História My Salvation - Fillie - Capítulo 20


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Categorias Stranger Things
Personagens Dustin Henderson, Eleven (Onze), Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Personagens Originais, Will Byers
Tags Caleb, Celebridades, Fillie, Finn, Gaten, Millie, Noah, Sadie, Stranger Things, Universo Alternativo
Visualizações 104
Palavras 1.360
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Twenty


Fanfic / Fanfiction My Salvation - Fillie - Capítulo 20 - Twenty

De início, me assustei. No momento em que pûs meus pés para fora daquele táxi,  tive medo. As pessoas que caminhavam apressadas para todos os lados,  as luzes e prédios,  me intimidavam. Revelam o início de uma nova jornada.

Mas não era só toda a movimentação da famosa cidade de Nova Iorque que me incomodava. Tinha... As buzinas...

Nick,  para o carro!  Para esse carro!  NICK,  CUIDADO! 

-Finn? - Me assusto com o toque de Millie no meu braço. Não vi que ela estava acordada,  já que dormiu no carro afim de evitar perguntas. Também acho que não percebi que estava parado na porta do motel olhando para as ruas enquanto os outros já haviam entrado.

Tratei de colocar um sorriso no rosto e a abracei. Não tem motivos para se preocupar. Está tudo bem. Eu acho.

Millie segura minha mão e me leva para as escadas.

- Aqui não tem elevador?

-Não. Lamento, vai ter que usar as pernas. -Ela diz num tom divertido que não estou acostumado a ver. Divertido para Millie,  pois se fosse outra pessoa,  o tom seria meio indiferente,  talvez. Sei que ela está se esforçando pra melhorar.  Só espero que esse esforço seja por ela mesma, não por Sadie. Não por mim.

Me odiaria se Millie estiver fingindo sua felicidade para ter a minha.

Gaten disse que o show será bem simples e numa boate daqui,  e que esse foi o motel que o dono da boate pagou para nós. Ta explicado  o motivo de esse lugar ser meio... Precário?
O custo das passagens,  comida e etc,  foi tudo por nossa conta. Pelo menos vamos ter um bom cachê para esse show. Fora que é o nosso primeiro,  então já foi maravilhosa essa oportunidade de tocar em NY.

-Ei. - Olho para Millie - Você vai se sair bem. Vocês vão.

-Que demora!  - Sadie abre a porta rapidamente assustando a irmã.  - Da próxima vez que forem ficar lá em baixo se pegando, avisem,  pelo menos!

Millie não hesita em lhe mostrar seu explêndido dedo do meio ao entrar no quarto.

Duas camas de casal,  um armário antigo e uma TV de tubo estilo anos 80. Uma mesinha,  algumas almofadas nas camas e um banheiro simples. Melhor do que eu esperava.

Não tinha muito o que fazer. Já estava tarde e Sadie já havia organizado nossas coisas no pequeno quarto e Millie pôs colchões no chão. E então uma guerra iniciou-se. 

-Eu fico com essa cama!  - Gaten se joga na cama a qual se referia,  e logo em seguida, Caleb pule na outra. 

-Não, não,  não! Vocês dois,  chão! -Sadie aponta. Gosto de pensar em Sadie como nossa mãe,  sempre cuidadosa,  engraçada,  chata e louca. 

-Vem cá,  cenoura. - Caleb diz fazendo um biquinho e fazendo "vem" com suas duas mãos. Os dois só faltam matarem um ao outro qualquer dia desses. 

Sadie pega um caderno na mochila de Millie e bate na cabeça de Caleb com ele. Apesar da agressividade da criatura,  ela está rindo. Os dois estão. Vai entender. 

-Sadie!  - Millie corre até a irmã e tira o caderno de suas mãos. 




Ops. 




-Finn,  para de rir! - Minha namorada diz,  mas não consigo ver sua expressão. 

Não aguentei mais segurar a risada e me desfiz. Caleb e Gaten também riam, Sadie parecia triste e Noah nervoso,  mas a minha intuição me diz que não foi pelo que acabou de acontecer. Pude ver nosso "Soah" pela fresta da cortina,  que dava acesso à um pouco de luz em cima do casal. 

Millie ao puxar o caderno das mãos da ruiva fez com que o mesmo batesse na caixa de energia,  que já estava meio ferrada devido a situação em que o Motel se encontra. Ou seja,  parece que agora estamos sem luz.  Uau,  aquele caderno devia ser bem pesado. 

Vou até a janela esbarrando em alguns móveis e abro as cortinas,  e assim,  imediatamente as luzes da Cidade de Nova Iorque invadem o quarto. 

