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História My Sadistic Boy - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Opa, bora continuar?
Me desculpem caso esteja pequeno ou ruim, com falhas provavelmente. Essa semana tive um bloqueio criativo ENORME. Fiquei com desânimo também por conta disto.
Mesmo assim espero que gostem bastante ~

Simbora...

Capítulo 3 - You Are Crazy


Ei, Dr. BeBe (poderia morrer por você)

Se eu só tenho você, amor (ficaria louco por você)

Preso em suas paredes, luto para escapar, me machuco

Mas não consigo fugir do eco

...

Hongseok observava  aquele sorriso, que escondia tantos segredos como um cofre lacrado a 7 chaves. Ele nem ao menos precisava ditar alguma palavra, em seus olhos dava para saber que o mesmo havia sofrido a vida inteira. Eram profundos como dois orbes escuros, sem vida, sem brilho, sem emoções...
Hongseok engoliu a seco sentindo uma pequenina falta de ar que aquilo lhe causou, assim olhando para um canto aleatório da sala. Seu nervosismo e ansiedade aumentaram só de olhar diretamente para ele. Agora entendia sobre oque Gitaek dissera. O menino era como uma bomba relógio para pessoas com sanidade de um nível normal para baixo. Por isso o antigo médico acabou ficando desesperado... Não aguentou a pressão de lidar com esse garoto.
"Não vou me deixar levar por ele..." Pensava o novato, assim voltando seu olhar para o rapaz pálido.

- Olá, Hyunggu. Espero que possamos nos dar bem. - Sorriu docemente para o garoto.

- Ah, nós vamos... - Dizia de um modo brincalhão, ainda sorrindo mas agora labialmente, sem retirar sua visão acima de si. Era como se estivesse lendo seu pensamento, prestando atenção a cada movimento... Como se estivesse tentando entender quem ele era apenas pelo olhar.
Hongseok respirou fundo se controlando contra isso. Gitaek apenas observava ao lado dele, julgando tudo sem dizer nada.

- Deixarei ambos sozinhos por uns minutos e eu ja volto tudo bem? - Ditou, deixando que Hongseok entrasse na sala revestida em branco. - A Ficha dele ta ali em cima, então qualquer dúvida é só olhar. E não deixa ele brincar com a sua sanidade okay? Ja perdi um e não vou perder outro... - Sua última frase sussurrada, pareceu um tanto bizarra para ele, mas ja estava ciente de tudo, que apenas concordou com a cabeça.

- Okay, tchau tchau... - Fechou a grande porta prateada, assim deixando ambos a sós.

Hongseok se virou de volta para Hyunggu, observando suas mãos acorrentadas pelas algemas presas a mesa de metal. Não se fez de bobo e se sentou lentamente a cadeira de frente para o menino, pegando assim, a pequena ficha sobre o móvel, ja a foleando sem ao menos trocar olhares com o indivíduo.

- Então... Me conte sobre você. E o que sente estando aqui. - Continuava a olhar a ficha do garoto, passando os olhos apenas, não lia quase nada só para disfarçar.

- Por que não olha a ficha pra saber e para de encher meu saco? - Dissera encostando suas costas ao encosto da cadeira, desfazendo o sorriso em seu rosto que agora estava sem expressão.

- Estou tentando ser legal. Vamos, não custa nada... - Voltou a olhar-lo como antes, não permitindo-se que seu corpo fique nervoso. - Oque sempre gostou de fazer? Algum hobbie?... - Deixou a ficha de lado, assim entrelaçando seus dedos uns no outro, se apoiando sobre a mesa debruçado.

- Assistir aos outros se arrastarem no chão, pedindo para que eu pare de machucar eles. Feliz? - Pendeu a cabeça para o lado, sorrindo exatamente do mesmo modo que antes... Um modo macabro.
Hongseok sentiu um arrepio percorrer por sua espinha.

- Quando começou a sentir essa satisfação, de machucar as pessoas? - Continuava a observar o garoto, notando suas vestimentas mais detalhadamente. Uma calça e camisa branca, sem qualquer vestígio de estampas ou algo a mais... Era opaco e sem graça, como qualquer roupa de hospital e algo do tipo.

- Não é da sua conta. - Respondeu ríspido e direto, olhando para a parede a sua direita, como se escondesse todo o seu passado.

- É algo pessoal pelo visto. Mas... Pelo modo de como você fala, com raiva, me diz que você tem medo do que lhe fez ficar assim. - Foi direto - Alguma situação provavelmente ainda te incomoda. Não é muito recente?... Quantos anos você tinha na época? -

- Para de perguntar da minha vida... Eu não vou te satisfazer respondendo cada uma. - Arqueou uma sobrancelha ja demonstrando um tanto de incomodo. - Mas bem que você podia me dizer sobre a sua não? - Sorriu novamente, voltando a olhar para Hongseok.

