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História My Soundtrack - 2 Temporada - Capítulo 67


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Notas do Autor


Olá.... Estão se cuidando? Em decorrencia dos acontencimentos, resolvi postar um cap hoje.


Boa leitura

Capítulo 67 - O futuro incerto


Fanfic / Fanfiction My Soundtrack - 2 Temporada - Capítulo 67 - O futuro incerto

 

Acordo com um incômodo no braço, uma dor chata. Meus olhos automaticamente fecham com a claridade, o que me incomoda. Tento levar minhas mãos aos olhos, mas sou impedida por uma cordinha, que me causa mais dor. Pisco ansiosa para enxergar. Não fico surpresa com o que vejo, na verdade, já esperava. Eu estava no hospital. O incômodo inicial se tratava da Nancy, que dormia em cima do meu braço, enquanto segurava minha mão. Suspiro aliviada, eu estava com muitas saudades. Passo a mão no cabelo dela, e ela leva um susto, acordando. 

- Ai meu Deus - ela exclamou, me abraçando. Sinto uma dor forte no ombro que me faz gritar também - Meu Deus, desculpa. Esqueci completamente. 

- Eu… - tento falar, e sinto minha garganta seca. 

- Pera aí - ela pega um copo d’água na mesa ao lado, e num canudo, me oferece água.

Céus, eu nunca imaginaria que ficaria feliz em beber água. Bebo vários goles de uma vez e vejo pela expressão da Nancy sua surpresa, ela também não espera que eu estivesse com tanta sede. 

- Quanto tempo eu estou… assim? - faço a primeira pergunta enquanto ela coloca o copo novamente no lugar. 

- Há uma semana. Depois que você desmaiou, fizeram a cirurgia para remoção da bala e também teve… - ela olha pra minha barriga e então eu me lembro. 

Imediatamente coloco minhas mãos na barriga, mas não consigo, algo me impede de tocar, a maldita cordinha. 

- Você não pode mexer sua mão! - diz Nancy, dando um leve tapa no meu braço. - Ficou muito tempo desidratada, e a sua cirurgia… você quase morreu, perdeu muito sangue. Vou chamar a doutora, fica aí e comporta-se. 

Ela levanta com uma cara de brava, enquanto eu, fico ainda mais confusa. O que aconteceu depois que eu apaguei? E o bebê? E o Justin? E a Pattie? Eu preciso que alguém me responda!!! Antes de sair, ela volta até mim, e devagar, me abraça. 

- Todos estávamos torcendo pra você acordar. Estamos com saudades - ela sorri para mim e olha pro meu braço - Já volto. 

Quando ela sai, eu finalmente suspiro. Lembro-me do Justin sendo algemado e o Steve ao meu lado, eu estava muito mal, mas me senti aliviada por ter acabado. Eu sabia as consequências que teria, e sinceramente, agora ela seria o de menos. Eu não iria mais sofrer, se esconder e viver receosa da atitude do Justin e da Pattie, não mais. 

A porta é aberta e por ela, entra uma mulher de jaleco branco, loira, alta e logo atrás, Nancy. 

- Olá, Kimberly. Como você está se sentindo? - imediatamente olho para Nancy e vejo o desconforto evidente no seu comportamento. Ela sabe?!

- Eu… eu estou bem, Doutora - digo. 

- Pode me chamar de Carla - ela abre um sorriso - Sua amiga disse que você está sentindo dor no ombro. Eu posso ver? - abro um sorriso amarelo e ela se aproxima. 

Sinto uma dor com o seu toque e recuo. 

- Está doendo bastante e… será que a senhora pode me explicar o que aconteceu, o meu… - aponto para a barriga com o dedo.

- Certo, você está confusa e com dor, porque passou uma semana desacordada. Assim que chegou, fizemos uma cirurgia para a retirada da bala e deu tudo certo. É natural que sinta dor e é de extrema importância que faça fisioterapia mais para frente devido a lesão que sofreu. Sobre o bebê… - ela olha para a minha barriga e solta um suspiro - Infelizmente não conseguimos salvá-lo. Você estava de quatro meses e o bebê era muito prematuro e frágil devido às más condições de saúde que você apresentava, a imunidade baixa, o estresse causado e a enorme perda de sangue de uma cirurgia importante, ele não iria sobreviver por muito tempo. Eu sinto muito. 

