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História My Pace - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Helloooooooooo! Como vocês estão? Eu espero que bem...

Pois bem, eu gostaria de agradecer pelos favoritos, e nós já temos 4.850 visualizações!😱 Muito obrigada!💞

(Diversos de vocês acertaram o que o Jisung tem, então se você não gosta de ler sobre crises de pânico eu peço que não leia o início. Quando aparecer os primeiros três pontos quer dizer que acabou a narração da crise de ansiedade, mas ele ainda vai falar sobre ela)

Sem mais delongas, bora ler!

Capítulo 13 - (Não) Peça desculpas


A primeira coisa que você pensa é: "Eu vou morrer".

Mas então você percebe que não vai morrer, e é só coisa da sua cabeça.

Tentei engolir a saliva que estava em minha boca, era como se fosse um "teste" para saber se aquilo realmente estava a acontecer. A saliva havia sido difícil de engolir. Era como se a minha garganta estivesse prestes a se fechar.

A sensação de que estava em um sonho pareceu ficar mais forte, minhas mãos tremiam e eu conseguia sentir um pouco de suor na derme. O chão estava torto.

Meu coração batia alucinadamente. Estava certo de que todos poderiam o ouvir, contudo, os meus amigos não me olhavam, estavam prestando muita atenção na vitrine da loja de jogos. 

Tentei me acalmar, mas o meu peito pareceu doer mais ainda. Todavia, ele não foi o único, todos os meus músculos pareciam clamar uma trégua da minha mente traiçoeira, mas ela — como em todas as outras vezes — só fazia com que tudo piorasse. Parecia gostar de me ver sofrendo.

Minha visão ficou embaçada, todavia, não sabia se era pelas lágrimas que segurava, ou então, pela sensação que iria morrer.

Tentei com toda a minha força — que não era muita — puxar ar dos meus pulmões. Eu tentei, mas como em todas as outras vezes, ele não veio. Ele me deixou só. Só com a minha mente repassando momentos ruins, onde eu me sentia culpado, onde eu tinha uma vontade imensa de voltar e consertar, onde eu tinha uma vontade imensa de sentar e chorar como uma criancinha.

Me afastei um pouco, tentando me acalmar, todavia sentia que se me afastasse eles não me veriam, ele não iriam me ajudar quando eu desmaiasse, ou então, quando eu morresse sufocado.

Minhas pernas pareceram fraquejar, mas consegui me aproximar de Lee. Iria cair naquele chão de mármore. Sufocado.

— M-Minho… — gaguejei. Ele não havia me ouvido, estava conversando. — M-Minho… — segurei firmemente seu pulso.

Senti olhares em mim.

— E-eu não consigo r-respirar… — apertei mais seu pulso. Sentia que se eu fosse soltar a derme do garoto, iria cair no chão. — E-eu não c-consigo… — balbuciei, tentando respirar, contudo, parecia que os meus pulmões não deixavam. Senti lágrimas nas minhas bochechas.

O Lee parecia surpreso. Os olhos estavam arregalados.

— C-calma… — balbuciou nervoso. — Vai ficar tudo bem — olhou fundo nos meus olhos, como se quisesse me tranquilizar. — Tenta ficar calmo… Respira fundo… 

Era isso que eu estava tentando fazer, todavia não funcionava, só que agora estava diferente. Por que só neste dado momento aquilo se realizava?

Minho colocou as mãos em meu ombros, ficando mais próximo.

— Respira… — tentei, mas o ar saiu descompassado. — Vamos respirar juntos. Um, dois, três… — ele me olhou, e então respiramos juntos. Não saiu completamente bom, mas estava bem melhor que antes. — Isso… 'Tá indo bem… — sorriu amigavelmente.

Não sei explicar o porquê, mas dei um abraço apertado em Minho. Senti que ele retribuiu. 

Estava me sentindo em paz. A sensação ruim havia ido embora. A calmaria tomava conta dos meus músculos, e da parte mais importante. A minha mente.


°°°



— Desculpa — murmurei.

Os quatro me olharam.

— Exatamente por que? — indagou Wooseok.

Dei de ombros.

