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História My street - Capítulo 7


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Notas do Autor


Saiu mais rápido do q eu pensava.

Capítulo 7 - Capítulo 07: Carnaval pt. 1


8h Da manhã de uma segunda-feira, dona Sandra acordou todo mundo batendo uma colher de pau em uma panela de pressão. Ela nos disse que tínhamos que arrumar tudo antes de sair. Então levantamos, comemos e fomos à labuta.

Depois de arrumar tudo, sentei no sofá da sala e fiquei vendo vídeos no YouTube com o Marley. então Akin chegou.

-Vocês estão preparados? - perguntou ele.

-Preparados pra que? - retrucou Marley.

-Pro Carnaval, óbvio. - Respondeu Akin -Vocês tem camisinhas, né?

-É isso? - Disse eu rindo -Bom, eu não tenho chapa, esqueci.

-Vishi, bro. - Disse Akin -Depois a gente passa na farmácia e compra.

-Mas e você, Marley?

-Eu tô "safe".

-Ah, cachorro. - Disse Akin -Já tava na expectativa né...

Ficamos conversando até dar 10h, logo arrumamos nossas coisas no carro e pegamos a estrada. Eu estava dirigindo, pois sou o único com carteira, mas quando estávamos em algum lugar sem muita sinalização trocavamos de motorista, foi foda.

No som do carro estava tocando Murica Sujão, estávamos indo despreocupados pois não tínhamos hora pra chegar e nem pra ir embora.

Nós paramos em um posto de gasolina, que por sorte tinha uma farmacia pra comprar as camisinhas, compramos umas barras de ceral e abastecemos o carro, mas foi rapidão. Logo voltamos para a estrada.

Nós procuramos rotas alternativas pois, muito provavelmente, pelo caminho normal iria ter trânsito.

Chegamos em uma rota vazia e sem semáforos, então o Marley pediu pra dirigir e eu deixei. Eu fui para o banco do passageiro e o Akin foi para o de trás. Tinha uma vibe muito foda naquele carro. Na caixa tinha começado a tocar "Tadow" do FKJ. Eu automaticamente aumentei o som e a gente brisou na cena. Akin bolou um beque e a gente foi passando um pro outro e eu não queria sair dali tão cedo pois estava entre as pessoas que mais gosto e também ouvindo música boa. O vento bagunçando meu cabelo e a paisagem da estrada. Isso é liberdade, foda-se.

É foda porque normalmente a liberdade não é atrelada a vida, mesmo que "todos os homens nasçam livres", mas a liberdade deles mais prende do que liberta. Muitas vezes me senti sufocado entre as paredes dos prédios, sentindo que quanto mais eu corria pra longe deles mais eles me engoliam e, a estrada é a minha forma de libertação, lá não tem vícios de linguagens e minha "bolha social" pode ser eu e todos que se beneficiam da liberdade perpétua a qual eu vivo condenado.

Depois de duas longas horas chegamos na Paulista. Era 12h e não tínhamos nada para fazer. A única forma foi estacionar o carro e sair para esticar as pernas.

As ruas estavam lotadas, tinha muita gente trabalhando e curtindo o Carnaval. Pessoas de todo o Brasil e algumas do exterior. Andamos até o outro lado do bairro também e conhecemos muita gente daora.

Nós estamos atrás de um bloco.

-Gente! Vocês estão vendo aquilo?- indagou Akin.

-O que? - Perguntou Liz

-Tem uma mina me olhando.

-Vai lá bobo. - Disse Perla. -Acho que ela gostou de você

-Vai filhão. - disse eu - Ela é mó gata.

-Ae Marley! Eu tô com bafo? -Perguntou Akin enquanto soltava o ar de sua boca próximo ao nariz do Marley.

-Não, seu lók. Vai lá. - respondeu Marley dando um empurrão de leve em Akin.

Então Akin foi e se aproximou dela, nós ficamos de longe observando.

-Olha que bonitinho, queria que alguém fosse assim comigo, sabe. Corresse atrás. - disse Liz olhando para mim.

-Sério? - Eu perguntei após ouvir essa leve indireta - Eu também queria.

Liz fez uma cara de quem sabe do que se trata o assunto, então preferiu não falar mais nada.

