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História My roommate's boyfriend - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


PALMAS PALMAS PALMAS — ou o Tocantins inteiro?
Nala postou dois dias antes uau
Quero dizer que quero que esse capítulo tá maravilhoso, eu estou bem confiante com ele — o capítulo nove ainda é meu orgulho mas esse aqui também tá muito bom, e sim, metida mesmo —, e eu tenho certeza que vocês tbm vão amar rs
Por favor né gente, mereço um comentário de cada leitor KKKKK — exagerando, comentem se quiser
Plus, eu não sei se semana que vem vou postar na sexta ou no domingo. Provavelmente no domingo, é porque hoje eu tava ansiosissima pra postar, principalmente porque:
— Os comentários de vocês no capítulo passado me deixaram tão animada que meu bloqueio desapareceu que nem o homem aranha em guerra infinita, mas, nesse caso, nós esperamos que meu bloqueio não volte né KKKKKKK
— Vai começar uma reforma em meu quarto, então eu não tinha certeza se iria dar tempo de postar no domingo. Mas vai ficar tudo pronto na quarta, e como já tem um terço do capítulo 11 pronto, vocês não tem que se preocupar com atrasos e etc
Mas antes que eu comece a enrolar mais e mais e mais... COMENTEM NÉ GALERA, dêem favorito, cheguem no amiguinho e digam assim: "vai ler a fanfic da Nala, tem o Zayn e o Harry que são dois gostosos do caralho, tem a Madeleine que a gente quer que suma mas ela é um amor e tem a Belle, a protagonista mais perfecta desse mundo."
Não esqueçam NUNCA de ficarem em casa, lavar as mãos, usar máscara e treat people with kindness ❤️
E agora... Capítulo dez, né meus amores ;)

Capítulo 10 - Are you two together?


Fanfic / Fanfiction My roommate's boyfriend - Capítulo 10 - Are you two together?

10 | Are you two together?


A volta para Los Angeles não poderia ser melhor. Mesmo com toda a confusão que eu e minha mãe tínhamos causado, eu e Harry nos divertimos bastante durante nosso tempo em Londres e isso me fez ter um vôo de volta com um sentimento de leveza. Eu mal podia esperar para entregar os presentes que tinha comprado.

Foi gratificante chegar no aeroporto carregando duas malas de rodinhas e encontrar Madeleine e Zayn segurando uma plaquinha com meu nome e Louis segurando uma plaquinha com o nome do Harry. A primeira a receber um abraço meu foi Maddie, eu tinha sentido falta dela, por mais que fosse apenas um fim de semana longe, ela era uma parte enorme da minha vida, dei um beijo em sua bochecha e parti para os braços de Zayn, que estavam aconchegantes devido ao seu casaco, ele me abraçou apertado como se eu tivesse ficado seis meses fora. Assim que ele me soltou, Louis pulou em mim, me abraçando e fazendo um pouco de cócegas, arrancando risadas minhas.

— Como foi a viagem? — Maddie me perguntou, Harry e Zayn estavam se separando de um abraço.

— Foi super divertido! — ri. — Claro que tivemos alguns contratempos... — olhei para o meu acompanhante de viagem que fez uma careta e concordou com a cabeça. — Mas isso eu te conto depois.

— Eu também quero ouvir. — Louis sorriu e passou o braço por meu pescoço.

— Pode deixar que eu te conto. — Harry falou e eles sorriram um para o outro. — Posso?

— Claro. — permiti sorrindo.

— Mas então.. vamos para casa? — Zayn segurou na cintura de Madeleine.

— Sim, já está um pouco tarde. — olhei o relógio em meu pulso.

— Eu levo o Harry para casa. — Louis disse.

— E eu ficarei encarregado por vocês duas. — Zayn usou a mão livre para passar pelo meu ombro, sorri para ele.

Nós cinco saímos do aeroporto e fomos para onde estavam estacionados os carros dos meninos e guardamos nossas bagagens no porta malas. Louis, Zayn e Madeleine entraram nos carros, mas Harry me puxou para um cantinho.

— Obrigado. — sorriu.

— Pelo quê?

— Belle. — riu baixo. — Você me levou para Londres.

— Ah. — também soltei uma risadinha. — De nada, então.

— Isso fortalece bastante a nossa amizade.

— Com certeza. — toquei em seu ombro, ainda sorrindo. — Mas vamos para nossas casas, estamos os dois cansados.

— Nem me fale. — suspirou. — Não vejo a hora de me jogar na minha cama e tirar um cochilo.

