número que procurava. Olhou ao redor para se certificar de que não havia ninguém por perto. Por algum motivo estranho, o número trinta e três grudado na porta enferrujada de madeira lhe dava calafrios. Lena bateu lentamente duas vezes na porta e depois contou três segundos mentalmente. Deu duas batidas na porta novamente, ela parecia familiarizada com tal ação.

Após a segunda batida, não demorou muito para escutar a porta sendo destrancada revelando uma mulher de cabelos castanhos prendido em um coque frouxo. A mulher que esperava a visita de Lena era Lindsey, a atual namorada de James. 

Lindsey puxou Lena rapidamente pelo braço para ela entrar na casa. Antes de fechar a porta, por precaução, olhou para ambos os lados, a rua continuava deserta.

O cheiro de mofo invadiu as narinas de Lena assim que ela adentrou na residência empoeirada. Ela reprimiu um espirro o que fez seus olhos ficarem marejados. Despiu-se do casaco preto e o colocou no cabideiro tentando ao máximo não se incomodar com a sujeira do local.

Sem dizer nada, Lindsay foi para a sala de estar e se sentou em uma poltrona cinza velha rasgada, se inclinou para frente em direção a mesa de centro onde estava um bule e dois copos e os serviu de café quente. Lena sentou-se de frente para Lindsay em uma poltrona similar, estava um pouco perturbada por madeiras estarem pregadas na janela impedindo que qualquer ar puro entrasse no local, porém não falou nada.

Agradeceu pelo café servido com um gesto de cabeça e no momento em que sentiu o líquido no paladar se arrependeu imensamente de tê-lo aceitado. Era o pior café que já tinha bebido na vida.

— Nada comparado ao café que sua governanta faz, eu imagino — disse Lindsay ao observar a careta de Lena.

— Não, está ótimo.

Lindsay soltou uma leve risada.

— Você é boa em várias coisas, mas mentir não é uma delas, para o seu infortúnio — ela encostou a cabeça na poltrona e um semblante sério apareceu em seu rosto de repente — Boyle fez o trabalho que você deveria ter feito, ele tentou te acobertar novamente — as palavras ditas por Lindsay saíram em um tom ríspido de desprezo acusatório, como se Lena tivesse cometido algo muito grave — Está bem claro que não quer fazer parte disso.

Lena continuava impassível, não se abalava facilmente com as palavras da mulher.

— Quero fazer parte disso, caso contrário, não teria me juntado — falou calmamente — E Boyle não está me acobertando.

Lindsay bufou.

— Você não é um membro oficial, ainda está em fase de treinamento.

— Já tenho o meu traje que, se me lembro bem, ninguém que está em fase de treinamento o possui. Inclusive, um traje que você roubou de mim.

— Você é sempre tão dramática? — indagou ela — Boyle deve mesmo gostar de você para aturá-la, as coisas que fazemos por amor — murmurou Lindsay fazendo Lena franzir o cenho — Não roubei seu traje, apenas o peguei emprestado. De qualquer jeito, não é como se você fosse usá-lo.

— Não estou pronta ainda — justificou-se Lena fazendo Lindsay revirar os olhos.

— É o que os covardes sempre falam. Melhor se sentir pronta logo ou você não me deixará com muitas opções — ela encarou os olhos verdes de Lena profundamente — Terei que delata-la para A Mãe.

Lena se remexeu na poltrona velha ao sentir calafrios percorrem por todo o seu corpo por apenas escutar a menção da Mãe. Nunca tinha visto ela pessoalmente, porém sabia que era alguém que deveria temer e ao mesmo tempo, idolatrar. 

Lindsay era uma das únicas pessoas que tinham contato físico com A Mãe, deveria ter sido uma das primeiras a se juntar na facção para ter tal privilégio que era muito invejado pelos outros participantes, até mesmo por Lena. Não sabia como era a sua aparência, só podia imaginar em sua cabeça fantasiosa como a líder se parecia fisicamente. Na imaginação de Lena, ela era alta com cabelos ruivos na altura dos ombros e seus olhos escuros lançava um olhar que poderia derrotar com qualquer pessoa. Lena se contentava com a própria fantasia, visto que a maioria das pessoas que foram levadas para conhecer A Mãe nunca mais voltaram.

— Você não compareceu a última reunião que aconteceu aqui em National City — continuou Lindsay.

— Estava ocupada organizando a festa da L-Corp. Onde ocorreria o próximo assassinato.

— Que você deveria executar, porém não o fez, não é? — Lindsay bebeu um pouco do seu café — Muito menos quando foi convocada para matar Bob, agradeço por isso, foi divertido conhecer a famosa Supergirl — o coração de Lena palpitou ao ouvir o nome da heroína — Ela não é tudo o que dizem, uma pura farsa. Poderia tê-la matado ali mesmo se eu quisesse com a sabedoria e o poder da Mãe me iluminando. Supergirl é fraca, talvez a heroína mais fraca desse universo.

Lena apertou o braço da poltrona com tanta força que seus dedos ficaram vermelhos. Não era tão fã da Garota de Aço no momento, inclusive, chegou a xingá-la algumas vezes quando as crises de raiva surgiram, porém não gostava quando as pessoas falam mal da heroína daquele jeito. Lena sabia que Supergirl era várias coisas, mas fraca não era uma delas.

— Ela não é fraca — disse Lena alto.

— Desculpa? — Lindsay arqueou as sobrancelhas.

— A Supergirl, ela não é fraca.

— Se soubesse que você era fã número um, teria pedido um autógrafo.