"Seja amigável com seus pacientes eles disseram... Então tudo bem."

- Sou psiquiatra que me formei recen... - Foi interrompido por Hyunggu, que acabou rindo de si.

- Não me diga... Achei que você fosse um palhaço de circo. - O ar de deboche dominava a sala só com aquele simples comentário do garoto.

- Eu faço piadas boas mas não é sempre que ocorre. - Continuou com o deboche de Hyunggu, brincando agora com ele.

- Então nem tente. Odeio piadas. - Pendeu levemente sua cabeça para a esquerda, ainda a observar Hongseok.

O Psiquiatra via que aquilo não seria nada fácil. Convencer de Hyunggu falar seu passado era complicado. Ele em si parecia ter medo... Afinal fora torturado psicologicamente e fisicamente desde criança pelo seu pai, assim se tornando o que é hoje.
Em sua ficha não dizia nada sobre, e sim que seu Pai fora encontrado morto, baleado, em sua própria casa, dias depois de Hyunggu ter fugido e começado a saciar sua sede furiosa.
Ele nunca teve culpa do que se tornou...

Hongseok respirou fundo olhando para a mesa, logo voltando seus orbes escuros para o garoto a sua frente, sentado sem mostrar o mínimo de alguma expressão fácil de decodificar. O menino era um vazio oco e frio, igualmente a uma sala apertada, escura, sem janelas nem porta. Sem nem um feixe de luz presente ao cômodo.
O ar melancólico e cansado dominava Hyunggu por inteiro. Hongseok tinha tantas perguntas a serem postas sobre a mesa, mas antes teria de ganhar a confiança dele de alguma forma.

- Bem Hyunggu. Amanhã eu voltarei com mais disposição. Estava aqui apenas para lhe conhecer, e foi incrível de verdade. Espero poder lhe ajudar de alguma forma. -

- Ninguém consegue me ajudar... O último não aguentava nem 5 minutos comigo na sala, e ele era um profissional avançado. Imagina você, um novato? - Hyunggu ia se levantando da cadeira, ficando debruçado a mesa, olhando Hongseokde cima - Nem ao menos consegue me olhar diretamente aos olhos sem se estremecer todo como um ratinho encurralado pelo gato... Você, não, vale, nada. - Dizia com tristeza nos olhos como uma forma de deboche, ao mesmo tempo se divertindo com aquilo.

Hongseok respirou fundo, dando uma risada baixinha.

- Não irei desistir do meu primeiro paciente... Você tem potencial de poder se curar disso, e eu vou ajudar. - Olhava para Hyunggu, ainda sentado em sua cadeira sem nem ao menos mover um músculo. - Eu vou te curar Hyunggu. - Dizia com confiança em seu olhar.

- Quero só ver... - Sorria de orelha a orelha

Hongseok por sua parte se levantou da cadeira, pegando a ficha do paciente e dando meia volta em direção a saída do pequeno cubículo. O garoto ficava observando como um stalker, seguindo seus movimentos com os olhos, assim vendo-o partir fechando a porta. Logo logo médicos iriam lhe retirar da sala para o quarto do mesmo.

Hyunggu voltou a sentar na cadeira desconfortável e sem graça, olhando para a porra de metal como ponto fixo.
O silêncio era quebrado pelos ruídos de pessoas passando pelo corredor, vozes conversando, gritos dos pacientes e risadas ao lado de fora. Porem parte das vozes não eram dali, e sim de seus devaneios. Aqueles cochichos agoniantes e desesperadores, que para ele ja viraram seus amigos.

"E se ele te curar?"

- Ninguém consegue. - Sussurrava.

"Mas ele parece ser diferente."

- É só mais um Psiquiatra que se acha o boladão. Jajá eu faço a cabeça dele um inferno, descobrindo seus pontos fracos e traumas antigos. - Deixava sua cabeça pender para frente, sorrindo labialmente. - Ele vai ser meu novo brinquedinho. -

...

A sala era iluminada por um abajur vindo da mesa de madeira requintada. O barulho de folhas sendo passadas página por página era o único áudio sonoro vindo dali, aonde Hongseok se mantinha sentado olhando o livro do Hospital.
Tantas e tantas regras restritas. Não poderia entrar no local sem check in, não poderia ir aos quartos dos pacientes, não poderia pegar fichas sem permissão... Era algo bem rígido para um lugarzinho tão caquético.
Se perguntara várias vezes se poderia andar pelos corredores sem permissão, pois ao nível que isso é...