— Sabe, lá embaixo — olhei para as minhas mãos, que ainda se encontravam trêmulas. — Eu não fiz aquilo porque queria… Eu… Eu acho que deveria pedir desculpas… Eu deixei vocês preocupados, e eu juro que não foi por que quis. Eu tenho isso as vezes, e… — suspirei. — Sério, desculpa… — senti minha voz ficar embargada. — Eu…

— Ei, 'tá tudo bem — Lisa pegou na minha mão, e deu um sorriso confiante. — Nós somos amigos, e todos temos problemas… — apertou minha derme. — A gente sabe que você não fez porque quis.

— Até porque quem iria querer ter a sensação de falta de ar? — Jung perguntou retoricamente. 

Dei um sorrisinho.

— Mas você se sente melhor? — Seo indagou. 

— Aham… — concordei. — Depois que essas crises acontecem, eu fico melhor. 

Minho me olhou. Seu rosto não mostrava aquela expressão enojada, ou então, a sarcástica.

— Desculpa a pergunta, — falava Wooseok. — mas o que realmente foi aquilo?

Sorri.

— Foi uma crise de pânico, ou ataque de pânico, como você preferir chamar — respondi.

— Ataque parece uma coisa forte demais, eu prefiro crise — comentou. — E o que seria exatamente isso? — indagou, me olhando.

— Diversas pessoas ao redor do mundo possuem isso, é chamado: "Mal do século" — expliquei. — As crises de pânico se caracterizam por momentos de muito medo, falta de ar, pensamentos ruins, ansiedade excessiva e um medo intenso de morrer, entre outras coisas — expliquei. — Elas se originam do estresse, genética, temperamento forte… Então, as vezes eu tenho essas crises — dei de ombros. 

— Quando foi a primeira vez que você teve? — Lisa indagou.

Pensei.

— Eu tinha 12 anos. Estava tendo uma semana de provas. Terça-feira daquela semana estava sentindo uma sensação de viver em um sonho — os olhei. — Vocês sabem que sensação é essa, né? — eles assentiram. — Então, eu falei pra minha mãe, e ela pareceu saber como lidar, mas disse que logo iria passar, todavia, quarta-feira ela continuou, então a minha mãe resolveu me dar um remédio, mas mesmo assim a sensação continuou. Quinta-feira eu saí com Lia, e a gente 'tava caminhando na rua, então de repente a sensação se apoderou do meu corpo, e… — suspirei. — Eu fiquei sem ar, eu tentava o puxar dos meus pulmões, todavia, ele não vinha.

— Lia sabia lidar? — Manoban indagou.

— Incrivelmente ela sabia — sorri. — Ela me acalmou, e disse que 'tava tudo bem, e que tudo daria certo — meu sorriso cresceu. — Acho que um dos diversos motivos por sermos próximos um do outro.

A mesa ficou em silêncio, contudo, um barulho pôde ser ouvido. Ele vinha da barriga do mais alto.

— Desculpa, mas é que eu tô com fome — sorriu constrangido.

— O que iremos comer? — Lalisa indagou, ainda segurando a minha mão.

— O que você quer comer, Han? — Seo perguntou, enquanto me olhava.

— Ãh… Pra ser sincero, eu não 'tô com fome.

Changbin parecia preocupado.

— Você tem certeza?

— Depois que eu tenho crise de pânico eu sinto que tudo que eu comer eu vou vomitar — expliquei. — Então eu prefiro ficar assim. Sentado aqui, sem comer nadica de nada, e ficar vendo vocês — sorri. — Eu vou cuidar da mesa! — sorri, ainda conseguindo perceber que nos meus olhos havia resquícios das lágrimas.

— Eu pensei em hambúrguer — Jung falou.

— Jura?! — Lisa levantou a sobrancelha.

— Ué? Você perguntou, porra! — o garoto fez uma expressão indignada.

Manoban deu de ombros.

— 'Tá — Seo concordou.

— Ok… — Lisa concordou.

— Você acabou de reclamar, e agora você aceita! — Wooseok exclamou. — Deve ser a TPM… 

— Eu não reclamei! — a tailandesa respondeu. — E para de falar da minha TPM! E eu não 'tô no meu período! 

