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História My perverted bassist ( Kim Seokjin) BTS - Capítulo 7


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Notas do Autor


Voltei🤍

Música do Capítulo: DNA 💜

🤍 Boa Leitura 🤍

Capítulo 7 - Capítulo Sete


Fanfic / Fanfiction My perverted bassist ( Kim Seokjin) BTS - Capítulo 7 - Capítulo Sete


Depois de Saint Louis veio Washington DC, seguido por Filadélfia. Levou isso tudo para eu largar o meu rancor e perdoar JK. Bem, acomeçar a perdoar JK. Por mais que todo mundo tente diminuir isso, a lembrança dele enviando o seu punho nas vísceras de Jin ainda estava muito fresca.

 Minha mão começava a contorcer toda vez que ele se aproximava. Eu não poderia impedir. Jin e eu vivermos juntos não tinha sido o passo astronômico em direção a um futuro brilhante e lindamente romântico que eu tinha meio que secreta e idiotamente esperado. Mas isso era problema meu, não dele.

Definitivamente não houve mais abraços. Como colega de quarto, ele era muito educado – e frequentemente ausente. Sim, Jin era um garoto ocupado. Ele saia do quarto maravilhoso e com a cara amassada às nove da manhã e tomávamos café juntos, o que era legal. Por mais ou menos uma hora nós conversávamos comendo panquecas ou ovos Benedict ou qualquer outra coisa. A conversa normalmente girava sobre a minha saúde e o filme que eu assisti na noite anterior.

 Então ele desaparecia para “fazer as merdas da banda.” Eu não sabia exatamente o que ele fazia, mas aparentemente isso tomava o dia inteiro e boa parte da noite. Então eu me sentava na frente da TV, esperando encontra-lo quando ele chegasse qualquer hora que fosse.

Mas em vez disso, eu acordava na minha cama, e já era de manhã. Tudo muito amigável. Eu só precisava me ajustar. Ainda. E maldição, essa noite eu iria. Essa noite, minha paixonite por ele iria acabar. Precisava. O homem infernizava o meu coração e genitália.

— Me recorde novamente porque nós estamos aqui. — Deza disse, deslizando os braços em volta dos meus ombros.

— Para festejar.

— Nós estamos aqui para festejar?

— Como você pode duvidar disso? — eu afofei a minha camiseta preta solta na minha barriga.

— Contanto que nós não estejamos aqui para espionar Jin.

Eu zombei. 

— Como se eu fosse fazer isso.

— Porque você está muito em cima dele.

— Grande coisa. Realmente. Nós somos amigos.

Deza fez um barulho com o nariz.

— Amigos não deixam amigos perseguirem os seus amigos.

— Você e eu não somos amigas, somos irmãs. Totalmente diferente. — Minha mandíbula se deslocou em um enorme bocejo. 

Ugh.

Esse negócio de carregar um bebê realmente te suga. 

— Você tem que engolir e me apoiar não importa que besteira eu faça.

— Vocês dois ainda estão dividindo a suíte mas não o quarto, huh?

— Você realmente quer saber? — Eu perguntei, curiosa.

Ela suspirou. 

— Você está grávida dele. Eu desisto. De todos os homens que eu teria escolhido para você, ele nem remotamente estaria na lista. Mas no final do dia, a escolha é sua, não minha.

Eu assenti, agradecida.

— Eu só quero que você saiba que você tem opções. — Igual quando éramos crianças, Deza enrolou um cacho do meu cabelo em volta do dedo e deu um puxão. Eu dei um tapa na mão dela, como eu sempre fazia. Ela agarrou os meus dedos e os segurou. — JK e eu temos conversado. O que quer que você queira fazer com isso, nós estaremos felizes em te apoiar. Seja indo morar com a gente ou qualquer outra coisa.

— Eu agradeço isso.

— E se por um acaso você e Jin não conseguirem resolver as coisas, você não precisa se preocupar com dinheiro.

— Jin não me deixaria na mão desse jeito, Deza.

— Eu só estou dizendo...

— Eu sei. Mas acredite em mim, eu não preciso me preocupar com dinheiro.

— Não. Você não precisa.

— É, eu realmente não preciso. — eu disse, me virando para encara-la. — Ele colocou seis dígitos na minha conta antes da turnê começar.

— Huh.— O branco dos olhos de Deza ficaram brilhantes. — Bom. Isso me faz ter uma opinião melhor sobre a maravilha Baixista.

— Mm. — Isso foi um passo para frente já que ela o chama pelo menos de Esperminador. 

Sentamos amontoadas em uma única poltrona, observando a festa pós-show rolar. Quando eu me mudei para a suíte de dois quartos de Jin, a festa se moveu para o quarto do vocalista do Down Forth. Ele compartilhava a suíte menor com a sua namorada, a baterista da banda. Ela foi mais que acolhedora, se não um pouco surpresa, quando nós batemos a porta. E eu tive o pior pressentimento de que Deza estava certa e eu não deveria ter vindo.

Nem para esse quarto, ou para a turnê, nem nada disso. Também, aparentemente, meu humor geralmente estava em um nível de merda.

Instável. Não, isso não servia. Uma droga.

Sim, uma droga servia como um substituto aceitável.

— Eu odeio ter que ser vigiada, como se de repente eu não fosse mais eu, mas uma condição, uma máquina de fazer bebê. — Eu inclinei minha cabeça contra Anne com um suspiro de pobre de mim. — Deveria ter ficado em Portland e trabalhado na livraria. Eu não pertenço a esse lugar.

— Claro que você encaixa aqui. Não seja besta.

Eu dei um meio sorriso a ela. 

— Eu pareço patética. Rápido, me bata com um peixe fresco ou algo do tipo.

—Se ao menos eu tivesse um ao meu alcance. Esse bebê faz você uma pessoa interessante para se ter por perto. Eu nunca sei qual humor eu vou ter que encarar.

— Você não faz ideia. Eu preciso tanto transar... meus sonhos são só um fluxo interminável de pornografia.

— Oh-kay. Então vá em frente, me fale sobre ele. Eu vou tentar manter a mente aberta.

— Não tem muito a dizer.

— Vocês dois pareceram bastante confortáveis juntos quando ele invadiu o castelo para te resgatar da sua irmã malvada e do seu cunhado.

Eu levantei as sobrancelhas.

— Desculpa. — ela disse. — Quando ele forçou a entrada porque estava preocupado com você, felicitações por ele se importar, pareceu que vocês estavam se dando muito bem. Eu vou tomar que esse não é o caso, já que você está obviamente infeliz e nós estamos aqui a espreita, esperando-o aparecer.

— Nós fomos muito civilizados. Sempre trocando mensagens, ele me checava sempre, e se eu precisasse dele ali, ele estaria ali. Mas... eu não sei. Não é como se a gente realmente dissesse alguma coisa. Nós compartilhamos o mesmo espaço mas vivemos distantes. Ele faz as coisas dele, eu faço as minhas. Ele levanta e sai, volta tarde da noite depois de beber aqui com esses caras.

Ela franziu o cenho.