Eu não sei descrever o que senti, mas uma grande emoção toma conta de mim. O pequeno feto que eu carregava morreu, o meu filho. Suspiro, tentando conter a emoção, e sinto a mão da Nancy segurar a minha. Eu não queria o mal dele, não queria que morresse, eu queria protegê-lo para não viver com o Justin, para não se tornar um monstro. Qual o propósito de engravidar, saber da gravidez e perder o bebê?

- Kimberly, agora eu preciso que você fique tranquila. Apesar do susto e da perda do bebê, agora você está bem. Ficou sem se alimentar por uma semana, e apesar do soro, seu corpo precisa de nutrientes e proteínas. Você terá que ficar aqui por mais algum tempo e assim que estiver bem para sair, lhe darei alta. No mais, peço que se cuide. Temos disponíveis psicólogos, mais tarde eles irão passar aqui no seu quarto para uma consulta, tudo bem? 

Assenti, mesmo sem saber se queria tudo aqui. Fazia sentido tudo aquilo? Eu não ligava tanto para isso, mas estava me sentindo mal. Isso faz algum sentido? A médica me observava, e pediu para me medicar, enquanto eu permanecia no meu silêncio absoluto, processando as informações. 

- Vou pedir pra trazerem uma sopa pra você. - informa - Mais tarde irei passar aqui novamente para checar como você está. 

Sem esperar minha resposta, provavelmente sabendo que eu minha cabeça não estava naquele quarto, ela sai. Ouço Nancy suspirar alto e me viro, a encarando. 

- Você sabe de tudo? - pergunto, imaginando que ela já tenha descoberto. 

- Soube a pouco tempo. - diz 

- Não está chateada comigo? 

- Nem deu tempo pra ficar. Te encontrei aqui no hospital desacordada, grávida, sangrando sem parar, todos preocupados, eu seria muito ruim se deixasse minha raiva sobressair. - me sinto envergonhada - Ei, você não tem culpa disso. Sempre te disse que você estava num relacionamento ruim, ele fez isso com você, ele te manipulou, te chantageou, fez uma lavagem cerebral…

- Nancy, eu o amei. Eu amei o Justin. É a minha vida, eu fiz escolhas. Não sou inocente. 

- Mas também não pode assumir a culpa por tudo. Não se esqueça que de como tudo isso começou. - me repreende. 

- Como você sabe disso tudo? - pergunto, confusa.!

Ela tira do bolso o celular, e após alguns segundos mexendo, me entrega. Nele, continha uma matéria de um site americano, com um foto minha, falando sobre mim, com o meu nome de verdade. A manchete grande com o título ‘O pesadelo da jovem Kimberly’ e embaixo um grande texto, citando o Justin e até mesmo o Matt. Não li, estava surpresa demais.

- Como eles souberam disso? - pergunto, em choque. 

- Essa matéria está em todo lugar. Assim que você foi sequestrada e sumiu, uma amiga sua, Mariana… não. Marisa… não lembro. 

- Natália? - pergunto, engolindo em seco. 

- Essa mesmo! Nossa, ela deu uma entrevista para um jornal grande e bom, explicou que namorou um dos bandidos e agora que ele está morto e ela não está sendo ameaçada, deu um depoimento para o caso e contou tudo. 

- Pera ai, ela estava sendo ameaçada? 

- Foi o que ela disse. Um dos braços direito do Justin, ex namorado dela, não estava nada feliz com o término e perseguia ela, não deixou ela viver a vida dela longe desse mundo… você sabe mais do que eu o quanto eles perseguem até o fim. 

Agora tudo faz sentido. A Natália não se afastou com medo dessa vida do crime, ela se afastou com medo do Chaz. Agora que ele morreu, ela está livre. Minha cabeça parece que deu um nó, começo a me recordar de todas as conversas que tive com ele e do seu jeito melancólico em falar sobre ela… ele ainda a via, ele a perseguia. Uma raiva sobe dentro de mim. 