— Se eu fosse você, Seok — Minho comentou. — Eu ficaria de boca fechada, a não ser que queira levar uns tapas. Mas sabe, é só se eu fosse você… 

— Engraçadinho… — Jung falou em um tom de reprovação. — 'Tá, mas a gente pode comprar? 

Eles levantaram, todavia, antes de ir caminhando com os outros, Changbin me perguntou:

— 'Tá tudo bem, mesmo? — assenti. — Você não quer nada?

— Não, obrigado… — ele murmurou um: "ok", e foi caminhando, todavia podia jurar que alguém nos olhava. Quando virei minha cabeça para o local, só vi Minho andando. Dei de ombros.

Resolvi pegar o meu celular. Não sei como, mas estava conectado a internet. Devia ter captado o sinal de algum daqueles estabelecimentos.

Entrei no Instagram, afim de ver a vida dos outro. Sim, isso é a única coisa que eu faço. Passei meu dedo pelo feed, não havia coisas tão importantes. Alguns anúncios, fotos do Eric Nam, vídeos de música, foto de Lee Juyeon… Peraí! Foto de Lee Juyeon?! 

Rolei meu dedo para cima, e então percebi no meio daqueles diversos post's, havia um de Seungmin — que estava acompanhado de Jeongin. O Kim estava com uma camiseta azul clara, enquanto o outro estava com uma preta. A foto havia sido postada quinta-feira. Dei uma curtida.

Subi o feed um pouco mais, e então vi a foto de Yeon. Ele estava simplesmente lindo! (Sério, quando Juyeon fica feio, nunca?)

O coreano usava uma camisa social branca com uma gravata preta. A calça e as botas eram de mesma cor do objeto que estava em seu pescoço. Ele havia tirado a foto com o celular aparecendo, como quando se tira em frente a algum espelho. Eu acharia aquilo super brega, mas como era Lee Juyeon, eu até achei charmoso. A legenda dizia: "Lugares inusitados dão boas fotos? (Dando uma fugidinha de uma reunião)".

Enquanto olhava os comentários os meus colegas voltaram, cada um com o seu próprio hambúrguer. Percebi que diversas das menções tinham sido feitas por garotas, e elas diziam o quão bonito Juyeon estava. O coreano não havia respondido nenhum dos comentários. Tomei coragem, e então comentei: "Sua mãe está sabendo disso, Yeon? Ela aceitou a sua fugidinha?".

Pensei que o coreano fosse demorar a responder, mas tão de repente uma notificação foi vista. _Leejuyeon_ mencionou você em um comentário. Cliquei quase que instantaneamente. 

O coreano havia me respondido. "Hannie, você não vai contar pra minha mãe, não é? Hannie<3".

Soltei uma gargalhada. Percebi que os meus amigos me olhavam com uma expressão confusa. 

— Desculpa… — falei, entre um sorriso.

Desliguei a tela do meu celular, e fiquei os olhando.

— Vocês vieram rápido, não tinha muita fila? — indaguei os olhando.

— Não — Wooseok concordou de boca cheia. 

Assenti.

— Lisa em qual… Ah! — exclamei, vendo eles me olhando confusos. — A gente pode ir naquela livraria? — pedi, enquanto apontava para o estabelecimento. — Por favor… Lá tem uns livros incríveis!

— Nem pensar! — Wooseok discordou. — Livrarias são chatas! 

— Você sabia que livros ajudam muito no nosso vocabulário? — comecei a minha explicação. — Eles ajudam na compreensão de textos, e na escrita também, o que faz com que tenhamos mais chances de passar por provas… 

— Chato! 

— Wooseok, se você quer se tornar um jogador de basquete, ou qualquer outra coisa, um dos requisitos vai ser saber escrever direito, falar direito, saber se expressar sem precisar repetir palavras — expliquei. — Você não vai querer dizer: "Nois demo nosso melhor"! Se você falar isso eu serei obrigado… 

— Como você sabe que eu jogo basquete? — me olhou.

— Você sabia que não se interrompe quando alguém está falando? — perguntei. — Isso é uma falta de educação, mas respondendo a sua pergunta: eu tenho meus meios. Agora… 

— Os meios seriam Lee Juyeon — Minho comentou.

