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História My Personal Hell - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoal!
Eu tive a ideia de criar esta história em um momento mega aleatório, mas espero sinceramente que gostem, pois foi escrito com muito carinho.
Boa leitura! ❤

Capítulo 1 - Good Nigth!


Any Gabrielly

Já é tarde. Sei disso pelo fato de que toda a vizinhança está em um silêncio profundo e inquietador. Geralmente eu não gosto do silêncio quando estou sozinha, aprecio ele apenas quando preciso me concentrar em algo ou por os pensamentos em ordem. As atividades da escola são um bom exemplo. Neste momento, no entanto, como não estou fazendo nenhuma destas coisas, o silêncio é meu inimigo.

Pego meu celular que estava embaixo do meu atravesseiro e conecto meu fone de ouvido nele. Desbloqueio a tela e seleciono uma playlist qualquer. A música começa e eu automaticamente sou transportada para outro mundo. Se tem uma coisa que eu amo demais é a música. Quando ouço música é como se absolutamente todos os meus problemas evaporassem. No momento em que a melodia começa a soar, existe apenas a música e eu no universo inteiro.

Levanto lentamente da cama e sigo até a grande janela que dava para uma pequena sacada com vista para o lindo quintal na frente de casa. Me apoio na mesma e passo a admirar a beleza sem igual do luar. A luminosidade da lua e das estrelas em contraste com o céu escuro é simplesmente magnífico. Desço o olhar para a enorme casa logo à frente da nossa. Faz alguns meses que minha família e eu nos mudamos para Los Angeles, na Califórnia. É um lugar maravilhoso, mas devo admitir que foi difícil deixar o Brasil. Morava lá desde que nasci, mas no final do ano passado recebi a notícia de que ganhei uma bolsa em um dos colégios particulares mais famosos daqui. Todos ficaram muito felizes, claro. Mas dizer adeus aos meus amigos de infância foi doloroso.

Desde que viemos para cá nada de muito interessante aconteceu. Minha mãe matriculou Belinha, minha irmã mais nova, em uma escola de ensino fundamental muito boa. Mamãe era secretária executiva em uma empresa muito prestigiada no Brasil, e quando soube que teríamos que nos mudar para cá, pediu ao seu chefe que a transferisse para uma de suas filiais aqui em Los Angeles. Felizmente tudo ocorreu. Meu padrasto, Roberto, também é brasileiro, eles trabalham na mesma empresa. Ele é minha mãe estão juntos há uns dois anos. Eu sempre achei ele meio estranho, embora o mesmo nunca tenha feito nada para mim. O fato é que mamãe está tão feliz que eu não ousei dizer nada negativo para ela. Não depois de fazê-la mudar-se para outro país. Mesmo que eu saiba que ela jamais me diria, tenho plena ciência de que ela também teve dificuldade de deixar nosso país de origem e recomeçar em um lugar desconhecido.

Desvio o olhar da paisagem para meu celular, passando a música e virando-me bem a tempo de ver Roberto entrando em meu quarto. Ele usava a mesma calça jeans de mais cedo e uma camisa azul marinho. Roberto tem cabelos negros, pele clara, olhos verdes e um sorriso encantador. Não é difícil entender porque mamãe se apaixonou por ele. Mas embora ele seja atraente, sempre me incomodava quando ficávamos próximos um do outro. 

- O que está fazendo aqui? - indagou arqueando a sobrancelha.

- Você já deveria estar dormindo, Any - ele responde ignorando completamente minha pergunta.

- Estou sem sono - digo voltando para o quarto, sem nunca deixar de encará-lo.

- Que coincidência, eu também não - ele se aproxima e meu sangue gela ao ver seus lábios curvarem-se em um sorriso malicioso. -Sendo assim, creio que podemos nos divertir juntos.

- C-omo assim? - dou alguns passos para trás a medida que ele se aproxima de mim.

- Não finja que não sabe do que estou falando - tento me afastar mais, porém sinto minhas costas se chocaram contra a parede fria.  

- Eu sei que você me deseja, eu sou irresistível. E... - sinto uma de suas mãos deslizar por minha perna e logo em seguida agarrá-la com força. - eu também te desejo.

- O que? Você é louco? - pergunto incrédula tentando me afastar novamente. Infelizmente esse desgraçado é muito mais forte que eu e me impede.

