História My Sad Days - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook)
Tags Jojo Sad Fic Jeon
Visualizações 17
Palavras 2.148
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Literatura Feminina, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Baseado num diário meu antigo que eu achei jogado na caixinha que eu usava pra guardar as coisas quando eu ia ao psicólogo.
Espero que não me odeiem.
Jojo🌈

Capítulo 1 - Capítulo único - Primeira e última página


Fanfic / Fanfiction My Sad Days - Capítulo 1 - Capítulo único - Primeira e última página


12/04/2018

Querido diário.

Olá, meu nome é Jeon Jungkook tenho dezesseis anos. A alguns dias atrás eu acabei comprando você de uma velhinha na rua, eu chorava novamente por causa daquele homem e ela me viu  e disse que desabafar em palavras escritas ajudava. Bom, estou tentando.

Não irei começar pelo início pois vivenciei coisas que estavam além do meu próprio controle, minha mente. Minha própria mente é um mistério para mim, não a domino não a entendo.

Porém durante toda a minha vida, eu tentei, eu lutei. Durante toda a minha infância eu fui a criança estranha, a esquisita a quebrada.

Na minha adolescência eu era e ainda sou assim, você pode me chamar de fraco. Pode me xingar e dizer que eu deveria lutar contra tudo isso, Mas apenas sou quebrado, confuso de mais para continuar.

Cresce dentro de mim, parecendo raízes de uma árvore, como um câncer vai me matando.

Eu não consigo mais, me levei ao meu limite e me esgotei diversas e diversas vezes.

A culpa não era sua.

A culpa não é deles...

A culpa é apenas minha, minha culpa por desistir, minha culpa por sempre tentar esconder e encobrir.

Talvez essa não seja a melhor carta de despedida ou até mesmo a primeira página de um diário, pois  para mim cada dia me parece sempre ser  o último, além de que sou desprovido de qualquer dote de boa escrita.

Também sou péssimo com despedidas.

Nunca sei como dizer adeus, nunca sei como dizer um simples oi, me sinto fora de mim...

Às vezes eu olho pela janela e me vejo flutuando sobre o céu cinzento.

As vezes olho do topo da escada e imagino meu corpo visto lá de baixo.

Será que meus cabelos negros iriam reluzir a luz do sol?

Ou minha pele alva e branca iria se apagar?

Meu sorriso se parece tão verdadeiro quanto eu tento fazer parecer?

Será que alguém já me viu lá de baixo e se perguntou "ele está bem?"

Ou alguém já me viu lá de baixo e pensou "Espero que ele não se jogue"

Será que algum amigo ou colega já reparou as lágrimas presas em meus olhos?

Ou meu olhar sem brilho encarando o nada?

Será que algum deles já reparou minhas mentiras feitas para esconder minha dor?

Talvez não talvez sim.

Sei muito bem. Que sou egoísta tenho tantos pensamentos assim, o mundo não gira em torno de mim, nem em torno de você.

Mas vivemos sempre tão presos no nosso próprio inferno ou paraíso que acabamos esquecendo desse fato.

Sim, talvez eu tenha ficado tão preso em meu próprio inferno, em meus próprios medos e acabei me esquecendo das coisas boas.

Eu perco o controle mais e mais, não posso preencher os espaços vazios, não posso tentar me remendar, me colar.

O mundo parece tão cruel nos dias ruins, mas tão bom nos dias felizes.

Uma mistura de preto, vermelho, azul e branco cercam minha vida desde criança.

Mas meus dias preferidos são os cinzentos, onde faz frio e a chuva cai lentamente, onde eu posso me deitar lendo algum romance e pensando num amor que nunca vou ter, nas amizades que não tenho e em diversas coisas.

Meus dias cinzentos são os dias em que eu abraço o travesseiro e imagino que é uma pessoa amada.

Nesses dias eu me olho no espelho e vejo apenas um menino assustado, um menino de franja, moletom grande de mais para o mesmo, um menino sem brilho nos olhos, apenas um menino.

Meus dias ruins são escuros, não pretos pois preto é apenas algo neutro. Meus dias ruins são uma mistura de roxo com vermelho, são dias onde parece que respirar dói, dias onde cada batida do meu coração me quebra pouco a pouco.

Dias escuros são os dias onde me olho no espelho e vejo um reflexo dele.

Sei que não sou eu, mas tudo é tão confuso não tenho memórias muito menos lembranças, apenas sei que sou parecido, que sou uma cópia. Nesses dias são os dias onde meus sorrisos são forçados, minhas lágrimas verdadeiras e minha dor incurável.

Meu dias bons, eu os vejo como um tom de azul bem claro, como o céu em uma manhã de verão vista da minha janela.

