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História My Prisoner (Leweus) - Parte 1 - Capítulo 15


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Notas do Autor


Vish... alguém se deu mal hoje💔

Capítulo 15 - Fim de jogo


Antoine acordou com seus cabelos sendo acariciados pelas mãos grandes de Giroud. Deixou um sorriso escapar quando abriu os olhos e percebeu que repousava sob o corpo quente do seu colega de cela.

— Tony, você é um dorminhoco... — Olivier disse com uma voz rouca matinal.

Um beijo foi depositado em sua testa e lhe provocou outro sorriso. Antoine adorava a forma como os pelos do corpo do mais alto o espetavam e começou a acariciá-los. Giroud apertou ainda mais o abraço que envolvia o corpo nu do loiro e assim permaneceu por mais alguns minutos.

Uma semana havia se passado desde a humilhação no refeitório, quando Olivier assumiu estar ao lado de Antoine e também as consequências disso.

Olivier não sabia dizer se fez a coisa certa ao escolher defender o único assassino daquela penitenciária. Sua vida havia mudado para pior já que seus colegas do basquete agora só queriam distância, os outros detentos insistiam com xingamentos e pequenas humilhações diárias. Além disso, ainda optou por largar o reparo do telhado da prisão na construção civil para integrar o grupo que cuidava da cozinha apenas para não deixar Antoine sozinho sob o risco de sofrer mais agressões.

Seu maior conflito era tentar entender o que lhe motivava a se arriscar pelo mais baixo. Talvez fosse culpa, medo, pena ou um misto dos três. A única certeza que tinha era de que não conseguia mais manter-se distante do cacheado.

Já para o loiro, ter Giroud sempre a disposição estava tornando sua vida de presidiário menos angustiante. Além de ter sempre alguém para conversar, Antoine preenchia sua carência com o desejo voraz do moreno. Apesar disso, sua situação em relação com os outros presos se tornou ainda mais hostil. Ameaças eram constantes, empurrões, tapas e provocações ditas em alto e bom tom lhe tiravam a paz.

O loiro se mexeu apenas para buscar uma posição um pouco mais confortável e esbarrou a coxa em algum fluido proveniente da diversão noturna dos dois. O grandalhão soltou uma risada e desceu uma mão por baixo do cobertor até apalpar as nádegas do cacheado. 

— A gente precisa de um banho — comentou sorrindo e perigosamente aproximando seus dedos da entrada do parceiro.

Antoine respondeu ocupando sua mão ao tocá-lo e provocar ainda mais.

— Vamos terminar isso no chuveiro? — propôs ao perceber que as coisas iriam esquentar mais uma vez.


Antoine nem mesmo teve o trabalho de tirar a roupa quando Olivier o empurrou para dentro do box, fechou a cortina e o despiu das calças. Giroud jogou sua própria camisa para fora e voltou a agarrar o menor.

O beijo dos dois era voraz e extremamente agitado, o loiro se dava o prazer ao mesmo tempo que agarrava a nuca do barbudo. Giroud desceu o suficiente de suas calças sem interromper o beijo e só então ergueu o colega de cela do chão.

Por conta do horário, o banheiro se encontrava praticamente vazio. Havia um chuveiro ou outro ligado, mas nenhum sinal de muito movimento. Mesmo assim evitavam fazer barulho para não chamar a atenção de curiosos.

O cacheado não pôde evitar um pequeno gemido ao sentir suas costas se chocarem quando foi preso contra a parede gelada. Giroud ainda lhe deu mais um beijo de tirar o fôlego antes de tapar sua boca e penetrá-lo sem preliminares.

Um grito alto e doloroso foi abafado, Antoine o envolveu ainda mais forte com as pernas e apoiou a cabeça no ombro do moreno. Olivier se esforçava para não fazer muito barulho enquanto aumentava os movimentos, passou a abraçar o parceiro enquanto forçava o peso dos dois corpos contra a parede.

Antoine definitivamente não precisava se tocar para sentir prazer. Ele sabia que a relação com Olivier era sempre dolorosa no início, mas conforme iam se acostumando e liberando mais fluidos, toda a tensão se dissipava e dava espaço ao mais intenso prazer carnal.

Não havia mais preservativos disponíveis após uma semana de convivência. Os dois haviam conversado e decidiram continuar mesmo sem proteção, mas sob a condição de manter a relação fechada.

— O mon Dieu! — Giroud não aguentou e acabou urrando de prazer. 

O loiro era muito apertado e seguia gemendo baixinho para o seu delírio. O barulho do choque entre os dois corpos ainda cobertos pela camada de suor e fluidos da noite passada se sobressaía ao som das duchas abertas.

— Ollie… eu vou... — o menor disse quase choramingando.

