História My ruin - Capítulo 37


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Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Barbara Palvin, Justin Bieber
Visualizações 613
Palavras 2.274
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meus amores! Tenho notícias.
Primeiramente, voltei para a minha cidade. Estou estudando em outra faculdade agora e estou muito mais feliz. Também decidi que não vou parar de escrever, inclusive já tenho um ideia para minha próxima história.
Então é isso, boa leitura!

Capítulo 37 - Scape


Olivia p.o.v:

Não sei quanto tempo se passou, nem sei se já é dia. Minha cabeça lateja e meu corpo está destruído. Talvez tenha conseguido dormir duas horas nessa noite.

Cada passo que eu escutava do lado de fora me fazia acordar.

Não sei ao certo se o sol já nasceu, ou se ainda é madrugada. Por mais que eu me esforce para tentar escutar o que as vozes do lado de fora da sala falam, é completamente impossível me focar em outra coisa que não seja a dor alucinante em meu corpo.

Eu vou tentar fugir, nem que eu morra tentando. 

Sinceramente, eu estava esperando ser torturada de novo a qualquer momento. Estava achando até estranho o intervalo estar sendo tão grande.

Não que eu estivesse reclamando, é claro.

A única claridade na sala é a que atravessa a porta, então não consigo ver muita coisa. Tento ficar de pé, mas a dor é maior. Parece que eu fui dilacerada por dentro. 

Solto um suspiro enquanto volto a me apoiar na parede e escorrego até o chão, me sentando. Quero gritar de dor, mas não posso fazer nada que possa chamar a atenção das pessoas que estão do outro lado da porta.

E pensar que a dois dias atrás eu estava com Justin, pensando que tudo ficaria bem. Pensando que os problemas não eram nada, como se aquilo não pudesse nos atingir. Como se nós fôssemos capazes de ficar longe de toda a confusão, mesmo quando Justin me contou o tamanho do problema. 

Como eu deixei Caitlin e Lexie me enganarem. Sim, eu provavelmente salvei a vida de Veronica, e não posso dizer que não teria me entregada, mesmo sabendo de tudo. Mas isso não muda o que elas fizeram.

Imagino o que está acontecendo agora. Se alguma delas está tentando fazer alguma coisa para ajudar, ou se ao menos Justin sabe que agora sou eu quem está aqui. Se ele está disposto a entregar tudo para me salvar. Se todos eles estão.

Se Cassie está tentando me ligar mas o telefone só da na caixa postal. Se meu pai ou minha irmã estão tentando me ligar também. 

Levo minha mão até minha testa, sentindo que estou queimando de febre. Ótimo, como se as coisas não pudessem ficar piores. 

Fecho meus olhos por alguns segundos, sentido como se estivesse prestes a pegar no sono. Então, dois homens voltam a cochichar do lado de fora, me fazendo querer gritar de frustração. 

Quando abro meus olhos novamente, parece que estou tendo uma visão dos céus.

Uma pedra de tamanho médio está perto da porta, sendo iluminada pela luz fraca.

Não penso duas vezes e dessa vez fico de pé, ignorando a dor dilacerante que sinto. Ando o mais rápido que posso, sentindo meu coração bater tão rápido que parece prestes a escapar do meu peito a qualquer segundo. 

Me abaixo rapidamente, rezando para que a porta não se abra. Seguro a pedra com minhas mãos tremular e a encaro por alguns segundos, sentindo o meu inconsciente se afundar dentro de mim.

Eu posso acabar morta de uma vez por todas se descobrirem o que eu estou tramando. Mas não me importo nem um pouco.

Enfio a pedra na lateral do meu sutiã, e ando rapidamente de volta para o lugar onde estava sentada, arrumando meu braço em uma posição em que cobrisse a parte onde estava a pedra o máximo possível. 

Fecho meus olhos novamente e sinto que dessa vez, finalmente, vou conseguir dormir um pouco.

Veronica p.o.v:

Abro meus olhos, sentindo que não dormi o suficiente para o estado em que me encontro. No entanto, me obrigo a sair da cama macia quando vejo que o sol já atravessava as finas cortinas.

Abro a porta do quarto, escutando a voz de Justin escoando por toda a casa. Ele estava furioso.

-Como assim, vão entregá-la só de noite? -Ele gritou. -Nós estamos entregando tudo. O mínimo que eles podem fazer é isso.

-Não podemos exigir nada, Justin. -Ryan falou. Desci as escadas até a sala, vendo os dois sentados no sofá da sala.

-Não quero que ela passe mais nenhum minuto com esses filhos da puta. -Ele falou, puxando seus cabelos para trás nervosamente. -Só Deus sabe o que estão fazendo com ela.

Me sentei no sofá, ao lado dos dois, mas eles nem levantaram a cabeça para me olhar.

-Quero ser madrinha desse casamento. -Falei, tentando me esforçar para quebrar o clima, mesmo sabendo que é totalmente impossível.

