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História My ruin - Capítulo 42


Escrita por: Ali_

Notas do Autor


Então meus amores, resolvi concluir esta história, mesmo depois de tanto tempo.
Vocês merecem, e só tenho a agradecer por terem me acompanhado até aqui!

Capítulo 42 - Happy ending


 

   Eram cinco da tarde quando cheguei no tribunal, com Cassie do meu lado. O dia estava feio, chuvoso e frio, o que não ajudava em nada na situação. 

  Eu tinha esperado tanto por aquele momento. Queria sentir como se estivesse colocando um ponto final em tudo, como se minha vida fosse finalmente ir para a frente. 

   E talvez, quando acabasse, eu realmente me sentisse desta maneira. Mas neste momento, em que estou bem aqui, não consigo evitar me sentir completamente desesperada. 

   A ideia de precisar depor na frente de dezenas de pessoas, com o maior pesadelo da minha vida do outro lado da sala, fazia com que calafrios percorressem meu corpo. 

   Eu sei que sou capaz. Depois de tudo o que passei nos últimos anos, isto deve parecer fácil de se fazer. Mas não é.

    Cassie apertou minha mão, que eu tinha enfiado dentro do meu casaco. Olhei para ela, que me deu um sorriso reconfortante. 

   Nunca vou poder agradecê-la o suficiente pelo o que está fazendo por mim. Sinceramente, não acho que conseguiria fazer isto sozinha.

    Contei para meu pai sobre o julgamento. Ele quis vir, mas eu lhe garanti que não tinha com o que se preocupar. Falei que Cassie estaria comigo o tempo todo. 

    Não queria causar mais problemas para ele, depois de tudo que passou por causa de mim. Ao menos agora não tenho mais nenhum segredo para esconder dele. 

   Quanto a Justin... talvez eu devesse ter ligado para ele. Talvez devesse ter contado.

   Mas já faziam seis meses desde que tudo tinha acontecido, e que eu tinha lhe pedido um tempo para ajeitar a minha vida. 

    Mas acho que a verdade é que eu sou uma grande covarde, e odeio admitir isto. Não sei mais dizer se ele ainda está sendo paciente e esperando pelo meu tempo, ou se simplesmente desistiu de mim.

    Não me pareceu justo ligar para ele e preocupa-lo agora, já que ele não sabe nada da minha vida a tanto tempo. Preciso decidir o que fazer quanto a isto, quanto a nós. 

    Também implorei para que Veronica não contasse nada, por que sei que ela falaria na primeira oportunidade que tivesse de falar com ele. 

   Quando chegamos no tribunal, uma secretária nos levou até uma pequena sala, onde deveríamos aguardar até o momento do julgamento.

   -Você sabe que vai ficar tudo bem, não sabe? -Cassie murmurou, me dando o vigésimo abraço daquele dia. 

   Concordei com a cabeça, me apoiando em seu ombro. 

    Ela me soltou, segurando meus braços com força e me olhando nos olhos.

   -Não tem a mínima chance de ele sair ileso desta. -Falou. -Ele vai ficar alguns bons anos na prisão, pagando por tudo o que te fez passar. Temos laudos médicos, testemunhas... 

    Concordei com a cabeça. 

  -Eu sei, Cass. Vai ficar tudo bem.  

   Ela ficou em silêncio. A maneira com que ela sempre assumiu meus problemas como seus me encanta. Não consigo imaginar uma amiga melhor que eu pudesse ter.

   -Vou pegar um café. -Ela disse. -Quer alguma coisa? 

   Neguei com cabeça, e Cassie saiu da sala, me deixando sozinha. 

    Me sentei em uma das cadeiras duras de plástico, cruzando minhas mãos em meu colo. Uma batida forte na porta me fez dar um pulo de susto. 

   -Sim? -Falei. 

   A porta foi aberta, e a mesma secretaria de antes entrou. 

   -Tem um rapaz aqui querendo te ver. -Ela disse. -Posso deixar passar?

   Fiquei em silêncio por alguns segundos, com a boca entreaberta. 

   Não podia ser ele, não tinha como. Ele não tinha como saber, não viria até aqui. 

    Concordei com a cabeça, e a mulher deixou a sala novamente. 

    Meu coração batia forte contra meu peito, e precisei me levantar de tão nervosa que eu tinha ficado subitamente. A ansiedade para saber quem passaria por aquela porta era tanta que minha cabeça parecia estar girando. 

   Escutei os passos soando no corredor, chegando cada vez mais perto. 