Como vou explicar isso? Era tudo uma bagunça. 

— A coisa é, eu não posso esquecê-lo se ficar vivendo com ele. A proximidade não funciona. Ela me transforma em uma louca pervertida, cheia de hormônios de gravidez, cheirando a sua roupa suja.

— Você cheira a roupa suja dele?

Deza me deu um olhar julgador.

— Foi só uma camisa.

Ela pigarreou. 

— Certo. Okay.

— De qualquer forma, isso não parece certo, do jeito que as coisas estão. Eu invadi seu espaço pessoal, aceitando a oferta de me mudar. Isso foi um movimento errado. Então eu estava pensando que ou eu vou para casa ou eu consigo um quarto só pra mim.

— Não vá embora. Volte a viver comigo e com o JK. Eu prometo que manteremos o barulho de sexo sob controle.

— De jeito nenhum. Eu ainda tenho esses terríveis flashbacks daquela noite e acordo chorando, apavorada que algum macaco tarado vai me atacar.

O riso silencioso, eu não poderia contê-lo mesmo se eu tentasse.

Então eu nem tentei.

— Engraçado — ela disse com secura.

— Obrigada. Eu me diverti.

— Eu odeio o pensamento de você ficar sozinha.

— Eu sei. Mas eu vou ser mão solteira, Deza. Eu estou por conta própria, é um fato da vida. É hora de eu me acostumar. — Eu dei de ombros. — Eu sei que você e JK querem fazer o que podem, e eu agradeço. Sério. Feijão é sortuda. Ela vai ter uma família postiça maravilhosa com todos vocês.

— Ela é sim.

Eu dei um aperto amigável no joelho de Deza. 

— Eu fico feliz por podermos falar sobre isso. Eu senti falta de falar com você.

— Me desculpa, eu fui tão julgadora. Isso foi muito difícil, com todos os seus planos de estudo e tudo mais.

— É, eu sei.

Nós estávamos quase sentando no colo uma da outra de tão perto que estávamos. Depois dos últimos meses, eu acho que a gente precisava disso.

— Eu continuo dizendo para mim mesma que ele e eu só seremos amigos. — eu disse, deixando sair, despejando toda a história triste em cima dela. — Tem uma parte idiota de mim lá no fundo que ainda guarda esperanças, entretanto, eu não acredito nisso. Eu não posso ficar sentada em seu quarto de hotel esperando por ele chegar para nós termos um momento mágico juntos que vai consertar tudo e fazer isso ser certo. Ele e eu nunca seremos desse jeito. Eu só tenho que aceitar isso.

Minha irmã só me encarou. 

— Você tem sentimentos de verdade por ele, não tem?

Eu bufei. Eu não sei, só parece ridículo que ela ainda esteja em negação depois de tudo isso.

— Desculpa. Eu acho que eu sempre pensei que isso era uma paixonite que você ia superar. —  ela disse. — Mas não é.

— Não. Mas já está mais do que na hora de eu seguir em frente. Você está certa. Portanto estamos aqui, esperando por ele fazer sua aparição. Eu vou vê-lo em ação, cantando mulheres sexys, e vou esperar perceber a profundidade da minha idiotice. Então eu vou dizer a ele que é hora de eu crescer e ter meu próprio quarto ou ir para casa. — Eu peguei meu copo de limonada de cima da mesa de café e tomei um gole.

Deza inclinou a cabeça, me estudando.

— Você está apaixonada por ele?

Boa pergunta.

— Eu só pensei... talvez vê-lo em ação não seja o que você precisa— ela disse. — Talvez tomar uma posição funcione melhor.

— Exigir que ele me ame? Eu não acho que isso vá funcionar.

— Hmm. Mas voltando a pergunta original. Você o ama?

— Eu não tenho certeza se eu ao menos sei o que é o amor.

— Isso dói?

O ar estava aparentemente escasso. Eu olhei para a minha irmã, confusa com a pergunta e ao mesmo tempo entendendo completamente. E aquela pergunta, eu não queria responder. Eu precisava me concentrar nas minhas certezas. Feijão. Ser mãe. Coisas como essa.

— Bem? — ela perguntou.

— Sim. — E Deus eu odiei isso. 

A verdade era um saco.

Deza assentiu lentamente, nenhum sorriso em seu rosto. 

— Eu sinto muito.

— De qualquer forma. — Meu sorriso era incrivelmente falso. Foi uma maravilha meu rosto não quebrar. — Quando ele chegar aqui, eu vou falar com ele. Nesse meio tempo, eu vou curtir a festa. E eu tenho o pressentimento que essa vai ser uma noite longa.

— É quase meia-noite. Eu estou impressionada que você conseguiu ficar acordada esse tempo todo.

— Você só está dizendo isso porque eu tenho caído no sono às oito todas as noites dessa semana.

Ela sorriu.

— Espere. Mais tarde nós estaremos completamente loucas e tomando shots de leite quente. Vai ser incrível.

— Vivendo no limite.

— Eu sei, certo? — eu me virei para olhar por sobre o meu ombro para a minha nova e sempre presente sombra. — Você pode fazer as honras e servir, Sam.

— Estou ansioso por isso, Srta. Rollins. — O segurança me deu um aceno de cabeça austero, nunca tirando os olhos da sala. 

Maldição. Ele sorri e faz piadas com os membros da banda. Eu testemunhei isso com os meus próprios olhos. Eventualmente eu vou cansá-lo. Do outro lado do corredor veio o grito inconfundível de Who Shall Not Be Named. A Stage Bangtan finalmente tinha chegado. Ou alguns deles. JK explodiu no quarto, procurando por sua parceira, enquanto Jin estava com um passo mais calmo, conversando com um cara que eu não conhecia. 

O cabelo de Jin estava puxado para trás. Eu acho que ele trocou de camisa depois do show, porque essa era uma de botões pretos, com alguns abertos em cima.

Ele parecia adorável. Inferno, ele parecia como o amor. Arpas, anjos, tudo isso. Deus, eu era fraca. Eu realmente tinha que colocar isso sob controle, para o próprio bem da minha sanidade se nada mais.

A multidão de repente pareceu aumentar. Eu acho que várias pessoas tinham ficado no bar do hotel, esperando as pessoas importantes chegarem.

O baterista maluco ficou em um joelho na frente de Deza, estendendo uma mão. Com um sorriso, ela colocou os dedos nos dele.

— Quem é essa sobrenatural criatura que eu vejo em minha frente? — ele perguntou. — Você ofusca os meus olhos, estranha misteriosa. Eu preciso saber quem é você imediatamente.

— Eu sou sua esposa.

— Pensei que você parecia familiar. — Ele beijou as costas da mão dela, se virando para descansar a coluna contra a parte debaixo da poltrona, entre as pernas dela. — Porra essa noite foi longa. Jackson marcou uma entrevista depois do show. Da próxima vez que aquele cara de doninha fazer isso, me lembre de mata-lo.

— Certo.

— Massageie os meus ombros, por favor, Abóbora? — ele perguntou, estalando o pescoço. — Eu estou com dor.

