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História My Sexy Bodyguard - Capítulo 28


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Notas do Autor


Não consegui postar os 3 capítulos semanais semana passada, então, nessa vão ter 4 capítulos.
Aproveitem!

Capítulo 28 - O responsável pelos ataques


Fanfic / Fanfiction My Sexy Bodyguard - Capítulo 28 - O responsável pelos ataques

Ruby POV

Acordei com um celular tocando de madrugada. Franzi as sobrancelhas de modo confuso, antes de abrir os olhos devagar. Olhei para o lado e vi Lindsay recusando a chamada. Era seu celular. Eu ia voltar a dormir, mas ele tocou novamente, tirando meu sono.

- Atenda logo. - disse sonolenta, deitando sobre seu peito e abraçando sua cintura.

- Não quero.

- Por quê? Quem é?

- Bettany.

Eu bufei e me estiquei, pegando seu celular e aceitando a ligação. Notei que era madrugada.

- Deixa que eu atendo. - disse, atendendo a ligação - Vai dormir, babaca. São 3h da madrugada. - disse à Bettany, irritada.

- Eu te amo, Lin. Está muito difícil viver sem você.

- Hey, sua idiota! Não é a Lindsay. Sou eu, Ruby! - exclamei, ainda mais irritada.

- Passe o telefone a ela.

- Não? Está louca? Ela é minha namorada. Você deveria superar.

- Ok. - ouvi seu suspiro do outro lado da linha - Eu também pensei que esse plano não fosse funcionar.

- O quê? Plano? Do que está falando? Está bêbada, Bettany?

- Antes estivesse. - ela suspirou pela segunda vez - Tá. Eu não gosto de você, Ruby. Eu admito. Mas eu preciso contar algo. 

- Estou ouvindo. - meu tom de voz era sarcástico. 

- Eu estou falando sério. É sobre o que Lindsay vem sofrendo com a candidatura do Senhor Carter.

Eu imediatamente me sentei na cama. Sem me importar em estar nua, levantei e me afastei. Lindsay me fitou confusa e preocupada.

- O que você sabe sobre isso?

- Eu quis manter em sigilo, mas eu não acho justo o que minha mãe está fazendo à Lindsay. A candidatura do pai dela é uma coisa, a vida dela é outra.

Minhas sobrancelhas se mantiveram franzidas. Eu agora mesclava a preocupação com curiosidade.

- Explique isso direito, Bettany. - pedi, apoiando uma das mãos em um balcão, prestando atenção ao que ela falaria.

- Meu nome completo é Bettany Morris- - eu a interrompi.

- Anne Morris. - pronunciei o nome de uma das candidatas à presidência. Eu fitei Lindsay com os olhos arregalados.

- Ela é minha mãe.

Eu imediatamente fingi que a ligação estava ruim e desliguei. Respirei fundo, digerindo a informação, antes de procurar na loja de aplicativos um que pudesse gravar ligações.

- O que foi? O que está fazendo? - questionou Lindsay, levantando-se da cama e vindo até mim. Ela me entregou uma camiseta. Eu a vesti, enquanto o aplicativo era baixado. Ela vestia uma camiseta larga minha.

- Espere um pouco. Eu já te falo. - disse, vendo que o aplicativo havia sido baixado. O telefone tocou novamente, indicando que era uma ligação da Bettany. Respirei fundo e ativei o aplicativo, atendendo a ligação - Sim?

- Acho que a ligação caiu.

- Sim, acho que sim. - menti - Mas… O que você estava dizendo mesmo, Bettany?

- Que minha mãe, Anne Morris, armou todos esses ataques à Lindsay para tentar fazer o senhor Carter desistir da presidência.

- Uau! - disse, ainda surpresa - E por que está me contando isso?

- Coincidentemente, a vida fez com que eu me encontrasse com Lindsay. Nos primeiros encontros, confesso que estava a fim dela, queria conhecê-la e tudo mais. Porém, depois que minha mãe descobriu que o pai de Lindsay concorreria à presidência, meus flertes com Lindsay acabaram se tornando parte do seu plano. Assim como as ligações e mensagens que enviei de madrugada à ela. - suspirou - Eu não pude dizer não à minha mãe e, mesmo que eu o fizesse, ela deu seu jeito e fez com que tudo isso acontecesse à Lin. Eu me arrependo. Ela é uma menina incrível e seu pai também não merece isso. A concorrência deve ser justa e politicamente correta.

