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História My possessive teacher (imagine Jimin - BTS) - Capítulo 18


Escrita por:


Notas do Autor


E aí bebês mochis! Postando aqui no meio da madruga para vocês porque não aguento mais esperar! Haha
Boa leitura <3
Ah, e não se esqueçam, todo sábado sai capítulo novo! <3

Capítulo 18 - C2, S2: Foolish love


Fanfic / Fanfiction My possessive teacher (imagine Jimin - BTS) - Capítulo 18 - C2, S2: Foolish love

Chapter 2; season 2: Foolish love


 O final da tarde foi banhado por uma intensa tempestade com direito a trovões. O tempo estava gelado, ajeitei meu casaco sobre o meu corpo abraçando a mim mesma enquanto tentava não morrer de frio esperando por Jimin. A sombrinha era pequena e a chuva engrossava a cada minuto, receio que em breve não vou conseguir me manter a salvo. E é nesse momento que praguejo por estar na Coréia e não ser considerada adulta, se eu estivesse em qualquer outro país já teria o meu próprio carro e minha habilitação. Eu sei que poderia pegar um ônibus, e geralmente é isso que faço, mas hoje parece que o céu está desmoronando e Jimin ficou preocupado em me deixar voltar sozinha. Às vezes ele ainda age como se fosse meu irmão mais velho, fica tentando me proteger e tomando decisões questionáveis em prol da minha segurança, tipo dirigir numa tempestade só para vir me buscar. Não é que eu esteja reclamando de ter toda essa atenção e cuidado da parte dele, eu gosto dessa mania dele de ser o meu herói, mas em alguns momentos ele é inoportuno e me faz sentir como se eu ainda fosse uma criança. É claro que o fato de eu ainda não ter 21 anos não ajuda, mas isso não deveria ser uma desculpa para ele ter esses súbitos comportamentos de irmão protetor.

 Eu deixei de ser a irmãzinha dele a muito tempo atrás, é tão estranho chamá-lo de oppa agora. Essa palavra me remete ao tempo em que eu ainda era criança e Jimin era um adolescente mulherengo. Quando eu estava na quinta série e Jimin já estava no ensino médio, me recordo que ele teve uma namorada. Hoje nem mais lembro do nome dela, mas ainda recordo de ter uma grande antipatia por ela. E depois dessa primeira garota, surgiram várias outras que apareciam consecutivamente após um não muito longo intervalo de tempo, todas elas se apresentavam como a namorada dele e depois eu jamais encontrava-as novamente. Esse ritmo desacelerou quando ele entrou na faculdade, na verdade, ele foi extinto. Não tenho dúvidas de que ele namorou nesse período, mas nunca apresentou ninguém.

 Eu não sei bem quando ele passou a me olhar com outros olhos, mas tenho um palpite. Há 3 anos atrás eu tinha um segredo, eu era só uma adolescente com os hormônios a flor da pele que era reprimida e vigiada pelos pais, então eu buscava meu próprio prazer sozinha e secretamente. Em algumas noites após ver pornô escondido no celular, eu trancava a porta, retirava minha calcinha e me masturbava antes de dormir. Só que em uma bela noite eu fui burra o suficiente para esquecer de trancar a porta, eu estava tão excitada e concentrada na siririca que eu nem vi o Jimin abrindo a porta. Eu me lembro do pânico e da vergonha, me cobri às pressas com o cobertor e fiquei no mais completo silêncio esperando que eu desintegrasse. Eu fiquei com muito medo e me senti muito mal, eu fiquei imaginando se minha mãe me bateria ou se confiscaria meu celular, mas para minha surpresa ele também não disse nada. Ele apenas ficou me fitando por alguns segundos, seus olhos eram indecifráveis. Quando ele saiu como se nada houvesse acontecido, eu fiquei intrigada. Um tempo depois ele disse que ia se mudar, mas antes de ir embora eu pude o ouvir gemer meu nome enquanto passava na frente do quarto dele à noite. Eu achei que tinha escutado errado, mas hoje acho que ele passou a ter tesão em mim nessa época.

 Ele se interessou primeiro, mas foi eu que me entreguei mais. Ainda me lembro da primeira vez que me masturbei pensando nele, foi logo depois que eu comecei a parar de enxergá-lo como o meu irmão. Acho que é por isso que fico tão incomodada quando ele insiste em se comportar como meu irmão mais velho, eu abandonei essa imagem dele e me atraí pelo homem que ele era, assim como acredito que ele também já não me via como sua irmã quando passou a me desejar.

 Antes que eu pudesse perceber, Taehyung se aconchegou ao meu lado. Seu guarda-chuva era espaçoso e o meu parecia piada comparado ao dele, por um minuto senti inveja.

_ O ônibus já passou, se você for esperar o próximo vai acabar se molhando toda usando essa coisa que você ousa chamar de guarda-chuva.