- Aproveite o momento, gostosa! - antes que eu possa reagir ele arranca meu celular de minhas mãos e o joga no sofazinho que se encontra no canto do quarto. E então me prensa contra a parede com seu corpo grande. 

Bato em seu peito e tento empurrá-lo, mas é em vão. Em segundos sinto seus lábios se colaram nos meus com agressividade. Reluto ao máximo quando ele pede passagem com a língua e ele se afasta.

- Se você não aceitar por bem, aí ser mau, boneca.

- Para com isso, você é namorado da minha mãe! - digo sentindo minha visão embaçar por conta das lágrimas que começam a se formar. 

- E acha mesmo que gosto dela? No início iria apenas pegar ela e ir embora, que nem eu faço com as outras. Mas então te conhecu, naquela primeira vez que levei sua mãe em casa. Você... Muito mais nova e gostosa - ele narra sua história grotesca deslizando sua mão pelo meu rosto. - Me aproximei mais de sua mãe, é não foi difícil conquistar aquela idiota. E então, fui morar com vocês. Mas aí chegou a notícia de que vocês viriam para cá e eu tive que vir junto. Não podia deixar minha bonequinha. - ele continua seu monólogo, agora olhando diretamente em meus olhos. - Faz muito tempo que tento refrear esse amor e desejo que há em mim, Any. Mas não consigo mais me conter, você virou minha obsessão. Eu te amo, é preciso de ter.

Lágrimas escorriam sem parar de meus olhos e eu só conseguia implorar para que ele me deixasse em paz.

- Me solta! Para com isso, por favor. Você é louco!

- CALA A BOCA! - ele grita e logo sinto a palma de sua mão acertar em cheio meu rosto, que começa a arder.

Caio no chão e mais lágrimas caiem e junto com elas, soluços escandalosos. Ele agarra meu braço e me joga em minha cama e eu me pergunto onde está minha mãe. Só então lembro que hoje ela ficaria até mais tarde no trabalho e depois levaria Belinha ao cinema. Me arrependo amargamente de não ter aceiteido ir junto com elas.

- Eu disse, boneca. Você não quis por bem, agora será por mau.

Ele sobe em cima de mim na cama e volta a me beijar. Me debato para que ele se afaste, e funciona. Mas logo sinto um soco me acertando em cheio. Em seguida, ele tira sua própria camisa e amarra meus braços na cama com ela. Eu gritei para que ele parasse mas foi em vão. Não demorou para que ele rasgasse minha blusa. Para minha má sorte, como estava prestes a dormir, não havia colocado sutiã depois do banho. Sendo assim, Roberto agora tinha uma visão perfeita de meus seios. Meu rosto queimou de vergonha e mais lágrimas caíram.

- Tão linda... Muito melhor que sua mãe - comentou enquanto segurava um de meus seios com uma mão e aproximava a boca do outro. Eu sabia o que ele iria fazer, mas não queria acreditar. Fechei os olhos com força ao sentir sua língua deslizar ali.

Naquele momento tudo o que eu queria era acordar e notar que tudo não passou de um pesadelo. Mas infelizmente isto não seria possível. Porque, por mais horrível que fosse constatar isso, este fatídico momento é real. Ele largou meus seios e desceu seus beijos pela minha barriga até o cós da meu short. Meu corpo estremesse de medo do seu próximo ato, mas não tenho como fugir. Roberto tira o mesmo sem nenhuma delicadeza e logo em seguida coloca a mão em meu clitóris por cima da calcinha. Fecho os olhos com força mais uma vez. Aqueles eram os contatos mais íntimos que eu já tive com alguém. Mais lágrimas caiem quando penso nisso. Ele movimenta seus dedos ali em movimentos circulares e lentos. Algo dentro de mim desperta e eu simplesmente me amaldiçoo por isto. Ele logo aumenta a velocidade dos dedos e sinto minha calcinha ficar molhada. Como meu corpo pode me trair desta forma? Ele obviamente percebe e sorri ao tirar minha calcinha e lamber toda a extensão da minha vagina, logo se afastando e lvantando-se para tirar sua calça.

- Você é deliciosa - O sigo com o olhar e tento novamente me soltar, mas não obtenho sucesso. Ele tira sua cueca e deixa seu membro ereto a mostra, o que me faz ficar com medo. Seu membro é grande e não precisa ser nenhum gênio para saber que ele não seria nada gentil. - Você vai adorar, boneca.