    Quando o vi atravessando a porta, quis me beliscar para garantir que não estava sonhando. 

   -Jus... -Murmurei, mas não consegui terminar a palavra, pois ele cortou a distância entre nós dois em um só passo. 

    Sem dizer nada, suas mãos seguraram minhas bochechas, me trazendo para perto em um beijo frenético. 

   Toda saudade, todas as dúvidas, inseguranças. Tudo estava ali, depositado em um único e feroz beijo. 

    Quando nos afastamos, ofegando, um de seus braços foi até minha cintura, me envolvendo em um abraço firme. O outro acariciou minha bochecha, enquanto eu tomava coragem para abrir meus olhos e encara-lo. 

    Parecia que era um sonho, e que eu despertasse ele sumiria da minha frente. 

    Seus olhos caramelados me olhavam com uma intensidade que me fazia acreditar que eu desmoronaria a qualquer momento. Ele analisou meu rosto, como se quisesse garantir que eu ainda fosse a mesma de seis meses atrás.

    Passei minha mão devagar pelo seu cabelo, e sua boca ficou entreaberta, como se ele sentisse falta. 

    Toquei cada traço do seu rosto lentamente, me certificando de que ele estava ali mesmo. 

    -Eu pensei que... -Sussurrei. -Que você nem sequer sabia. Nunca imaginei que viria até aqui. 

   Ele ficou um pouco sério, me puxando ainda mais para perto pela cintura

   -Você realmente achou que eu te deixaria fazer isto sozinha? -Perguntou. 

   Dei uma risada baixa. 

   -Bem, Cassie está comigo. 

   Ele fingiu indignação. 

    -E seria a mesma coisa sem eu aqui? 

   Neguei rapidamente com a cabeça, depositando um selinho em seus lábios rosados.

   -É claro que não. -Falei. -Justin, me desculpa. Sinto muito por ter demorado tanto. Senti tanta a sua falta. 

-Agora você não vai mais escapar de mim.

  ...

   O julgamento tinha acontecido exatamente como eu tinha imaginado: horrível, porém como o esperado. Mark tinha sido condenado por agressão, divulgação de fotos íntimas e por tentativa de assassinato. 

    Passaria bons anos na cadeia, o que significava que meu pesadelo tinha acabado; eu finalmente teria a paz e liberdade que tinha almejado a tanto tempo. 

  No final, descobri que tinha sido Cassie quem avisou Justin do julgamento. Ela disse que eu fiz Veronica jurar, mas não falei nada para ela. Não estava errada, afinal. 

   Preciso admitir que fiquei grata por ela ter feito isto. Não sei se teria coragem.

    Depois do julgamento, que acabou perto das oito da noite, Cassie foi para casa e Justin me disse que queria me levar em um lugar especial. 

   Eu me sentia tão leve, tão feliz de novo. Nunca pensei que tanta coisa fosse melhorar em questão de algumas horas

   -Como está se sentindo? -Ele perguntou, colocando uma mão em minha coxa enquanto dirigia por uma estrada afastada.

    Coloquei minha mão por cima da dele. 

    -Aliviada. -Falei. -Como se um peso enorme tivesse saído das minhas costas.

    Ele me deu um sorriso.

   -Não quis te pressionar nem nada assim aparecendo de repente. -Ele murmurou, sério. -Sei que você disse que ia entrar em contato quando estivesse pronta, e quero que saiba que ainda posso esperar.

    Senti uma onda de alívio invadir meu peito. Ele ainda estava me esperando, não tinha se cansado de mim, como eu tinha imaginado. 

   Apertei sua mão com força.

   -Eu estou pronta, Justin. -Falei. -Já ficamos tempo demais afastados. Além disso, minha vida está no lugar. 

    Ele concordou com a cabeça, parecendo tão aliviado quanto eu. 

   Eu precisei daquele tempo, sei bem disto. Tudo tinha acontecido rápido demais, foram um turbilhão de emoções ao mesmo tempo. Mas ter retomado minha vida, conseguido voltar a ser uma estagiária é estudante normal, tinha me ajudado a colocar a cabeça no lugar. 

   E agora eu estava pronta para não precisar afastá-lo de mim novamente. 

    Não fazia ideia de onde ele estava me levando, pois já tínhamos nos afastado do agito de Nova York a um bom tempo. A paisagem era muito bonita, uma cidade do interior com casas enormes e muito bem cuidadas.

    -Vou te levar onde era o restaurante preferido da minha mãe. -Ele disse. Meu coração se encheu de alegria.

