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História My Sin - Capítulo 8


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Notas do Autor


olá amigxs

Capítulo 8 - Interrogações


Fanfic / Fanfiction My Sin - Capítulo 8 - Interrogações

Ir passar um final de semana na casa dos meus pais me fez muito bem, apesar de que minha mãe perguntou muito sobre como estavam os estudos e o resto da instituição. Tentei ser o mais breve possível nas respostas, e ela pareceu aceitar. As coisas na minha casa pareciam tudo igual, pelo menos os móveis da casa estavam no mesmo lugar. Meu quarto também permanceu da forma que eu deixei, quase esqueci o quanto a minha cama era confortável.

Estava deitada na minha cama, olhando para o teto, quando papai entrou no quarto. Ele era um pouco diferente da minha mãe. Ao contrário dela, ele levava em consideração as minhas vontades e sentimentos. Por alguns anos, meu pai foi contra essa história de colégio para freiras, mas com a insistência da minha mãe ele acabou concordando.

- Posso entrar? – papai perguntou.

- Claro. – sentei-me na cama.

Ele adentrou meu quarto e sorriu. Sentou-se ao meu lado na cama e segurou minhas mãos.

- Com saudade do seu quarto, filha? – perguntou.

- Sim, pai. – respirei fundo. – Eu nem lembrava mais como me sentia confortável aqui.

- Você não gosta do colégio? – eu queria muito poder falar a verdade.

- Ah, eu me acostumei. – olhei para nossas mãos. Meu pai não estava usando a aliança. – Onde está a sua aliança?

- Ah, e-eu esqueci no quarto. – confesso que não fiquei muito convencida com sua resposta, mas decidi não questionar naquele momento. – Quase esqueci, a sua mão está te chamando para ajudar no almoço, se você quiser, claro.

Assenti.

Eu e meu pai fomos juntos até a cozinha, onde minha mãe caminhava de um lado para o outro procurando algo. Meu pai depositou um beijo no topo da minha cabeça, antes de sair pela porta. Aparentemente, o almoço seria especial pois minha mãe colocava tantos ingredientes em cima da bancada que eu já estava ficando sem saber por onde começar.

Nós duas fizemos o que ela chamou de “almoço especial da família reunida”. Minha mãe sempre foi muito criativa. Conversamos bastante enquanto cozinhávamos, perguntei sobre a vovó e ela respondeu que a mesma teve uns problemas de saúde, mas que já estava bem... fez questão de comentar sobre todo mundo da família. Já que eu não vinha muito em casa, não tinha notícias sobre eles o tempo todo.

Meu pai chegou um tempo depois e a colocamos a comida na mesa. Havia algo muito estranho acontecendo aqui pois, nem sempre havia muita interação nas refeições, mas dessa vez todo mundo está muito quieto. Meu pai apenas comida, e olhava para minha mãe as vezes. Eu apenas observava os dois.

- Bom, tenho um presente para você, filha. – levou o guardanapo a sua boca. Levantou-se para pegar algo e rapidamente voltou com uma caixa pequena em suas mãos. – Eu sei que você já tem um notebook e tal, mas eu resolvi comprar um celular para você. Pode te ajudar nos estudos e você vai poder falar conosco a hora que quiser.

Me entregou a caixinha. Confesso que poucas meninas tinham celular no colégio, não porque não pudessem ter um, mas porque a maioria dos pais pensavam que isso iria atrapalhar.

- Todo mundo na sua idade tem. – meu pai sorriu.

Olhei para a minha mãe me perguntando se ela havia concordado com isso, ou se papai teria decidido isso sozinho. Ela não respondeu nada e continuou comendo.

- Mas, filha – se pronunciou. – Não deixe isso te atrapalhar, ok? Lembre-se do seu objetivo ali.

E qual era mesmo o meu objetivo, mãe?

Depois do almoço, ajudei minha mãe a lavar a louça e fui para o meu quarto. Abri a caixinha que meu pai me deu e o celular já estava devidamente programado. Mexi em tudo que poderia, e após matar a minha curiosidade, decidi entrar no meu email para ver se havia algum trabalho ou sei lá.

Se bem que essa seria a última ferramenta que as professoras daquele local utilizariam para passar trabalho, mas enfim.

Por incrível que pareça haviam alguns emails do colégio, de Adriana, falando sobre uma atividade ou qualquer assunto aleatório e de... James.

James havia me mandado um email.

Passei alguns minutos pensando se deveria abrir ou não. Qualquer conteúdo poderia me deixar muito brava ou mais triste do que eu já estava.

Entre abrir ou não, eu cliquei para ver a mensagem.

“Olá, Martina!

Eu sei que não está no colégio, e que provavelmente está na casa de seus pais, e que provavelmente também não verá isso... mas eu preciso saber o que aconteceu. Eu não aguento mais ver você me ignorando!

Se ver isso, por favor, me responda. E quando voltar, eu gostaria de conversar com você e entender o que houve.

Beijos, seu James.”