_ Esse é o seu jeito de me oferecer carona? - Levantei uma das sobrancelhas e ele abriu um sorriso debochado.

_ É melhor do que ficar aqui e pegar um resfriado, não acha? - Ele me encarou.

_ Obrigada pela oferta, mas eu estou esperando o Jimin.

_ Oh, sim. - Ele fez sinal que entendeu. - Ainda é um pouco estranho pra mim conciliar que o meu antigo professor de biologia é seu irmão adotivo e o seu namorado. 

 Fiz uma pequena careta ao ouvir a palavra "irmão", e ele percebeu imediatamente.

_ Desculpe, te ofendi? Por favor, não fique chateada.

_ Ah, tá tudo bem. Eu só não gosto que fale que ele é meu irmão, eu não sinto que ele seja. É estranho, entende? - Ele assentiu.

_ De qualquer forma, se ele não aparecer, eu ainda posso te levar pra casa se quiser.

 Voltei-me com um sorriso para ele, Taehyung sabia ser um bom amigo. Ele retribuiu com seu olhar sereno e gentil de sempre, me surpreendendo um pouco ao se aproximar de mim ao ponto de me pôr embaixo do seu guarda-chuva. Aceitei a silenciosa oferta, fechando a minha sombrinha e encostando-me ao seu ombro.

_ Você é boa na matéria do Seokjin, não é? Será que… - Interrompi-o já sabendo o que viria a seguir.

_ Você não entendeu nada da aula de hoje, não é? - Encarei-o e ele sorriu tímido enquanto desviava o olhar. - Eu te ajudo, no que você está com dúvidas?

_ Bem, pra ser sincero, eu estou meio confuso com quase tudo. - Ele confessou em meio a uma risada e eu o acompanhei.

_ Eu tenho tempo livre à noite, a gente pode se encontrar para estudar nesse horário. O que você acha? - Sugeri e ele pareceu empolgado.

_ Pra mim parece ótimo! Pode ser amanhã na minha casa?

_ Claro, sem problemas. - Como resposta ele passou seu braço pelo meu ombro e me apertou, como se fosse um meio abraço.

_ Obrigado, você me salvou! - Retribui seu quase abraço de forma desajeitada e eu quase o agradeci por estar quentinho, eu realmente estava com frio.

_ Nossa, você tá quentinho. - Apertei-o ainda mais e ele riu.

 Quando o soltei e averiguei a rua, pude avistar o carro de Jimin estacionado. Agradeci mentalmente a Deus por ele finalmente ter chegado e me despedi de Taehyung brevemente, abrindo minha sombrinha novamente para iniciar uma pequena corrida até o veículo. Para entrar eu me atrapalhei um pouco e acabei me molhando, mas não o suficiente para me preocupar. Joguei a sombrinha no chão próxima aos meus pés e agarrei o cinto, encaixando-o. Só após isso tudo eu olhei para Jimin, e foi aí que me espantei. Sua expressão não era a das mais amigáveis, ele parecia irritado. E detalhe, a sua raiva era para mim.

_ O que foi? Aconteceu algo? - Perguntei-o.

 Ele me fitou no fundo dos olhos como se estivesse me sondando, me amaldiçoando mentalmente. Suas mãos seguravam o volante com uma força desnecessária e eu me senti pela primeira vez após um tempo, intimidada e temerosa.

_ Quem era aquele cara? - A pergunta soou ríspida, sua voz saiu cortante feito navalha.

_ Era o Taehyung, ele é meu colega de sala. - Expliquei calmamente, mas a minha calma não havia driblado nem de longe a fúria contida no seu olhar.

_ Seu colega? - Seu sorriso irônico acompanhou seu sarcasmo implícito no timbre de sua voz. - É, deu pra perceber o quanto você e seu colega são próximos.

_ E qual o problema nisso? - Questionei-o e ele riu debochado.

_ Você está certa (S/N), não há problema nenhum em me fazer de idiota. Afinal, qual o problema de ficar se esfregando em outros caras como se fosse uma… - Repentinamente ele parou de falar como se estivesse medindo suas próprias palavras enquanto desviava sua face coberta de indignação.

 Eu mal pude acreditar no que estava acontecendo, era surreal e ridículo. Eu não conseguia formular palavras para descrever o quanto estava pasma e chateada com o que ele estava pensando de mim. Ele não precisava terminar a frase, eu sabia o que ele ia dizer, e isso me deixava ainda mais decepcionada. Ele simplesmente surta e começa a falar bobagem sem se preocupar com nada, sem ligar para os meus sentimentos.

_ Como se fosse uma puta. É isso que você ia dizer? - Encarei-o incrédula.