- Isso é muito sério, você sabe.

- Ainda mais você sendo de uma empresa de segurança. - soltou uma risada breve.

- O que acha que devo fazer com essas informações?

- Ela é minha mãe. Mas o que ela fez foge até mesmo às causas éticas, morais e humanitárias.

Eu respirei fundo e continuei.

- O roubo à mansão, o ataque no terraço do restaurante, a tentativa de envenenamento, os tiros na Universidade… Foi tudo ela? - questionei.

- Sim, tudo. Os repórteres e as notícias também. 

- Eu poderia ter morrido com aquele tiro! - exclamei alto, mas respirei fundo, acalmando-me - Você tem noção de que Lindsay poderia ter morrido em qualquer um desses ataques?

- Eu sei. É por isso que vi que passou dos limites. Eu não posso mais deixar isso como está. Não sei o que está por vir e isso me assusta.

- Repito minha pergunta anterior. - dei uma pausa e fitei Lindsay, que me encarava curiosa - O que eu devo fazer com essas informações?

- Denuncie. Minha mãe precisa entender que se quiser concorrer à presidência, precisa fazer isso de forma justa. Ela pode tentar outros anos.

- Imagine se ela vira presidente o que poderia fazer.

Bettany não respondeu, então eu prossegui.

- Eu gravei nossa conversa, Bettany. Entregarei à polícia.

- O que? Você... Gravou?

Eu fiquei em silêncio e engoli em seco, deixando que ela processasse essa informação.

- Ok, como disse, você é de uma equipe de segurança. É inteligente. - deu uma pausa - Isso é o certo. - mais uma pausa - Inclusive, se você for mostrar à polícia, devo agradecer. Não conseguiria fazer isso sozinha.

- Boa noite.

Sem aguardar resposta, desliguei. Ao fazê-lo, respirei fundo e salvei o áudio, enviando-o ao meu WhatsApp e salvando em outros locais seguros. Depois, larguei o celular sobre o balcão, levando as duas mãos ao rosto. Fiquei apenas processando o que recém havia acontecido.

- Eu sei que não é a melhor coisa para se perguntar nesse momento, mas o que aconteceu? 

- Amanhã será um longo dia. - disse, me afastando de Lindsay e indo até a cozinha. Ela me seguiu, mas não disse nada. Respeitou meu momento de reflexão.

- Fique bem. Eu vou voltar a dormir. - sua voz tinha um tom tristonho. Eu sei que ela queria entender o que havia acontecido.

Eu bebi um gole grande de água e respirei fundo novamente, antes de falar. Minha fala fez Lindsay parar seus passos e retornar à cozinha.

- Anne Morris é a responsável pelo inferno que está sua vida.

- Anne… Morris? Quem- - eu a interrompi.

- Mãe de Bettany Morris.

Ela arregalou os olhos e parecia ter se engasgado com a própria saliva. Eu lhe dei um copo de água. Ainda chocada, Lindsay respirou fundo e tomou alguns goles calmamente.

- A mãe da Bettany é a Anne Morris?

- Nem você sabia? - ri.

- Eu não conheci a família dela. Só... Saímos algumas vezes.

- Anne tinha o mesmo plano do Senhor Carter: não tornar isso um fardo para a filha, por isso, acho que não quis ficar espalhando sobre Bettany. Para ela, deu certo. Para o senhor Carter, não, por causa dela.

- Mas…

- Foi tudo por causa dela. Exatamente tudo.

- Bettany concordou com essas coisas horríveis? - notei um tom de decepção em sua voz.

- Aparentemente, ela não sabia no começo. Depois sim. Ela deixou rolar, mas chegou a um ponto que achou pesado demais e decidiu confessar.

- O que vamos fazer?

- Você, nada. Eu gravei a conversa que tive com ela e vou levar à polícia amanhã cedo. Bettany concordou com isso.