-O que foi isso? - Gaten pergunta pras irmãs Brown quando retomamos a nossa visão. 

Millie e Sadie se encaram e quando Sadie ia abrir a boca pra falar algo, Millie vai para o banheiro e se tranca,  com caderno e tudo. 

-Millie! - Sadie bate na porta. - Desculpa,  eu não vi que era o seu caderno. 

-Estava na minha mochila.  - Millie a responde num tom debochado. Podia imaginar seus olhos se revirando. 

-Mills? - A chamo com tom de voz suave. Aí tem alguma coisa e não quero deixa-la nervosa. 

-Deixa ela um pouco,  Finn. As... Aquilo é importante pra ela,  não devia ter pegado. 

-Você não sabia,  Sads.  - Noah a abraça  por trás e olha no fundo dos olhos de Caleb. Ah,  entendi. Mas não está na hora de ciúmes. 

Eles vão pras camas e expulsam Caleb de uma delas para ficarem ali.  A cama escolhida foi a pedido de Noah,  claro. 

-Millster... - Não consigo completar pois a porta é aberta e sou puxado rapidamente pra dentro. 

Depois de fechar a porta,  ela me abraça,  e retribuo na mesma hora. Ficamos assim por um tempo,  ela deslizava as unhas de leve nas minhas costas num carinho e eu brincava com seu cabelo entre meus dedos. 

-Você quer me contar? - Digo enquanto sua cabeça ainda está descansada no meu peito. Silêncio. -Tudo bem,  não precisa. Por que se trancou? 

-Deixa eu ser como uma criança mimada e orgulhosa,  por favor. - Ela diz sofrida, mas fria ao mesmo tempo,  e sai abafado por estar contra mim.  - Desculpa. 

Ela olha pra mim. Estava chorando. Não queria ter feito ela chorar. A ver desse jeito me partia. 

-Vem.  - Trato de limpar suas lágrimas e a puxo de volta para o quarto. 

Noah e Sadie dormiam abraçados em uma cama e Caleb jogado em cima de Gaten na outra. Era uma cena engraçada de se ver. Parece que sobrou o chão pra nós. 

Nos deitamos e Millie logo pegou no sono. Admito que queria saber o que tem naquele caderno,  mas jamais invadiria sua privacidade assim. 

Uma da manhã. 

Duas. 

Três. 

Não aguento mais ouvir esses sons. Não posso sequer descansar. Os barulhos do trânsito invadiam meu sono. Obrigado,  cidade que nunca dorme. 

Começo a lembrar dos momentos que passei com Millie. Cada dificuldade,  cada alegria. Meus olhos começam a pesar. 












O cheiro de ervas invadia meu quarto. Nicholas não se controla,  aquilo já estava me dando nos nervos. Não gosto de vê-lo assim. Tudo começou por causa dessa tal de Loren. Tenho pena dela, não sabe que é traída todos os dias. Nem que está acabando com a própria vida. 

Começo a ouvir gritos da mesma. 

-Ta me machucando! Por favor!  - Dizia sua voz chorosa e falha. Rapidamente saio do meu quarto,  encontrando Nick no corredor,  sufocando Loren na parede. 

-Nick,  solta ela!  Solta! -Minha mãe tenta interferir mas é completamente ignorada. Não sei nem como ela estava em casa. 

Não adiantaria eu tentar tirar ele de cima dela ou fazer algo,  é mil vezes mais forte. Então fui pro seu quarto. Meu objetivo era legar a maconha dele e jogar fora,  mas ele veio atrás de mim. Minha mãe veio atrás com medo do que podia fazer e Loren permanecia estática no corredor enquanto recuperava o ar. 

-O que pensa que ta fazendo,  Finn?! 

-O que você pensa que está fazendo,  Nick?! 

-Essa vagabunda ligou pra polícia! -Nick aponta para o corredor. Vazio. Ela foi esperta. 

Nick corre e desce as escadas, e vamos atrás dele. 

Ele subiu na caminhonete e fechou a porta. Antes que pudesse sair,  minha mãe entrou no carro. Não ia ficar pra trás e me joguei na parte de trás da caminhonete,  enquanto a mesma partia pra sabe-se lá aonde. Ele está drogado,  tenho medo do que pode acontecer. 

Não conseguia ouvir muito bem,  mas estavam discutindo. Entramos numa área mais movimentada,  haviam vários carros. 

O som da sirene soa. A viatura está a trás de nós e mal consigo me segurar para não cair devido a velocidade do carro. Os gritos aumentaram. 

-Nick,  para o carro!  Para esse carro!  NICK,  CUIDADO! 



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