-Você vai ser, eu prometo. -Justin falou, sério. 

Ao mesmo tempo que eu estava apavorada, eu estava aliviada. Aliviada por que Olivia provavelmente vai ficar bem. Por que vamos conseguir concertar nossas vidas, tornando a empresa legal. 

Quando eu estava com Justin, sei que ele nunca me amou como ama Olivia. Nós sempre fomos melhores amigos, e talvez até tenhamos confundido os sentimentos. Foi uma época conturbada para nós dois. Foi quando fiquei viciada em heroína, e Justin chegou mais perto disso do que gosta de admitir.

Provavelmente só gostávamos de viver o mesmo tipo de vida irresponsável, mas nos saíamos melhor como amigos. Éramos jovens demais para saber a diferença entre as coisas, e talvez até para entender que não precisávamos nos envolver romanticamente para sermos uma dupla.

Quando terminamos, fui morar em Nova York por quase dois anos, por que minha cabeça estava confusa demais. Me deixaram administrar uma boate lá, que era usada para prostituição. Eu não conseguia lidar bem com isso, mas não poderia admitir para os garotos que sentia pena das meninas.

Elas não eram forcadas a nada, mas de qualquer maneira, não é como se tivessem escolha. Elas simplesmente não tinham outra escolha.

Lexie, por exemplo, tinha a mesma idade que eu e Caitlin quando a conhecemos, vinte e dois anos. Ela morava na Rússia, com seus pais, mas os dois morreram em um acidente de carro. Tudo o que ela tinha eram as economias da família, por que a casa onde moravam era alugada.

Ela juntou tudo para tentar uma vida nova aqui, mas nem preciso dizer que não funcionou.

Tive que inventar números para convencê-los de que seria mais lucrativo transformar o lugar em uma balada normal, e deu certo.

Foi então que eu consegui melhorar, ao menos um pouco. Parei de usar heroína e beber tanto como costumava, ainda que beba mais do que goste de admitir.

Quando voltei para cá, Justin tinha virado outra pessoa. Ele era um homem de verdade, não mais um garoto irresponsável. 

Olivia p.o.v:

-Acorda, vadia. -Uma voz um tanto familiar soou, parecendo distante. -Tá surda?

Dessa vez, um golpe em meu ombro me fez despertar.

Abri meus olhos rapidamente, vendo a garota de ontem parada na minha frente, com o mesmo sorriso debochado. Se ela soubesse como eu quero arrancá-lo a tapas de seu rosto.

Um estalo em minha cabeça me fez lembrar que eu ainda tinha a pedra em meu sutiã, e precisei me controlar para não tremer ou arregalar os olhos.

-Você tem dez minutos no banheiro. -Ela falou, cruzando os braços na minha frente.

Ignorei ela enquanto me levantava, já saindo pela porta e andando pelo apavorante corredor, ouvindo seus passos ecoando atrás de mim.

Ouvia homens falando na minha volta, mas não conseguia entender o que diziam.

A garota abriu a porta do banheiro e me deu um empurrão, não forte o suficiente para me derrubar, mas forte o suficiente para fazer com que meu corpo dolorido explodisse de agonia.

Rangi os dentes, me esforçando para não demonstrar nenhuma dor na frente dela, enquanto a mesma fechava a porta atrás de mim.

É agora ou nunca.

Esperei alguns longos segundos para garantir que ela não voltaria a entrar pela porta, e então fiquei em pé no vaso, me esticando o máximo que pude.

Minhas pernas pareciam feitas de gelatina e tinha quase certeza de que ela conseguiria escutar as batidas do meu coração. Eu parecia prestes a desmaiar de pavor.

Tirei a pedra de onde estava escondida e respirei fundo algumas vezes, por que sei o quanto terei pouco tempo quanto a vadia ouvir o vidro quebrar.

Se eu pensar muito, tenho medo de desistir.

Juntei todas minhas forças para acertar o vidro com a pedra. Os cacos voaram, alguns atingindo meu rosto, mas o sangue e a adrenalina corriam tão rápido em minhas veias que não senti absolutamente nada.

Impulsionei meu corpo com toda força, me espremendo pela janela, sentindo os cacos rasgarem minha pele por todas partes, abrindo buracos em meus braços enquanto me empurrava para passar o resto do meu corpo. Q dor era alucinante, mas não foquei nela.

Quando escutei a porta sendo aberta, já tinha caído desajeitadamente no chão. Me levantei quase em um pulo, tomando um mínimo segundo para analisar o exterior antes de sair correndo direto pela mata.

Eu estava apavorada, o sangue zunindo em minhas orelhas, mas meu corpo parecia saber exatamente o que estava fazendo, por que não tropecei em um galho sequer. Não sentia as feridas, os cacos, o lugar onde tinham me espancado. Eu só queria correr para longe disso.

Então tudo congelou.

Minha cabeça foi puxada para trás com violência, pelos meus cabelos, me fazendo gritar.