   Ele nunca tinha tocado no assunto de seus pais, parecia algo que o magoava profundamente. Saber que ele estava me confiando algo assim, me fazia ter ainda mais certeza de que eu estava fazendo a coisa certa. 

   -Minha mãe teria amado conhecer você. -Falei, dando um risada. -Ela sempre dizia que queria um genro bonitão. 

    Ele riu alto. Como eu tinha sentido falta daquela risada.

    -Ah, é? -Ele disse. -Bem, minha mãe com certeza implicaria com você no início, mas só por que eu sempre fui o bebezinho dela. Mas depois aposto que ela iria gostar muito de você com o tempo. 

   Dei um sorriso, observando a paisagem pela janela. Sei que nunca conheceríamos as mães um do outro, pois ambas estavam mortas. Mas a ideia de pensar nisso, me fazia ver que talvez realmente pudéssemos ter um futuro junto. 

    Um que envolvesse família e tudo mais.

 Não demorou muito para que chegássemos em uma pequena cidadezinha, com casas rústicas e antigas. Parecia uma realidade paralela de Nova York, sempre agitada e com seus enormes prédios. Amo Nova York, mas esse tipo de cidade sempre me encantou. 
               
            Justin logo estacionou em um restaurante muito bonito, todo de madeira, iluminado por luzes penduradas nas árvores. Descemos do carro e ele esticou a mão, segurando a minha. 
 

Tenho certeza de que eu passaria o resto da noite sorrindo como uma idiota. 
 

-Reserva para Justin Bieber. -Ele falou para o recepcionista, que nos levou até uma mesa do fundo do restaurante. 

Se a parte da frente era bonita, atrás era mais ainda: a janela onde ficava nossa mesa tinha vista para um lindo penhasco. 
 

-Que lindo. -Falei, fascinada. Justin puxou a cadeira para que eu me sentasse. 
 

-Sabia que você ia amar. E a comida é tão boa quando a vista. 
 

A comida realmente era perfeita, como Justin tinha falado. Não parecia nem um pouco que tínhamos ficado esse tempo todo afastados. Muito pelo contrário: tudo que eu queria era falar com ele para saber o que tinha feito quando estávamos afastados. 
 

-Mas o que vocês fizeram? -Perguntei, quando Justin falou que ele realmente tinha acabado com as ações ilegais. 
 

-Conseguimos legalizar a empresa de construções, e compramos mais algumas com o dinheiro que tínhamos guardado. -Falou. -Sinceramente, acho possível ganharmos ainda mais dinheiro agora. E sem riscos.

Apertei a mão dele por cima da mesa.

-Você não sabe o quanto significa você ter aceitado largar tudo por mim. -Falei baixo, me esforçando para que lágrimas não começassem a sair de meus olhos. 

Chega de chorar.

-Eu teria feito isto um milhão de vezes por você. -Ele disse. -E Veronica tinha razão em algo que ela disse, o que estávamos fazendo não era futuro para ninguém. É só ver o que aconteceu com meus pais. Eu jamais desejaria isto para meus filhos. 
 

Concordei com a cabeça. 
 

-Foi a decisão certa. E... quanto a Caitlin? -Perguntei, e Justin se inclinou para trás na cadeira, subitamente parecendo irritado.

-Bem, ela não deu as caras ainda. -Falou. -E sinceramente, Liv, espero não vê-la nunca mais na minha vida. 
 

-Mas Justin... ela fez o que fez pensando em salvar sua melhor amiga. -Falei com calma. 

Ele negou com a cabeça. 
 

-Isso não justifica nada. Tudo acabou bem por sorte, mas podia ter sido muito pior. 
 

Acabei concordando com a cabeça, não querendo mais discutir aquele assunto. A decisão era dele, afinal. Veronica também não tinha mostrado nenhum interesse em voltar a ser amiga de Caitlin, por mais que eu tivesse lhe falado mil vezes que a perdoava. 
 

...

-Esse lugar é lindo, Justin. -Falei, enquanto ele acendia as luzes da sala da linda casa de campo.

Ficava na mesma cidade do restaurante, a poucas ruas de distância. 
 

-É minha. -Ele murmurou. -Quer dizer, era da minha mãe. Mas agora é minha. 
 

Observei a enorme sala, toda de madeira devorada em tons de azul claro. Não mudaria absolutamente nada no lugar. A sala era enorme e espaçosa, e ficava perto da cozinha de mármore branco. Uma porta de vidro dava acesso a uma piscina na parte de fora, onde também tinha um grande quintal.