— A cobertura de um hotel cinco estrelas é maravilhosa, mas nada supera a nossa casa, não é?

— É sim. — sorriu. — Até amanhã, no trabalho.

— Até.

Ele segurou o meu braço que estava na sua mão e me puxou para um abraço demorado, onde só tivemos que nos soltar porque Louis buzinou, ele sempre tinha sido um pouco apressadinho. Entrei no banco de trás do carro de Zayn e coloquei o cinto, observei pela janela Louis e Harry indo embora.

— Eu trouxe presentes para vocês. — quebrei o silêncio.

— Não precisava. — Madeleine disse. — Mas é muito simpático da sua parte.

— Eu estou ansioso para saber o que ganhei. — Zayn comentou, pude ver o sorriso nos seus lábios pelo retrovisor.

— Realmente espero que gostem. — cruzei minhas pernas.

— Ah, Belle. — Maddie soltou uma risada leve. — Você é um doce.

Sorri sem mostrar os dentes e permanecemos em silêncio; o único som no carro era o rádio ligado, onde Ed Sheeran ostentava sua voz perfeita. O aeroporto não era longe do apartamento em que eu e Madeleine morávamos então não demorou para chegar.

— Ah como eu senti saudades do meu apartamentinho. — falei me espreguiçando em pé mesmo.

— Você deve estar morta, não é? — Madeleine se aproximou.

— Você nem imagina.

— O que eu faço com essas daqui? — Zayn perguntou ao entrar no apartamento com minhas duas malas.

— Pode deixar na sala em um cantinho, amanhã eu arrumo tudo de volta. — sorri sem mostrar os dentes e em seguida bocejei. — Agora eu só quero dormir.

— Boa noite então. — Maddie beijou minha bochecha e eu sorri.

— Boa noite. — respirei fundo. — Vocês dois.

Eles sorriram.

— Acho que é melhor eu e você irmos dormir também. — Mad falou olhando para Zayn.

— Acho que tenho algumas roupas aqui, posso passar a noite. — respondeu.

— Toma um banho e vai para o quarto, então. — ele assentiu e Madeleine foi para o quarto dela.

Eu e Zayn ficamos ali plantados, só nos encarando.

— Então... — sorriu de lado. — Como foi a viagem?

— Tranquila e conturbada ao mesmo tempo.

— Quer conversar sobre? — pensei um pouco.

— Talvez mais tarde. — ri, arrancando um sorriso dele.

— É insensível, mas quero que você tenha um pesadelo. — fiz uma cara de brava falsa.

— Desejando o mal dos outros. — cruzei os braços e ele riu. — Que coisa feia.

— As intenções são boas.

— E quais suas intenções?

— Passar tempo com você, claro. — sorriu. — Senti muito sua falta enquanto você ficou fora.

Tímida, coloquei uma mecha atrás da orelha.

— Acho melhor eu ir dormir.

— E eu vou tomar banho.

Trocamos um sorriso e eu fui para meu quarto, coloquei um pijama levinho: uma calça xadrez vermelha e uma regata branca. Me deitei e não demorei a dormir, eu estava com muito sono. Como um puro desaforo ao meu cansaço, meu subconsciente me fez acordar ofegante após sonhar com alguém que eu não pensava mais há alguns anos. Levantei com o intuito de tomar uma água, e ali estava ele, sentado no sofá, coberto com um lençol e com um salgadinho nas mãos.

— Então você teve um pesadelo? — sorriu de lado.

— Não ria da minha desgraça. — sentei ao seu lado.

— Quer? — me ofereceu o salgadinho, coloquei minha mão ali dentro e peguei um pouco.

— Obrigada. — suspirei.

— De nada. — pegou uma ponta solta do lençol e usou ela para cobrir minhas pernas. — Se sente confortável para me contar? — assenti com a cabeça.

— Não me vejo mais não contando coisas para você. — ele sorriu.

— É bom saber que sou de confiança para você. — o olhei.

— Não se ache tanto.

— Mas vai, me conta. — lambeu os lábios melados de corante alimentício.

— Eu não te contei essa história ainda. — avisei. — Se contei, não lembro.

— Eu lembrarei.

— Charlie.

— É, não falou. — ele pareceu pensativo. — A hora é agora.

— Ele é meu ex. E o único cara com quem namorei até. — ele cerrou as sobrancelhas, confuso.

— Isso é sério? — sua confusão me contagiou.