Apertei o aparelho com força ao ler a última frase.

Meu.

Meu o caramba.

James não era meu e nem de ninguém, ou melhor, ele era meu e de quem mais abrisse as pernas para ele.

Meu coração acelerou e eu senti uma enorme vontade de chorar. Porque só de lembrar do nome dele, automaticamente me vem a cabeça também os gemidos que eu escutei.

Respirei fundo e engoli o choro. Eu vim para cá pra esquecer tudo que aconteceu naquele lugar, e eu não deixaria o professor me fazer derramar lágrimas de novo.

Me mantive entretida com alguma coisa no aparelho, e depois de um tempo apaguei.

...

Não sei quantas horas dormi, mas foi o suficiente para perder a hora do jantar. Tomei um banho na tentativa de despertar, mas parecia que quanto mais eu dormia, mas sono eu sentia. Quando o banho acabou, me peguei olhando-me no espelho por alguns minutos... toquei a minha cintura e lembrei de certas mãos tocando ali enquanto minha boca era beijada.

Eu estou muito ferrada.

Sai dos meus devaneios quando minha mãe bateu na porta do meu quarto. Coloquei apenas a cabeça para fora e ela veio dizer que havia deixado minha comida separada, também perguntou se queria que ela ficasse comigo mas eu preferi dizer que não. Minha mãe parecia cansada.

Um tempo depois, eu desci para comer. A casa estava silenciosa e meus pais pareciam estar dormindo. Aqui não tinha muita coisa pra fazer, além de ficar vendo tv ou lendo, e tudo isso eu fazia no meu quarto. Lavei a louça e subi de novo. Pensei em passar no quarto e perguntar se minha mãe estava bem, mas ela já deveria estar descansando.

Chequei se havia outro email de James, mas a caixa de entrada estava vazia. Por um lado isso era bom. Peguei um livro qualquer e comecei a ler para passar o tempo.

Estava quase cochilando novamente quando escuto um barulho vindo da sala. Esfreguei meus olhos numa tentativa frustrada de despertar mais rápido, e caminhei em passos lentos até a porta do quarto para tentar ouvir alguma coisa.

- Por Deus, você está chegando tarde de novo. – era a voz da minha mãe. Ela estava gritando com alguém, provavelmente com meu pai... Mas eu achei que eles dois estavam dormindo. – Será que não respeita mais a sua filha? Nem ela você respeita mais?

Silêncio.

Meu pai e minha mãe estavam brigando. E eu nunca tinha visto eles dois brigarem na minha vida toda.

- É claro que eu respeito a minha filha. – meu pai falou. Seu tom era mais calmo que o da minha mãe. – Aliás, se tem alguém que merece total respeito aqui nessa casa, esse alguém é ela.

É o que?

- Fale baixo, Benjamin. – minha mãe pediu. – A Tina não merece escutar essa confusão toda.

- Eu sei que não. – pausou. – Como eu disse, se tem alguém que não merece nada de ruim, nem mesmo estar no meio dessa confusão, é a Tina.

Afastei-me da porta. Não há outra palavra que possa definir o estado que eu estou, após ouvir isso tudo, senão perplexa. Eu nunca vi meus pais discutindo daquele jeito, e também não entendi muita coisa... mas parecia ser algo grave.

Aquilo ficou na minha cabeça por todo o final de semana, e em diversas vezes até pensei em tocar no assunto, ou com a minha mãe ou com meu pai, mas permaneci quieta. A hora de conversar sobre o ocorrido chegaria e eu certamente não iria esquecer de perguntar o porquê daquilo.

Os dois dias voaram e eu já estava no carro a caminho do colégio, novamente. Fui o caminho todo escutando música e meus pais conversaram com as freiras por telefone antes de irmos, avisando que eu levaria o aparelho e que eles estava de acordo com isso.

Me despedi da minha mãe com um abraço apertado e um beijo carinhoso na bochecha, do meu pai também.

- Eu amo muito. – disse. – Amo muito vocês dois.

Eles partiram e eu segui pelos corredores, até meu quarto. Adentrei e havia um bilhete de boas vindas da Adriana. Na cabeça dela, eu havia passado meses fora.

Ri, ao jogar o bilhete na cama.

Estava ajeitando minhas coisas quando escutei batidas na porta. Deve ser alguma freira parar dar avisos ou algo do tipo.

Eu já estava pronta para fazer uma falsa cara de simpática, quando abri a porta e dei de cara com James.

- Hoje não há desculpas. – falou sério. – Nós vamos conversar. 


Notas Finais


Acho que demorei um pouquinho mais dessa vez, né? Bom, eu particularmente gostei do capítulo de hoje, apesar de estar muito parado - ou não sla. Acho que os pais da Martina estão escondendo alguns segredos hein
Perdoem os erros e o capítulo, não sei, minha autoestima como escritora não é tão boa
Enfim, deixem a opinião de vcs.
Não prometo voltar logo porque tenho as outras duas pra atualizar, mas juro q volto


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