-Eu amei, de verdade. Amo casas assim.

-Você sabe, nós podíamos morar aqui. -Falou, como se fosse a ideia mais normal do mundo. -Fica só a trinta minutos de Nova York, você poderia continuar com seu trabalho e faculdade, e eu também estaria perto da empresa. 
 

Mal conseguia acreditar no que ele estava falando. Ele queria morar comigo, nesta casa incrível?

-Está falando sério? -Perguntei.

Ele levantou uma sobrancelha. 

-Por que não estaria? -Perguntou.

-É claro que eu quero!

Justin sorriu, me puxando por trás e me virando rapidamente, me beijando. 
 

Suas mãos foram até a parte de trás das minhas coxas, me impulsionado para que eu passa-se minhas pernas em volta de sua cintura, ficando em seu colo. 
 

Dei uma risada abafada enquanto ele começava a subir as escadas, me carregando. 
 

-Parece que alguém está com saudades. -Murmurei em seu ouvido, e ele deu um tapa forte em minha bunda em resposta. 
 

Mal percebi que tínhamos entrado em um enorme quanto quando ele me jogou em cima de uma cama de casal confortável.

Justin se ajoelhou na beirada da cama, tirando a sua camisa. Observei cada tatuagem em seu peito, como eu já sabia o lugar de cada uma.

-Pode tirar uma foto. -Ele murmurou, engatinhando para cima de mim e ficando no meio das minhas pernas. 
 

Enrosquei minhas pernas em volta dele e ele se sentou na cama, puxando meu vestido para cima em um só movimento. 
 

Beijou meu pescoço, fazendo uma trilha até minha bochecha e voltando, enquanto abria o fecho do meu sutiã e o atirava pelo quarto.

Passou sua mão por cada um de meus seios, me torturando lentamente, distribuindo beijos por todo meu rosto, finalmente parando em meus lábios. 
 

Me deitou novamente, ficando entre minhas pernas. O observei sentar na cama e tirar sua calça. 
 

-Você é tão linda. Deus, eu sou tão sortudo. 
 

Não pude evitar dar uma risada, por mais que ele parecesse extremamente serio. A luz da lua que entrava pela janela era a única coisa que o iluminava, refletindo seus olhos cor de mel. Conseguia ver o quando ele me desejava pela maneira com que me observava.

Ele se livrou de sua boxer também antes de se deitar por cima de mim, entre minhas pernas. 
 

Voltou a me beijar com delicadeza, suas mãos percorrendo calmamente cada parte do meu corpo. Eu não conseguia ter a mesma calma que ele, pois meu corpo todo ardia.

-Justin... -Sussurei no ouvido dele, quando me deu um beijo na clavícula. 
 

Ele riu, e eu sabia que ele tinha entendido. Sua mão percorreu meu corpo até minha intimidade e ele me tocou devagar, fazendo movimentos circulares tão lentos que pareciam uma tortura.

Gemi no ouvido dele, que mordeu meu lábio em resposta.

-Nao aguento mais. -Ele falou no meu ouvido, tirando sua mão de mim.

-Nem eu. -Falei, levantando minhas pernas para que ele tirasse a minha calcinha. 
 

Ficou no meio das minhas pernas novamente. Fechei meus olhos, sentindo o seu corpo encostado no meu. Quanta falta eu senti desta sensação.

A testa dele encostou levemente na minha, nossos narizes se tocando.

-Olhe para mim. -Ele murmurou. -Preciso olhar nos seus olhos.

Abri meus olhos, encarando os seus, que brilhavam com uma intensidade enorme. Sua mão percorreu meu braço em procura da minha e ele a segurou, entrelaçando nossos dedos ao lado da minha cabeça. Apertei sua mão com força.

-A saudades quase me matou, Liv. -Ele murmurou. -Nunca mais vou ficar longe de você.

Vagarosamente, ele empurrou seu quadril contra o meu. Meu corpo todo parecia prestes a pegar fogo. 
 
        -Justin. -Sussurrei, acariciando seu rosto. -Eu te amo.

Ele terminou de me preencher por completo, dando um beijo suave em meus lábios. 
 

-Eu também te amo.


Notas Finais


Mais uma vez, muito obrigada de coração por tudo!
Estou escrevendo uma história nova no Wattpad, mas não é uma fanfic. Queria saber, se eu postasse aqui, se alguém teria interesse em ler.
Prometo responder todos comentários com muito carinho!


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