— Claro que é. Por que?

— Eu imaginava que alguém como você tivesse uma lista de ex namorados.

— Alguém como eu? — perguntei.

— É. — ele falou como se fosse óbvio. — Você é esperta, interessante e, com todo respeito, a pessoa mais linda que eu já vi.

— Não minta para mim. — soltei uma risada leve.

— Não estou mentindo. — sua voz saiu séria. — Você é a pessoa mais bonita em todos os lugares.

Imaginei que meu rosto estaria vermelho e concluí que estava certa pelo sorriso que brincou nos lábios dele. Balancei minha cabeça tentando não pensar em nada além de amizade, então, continuei:

— Enfim. — passei a mão no cabelo. — Nós ficamos juntos por cinco meses. Eu era a típica isolada da turma e ele era o garoto de ouro dos esportes, consequentemente sendo hiper popular.

— Clichê.

— É, mas eu não era nerd. — ri. — Eu deveria ter desconfiado quando ele se aproximou de mim do nada.

— É um clichê sem final feliz. — concordei com a cabeça.

— Nos primeiros dois meses, eu não estava pronta para me abrir com ele ainda, mas ele continuava me perguntando porque eu não dormia de madrugada. — respirei fundo. — Ele era tão superficial que dizia que isso iria envelhecer minha aparência.

— Ele é mesmo um idiota. — rolou os olhos. — Continue, por favor.

— Quando eu me negava a dizer o porquê, dizendo que não me sentia confortável para desabafar com ele, ele dizia: "Você é pior que aquelas retardadas da escola, talvez seja só mais uma delas."

— Caralho. — Zayn pareceu ficar irritado. — Você tem uma doença, não é algo que tenha um botão de liga e desliga e de "estou bem com isso" e "não estou".

— Sim, ao menos você me entende. — peguei mais um pouco do salgadinho. — Mas eu aguentei aquilo por mais três meses, eu tinha medo de que se eu terminasse com ele iria ficar sozinha.

Ele me lançou aquele olhar compreensivo que me fazia sentir preparada para desabafar tudo para ele, como se fosse por mágica.

— Eu o chamei para uma festa do pijama em minha casa, só nós dois. — relembrei. — Mas ele encarou como um convite e se preparou todo para... você sabe.

— Sei. — assentiu com a cabeça.

— Quando eu neguei, ele fez tudo para que eu cedesse, tentou tanto que... — respirei fundo para que lágrimas não viessem. — Quase me estuprou. E teria conseguido se eu não tivesse batido meu abajur em sua cabeça.

Zayn tinha um olhar amigável no rosto.

— Fez um corte e ele ficou um pouco desorientado, tentei pedir desculpas mas ele gritou comigo e disse que só estava comigo para ganhar credibilidade com meu pai.

— Só porque seu pai é político?

— Exatamente. — confirmei. — Charlie queria ser senador assim como meu pai, mas precisava de um tutor. Sua missão não foi bem sucedida pois não se beneficiou em sua carreira profissional e só o que ganhou foi uma cicatriz.

— Deveria ter saído sem um testículo. — resmungou. — Eu te acho um doce de pessoa, Belle. Mas às vezes você é um doce demais.

— Você acha? — me encolhi, ele confirmou.

— Se eu estivesse com você durante essa cena, eu não responderia pelos meus atos. — suspirou. — Faria o possível para te proteger. E não te deixaria pedir desculpas por bater em alguém que merecia a morte.

— Não é para tanto.

— Ele tentou te estuprar. Ele merece tudo o que há de ruim. — não respondi.

Nos olhamos por alguns segundos, ele parecia estudar meu rosto e de repente, esqueci da nossa conversa sobre Charlie e eu senti uma vontade inesperada de pedir por um abraço. Seus braços magros com poucos músculos me deixaram confortáveis quando cheguei de viagem, e eu queria mais. Fiquei com uma sensação de que ele queria me falar algo, mas ignorei.

— Está tarde. — olhei para o relógio e confirmei o que ele falou.

Já estava perto de amanhecer.

— Você não acha melhor voltar para o quarto e tentar dormir um pouco? — perguntei.

— Mas e você? — pegou em uma mecha de meu cabelo.

— Também vou, não se preocupe. — ele sorriu e cheirou meu cabelo.

— Ainda tem cheiro de côco. — meus lábios se curvaram de lado.

— Você lembra do cheiro do meu cabelo? — confirmou com a cabeça.

