História My prince - Capítulo 33


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Personagens Originais, Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags 2min, Abo, Abo Chanbaek, Alfa, Baekhyun Omega, Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Chanbaek, Chanyeol Alfa, Chung-ha, Donghae, Eunhyuk, Eunwoo, Hunhan, Irene, J Seph, Jessica, Jinwoo, Jiyong, Kaisoo, Kristao, Menção Vhope, Minho, Ômega, Sulay, Taehyung, Taemin, Taeyeon, Taoris, Top, Xiuchen, Yaoi
Visualizações 587
Palavras 3.084
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


IMPORTANTE: não quero romantizar nada sobre orfanatos e estas coisas gente. É apenas uma fanfic, só entretenimento blz??

Saudade de vocês ❤

Capítulo 33 - Extra two - Hunhan


 

 A vida é cercada por acontecimentos ruins. Grande parte da população já sabe disso e lida perfeitamente com essas situações, apenas seguindo em frente.

 Porém, Luhan não! Ele não é todo mundo.

 Todo seu drama começou quando seu cunhado pediu para que Sehun se tornasse o responsável pelo planejamento financeiro do reino. Luhan ficou feliz pelo parceiro, o alfa era bom com números e queria muito ajudar. O peito do ômega quase explodiu de orgulho e satisfação, pelo menos até o terceiro mês era assim que ele se sentia.

 A construção de orfanatos começou a ser feita em todas as regiões do reino. Sehun se mostrou muito entusiasmado e tagalerava o tempo todo sobre seus planos e metas para as construções. E Luhan ouvia tudo, gostava da voz estusiasmada do alfa e da forma como seus olhos brilhavam ao falar sobre tudo aquilo. No entanto, uma hora os planos precisam sair do papel e ganhar forma...

 E foi exatamente nesse momento em que as coisas começaram a desandar.

 Sehun começou a se tornar presença rara dentro de casa, Luhan tentava de todas as maneiras possíveis não se irritar com isso porque seu alfa estava trabalhando duro para a melhoria da vida de centenas de crianças, seria egoísmo seu cobrar algo dele naquele momento. 

 Quando finalmente chegava em casa, as olheiras e o rosto cansado do colorido eram evidentes.

E caramba! Luhan só faltava morrer de dó.

 Tudo que podia fazer para agradar seu amor era preparar um banho quente e fazer uma massagem bem relaxante nas costas judiadas do mesmo. Às vezes chorava, porque não estava acostumado a ficar tanto tempo longe do mais novo. Chorava de saudade e medo. Medo de ser esquecido. 

 Quando Sehun dormia em casa, fazia questão de abraçá-lo durante toda a noite, sem se afastar nem por um segundo. Era difícil, mas uma hora os orfanatos estariam prontos e tudo voltaria ao normal. 

 Seis meses se seguiram assim. Sehun chegava a ficar dias longe do castelo. O ômega lidou bem com isso, o alfa sempre o enchia de amor nas poucas horas que passava em casa, por isso Luhan aproveitava para fazer seu drama e ser o ômega mais paparicado do universo. Mas as coisas amanheceram estranhamente diferentes.

 O loiro desceu as escadarias do castelo quase saltitando. Sentiu a presença e o cheiro único de Sehun assim que acordou e não perdeu tempo em descer, sabia que o alfa estaria na cozinha fazendo seu café da manhã como fez todas as vezes que voltou para casa. Luhan amava a comida do seu alfa, amava a oportunidade de receber sua comida na boca e ser muito mimado. 

 Antes mesmo de chegar na cozinha, seu sorriso murchou. Sehun não estava preparando seu café, ele estava na sala de jantar, quase sendo soterrado por uma montanha de documentos.

 - Hunnie... - sussurrou.

 Sehun instintivamente levantou a cabeça e capturou o olhar do ômega. Luhan iria brigar com o mesmo por levar tudo aquilo para a mesa de jantar, mas a expressão de esgotamento assustou o menor.

 - Luhan. 

 Sehun sorriu meio que de lado, parecendo verdadeiramente feliz em ver o loiro.

 - O que é tudo isso? - perguntou se aproximando.