- Por que isso me deixou muito aliviada? - ela riu e suspirou.

- Também deixou você decepcionada. Sinto muito pela Bettany.

Lindsay sorriu levemente e assentiu.

- Vamos voltar a dormir? - questionou.

Eu assenti e me aproximei dela, segurando seu rosto com as duas mãos e beijando sua boca delicadamente. Depois, abracei-a firme.

- Agora sim posso dizer que tudo vai ficar bem. - afirmei.

* * *

Na manhã seguinte, acordei naturalmente. Demorei a abrir os olhos, mas aproveitei a preguiça com Lindsay. Abracei seu corpo e fiquei com a cabeça em seu peito. Acho que cochilei mais um pouco. 

- Bom dia, meu amor. - ouvi, antes de sentir um cafuné. Sorri imediatamente.

- Dorme sempre aqui. Quero acordar assim todos os dias. 

Lindsay abraçou mais forte meu corpo, causando-me arrepios gostosos. Eu finalmente abri os olhos e a fitei. O sorriso em meus lábios aumentou. Eu amo essa garota.

- Você está tão preguiçosa que acho melhor eu fazer o café hoje, né? - comentou, beijando meus lábios brevemente. Eu assenti, soltando-a e virando para o outro lado, voltando a fechar os olhos - Amo você, sabia?

Eu apenas sorri, antes de cochilar mais uma vez. Acordei novamente, mas agora com um cheiro de café delicioso. Sorri e abri os olhos, finalmente tomando coragem para levantar da cama. Apenas vesti uma calcinha, já que havia colocado uma camiseta de madrugada, e fui à cozinha. Lá, encontrei Lindsay fazendo torradas com manteiga, além de algumas frutas e café. Sorri com a cena e me aproximei devagar, abraçando-a por trás.

- Que cheirinho gostoso! - disse, beijando seu pescoço algumas vezes. 

- Oi dorminhoca. - ela riu - Não é como seu waffle, mas acho que ficou bom. - sorriu, virando-se e me entregando uma xícara de café. Eu aceitei e apenas me direcionei à mesa.

Comemos devagar, aproveitando a companhia uma da outra. 

- Você vai agora à delegacia denunciar Anne Morris? - questionou, enquanto organizávamos a louça.

- Sim. Quanto mais cedo, melhor.

- Quer que eu vá com você?

- O que você quer fazer?

- Meu pai me mandou uma mensagem dizendo que queria fazer um almoço em família. Mas só vou na hora de comer mesmo. Não quero ver Samantha por muito tempo.

- Acho que ele quer conversar justamente sobre isso. - deu uma pausa - Então nos encontramos mais tarde, ta? 

Eu assenti e enlacei os braços ao redor do seu pescoço, dando-lhe um beijo lento e demorado.

- Vamos resolver isso tudo. - disse, respirando fundo e soltando um sorriso encorajador depois.

- Eu te amo.

- Eu também te amo. Se cuide.

- Digo o mesmo. E perdoe Samantha. Ela é sua irmã, apesar de tudo. Ela... Tem seus motivos.

* * *

Eu deixei Lindsay em seu prédio e, ao chegar lá, fiquei contente ao ver Alex. Ele sorriu para mim e se aproximou.

- Achei que tivesse sequestrado a senhorita Lindsay. - brincou, soltando uma risada. Afinal, já era quase 11h.

- Sabe, estou feliz em encontrar você aqui. Preciso urgentemente mostrar algo a você. Na verdade, preciso que você faça algo por mim. Algo muito importante.

- O que aconteceu?

- Tchau? - ouvimos a voz de Lindsay. Eu e Alex olhamos para o lado e ela estava com uma sobrancelha arqueada. Rimos e eu a puxei pela cintura, beijando seus lábios delicadamente. Ouvimos Alex pigarrear e então eu soltei Lindsay. Sorrimos uma para a outra, antes de ela se afastar e adentrar o prédio acompanhada de outro segurança.