- Tem mais alguma coisa sobre ela na matéria?

- Não… Na verdade, ela diz que prefere não se identificar, não quer se expor. Tem medo de sofrer ameaças, só deu o nome verdadeiro, nada de sobrenome. 

- Meu Deus… eu achei que ela não queria ser mais minha amiga - sussurro. 

- Claro que não, Amé… Kimberly - viro-me pra ela, sem graça. 

- Pode me chamar de Amélia, se quiser. Acho que meu disfarce caiu né. 

- Bom… Todo mundo sabe agora. A matéria ficou rodando por semanas, você virou um dos assuntos mais comentados, e não foi de uma forma ruim, todo mundo queria saber onde você estava, se estava viva. 

- Será que meus pais sabem? - pergunto muito mais pra mim do que pra ela. 

- Todo mundo sabe… Mas eu não recebi nenhuma mensagem, nada sobre eles. Talvez o Steve saiba de alguma coisa. 

Lembro-me do Steve e do que ele fez por mim. Preciso saber mais, preciso saber de tudo. 

- Nancy, preciso saber de tudo! 

- Amélia… certas eu também não sei. E sobre o Steve, eu prefiro que ele te conte tudo. Mas olha, tá todo mundo bem. Eu peguei o primeiro avião assim que soube do seu paradeiro e a Mary e o Lorenzo de mandaram um abraço, estão na Austrália. Brian está com a Mary, você sabe, ela e as crianças adoram ele. Eu estou na casa da minha mãe, e o Steve… bom, ele não conseguiu vir agora, mas está na cidade. Mandei mensagem, mais tarde ele vem conversar com você. 

- Como assim? Eu vi ele. Ele estava comigo. Por que não pode vir agora? - indago, confusa. 

- Ele vai te explicar melhor. 

Percebi que a Nancy não queria falar comigo sobre isso, ela não sabia como falar e naquele momento eu preferi não insistir. Tinha que conversar com o Steve urgente, precisava saber mais sobre o que estava acontecendo e o que iria acontecer mais pra frente comigo. Assim que a nossa conversa acabou, uma enfermeira chegou com uma bandeja enorme carregando um prato grande de sopa e um copo de água. Isso não iria me ajudar, sopa nenhuma iria me ajudar. Mas eu estava com tanta fome, que parecia que eu estava comendo um hambúrguer, comi com vontade. 

Nancy passou grande parte do dia ao meu lado, me ajudou junto com a enfermeira a me dar banho - a situação mais constrangedora da vida - e também me atualizei com as séries que eu gosto. Mas minha cabeça não estava ali, estava vagando por aí. Agora eu estava sendo vista, todo mundo estava de olho em mim. Apesar de eu saber mais do que nunca que Nancy e Mary são grandes amigas, eu ainda me sentia sozinha. Nancy não mencionava nada para depois do hospital, para o futuro depois daqui e eu deduzi que talvez eu não tivesse um futuro muito bom. Não toquei mais no assunto, mas imaginava que ela estava com mais medo do que eu, e isso me deixava apavorada. Eu sabia que não iria enfrentar isso sozinha, e com o depoimento da Natália, eu poderia até sair não totalmente suja nessa história, mas eu sabia que talvez tão cedo eu visse o Brian, ou a Nancy ou até tivesse oportunidade para conversar com a Natália e a minha família. Será que isso iria acontecer, será que no fim eu conseguiria viver uma vida normal? 

Á noite, a minha médica entra pela porta, interrompendo o fim do episódio que eu assistia com a Nancy. 

- Está tudo bem? - perguntou, se aproximando. 

- Sim. Estou bem melhor, o remédio me ajudou e o banho também - digo. 

- Que bom. - ela examina minha pressão e faz todo os procedimentos padrão - Agora que você está mais tranquila, eu vou deixar que você fale com seu advogado e amanhã cedinho um psicólogo vem falar com você, tudo bem?