Deixou suas costas serem apoiadas pelo encosto da cadeira de rodinhas, bufando um pouco por ja estar cansado. Tinha apenas uma hora sobrando para poder ir embora finalmente e nem isso se passava rápido como queria.
Olhou para a direita do fichário do Hospital, vendo-se alí a famosa e misteriosa ficha de Hyunggu. Estava disposto mesmo a ajudar tal paciente ou desistiria vendo que há muitas falhas?

Não se conteve. Pegou a ficha em mãos, pondo-a sobre o meio da mesa aonde se encontrava o livro do "manicômio". Já assim foleando e se assustando um pouco. Tudo oque ele fingiu ler eram tão poucas palavras que nem havia se dado conta.
Alí haviam apenas seu nome, idade, tipo sanguíneo, alergias, data de entrada, seus estados como Sádico, Psicopata e Esquizofrênico... Tudo de uma ficha normal. Mas fora isso ela estava limpa... Nada sobre seu passado ou como chegou a tal ponto. Só haviam descrevido que ele fora o responsável pela morte do Pai.

- Assim é difícil... - Reclamou passando sua destra por entre os fios escuros do cabelo.

Teria de descobrir seu passado conversando com o menino. Mas esse era o ponto complicado. Ele nunca fala sobre si, mantendo-se misterioso e brincando com quem conversa. Além de mostrar um ar totalmente triste como se tivesse sofrido de um trauma.

- Eu vou descobrir, nem que eu morra por isso. - Fechou os documentos de Hyunggu. Iria levá-los consigo para casa e estudar sobre ele mesmo que seja impossível.

Pegou a ficha a colocando em sua pasta, a pondo dentro da bolsa juntamente do livro. Pesquisaria sobre sadismo, psicopatas em série e tentar alinhar algo com Hyunggu. Faria de tudo para curar o garoto nem que isso leve anos de sua carreira iniciada a poucos meses.
Pegando sua bolsa e a pondo sobre os ombros, saíra em direção a porta após apagar a luz do abajur. Não tinha mais nada para fazer e muito menos estava se sentindo bem alí hoje. Mas ao abrir sua porta principal, levou um pequeno susto suspirando rapidamente. Gitaek estava prestes a bater em sua porta para poder entrar.

- Eu estava indo te procurar agora. - Sorriu enquanto via Hongseok ja de prontidão para ir a sua casa. - Mas já vai? Queria saber se conseguiu algo com Hyunggu. - Disse curioso formando um sorriso labial, assim se encostando sobre batente da porta.

- Ainda não. Preciso saber mais sobre ele para começar finalmente os tratamentos. - Falou alegre pensando positivamente de que iria conseguir tal ato. Mas um sorriso logo se desfez do rosto de Gitaek.

- Ele nunca fala nada. Ja disse. É impossível saber o por que dele ter ficado assim. Se quiser nós te trocamos para outr... - Fora cortado.

- Não! Por favor... É um desafio e tanto pra mim descobrir o passado de alguém que se mantém fechado como um cofre. Eu consigo. - Determinado saiu da sala a trancando com as chaves, assim entregando para Gitaek em suas mãos. - Não se preocupa, vai dar certo. - Gitaek por si suspirou e chegou perto do mais novo.

- Tudo bem... Mas se eu descobrir que não tem jeito, eu vou mandar esse menino pra cadeia. Você tem uma semana pra começar a tratar ele de alguma forma. E não se apegue a ele... Ou entrará em grandes problemas. - Falou de um jeito um tanto ameaçador, deixando Hongseok encurralado sem dizer nada, assim vendo-o ir embora em passos largos.

Voltou ao seu rumo pensando bem nas palavras de seu Sunbaenim. Elas se repetiram como um disco quebrado ou uma fita velha em looping infinito na sua mente. Não iria se apegar a Hyunggu, até mesmo, por que se apegaria a um cliente psicopata? Só tinha curiosidade sobre ele, mais nada...

...

A luz fraca por de baixo da porta entrava no ressinto, invadindo o quarto deixando-o um pouco mais claro e visível sobre tudo, mas continuava com um ar melancólico e assustador. Ali era mais vazio do que um simples baú sem brinquedos, um palco sem bailarinas ou uma taça sem vinho. Sem graça e com cores monótonas, branco para ser mais exato.
Sob a cama, feita de ferro com um colchão um tanto desconfortável, se encontrava Hyunggu. Sentado olhando para suas mãos de forma fixa como uma estatueta de mármore.
As mãos pálidas aos poucos se tornavam distantes para si, tomando uma cor avermelhada como o sangue, se espalhando pelas pontas de seus dedos até o fino pulso do garoto. O barulho dos batimentos cardíacos chegava a doer seus ouvidos. Aceleravam a cada segundo lhe dando uma tontura tremenda. Tudo ficava embaçado como um espelho após um banho quente...