- Por favor... Não - imploro quando ele se posiciona entre minha pernas. - Eu sou virgem!  - declaro em uma tentativa desesperada de fazê-lo parar.

- Ótimo, não sabe como me agrada saber que serei o primeiro a entrar em você! - me desespero mas não tenho o que fazer. Facho os olhos com mais força ainda ao senti-lo over-se e empurra seu membro para dentro de mim com força. 

Uma dor avassaladora me consome e eu grito alto. Minha virgindade foi embora da pior maneira possível. Agora meu choro é incontrolável. Ele se movimenta sem parar e a dor só aumenta. Me sinto suja, despedaçada, humilhada. Ele deposita beijos molhados por todo meu pescoço enquanto murmura coisas horrendas em meu ouvido.

- Ah... Muito melhor do que sua mãe. Muito melhor do que imaginei - ele aumenta mais a velocidade e sinto como se estivesse sendo rasgada de dentro para fora. - Não sabe quantas vezes eu já me imaginei que estava te comendo enquanto transava com a Priscila. Ah... Delícia - depois de um tempo tudo o que eu conseguia era fechar os olhos e tentar fingir que isto não estava acontecendo. Mas não consegui. Quando ele finalmente sai de dentro de mim acho que este pesadelo finalmente acabou, mas então ele solta meus braços e me coloca de quatro na sua frente. Eu sei bem o que vai acontecer.

- Não... Por favor! Isso não... Para! - Roberto ignora totalmente minha súplica regada a desespero e empurra forte e fundo seu pênis dentro do meu ânus. 

Grito forte e me contorço embaixo dele, sentindo mais lágrimas caíram. Ele, por sua vez, apenas aumentou as estocadas enquanto gemia e murmurava coisas sem nexo. Deus, o que fiz pra merecer isso? Não consigo acreditar que minha vida está sendo arruinada deste jeito. Por quê?

- Ah, boneca... estou quase lá... Ah... - três estocadas depois dessa, ele tira seu pênis de dentro de mim e passa a mastirbá-lo. Não demora muito para que eu sinta uma coisa quente e gosmenta escorrer por minhas costas. - Isso foi incrível... - ele me gira de frente para ele e eu me envolvo no canto da cama sentindo as lágrimas incansáveis descerem por meu rosto. - Pelos menos para mim - ele dá uma risada medonha e se veste rapidamente. Caminha até a porta e antes de sair ainda diz:

- Acho bom não contar o que aconteceu aqui para ninguém, ao menos que queira que sua mãezinha e irmãzinha pagam caro por isto.

Ele sai e eu corro para o banheiro do meu quarto, trancando-o. Me senti no chão e fico ali chorando por o que pareceram horas, até que me levantei e fui até o chuveiro, ligando-o. Por que isto teve que acontecer? Por quê? 

Deixo a água do chuveiro deslizar por meu corpo e pego o sabonete, entregando minha pele sem parar. Preciso tirar esta sujeira de mim! Fico assim por muito tempo, até notar que minha pele está ficando vermelha. Então paro. Sento-me no chão apenas deixando a água cair sobre mim.

Como será amanhã?

Como irei encarar minha mãe depois disso?

O que ele fará com elas se eu contar a alguém?

Ele vai me procurar de novo?

Estas e muitas outra perguntas ecoavam por minha mente. Entretanto, não tinha as devidas respostas para elas. Isto acabava comigo. Levanto e desligo o chuveiro. Pego minha toalha e me seco. Não tenho coragem de me olhar no espelho quando passo pelo mesmo. Sigo diretamente para meu guarda-roupa, onde pego meu pijama comprido e visto-o. Troco a roupa de cama mas não consigo deitar ali novamente. Pego um cobertor e um travesseiro no armário e vou até o sofá confortável no canto do quarto. Vejo meu celular ali e pego o mesmo, verificando o horário. 23:59. Deito no sofá e me cubram com encobertor quente e fofo. Coloco meus fones de ouvido e deixo a melodia me consumir. 

Fecho os olhos e sinto mais lágrimas caíram. Diferente dos outros momentos, agora a música não me fez esquecer meus problemas. Apenas me deu a falsa impressão de segurança.


Notas Finais


Muito obrigada por lerem!❤


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