 - Desculpa... - pediu, envergonhado. - Sei que prometi não trazer trabalho para casa, mas as coisas estão uma correria, eu preciso fazer um balanceamento dos gastos, do número de crianças desabrigadas, do pagamento dos pedreiros e...

 - Está tudo bem. - cortou. - Eu entendo.

 - Espera só mais uns minutinhos. Eu sei que gosta quando eu faço comida. - falou, tirando o cabelo do ômega da testa.

 - Não se preocupe. Deixa eu cuidar de você hoje? - pediu, já derretidinho pelo outro.

 Sehun era bonito demais.

 - Tudo bem. Eu vou organizar esses papéis e te encontro na cozinha.

 - Por mim, tudo bem!

 Sehun selou os lábios do menor antes de deixá-lo ir, apenas para matar um pouco a saudade. 

 Luhan queria muito que Sehun desistisse daquele trabalho, queria muito que as coisas voltassem a ser como eram antes e que ele fosse apenas o menino que cuidava do estábulo. Egoísmo, sim, ele sabia disso. Sehun não era mais um menino, ele tinha crescido, crescido muito bem, aliás!

 Enquanto preparava algo simples para ele e o alfa comerem, a única coisa que tentou fazer foi esvaziar sua mente. Sehun estava ali agora! Não importava quanto tempo passa-se, ele sempre voltava para os seu braços novamente, era isso que confortava seu coração todos os dias.

 Os minutos se passaram sem que ele se desse conta. Sempre ficava bastante focado na hora de cozinhar para não estragar nada. 

 - O que está fazendo?

 Luhan soltou um gritinho agudo e quase acabou deixando todos os pratos que segurava cair.

 - Quer me matar!?

 Sehun o olhou divertido e deu de ombros.

 - Não quis te assustar.

 Luhan se recompôs e continuou seu caminho até o fogão a lenha e encheu um dos pratos de comida, servindo Sehun em seguida. 

 - Não fiz algo muito elaborado, sei que está cansado e quer dormir.

 - Está ótimo, meu bem. Tudo que você faz é sempre bom.

 Luhan sorriu ao ter o ego massageado e se juntou ao maior, limpando todo seu prato. Comeu tudo tão rápido que Sehun ainda nem havia chegado na metade do seu. 

 - Está bom? - ele sabia que estava.

 Sehun assentiu com a boca cheia, parecendo faminto, mas ao mesmo tempo cansado demais até para mastigar.

 - Bom dia, queridos! - Taehyung falou mais alto que o normal, adentrando a cozinha.

 - Bom dia, Tae! - Luhan respondeu.

 - Que cheiro maravilhoso é esse?

 - Deve ser eu. - Sehun respondeu brincalhão.

 - Nem você acredita nisso!

 - Não está muito cedo, Taehyung? - Luhan perguntou ao sobrinho.

 - Sim, mas levantei por um motivo especial.

 - Qual é?

 - Sehun não disse? - o outro ômega perguntou inocentemente ao tio.

 - Disse o quê? - perguntou desconfiado.

 - Nós vamos visitar o orfanato da cidade vizinha hoje, ele já está pronto. O Appa Baek disse que poderíamos ir.

 - Por que o orfanato da cidade vizinha ficou pronto antes do da capital?

 - Por que ele é menor. - Sehun respondeu, tomando um copo de água em seguida.

 Luhan não disse mais nada sobre o assunto até o sobrinho sair do cômodo. Estava incomodado porque Sehun não havia lhe dito que as visitas já estavam permitidas.

 - Não quer que eu vá? - jogou no ar, fazendo o maior o olhar surpreso.

 - O quê?

 - Não quer que eu vá junto com vocês no orfanato hoje?

 - Por que eu iria não querer que você vá? 

 - Não sei, Sehun. Me diz você!

 - Pensei que você já soubesse. E esse não é o orfanato da capital, deduzi que você não iria.

 - Deduziu errado! 

 Ambos ficaram se encarando por um tempo. Luhan um pouco magoado, não só por isso, mas por vários motivos acumulados e Sehun um pouco confuso.

 - Você quer ir?

 - Claro que sim! Você tem trabalhado tanto, quero ver o seu trabalho.