Deza começou a esfrega-lo.

— Agendo uma massagem para você amanhã?

— Você é a melhor. — Ele me deu um apertão no joelho. — Lizzy, você está falando comigo hoje?

— Eu ainda não decidi. — eu disse.

— Não vai levar mais muito tempo, mamãezinha. Melhor aceitar isso. — Ele sorriu.

— Jin hyung sabe que você está aqui?

— Eu não tenho que me reportar a ele. — eu falei precipitadamente.

JK riu. 

— Não? Isso vai ser interessante.

— Diga a ele, Sam. — Eu engoli a minha limonada.

— Srta Rollins é uma adulta completamente crescida e independente. — o segurança reportou obedientemente.

— Por favo-or. — JK disse. — Cinco pratas que ele vai puxar o rabo dela daqui nos próximos cinco minutos.

— Feito. — Sam sacudiu a mão dele. 

Danem-se os dois. Se eu tivesse que escolher, Sam seria o vencedor. Sem nenhuma graciosidade, mas cheia de propósito eu me contorci e me levantei, tentando sair da poltrona. 

— Eu vou ao banheiro.

— Ah, vamos lá. Você não pode se esconder dele. — JK reclamou. — Isso não é justo.

Eu apenas sorri.

— Jin Hyung, olha quem está aqui! Por que, é a doce pequena Liz, e já passou da sua hora de dormir. Você não acha que deveria fazer alguma coisa sobre isso?

O imbecil. Amaldiçoando, eu calei JK. De jeito nenhum ele iria ganhar a aposta. Eu iria falar com Jin quando eu estivesse bem e pronta. Com tudo esclarecido, eu abaixei a cabeça e fui para o banheiro.

A ótima coisa sobre a gravidez era que você basicamente sempre queria fazer xixi. Isso era um hobby maravilhoso. Sam ficou de guarda do lado de fora enquanto eu abria a porta e passava por ela, a fechando e trancando.

E uau, sobre isso. O banheiro estava ocupado.

— Oi. — Eu levantei uma mão.

— Liz, hey. — Vaughan riu, uma mão baixando para cobrir suas partes abundantes. — Acho que eu esqueci de trancar a porta.

Meu rosto estava pegando fogo. 

— Acho que sim. Desculpa interromper.

— Minha culpa. Mas é bom ver você.

— É bom ver você também. — E por ver tanto dele. Eu encarei, atordoada.

Whoa, o homem era sólido. O que isso fez com os meus hormônios necessitados e sobrecarregados foi preocupante.

— É. Ha.

— Venho querendo falar com você. Como você está? — Ele perguntou, correndo a outra mão pelo cabelo molhado, todo relaxado.

— Bem.

— Ouvi dizer que você estava doente. — ele disse.

— Foi só um resfriado. Eu estou bem agora. Me sentindo ótima. — E com tesão. Com muito tesão. O garoto não entendia o quão próximo ele estava de ser atacado.

— Isso é um saco. Espero que você fique melhor.

— Obrigada. — Contanto que os meus olhos ficassem em seu rosto eu estaria bem.

 É que já faz um tempo que eu tive alguma ação lá embaixo. Sem necessidade de as minhas bochechas ficarem termonucleares. Não seria muito legal ficar distraída. Claramente o próprio homem não sentia muita hesitação sobre ficar nu. 

— Como está sendo a turnê?

— Ótima. Realmente boa.

— Excelente. — Eu estudei o chão.

— É. Eu deveria ir?

— Não, fique. Vai saber quando nós teremos outra chance de nos falar sozinhos.

— Ah, okay, claro. Talvez você queira atar uma toalha em volta da sua cintura ou colocar as calças?

— Em um minuto. Eu quero te fazer uma pergunta primeiro. — ele disse, uma covinha aparecendo em sua bochecha.

 O homem era muito fofo. Também, era legal saber que ele era ruivo natural. Eu não planejei olhar, apenas aconteceu. Um olhar puro e não intencional quando eu entrei. Um homem de verdade nu sorrindo para mim de forma convidativa, meu corpo gostou muito da ideia. 

Hormônios enlouquecedores.

— Manda. — eu disse, meu rosto pegando fogo novamente com o pensamento da sua virilha. 

Puta merda.

— Você está mesmo grávida?

— Sim, eu estou. — Eu afofei novamente a camisa sobre a minha barriga. 

Daqui a pouco não teria nenhuma chance de eu esconde-la.

— Maldição. E eu acho que o pai é o Jin, huh?

Minha boca ficou fechada.

— Não é muito difícil descobrir. — Ele foi pegar uma toalha na prateleira, atando uma toalha em volta dos quadris estreitos. — Tinha uma tensão entre ele e JK, mas ninguém dizia o porquê. Então você se juntou a turnê.

Eu dei de ombros. Não era da minha conta falar qualquer coisa sobre o comportamento de Jin. Era só por culpa da minha boca grande que Vaughan sabia que alguma coisa estava se passando. Eu acho que devo ser realmente bocuda.

— O cara definitivamente não gostou que tenhamos nos falado aquela vez. — ele disse.

— Verdade. — Mas como eu poderia explicar o porquê de Jin dizer e fazer as coisas que ele fazia quando tinha a ver comigo? Eu duvidava muito que até mesmo ele soubesse.

— Então as festas se moveram para cá porque você está dividindo o quarto com ele, tudo de repente. Até mesmo eu pude perceber isso, e eu aparentemente não sou o mais perceptivo.

Eu estreitei os olhos, ultrajada por ele. 

— Quem disse isso? Eu acho que você é ótimo.

— Obrigado. — Ele sorriu, as mãos nos quadris.

Deve ter sido a minha imaginação, mas eu tenho certeza absoluta que a sua toalha escorregou um pouco. Cara, se eu só pudesse parar de olhar. Eu e minha mão precisávamos de um tempo sozinhas. De novo.

— Eu te acho ótima também — Vaughan disse, seus olhos se suavizando enquanto ele olhava para mim. — É um saco a situação ser desse jeito.

— É. — Não é? Com que frequência eu recebo uma cantada de um homem atraente com atributos tão invejáveis? — Quer dizer, eu e ele não estamos juntos juntos. Eu estou solteira. Mas é, definitivamente grávida.

Nós dois pulamos com a batida súbita. Então a voz profunda de Jin veio do outro lado da porta.

— Liz, você está aí?

Vaughan e eu nos olhamos, alguma coisa inquietante movendo dentro de mim. Deus, era culpa? Eu não tinha razão para sentir culpa. Nenhuma mesmo. Entretanto a ideia para explicar como que acidentalmente eu fui em direção com um Vaughan nu e molhado poderia ficar para depois. Para sempre também serve.

— Vou sair em um minuto. — eu falei.

— Tá.

— Ele está te tratando bem? — Vaughan perguntou, a voz baixando de volume.

— Eu acho que ele será um bom pai.

— Não é isso que eu estou perguntando. — Ele deu um passo a frente, estudando o meu rosto.

Do lado de fora, a música deu um salto dramático no volume. Ótimo timing.