Esses dias são os mais tranquilos são os dias onde durmo e acordo com sono, são os dias onde não me forço a nada, apenas vivo.

Nesses dias eu levo uma rotina normal, não me sinto quebrado.

Nos dias azuis eu me olho no espelho e vejo apenas um borrão.

Talvez eu realmente seja louco.

Não dias escuros eu escrevo tudo o que me vêem a cabeça, desde uma joaninha que pousou no meu dedo à um pesadelo que não me deixou dormir.

Nunca tive o acompanhamento certo, minha mãe sempre achou desperdício de dinheiro um tratamento adequado, meu pai após me causar alguns traumas me abandonou.

Quando comprei o diário achei que nunca iria precisar usá-lo.

Então em um dia escuro, quase o mais escuro deles. Eu escrevi, peguei um lápis e uma caneta escrevi todos os meus sentimentos até meu braço doer e minha cabeça implorar por descanso.

Naquele dia eu apaguei, dormi como nunca, contaram me que dormi dois dias seguidos e quando acordei esperavam-me na sala.

Haviam encontrado meu diário, Aquilo doeu, doeu ouvi-los dizer tudo o que eu havia escrito, doeu os ver gritarem, e doeu muito mais quando me chamaram de louco.

Aquela não foi a primeira vez.

E muito menos a última, convivo com essa coisa na minha cabeça desde os seis anos de idade de acordo com o que me contam.

Eu era a criança mais egoísta, a mais depressiva.

Sempre me cobrei muito, desde as notas ao meu próprio jeito de agir durante os dias escuros e até mesmo durante os outros.

Um vez em um dia azul, eu caminhava lentamente pelas ruas praticamentes vazias, já eram oito da noite e as pessoas voltavam para casa. Passei em frente ao parquinho do condomínio e haviam no total de seis jovens jogados nos bancos.

Eu apenas olhei para os mesmos e logo fui chamada, naquele dia eu fumei pela primeira vez, não me senti tentado a fazer, pois nos dias azuis eu sou apenas um borrão.

Então eu dei a primeira "tragada" me engasguei com a fumaça, ardeu como o inferno quando passou pelo meu nariz, na segunda eu consegui e logo quando vi já estava no terceira e quarta.

Parei na sexta e nesse período já havia tragado meio cigarro e disse a eles que eu deveria ir para casa, eles me deram tchau e após isso nunca mais os vi novamente.

Eu consigo diferenciar os meus dias em cores, sempre acordo sem vontade de levantar mas nos dias em que eu acordo com dificuldade em respirar ou nos dias em que minha mente me prega peças logo sei que são os dias escuros;

Nos dias cinzas eu acordo e apenas me levanto me arrumo no espelho e sigo minha rotina, nesse dia eu sinto-me como se estivesse drogada, alienada. Sinto me anestesiada de todas as sensações.

Nos dias azuis eu acordo com um simples sorriso, não gosto muito dos mesmo pois sempre tenho o outro lado da minha mente tentando nublar meu dia.

Agora irei falar dele, não é como se eu tivesse muito para falar, ele apenas fez parte do meu passado.

Nada concreto pois como eu disse minha mente me prega peças.

As vezes vejo a imagem dele como um monstro.

Outras apenas um homem esquelético.

E nas mais raras não vejo ninguém apenas um borrão, a silhueta de um homem.

Não sei bem as histórias que aconteceram comigo. Não consigo distinguir a realidade da mentira.

Minha cabeça me faz pensar, divagar e refletir sobre diversas coisas.

Uma delas foi sobre tentar falar com ele, reestabelecer contacto.

Mas desisti dessa idéia no momento seguinte.

Não sei muito sobre ele, não sei sua aparência, não sei sua voz.

Apenas sei que ele existe e ainda me atormenta.

Muitas vezes eu consigo saber quando eu vou ter uma recaída, geralmente dias antes eu me sinto fraco, inútil e carente.

Carência se vem de um trauma da infância, após ser abandonada e depois de muitas brigas eu me tornei alguém dependente.

Mas apenas me falta saber dependente do que?

Não tenho amigos, namorado ou namorada.

Então sou dependente de mim mesmo.

Mas como irei conseguir cuidar e suprir as necessidades do meu corpo, se nem minha mente eu consigo manter saudável?

Me perguntei isso diversas vezes, e em um dia azul ;onde tenho  diversos pensamentos severos e cruéis tentando mudar minha cor; uma menina uma vez  se declarou e eu aceitei.

Mas ela não me entendia, eu precisava de alguém que me abraçasse nos dias azuis, deitasse comigo e assistisse algum filme nos dias mais cinzentos e que nos dias escuros pudesse dizer que estava tudo bem.