Estranho a situação. Eu não tenho advogado. 

- Desculpa, acho que houve um engano. Eu não tenho advogado - digo.

- Tem sim. Inclusive, ele se comunicou comigo desde ontem e aguarda sua melhora para entrar em contato - ela olha para mim atentamente - Posso dizer que não está disposta. 

Viro-me para a Nancy ainda confusa com tudo aquilo. 

- Você sabia disso?

- Não… Estou tão surpresa quanto você. - diz - Deixo que eu falo com ele, fica aqui. 

Assenti, ainda muito curiosa e confusa com aquela situação. A doutora, que pediu que eu a chamasse de Carla, sai logo atrás da Nancy, me deixando sozinha no quarto. Desligo a TV, já sem paciência para assistir ou fingir que estou assistindo. Logo a porta se abre e pela brecha, a Nancy fala comigo. 

- Amélia, está tudo bem. Vou deixá-lo entrar. - ela abre a porta e por ela passa a pessoa que eu jamais esperaria encontrar naquela situação. 

Há cerca de quase dois anos, eu deixei o Brasil com a ajuda da Pattie e vim para a Austrália. Antes, contei tudo para a minha família, para o meu pai, com o intuito de ser transparente e de ter o apoio deles na minha fuga. Naquela época tudo era diferente, eu achava a Pattie maravilhosa, um anjo para ser mais exata, ela havia não só comprado minha nova vida num novo continente, mas também me dado a oportunidade de eu ver minha família. O que eu não esperava era que seria escorraçada de casa, deixada do lado de fora, sem o amor de quem eu mais amava no mundo, e mais, que estaria sendo enganada por todo esse tempo. E agora, mais do que nunca, eu estava surpresa em encontrar de novo aquela sensação. Apesar de ter se passado muito tempo, eu pude sentir aquela sensação novamente. 

- Oi, filha - meu pai entra pela no quarto. Ele tinha uma expressão de cansaço, os cabelos estavam grisalhos, bem diferente do homem que eu vi pela última vez. 

- Carlos… O que está fazendo aqui? - pergunto. Não iria chamá-lo de pai. O que ele fez comigo, a forma que me tratou. 

Percebo sua hesitação em falar comigo, em se aproximar. 

- Você está bem? - pergunta.

- O senhor quer saber mesmo? - o questiono. 

- Kimberly, precisamos conversar - diz. 

- Não. Não precisamos… E eu não preciso de advogado. 

O vejo levantar a sobrancelha e se eu não o conhecesse tão bem, ignoraria. Mas eu sei o que sua expressão significava, esse deboche que ele disfarça.. 

- O quê? Eu não preciso! Depois de me expulsar de casa, de virar as costas pra mim, o senhor vem até aqui para me representar? Não preciso da sua ajuda, obrigada. Pode sair. 

Invés de me ouvir, ele simplesmente chuta o balde e se senta na poltrona em que a Nancy estava sentada, próximo a mim. 

- Escuta, eu entendo. Entendo de verdade sua raiva, o que eu fiz foi muito errado. Deus sabe o quanto foi duro ouvir que minha filha, minha única filha se meteu numa encrenca tão grande que sua vida estava em risco. 

- E vocês viraram as costas pra mim! - exclamo. Nessa hora, ouço a máquina soltar um barulho, meus batimentos cardíacos estavam aumentando. Meu pai respira fundo e responde mais baixo. 

- Eu sei o que fiz, foi muito errado e não espero que me perdoe. Mas eu vou fazer o possível para te ajudar. Desde que você pegou aquele avião, eu tentei entrar em contato, mas não sabia como. Eu e sua mãe sempre estivemos de olho em todas as notícias envolvendo esse garoto, o paradeiro dele. Kimberly, tentaram nos impedir de se aproximar toda a vez que tentamos, fomos ameaçados e isso não nos impediu de continuar.

- Ameaçaram vocês? - eu estava incrédula. 

- Sim. Tentaram nos impedir. Eu e sua mãe fomos até Los Angeles, tentamos conversar com a Melanie, e ela se recusou a falar com a gente, disse que você estava bem, que estavam cuidando de você. 

