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História My Salvation - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Muito boiola esses meliantes.

Desculpa qualquer erro, ou confusão!

Eu espero que essa possa estar sendo uma boa história e exploração de todos os personagens 💙

Boa leitura!

Capítulo 2 - 0.2 A fraqueza que você me trás.


Fanfic / Fanfiction My Salvation - Capítulo 2 - 0.2 A fraqueza que você me trás.

                  [ Gotham 19h20 ]


O justiceiro já vestia seu traje de batalha, estava com o seu "uniforme" no prédio mais escuro de Gotham, o céu completamente negro e com estrelas cintilantes, com um toque de melancolia que tocaria qualquer um se esse não fosse o próprio Batman. Cansado da "reunião" que gerou polêmica já que se tratava de uma ameaça maior do que ele dava conta, e ao mesmo tempo estava preso na sua própria mente enquanto ficava agachado olhando o movimento da avenida principal da cidade. Sem o coringa solto as coisas ali eram completamentes calmas e sombrias, mórbidas talvez, mas era assim que ele gostava.


-Pensando alto? - a voz da Kyle soou atrás de si - Não imaginava que você iria vir hoje.


Batman se virou reparando o uniforme da mulher, era justo e completamente sexy, mas ao mesmo tempo passava uma visão única da mulher; ela parecia uma felina. Com fome pronta para atacar e arrancar tudo de si. Com os pensamentos mais alheios o justiceiro riu com um pingo de humor se aproximou passo a passo da mulher, que em vez de se sentir amedrontada apenas sorriu agarrando o pescoço do justiceiro.


-Sabe - o mascarado começou - Não me lembrava de como você era tão feroz assim, Selina.


O tempo pareceu congelar, até uma sirene ressoar pelas ruas tão sombrias de Gotham, o morcego perdeu o foco, mas é claro que a mulher gato percebeu e se aproveitou da oportunidade, ela pegou um saco que tinha deixado jogado no canto e o levantou, parecia pesado, e lógico que o justiceiro torceu a boca, sabia exatamente o que era e o porquê daquelas sirenes estarem alarmadas; ela tinha roubado mais alguma coisa.


-Hora da gatinha partir - ela ditou pegando com cuidado aquele grande saco - Nos vemos por aí, Bruce.


E antes que ele pudesse reagir, a mulher simplesmente pulou do detalhado e saiu correndo pelas ruas da cidade. Abismado como que ela o controlava, respirou várias vezes até decidir usar o seu cinto de agilidade e ir a caçada da mulher. Com muita calma utilizou seu cinto de utilidades e saltou para o outro prédio, a Kyle era ótima em se esconder, mas sabia exatamente aonde ela ia levar aquele saco, e por isso partiu com pressa para os becos vazios de Gotham. Lá não tinha ninguém além das pessoas que vagavam sem um nada, ele parou em um detalhado e viu a Kyle passar com seu salto estridente até o final, um barco a esperava no porto para a transportar. Assim que ela entrou e o barco começou a andar, o morcego saltou e rolou para perto da mulher, mas ela sorriu.


-Você nunca vai deixar eu fazer o meu trabalho? - a mulher pareceu sarcástica se levantando - Você sabe que eu preciso levar o saco.


Mas Batman não se importou com a fala, sem mais nem menos pegou o saco e abriu, jogou todas aquelas pedras preciosas na frente da Kyle, ela pareceu gelar e se levantou colocando uma de suas garras para fora, com um toque sútil jogou o homem sentado no convés e subiu em cima dele passando seu dedo indicador em sua bochecha, com pouco humor sorriu.


-Você não vai ficar com isso - o justiceiro começou - Até porque sabemos que você não deve nada a ninguém, mulher gato.


E ele não estava errado, a Kyle roubava apenas para ter equipamentos melhores, o problema era que os mercadores ambulantes sempre eram saqueados no dia seguinte, e também de tratava dela, sempre roubava para si e não devolvia nada, não tinha essa obrigação e sabia bem.


-Você é um estraga prazeres - ela disse calma o soltando - Mas ainda não esqueci o que você fez, morceguinho.


E antes que ele tivesse alguma reação viu ela pegar um diamante e enfiar no seus seios, ela pulou para a água e nadou para longe. Bruce ficou olhando a cena com a mesma cara antipática de sempre, ele odiava quando ela fazia isso consigo, quando o trocava por luxo e coisas materiais, mas sempre pensava o mesmo;


"É a Selina"


E ela sempre faria isso, de novo e de novo, até o dia que talvez ele cansar de brincar e realmente a capturar para as autoridades, mas tanto ele quanto ela já sabia que isso não aconteceria tão cedo. O Wayne apertou os punhos e fechou os olhos enquanto levantava a cabeça para as estrelas. Com certeza ele estava preso em um labirinto entre sua justiça limpa e reta, e ao seu coração que era torto e inseguro, e cada vez mais isso o sufocava.