Eu não sabia o que dizer. Ou o que pensar.

— Eu, um, eu agradeço você não ter contado nada sobre o bebê para ninguém ainda.

— Claro.

— É melhor eu ir.

— Claro — ele disse. — Jin está esperando.

— Certo. É. Estou indo. — Eu me atrapalhei com a maçaneta da porta, dando a ele um sorriso levemente atordoado.

Vaughan deu um passo para o lado, fora do campo de visão. Que encontro surpreendente. Acho que eu finalmente comecei a brilhar. Claro, devem ser os peitos. Depois de eu ter o bebê talvez eu coloque silicone, se esse for o tipo de atenção que eles conseguem para mim.

Ha. Brincadeirinha. Na maior parte.

No minuto que eu pus o pé para fora, Jin estava parado lá, esperando, agigantando-se. Imediatamente meu corpo ficou em alerta total. Eu vasculhei o seu rosto para saber o seu humor, li a sua linguagem corporal (meio impaciente com um traço de não cutuque o urso).

Não havia dúvidas de que Vaughan era bem construído e bonito. Você deveria estar morto há uns dois dias para não ficar excitado com a visão de seu corpo nu. Mas mesmo assim, Vaughan não tinha me afetado tanto. No momento que eu entrava na órbita de Kim Seokjin eu estava indefesa, sem força para resistir ao seu magnetismo. Coração e vagina imbecis.

 O cérebro era mais esperto, mas ninguém o escutava. As pessoas agora enchiam a sala e a música estava explodindo no estéreo. Jin se abaixou, colocando a boca perto da minha orelha.

— Deza disse que você queria conversar. Vamos para o quarto, ok?

Eu assenti.

— Está tudo bem? — Ele perguntou.

 E cara, ele me fez essa pergunta tantas vezes de jeitos tão diferentes. Eu estava cansada de fazer uma cara sorridente.

— Vamos nos falar lá em cima.

Ele colocou o braço em volta de mim, me guiando com segurança através da sala lotada. As pessoas estavam dançando, bebendo, e quem sabe mais o que. Era uma festa rock’n’roll comum. Nós ficamos calados, esperando pelo elevador. Quando ele chegou, estava vazio.

— Teve uma boa noite? — Eu perguntei, entrando no elevador.

— Me explique uma coisa. — ele disse, me encostando na parede mais próxima.

— Ah, o quê?

Com os braços musculosos apoiados a cima da minha cabeça, ele estreitou os olhos para mim. 

— Eu ouvi outra voz naquele banheiro. Uma voz de homem.

Eu não iria mentir para ele. Eu não tinha razão.  

— Sim, eu estava conversando com Vaughan.

— Você estava conversando com Vaughan no banheiro? — Sua cabeça abaixou, o nariz quase tocando a ponta do meu.

 O homem tinha um olhar furioso nos seus olhos escuros, não estou brincando. Um ciúme de verdade, queimando vivo.

— Você está falando sério? — Eu perguntei, profundamente confusa porque eu não podia me dar ao luxo de me exaltar.

 A qualquer minuto ele iria fazer o de costume e fugiria. Do mesmo jeito que na sua caminhonete aquela noite. Do mesmo jeito que em Vegas. Eu não acho que eu poderia lidar com isso novamente. Não agora. Minha vida já parecia precária o suficiente do jeito que estava, tão suscetível às mudanças bruscas.

— Muito. — ele disse, claramente mal humorado. — Eu já o alertei sobre você.

— Mas você e eu somos só amigos, lembra?

Ele piscou, o ultraje momentaneamente esquecido por causa da surpresa.

— Nós já tivemos essa conversa e foi isso que você disse que queria. — eu disse. — E agora parece que você gostaria de mijar no meu sapato para marcar o seu território.— Eu sacudi a cabeça. — O que está acontecendo aqui?

— Nós precisamos conversar.

— É, boa ideia.

— Ele te cantou?

— Não sobre isso — eu resmunguei. — Jin, eu quero o meu próprio quarto. Você faz as suas coisas e tem o seu espaço, e eu vou fazer o mesmo. Eu acho que dessa maneira vamos conviver muito melhor a longo prazo. Foi o que a gente decidiu, certo? Então é isso que vai acontecer. Decisão tomada.

— Por causa do Vaughan? — ele perguntou, apertando os dentes.

— Vaughan não tem nada a ver com isso. É porque nós vamos ter um bebê. É por causa de você e eu e esse ciclo de merda onde eu tenho as minhas esperanças confirmadas e então você foge e se esconde atrás da coisa de amigos. Isso fez completamente a minha cabeça. Não é saudável. — Eu coloquei as minhas mãos em seu peito e o empurrei a um passo de distância. — Você sabe, você finge ser esse tipo de cara despreocupado, fácil de lidar. Nada de laços ou comprometimento, apenas vivendo o estilo de vida no limite que o rock’n’roll proporciona e tudo mais. E hey, isso é incrível, Jin. Bom para você. Mas se for dessa forma que você quer ser, então não estabeleça um conjunto de regras separado para mim. Porque isso é uma hipocrisia do caralho.

Whoops. Outro dólar para a jarra de palavrões.

Sua mandíbula se deslocou de raiva. Ou a sua barba. Enfim.

— Boa noite. — As portas do elevador se abriram e eu saí, andando tão rápido que eu estava quase correndo. 

Hora de embalar as minhas coisas. Se não tiver um quarto disponível, eu vou dividir com a Deza e com o JK por essa noite, e fazer outros arranjos pela manhã. Cara, eu estava tão cansada. Poderia jurar que as minhas pernas estavam pesando mais que uma montanha. Se eu estava brilhando, eu tenho certeza absoluta que eu não estava me sentindo dessa forma a essa hora da noite.

— Eu nunca quis estar em um relacionamento. — ele gritou através do corredor do hotel.

— Parabéns. Você não está. — Eu mostrei o dedo do meio para ele, porque mostrar o dedo não era o mesmo que xingar.

— Lizzy! Porra. Espera.

Eu deslizei a minha chave pela fechadura e arrastei o meu traseiro para dentro. Não o trancando para fora, apesar de que isso era tentador. Mas inferno, um de nós dois precisava ser o adulto. Eu passei pela sala de estar e fui para o meu quarto, pegando uma mala no closet.

Ela já estava meio cheia. Quando você só fica duas noites por vez, não faz muito sentido desfaze-la. Alguns itens estavam pendurados – um casaco e alguns vestidos. O resto tinha ido para a lavanderia. Havia apenas a minha maquiagem e outras besteiras, alguns sapatos jogados no chão, e eu estava pronta para ir. Desocupando as instalações, ahoy!

— Você está indo embora. — ele disse, de pé na porta do quarto.

— Sim.

— Liz...

— Hmm? — Eu me virei, esperando por qualquer besteira que ele planejava jogar para cima de mim. 

O homem grande só ficou ali, o rosto em linhas firmes.

E ele não tinha nada.