 Ele não disse nada, apenas voltou a atenção para a estrada e deu partida no carro. Eu continuei observando-o e a cada segundo que eu reparava em sua expressão incomodada, mais eu me magoava por ter cada vez mais a certeza de que ele havia acabado de me chamar de… eu nem consigo repetir. 

_ É isso que você acha de mim? - Minha voz saiu trêmula, eu tive de piscar várias vezes para impedir as lágrimas.

 Eu odeio isso. Odeio chorar tão facilmente, mas eu simplesmente não consigo acreditar que ele pense algo tão vulgar de mim. Como ele tem coragem de falar isso? Ele sabe que ele foi o meu primeiro parceiro sexual e é o único, ele sabe como isso é importante pra mim, então como ele pôde insinuar que eu não valho nada tão facilmente? Isso é tão injusto!

_ Como você pode pensar isso de mim? Você me conhece melhor do que ninguém, você sabe que é meu primeiro e único. Então por quê você faz isso? Você não confia em mim? - Questionei-o já chorando e ele novamente não disse nada, era como se ele realmente não se importasse comigo. Isso dói tanto porque eu o amo tanto, eu simplesmente não aceito que ele faça isso comigo. - Jimin! Anda, me responde! - eu gritei.

 E então finalmente ele teve uma reação, bruscamente ele estacionou o carro de uma forma totalmente desajeitada em um local que ainda por cima era proibido. Ele se voltou para mim com aquele mesmo olhar impaciente, puxando o cinto com agressividade. Ocorreu tudo tão rápido que eu me assustei quando percebi ele vindo em minha direção, agilmente ele retirou meu cinto e antes que eu conseguisse reagir ele já estava puxando meu cabelo com força ao ponto de me obrigar a abrir meus lábios, brecha que ele agarrou. Sua boca se encostou a minha sem pudor, sugando meus lábios com ferocidade e me envolvendo em um beijo profundamente lento e gostoso. Nossos lábios se pressionavam e logo depois ele passava a língua pelo meu lábio inferior, voltando-a para o interior para tocar a minha devagar e sensualmente, então ele chupava a minha língua com maestria, retornava a separar nossos lábios por um instante para dar pequenas mordidas e pressionava sua boca contra a minha novamente, sempre me provocando com cada vez mais intensidade até eu perder o fôlego. 

 Ele se afastou por poucos centímetros, sua face ainda estava rente a minha e ele ainda me segurava pela nuca, respirei fundo para tentar recuperar o ar, tentando recuperar o equilíbrio que ele me tirou. Seus olhos possuíam uma aura enérgica e sensual, sendo algo diferente do que eu vira há minutos atrás. Ele me hipnotizava com aquele olhar repleto de luxúria, sua boca mais rosada que o habitual tão perto da minha, seu perfume envolvente que me remetia a morangos silvestres, eu queria aquilo tudo ainda mais perto só para que eu me embriagasse daquele misto de sensações prazerosas.

 Foi o encarando tão próximo que eu quase me perdi, ele me tirou do foco por um momento, ele tinha esse poder sobre mim. Eu não queria esquecer o nosso desentendimento daquele jeito, as palavras dele ainda estavam gravadas na minha cabeça. Ele não podia me tratar daquele jeito, eu não deveria relevar isso.

_ O Taehyung é só o meu amigo, você não pode me insultar por causa disso. - Disparei, o que fez ele se afastar e desviar o olhar para a estrada.

 Dessa vez não! Antes que ele pensasse em me ignorar mais uma vez, agi impulsivamente me erguendo sobre o seu corpo, transferindo-me para o seu colo com apenas um pouco de dificuldade. Meu corpo se espremeu contra o dele e o volante, me deixando praticamente presa. Não me importei com aquilo no momento, tudo que fiz foi segurar seu rosto com minhas duas mãos para que ele não olhasse para nada que não fosse os meus olhos. Observei-o suspirar fundo, sua expressão se revelando em suas sobrancelhas franzidas e a mandíbula travada. Ele ficou tenso, mas mesmo assim me segurou passando seus braços ao redor do meu corpo, trazendo-me para ele.

_ Eu tive um dia estressante, me desculpe Jagyia. Eu não queria ter dito aquilo pra você, eu sinto muito. - Sua mão tocou meu rosto suavemente, acariciando minha pele. - Você sabe que eu sou meio explosivo, me desculpe por isso. Eu só não quero perder você, não aguentaria isso.

 Eu o encarei profundamente e senti sinceridade nos seus olhos, então eu só tombei minha cabeça em direção a mão que me dava carinho e também comecei a acariciar seu rosto. Sua pele era macia, gostava da sensação.

_ Só não faça isso de novo, tá? - Perdoei por fim, cedendo a tentação do seu beijo.


[...] 


 Esse gosto de pecado que eu sinto toda vez que te beijo, ele é meu ou seu? Diga-me se eu sou tola por amar-te ou se você é tolo de amor.








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