            [ Metrópolis 20h ]


Clark estava atrasado e isso provavelmente iria gerar algumas "intrigas" com a sua namorada. Veloz mais do que uma bala, tratou de pousar no telhado de seu prédio e correr para seu apartamento, ele já estava vestido e carregava um pequeno buquê de rosas, que estava meio 'acabado', mas serviria de desculpas. Quando abriu a porta reparou que Lois estava sentada junto ao pai e a irmã, sua madrasta estava na cozinha terminando o jantar. Quando viram o Kent paralisaram a conversa, Lois se levantou indo até o namorado sorrindo e arrumou o casaco, deixou um selinho carinhoso em seus lábios e pegou o buquê, antes que voltasse a se sentar ela sussurrou bem devagar.


-Atrasado. 


E ele sabia que tinha pisado na 'bola', sorriu com vergonha e a acompanhou para a mesa, a senhora Lane serviu um enorme frango com alguns aperitivos. Todos estavam prontos para se servir e assim começou o jantar, tudo em silêncio e calmo, até porque os pais de Lois já o conheciam, mas sempre tinham a mania de chatear a ruiva de jeitos diferentes, e dessa vez sua madastra que começou as discussões.


-Então, Clark. - ela deu uma garfada no frango - Estávamos comentando com a Lois sobre a carreira dela e como vocês estão bem ajustados aqui. Vocês se sentem confortável? deve ser difícil ainda, você veio de um lugar humilde.


Claro que as intenções da mulher eram boas, e até Lois percebeu isso, mas aquele jantar poderia ser agradável se eles não lembrassem de como a vida do casal só parecia perfeita, porque tava longe de ser. Clark para não levantar suspeitas decidiu pegar a mão de Lois e sorrir, ele literalmente tentou transpassar uma certa reação positiva.


-É realmente duro me acostumar com os metrôs e ônibus daqui. - ele confessou risonho - Mas Lois sempre me ajuda, e isso é algo que nos acrescenta como casal, então me sinto confortável sim.


E todos da mesa sorriram satisfeitos. Como sempre o Kent tinha sido perfeito em sua resposta e até Lois agradeceu aos céus por isso, torcendo para que fosse só uma preocupação repentina, o Kent voltou a comer, ele estava dando sua última garfada no frango quando dessa vez foi Sam, o pai de Lois que iniciou um diálogo. E Clark ouvia o coração do senhor se acelerar de longe, isso o intimidou.

 

-Então, é que eu e a Sara estamos preocupados com vocês. - dessa vez todos pararam de comer - E, sabe, porque vocês são bem ocupados, e entendemos as responsabilidades que vocês tem no jornal e etc. Mas vocês precisam formar uma família ou logo vão ficar distantes de si mesmo.


Lois na hora largou o garfo, limpou a garganta e respirou três vezes, ela torceu o nariz duas vezes e Kent entendeu que ela estava no mínimo chateada. Mas ele não podia responder, estava estático, tudo ao seu redor pareceu congelar, porque foi questão de segundos quando a ruiva se encostou na cabeça.


-Eu e Clark estamos felizes, assim. - ela começou calma mas o seu tom saiu áspero - E não vamos ficar distantes porque trabalhamos duro nas nossas carreiras, e o mínimo que eu quero é respeito.


Sam tinha o mesmo gênese da Lois, é claro que ele assumiu a mesma pose, e a irmã quieta de Lois suspirou, nesse momento Sara com um pouco de paciência abraçou o marido de lado e estendeu a mão a ruiva, ela agarrou e sorriu sem graça.


-Querida sabemos que estão se esforçando, vocês fazem um trabalho ótimo, e eu e seu pai temos muito orgulho de vocês. - ela disse calma - Ele só tocou nesse assunto porque está preocupado com você, até porque vocês já moram juntos, é normal perguntar sobre seus planos.


A ruiva ouviu pacientemente e acabou de acalmando um pouco, e é claro que eu puxei a Lois para meu peito, ela sentiu meu cheiro e pude jurar que ela arfou se sentindo derrotada daquela conversa. Em resumo; ficamos conversando de outras coisas até Lucy, a irmã de Lois, ser a primeira e se despedir, seus pais preocupados com o bem estar da caçula concordaram em ir junto, a despedida foi todos se abraçar e assim saírem do local. Quando sozinhos o Kent suspirou sofrido e foi tirar a mesa. Lois sentou no sofá massageando a cabeça.


-Eu realmente acho que eles são loucos. - a ruiva confessou - Mas obrigada por não ter se importado.


Clark percebeu o estresse que ela estava sentindo e se aproximou, agachou na frente da ruiva e puxou suavemente seu rosto, a olhou com um sorriso e deixou um beijo em sua testa. Ele literalmente a abraçou com cuidado e se permitiu sentir o cheiro doce que ela transbordava. 


-Eu me importo só com a sua felicidade - ele disse baixinho - E sabemos que eles são loucos para te ver quieta em uma casa com trinta crianças e mais.