— Provavelmente seja melhor — eu disse. — Eu não tenho certeza se tem alguma coisa que qualquer um de nós possa dizer agora que fosse ajudar. Vamos tirar um tempo para nos acalmar e nós conversaremos amanhã, okay? — Yeah.

Escova de dentes, escova de cabelo, e toda essa porcaria foi jogada dentro da minha nécessaire, a qual foi jogada no canto da mala. Em seguida foi o meu All Star, Birks, e umas sandálias de salto chiques. E então tudo o que estava nos cabides. 

— Sabe, eu acho que se cada um de nós tiver o seu próprio espaço nós poderemos dar uma chance de verdade a esse negócio de sermos amigos.

Sem comentários.

Coloquei tudo por cima na mala e comecei a fechá-la. Melhor ligar para alguém me ajudar a carrega-la, já que eu duvidava que Jin estava no clima de ser útil. Como se eu precisasse ser avisada mais uma vez que eu não deveria levantar objetos pesados “na minha condição”, como já havia sido alertada umas mil vezes. 

Eu iria até a recepção e as mãos de Jin escorregaram para agarrar a minha mandíbula, seus lábios pressionando os meus com força. Minha boca já estava parcialmente aberta; não levou muito para ele deslizar a língua e a esfregar na minha. Ele me beijou com determinação, me arrebatando.

Cristo, eu podia sentir isso nos dedos dos meus pés. Eles se enrolaram, assim como as minhas entranhas. As bordas da sua barba escovavam o meu rosto e a sua outra mão agarrava a minha bunda, me puxando contra ele. O homem já estava endurecendo. Isso pareceu tão superlativa e inacreditavelmente bom. Tudo isso.

E errado.

— O quê você está fazendo?

Sua resposta foi a trilha da sua língua quente e molhada no meu pescoço. Cada terminação nervosa próxima pegou fogo, enquanto eu ficava na ponta dos pés, me inclinando para ele, chegando mais perto.

Não. Malvada. Não era para estarmos fazendo isso de jeito nenhum.

— Oh Deus. Talvez devêssemos conversar agora.

As mãos do cara, elas eram tão espertas. Por baixo da saia da minha malha e para cima na parte de trás da minha calcinha antes de eu ter ao menos a chance de saber onde ele estava indo. Dedos fortes envolveram a minha bunda enquanto seus dentes cravavam na parte de baixo do meu pescoço. Ele gemeu enquanto a minha respiração ficava irregular, meus pulmões contraíam dolorosamente.

— Eu acho que eu devo ir.

Se eu pudesse manter as minhas pernas fechadas talvez eu ainda ganhe essa batalha. Parecia uma tarefa intransponível dada a variedade do seu arsenal. O tamanho da sua artilharia. Uma mão mergulhou ainda mais, esfregando entre as minhas pernas, enquanto a outra segurava a parte de trás da minha cabeça. Eu estava indefesa, a batalha perdida. Deus, eu era patética. Certo, então eu estava muito ligada para pensar direito e meus hormônios estavam em franca rebelião.

 Qualquer tentativa de um pensamento racional e coerente foi jogado sem nenhuma misericórdia no altar da minha luxúria. Maldição.

— J-Jin.

Em um movimento que provava que ele realmente era um dos grandes do rock’n’roll, ele chutou a minha mala para longe da minha cama queen com uma bota grande e preta enquanto me mergulhava em seus braços, enquanto movia sua mão pela frente da minha calcinha para aplicar pressão no meu clitóris do jeito mais incrível.

Puta merda. As estrelas dançavam na frente dos meus olhos, eu estava pronta para explodir para ele. Vegas não foi nada. Mas alguém realmente deveria dar a ele um prêmio. Alguma coisa do tipo multitarefas e movimentos sexuais quentes e essa merdas.

Porra.

Minhas costas bateram no colchão e ele subiu em cima de mim, se colocando entre as minhas pernas. Porra ele era maravilhoso. As linhas fortes e limpas das suas maçãs do rosto e a escuridão temperamental do tipo preciso-transar nos seus olhos. Eu não conseguia respirar, mas isso não importava. Meus seios se tencionaram contra o seu peito era a sua própria recompensa. Era perfeitamente possível eu ter os mamilos mais duros e felizes de toda a criação. Eles estavam tão sensíveis.

Quem disse que a gravidez não era divertida? Ele cobriu a minha boca com a dele, me beijando estupidamente mais uma vez. Cara. Ele tinha um gosto bom. O tempo todo ele manteve seu peso nos cotovelos, não colocando pressão na minha barriga. As coisas que ele fazia com a sua mão livre eram deliciosas – correndo para cima e para baixo na minha coxa, indo para cima, por baixo da minha blusa para traçar as minhas costelas. Mas espera... eu não poderia desistir assim tão fácil.

Era vergonhoso. Eu estava no meio de fazer um ponto e tudo mais.

— Eu estava indo embora. Eu estava.

Nenhuma resposta dele. Em vez disso, seu pau duro esfregava entre as minhas pernas, fazendo as minhas costas arquearem. Uma calça jeans e uma calcinha a mais. Esse era o problema aqui.

Eu engasguei. 

— Eu não acho que amigos que são só amigos devam fazer isso.

Sem comentar, ele sentou, pegando as costas da sua camisa de botão e a puxando pela cabeça. Seu peito era tão bonito. Tão duro e grande e tudo isso, ele fazia o meu QI cair ao tamanho do meu sapato. Tudo que dizia respeito a ele fazia isso. A máquina de sexo barbada me reduzia a uma idiota. Triste, mas era verdade.

— Jin, eu não posso abrir as pernas para você no minuto que você decide que quer um pouco. — Sentando em seus calcanhares, ele agarrou as minhas pernas, as segurando para cima contra ele. 

Os meus sapatos saíram, seguidos rapidamente da minha calcinha.

— Espera.

Ele não esperou.

— Talvez eu não esteja interessada em fazer sexo com você. — Uma mentira descarada.

 Mas eu estava desesperada por algum tipo de comunicação com ele que não fosse do tipo físico. 

— Você pensou nisso?

Seu olhar no meu, ele levou a minha calcinha para o nariz.

— Oh meu Deus, não cheire minha calcinha. Jin!

Um sorriso lento se espalhou pelo seu rosto.

— Isso é terrível. Você não me vê por aí fazendo coisas como essa, você vê? Não. — Já que eu não estava usando nenhuma calça, elas não poderiam pegar fogo. Sortuda. 

Ele jogou o material inocente e encharcado para o lado.

— De qualquer forma, minha vagina está descontrolada. Isso não prova nada.

Ele deu um beijo suave nos meus tornozelos inchados, dando 

uma boa olhada neles.

— E não olhe para os meus tornozelos. Você sabe como eu me sinto sobre eles. — Eu tentei encolher as minhas pernas, mas ele as segurou firme, envolvendo os dois braços nelas, as segurando no seu peito quente. — Por que você está fazendo isso?

Lentamente, ele começou a massagear meus dedos com uma mão. Bom, mas não era esse o ponto.

— Diga alguma coisa.