— Não tem como esquecer. — aspirou mais um pouco do cheiro da mecha. — Sempre que você anda um pouco do perfume se desprende dele e faz o ambiente inteiro ficar com o cheiro dele.

— É meu shampoo. — sorri. — É de óleo de côco.

— Está aprovado. — soltou a mecha.

— Bom, eu já vou antes que fique mais tarde.

— É uma boa ideia. — levantou. — Boa noite.

— Boa noite, Belle. — beijou minha testa.

Ele começou a andar em direção ao quarto, mas, antes que pudesse voltar para o cômodo, ele pareceu hesitar um pouco, virou para mim, olhando para o chão.

— Você tem algo para me falar, Zayn? — segui meu instinto de antes e tirei uma mecha de cabelo da frente do meu rosto.

— É só que... — pareceu desistir da sua fala, então me olhou e deu um sorriso capenga sem mostrar os dentes. — Durma bem.. pequena.

E assim, sem mais nem menos, voltou para o quarto de Madeleine, me deixando extremamente confusa no sofá, com um lençol e um salgadinho. Apenas voltei para o meu quarto e me mexi na minha cama até conseguir dormir.

 

[ ... ]

 

Dormir nunca tinha sido uma tarefa fácil na minha vida, o que era estúpido porque não deveria ser encarado como uma dificuldade e sim algo natural. Fiquei pensando na minha briga com mamãe em Londres, meu sonho com Charlie e minha conversa com Zayn, isso tinha me deixado tão cansada que eu dormi feito um bebê e acordei ás onze. Era chato acordar tarde, admito. Meu dia pareceu mais curto. Mas ao mesmo tempo eu me sentia maravilhosamente bem por ter conseguido relaxar pela primeira vez em vinte anos.

Quando fui para a sala, Maddie estava fazendo um estrogonofe de carne na cozinha com uma cara nada boa. Me sentei no banquinho na frente do balcão de mármore.

— Que cheirinho bom. — elogiei.

— Fico feliz em saber que você gostou. — desfez a carranca.

— Você sempre faz cara de brava quando tá cozinhando. — ela riu.

— É automático.

— Por que você tá cozinhando um prato especial? — juntei as sobrancelhas. — O Zayn vai vir?

— Mais tarde, sim. — sorri sem mostrar os dentes.

— Ele dormiu aqui hoje, foi embora e voltou para almoçar. — refleti. — Temos um novo colega de quarto, Maddie. — ela riu.

— Vamos passar a tarde juntos. — assenti com a cabeça.

— O apartamento é de vocês, estarei na livraria. — bocejei, ela deu uma risada maliciosa.

— Vai ser uma tarde interessante.

— Por favor, não entrem no meu quarto. — pedi, fazendo-a rir.

— Não se preocupe. — desligou o fogo e lavou as mãos na pia.

— Eu irei de uma hora. — olhei para o relógio. — Ainda demora.

— Então dá tempo de você experimentar meu estrogonofe de mãe. — sorri de lado.

— Tem arroz? — ela assentiu.

— E suco de maracujá.

— Uau. — ri. — Zayn é um homem de sorte.

— Tenho que concordar.

Me levantei e peguei um prato, me servi com estrogonofe. Meu almoço seria mais cedo hoje.

Permaneci com meu pijama clássico de Belle: uma regata branca e uma calça xadrez vermelha. Eu estava descalça e com um coque bagunçado. Enquanto isso, Madeleine foi para seu quarto — acredito que trocar de roupa —, então foi meu trabalho abrir a porta quando ouvi batidas após minha terceira garfada.

— Onze horas e você de pijama. — Zayn sorriu abertamente.

— Bom dia para você também. — ri.

Ele tinha a capacidade de estar arrumado e despojado para almoçar com a namorada e a colega de quarto dela ao mesmo tempo. Fiquei levemente impressionada. A calça de moletom preta, a blusa cinza e os tênis esportivos apenas acentuvam sua beleza — e também deixavam suas tatuagens a mostra, o que era um charme —, por algum motivo ele também estava com uma mochila nas costas.

— Para Madeleine? — apontei para um pequeno buquê de lírios nas suas mãos.

— É sim. — olhou. — É a flor favorita dela.

— Vamos, entre. — dei espaço para que ele entrasse.

— Obrigado. — colocou as flores em cima do balcão. — E isso...

Tirou a mochila das costas e a colocou ao lado do buquê, então abriu o zíper e tirou de lá uma caixa retangular média e me entregou.

— É para você. — sorri.