O moreno interrompeu o ato, mudou a posição deixando Antoine de pé e de costas para si. A respiração ofegante se condensava ao se chocar com a superfície fria da parede, seus fios cacheados estavam bagunçados e alguns colavam na testa. As mãos de aparência delicada espalmaram contra a superfície enquanto Antoine sentia seu próprio pré-gozo escorrer pela perna.

Giroud apenas o esperou empinar o traseiro e novamente o penetrou, desta vez com facilidade, e logo atingiu o ritmo em que pararam. Suas mãos se juntaram às do menor contra a parede e não demorou muito para sentir o seu primeiro jato se liberar.

Antoine sujou a parede à sua frente simultaneamente e nem sequer reclamou quando percebeu o líquido preenchendo sua cavidade. Olivier se retirou dele, abriu um pouco a ducha esperando a água fria se tornar morna para então abraçá-lo por trás e aproveitar o banho.

A dupla saiu do chuveiro quando o pedaço de sabonete acabou. Foi um banho longo, cheio de beijos e trocas de carícias. Giroud finalmente pôde se deliciar espumando os cachos do loiro enquanto tinha o privilégio de ver o seu sorriso raro.

Enrolados em suas toalhas e carregando as roupas que haviam se molhado um pouco, a dupla que exalava o odor barato de erva doce teve uma surpresa nada agradável ao abrir a cortina.

— Porra, Giroud. Você enganou a gente — um detento que jogava basquete com Olivier estava parado de braços cruzados — Tu é um baita de um viado e aquela aposta foi só pra disfarçar.

Aparentemente aqueles dois também acabaram de sair do banho e passaram o tempo ouvindo os gemidos.

— Me conta, a sua mina tem talento? — o ruivo que também fazia parte do time completou se aproximando de Antoine e apertando seu queixo para examinar melhor seus lábios. 

— Que merda! O que estão fazendo aqui? — Giroud o empurrou e se pôs na frente do loiro.

— Tá chovendo hoje. Não deu pra continuar o reparo no telhado então o chefia liberou a folga.

Antoine andou um pouco para trás tomando distância até mesmo de Olivier. Sua audição não era ruim e ele tinha certeza de ter ouvido a menção de uma aposta. O nervosismo de seu colega de cela só aumentava sua suspeita lhe dando um mau pressentimento.

— Será que não posso ter um pouco de privacidade? — Olivier encostou nos ombros dos antigos colegas de time e os guiou para a saída.

— Tá bom! Seu viado — um deles respondeu — Essa porra de prisão tá cada dia mais infestada de bichas como vocês! 

Giroud sentiu a ofensa mas preferiu se manter calado. Não queria correr o risco de abrirem o bico ameaçando a única relação que ainda tinha em Weindfeld. Seus ex-colegas estavam prestes a passar da área dos chuveiros para o vestiário onde ficava a saída quando Antoine os chamou.

— Com licença, eu não entendi o que vocês falaram sobre uma aposta.

Olivier sentiu sua barriga gelar e olhou um tanto assustado para os dois como se implorasse para não responderem.

— Ah, sim! Acho que você é o único que não sabe o preço do seu rabo.

— Primeiro o seu marido aí apostou com a gente que ia te usar como mula de droga. Daí rolou aquela briga no pátio com o Dan, os caras fizeram uma outra aposta de quem ia te comer e tá rolando uma graninha — o ruivo riu e saiu, sendo logo seguido pelo outro detento.

Após a revelação, os dois foram deixados verdadeiramente a sós. Olivier tencionava os lábios temendo o que viria a seguir.

— Isso é… verdade?

— Olha, não é bem assim... — o grandalhão se aproximou e segurou seu rosto tentando olhá-lo nos olhos.

— Não me enrola. Só fala a verdade, por favor! — os olhos cinzentos começaram a se encher de lágrimas — Como assim mula de tráfico?

— Tony… não leve a sério… 

— Isso tem algo a ver com os tapas aleatórios que eu levo todo dia? — Antoine começou a juntar os fatos e viu que fazia sentido.

— Foi mal, mas eu colocava um ou dois pacotes no seu bolso. Os caras falavam comigo, faziam o pagamento e depois era só trombar com você para pegar a droga — Olivier abriu o jogo achando ser a melhor opção. 

O loiro tomou distância. Suas lágrimas marcavam seu rosto enquanto ele se vestia apressado para dar o fora dali.

— Escuta! O nosso lance foi real, eu juro! Não foi por causa da aposta!

— Dá um tempo! Isso é demais até pra mim! — respondeu em meio às lágrimas.

Giroud tentou secá-las mas o loiro desviou. E, assim que terminou de se vestir e amarrar os coturnos às pressas, deu o fora deixando o moreno para trás.



Notas Finais


It's broken heart time💔💔


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