História My Sun, Il Mia Luna. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Gente, isso é para um amigo secreto, e eu não abandonei minhas histórias ok?

Capítulo 1 - Our First Met


Fanfic / Fanfiction My Sun, Il Mia Luna. - Capítulo 1 - Our First Met

Eu odeio ficar parado, não suporto a ideia de ser totalmente inútil por um longo período de tempo. E é isso que é estar preso em um trânsito por mais de duas horas, você é inútil. Não requer muita atenção da minha parte pisar no acelerador por cinco segundos e no freio por dois. É como se eu mal saísse do lugar.

E não ter ninguém para culpar, além de mim mesmo, deixa as coisas muito piores.

Há, no mínimo, dois meses, meus pais me perguntaram se eu iria passar o fim de ano com eles, já que devido a minha faculdade em Londres, eu não venho para a Itália com frequência. E eu respondi que não, que tinha muitos trabalhos. Não é como se eu não quisesse ver minha família, estou terceiro ano da faculdade de Economia e Administração, as coisas estão ficando complicadas.

Só que depois de estar deitado na minha cama, pensando sobre a minha vida, cheguei à conclusão que sentia saudades da minha família e que precisava vê-los. Já havia perdido a ação de graças, o Natal, o mínimo que eu poderia fazer era passar o ano novo com eles. Os trabalhos iriam ter que esperar mais um pouco.

Foi assim que, eu saí de Londres às 18 horas para Zurique na Suíça. Por que? Bom, não tinha nenhum vôo direto para Itália e muito menos para Veneza disponível. Me obrigando a pegar um carro alugado e dirigir até em casa. Talvez eu não tenha pensado muito bem sobre isso.

Já são 10 da noite, e de acordo com o GPS ainda faltam 122Km para eu chegar em Veneza. E com esse trânsito, é impossível eu chegar em casa a tempo dos fogos.

E de jeito nenhum irei passar a virada do ano, dentro de um carro alugado no tráfego da Itália, porque se fosse para eu ficar sozinho, teria ficado na minha confortável cama em Londres.

Eu não sei onde estava com a cabeça para não pedir ajuda ao papà, ele me conseguiria um voo particular em poucos minutos. Ser filho de Geoff de Luca, um dos homens mais influentes e importantes da Itália tinha lá suas vantagens, mas nesse momento, é totalmente inútil.

Eu poderia passar a noite em algum lugar, curtir os fogos na minha própria companhia, ou melhor, enchendo a cara por meu plano ter falhado, e continuar a viagem amanhã cedo...

Me soa melhor do que continuar em um trânsito sem sentido algum.

Olho no GPS as cidades mais próximas, e estou há apenas 1,2 milhas de Verona. Só pode ser brincadeira, ter que passar o ano novo sozinho, em uma das cidades mais românticas do mundo, e sem dúvida a mais romântica da Itália.

Com toda certeza eu poderia me esconder no fundo de um bar sem parecer abandonado.

Bom, qualquer coisa é melhor que continuar dentro desse carro.

Xx

Eu não gosto quando me dizem o que eu devo fazer, o que contradiz com o fato de que tenho pessoas dizendo o que fazer desde o dia em que nasci. Mio papà é um deles, o que me faz odiar tudo o que o sobrenome Vitale e tudo o que ele representa. Eu já tenho 22 anos, já tenho idade o suficiente para tomar minhas decisões, para fazer o que eu quero, ir onde eu quero, e estar com quem eu quero.

Mas, ser parte da família Vitale, uma das mais importantes e influentes da Itália e a maior de Florença, me impede de fazer tudo isso. Me impede de ser quem eu realmente sou, me prende em uma mansão de dez quartos, quando nem metade deles são utilizados, me prende a uma vida fútil, com tradições idiotas.

Mio Dio, eu até gosto de algumas tradições, e consigo suportar outras, mas, onde passar o réveillon, deveria ser uma escolha minha. Papà sempre diz que "dobbiamo iniziare l'anno insieme e finire insieme per mantenere l'unità nella famiglia." Mas ao contrário do que ele diz, passar o fim de ano com minha família não me faz me sentir mais unido e muito menos mais próximo deles, só me faz sentir mais raiva.