— Que cavalheiro. — ele colocou as mãos nos bolsos da frente, sorrindo.

— Vi e pensei em você, guardei enquanto você estava em Londres.

Abri a caixa com cuidado, e lá estava um caderno que, pela sua grossura, não tinha menos que duzentas páginas. Sua capa era toda preta. Assim que tirei o caderno de dentro, encontrei uma caixa de lápis de cor, com uma variação de cores enorme. Quase chorei. Abri o livro preto na minhas mãos e as suas páginas não tinham linhas, eram bem brancas e me davam liberdade para fazer o que eu quiser.

— Zayn... — o olhei com um sorriso gigante. — Obrigada.

— Eu imaginei que você poderia desenhar algo com lápis branco na capa e dentro você poderia fazer seus desenhos de... — coçou a cabeça e cerrou as sobrancelhas, confuso. — ...Moda e essas coisas.

— Eu amei! — pulei nele, o abraçando forte.

Ele pareceu surpreso por minha reação, mas retribuiu meu abraço. Senti que meus mamilos cobertos apenas pelo tecido fino da regata acabaram encostando em seu peito forte, isso intimidou nós dois então eu me afastei, mas agi naturalmente.

— É bom saber que gostou. — sorriu.

— Mas não precisava, você sabe. — toquei seu braço.

— Eu sei. — olhou para o presente em minhas mãos. — Mas eu pensei em você e só quis te dar.

— Obrigada, mais uma vez. — beijei sua bochecha.

— E esse cheirinho? — olhou ao redor.

— Madeleine fez estrogonofe. — falei enquanto guardava o caderno dentro da caixa. — Ela está no quarto.

— Posso me servir?

— Sinta-se em casa. — ele pegou um prato. — Eu vou guardar o presente.

Ele balançou a cabeça e eu sorri educadamente. Fui para o quarto e guardei o presente, aproveitei para colocar uma calça jeans preta, uma blusa e um tênis brancos. Assim que sai do quarto, encontrei Madeleine e Zayn almoçando juntos. Ela estava usando um vestidinho folgado e estava colocando uma colher cheia na boca do rapaz.

— Você já vai? — Maddie perguntou.

— Sim, vou usar os vinte minutos que tenho de sobra para caminhar até lá. — sorri.

Para ser sincera, eu só não queria ter que olhar aqueles dois se agarrando no meio da sala — ainda não estava acontecendo mas eu sabia que iria.

— Você pode passar no mercado e comprar isso para mim? — me entregou uma pequena lista e dinheiro.

— Claro, vou fazer isso antes de ir para o trabalho.

— Obrigada.

— Tchau, vocês. — beijei a bochecha dos dois e sai do apartamento.

Saí do prédio com uma sensação estranha de que algo iria acontecer hoje. Não sabia se seria bom ou ruim, mas sabia que algo estava por vir.

Assim como falei, usei os meus vinte minutos para ir ao mercado. Comprei alguns ingredientes como ovo, leite,  manteiga, açúcar, fermento e massa pronta para bolos sabor chocolate. O que deixava bem claro a sobremesa que Madeleine faria mais tarde. Fiquei ansiosa; ela cozinhava muito bem, principalmente quando se trata de doces. Aproveitei também para pegar um pacote de pães de mel, eu dividiria com Harry e Richard no trabalho depois.

Enquanto esperava na fila do caixa, pensei em Zayn e em suas palavras bonitas. Lembrei de Madeleine, que era sua namorada e minha amiga. Imaginei o quanto ela ficaria magoada se escutasse ele falando assim: ela parece ter um afeto genuíno por ele. Instantaneamente também pensei em Charlie. Ele tinha me derrubado enquanto eu comecei a me levantar de minha infância, fiquei no chão até Madeleine me erguer de novo. Eu não podia fazer isso com ela, então eu iria engolir qualquer sentimento que tenho por Zayn.

Paguei as compras e levei tudo em uma sacola até a livraria — que não era muito longe dali —, e ouvi o sininho acima da porta soar pelo ambiente quando entrei no local. O caixa ficava de frente para a entrada então vi Richard levantar a cabeça e me olhar, nossos turnos eram de tarde mas nós quase nunca nos víamos, eu geralmente passava mais tempo com Harry. Caminhei até ele e dei um sorriso.

— Boa tarde, Rich. — os cantos de sua boca se levantaram, mostrando as rugas charmosas de seu rosto.

— Boa tarde, senhorita Belle.