Aquilo foi humorado, e Lois riu feita criança, por meio segundo revirou os olhos e deu um tapinha no ombro de Clark. Ele adorava ver quando ela passava de sua raiva repentina a um estado eufórico, isso fazia que ele se sentisse com o coração quente e a mente limpa. 


-Isso depende de você Kent - ela sussurrou - Porque eu não tenho motivos para negar esse sonho a eles.


Clark se sentiu envergonhado por estar privando a namorada daquilo que ela queria. Ao mesmo tempo confuso, ele não se imaginava sendo pai, ou um super pai, mas imaginava a Lois sendo mãe. Uma super mãe.


-Se você quiser podemos tentar - Kent disse baixinho - Quer dizer, formar uma família, mudar para o Kansas. Só que não exatamente agora, estamos com uma ameaça alienígena.


Lois entrelaçou seus braços ao redor do corpo do Kent. Sentiu o cheiro um pouco amadeirado com um pingo de grama e sorriu, ela se sentia estranhamente feliz. Sabia que ele tinha a pretensão de sempre a fazer feliz e a proteger, e por esse motivo a ruiva deixou um beijinho no pescoço dele, uma mordidinha que fez o Kent segurar a cintura dela com uma certa 'firmeza', com astúcia a Lane se aproveitou daquele momento e o empurrou para o chão, se sentou em cima de Clark e se afastou de seu pescoço.


-Ou você pode tentar o primeiro passo primeiro. - ela ditou calma - Ou pretende me enrolar por mais um tempo? 


E dessa vez o que ela recebeu em troca da provocação foi uma mão em sua nuca que puxou seu cabelo bem devagar, a puxou para frente e a fez iniciar um beijo, que felizmente foi algo necessitado para ambos. Clark por si inverteu as posições e ficou por cima, tirou seu óculos falso os jogando para o lado. A puxou pela cintura a grudando em si de um jeito bem "íntimo", sorriu bem minimamente enquanto apertava as coxas da ruiva e sentiu ela se afastar do beijo que até aquele momento tinha sido feroz. 


                 [ Gotham 22h ]


O homem morcego tinha desistido de pensar em Selina. Por mais que seu coração e estava fraco naquele momento ele sentiu seu espírito balançado. Ela era uma foragida da polícia, e mesmo assim ele insistia em tentar resolver com a sua contra parte "secreta" e não com a Kyle, isso afetava demais a relação de ambos. 


-Patrão - ouviu Alfred no seu comunicador - Temos um probleminha no armazém do porto.


Bruce já tinha verificado o local duas vezes, nada parecia fora do lugar, seu radar não captou nenhuma assinatura de calor também. E mesmo assim ele estava imóvel em cima do galpão aguardando, não iria fazer questão de esperar mais, porém um apito estridente começou e ao longe viu o mesmo barco que Kyle estava mais cedo parar ali. Um homem com terno desceu e ao mesmo tempo reparou que Kyle o seguia com seu enorme salto, eles pararam no meio do porto e ele se revirou bruscamente para a mulher gato a puxando pela cintura.


-Você falhou, gatinha. - ele disse irônico - Por que eu deveria poupar a sua vida?


Kyle pareceu que ia rir mas em vez disso deu uma cambalhota pelo corpo alheio e suas garras foram para a fora. Ela percebeu a movimentação que causou mas em vez de ficar desesperada parou para lamber suas mãos. Olhou o homem de cima a baixo e torceu o nariz.


-Você é engraçado. - ela disse calma - O acordo era que você deixasse Bruce Wayne. 


E dessa vez o Wayne ficou interessado, olhou com mais cautela até que percebeu que a Kyle olhou para sua direção, ela piscou disfarçadamente e tirou o diamante dos seios. Jogou ao homem e começou a andar para o final do porto, ele parou se virou para a observar e sorriu.


-Sempre é um prazer. - ele comentou indo ao barco - Mas não se esqueça que seu amigo está manchado e marcado por todo Mundo. Vai pagar Gotham inteiro para poupar ele?


Ele entrou no barco e zarpou. Bruce desceu e Selina o esperava pacientemente escorada na parede, ela olhava o chão com um pouco de mansidão, ele se aproximou e sem saber o que falar ou fazer ficou encarando ela esperando uma explicação, mas ela não fez isso, só se virou para sair andando. Mas ele a impediu, segurou seus braços e a puxou para seu peitoral.


-Você deveria ir atrás deles. - ela confessou - Antes que sumam do mapa. Ou vão para Metrópolis.


E é claro que Wayne entendeu; ela não queria conversar. E seguindo o conselho de Kyle a soltou. Bruce saiu para alcançar o possível barco do homem, mas sua mente estava pensando fixamente naquele olhar caído de Selina. E foi aí que ele entendeu; da mesma forma que ela era sua fraqueza, ele era a dela. E isso o agonizou. 


"Medos geram desgraças" e isso implantou-se em seus pensamentos.



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