Raiva não é o sentimento que eu deveria ter essa noite. Já passou da hora de eu seguir meu próprio caminho, de fazer minhas próprias escolhas. É por isso que eu saio de casa n, manhã do dia 31, decidido a criar minhas próprias tradições.

Devido à falta de atenção de mi padre e mi madre, e o tamanho absurdo da casa, consigo sair do meu quarto com minha mochila, que tem apenas uma roupa e meu caderno de desenho, e vou até a garagem sem problema nenhum, dou partida no carro, ligando o farol para iluminar a garagem, e me assusto com a figura parada na minha frente.

— Gesù – Olho melhor e vejo que é minha irmã mais nova, Safaa – Mio Caro, o que faz aqui?

Safaa apenas encolhe os ombros, vindo até a mim.

— Você está fugindo fratello? – Ela pergunta, inocente – papà não vai gostar...

Sorrio, abrindo a porta do carro.

— Mia sorella, non deve preoccuparsi – A puxo para um abraço – ficarei bem.

Ela concorda e se afasta, deixando um beijo em minha bochecha e corre de volta para dentro da casa.

Tendo Verona como destino, há quase 145 milhas de Florença, estarei bem longe de todas as minhas obrigações como Vitale, e as chances de ser reconhecido é ainda menor. Por conta do fim de ano, Verona está lotada de turistas, lotada de pessoas que n~]ao fazem a mínima ideia de quem eu seja, e tudo bem por mim.

E é uma cidade apaixonante, destino de muitos casais apaixonados, não que eu esteja atrás de alguém, e nem mesmo estou indo acompanhado, não poderia chamar meu melhor amigo, Louis, para essa aventura. Mi papà jamais o perdoaria se soubesse que ele me acompanhou. E Louis com certeza não estava disponível para mim, passaria a noite com tuo amore, Harry. Fazendo coisas que, citando-o "Não poderia te dizer, ficaria mais triste do que já é".

Stronzo. Como se eu não soubesse que ele faria sexo.

Xx

Não é tão ruim ficar sentado sozinho no canto do balcão de um bar apenas uma hora e meia antes do ano novo, claro que a solidão é inevitável, mas os sorrisos bobos e as bebidas grátis que tenho recebido vale totalmente a pena.

O bar, é quase tão escuro quanto eu queria, aconchegante, contrastando com o frio lá fora, as pessoas parecem animadas, e para minha surpresa, tem mais pessoas da minha idade do que eu imaginei que teria, mas, todas em pares.

Parecia um quebra cabeça, cada um com sua parte complementar, exceto por mim. Então era um quebra cabeça faltando uma parte.

A baixa iluminação, a música romântica italiana, era quase um afronto direto a minha pessoa, por que, não deveria estar tocando uma música mais animada?

— Ehi amico! – chamo o garçom, arrastando no meu italiano.

Meu italiano beira ao de uma criança de cinco anos, se não pior, o que é vergonhoso quando se tem uma família italiana, mas por passar tanto tempo longe da Itália, acabo me desacostumando com a língua.

Papá certamente me repreenderá por isso, ele sempre me acusa de estar perdendo minhas raízes italianas, e me comportando como um verdadeiro britânico... como se eu fosse culpado por nascer em Londres quando ele e mia madre estavam fazendo uma viagem de negócios.

— Sì? – o garçom me responde, se aproximando.

— Puoi... cambiare la canzone? (Pode trocar a música?)

O garçom ri. Provavelmente zombando da minha pronúncia. Talvez eu devesse me acostumar com as pessoas rindo de mim por causa disso.

— Non – ele finalmente responde - ma puoi ordinare un altro drink. (Mas pode pedir outra bebida).

Idiota.

— Whisky – peço, reviro os olhos, deixando clara a minha indignação.

Me viro de costas para o balcão, observando as pessoas em minha frente. Elas parecem felizes, não parecem ter intermináveis trabalhos os esperando quando voltarem para casa, nem que fizeram uma viagem de última hora para ver a família.

Eu não deveria ser tão careta sobre isso, deveria ter aceitado o convite da minha família ao menos um mês atrás... Só assim não estaria sozinho, qual era o sentido de ter feito toda essa viagem até aqui?