— Você pode me dizer onde está Harry? — ele assentiu.

— Ele está no escritório dele fazendo pedidos para o estoque.

— Obrigada. — sorrimos e eu fui até a sala de Harry.

Lá estava ele, com um óculos e concentrado no seu computador, nem pareceu perceber que eu cheguei. Resolvi brincar um pouco, coloquei silenciosamente a sacola no chão. Cheguei por trás dele e cobri seus dois olhos com as mãos pequenas, por baixo dos óculos.

— Quem é? — falei com a voz distorcida.

— Hm... — fingiu pensar com um sorriso, segurou meus antebraços. — A bundinha do Capitão América.

— Engraçadinho. — tirei as mãos de seus olhos e ele virou para mim, gargalhando.

— Uau. — me olhou de cima a baixo. — É até estranho ver você sem suéter. — riu baixo e eu beijei sua bochecha. — É bom ver você.

— Obrigada. — sai de trás dele e fiquei em pé ao seu lado. — O que você está fazendo?

— Repondo nosso estoque. — bufou. — É chato.

— Imagine o cheirinho de vários livros novos na loja. — ele suspirou e sorriu.

— Isso ajuda.

— Quais você está pedindo? — olhei para a tela do computador.

— Ficção adolescente, mistério, biografias e auto ajuda. — bocejou.

— Você tá tendo um trabalhão então.

— Não é fácil ser gerente. — se esticou na cadeira, ficando com as pernas bem abertas.

— O que você acha de voltarmos para a loja? — perguntei com um sorrisinho.

— E se... — me olhou com uma cara de quem queria aprontar. — Ficarmos aqui jogando The Sims? — gargalhei.

— Harry, você é meu chefe. — sorri. — Deveria me influenciar a não fazer essas coisas.

— Ah é. — me olhou nos olhos com um sorriso brincalhão nos lábios. — Mas o que você acha?

— Eu trouxe pão de mel. — ele riu.

— Pegue os pães e uma cadeira para se sentar aqui do meu lado.

Fiz o que ele mandou: fui o fundo do escritório e peguei uma cadeira, coloquei ao seu lado e voltei a porta já que a sacola de compras estava ali, peguei o pão de mel e fechei a sala, então fui me sentar com Harry, ele já estava abrindo o jogo. Por quarenta minutos eu escolhi as roupas dos nossos Sims e por mais uma hora Styles ficou responsável pela construção da casa, fiquei impressionada com o quanto ele era detalhista.

Quando vimos que já ia dar três da tarde e que o teclado do computador estava cheio de farelos dos pãezinhos que estávamos comendo, resolvemos voltar para loja e finalmente agir como um gerente e uma vendedora, Richard não poderia cuidar da loja só. Atendi dois ou três clientes antes de chegar em Harry, que anotava algumas coisas em sua prancheta enquanto olhava os livros.

— Deveria estar trabalhando.

— Não foi o que você disse quando me convidou para jogar The Sims. — abri um sorriso brincalhão que fez ele rir.

— Era uma exceção. — respirei fundo. — Ei, deixa eu te perguntar algo.

— Pode falar. — me inclinei para ele, curiosa.

— Durante a viagem, você falou que iria fazer um mural em seu quarto. — assenti com a cabeça. — Você já fez?

— Ainda não. — coloquei uma mecha para trás dos cabelos. — Eu vou primeiro comprar uma tinta, já que eu quero que a parede com as fotos seja de uma cor diferente.

— Já sabe qual? — assenti.

— Pensei em alguma cor vibrante, mas não sei exatamente.

— Azul marinho combina com seus olhos. — sorri de lado.

— É uma boa sugestão. — nos olhamos um pouco. — Eu também tenho uma pergunta.

— Qual? — levemente, tombou a cabeça para o lado.

— Você parecia um pouco distraído na viagem. — ele ficou ainda mais confuso.

— Isso não é verdade. — sorriu. — Para ser sincero, eu estava me divertindo bastante com você.

— Não, isso eu sei. — expliquei. — Mas eu senti que você estava... Sentindo falta de algo? — não soube me expressar muito bem. — Talvez alguém?

Estudei o rosto de Harry ficando tímido: ele sorriu, olhou para baixo e ficou vermelho, então voltou a me olhar.

— Você me pegou. — suspirou. — Eu estou mesmo gostando de alguém. — abri um sorriso largo.

— Posso saber quem é?

— É algo bem recente, e eu nem sei se é recíproco. — assenti. — Sem contar que nos conhecemos a pouquíssimo tempo.