Logo após o Akin se aproximou com a garota.

-Galerinha, essa é a Gabriely. - Ele disse passando o braço pelo pescoço da moça.

-Oi gente. - Disse ela.

---- Oi! - todos responderam.

-Olha galera, - Disse Akin sorridente - Eu e ela vamos alí no hotel que ela está hospedada e já voltamos tá.

Como ele era uma peça essencial pro nosso "grupinho", decidimos comprar umas cervejas de um vendedor ambulante e ficamos, ali, sentados na calçada conversando até Akin voltar. Marley e Perla levataram-se e falaram que iam "alí", logo caiu a ficha de que eles iriam se pegar. Ficamos, por fim, somente eu e Liz, como sempre.

Aquele barato que eu tinha escutado na casa do Akin estava na minha cabeça. Eu não conseguia parar de pensar naquilo, então pra tentar descobrir algo eu me afastei um pouco dela pra poder colocar a minha cabeça sobre suas coxas, olhei em seus brilhantes olhos.

-Eae, pretende ficar com quantos no Carnaval? - perguntei.

-Que? -Disse ela dando risada. -T'alib, eu vou ficar com quantos eu quiser.

-Então você vai distribuir pra todo mundo?

-Lógico, é Carnaval e eu quero me divertir.

-Mas e eu? - disse com cara de choro.

-Como assim? - riu.

-Se você quiser se divertir comigo... Eu comprei camisinha. - Disse eu com um sorriso bobo na cara.

-Ai, T'alib. - Disse ela, novamente dando risada. -Deixa de ser besta.

Nós ficamos conversando por um bom tempo naquela calçada morrendo de fome. Por volta de 12h43 Marley e Perla chegaram e se sentaram na calçada com a gente, não falaram nada, só se sentaram, mas dava pra perceber que o clima entre eles era muito "Love", ta ligado.

Foi então, era 15h17, e o Akin estava se aproximando da gente, mas ele parecia meio triste e cabisbaixo. Ele chegou e sentou-se também

-Ah garanhão! Como foi a balbúrdia? - disse Marley cutucando-o.

-Legal. - Disse ele sem demonstrar emoção - Vamos almoçar.

-Ué, por que ta assim, lindinho? Não gostou da transa não? - Disse Liz.

-Gostei, gostei. - Disse Akin - Mas o namorado dela não.

-Que? - Disse eu rindo pra caralho. -Conta isso direito.

-Então... Nós estávamos lá, na maior pegação, aí eu coloquei ela na cama e tirei as calças dela. Daí eu fui chegando perto do Monte de Vênus, aí de repente o maluco bateu na porta gritando "Gaby! Abre essa porra!". Eu me escondi debaixo da cama e o cara entrou. Eles conversaram pra caralho e depois foram transar comigo lá embaixo. Eu saí quando o cara dormiu.

-Mano. - Disse Marley -Por isso que Carnaval é muito foda, pode não ter graça pra você agora, mas mês que vêm você vai rir que só a porra.

-Ah, foda-se. - respondeu Akin - Bora almoçar.

Todos concordaram e fomos procurar algum lugar onde a comida seja barata. Andamos muito -muito mesmo- então decidimos que era melhor ir pra algum bairro afastado, pois teria menos movimento e a comida seria mais barata.

Mano, a gente andou mais ainda. Todo lugar que a gente ia tava caro, até que, finalmente, encontramos um lugar que vendia comida indiana e, como todo mundo tava quase morto e cansado pra caralho, decidimos entrar. Sentamos, pegamos os cardápios e anlisamos as opções. Ninguem entendia nada a não ser Liz.

-Gente, aqui só tem comida boa. - disse ela com empolgação.

-Como assim? Não da pra entender nada. - Perla indaga.

-Perla, - Disse Liz - eu sou acostumada a comer esse tipo de comida.

-Sim, - disse eu - a Liz é Indu. Se pá, ela deve comer isso direto.

-Ei Liz! - Exclamou Akin -Será que eles vendem costela de boi aqui?

-Ha-ha, muito engraçado. - Respondeu Liz com cara de deboche.

-Não entendi a piada... - disse Marley com cara de ponto de interrogação.

