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História My President - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Minha primeira oneeee. Então eu to enrolando pra postar esse capítulo desde ontem pq eu to com uma leve vergonha, mas espero muito que vcs gostem e comentem tbm. Kisses😘😘

Capítulo 1 - I need him


- Bom dia, meu nome é Tessa Gray, eu vim fazer uma entrevista com o senhor Alexander - uma mulher disse, ela era jovem, parecia ter no mínimo uns 25 anos 


- Venha, ele está esperando por você - O mordomo, Mark, disse. Ele a levou para a sala de visitas onde Alexander Ligthwood-Bane se encontrava, ele estava sentado em uma cadeira, olhava para o jardim pela janela e tinha um cigarro em mãos 


- Você veio - disse ele sem deixar os olhos do jardim, estava um dia nublado, desde aquele dia era tudo nublado em sua vida - é claro que veio - Ele riu sem humor - quem não iria querer fazer uma entrevista com o primeiro marido da América não é? Me desculpe, força do hábito, Ex primeiro marido da América 


- Bom, acho que podemos começar não é? - disse a mulher ignorando tudo que ele havia dito, era o luto falando. Ela se sentou em uma cadeira na frente de Alexander, pegou seu pequeno caderno e lápis e colocou o gravador para funcionar - Todos sabemos que foi um choque imenso para os Estados Unidos ter um presidente que era casado com um homem, afinal, estamos em 1963 e, me desculpe se irei lhe ofender de algum modo, mas ninguém está acostumado com algo do tipo. Como foi para você ter um marido que era presidente? 


- Eu nunca tratei Magnus como o presidente dos Estados Unidos, ele era simplesmente o meu marido, ser casado com ele era incrível, poder acordar ao lado dele todos os dias era a maior paz que já tive. Claro, tivemos nossos altos e baixos como qualquer outro casal,  mas nunca nem sequer um dia dormimos brigados, eu o amava, amo, incondicionalmente, e para mim ele irá sempre ser lembrado como o meu Magnus, um homem nascido no Brooklin que sonhava grande e me fazia mais feliz  a cada dia - disse Alexander, dava para notar as falhas em sua voz, as pequenas lágrimas que ele se recusava a soltar 


- Sinto muito pela sua perda - disse a repórter 


- Você não sente de verdade, só está sendo educada - Alexander deu uma tragada em seu cigarro - seria impossível sentir o que eu estou sentindo agora 


- Perdão - disse ela - Próxima pergunta, como seus filhos reagiram a notícia? - ele respirou fundo


- Eu estava no meu quarto quando Raphael e Max entraram, eles me perguntaram o que estava acontecendo, por que tinham tantos repórteres em frente de casa, por que haviam pessoas correndo para todos os lados, por que a avó deles estava chorando e onde estava o papai - ele deixou uma lágrima solitária escorrer, logo a limpou - naquele momento eu não sabia o que falar, como explicar para seus filhos de seis e três anos que o pai deles nunca mais irá voltar, porque um assassino infeliz o matou? Mas eu precisava ser forte, lhes contei que o papai havia virado uma estrelinha, que ele não estaria aqui conosco mais, mas que sempre, sempre, estaria cuidando da gente. Na hora eles não entenderam, mas ao longo dessa semana ele perceberam que Magnus realmente não iria voltar - ele falou tudo isso olhando para um porta retratos na mesinha de centro, na foto estavam Alexander, Magnus e os meninos 


- Se você pudesse voltar atrás em alguma coisa do casamento, qual seria? - perguntou Tessa 


- Eu não deixaria Magnus virar presidente, estávamos muito bem morando em Nova York e sendo uma família feliz, mas ele teve que inventar de ser presidente, ele pediu minha opinião, eu disse que o apoiaria. Isso que eu me arrependo, porque se eu não apoiasse ele estaria conosco, mas não, ele tinha mania de sonhar grande, de querer mudar o mundo. 