— Entendo. — ele continuou com um sorriso tímido que era novidade para mim.

— Então, ao menos por agora, eu quero manter tudo em segredo. — mais uma vez eu balancei a cabeça em afirmação.

— Irei respeitar sua decisão totalmente. — ele sorriu e suspirou.

— Ah, obrigado, Belle. — tocou meu ombro e seu polegar fez um carinho gostoso ali. — Você é uma amiga maravilhosa.

— Só por que te respeitei? — ri. — Isso é o básico.

— Por tudo, você sabe. — seus olhos coloridos encontraram os meus e se tornaram mais profundos. — Você me levou para Londres tendo outras opções, talvez eu nunca tivesse conhecido outro país se não fosse por você.

— Harry. — sorri e toquei sua mão, que estava em meu ombro. — Você sabe que o que eu puder fazer por você eu farei.

— Você é adoravelmente boba. — riu.

— O que você quer dizer com isso? — fiquei confusa.

— Só que você é incrível. — suspirou. — Talvez seja muito cedo para falar mas... Eu te amo, tá? — meu sorriso foi tão largo que, por um segundo, senti que minhas bochechas poderiam rasgar.

— Não tem pressão para falar isso, Harry, somos amigos. — ele estava com o mesmo sorriso que eu.

Em uma surpresa, ele me abraçou apertado, passando seus braços ao redor de meu pescoço por baixo do meu cabelo longo, tive que ficar nas pontas dos pés e abracei suas costas, ficamos daquele jeito por algum tempo, então, sussurrei ao pé de sua orelha:

— Eu também te amo, Edward. — ele se afastou um pouco de mim com uma careta.

— Te amo um pouco menos agora. — gargalhei. — Mas, enfim.. tenho que ir encomendar e etiquetar mais livros.

— Ao trabalho. — ele sorriu e me deu um beijo na testa antes de sair.

O observei se retirar do corredor antes de lembrar que precisava voltar ao trabalho, então coloquei uma mecha de meu cabelo para trás da orelha e me virei olhando para o chão, mas em meu primeiro passo eu dei de cara com um peito forte.

— Me desculpe, moço, eu não queria.. — olhei seu rosto. — Zayn?

Sua expressão revelava que ele estava bravo, o que me fez perguntar o porquê. Ele também segurava um livro em suas mãos, algo sobre música.

— Achei que você estaria com Madeleine. — sorri simpática. — O que você está fazendo aqui na livraria?

— Eu sou um cliente da loja, Belle Rose. — a frieza em seu tom fez meu sorriso sumir do meu rosto. — Você deveria saber disso.

— Tá tudo bem? — cerrei as sobrancelhas.

— Tá sim. — sua voz voltou ao normal e ele balançou a cabeça, como se quisesse afastar algum pensamento. —Me desculpe pela grosseria.

— Está tudo bem. — sorri sem mostrar os dentes. — Você precisa de ajuda com algo?

— Não. — suspirou. — Obrigado.

— Quer que eu te acompanhe ao caixa então?

— Acho que prefiro ficar aqui com você, por enquanto. — me olhou nos olhos, me deixando intimidada.

— Tudo bem. — sorri de lado.

— Vocês estão namorando? — sua voz saiu rápida.

— O que? — cerrei as sobrancelhas.

— Você sabe. — cerrou a sobrancelha. — Você e o Harry estão juntos?

— Ah não. — ri e neguei com as duas mãos. — Não mesmo, só somos amigos.

— Ah. — sorriu. — Por um instante pensei que... — coçou a garganta. — Deixa para lá.

— Você tá esquisito. — olhou para o livro em suas mãos.

— É que tenho algo para te falar. — o olhei atenta.

— E o que é? — lambeu os lábios e olhou o chão, antes de voltar a encarar meus olhos profundamente.

— Quando você foi para Londres, eu descobri que sou terrível em ficar longe de você. — sorriu. — E também descobri que eu não quero.

Sua voz doce e aveludada me fez esquecer o tom glacial de antes, os olhos que me encaravam como se tivessem o objetivo de olhar minha alma estavam com um brilho diferente, pareciam um espelho, eu até podia ver meu reflexo em sua pupila.

— Eu sei que a gente se conhece a pouco tempo mas.. você é diferente, Belle. — respirou fundo. — Você é reservada e extrovertida ao mesmo tempo.