-Então, querido - Disse Perla -Para os indus a vaca e o boi são animais sagrados, por isso eles não comem a sua carne.

-Mas então... - disse eu - Aqui tem opções vegetarianas?

-Sim, lindinho. - Respondeu Liz -Deixa que eu escolho pra ti.

Dito isso, Liz escolheu a comida pra todo mundo de acordo com o gosto pessoal de cada um. Nós comemos, não era ruim, mas também não era excelente, talvez bom?

Apos terminarnos, pagamos fomos de volta pra rua. No caminho, compramos água e continuamos atrás de um bloco. tinha um lá meio estranho e, então, decidimos ficar. Nele só tocava brega funk e nós metemos o louco e dançamos juntos, mesmo não gostando desse tipo de música.

Sempre que passava alguém vendendo cerveja a gente comprava, quando ofereciam alguma bebida alcoólica nós tomávamos, quando alguém entrosava com a gente, entrosávamos também. A cada segundo era curtição. O Marley e a Perla se pegando e o Akin pegando geral, tanto homem quanto mulher, e pelo o que parece ele é bissexual.

Ennquanto todos estavam lá se pegando, eu e Liz estávamos só dançando e indo conforme a música ensurdecedora que abafava qualquer fala.

-Cadê a Liz que falou que ia dar pra geral? - disse eu chegando mais perto do seu ouvido e tentando falar mais alto do que a batida.

-Deixa de ser besta T'alib, se eu quiser pegar alguém agora eu pego. - respondeu ela me empurrado.

-Vamo vê então?- disse eu com tom de provocação.

-ver o que?- pergunta.

-Vamo ver quem pega alguém primeiro, pode ser?

-Pode, mas tu vai perder. Vale suporte? - disse Liz rindo.

-Não, tem que ir sozinho.

-Então vamo.

Saímos andando pelo bloco procurando alguém. Tinha duas minas: uma loira na direita e uma ruiva na esquerda, provavelmente amigas, tomando uma garrafa de Natasha.

-T'alib, eu chego na da esquerda e tu vai na da direita. - Liz fala já se aproximando.

-Como assim? - pergunto.

-Só vai maluco.

Eu me aproximo da mina.

-Eae, bro. - falo me aproximando e mexendo em meu cabelo.

-Oi, tudo bom? - Perguntou ela

-Tudo sim. Escuta, qual seu nome?

-Meu nome é Bruna e o seu?

-T'alib. - respondo.

-Que bonito seu nome.

-Brigado. Então Bruna, você é solteira?

-Sou sim. Por quê?

-É que tipo, eu te achei muito gata e pa, vamo ficar?

-Aqui? Agora?

-Sim. Se você quiser, é claro.

-Eu acho melhor não, sabe... - ela responde com cara de dúvida.

-Tudo bem, valeu aí. - respondo desanimado.

Depois de levar um fora eu fui ver a Liz, ela estava me esperando próxima à calçada.

-Pegou? - perguntei chegando mais perto.

-Não. Ela é hetero. - responde Liz bufando.

-Vamo mais pra frente, lá tem mais gente.

Fomos mais pra frente onde tinha mais pessoas e ficamos tentando pegar alguém. Ninguém nos queria, então desistimos e sentamos na calçada pra beber.

-Tá foda, ninguém mano. - Disse eu inconformado.

-Sim, mas é porque tu espanta todo mundo.

-Muito adulta você, quem espanta é você com esse mal alito.

-Fica quieto, desgraça. Eu passei listerine.

-Mas era oito da manhã.

-Sem graça.

Foi quando eu vi uma mina se aproximando da gente.

-Liz, eu vou tentar pegar essa mina, mó gata. - eu disse me levantando.

-Essa que ta vendendo cerveja?

-Sim.

Quando ela passou na minha frente eu chamei.

-Oi moça, quanto ta a cerveja?

-Tá R$ 5,00 a lata.

-Me da duas.- Disse eu entrgando o dinheiro. -Mas ae, tá curtindo o Carnaval?

-Ai moço, nem da tempo, tenho que vender três caixa de isopor cheias hoje.

-Entendo. Mas cê quer curtir nem q seja por 3 minutos?

-Bem que eu gostaria.