Eu poderia me divertir, talvez dançar no meio da pista, ou devolver os sorrisos caridosos que as pessoas tem me dado. Exceto que, dançar sozinho no meio de tantos casais é vergonho, e não me sinto com vontade de sorrir.

Ótimo, infeliz na noite de ano novo. O que mais poderia me acontecer?

A porta de entrada do bar se abre, trazendo a iluminação da rua para dentro do bar, com a luz um moreno aparece, mexendo no cabelo, com o olhar tão perdido quanto o meu quando entrei aqui. Ele também não parece feliz por só ver casais, nosso olhar se cruza por um momento.

Eu mal consigo o enxergar com a luz tão baixa, mas sei que ele está olhando para mim.

Talvez eu tenha algo para animar minha noite.

— Tuo drink – o garçom volta com meu whisky, ele segue meu olhar até a porta – non solo ora.

— Grazie mille - Agradeço - e não, não estou mais sozinho...

Olho para o moreno, sorrindo.

Xx

Depois de sorridere para o homem sentado no balcão do bar, me dou conta de que somos os únicos desacompanhados aqui. O que me deixa aliviado, por não estar mais sozinho, me sento a duas cadeiras de distância do homem, que tem cabelos castanhos e um copo de whisky na mão.

A viagem até Verona não foi tão divertida quanto eu pensei que seria, solo un asino (só um burro) acharia uma viagem de mais de 100 milhas no frio e sozinho divertido. A cidade, é bellissimo, me dá vontade de pegar meu caderno de desenho e traçar cada parte da cidade.

Mas, devido ao cansaço, depois de me abrigar em um hotel qualquer, decidi vir a um bar, talvez algo quente descendo pela minha garganta faça eu me sentir melhor.

— Cameriere, per favore - Chamo o garçom, que vem me atender com um sorriso no rosto - due colpi di vodka, per favore.

— Solo un secondo – ele responde, fazendo o homem sentado perto de mim rir.

Me viro para o olhar melhor, como as outras pessoas no bar, ele deveria ter a idade próxima a minha, com a barba por fazer, o cabelo bem cortado e o sobretudo da cor de um caramello, lhe dá a aparência perfeita.

Ele me flagra o olhando, erguendo a sobrancelha questionador para mim, dou de ombros, o respondendo.

— Potrei guardarti tutto il giorno. (Poderia te olhar o dia todo) - respondo audivelmente, bene, non sto mentendo. Eu poderia o desenhar, sem reclamar.

Ele me olha confuso, como se não tivesse me entendido muito bem, mas sorri. Minhas doses de vodka são colocadas em minha frente e eu viro uma delas sem pensar duas vezes.

— Mio Dio...

Muito quente.

— Sozinho em uma noite como essa? - me viro assustado, ah, é o homem bonito. Meu inglês não é o dos melhores, então não entendi muito bem o que ele me disse. Era um straniero?

— Perdono? - Me inclinei mais para sua direção, para ouvi-lo melhor.

— Solo in una notte come... questa? - Ele repete em italiano, sorrindo envergonhado, como se desculpasse pelo seu péssimo italiano.

Sorrio. Era anche solo... (ele também estava sozinho)

— Con Dio – Respondo.

— Comigo? - ele pergunta surpreso, com seu inglês carregado.

Bello.

— Com Deus, é diferente de "com você" – tentei explicar em inglês.

Ele sorriu de novo, ele com certeza tinha um sorriso bonito, Mon Dio.

— Não pra mim. Não venho para Itália com frequência – ele relaxou os ombros – mi scusa.

— Não peça desculpas, meu inglês também não é o dos melhores – falo do melhor jeito possível – como pode perceber.

O homem se inclina mais sobre o balcão, e me dá uma vista melhor de seu rosto.

— Mas tem um sotaque adorável – ele diz.

Sorrio tímido, coçando meu nariz.

— mi chiamo Zayn - il saluto - e tu?

Xx

— Liam – respondo prontamente – Liam Payne.

Zayn sorri e ergue sua última dose de vodka, a levando a boca sem cerimônias, e bebendo tudo de uma vez, fazendo umas gotas se perderem pelo seu queixo.

Como ele conseguia ser fodidamente sexy bebendo vodka?