Aquela garota não servia, me senti cruel e sujo por ter aceitado aquele pedido.

Passaram se um, dois dias e logo reparei que já estávamos no primeiro mês.

Aquilo me matava aos poucos, eu não a amava, nem ao menos gostava dela. Ela apenas me acompanhava nos dias em que estava tudo azul.

Eu sabia que aquele não era eu, era apenas um borrão.

Então eu estourei, como o fogo eu queimei e machuquei a todos.

E novamente minha mente dizia.

Não, minha mente gritava que eu era cada vez mais parecido com ele.

Então mais uma vez eu me via perdido.

Depois do incidente nunca mais me deixei levar por coisas do tipo. Minha sexualidade? Nunca a descobri de verdade, nunca toquei ninguém ou fui tocado, mas um dia aconteceu.

Em uma festa normal onde adolescentes vão, vi uma garota, pele morena, cabelos crespos soltos, lábios carnudos, não posso dizer que me apaixonei porém meu coração pois-se a bater mais rápido.

Conversamos por dias e quando vi já estávamos enrolados entre lençóis, ela me tocava. Não posso dizer que nunca me toquei pois séria calúnia, porém nunca havia deixado outros me tocarem. Naquele mesmo dia também a toquei e me deixei levar pelas sensações.

Mas não se engane não pedi minha virgindade pois após alguns dias perdi o interesse pelo tão falado sexo. E quando ela viu isso logo terminou comigo. E seria blasfêmia se eu não disser que chorei, pois sim chorei e sofri pois como já havia escrito, sou dependente.

Então até hoje eu tenho medo de amar, medo do amor, medo de sentir. Pois nunca cheguei a amar ou odiar alguém, mas mantenho esse medo no fundo do meu coração, e sempre que me aproximo de alguém guardo esse receio no meu âmago e tento esconder minhas fraquezas.

Acho que tenho realmente medo de mim mesmo. Pois existem dias em que eu nem me alimento, mesmo sabendo que eu preciso, eu não consigo.

Existem dias que eu sorrio e finjo que está tudo bem, mas nesses dias eu vomito o que como, e às vezes amarro minha corda no pescoço e brinco com os nós.

Faz dois meses que não ganho ou perco peso apenas mantive o mesmo, minha imunidade vai abaixando, nem meu calor corporal eu consigo manter.

Um dia tive  a vontade de comer tudo o que eu queria.

Mas quando colocava na boca sentia meu corpo recusando.

Cada dia que passa eu consigo sentir a diferença, estou sempre sentindo frio.

Bom já estamos em abril e esse é o meu primeiro dia realmente escuro de dois mil e dezoito, dessa vez tenho alguns motivos bobos.

Na verdade nunca sei os motivos então irei cita-los apenas no final.

Como eu faço a alguns anos tomei diversos comprimidos para dormir, eu sinto cada vez mais frio, mas sinto que a maior parte dos meus dias são cinzentos e acho isso incrivelmente bom.

Fiz duas novas amizades mas hoje eu as terminei.

Eu ia tentar me matar, havia deixado tudo pronto todos os comprimidos que roubei.

Mas não consegui.

Não tive forças.

Talvez seja por ela.

Ela não é como eu, os pais sabem e ajudam, ela é legal e me apresentou uma amiga, ela já me deixou bem claro que não sente nada por mim, eu realmente sei que não sinto nada por ela. Mas ela me intriga de um modo em que eu me mantenho afastado mas quero sempre me aproximar.

Uma vez que tentei uma aproximação à amiga da mesma, ela se mostrou uma pessoa complicada. Eu até pensei em tentar algo com a mesma. Mas mudei de idéia em seguida ao ver que eu estava me apegando a mesma, então hoje eu me afastei bruscamente, mas também a mesma vai pedir um menino em namoro na quarta então ficarei tranquilo, pois sei que a mesma irá se apegar a outra então me afastar é o melhor.

Também cortei meu contato com ela não quero magoar mais alguém, cortei meu contato com minha noona, e meus outros amigos próximos eles eram importantes para mim.

Mas eu não quero feri-los…

Não quero desistir deles....

Mas minha mente me faz acreditar que cada dia será meu último. Não controlo se serão cinzentos, escuros ou azuis. Então na primeira página do meu diário deixo minha carta de apresentação e meu bilhete de despedida. 

Não controlo minha mente, não tenha medo de mim, sou apenas mais uma vítima.

Me desculpe pelos meu atos, se um dia for realmente meu último, não se culpe, não chore, apenas continuem a viver em seus infernos ou paraísos, sócontinuem...



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