História My Pretty Boy - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags _princesswolf, Chanbaek, Comedia, Exo, Hunhan, Kaisoo, Luhan, Myprettyboy, Sehun, Taoris, Xiuchen, Yaoi
Visualizações 175
Palavras 2.264
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, como estão?

Espero que gostem do novo capítulo.

Boa leitura!

Capítulo 21 - Capítulo 21


Fanfic / Fanfiction My Pretty Boy - Capítulo 21 - Capítulo 21

Estava inquieto naquela cama desde o momento em que fui despertado pelos primeiros raios de sol que invadiram aquele cômodo que eu tanto sentia falta.

Já havia perdido as contas de quantas foram as vezes em que afundei meu rosto no peito de Sehun, para sentir seu cheiro enquanto o apertava um pouco mais naquele abraço, pelo menos nas últimas horas. 

Ao observar por cima do ombro de Sehun pude ver nossa foto sobre seu criado mudo, era como se nunca tivéssemos nos afastado, tudo estava exatamente no mesmo lugar desde quando estive ali da última vez. 

Nossas fotos, presentes que eu já havia dado a ele, até o pôster autografado de Luna que eu havia dado uma vez como uma brincadeira, ele ainda guardava. É claro que também haviam coisas novas ali, mas tudo o que foi de certa forma marcante  para nós estava naquele quarto.

Me perguntava como ele conseguia encarar tudo aquilo e não surtar com as lembranças, eu pelo menos, havia guardado tudo, aliás, até mesmo o perfume que eu costumava usar quando saia de Luna com ele, proibi qualquer mulher da minha casa de usar se não eu teria um ataque de choro no mesmo momento. 

Tudo aconteceu de forma tão rápida na noite daquele evento. Lembro-me de termos trocado apenas algumas poucas palavras quando descemos do palco, ele disse que sentia minha falta e que precisávamos ter uma conversa, mas logo nos separaram novamente para darmos algumas últimas entrevistas, e dali não nos vimos mais no evento. 

Quando cheguei no quarto de hotel vi que tinham algumas, muitas, ligações perdidas em meu aparelho celular. Mais uma vez o celular começou a vibrar e não tardei em atender o número insistente, a voz que eu mais queria ouvir disse que me pegaria em vinte minutos. Como ele conseguiu meu novo número? Como ele descobriu onde eu estava? Bem, não era algo difícil tendo em vista que temos muitos amigos em comum. 

O trajeto do hotel em que eu estava hospedado até aqui o apartamento de Sehun, foi feito em um triste silêncio, já que minha vontade era ouvir sua voz o tempo todo, mas a tortura não durou muito, tendo em vista que ele fez todo o percurso em questão de poucos minutos. 

Assim que ouvi a porta do apartamento se fechar, senti aquele abraço apertado, aquele que colocou tudo no lugar, aquele que mandou toda a incerteza, o medo, a tristeza para muito longe. Talvez um abraço entre nós dois nunca tivesse sido tão longo e intenso. Bem, não tão intenso quanto os atos que seguiram o abraço, confesso que se colocados em um filme certamente teriam sido bem censurados. 

De um ato tão carinhoso, acabamos nessa mesma cama com os corpos suados e respiração falha (não me julguem, a carne é fraca), e quanto a conversa que teríamos, essa ficou para a manhã seguinte.

Falamos sobre os pontos de vista, ele entendeu meu medo, e eu entendi sua fúria. Em suma, somos dois tapados e orgulhosos que perderam bastante tempo que poderiam ser muito bem gastos com muito carinho, afastados e remoendo uma raiva sem sentido, ele por eu ter sumido e eu por ele não entender que havia feito tudo por ele.  

É fato que depois daquela noite dificilmente alguém veria um de nós dois sozinho, aliás, tínhamos muitas coisas para conversar, muitas experiências novas para contar. Ele até mesmo me deu algumas dicas sobre a vida de Idol. 

- Faz parte dos seus planos fingir que está tudo bem para se aproximar e me matar asfixiado? - Sehun despertou-me de meus devaneios com aquela deliciosa voz rouca.  

- Você também estava me apertando durante a noite toda e eu não disse nada. - disse fazendo um falso bico enquanto o soltava. 

- Não precisa me soltar – disse ele me observando enquanto eu me levantava e ajeitava minhas roupas.  

- Preciso sim, não vamos trabalhar, mas temos uma festa para ir. 

- Não podemos mesmo passar a virada de ano apenas nós dois, aqui? - disse ele todo preguiçoso se encolhendo na cama. Ri da cena e tirei o cobertor para que ele despertasse de vez. 