Penso na Mel e no quanto ela também foi manipulada. Nessa etapa, ela estava mais encrencada com ele, havia reatado com o Ryan. Logo depois, descobriu a gravidez. Penso no quanto ela deve estar mal. O Ryan é pai do filho dela e pelo o que eu sei, ela nao trabalha mais, é sustentada por ele. 

- Tentaram falar com a Naty? 

- Sim… com ela conseguimos uma resposta. Bom, ela escreveu uma carta e nos explicou a situação, só aí entendemos de fato o que você tanto falou. Então procuramos a Interpol, e explicamos todo o caso, e eles prometeram uma resposta, e começaram nos proteger, contato que deixássemos a investigação por conta deles. Bom, só tive notícias suas há um mês.

Olho para ele e acredito no que disse, meu pai odeia mentira. Enxugo as lágrimas que descem pelo meu rosto. Agora mais do que nunca, eu quero o fim do Justin e os meninos. Eles mexeram com a minha família, os impediram de se aproximar. Isso é demais! Meu Deus, a Natália… nunca pensei que teria notícias dela de novo. 

- Você tem a carta da Naty? 

- Sim, claro. - ele abriu a bolsa e tirou de lá uma pasta, em meio a muitos papéis, pegou uma carta, escrita à mão… com a letra dela. 

“ Carlos e Beatriz, 

Infelizmente não posso explicar pessoalmente o motivo do meu comportamento e o das meninas. Ocorreram diversas situações em que nossas vidas estavam em risco. Tudo começou com a relação do Justin com a Kimberly, do qual desde cedo era muito estranha. Justin se revelou mais para frente, junto com os amigos, uma pessoa envolvida em diversos crimes, um líder de gangue disposto a usar a Kimberly como marionete, e principalmente, como meio de disfarçar seu real esquema: a liderança de um quartel de drogas americano. Tudo isso chegou como uma bomba, e tarde demais, assim como a Kimberly, eu também já estava envolvida em tudo isso. Namorei por alguns meses um dos amigos do Justin, que em nossa relação, a cada dia, ele se mostrava controlador e aos poucos, fui descobrindo tudo aquilo que eles escondiam de todos. Sabendo da informação, me afastei, e antes que pudesse salvar as meninas e orientá-las a se afastarem, fui descoberta e ameaçada por ele. Até hoje vivo com medo, sendo perseguida por esse ex-namorado e ameaçada, a mim e minha família, e excluída de manter contato com a Kimberly e a Melanie. Ambas infelizmente, estão presas no jogo desses homens, acreditando tratar-se de algo sujo, de bandidos quaisquer, sem saber a real intenção deles. 

Peço desculpas por não ter pedido socorro, por não ajudar minhas amigas. A última vez que as via, foi na despedida da Kimberly, antes de ir para o Brasil, foi ali também que meu pesadelo começou. Pattie, Justin e todos os outros meninos estão envolvidos. Com essa carta, peço também ajuda, contate a polícia americana, com cuidado. Eles são muito perigosos, e é preciso que tomemos uma atitude o quanto antes, pois a cada dia eles crescem mais e a cada dia elas estão mais em perigo. 

Por favor, não me retornem. Voltem para o Brasil assim que puderem e cuidem-se, porque eles estão de olho em vocês também. 

Natália”


Olho para o meu pai em choque. Natália sabia de tudo, de tudo desde o aquela época. Sempre imaginei que ela estivesse com raiva de mim, chateada, mas ela foi ameaçada assim como eu. Eu não percebi que minha amiga precisava de ajuda, que também estava atordoada. Agora mais do que nunca eu preciso revê-las, preciso encontrá-las. Sinto meu pai pegar a minha mão e olha para mim com os olhos marejados 

- Você é nossa filha, nós te amamos e sempre iremos estar com você, sempre. Agora mais do que ninguém, eu quero acabar com isso. Acredito que sou a pessoa perfeita para te representar e cuidarei de você, vou te tirar dessa. 


Notas Finais


Estou muito animada pra esse final.


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