-Bora ficar então.

-Moço? Assim do nada?

-A vida é espontânea, aproveita.

-Então vai.

Foi quando eu a beijei. Deve ter durado mais de três minutos, mas valeu a pena.

Após beija-la eu só me despedi, desejei boa sorte e me sentei ao lado da Liz.

-Viu só, Liz? É assim que se faz.

-Meus parabéns.

-Eu ganhei o desafio porque eu sou o mais esperto.

-Sério?

-Abilidoso.

-Sei, sei.

-Eu também sou mais gato e gostoso.

-Ok senhor gostosão, cadê a cerveja?

Foi aí que eu me dei conta de que tinha esquecido de pegar a cerveja, eu só perdi dinheiro.

Decepcionado, eu e a Liz voltamos pra perto da galera.

-Vocês estavam se pegando? - disse Marley com cara de safadeza.

-Não, retardado. - Disse eu.

-Mas vocês deviam.

-Amor! - Disse Perla -Para de ser babaca. Olha gente - Disse ela voltando à atenção a nós -Eu e o Marley achamos que é melhor irmos agora, daqui a pouco vai dar 18h e vai ficar foda pra gente encontrar um lugar pra dormir.

-Espera aí! - Disse Akin- A gente não vai voltar pra casa?

-Não, besta. A gente vai passar essa semana na estrada, por que você acha que agente trouxe tanta roupa?

-Mano! - Exclamou Akin -Eu não avisei a minha mãe.

-Agora já era, mona. - Disse Liz -Depois a gente liga pra ela. Vamo vai.

Nós fomos atrás do carro que estava bem longe, a gente tava muito chapado, no caminho até lá era só gritaria e músicas aleatórias que a gente cantava sem nenhum motivo. Quando finalmente chegamos no carro, sentamos na calçada pra poder descançar mas estávamos tão cansados que acabamos dormindo lá mesmo.

Durante a madrugada, umas 2h da manhã, eu acordei e abri o carro, acendi um verde e coloquei Ghostmane na caixa de som, quando o beat dropou eu coloquei no máximo, todo mundo acordou me xingando, mas eu disse pra eles entrarem dentro do carro pra não ficarem na rua, a gente fumou aquele fino e voltamos a dormir.

Nós acordamos 13h, doloridos por dormir no carro, fedidos por não termos tomado banho, cheios de fome por não comer nada dês das 16h. Nós fomos em um bar pra poder escovar os dentes, eu e o Akin aproveitamos e compramos dois Corotes de maracujá pra tomar mais tarde.

Marley e Liz pegaram os lanches que estavam no cooler dentro do carro e os esquentaram com o grill elétrico ligado à bateria do carro. Comemos e decidimos andar um pouco. Achamos uma pista de skate que estava vazia e ficamos por alí mesmo.

O Marley disse que tava com um pouco de Kief com ele e que dava pra fazer um fino.

-Onde você comprou isso? - pergunta Perla.

-Eu comprei lá na minha quebrada - Disse Marley assustado com a pergunta.

-Então você tá com isso desde que saímos da casa do Akin e só foi falar agora?

-Bom, - Riu Marley de constragimento enquanto colocava sua mão na nuca -Eu pensei que não precisava, o próprio Akin ja tinha bolado um.

-Perla, Marley. - Disse Liz -Acho que é melhor pararmos de discutirmos e acender logo esse Kief.

-Também acho. - Disse Akin enquanto dava risada do Marley e de Perla.

-T'alib... - Susurrou Liz no meu ouvido.

-É... sim?

-Faz um favor pra mim e bola o Kief pra gente.

Então sem escolha eu bolei o kief, mesmo achando melhor misturar com alguma bebida ao invés de fumar.

Logo depois a fome bateu de novo. Então, voltamos pro carro e comemos novamente. Ficamos de boa no carro, estavamos cansados, então achamos melhor procurar algum lugar e montar uma barraca pra dormir. Rodamos até achar um lugar que só tinha mato e alguns rastros de pneu.

-Ae galera, vamo aqui mesmo, vai. - disse eu já cansado.

-Não! - Disse Liz -Aqui só tem mato, T'alib.