Fechou seus olhos. Tudo estava quieto, além de o pequeno barulho da torneira a pingar em sincronia com o relógio de parede. Aquele barulho lhe dava arrepios...
Sua voz rouca contava de 1 a 10, no ritmo dos resquícios de barulho ali postos. Seu coração batia mais devagar. Abrindo os olhos, sua visão ja estava nítida e perfeita como sempre. Suas mãos voltaram ao normal como se aquilo fora apenas um pesadelo que acordara ao meio da noite escura e solitária.

- De novo essas ilusões idiotas? - Uma voz posta por alí lhe deu um calafrio tremendo. Mas não o deixou surpreso.

Levantara sua cabeça devagar, olhando agora para a parede de cor gélida a sua frente. Uma silhueta ao canto era avistada, como um filme de terror antigo. Lhe observava dos pés a cabeça, o julgando com desgosto.

- Oque você quer dessa vez? - Quase como um sussurro, perguntou ao indivíduo sem face.

- Você cresceu bastante desde a última vez que lhe vi... Com aqueles olhos tristes e inchados de tanto chorar. Os pulsos fatiados e seu corpinho magro como de costume. - Seus passos lentos em conjunto com o pingar da torneira, lhe faziam perder a consciência aos poucos. - Uma pena que eu tive que morrer para suas mãos fracas e inúteis. - Sua silhueta se tornava cada vez mais visível, ilustrando um sorriso macabro no rosto.

- Que escolha eu tive?... Ou você morria, ou eu morria. - Um sorriso debochado se estampava agora.

- Você acha que é uma piada, né? Assassinar seu pai por puro prazer e sair de la como se eu fosse um lixo. - Dizia em um tom bruto, com sua voz se tornando grossa.

- Não é verdade... - Desviou o olhar, fitando a beirada da cama. - Você era um escroto de primeira. Teve o que merecia afinal de contas. Iria morrer na cadeia de qualquer forma. - Falava baixo e fraco.

- Você acha que não vai morrer também? Olha onde está agora. Sozinho, sem ninguém pra te socorrer. Em um quarto escuro só com uma porta trancada. - Se aproximava dele de forma discreta e lenta.

- Para... - Suplicou uma vez com a voz desgastada.

- Você nunca vai sair daqui, nem vivo. Vão desistir de você que nem a sua mãe e eu. Te jogar fora que nem você me jogou depois de me matar. - Continuava ao perceber que aquilo lhe causava efeito. - As pessoas vão te torturar e você vai receber tudo oque fez com as pessoas da pior forma... Parabéns filho. Você não tem futuro... - Dizia ao pé do seu ouvido com um sorriso vitorioso de formando a sua face branca como um fantasma

- PARA! - Cobriu os ouvidos fechando ambos seus olhos. Sua respiração estava ofegante e seus olhos lacrimejavam ao ponto de desabarem em lágrimas. - Não foi minha culpa. - Sua voz desesperada tentava se acalmar de qualquer forma.

O quarto novamente se encontrava vazio e sem vida nenhuma. A única presença era de Hyunggu prestes a entrar em pânico. O som de seus soluços e tentativas de respirar fundo a procura de ar, tornava aquilo mais melancólico e triste.
Hyunggu tinha medo da morte, por incrível que pareça. Sempre temeu ficar sozinho pelo resto de sua vida, e infelizmente acabou se tornando uma realidade bruta e horrível. Seu destino estava escrito com o inferno lhe esperando de portas escancaradas.

Minutos contínuos de suas lágrimas a percorres seu rosto, Hyunggu havia se acalmado. Fixado a olhar para o mesmo ponto, a beirada da cama. Se perguntando mentalmente se iria conseguir sair dessa.

"Você precisa contar tudo ao seu novo amigo... Hongseok, o nome não é? Se quer sobreviver, se ajude ao ajudar. Saia dessa vivo e livre como sempre quis...."

Hongseok para si era diferente. Não se mostrou ser fraco. Muito pelo contrário. Ele tinha uma sanidade boa o bastante para ter aguentado uma vez consigo em uma sala trancada a 4 paredes. E sua frase, aquela frase, ao dizer que iria curar Hyunggu, lhe deu uma curiosidade súbita... Sim. Se contasse seu passado, seus momentos vividos, teria a chance de finalmente sair dali? Ou continuaria sofrendo até a chegada de seu óbito?
Teria de se abrir para o Psiquiatra, e se deixar levar pelas suas palavras e ações futuras contra si.


Notas Finais


Espero realmente que esteja bom kkkkk

Lhes vejo as 17:00 do próximo domingoooo

~PinoKino Kisses


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