— Você disse que não havia nada que eu poderia dizer que iria consertar as coisas. — ele murmurou, sua boca quente e molhada beijou a lateral do meu pé, sua barba fazia cócegas do jeito certo. — Eu imaginei que eu deveria te mostrar por que você deveria ficar.

— Sexo?

— Parece ser o que você precisa agora.

Eu bufei. 

— Você que começou.

O filho da mãe sorriu. 

— Me diga mais sobre a sua buceta estar descontrolada. Isso me interessou.

— Não. — Eu e minha boca idiota. — Nada a dizer.

A combinação letal dos seus lábios quentes e suaves e a barba áspera estava fazendo eu me perder. O calor e a força do seu corpo. Toda vez que ele me tocava, eu poderia jurar que tinham luzes sob a minha pele. Pequenas luzinhas me queimando do jeito mais gostoso.

Como diabos uma garota poderia competir com isso? O homem tinha superpoderes sexuais e eu era eu, disfuncional nos melhores tempos.

— Por que você quer que eu fique? — Eu perguntei, a voz ligeiramente suplicante. 

E eu nem ao menos sabia pelo quê. Dedos envolveram os meus tornozelos, esfregando-os gentilmente. 

— Por causa do bebê?

— Não. — ele disse. — Por causa de tudo.

— E tudo é...

Sua testa ficou toda enrugada. 

— Eu não sei. Eu quis dizer o que eu disse. Eu nunca quis estar em um relacionamento. Mas então você nunca quis ter um bebê tão nova. Acho que nós dois só vamos descobrir a medida que avançamos.

— Um, não. — eu fechei meus olhos com força. — Jin, nós já estivemos aqui. Você acha que quer alguma coisa comigo mas então tudo é demais e você corre. E está tudo bem. Está ok para você só se concentrar na sua música e viver livre e solto e não querer um relacionamento permanente. O que não está ok é você me dar esperanças de novo, porque honestamente a recaída é uma porcaria de verdade.

E essa foi a minha opinião profissional de estudante de psicologia, na mosca.

— Liz.

— Não. Eu não posso fazer isso de novo.

Ele ficou em silêncio.

Emoções demais corriam através de mim, meu corpo em desacordo com as minhas sensibilidades. Maldição, isso era difícil. Eu me afastei dele e comecei a sair da cama. Um bom choro e um banho quente, era tudo o que eu precisava. Mais sair daqui. Esse hotel tem uma ducha excelente e eu estaria fazendo tudo isso. E talvez um pouco de sorvete. Isso realmente era um excelente remédio para um coração partido.

— Espera. — Um braço forte me parou, me puxando de volta para o seu corpo. 

Eu apenas fui. O homem tinha força para me colocar onde ele quisesse, ele já tinha demonstrado isso em várias ocasiões. Eu gostar de estar nos seus braços apenas seria ignorado.

— Por que? — eu chorei. — Vamos lá Jin. Me dê uma razão legítima. Por que eu deveria ficar?

— Por causa disso. — Uma mão enorme espalhou sobre a minha barriga, sua pele bronzeada em contraste com a minha. — Por causa da gente. Nós fizemos um bebê, Liz. Você e eu.

— Ben…

— Sh… relaxa. Me dê um minuto aqui.

Fácil para ele dizer, ele não estava tendo uma crise emocional agora. Hormônios malditos. Eu o querer tanto não ajudava nenhum pouco. A frustração sexual parecia me possuir. Mas o risco de dano emocional era alto pra cacete.

— Não tinha percebido que você estava tão grande. — Seus dedos esfregaram gentilmente a minha barriga. — Só faz uma semana.

— É — eu funguei. — Eu meio que explodi.

Seu nariz cheirou o meu pescoço, os lábios dando beijos gentis.

— Você alguma vez já viu uma coisa mais incrível na sua vida? Nosso bebê crescendo dentro de você.

Eu assenti, cobrindo a sua mão com a minha. 

— Eu sei.

— Então compartilhe isso comigo. Eu quero te ver todo dia. Eu quero saber como vocês dois estão, e ser parte das coisas. — Apesar de suas palavras suaves, eu não pude me impedir de ficar tensa em seus braços. — Você está linda. Relaxa.

— Tente você relaxar com uma enorme ereção esfregando as suas costas. Eu estou tentando terminar com você, não que nós estivemos juntos, e o seu pênis não está ajudando.

Em seguida veio uma risada suave, mas ele não fez nenhum movimento para remover a dita ereção da área que rodeava as minhas nádegas.

— Você vai ter que superar o seu ciúme — eu disse. — Eventualmente eu vou conhecer alguém. Você não pode virar um homem das cavernas toda vez que um cara fala comigo. Com bebê ou não, você não tem o direito, Jin.

— Então me dê o direito.

— Para que você fique com medo e fuja? Não.

— Merda. Olha, eu não posso te superar, Liz. Esse é o problema. — Ele descansou o queixo no meu ombro. — Você é a única garota que eu quero.

Eu congelei. Bem, exceto pelo franzido na testa.

— Isso é sobre o seu problema erétil? Porque não parece que você está tendo muitos problemas agora.

— Eu não tenho um problema erétil. Eu tenho um problema chamado você. Meu pau pensa que você é dona dele, aparentemente. Mas há mais do que isso...

— Paus não pensam. Nós já estivemos aí.

— Nós estávamos errados.

— Huh. Então eu tenho um pênis de estimação. Okay, continue falando. — A curiosidade definitivamente tirou vantagem de mim. — O que mais?

O calor flutuou pelo lado do meu pescoço quando ele pressionou o rosto ali. 

— Eu não posso aguentar a porra do pensamento de outra pessoa te tocando.

Eu revirei meus olhos. Que neandertal. E mesmo que ambos fossem pontos interessantes, nenhum deles constituíam um motivo real para mudarmos nosso status de amigos.

— Não é só sobre o bebê — ele grunhiu.

— Eu não estou certa sobre isso — eu disse, descansando a minha cabeça contra ele.

 Boba de mim, mas isso era bom, confortável. Além disso, ele me agarrou primeiro.

— É a verdade.

— Prove.

— Provar? Como eu vou fazer uma porra dessas?

— Eu não sei.

— Cristo. Certo. Eu só usei Sasha… —  o resto era uma bagunça resmungada.

 Sua boca quente pressionada contra o meu pescoço, sufocava as palavras.

— O que você disse?

Mais murmúrios.

— Jin, fale claramente.

Com um gemido, ele levantou a cabeça, se afastando para olhar nos meus olhos. 

— Eu só usei Sasha para esquecer você. Eu sabia que você não podia ser só uma coisa casual, e JK continuou perguntando o que tinha acontecido em Vegas, se eu tinha saído com você ou o quê. Então ele começou a dizer que você estava saindo com outra pessoa e ele pensou que você iria leva-lo para a festa.

— O quê? — eu perguntei, franzindo o nariz.

— É.

— Por que diabos ele faria isso?

— Por que você acha?

— Deus, aquele homem é um agitador de merda. — Outra moeda para a jarra de palavrões. 