-Vai dormir no asfalto então - Retrucou Akin. -A gente vai montar uma barraca idiota e, olha bem, tem trilhas de pneu aqui, se a gente se perder é só seguir elas.

-Mas e os incetos, cobras e aracnídeos? - Perguntou Liz.

-Liz, - Disse eu sem paciência -A gente vai estar dentro da porcaria da cabana e além disso, eu tenho certeza que alguém trouxe repelente, não é?

-Eu, Liz - Disse Akin -Relaxa, eu trouxe repelente, não ando sem desde que tive dengue.

-Tá vendo, Liz? - Perguntou Perla -Agora é só curtir o momento. Eu deito do seu lado pra você não ficar com medo.

Então seguimos pra dentro do mato a pé, levamos o cooler e a barraca. Quando chegamos em um lugar que parecia mais amplo e com menos árvores nós montamos a barraca. Como ali era um lugar que só tinha mato e árvores o vento era gelado, ficamos todos dentro da barraca e dormimos.

5h levantamos e voltamos para a rua seguindo a trilha dos carros e finalmente chegamos na estrada.

-Gente, o Carnaval ta rolando, vamos voltar vai. - disse Perla.

-É vamos! - Disse Liz dando pequenos pulos de alegria.

-Eu também quero galera. - Disse Akin. -Ainda tem muita gente que eu quero pegar.

Então subtamente voltamos à Paulista para ter nosso momento de virtude e de festa descontrolada.

No meio de toda essa folia, eu e Liz ficávamos nos olhando, a todo o momento. Era como se nós tivessemos vontade de falar algo um para o outro e soubéssemos que outro sabe disso, entende? Então, ficamos sozinhos.

-Liz, o que você acha de relacionamentos? - perguntei

-Ai, T'alib. - Suspirou fundo olhando pra cima, como se estivesse lembrando de algo. -Acho que é sempre muito confuso, esse negócio todo de dividir sentimentos. E tu?

-Eu não tenho muito o que falar sobre isso.

-Como assim?

-Os relacionamentos que eu tive foram muito curtos.

-Tu nunca teve um lance sério, Lib?

Nessa hora eu lembrei, "Lib". Era assim não era? Minha mãe me chamava de "Lib". Que brisa.

-Tive um só, mas foi aí que eu percebi que não fui feito pra isso.

-Ué, como assim?

-Eu me entrego demais.

-Foda, mas um dia tu vai encontrar alguém que vai se entregar da mesma forma que você... - Após falar ela olhou pra mim, respirou fundo e continuou. -Isso se tu já não encontrou, né.

-Sim. - Eu a olhei de volta e conclui. -Talvez eu já tenha encontrado mas essa pessoa talvez já esteja ocupada.

Após essa declaração ficamos em silêncio e nos voltamos ao Carnaval. Observamos todos a nossa volta. Leds brancos iluminavam a todos, tinha gente indo e vindo, dançando e sorrindo; cantando e pulando, fantasias exageradas, fantasias exelentes e alegria por toda a parte. Então eu e Liz nos olhamos e fomos juntos curtir a folia. Estava tocando alguma música típica de Carnaval que ninguém sabe o nome no ritimo do maracatu, dançamos que nem loucos, sorrindo e pulando sem pretensão de parar, ela estava linda, seu sorriso Marfim era... algo inexplicável.

Todos estavam se divertindo, dava pra ver no olhar deles, mas novamente o Akin resolveu sumir. Não nos preocupamos muito, mas ele não tinha avisado nada. Então quando deu 19h30min resolvemos procura-lo em meio a multidão. Nós andávamos, e toda aquele gente nos espremia, parecia o trem às seis da tarde.

Nós chamávamos pelo seu nome - "Akin! Akin!" - Até que ele finalmente apareceu com duas pessoas ao lado.

-Salve!

-Salve? - Disse Liz. -Onde tu tava?

-Foi mal - disse ele sem graça- , é que eu encontrei esses dois aqui e a gente ficou junto. Esse aqui é o Gustavo e essa é a Júlia, eles são de Minas e vieram pra curtir o Carnaval.

-Oi. - Disse Perla. -Tudo bom?

-Oi. - Respondeu Gustavo. -Desculpa se causamos problemas.