- Que sem graça passar sem nossos amigos. - cruzei os braços e ele levantou apenas o tronco para alcançar minha cintura e me puxar novamente para a cama. 

- De qualquer forma ainda é muito cedo e a festa só começa tarde da noite, então sossega aqui. 

Me dei por vencido e me acomodei melhor em seus braços voltando a nos cobrir, conversamos um pouco sobre quando eu iria ligar para minha família e se eles ficaram tristes quando eu disse que passaria o ano novo aqui na Coreia. É claro que minha mãe reclamou um bocado, mas ela sabia que eu estava feliz em reencontrar aquelas pessoas e queria muito passar um tempo com elas.  

- Sabe Sehun eu até tinha me esquecido de perguntar, você falou sobre minha carreira, falou também sobre meu show, mas e as músicas? - o olhei e ele depositou um beijinho na ponta de meu nariz. 

- Eu as achei incrível. É certo que você nasceu para isso e se quer saber esse foi o motivo de eu ter acordado pra realidade.  

- Eu saber escrever música? - perguntei um pouco confuso. 

- Yah, não isso!  

- O que então? Eu acabei de acordar e ainda estou lento. 

- Bem, lembra que quando nos vimos naquela reunião e que depois você me procurou e deixou outra pasta comigo? 

- Sim, com minhas letras, não só as do álbum mas todas as que escrevi ao longo do tempo que estivemos separados. 

- Então, um dia eu estava procurando alguns casacos que o Chanyeol insistia em dizer que estavam comigo, no meu guarda-roupa e quando puxei algumas peças a pasta veio junto, eu não me lembrava ao certo a que se referia a pasta, talvez fossem alguns documentos meus ou até letras e como eu estava com tempo, me sentei na cama e comecei a ver de que se tratava. 

Escutava o que ele me contava tentando não me render ao sono já que a história junto daquele belo cafuné eram a combinação perfeita para um cochilo, Sehun notando aquilo parou com o carinho fazendo com que eu voltasse a prestar atenção.  

- Eu logo vi que não era a minha caligrafia e sim a sua, você planejava me dar aquelas letras? Aliás estavam todas em coreano. - perguntou ele e eu corei. 

- Pra falar a verdade eu sempre escrevi como se fossem cartas que eu tinha intenção de enviar, e ali em cada folha eu colocava tudo o que eu sentia. Confesso que era uma ótima forma de escrever, fluía, sabe? 

- Sim eu fiquei impressionado, como aquilo tudo falava sobre nós, e vendo que estava tudo datado, eu me senti mal por pensar que você não ligava pra mim, aliás, aquilo parecia mais um diário sobre como você sentia a minha falta, como sua carreira estava indo, como as coisas estavam dando certo pra você profissionalmente falando, mas sempre tinha um pouco de mim, ali. Estou me gabando ou tirei certas conclusões? 

- Sim, era tudo sobre você, sempre foi, você me inspirou de formas boas, com belas lembranças que tinha de nós dois e de formas tristes como a falta que eu senti de você. 

-Bem e sobre "hurt", a música que Kris queria comprar... 

-Você me disse na festa de Halloween que eu não sabia como você se sentia, mas você estava enganado, eu sabia perfeitamente e me coloquei várias vezes em seu lugar. 

-Então quando você disse na letra que "Somente esta vez, você pode me procurar? Você sabe o quanto quero isso"... - ele me olhou com certa dúvida. 

- Chegaram aos meus ouvidos o quanto você me procurou e tentou saber sobre mim, mas chegou em um momento em que não soube mais nada, Lay disse que você estava se dedicando a sua carreira e que as vezes o olhava, parecia querer conversar mas o cumprimentava e saia de perto. 

- Eu me cansei de perguntar e não ter respostas, pensei que ao menos uma vez você perguntaria de mim me daria notícias, eu sempre fiquei esperançoso, achava que principalmente Lay me daria alguma pista, mas ele apensa me encarava com aquele jeito calmo dele, isso me deixava muito frustrado. 

- Viu só como eu me coloquei em seu lugar? Eu sabia que eu estava te machucando com tudo isso. - disse baixinho e voltei a me aconchegar em seu peito, ele voltou a fazer o carinho e minha voz saiu de forma melodiosa com outra parte da música, brincando com aquela situação. - "You hurt me". - o que não esperava é que em meio a risos ele completaria a canção. 

-"So bad, so bad". - empurrei levemente o ombro de Sehun em meio a risos. 

Ficamos em silêncio por alguns poucos minutos e logo a voz de meu namorado se fez presente novamente. 

- Eu me senti um tolo. 

- Nos afastar dessa forma foi ridículo, mas o que seria de nosso relacionamento sem meus dramas? 

- Mas dessa vez você extrapolou. 