***

~ 1 semana antes ~ 


- É com grande pesar que informamos a morte de Magnus Bane, 35 presidente dos Estados Unidos da América, ele tinha 43 anos e dois filhos, o mais velho de 6 anos e o mais novo de 3 anos. O presidente estava em uma visita a Dallas no Texas quando levou dois tiros na cabeça, seu marido, Alexander Ligthwood-Bane, também estava no carro quando aconteceu os disparos, porém  não foi atingido. O presidente foi levado às pressas para o hospital, porém acabou não resistindo. Agora só nos resta prestar as nossas mais sinceras condolências à família e amigos, e claro para a América, por estarmos perdendo um grande presidente. 


Estava em todos os jornais do mundo todo, todos estavam entrando em luto pela morte do grande Presidente Magnus Bane. Alexander ainda estava no hospital, ele tentava processar a morte de Magnus, mas não conseguia, ele estava em choque. Ainda não tinha tomado banho, suas roupas, rosto e mãos ainda estavam manchados pelo sangue de seu marido 


- Alec, eu sei que é difícil, mas você tem que entender, vamos para casa, você precisa tomar banho, tirar todo esse sangue e contar para os meninos - seu cunhado Ragnor lhe falou 


- Eu não quero ir pra casa Ragnor, eu quero ele, eu preciso dele. Como que.. como que eu vou falar para os meninos? Eles veneram o Magnus. - ele chorava desesperado 


- Eu vou te ajudar, minha mãe vai te ajudar - Ragnor  parecia estar calmo, mas Alec sabia que no fundo ele estava despedaçado, ele era muito próximo de Magnus, tinha apenas dois anos de diferença. 


- Como você pode estar tão calmo? - Alec perguntou, não para ofender, apenas queria saber como ele conseguia não se desesperar 


- Eu sei que Magnus iria querer que eu cuidasse de você, mas sinceramente Alec, eu não sei o que fazer, Magnus poderia ser apenas um pouco mais velho que eu, mas ele que era minha força, ele me ensinou tudo, ele cuidou de mim a minha vida inteira, e como agradecimento eu prometo cuidar de você e dos meninos até a minha morte - ele falou tudo isso com uma expressão neutra, mas dava para notar que as vezes sua voz tremia de tristeza 


*** 


~2 dois dias depois~ 


Alec andava pelas ruas de Washington ao lado de seus filhos e de Ragnor, eles lideravam o cortejo fúnebre até o cemitério que Magnus seria enterrado, estavam usando termos pretos, assim como a maioria dos homens de importância que os acompanhavam, a população abria espaço para que o cortejo passasse, todos possuíam tristeza em seus olhos, mulheres, homens, idosos e até alguns adolescentes choravam pela perda do presidente, mas claro, em um tempo eles todos iriam esquecer, o luto passaria e tudo que iria restar era a memória de um homem bom que governou o país deles. Mas para Alexander, Ragnor e para os meninos, aquela dor insuportável poderia até passar com o tempo, mas nunca, jamais, estaria completamente apagada. Ragnor sempre sentiria falta do seu irmão, do seu melhor amigo, Alec nunca mais conseguiria amar de novo, e os pequenos não teriam Magnus ao seu lado para os protejer dos monstros embaixo da cama, para contar historinhas antes de dormirem ou dar beijos de boa noite. A memória dele, do que poderiam ter vivido com ele, estaria sempre os atormentando, e isso era horrível 


Quando chegaram ao cemitério o hino nacional foi tocado enquanto a bandeira do país que estava sobre o caixão fechado de Magnus era dobrada, o padre Jeremiah fez as bênçãos finais, algumas pessoas, incluindo Ragnor e a mãe de Magnus, falaram palavras de respeito. Quando chegou a vez de Alec ele não soube o que falar, as palavras não saiam, ele ainda estava em negação sobre tudo que estava acontecendo, como pode? Seu marido estava ao seu lado sorrindo e acenando para a população e um segundo depois estava caído em seu colo com duas balas na cabeça 


- Alec, é a sua vez, por favor meu querido, fale algo - sua sogra sussurrou em seu ouvido 


- Eu... Eu só queria dizer que... eu vou.. eu nunca vou esquecer do amor da minha vida, o Magnus era tudo para mim, ele era a minha paz, quando a minha família me renegou ele estava lá para me apoiar e me dar amor, eu nunca vou esquecer ele, eu não seria capaz disso. Ele era simplesmente a melhor pessoa que já conheci na minha vida inteira, ele era o meu marido, pai dos meus filhos e isso não vai mudar jamais - Alec deu um simples beijo no caixão fechado, sussurrou um "eu te amo, meu amor" e o caixão foi colocado na cova, Alec pegou um pouco de terra em sua mão e jogou em cima, Raphael e Max fizeram o mesmo, seguidos pela mãe de Magnus e por Ragnor.