Ia ser os fundos de Feijão para a faculdade e sua primeira casa pelo jeito. Um ano pela Europa, talvez.

— Sempre foi, sempre será. Então eu convidei Sasha para o jantar para tira-lo de cima de mim. E eu estava sentindo a sua falta, e você não falava comigo, e eu pensei que você estava levando outra pessoa.

Eu só sacudi a minha cabeça.

— Eu não sei se isso foi só eu tentando te fazer ciúmes ou se em parte era eu tentando seguir em frente ou o quê. Ela era uma mulher legal.

Meu queixo se ergueu. 

— Você a achava legal?

— Você não?

— Eu não acho que ela é tão legal — eu disse em uma voz sem um traço de esnobismo. 

Nem ao menos o mínimo.

— Não?

— Eu só estou dizendo, eu achei que ela era um pouquinho sabe tudo, na verdade. Arrogante. E o cabelo dela era idiota. Tão… azul.

O cabelo dela era muito legal, mas de jeito nenhum eu iria admitir isso.

O silêncio atrás de mim foi ensurdecedor.

— O quê?

— Nada — ele disse em uma voz que implicava nada mais.

— Oh por favor. — Eu suspirei. — Tudo bem, ele era meio legal. — Em algum momento eu comecei a brincar com os dedos dele, envolvendo-os com os meus, tocando e brincando com eles.

 Esse era o problema com Jin. Para eu, ficar a vontade com ele era fácil demais.

— De qualquer forma — ele disse. — Isso tudo foi antes de eu saber sobre o bebê.

— Isso foi uma coisa profundamente idiota e imatura para fazer com ela.

— É — ele disse solenemente.

— Não me surpreendo por ela ter ficado brava.

Um aceno de cabeça.

Dedos acariciaram a lateral da minha cabeça com ternura.

— Eu teria atacado friamente as suas partes de menino, se eu fosse ela — eu disse.

Suas sobrancelhas desceram em um olhar feroz. Eu apenas dei de ombros. Você colhe o que planta, baby.

— Eu tive que paga-la para manter silêncio sobre você. Jackson e os advogados resolveram isso.

— Não! Que cadela.

— Hmm.

Eu deixei escapar um suspiro. 

— Então estabelecemos que nós nos comportamos como se estivéssemos de volta ao ginásio. O que isso prova?

— Que nós precisamos descobrir o que é essa coisa entre nós.

— Eu acho que é isso que estamos tentando fazer.

Uma mão segurou a minha mandíbula. 

— Eu não quis dizer brigar. Eu estou cansado de brigar. Eu quis dizer ir devagar e descobrir o que é essa coisa.

Minha testa era uma massa de rugas, eu podia sentir. Eu duvido que meu coração estivesse muito melhor.

— Docinho?

— Eu não confio em você, Jin. Eu sinto muito. Eu queria poder me sentir de outro jeito. Mas eu continuo tentando fazer isso com você, e pensar que você também quer isso, e...

— E eu continuar fodendo com tudo.

— Sim.

Eu pensei que ele iria me soltar, correr de volta para festa para lamber os machucados – ou talvez outra pessoa. Mas ele não fez isso. Em vez disso ele se sentou na cama com as costas na cabeceira, me levando com ele, me colocando em seu colo. Eu não lutei com ele.

— Você está bravo? — Eu perguntei, iludida.

— Como eles dizem... — ele fez um barulho baixo que era puro sexo com cordas vocais, estou te dizendo. — Lizzy, quando você diz que não confia em mim isso faz eu me sentir como se eu quisesse rasgar a merda toda e tacar fogo.

— Isso é uma reação entendível e meio violenta.

— Mas com a nossa história, essa merda é complicada — ele disse, esfregando a boca e a barba áspera contra o meu pescoço, enviando arrepios pela minha coluna.

Oh uau. Eu precisava usar meu cabelo para cima mais vezes. Isso era divino.

— E como você disse, nós vamos ter um bebê — ele disse.

— Verdade.

— Mas eu não vou fugir dessa vez. Diga o que quiser. Me rasgue. Eu vou ficar.

— Você vai?

— Sim. — Mãos habilidosas separaram as minhas pernas, pele quente percorrendo as minhas coxas. 

Cristo, eu amo quando ele me toca. Pra cacete.

— O quê você está fazendo? — eu perguntei, meio ofegante.

— Nada.

As costas dos seus dedos correram pela parte interna das minhas coxas, traçando um caminho com as suas juntas. Eu quase chorei quando ele parou perto da minha buceta e começou a voltar.

— Eu não acredito em você.

Em seguida, ele dobrou a minha saia, exibindo tudo. Um som de puro sexo vibrou em seu peito, viajando pela minha coluna. 

— Porra, Liz. Olhe para você. Eu amo a sua buceta. Esquece isso.

— Mm. — Meus ombros ficaram tensos, subindo mais. — Jin...

— Está tudo bem.

— Isso parece perigoso.

— Não. Isso parece certo — ele murmurou, os dentes mordiscando a minha orelha. — Você tem o meu pau em uma coleira. Acho justo ter o resto de mim.

— O que isso significa?

— Significa que eu estou desistindo de te superar e estou focando em ter você.

— Nenhum desses pronunciamentos estão me deixando segura, Jin. — Eu inclinei minha cabeça para trás, virando-a para o lado para eu poder ver o seu rosto. 

Parecia sincero. Mas eu já tinha cometido esse erro uma ou duas vezes antes.

— Explique em um discurso não rock’n’roll por favor.

— E você disse que a Sasha teve uma atitude.— O canto da sua boca se contorceu. — Significa que eu vou fazer você voltar a confiar em mim.

Eu? Eu não tinha nada.

Olhando para mim o tempo todo, ele enfiou dois dedos na boca para molha-los. Então lentamente ele os levou para lá e para cá sobre os meus lábios vaginais, me fazendo engasgar. Tudo lá embaixo teve espasmos de alegria. Deus me ajude. Se o cara alguma vez soubesse o quanto ele já me tinha, eu estaria condenada.

— Porra, docinho. Você realmente está fora de controle. Eu mal toquei em você.

— São os hormônios. Eles são loucos.

Ele sorriu. Aquele sorriso, eu não confiava nele. Mas puta merda, era lindo. Meu coração e púbis explodiram. Um raio de calor e emoção quebrou através de mim. Era inteiramente possível que eu estava apaixonada pelo idiota barbado, Deus me ajude.

— Você realmente quer que eu confie em você? — eu perguntei.

Ele traçou círculos lentos em volta do meu clitóris antes de escorregar a ponta de um dedo para dentro e para fora de mim. Pura tortura maravilhosa.

— Sim — ele disse. — Eu quero de verdade.

— Você está falando sério sobre isso? Sobre nós?

— Eu estou. — Ainda sem quebrar o contato visual, ele deslizou um dedo dentro de mim. — Você está bem molhada.

— É. Você sabe, é meio difícil focar em uma conversa sobre relacionamento quando você está me dedilhando.

— Nós podemos falar sobre tudo o que você quiser mais tarde. Eu prometo.