— straniero? – ele pergunta, com o sotaque italiano carregando, o deixando irresistível.

Bebo o que sobrou do meu Whisky de uma vez só.

— Londrino, mas com família inteiramente italiana – explico, e ele me olha surpreso, com uma sobrancelha erguida.

Esse homem não tem um defeito?

— Meus pais estavam em Londres em uma viagem de negócios no dia do meu nascimento.

— Complicato.... – ele responde – ma perché sei solo? (Mas por que está sozinho?)

De volta a memória do meu dia que deu totalmente errado.

— Tentei fazer uma viagem de última hora para Veneza, mas percebi que não conseguiria chegar a tempo da virada do ano – sorrio triste – então decidi parar aqui em Verona, era melhor que estar sozinho dentro de um carro.

Zayn sorri solidário para mim.

— Hai provato a raggiungere la tua famiglia (você tentava chegar até a sua família) - ele fala – e io scappando dalla mia.

— Problemi? – tento meu italiano outra vez, mas Zayn ri.

— Qual família não tem, certo? – ele tenta seu inglês, me fazendo rir.

— Parece que somos uma boa influência um para o outro.

Meu olhar encontra o dele, como alguém pode ter olhos tão bonitos? Não era verde, nem azul, muito menos castanho. Era quase um amarelo. Eu nunca tinha visto algo tão bonito antes.

— Ma ci incontriamo. – ele diz, o que me faz voltar a atenção a ele.

— É, nos encontramos – respondo.

É isso que as pessoas chamam de amor a primeira vista ou eu só estou ficando louco?

Só posso estar ficando louco.

— Quer dançar? – pergunto.

Agora que não estou mais sozinho, me parece uma boa idéia ir para o meio da pista, até mesmo encarar o repertório de música romântica italiana.

— Oh, no – Zayn responde, com um leve sorriso no rosto – Io non ballo.

— Eu posso te guiar – falo, o puxando pela mão – vem.

Zayn se rende e se levanta, ainda segurando minha mão.

As pessoas que antes sorriam para mim por pena, parecem estar felizes por eu ter conseguido um par.

Bom, eu também estou.

— Vamos passar vergonha – Zayn diz no meu ouvido, me causando um arrepio com seu sotaque.

Eu devo estar mesmo rendido por esse moreno.

— Já é quase meia noite, eles não vão nem se importar com a gente – digo – agora me mostra o que sabe.

Zayn fica de frente para mim e segura minha mão esquerda, aproxima mais nossos corpos e coloca sua outra mão no meu pescoço.

— Devi tenere la mia vita – ele diz olhando nos meus olhos.

Eu me perco nos seus olhos, o amarelo se mostra ser âmbar, e é uma das coisas mais lindas que eu já vi.

— Vita? – pergunto, de volta a realidade.

Ele tira sua mão do meu pescoço e pega minha mão direita, levando-a até sua cintura.

Oh.

— Scusa – peço – não tenho dançado com muitos italianos.

— Buono.

Zayn tenta guiar a dança de acordo com a música, mas seus passos são errados, e

— Ai – ele pisou no meu pé – como conseguiu pisar nos meus dois pés ao mesmo tempo?

Ele se afasta.

— Ti avevo detto che era brutto – ele diz emburrado, o que me faz sorrir.

— Me deixa fazer isso – o puxo de volta para mim, aproximando nossos corpos abruptamente.

Nossos quadris se chocam e Zayn arfa.

— Wow.

Não posso ter uma ereção no meio da pista de dança.

— Vamos fazer assim...

Eu guio seus passos e ele me segue, conseguindo dançar sem pisar nos meus pés.

O conduzo de acordo com a música, e as pessoas vão sumindo ao meu redor, ficando só eu e ele. A luz fraca do bar ilumina o seu rosto, revelando todos os seus traços.

Zayn sorri satisfeito, por estar conseguindo seguir os passos, solto sua cintura e o giro, o fazendo rodar de volta para mim.

Cara a cara.

Nossa respiração se mistura, desço meu olhar de seus olhos para a sua boca, e ele parece estar fazendo o mesmo.

A música para.

— 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2...

Eu o beijo.


Notas Finais


E tbm, já ta toda pronta.


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