- Alexander, Alec, amooor - Magnus, era Magnus. Alec olhava para todos os lados não havia mais ninguém ali - Amor, vamos, acorda 


Alec acordou em um pulo, ele estava assustado, Magnus havia morrido


- Tudo bem, bebê? - Alec se assustou quando Magnus o chamou ele estava apoiado com os travesseiros na cabeceira da cama, ele tinha o celular caído em seu colo, Alec pode perceber que já estava de noite 


- Você morreu - ele falou e vou Magnus rir 


- O que? - perguntou confuso 


- Você levou um tiro e... - nesse momento Alec percebeu que tudo não se passou de um sonho 


- Para aí, deixa eu adivinhar - ele falou se sentando na cama com pernas de índio - eu era um presidente e você meu marido, nós tínhamos dois filhos e no seu sonho eu levei dois tiros na cabeça durante uma visita oficial ao Texas? 


- Sim - Alec disse simplesmente 


- Olha amor, eu to aqui e vivo - deixou um selinho nos lábios de Alec - e você, senhor Ligthwood, está muito preparado para a prova de amanhã sobre o presidente Kennedy 


Eles estavam entrando nas provas finais, logo se formariam no ensino médio, e ficaram estudando durante horas sem parar sobre a família Kennedy e sua importância na política dos Estados Unidos, com certeza durante a leitura de algum livro Alec pegou no sono e acabou sonhando com a história. 


- Aí Mags, foi tão ruim - Alec colocou as duas mãos no rosto - eu pude imaginar você baleado e sangrando no meu colo e eu não podia fazer nada para te ajudar, pareceu tão real, a dor de perder o homem que eu amava era horrível 


- Ei, foi só um sonho tá bom? - Magnus o puxou para seus braços - eu estou bem aqui e prometo não deixar você por nada, nem que você queira - Alec deixou escapar um leve risada - Eu te amo bebê, pra sempre. Nada vai mudar isso, eu juro. 


- Eu também te amo Mags, mais do que eu imaginei ser possível - eles se beijaram por um tempo e logo Alec voltou a falar - que horas são? Eu tenho que voltar pra casa 


- São quase dez da noite - O QUE? ele havia dormido por três horas seguidas. 


- Os meus pais vão me matar Magnus, me ajuda a arrumar minhas coisas - disse ele já se levantando 


- Ah não, Alec, fica aqui hoje - disse ele manhoso - tenho certeza que se você pedir com jeitinho a dona Maryse deixa 


- Tá bom, mas só porque eu tenho medo de ir pra casa sozinho a essa hora da noite - não era exatamente verdade, Alec queria, e muito, passar a noite com Magnus. Ele pegou o celular de Magnus que estava na cama, não estava achando o seu, discou o número de sua mãe e pediu, depois de muito implorar e de Magnus prometer que faria sua famosa torta de chocolate que a sogra tanto amava, Maryse acabou cedendo, mas antes de desligar ela pediu para que Magnus deixasse o abajur ligado durante a noite e que Alec não esquecesse de passar sua pomada para coceira, suas coisas estavam lá já que havia passado a noite anterior na casa do namorado também. A ligação foi encerrada e Alec estava com as bochechas coradas enquanto Magnus ria 


- Eu já disse que amo sua mãe hoje? - Magnus disse e levou uma tapa de Alec - desculpa amor. Que tal a gente tomar banho e depois comer alguma coisa? Eu to morrendo de fome 


- Você só pensa em comer? - ele falou brincando, mas pode ver Magnus o olhando de uma forma maliciosa - seu tarado. Mas agora vem, a gente tem que tomar banho


- Juntos? - Magnus perguntou 


- Juntos - Alec disse sorrindo, e assim foram aos beijos e tropeços em direção ao banheiro.


Notas Finais


Por esse final vc não esperavam, não é? Pra quem está aqui, comentem e favoritem a história pra eu saber que vcs gostaram😘😘😘


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