 Sehun sorriu.

 - Tudo bem. Nós vamos mais tarde.

 Luhan relaxou um pouco.

 - Dá tempo de você tirar um cochilo.

 - Você vem?

 - Não posso. Preciso arrumar minhas coisas.

 - Não consigo dormir direito se você não estiver por perto.

 O loiro se encolheu um pouco, não evitando se preocupar.

 - Não tem dormido direito, não é?

 Sehun concordou, se espreguiçando na cadeira, exausto.

- Eu vou com você. Depois arrumo minhas coisas para a viagem.

 - Não precisa se não quiser.

 - Eu quero. - respondeu já se levantando e guiando o alfa pelos ombros até chegar no quarto. Tirou os sapatos do maior, que parecia cansado até para isso e o deitou na cama de casal.

 Sehun dormiu em questão de segundos, deitado no peito do menor, que o abraçava como se estivesse segurando o mundo. Luhan não dormiu, queria apenas ter a certeza de que o colorido iria descansar bem, não queria o deixar sozinho e nem ficar sozinho.

 O sono de Sehun era tranquilo, se remexia vez ou outra, mas nada muito brusco, seu sono era tranquilo e acabava acalmando Luhan, que anos atrás via o maior sofrer com pesadelos.

 - Amo você, Hun. - disse, mesmo sabendo que ele não ouvia, apenas achou certo fazê-lo.

 Em resposta, Sehun se remexeu um pouco, se aconchegando mais no corpo do menor.

 - Lee Hi...

 Luhan entrou em choque. O ar pareceu rarefeito de repente e seu coração martelou forte dentro do peito. 

 Quem era Lee Hi?

 Sem esperar nem mais um segundo, o ômega se esquivou de Sehun, sentando na outra ponta da cama, olhando o outro horrorizado.

 O alfa acordou, sem entender nada. Coçou os olhos para conseguir focar a visão e se deparou com Luhan branco como um fantasma.

 - O que aconteceu, Lu?

 Luhan colocou a mão na boca, tentando conter o choro e os soluços.

 - Eu sabia. Sabia que alguma coisa estava acontecendo com você.

 - Comigo? Não entendi. - disse, tentando se aproximar, mas Luhan saiu da cama, fazendo-o desistir no meio do caminho.

 - Lee Hi!

 Luhan não queria ter visto Sehun se afetar ao ouvir esse nome.

 - Eu sabia! - colocou a mão na testa. - Sabia, sabia, sabia!

 - Como você soube?

 - Isso importa?

 - Sim! Quem te contou, Luhan? - se levantou, com uma expressão séria no rosto. - Era minha responsabilidade te contar, avisei que não queria ninguém se intrometendo!

 - Então, pelo visto eu sou o último a saber!

 - Quem te contou?

 - Você! - gritou.

 Sehun ficou em silêncio, observando a respiração descontrolada do ômega e sentindo o ar mais denso a cada instante.

 - Não lembro de ter dito nada. - disse manso.

 - Você disse enquanto dormia. Provavelmente sonhava com ela! 

 - Você entendeu errado. 

 - Se tem algo errado aqui é você! Não devia ter feito isso comigo, Sehun. Você tem uma mínima noção do tamanho dos meus sentimentos por você?

 - Luhan, que diabos! Não é isso que você...

 - Não importa mais! Nada importa mais! Não devia ter me apaixonado por você!

 - Não diga coisas que podem fazer você se arrepender depois. - avisou.

 Naquela altura do campeonato, Sehun não tinha forças para discutir com ninguém, ele e Chanyeol estavam trabalhando demais. Achou certo apenas antecipar sua viagem e deixar Luhan sozinho para espairecer um pouco. Não era o melhor momento para se explicar.

 Luhan se sentiu ainda pior ao ser deixado sozinho no quarto, logo depois, soube que o alfa já havia partido em direção a cidade vizinha. A lembrança da forma doce com a qual Sehun pronunciou o nome de outra pessoa, fez seu corpo se arrepiar dos pés a cabeça de tanto ciúme. 