— Sim, mas… Peraí! — o olhei. — Como você sabe disso?

— Ele acabou de te mandar uma mensagem — explicou, e então percebi que o coreano segurava o meu celular.

— Quem te deu autorização para mexer no meu celular? — indaguei. 

— Ele te mandou uma mensagem dizendo: "Hannie, você não vai contar, né?"... 

Arranquei o celular das mãos de Minho. O coreano havia visto a mensagem pela barra de notificação — que não deixava oculto — afinal, o objeto tinha senha.

Changbin de um sorrisinho.

— Que mexerico! — repreendi. — Parece uma criancinha… 

— Eu sou mais velho que você! — exclamou.

— Mas as suas ações não dizem a mesma coisa — dei uma piscadela.


°°°



As lojas que Lisa ia eram bem as das pessoas burguesas. As roupas eram um horror de caro, as atendentes possuíam vestidinhos pretos, e algumas ficavam nos olhando. Acho que elas pensavam que iríamos roubar algo, mas eu recebi educação, não preciso do olhar reprovador delas.

Jung suspirou.

— A gente não acabou de passar por essas roupas? — Wooseok resmungou.

— Não — respondi. — Esse é o corredor "b" nós estávamos no "a". Dá pra perceber as diferenças. As maioria das outras roupas eram pretas, afinal estão divididas por cores, e essas são cinzas — vi os coreanos fazerem uma expressão de desgosto. 

— Han, eu vi uma camiseta ali — Lisa apontou para um dos objetos que ficavam bem na frente. — Você pode pegar pra mim? — assenti.

Caminhei em direção ao local. Enquanto procurava a bendita no meio daqueles diversos cabides, pude ouvir Wooseok resmungar:

— Nem pra ter um lugar pra roupa masculina… 

Revirei meus olhos. Ele disse que não iria reclamar! 

— Nem sei por… — a frase morreu nos lábios do mais alto. Senti ele se apoiar em mim. — Han!

— Hum? 

— 'Tá vendo aquela menina? — olhei para onde ele tinha a atenção. Um garota de cabelos lisos  castanhos às vezes mantinha os olhos no meu amigo, mas tão de repente quebrava o olhar. Eles estavam flertando!

— E…? — indaguei.

— Bonita, não? — dei de ombros. Bonita, mas não fez o meu estilo. O garoto tirou o braço do meu ombro, e então falou para a tailandesa. — Eu vi uma coisa, já volto! — suspirei.

Tão de repente encontrei a camiseta.

— Essa? — mostrei o objeto que possuía uma estampa escrita: "Just me and myself" em branco. 

— Aham — fiquei segurando o objeto, enquanto Manoban já ia para o próximo corredor.

Não sabia onde Lee Minho e Seo Changbin haviam se enfiado, mas também não me importava. Fiquei ajudando Lisa na escolha das roupas, e posso dizer que senti alguns olhares em mim. Cara, qual é o problema um garoto saber de moda também? Ou será que elas estavam pensando que eu iria pegar algo?

— Acho que se você colocar essa calça — peguei o objeto que tinha como "estampa" a roupa do exército. — Com essa camiseta — mostrei a citada. Ela era de cor preta que mostrava um pouco a barriga. — Vai ficar legal! Se tiver alguma bota de cano curto, talvez fiquei mais legal ainda — vi um sorriso se formar nos lábios da mais velha.

— É tão bom ter alguém pra ver roupa comigo! Sabe, os meninos nem dão atenção, então eu sempre via meio sozinha, não tinha ninguém pra opinar, só as vendedoras, e vamos dizer que elas sempre dizem que você está bonita só pra vender — sorri.

— Então vá lá provar! — exclamei. — Quero ter certeza que os meus dons modelísticos vão dar certo!

A tailandesa entrou no provador, mas claro, deu uma risada antes.

Enquanto ela colocava a roupa, me senti na obrigação de ver mais coisas. Uma calça amarela solta, e uma camiseta preta. Se colocasse um salto alto ficaria legal.

Um short jeans, e uma camiseta rosa chiclete. Ficaria bom, mas seria um estilo mais "delicadinho". Acho que não faz tanto a cara de Manoban.