Nós dois nos observamos, eu sentia meu coração acelerar um pouco e as pontas de meus dedos ficarem geladas e também levemente suadas.

— Tudo sobre você é interessante e me faz só querer te ouvir para sempre.

Seu peito subia e descia e eu sentia uma sensação agradável me invadir quando olhava seus lábios se moverem enquanto ele falava, o seu cabelo meio bagunçado também só adicionava um charme ao rosto com traços árabes.

— É um mistério e um livro aberto. — sorriu. — Sem contar esse seu jeito maravilhoso que eu adoro.

Minha mente pareceu perder a habilidade de pensar e só o que eu conseguia fazer era encarar o homem a minha frente, completamente encantada.

— Eu só... — apertou um pouco o livro em suas mãos. — Senti muito sua falta. Não acho que eu consigo mais ficar longe de seus suéteres, seu cheiro de côco e seus olhos azuis.

Ele se calou e ficamos ali nos encarando por alguns segundos, só ouvindo os barulhos do ambiente: as vozes de funcionários e clientes, o barulho do caixa e o soar do sino acima da porta quando alguém entrava. A luz de fim de tarde que entrava pela vitrine enorme da livraria só deixava a situação mais gostosa de viver. Finalmente encontrei minha voz, e falei a coisa mais estúpida que alguém poderia dizer.

— Nós deveríamos ir pagar seu livro. — ele riu leve.

— Deveríamos. — olhou o produto em suas mãos, então o colocou em cima de uma prateleira ao nosso lado. — Mas é que tá tão agradável aqui. — suspirou. — Com você.

Ele decorou cada traço de meu rosto antes de voltar a olhar meus olhos.

— Eu estava certo.

— Sobre o quê?

— A luz do pôr do sol te deixa ainda mais bonita que a do nascer. — sorriu de lado.

— Obrigada, Zayn. — fiquei tímida.

Ele me olhou por inteira. Admito que eu nunca gostei de ser observada, mas era fácil dizer isso quando nunca tinha sido olhada por ele.

— Eu estou com muita vontade de te beijar agora.

Meus olhos se abriram levemente, ele sorriu ao ver minha reação. Minha boca abriu da mesma forma sutil que meus olhos, mas não pude falar nada, pois uma de suas mãos segurou minha nuca e a outra abraçou minha cintura, o dando espaço para tomar meus lábios em um beijo suave. Não tive reação se não apenas segurar sua cintura e apertar sua camiseta, correspondendo ao seu beijo.

Eu não tive tanta experiência com outras pessoas, por isso, não tive muito com o que ou com quem comparar. Mas tive certeza que a sensação eletrizante que corria pelo meu corpo durante seu beijo não aconteceria duas vezes. Ele moveu sua mão de minha nuca para minha bochecha e fui obrigada a ficar na ponta dos pés, mas não tive coragem ou vontade de me afastar.

Culpei a anatomia humana por precisar de oxigênio após termos que nos separar por falta de ar. Ficamos com as testas juntas por alguns segundos antes de nos separar rapidamente ao ouvir alguém chamar meu nome atrás de mim, virei quase tão rápido quanto o Barry Allen.

— Sim? — encontrei Richard, ele não parecia ter visto nada, e se tivesse visto, sei que não falaria.

— Harry está te chamando, eu não sei porquê.

— Ah, claro, claro. — sorri e sem nem mesmo olhar para trás, sai em passos rápidos atrás de Harry.

Meu Deus, o que eu tinha feito?


Notas Finais


Agora vocês entendem quando eu disse — nas notas iniciais — que merecia o Tocantins inteiro né? KKKK
Eu realmente acho que esse capítulo foi bem gostoso e que a beijoca deles foi boa também, eu deixei algo mais light porque ainda temos muita fanfic pela frente, certo? Certo.
Eu não vou enrolar tanto aqui, até porque estou mais ansiosa para os comentários do que nunca hehe
Peço que comentem, porque eu adoro e me inspira muito ver a opinião de vocês, dividam comigo a opinião e expectativas de vocês.
Falando em expectativas, me falem se eu consegui alcançar ao menos a cintura da expectativa de vocês pra esse capítulo.
Vamos encerrar as notas finais por aqui, ok? Fiquem em casa, lavem as mãos, usem máscara, não escutem o presidente e treat people with kindness ❤️
E eu resolvi colocar um gif de presente pra vocês, sobre esse capítulo:

https://media.tumblr.com/tumblr_m4bs2677Ku1ql0mis.gif

Até semana que vem! ❤️


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