 - Ei! - Baekhyun chamou, enfiando apenas a cabeça para dentro do quarto. - Nós já estamos indo. Tem certeza que não vai?

 - Tenho. - respondeu desanimado, sem fazer questão de levantar da cama.

 - Tudo bem. De qualquer forma, vou deixar uma carruagem pronta para o caso de você mudar de ideia.

 - Uhm.

 Baekhyun negou e fechou a porta em seguida.

 E o rei estava certo, porque no outro dia Luhan já estava dentro da carruagem, pronto para partir. No fundo, queria saber quem era a pessoa que estava roubando Sehun, tinha certeza que encontraria ela na cidade vizinha. Sabia que estava cego de raiva, mas faria o possível para se controlar caso esse encontro chegasse a acontecer. 

 Como a cidade não era tão longe e as estradas estavam bem melhores agora, não demorou mais que cinco horas na estrada. O cocheiro o ajudou a descer da carruagem e no mesmo instante Luhan se arrependeu de não ter ido antes. Era hora do almoço e todas as pessoas que conheciam estavam atrás de uma mesa, servindo as crianças que estavam em fila. Baekhyun parecia tão feliz, era um sonho realizado. Não só ele, KyungSoo, Tao, JongIn, todos estavam ali, ajudando de alguma forma. 

 Algumas crianças estavam sentadas em algumas mesas, que Luhan reconheceu como a cantina, e outras estavam sentadas na grama mesmo.

 - Tio! - ouviu Taehyung chamar. - Que bom que está aqui!

 - Tae. - disse, abraçando o mesmo e em seguida Jimin, que acompanhava o amigo. 

 - Ainda bem que chegou. Tem algumas crianças um pouco doentes.

 Luhan se sentiu ainda pior ao ouvir isso.

 - Mesmo?

 - Sim, eu tentei ajudar de alguma forma, mas não sou tão bom quanto o senhor. - Jimin disse, sem graça.

 - Tudo bem. Depois do almoço vocês me levam até elas e vejo o que posso fazer.

 - Pode contar com a gente, capitão! - Taehyung disse, fazendo um gesto de continência.

 - Larga de ser besta, garoto. Vai procurar o que fazer! 

 - Claro! Vamos, Jimin!

 Luhan riu, vendo Taehyung puxar Jimin pelo gramado. 

 O ômega não perdeu mais tempo ali parado e foi ajudar seu irmão a servir as crianças que faltavam. Durante todo aquele dia, se manteve ocupado, ajudando no que podia. Não chegou a ficar sozinho com Sehun, mas o viu andando para lá e para cá.

 - O que está acontecendo com o Sehun?

 Chanyeol chegou perguntando assim que viu Luhan sozinho.

 - Não faço ideia. 

 - Ele costuma ficar feliz quando está aqui, mas hoje ele está um porre.

 - Ele deve estar apenas cansado.

 - Pelo menos parece que Lee Hi consegue alegrá-lo de alguma forma. - Chanyeol disse, mas logo tapou a boca com a mão ao perceber que havia deixado informação demais escapar.

 - Você sabia? 

 - Luhan...

 - Fala sério, Chanyeol! Eu confiava em você!

 - Não é bem assim. Foi escolha do Sehun e...

 - Ah, cala a boca! 

 - Não é para tanto, Luhan! A Lee Hi é um amor de pessoa.

 - Chanyeol... - respirou fundo. - Como você tem coragem de falar isso comigo?

 O maior o encarou parecendo estar raciocinando e no fim de seus pensamentos, sorriu.

 - Acho que você entendeu errado. É melhor você ver com seus próprios olhos. Eles estão na biblioteca, você sabe onde é.

 - Ela está aqui?

 - Sim. Vê se não surta, por favor. 

 Luhan respirou fundo e se colocou a caminhar em direção ao até então, traidor. Seus passos eram pesados porque estava muito tenso e com raiva. Quem visse, diria que ele estava imitando um touro, prontinho para dar chifrada em quem entrasse em seu caminho. Anos de relacionamento jogados no lixo, não era fácil para ele.

 Quando finalmente chegou em frente a porta da biblioteca, precisou respirar fundo até se acalmar e não cometer um crime de ódio.

