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História My Savior - ShowHyuk - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Moments


•Minhyuk•


Rio com as idiotices que Hyungwon diz, essa vareta a maioria das vezes parece mais um meme humano do que aquele garoto sério que conheci no trocador da empresa, a fofura da pessoa quando incha as bochechas é tanta que não me aguento e mordo ela arrancando uma risada dele. argalho quando corre atrás de mim até o prédio, a vareta ambulante me abraça por trás e deixa um beijo em meu ombro, nos despedimos após o dia inteiro junto com ele e subo correndo pra me trocar, como um sanduba e desço no mesmo pé que subi. Corro até a quadra e vejo Hoseok deitado nela, nossos olhos se encontram

-Atrasado

-Me desculpe, esqueci das horas - seguro a mão dele o ajudando a levantar e consequentemente o trazendo pra mim sorrindo

-Vou te dar um relógio no seu aniversário - rio dando língua pra ele

Começamos a jogar até uns garotos se juntarem a nós, formamos time e voltamos a partida, marco dois com ajuda do Hoseok e mais três na final e comemoro pulando em suas costas, ele ri enquanto roda, um a um dos meninos vão indo embora quando ficamos apenas batendo bola. Até que começo a correr pela quadra quando com a besta humana tenta me pegar, dou a volta no gol e sou segurado em seus braços

-Não valeu!- exclamo enquanto rio junto com ele

-Está me chamando de trapaceiro?

-Mais ou menos - ele começa a enxugar o suor em minha blusa me mantendo preso em seu corpo até me encostar no ferro prensando seu corpo no meu, sinto aquela mesma sensação de estar sendo observado e corro os olhos pela arquibancada vendo um homem ali sentado, me afasto de Hoseok - tenho que ir, nos vemos amanhã? - ele assente

-Até mais - me da um beijo na bochecha e sai correndo, corro pro lado oposto indo até o homem na sombra e me sento ao seu lado

-Não sabia que gostava de futebol - sorrio observando

-Não sou um velho resmungão de mente fechada, tenho minhas diversões - ele soa frio

-Vamos?- olho pra ele

me levanto para que me siga e assim o faz

-O que tem com aquele cara? - pergunta de repente, espera, alguém está com ciúmes? Olho pra ele

-Algo sério chamado... - me aproximo como se fosse segredo - amizade - rio da cara estranha que ele faz

-Você tem... namorada? Ou...

-Não tenho namorada, mas namorado... talvez - sorrio piscando pra ele e correndo pro apartamento.

~............~

Saio do banho já vestido e vou pro meu quarto encontrando Hyunwoo na cama mexendo em meu cachorrinho de pelúcia, me sento de frente pra ele

-Está tudo bem? - nossos olhos se encontram

-Agora está - suspira -vem cá - abre os braços para que me acomode neles, faço isso, Hyunwoo beija meus cabelos me abraçando

-Porque está tão distante? -murmuro

-Problemas pessoais. Criança, você seria capaz de me decepcionar... ou me abandonar? - se sua voz não tivesse levemente embargada, teria sorrido com sua pergunta

-Embora eu não te conheça totalmente, não seria capaz de tal coisa, e te abandonar não é algo que eu queria fazer - olho pra cima encontrando seus olhos brilhosos

-As pessoas tendem a fazer isso

-Eu não sou essas pessoas Hyunwoo, como também existem outras pessoas que pensam igual a mim

-Mas nenhuma delas, por mais parecida que for, nunca será como você - dou-lhe um leve carinho no rosto - o que fez comigo criança? - sorrio

-O dia em que eu descobrir o que você fez comigo, eu te digo - respondo vendo seu sorriso lindo, algo sem dúvidas que é umas das melhores qualidades dele é seu sorriso, é difícil aparecer, mas quando aparece é algo admirável

-Seja minha criança, prometa que não será de nenhum outro - pede

-Eu prometo se você prometer - digo admirando seu lindo sorriso que volta a brincar em seus lábios

-Não serei de nenhum outro - afirma

-Eu prometo.

~..............~

Levo a colher de sorvete até minha boca esperando que o doce derreta enquanto leio uma receita de bolo. Um segundo corpo cola no meu por trás, passa o nariz por meu pescoço me arrepiando

-Olha quem acordou - sorrio recebendo um beijinho em meu pescoço - com fome?

-Faminto - diz rouco, rio e me afasto sendo puxado novamente pro seu corpo, arfo - mas não por comida -sussurra em meu ouvido, jogo um pouco a cabeça pro lado permitindo sua boca explorar meu pescoço, ouço o toque de um celular diferente e calculo ser o dele

-Hyunwoo... seu... - meu pescoço é fortemente chupado me fazendo gemer, me afasto à força ofegante, ele saca o celular do bolso e toma distância atentendo, respiro fundo retomando minha postura.