Antes que pudesse ver mais alguma coisa, senti uma pessoa ao meu lado. Uma vendedora.

— Ãh… — comecei.

— Você tem um estilo muito bom pra moda — antes que eu pudesse agradecer a mulher continuou. — Sabe, é muito difícil ver garotos que se interessam por moda.

Sorri envergonhado.

— Então quando vemos, é muito gratificante — sorriu. — E, bem, você parece gostar bastante de moda, então, se você quiser algum trabalho, ou se quiser só saber como é o trabalho aqui, fazer só um teste, aqui está o nosso cartão, com o nosso número — me entregou um papel. — Ah, eu me chamo Somin, qualquer coisa nos ligue — assenti. — Você é muito bom com moda.

— Obrigado… 

Ela deu um sorriso maior, e disse que teria que ajeitar algumas roupas, mas se eu quisesse ajuda era só pedir pra ela.

Ouvi Lisa me chamar. 


°°°



Manoban não comprou nada, mas disse para deixarem as roupas reservadas, pois não teria como levar.

Agora estávamos sentados em uma das diversas mesas dispersas pela área de alimentação.

Minho e Changbin do nada apareceram novamente, e então um Wooseok descabelado se materializou perto de mim e de Lisa.

Fiquei os olhando.

— Já que ninguém toma a iniciativa, eu tomarei — falei. — Vamos para a livraria! — sorri.

— Não… — Wooseok resmungou.

— Ah! — exclamei impaciente, vendo eles me olharem surpresos. — O morequinho acabou de se divertir, e agora não quer que eu me divirta?! 

— Divertir? — indagou confuso.

— Você acha que eu não percebi quando você sumiu do nada? Ou que você tá com o cabelo desarrumado, os lábios vermelhos e inchados, e a derme do seu pescoço está cheia de chupões? — ele arregalou os olhos. — E para de me olhar assim! E mais uma coisa: vocês deviam ter gemido mais baixo, quando eu passei em frente a porta dos funcionários eu consegui ouvir diversos barulhos — fiz uma cara de nojo. — Eu acho que a minha inocência nunca mais vai voltar — eles deram gargalhadas. — Para de rir! Não é pra rir, isso é uma coisa séria. A minha inocência foi levada, e tudo isso é culpa de Wooseok! — olhei para o Jung, que mordia os lábios em uma tentativa falha de não rir. — E é por isso mesmo que nós vamos para a livraria, afim, de fazer com que eu esqueça do que ouvi.

Os encarei, todavia, vi uma pessoa bem conhecida por mim.

— Ah, meu Deus… — murmurei, já colocando a mão na frente do meu rosto. — Não, não, não… Finja que eu não estou aqui… 

— O que f… — Jung virou-se para trás, afim de ver quem eu olhava. — O professor de…

— Fica quieto, Wooseok! — exclamei, logo vendo eles me olharem confusos. — Era exatamente isso que eu estava olhando… 

— Qual é o problema? — Changbin indagou preocupado. 

— Eu simplesmente odeio ele, e é óbvio que é recíproco — expliquei.

— Ele já falou que te odeia? — Lee indagou.

— Não na minha frente, mas eu tenho cert… 

— Você não pode ter certeza de nada, Jisung. As coisas mudam.

— Lee Minho, você já ouviu falar em uma coisa chamada intuição? — questionei. — Pois bem, é exatamente o que eu sinto. Eu sinto nas minhas veias que ele me odeia. Que ele tem vontade de me pendurar na cesta de basquete, e fazer todo mundo jogar as bolas em mim, ou então, me colocar pra jogar vôlei até que chegue o fim da minha vida, para que assim eu sofra até perto da minha morte — comentei filosoficamente.

— Han, não pira — Minho disse. — Você é dramático demais.

— Eu não sou dramático — discordei, em seguida olhei para as feições descrentes dos meus amigos. — 'Tá, talvez eu seja… Mas é só um pouquinho… 

— Jura? — Know me olhou.

— 'Tá, talvez eu seja bem dramático. O que eu posso fazer? Eu fiz teatro quando pequeno! 

Wooseok revirou os olhos.