 Assim que juntou coragem suficiente para abrir a porta, alguém a abriu primeiro. 

 Era uma menininha e... Sehun. Os dois estavam de mãos dadas e a menina segurava um livro.

 - Luhan? - o alfa pareceu surpreso ao o ver ali.

 - Oi. - respondeu.

 - Oi, moço. - a menina, que parecia ser uma beta cumprimentou, se escondendo atrás das pernas de Sehun.

 - Oi.

 - Aconteceu alguma coisa? - Sehun perguntou.

 - Não... - engoliu em seco. - Quem é ela?

 - Eu sou Lee Hi. - ela respondeu. - tenho seis anos. 

 - Ah... - Luhan murmurou, sem saber ao certo o que dizer. A vergonha era tanta, que quase saiu correndo.

 - Eu iria apresentar você a ela quando você estivesse mais calmo. Não queria te assustar ou te pressionar a nada.

 - Palavras não são capazes de descrever o quanto estou envergonhado, Sehun.

 - E devia mesmo. 

 - Me perdoa, por favor!

 Sehun suspirou.

 - Por que não vai mostrar seu livro novo para os seus amiguinhos, Hi? 

 - Você vai embora? - ela perguntou.

 - Não, eu prometo.

 Ela pareceu desconfiada, mas acabou indo em direção a cantina.

 - Devia ter me dito.

 - Eu sei.

 - Teria evitado tanta confusão.

 - Eu sei.

 - Eu fiz papel de idiota.

 - Verdade.

 - Pensei que estava me traindo.

 - Percebi.

 - Não confiei em você. Não ouse me responder apenas com uma palavra novamente.

 Sehun segurou sua mão e o guiou para dentro da biblioteca. Luhan se sentou em uma das cadeiras de madeira e Sehun se ajoelhou em sua frente.

 - Eu não queria te assustar. Conheci Lee Hi no primeiro dia que visitei o terreno que Chanyeol se interessou para a construção do orfanato. A mãe dela faleceu no parto e ninguém tem notícias do pai. Eu me encantei por ela, acho que ela me lembrou você.

 - Eu?

 - Sim. Acabei mimando ela demais e se tornou uma cópia sua.

 - Faz tempo que eu não sou mimado.

 - Tem isso também. Tivemos alguns problemas e Chanyeol não confiou em ninguém além de mim para resolvê-los. Acabei me sobrecarregando. Você é tudo para mim, Lu. Não pense nunca que eu te trocaria por alguém.

 - Me perdoa? Prometo que vou trabalhar mais nisso.

 - Tudo bem. E me perdoa por não compartilhar meus problemas com você.

 Luhan sorriu e abraçou o outro da melhor maneira que conseguiu. 

 - Quer levar ela para casa, não é? - perguntou, ainda sem desfazer o abraço.

 - Sim, mas tive medo de te contar. Seu irmão e todos os meus apoiaram a ideia. Eu sei que gosta de crianças, mas nunca tivemos esta conversa.

 - Ela sabe?

 - Acho que sim. Creio que ela já espera por isso. Sempre faz drama e chora muito quando tenho que ir embora. Já chegou a me perguntar quando vou levá-la.

 - E se ela não gostar de mim?

 - Impossível. Ela não cumprimenta quem ela não vai com a cara.

 - Menos mal, então.

 - Então, você concorda?

 - Eu jamais falaria não para uma coisa dessas, Sehun. Espero que saiba das responsabilidades.

 - Eu já cuido de um bebê a quase dez anos. Acho que consigo.

 - Isso foi muito brega e ridículo.

 - Porém, você gosta.

 - Sim. - riu.

 O colorido capturou os lábios do loiro, em um beijo calmo e profundo. Um beijo que compartilhava tantos sentimentos, que seria impossível descrevê-lo em palavras. Os dois tinham amadurecido tanto nesses anos juntos que os beijos pararam de ser apenas um gesto de puro desejo, mas se tornou uma forma de dizerem um ao outro o quanto estavam felizes e gratos por compartilharem mais do que o mesmo teto, por compartilharem uma vida.


Notas Finais


Desculpa qualquer erro
E noix parceiras


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