— Okay. — Eu fiz um ruído de lamento na minha garganta, meus músculos se apertando no seu dedo grosso. 

Minhas mãos eram garras, enfiadas em suas coxas grossas e cobertas por jeans.

—Quer dizer, você ficou quente para mim lá em Vegas. Mas isso...Docinho, Cristo, isso é maravilhoso pra caralho.

— Eu me masturbo. Bastante.

— Não mais —ele retumbou.

— Cuidar de você é o meu trabalho. Confie em mim, Lizzy. Eu não vou te deixar para baixo de novo.

Os dedos dentro de mim tocaram em um lugar maravilhoso e começou a massageá-lo com perícia. Simples assim, ele me virou do avesso. Foi um milagre os meus mamilos não furarem o tecido da minha camisa. Eles pareciam duros o bastante para isso. Meus ombros empurraram seu peito sólido enquanto a lateral do seu polegar escovava o meu clitóris. Relâmpagos e estrelas cadentes e todas essas coisas. O mundo inteiro ficou branco.

Eu estrangulei o grito na minha garganta. Ou ao menos parte dele. Cara, maldição. Eu fiquei flácida em seu colo, minha pela supersensível, suor escorrendo pela testa e pelas costas. Que perfeição.

Ele gentilmente segurou a minha buceta com as mãos. 

— Eu ainda posso sentir você latejar. — Eu me estiquei e bocejei, lentamente voltando a terra. 

Toda a felicidade era minha.

— Você realmente precisava disso.

— É. — Eu me virei, me aconchegando em seu peito. 

Se eu ficasse meio que de lado, o contato seria bastante feliz. E que homem grande, bom e confortável ele era. Especialmente útil quando tinha a ver com orgasmos também. Seus dedos eram muito melhores que os meus, eu tinha que dizer.

— Você vai dormir em cima de mim agora? — ele perguntou, incrédulo.

Eu assenti, fechando meus olhos. Maldição, ele cheirava bem. Ele poderia engarrafar o seu suor. Eu compraria uma grande quantidade. Enquanto isso a sua ereção continuava a pressionar os meus quadris.

Que azar, camarada. Eu estava fechada para negócios. Nada a se fazer quanto a isso.

— Você queria ir devagar. — eu disse.

Um estrondo desapontado veio de debaixo de mim.

— Você realmente quer ser meu namorado? — eu perguntei, meio abrindo um olho.

Uma mão alisou o tecido da minha saia e ele nos deslizou para baixo um pouco, ficando confortável.

— Namorado? Huh. — Sua voz profunda e áspera me transpassou, me embalando. — Nunca fui o namorado de alguém antes.

— Não?

— Não.

Braços me circularam, a aspereza da sua barba esfregando a minha testa enquanto ele se apoiava nos travesseiros.

— Seu namorado — ele meditou.

— É uma grande decisão. Você deveria tirar um tempo, pensar sobre isso. Me deixe saber quando você estiver pronto para falar sobre isso novamente.

Sua testa enrugou. 

— Com certeza você está levando isso na brincadeira.

E por um tempo, francamente. Deus sabe, correr atrás desse cara não me levou a lugar algum. Uma garota só podia bater sua cabeça contra uma parede de tijolos por algum tempo antes de ser hora de repensar as coisas.

Eu dei de ombros e escorreguei a minha mão para a lateral de seu corpo, ficando mais próxima. Sua pele era tão suave, os pelos do seu peito eram uma delícia de se tocar. Na verdade, tudo nele era delicioso. Em toda a sua gostosura, até mesmo as unhas dos seus pés poderiam me dar tesão. Mas isso não significa que eu vou facilitar as coisas para ele.


— Liz?

— Hmm?

— Essa posição de namorado… vem com regalias?

— Talvez.

— Eu vou poder dormir e tomar banho com você?

—Sim.

Ele fez um barulho de felicidade. 

— E quanto a tocar? Eu vou poder te tocar quando eu quiser?

— Dentro do razoável.

— Tenho que dizer, docinho, o seu corpo sempre foi lindo. Mas ele está lindo pra caralho agora.

— Sério? — eu perguntei, levantando a cabeça para lançar um olhar curioso para ele. — Na maior parte eu me sinto inchada e estranha.

Uma mão grande segurou a minha bunda, esfregando. 

— Porra, não. Você é toda cheia de curvas suaves e você está carregando o meu bebê. Nunca pensei que isso seria uma grande fonte de tesão nunca pensei nisso de qualquer forma. Mas, docinho, é assim.

— Huh.

— Mais o que está envolvido nessa coisa de namorado? — Ele perguntou, sua voz retumbando através do seu peito e para dentro da minha orelha.

— Essa coisa de namorado? Sério?

— Desculpa. Você sabe o que eu quis dizer. — Ele me deu um apertão. 

— O que mais? Vamos lá.

— Tudo bem. Me deixa pensar. — Eu passei os meus dedos pela sua barba, deslizando-os para lá e para cá através dos pelos macios.

 Eu poderia deitar em cima dele a noite inteira, feliz, ouvindo o seu coração bater forte e rápido em seu peito. Sentir as suas costelas subirem e descerem a cada respiração. Deitar ali e saber que esse cara especial estava vivo e escolheu estar comigo, aqui, agora. Isso parecia o paraíso.

— Sabe, eu não tenho certeza — eu disse baixinho. — Eu nunca tive um namorado de verdade antes. Mas nós temos que estar ali um para o outro, e nós temos que conversar. Eu não posso ver isso dando certo de outro jeito.

— Hmm.

— E obviamente, sermos exclusivos.

Um grunhido.

— Se você decidir que é isso o que você quer, então nós levaremosisso devagar e descobriremos ao longo do caminho, eu acho.

— Sim. — Ele esfregou a palma da mão gentilmente para cima e para baixo nas minhas costas, suavizando a tensão.

— Jin eu não quero tomar a sua liberdade. Eu só quero um lugarno seu mundo. Um importante.

Ele inclinou o pescoço, segurando o meu queixo para me fazerolhar para ele ao mesmo tempo. 

— Docinho, você tem sido importante desde o primeiro dia. A única garota para a qual eu continuava voltando. Não importa o quão longe eu fui, eu não podia te tirar da cabeça. Nunca fiquei desse jeito por outra mulher.

— Não?

— Não.

Dedos esfregaram o meu pescoço, trabalhando nos nós. O silêncio caiu sobre nós por um tempo.

— Eu quero ser o seu namorado, Liz.

Eu não poderia ter segurado o sorriso mesmo se eu tentasse. 

— Dedos esfregaram o meu pescoço, trabalhando nos nós.

 O silêncio caiu sobre nós por um tempo.

— Eu quero ser o seu namorado, Liz.

Eu não poderia ter segurado o sorriso mesmo se eu tentasse.

 — Eu gosto disso.

Ele tirou o cabelo do meu rosto, olhando para mim. 

— Okay.



Notas Finais


Own, parece que os pombinhos estão se acertando não é mesmo?!

O que estão achando?

💜 Saranghae 💜


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