Cozinho algo rápido para comer deixando o bolo pra depois

-Algum problema? - pergunto quando ele volta vendo sua expressão fechada, balança a cabeça negando

-Nada com o que deva se preocupar. - soa frio

-Me preocupo com você - vou até ele e puxo seu paletó pra mim

-Pois não devia

-Me dê um bom motivo para não fazer você retirar essas palavras idiotas - Hyunwoo abaixa a cabeça quebrando contato visual com minha ameaça

-Algumas pessoas não valem sua preocupação

-Você não é como elas. Tenho certeza - levanto seu rosto - e mesmo que for, vou continuar me preocupando.

-Motivo?- nossos olhos se encontram

-Você vale minha preocupação.

~××××~

•Hyunwoo•



Com a distância tomada, meu inferno começa ao entrar em casa... numa casa que um dia foi minha.

Gritaria, questionamentos, ameaças, brigas, exigências... respiro fundo me encostando na parede. Faz alguns dias desde que sai da casa do meu pequeno rebelde, sinto sua falta, falta da sua serenidade, suas idiotices, seu jeito de levar a vida, há um lado da sua vida que me encanta e não vou desperdiçar a chance que ele está me dando de conhecê-lo. Entro no quarto ouvindo as gritarias atrás de mim mas não me dou ao trabalho de reconhecer as palavras ditas, pego meu paletó e volto a descer sendo acompanhado até meu carro, ela bate no vidro quando fecho a porta, dirijo pro meu outro inferno pessoal.

Eu estou por um fio em tudo, eu fecho os olhos para a possibilidade de um dia escolher entre minhas obrigações e minha felicidade, sei muito bem que ele chegará mas não agora, não enquanto eu puder evitar, o que está em questão são duas coisas que mais preso na vida, porém, a segunda coisa meu pequeno rebelde está me ensinando a valorizar. Como eu gostaria de voltar no tempo e reverter esse problema, passo as mãos nos cabelos e afrouxo um pouco a gravata. Ouço três batidas na porta e enfim a pessoa entra, não me dou ao trabalho de encará-la, não estou afim de diálogos ou de ver nem ouvir ninguém, apenas quero sumir pra um lugar calmo e sem problemas com aquela criança irritante

-Diga logo o que quer e retire-se, estou ocupado - digo com a mesma frieza de sempre pegando um dos papéis à mesa para avaliar

-É assim que você fala comigo? - ouço a voz dele e no mesmo instante encontro seus olhos castanhos brilhantes e... o sorriso... esse sorriso que me deixa louco - você é muito estressado, deveria relaxar mais - sugere se aproximando um pouco

-Não tenho tempo para relaxar, criança, o que quer?

-Você. - diz sem rodeios, respiro fundo

-Você me aparece de repente na minha sala apenas pra dizer que me quer? Sabe o que isso poderia lhe causar? Criança irresponsável! - me levanto e caminho até a ele que me olha um tanto receoso até que o cerco com meus braços na parede

-M-me desculp... - o beijo sem que termine de dizer, seguro seu rosto provando o gosto de seu beijo e quase me esquecendo da vida, nossas línguas se provocam com todo calor e fogo reprimido por esses dias de provocações e mãos bobas, puxo sua cintura pra mim querendo sentir a quentura de seu corpo, meus cabelos são puxados me arrancando um gemido baixo, mordo o lábio dele descendo pro seu pescoço que com certeza ficaria com algumas marquinhas como castigo, ouço seus gemidos controladamente baixos, sinto seu corpo em minhas mãos me enlouquecendo mais do que o normal. Mas como todo azar para mim é pouco, ouço novamente batidas na porta e se não fosse por aquela criança me afastar, teriam nos flagrado juntos e daí, fudeu tudo. Me encaminho até minha mesa e ele fica ao lado da mesma

Jiang entra na sala trazendo as pastas que pedi cumprimentando a criança, ela dá um sorriso disfarçado

-Só isso senhor?

-Só, saia. - ordeno e com uma reverência se retira, puxo a irritante criança para meu colo e logo se levanta, o puxo novamente obrigando a ficar sentado

-Hyunwoo não...

-Shiu, quem manda aqui sou eu

-Hmm grandes coisas... - a atenção dele se foca nos papéis, viro a cadeira contra a mesa e ele me olha - você é um chato sabia?

-Já me disseram - respondo- veio até aqui para o que exatamente?

-Senti sua falta, não sabia onde te encontrar e vim pra cá - explica acariciando meu rosto, fecho os olhos apenas desfrutando do momento - porque você é tão fechado?

-Porque quando estou com você meus problemas somem - ele encosta a testa na minha

-Deixe-me conhecê-lo melhor - abro os olhos ouvindo seu pedido encontrando os seus bem perto - se vamos fazer isso, faremos do jeito certo, não vou julgá-lo Hyunwoo

-Eu sei que não

-Não importa o quão ruim seja a alma de alguém, sempre há esperanças para ela

-Não pra minha - olho pro lado recebendo um beijo no pescoço, a criança se ajeita em meu colo e se senta pressionando uma parte minha me fazendo gemer

-Vou te mostrar que está errado - acaricia meu rosto e o vira levemente para sí me beijando.



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