A última visão que tive foi de meu rosto indo contra uma árvore, e então tudo ficou escuro de novo.

 

Veronica p.o.v:

-Está tudo certo? -Perguntei para Ryan, enquanto Justin finalmente dormia no sofá. 

-Sim. Está feito. A gangue acabou. -Ele falou, e eu concordei com a cabeça. 

Um peso que eu tinha carregado por tantos anos saiu de minhas costas, mas veio junto com algo estanho. Como se eu não soubesse mais o que seria de mim agora.

Mas vou descobrir com certeza.

O telefone de cima da mesa começou a tocar, e Ryan arregalou os olhos antes de antes de atender, e eu já entendi do que se tratava.

-Já fizemos o que vocês queriam, agora entreguem ela. -Ele disse. -Como assim ela tentou fugir? Vocês não a machuquem, ou está tudo desfeito!

Justin já estava acordado, ouvindo tudo com o rosto vermelho de raiva.

-O que está acontecendo? -Ele perguntou, se sentando, e Ryan fez um sinal com a mão para que ele ficasse no lugar.

-Me passa o endereço. Sem truques, ou vamos desfazer tudo em um piscar de olhos. -Falou, desligando o telefone em seguida.

Assim que Ryan desligou seu telefone, ele e Justin ficaram encarando a tela por alguns segundos, até receberem uma mensagem.

-Vamos. -Justin falou, pegando as chaves do carro de cima da mesa.

Fui atrás dos dois, descendo as escadas até a garagem. Justin tentou entrar no banco do motorista, mas Ryan se enfiou na frente dele, pegando a chave de sua mão.

-A última coisa que precisamos agora é que você dirija nervoso e cause um acidente. -Ele falou, mas também tremia.

Justin pareceu relutar por alguns segundos, mas logo bufou alto antes de dar a volta pelo carro e entrar no banco do passageiro.

Me sentei no banco de trás enquanto Ryan digitava o endereço no gps do celular e arrancava o carro ao mesmo tempo.

O tempo passou muito rápido, tanto pelo nervosismo quanto pelo medo de morrer, pela maneira desesperada com que ele estava dirigindo. Justin também dirigiria assim, mas ele tem mais habilidades ao voltante que  Ryan.

Precisamos chegar vivos se quisermos ajudar Olivia.

Cerca de dez minutos se passaram até chegarmos em um lugar completamente afastado, cercado apenas de velhas e abandonadas fábricas. Em uma velocidade normal, com certeza teríamos levado mais de uma hora para chegar aqui.

-É no próximo quarteirão. -Ryan disse, e Justin concordou, apertando a arma que estava na sua cintura.

-Está tudo certo para eles nos entregarem ela, Justin. Não perca a cabeça e coloque tudo a perder. -Falei, tentando soar o mais calma possível. -Ela vai estar machucada, você sabe disso.

Ele concordou com a cabeça, mas sua expressão dizia que ele estava prestes a matar alguém com suas próprias mãos.

Ryan parou o carro brutalmente, me fazendo quase bater o rosto no banco.

Saltamos os três do carro ao mesmo tempo, olhando para um velho prédio, todo cercado por grama alta.

Ótimo lugar para uma emboscada. Ótimo lugar para nós três morrermos, ou melhor, nós quatro.

-Vai dar tudo certo. -Falei, por que realmente esperava que desse, mas minha voz saiu mais trêmula do que eu pretendia.

Passamos pelo mato rapidamente, entrando dentro do prédio escuro e frio.

Parecia um verdadeiro cenário de filme de terror.

-Vocês vieram. -Uma voz de homem soou de longe. 

-Nós fizemos o que queriam. Agora entreguem ela. -Justin falou.

O homem deu uma risada, aparecendo em nosso campo de visão.

Era o homem que matou nossos pais. Senti todo meu sangue esquentar, e precisei respirar fundo para não matá-lo.

-Nós vamos entregá-la, Justin. -Falou. -E acreditem, não queríamos machucá-la tanto, mas ela resolveu nos surpreender está manhã. Acreditem, Georgina não é tão paciente como eu. Ela deu um bela surra na garota.

Puxei Justin pelo pulso quando ele fez menção de avançar contra o homem.

O velho estalou os dedos, e passos ecoaram pelo local. Um homem alto e forte trazia um corpo encolhido em seus braços.

Era Olivia.

Quando chegou a poucos passos de nós, ambos se viraram e sumiram novamente.

Eu mal conseguia reconhecê-la.

Seu rosto estava coberto de hematomas, e encharcado de sangue, que cobria sua boca e seu nariz. Sua roupa estava igualmente encharcada de vermelho.

Tapei minha boca, tentando reprimir um soluço enquanto Justin se ajoelhava, a puxando para perto de seu peito.

-Precisamos levá-la para o hospital agora. -Ryan falou. -Ou ela vai morrer, Justin.


Notas Finais


Espero que tenha gostado! Vou ter tempo livre de manhã, então prometo responder todos os comentários com muito amor💕


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