- Eu sei que sim, mas o que importa é que agora estamos super bem, não estamos? 

- Estamos, e você nunca mais vai se chatear com algo ou ficar inseguro sem antes conversarmos está bem?  

- Sim. 

- Eu não sabia como te pedir desculpas, aliás, eu achei que sua atitude de sumir foi um tanto infantil, mas quando você quis se acertar, o infantil fui eu. 

- Mas você se desculpou e foi de uma ótima maneira. 

- Eu não me sinto bem conversando, as vezes cantar sai mais naturalmente. 

- Você fez da sua maneira e eu amei. 

É errado eu dizer que tirei mais alguns cochilos e só acordei para comer? Bem, era último dia do ano e eu estava finalmente de férias, acho que merecia aquilo. 

Na casa de Kai estava tudo perfeitamente arrumado, estavam todos os nossos amigos lá, e também toda a família do coreógrafo o que explicava o rosto constantemente corado de meu amigo Kyungsoo.  

Kyung me contou que conhecia os pais de Kai e também sua irmã, todos os três o aceitavam e o tratavam muito bem assim como os pais de meu amigo gostavam de Jongin, mas ele ainda não havia estado com toda a família como naquela noite, incluindo os primos que sempre faziam aquele tipo de piadinhas que todos conhecemos, de deixar qualquer um constrangido, e por um momento me lembrei do jantar na casa de Sehun. 

Já faziam algumas poucas horas que havíamos entrado em um novo ano, os cumprimentos de bom ano já haviam sido trocados, alguns já estavam alterados pelo álcool e dominavam o karaokê, outros preferiram nem tocar na bebida, para terem uma volta tranquila para casa, dentre eles estava o jovem empresário que se aproximou de mim.  

- Está conseguindo matar saudade de todos? 

- Está sendo bom passar uns dias pra cá, Kris, mas confesso que ainda é muito pouco para matar saudade de cada um. – sorri de forma simpática e ele correspondeu ao sorriso. 

- Fico feliz que as coisas estejam voltando ao normal entre vocês. 

- Nem me fale, tudo aquilo já estava acabando comigo. - o olhei me fingindo de exausto e ele riu. 

- Você acha que era fácil ter que ficar omitindo tudo pra o Sehun? E por falar nele onde ele está? Preciso conversar com vocês. 

- Peço desculpas por ter feito vocês passarem por aquilo. - Ouvi sua outra pergunta e busquei o namorado com o olhar encontrando ele falando com Minseok e Chanyeol. Acenei e o chamei, ele pareceu pedir licença ao assunto e se aproximou com calma. 

- Aconteceu algo? - perguntou ele e eu neguei com um gesto de cabeça sendo seguido pela fala de Kris. 

- Eu queria conversar com vocês, é uma proposta bem informal que eu recebi hoje cedo. 

- Sobre trabalho? - perguntou Sehun curioso. 

- É mais ou menos. 

- Mas eu não posso aceitar nada se Ye Jin não souber. 

- Fique calmo, foi uma proposta da própria. Ela me ligou hoje mais cedo e me pediu um grande favor, sabia que vocês seriam perfeitos para isso. 

- Bem se foi ela quem propôs eu já tenho a proposta como aceita. 

- Mas eu ainda não, do que se trata? – perguntou Sehun como sempre um pouco rude quando o assunto em pauta era trabalho. 

- Bem, como eu disse é algo bem informal, sem contratos e nem nada do tipo. O marido de Ye Jin, meu primo, é fotógrafo nas horas livres, daqui a alguns meses ele pretende fazer uma exposição, mas ainda faltam algumas fotos que ele gostaria de fazer, então ele pediu para a empresária de Luhan se ela não "emprestava" - fez aspas com os dedos – dois modelos ou idols para ele fazer as fotos. 

- Na empresa dela não tem modelos? - perguntou Sehun e eu dei uma cotovelada nele em reprovação. 

- Tem, mas como eu disse ela achou que vocês seriam perfeitos, e podem ficar tranquilos quanto a suas imagens, pois ela já me explicou que nas fotos ele vai ser cuidadoso para não mostrar o rosto de vocês. 

- Eu topo – disse de pronto, aliás, sabia que Ye Jin não me colocaria em uma fria. 

Sehun coçou a nuca, pareceu analisar aquilo um pouco desconfiado. 

- São apenas fotos Sehun – disse Kris e Sehun pareceu convencido. 

- Esta bem, eu aceito.


Notas Finais


E então, o que acharam? Quais suas apostas para o próximo capítulo??

Playlist do capítulo:

Hurt (legendada) - https://www.youtube.com/watch?v=9E7npaC1twA


Chu chu~


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