— Não sou fã de Supergirl — Mas costumava ser, pensou Lena — Também acho que ela é uma farsa na maioria das coisas que diz, porém uma coisa tenho certeza: ela não é fraca. Pelo contrário, é a heroína mais forte desse planeta. 

Um sorriso desdenhoso surgiu nos lábios de Lindsay.

— Aposto que você tem um poster grande da Supergirl grudado na parede do seu quarto e beija ele toda noite antes de ir dormir.

Lena revirou os olhos.

— Podemos chegar no assunto pelo qual vim aqui conversar?

— Claro — Lindsay pegou um papel no bolso da sua calça jeans e o entregou para Lena — É melhor você fazer uma boa expressão de amedrontada quando dizer para os investigadores que foi assaltada, eles tem que acreditar em você. E também não gagueje quando for responder as perguntas.

— Não sou tão terrível assim em mentir.

— Digue por você. Onde estava durante a tarde inteira Senhoria Luthor?  — perguntou Lindsay imitando um agente.

— Estava na minha casa — respondeu Lena enquanto lia o papel que continha todas as perguntas que os agentes poderiam lhe fazer e as respostas que deveria dizer.

— Mas nós fomos lá e ninguém atendeu — Lindsay continuava com a pequena encenação.

— Não ouvi ninguém, estava na minha consulta com a minha psicóloga  — Lena franziu as sobrancelhas, parou de encarar o papel e olhou para Lindsay — Quem garante que a minha psicóloga irá comprovar o meu álibi de hoje?

— Ah querida — ela pareceu satisfeita com o questionamento de Lena — Não te contaram? Nós estamos em todos os lugares.

A Luthor engoliu um seco e escondeu o seu nervosismo de pavor. Estava sendo vigiada por todo esse tempo, fora enganada mais uma vez. Achava que Celeste, sua psicóloga, era alguém que pudesse confiar cegamente, tinha contado praticamente tudo sobre si para ela, mas Celeste só estava ali para obter informações sobre Lena e verificar se ela era adapta para se juntar a equipe.

Lena se afundou na poltrona envergonhada.Estava encurralada, em um beco sem saída. Sua decisão de imprudência no meio da raiva e tristeza tinham levado ela até ali e agora que estava arrependida, não havia escapatória. Era como se tivesse pegado o caminho errado para ir para casa.

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Nia passou o dia cuidando de National City enquanto Alex tentava descobrir quem era o assassino que começara causar terror na cidade. Nia se surpreendeu com o fato de que algumas pessoas estavam idolatrando quem quer que fossem as pessoas por trás disso, como se fossem algum tipo de Robin Hood. Ela entendia perfeitamente as pessoas quererem justiça, pois todas as vítimas tinham fichas criminais antecedentes e a maioria não foi condenada a prisão, porém Nia não concordava com a forma de justiça feita por esses assassinos.

Nia se jogou na sua cama de casal exausta, estava louca para recompensar a noite de sono mal dormida.Suas pálpebras cansadas se fecharam imediatamente assim que sua cabeça repousou no travesseiro macio, não tardou para ela cair em um sono profundo roncando pacificamente.

Os sonhos de Nia eram diferentes das outras pessoas, porque através deles ela podia prever o que estava por vir, o futuro.Já estava acostumada com eles, mas às vezes, os sonhos apareciam em horas que ela menos esperava, como estava acontecendo no momento. Nia só queria uma noite de sono tranquila sem nenhuma previsão do futuro em seus sonhos.

O cenário com tom azulado e um grande campo esverdeado era familiar para Nia, geralmente era ali que suas previsões aconteciam. Suas previsões também tinha que haver muita interpretação, porque nunca era mostrado algo com perfeita clareza.  

Uma mulher idosa estava sentada em uma cadeira de balanço cantarolando baixinho enquanto tricotava na frente de uma lareira crepitante.Seu cabelo grisalho estava prendido em um coque muito bem feito com flores decorando o penteado, usava um longo vestido xadrez e sapatilhas bege. O seu rosto era repleto de rugas e ela possuía olhos bem azuis, a mulher era desconhecida por Nia que chegou mais perto da senhora.

Ao se aproximar mais da mulher, Nia conseguiu perceber que a música que ela murmurava mudava de idioma. Uma hora estava cantando o que parecia ser em francês e em outra, espanhol. Nia não era fluente em nenhuma das línguas não podendo entender a canção. A cadeira de madeira em que a mulher estava sentada rangia enquanto ela balançava para frente e para trás, o fogo da lareira ficou mais alto assim que a mulher aumentou o seu tom de voz e cantou na língua nativa de Nia que, dessa vez, pode entender a música.

A voz da velha mulher era melancólica e suave, cantava com todo o fervor como se fosse a última vez. Enquanto ela cantarolava cada palavra, Nia teve certeza de que não era só uma simples música. A melodia já estava grudada na sua cabeça e não pretendia sair dela tão cedo e sem perceber, murmurou os versos junto com a mulher desconhecida:

Em uma noite de outono, a heroína enfrentará o seu inimigo mais temido

Uns se perderão

Outros se reencontrarão

No meio do caminho

No final, será traída por aquele que se diz amigo

A Mãe precisará se sacrificar para ver o último som da pessoa que mais ama ser reprimido

E esse será o sinal, de que tudo está acabado.



Notas Finais


wow parece que temos uma profecia entre nós é isso mesmo??? alguém chuta em tentar decifra-la?

como eu disse antes, esse capítulo foi bastante difícil de finalizar já que essa profecia vai estar presente até o final da fanfic, ou seja, ela é bem importante.

teremos bastante interação da kara e da lena no próximo capítulo!


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