-Sim. - Disse Júlia. -É que nós gostamos do seu amiguinho e acabamos ficando um pouco com ele.

-Espera... - Disse eu sem entender nada. -Quando vocês falam "ficar" estão falando em que sentido?

-É. - Concordou Marley. -Eu também não entendi.

-Bom, - Disse Akin. -Eu sei que pra vocês pode parecer estranho mas, a gente tava se pegando e queremos continuar.

-Huuuu. - Cantarolou Liz em tom de alegria. -Akin, não sabia que tu era adepto ao poli-amor.

-Ele é. - Respondeu Júlia. -É o primeiro a aceitar ficar com a gente desde a semana passada.

-Galera. - Disse eu. -Vamos voltar ao Carnaval vai. A gente tem que curtir.

Nós então retornamos à farra, bebedeira e curtição. Até que as luzes começaram a se apagar. Nós e os mineiros decidimos ir pra onde estávamos antes, fomos andando até lá, quando chegamos fomos direto pra onde tínhamos montado a barraca e por sorte ninguém a pegou. Eu, Perla, Marley e Liz entramos na barraca. Akin, Gustavo e Júlia tinham outros planos então se afastaram de nós e foram procurar um lugar onde ninguém iria ouvir os gemidos.

Enquanto eles estavam lá transando, ficamos jogando Uno e ouvindo música pelo celular, mas mesmo assim dava pra ouvir os três, claramente era o Akin gritando "Vai! Vai! NÃO PARA QUE TA BOM!"

Demos muita risada da situação.

Quando percebemos que já estava o maior tédio lá dentro resolvemos comer um pouco. Preparamos lanches, deixamos três prontos para o trisal que estava se desidratando lá fora e fomos dormir.

Foi quando de repente o Akin começou a gritar de fora da barraca.

-Ae! Galera, brota aqui fora!

Eu que estava dormindo acordei, olhei pro lado e Perla também estava acordada. Levantamos e fomos até ele.

-Cala a boca, irmão! Tá geral dormindo. - eu disse sussurrando.

-Desculpa, - Ele respondeu eufórico -É que a gente encontrou uma coisa alí.

-Como assim? - Perguntou Perla. -Respira um pouco e depois você fala.

-Olha, - Ele continuou. -nós estávamos fazendo "aquilo" alí no mato, mas quando acabou a gente decidiu andar um pouco pelo mato e conversar. Pra gente não se perder, seguimos as trilhas de pneu, aí encontramos um lago, da pra geral tomar banho.

-Akin, mano. - Disse eu com cara de decepcionado. -Você acordou a gente no meio da madrugada pra falar de um laguinho que nem deve ser bom entrar porque deve ter um monte de bichos?

-T'alib. - Disse Perla com sua voz mansa que sempre remete a maturidade. -Com certeza o Akin está errado em vir aqui gritando e nos acordar, mas ele não fez por mau, ele só queria nos ajudar e, isso é bom pra todos nós, ele sabe que não tomamos banho desde ontem e então achou a solução.

-É T'alib, - Concordou Akin. -Ouça a voz da razão. - Disse ele ironizando a situação. -E além disso, a água é limpa.

-Como você pode ter certeza se está escuro? - perguntei com tom irônico.

-Bom, eu nadei lá. - Disse ele com cara de besta.

-Resolvidos? Porque se não se importam eu gostaria de ir tomar um banho. - disse Perla entrando na barraca para pegar algumas coisas.

Nós voltamos ao carro, pegamos roupas limpas pra todo mundo, acordamos o Marley e a Liz, fomos correndo pra lá e tiramos a nossa roupa, mas não as peças que cobriam as "partes".

Não dava pra ver muita coisa pois estava escuro, mas não saímos de perto um do outro e nem de perto da borda. Ficamos lá por um bom tempo, jogando água um na cara do outro e tentando afogar um ao outro. Mas sentimos frio e decidimos sair da água e veio um vento gelado direto na gente. Colocamos a roupa rapidamente e fomos direto pra dentro da barraca. Conversamos um pouco sobre os mineiros pra poder interagir e fomos dormir, já que o dia seguinte teria mais agitação.


Notas Finais


A partir de agr vai ser só no Wattpad ✌


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