— Mas então, crianças a gente vai na livraria? — indaguei.

— Crianças? Que eu saiba, o mais novo aqui é você! — Jung exclamou.

Revirei meus olhos.

— Ok, eu vou com você… — Seo concordou.

— Jura?! — exclamei surpreso. —  Vamos então! — me levantei, já puxando Changbin.

Wooseok arregalou os olhos.

— Nossa, só o Changbin também, né?

— Você disse que não queria, e Lisa e Minho não falaram nada, então só vamos nós dois — sorri. — Vocês podem vir depois!

Apertei a mão do Seo, e começamos a caminhar em direção a livraria.

Eu sou simplesmente apaixonado por livros — jura, Han Jisung? —, então não demorou para com que eu ficasse entretido nos mesmos. Li algumas sinopses. Uns pareciam mais interessantes que os outros, mas uma coisa que eu aprendi nesses anos de leitor voraz, é que não podemos julgar um livro pela capa. Às vezes as histórias parecem bem legais, todavia você vai ler e ela perde toda a "magia". E aqueles livros que você julgou como entediantes são mais legais.

Procurei Changbin. O garoto estava sentado em uma das cadeiras e olhava para o celular com uma expressão atônita. 

Fui até o mesmo.

— Ei, 'tá tudo bem? — ele rapidamente desligou a tela do celular, todavia consegui ver algumas mensagens, como: "Ele já descobriu", "Você falou com Zihao?! Changbin as pessoas irão descobrir tudo!". 

— Ah, 'tá sim — concordou com um sorriso tristonho. 

Sorri de volta. 

— Han — dei um pulo. Jung Wooseok havia se materializado ao meu lado. 

— Você quer me matar, Wooseok? — indaguei, olhando para o coreano.

— Imagina… 

— O que você quer?

— Ãh… Eu me esqueci… — o olhar de Jung havia se perdido em algum lugar. Uma das atendentes.

Voltei para as prateleiras, todavia não estava sozinho. Lee Minho estava comigo.

— Seok não tem jeito — falou.

— Não tem mesmo — concordei, dando um sorriso. — Como ele se sente tão confortável pra flertar em público? Se fosse eu, morreria de vergonha.

— É porque ele é o incrível Wooseok, sabe? — sorriu de volta.

Assenti.

Voltei minha atenção aos livros, todavia não era como se estivesse completamente focado naquilo.

— Minho… — chamei.

— Oi? — indagou, já a me olhar.

— Obrigado — uma expressão confusa tomou conta do rosto do Lee, contudo, ela não durou muito tempo. 

— Ei, não precisa agradecer — sorriu amigável.

— É sério… — olhei para o livro que estava em minhas mãos. — Tem gente que não dá atenção pra isso, então foi bom ter alguém que se importa… E desculpa por te fazer ficar preocupado, eu juro que não foi porque quis… 

— Han, eu também já passei por alguns momentos complicados — o olhei. — Não foi tipo crise de pânico, e tals, mas eu tive alguns momentos ruins também… 

Lee Minho estava se abrindo comigo?! Esperei ele falar mais alguma coisa, todavia ele me olhou e sorriu.

— Mas então, já se interessou por alguma dessas chatices aqui? — perguntou, apontando para os livros.

Revirei meus olhos.


°°°



Eu não sei como é a sua mãe, mas a minha às vezes dá uns surtos de limpeza. Especialmente em finais de semana, ou então, nas férias. 

Estávamos limpando a casa, todavia, o celular de Jung-Ah tocou. Enquanto a coreana se distanciava, pude ouvir um pouco da conversa:

— Sim… A prefeitura está querendo tirar a casa de diversas pessoas… Eu não sei o que fazer… Não, não precisa se preocupar… 

Fiz uma expressão confusa. Com quem ela falava?



Notas Finais


Espero que tenham gostado!

Foto do Juyeon: https://twitter.com/WE_THE_BOYZ/status/1221409424272584705?s=09

O Jeongin fez aniversário, e atingiu a maior idade na Coreia, então parabéns!💓 Ah, e o meu Utt do iKON, o Jinhwan também fez aniversário!☺ E o Song também!💞 Parabéns meninos💙

Até mais


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