- Valeu a pena, né? - comentou Alex, sorridente, sobre eu ter enfrentado a SSL e me envolvido com Lin. Eu assenti e mantive o sorriso até retornarmos ao assunto anterior - Mas sobre o que estávamos falando antes…

Sem dizer nada de início, eu peguei meu celular e enviei o áudio ao WhatsApp de Alex. O celular dele apitou. Ele ia ignorar, mas eu mandei ele pegá-lo.

- Ouça e depois leve ao presidente da SSL. Eu estou indo à delegacia agora.

- O que é? - ele parecia assustado.

- Eu descobri quem é a pessoa por trás dos ataques à família Carter. Acho importante a SSL saber também.

Ele arregalou os olhos, trocando seu semblante assustado por um surpreso.

- Mesmo?

Eu apenas assenti e sorri, antes de tocar seu braço, em um cumprimento.

- Continue protegendo minha garota. - disse, afastando-me e retornando à minha moto. Coloquei o capacete e acenei a Alex, partindo, deixando-o boquiaberto.

 

FLASHBACK ON

Acordei com uma luz incomodando meus olhos e os abri lentamente. Fitei uma janela com uma cortina entreaberta e olhei para todo o local, notando que estava em um quarto de hospital. Assustei-me no começo e fui tentar sentar na cama. Porém, uma voz masculina me interrompeu.

- Não se preocupe. Você está bem agora.

Eu olhei para o lado, vendo Alex em pé e com um sorriso leve no rosto.

- O que aconteceu depois que estávamos no carro? - questionei.

- Resumidamente, você passou por uma cirurgia de 5h e ficou desacordada por um dia.

- Ontem à noite eu acordei já. Mas estava muito zonza para fazer qualquer coisa.

- Você precisava descansar. Tudo bem.

Ele suspirou e se aproximou da cama, pegando minha mão.

- Estou feliz que você esteja bem. Você deu um susto em mim e Lindsay.

Eu assenti e sorri levemente.

- Olha, vou aproveitar que Lindsay não está aqui para pedir perdão. - ele respirou fundo e apertou minha mão - Desculpe por ter sido um idiota com você e com Lindsay. Confesso que foi um pouco de preconceito da minha parte, mesmo sabendo que você é lésbica. Eu... Nunca havia visto você com nenhuma mulher. Esse tempo em que não nos falamos foi cruel. Você é uma grande amiga e parceira para mim. Não quero perder esse vínculo. E… - ele sorriu - O que você e Lindsay sentem uma pela outra é lindo e muito forte. Não tem motivos para eu interferir nisso.

- Eu também fui bem babaca com você. - ri. Ele acompanhou minha risada - É claro que eu te desculpo. E também peço que me perdoe por qualquer coisa.

Ele assentiu.

- Concentre-se em melhorar logo e, mais adiante, voltar com tudo ao SSL. Eles precisam de uma agente como você.

De um jeito singelo, sem muito falar, Alex conseguiu transmitir todo o seu sentimento a mim. Por mais que eu tivesse ficado irritada com ele, já fazem muitos anos que convivemos todos os dias. Ele é um grande amigo para mim. Quase como um irmão. Sentir-me brava com ele e não nos falarmos, doía muito em mim. Esse momento breve valeu muito... Para nós dois.

FLASHBACK OFF

 

Acelerei em direção à delegacia. Anne Morris precisa pagar pelo que fez e, mesmo que eu tenha vontade de me vingar com as próprias mãos por ter ameaçado Lindsay, o melhor método ainda é a justiça limpa e correta.

- Bom dia. Em que posso ajudá-la? - questionou um delegado.

- Eu vim denunciar alguns crimes.

Ele se surpreendeu.

- Veio se entregar?

Eu tirei o cartão que me identificava como agente da SSL e neguei com a cabeça.

- Vim entregar alguém.

- Claro. Sente-se. Perdoe-me pelo comentário anterior.

Eu sorri levemente e assenti. Ele digitou algo em seu computador,, enquanto eu me sentava na cadeira em sua frente.

- Senhorita Rose. Você já trabalhou na polícia? Que coincidência!

- Sim. - sorri - Há algum tempo.

- Então, o que houve? Prefere contar em outra sala? - questionou, ao ver que havia muita gente ali. Eu assenti. Levantamo-nos e fomos à uma sala reservada - Agora sim. Não se preocupe, pois não será identificada. Então, pode contar agora?

Eu assenti e respirei fundo, começando a falar tudo o que havia acontecido com a família Carter. Isso incluía meu namoro com Lindsay e os tiros. Mostrei as marcas em meu corpo.

- Uau! São crimes e tanto! Mas… Tem mais provas? Eu acredito em você mas, infelizmente, precisamos delas.

Eu assenti e peguei meu celular, mostrando o áudio da conversa com Bettany. Após ouvir, o delegado abriu um caso.

- Eu agradeço muito pela sua denúncia, senhorita Rose. - disse ele, cumprimentando-me com um aperto de mão - Nós procuraremos Anne Morris hoje mesmo para averiguar mais e abrir o caso oficialmente. Vamos investigar.

- Sabe, eu saí da polícia porque fiquei descrente sobre o trabalho de vocês. Não vou mentir. Mas estou confiando no senhor para julgar e prender essa mulher.

- Pode confiar. 

- Pode informar a mim ou à SSL sobre qualquer novidade? E me ligue se precisar de mais alguma coisa.

- Claro. Muito obrigado novamente, senhorita Rose.

Eu sorri e saí da delegacia. Quando botei os pés fora de lá, respirei fundo, tirando mais um peso dos ombros. Agora eu precisava ir ao hospital verificar o ferimento. Enquanto me direcionava à moto, liguei para Lindsay.

- Oi meu amor!

- Desculpa interromper seu almoço. Mas eu acabei de sair da delegacia e queria te dizer isso.

- E aí? Conseguiu? Acreditaram em você?

- O áudio de Bettany foi fundamental. O delegado vai abrir o caso e investigar. Agora é só esperar.

- Você fez o certo. Inclusive, levando à SSL. Pode ser um ótimo motivo para você voltar.

- Talvez. Como está aí?

- Samantha me pediu perdão, mas disse que precisa de um tempo para processar as informações.

- Que bom. Já é um bom caminho andado.

Após dizer isso, cheguei ao lado da moto e vi alguém escorado. Mesmo de costas, reconheci quem era.

- Eu vou desligar agora. Me ligue mais tarde. Ou apareça lá em casa "de surpresa". - ri. Ela riu do outro lado da linha também.

- Tenho muito orgulho de você. Te amo.

- Eu também te amo, meu bebê.

Desliguei e vi a pessoa se virando para mim com um sorriso. Era a primeira vez que via um sorriso sincero de sua parte.

- Bettany. - não soube dizer se minha reação foi de surpresa ou não.

- Vim conferir se você ia mesmo denunciar. Vi que não estava mentindo.

- Eu não minto.

- Será que se eu for lá agora e contar tudo o que eu sei… Vai ajudar?

- Duvido que faça isso. - ri. Ela me acompanhou na risada, antes de me estender a mão, em um cumprimento.

- Se eu for, você me perdoa por tudo isso? Desde os ataques até o que fiz pessoalmente com você e Lindsay?

- Você está me pedindo desculpas? Sério? - surpreendi-me. Ela não respondeu, apenas riu mais uma vez. Eu então apertei sua mão e sorri - Ok. Mesmo se você não for lá, eu te desculpo. 

- Obrigada. - sorriu.

- Mas saiba que continuo não indo muito com a sua cara.

- Será que é por ela ser mais bonita que a sua? - ela soltou minha mão e mexeu nos cabelos, gabando-se. Rimos mais uma vez - Posso pedir desculpas à Lindsay mais tarde?

- Sim. Ela sofreu quando você a deixou e quando soube da autoria dos ataques. Acho que fará bem a ela saber que não se envolveu com uma filha da mãe que sequer pede desculpas pelas coisas ruins que fez ou deixou acontecer.

Ela assentiu e, para minha surpresa, seus passos se direcionaram à delegacia. Ela ia mesmo confessar e confirmar tudo que eu havia dito. Antes de entrar, ela se virou para trás e me encarou, acenando. Eu sorri e acenei de volta, vendo-a entrar. Suspirei e ri da situação, antes de botar o capacete novamente e partir ao hospital.

Continua...


Notas Finais


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