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História My Sweet First Love - Capítulo 52


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Capítulo 52 - Sangue no carpete.


Narração Diana 

3 Semanas depois...

Me sento a mesa, o café está posto como sempre Remmy fez todas aquelas delícias que eu amo e preencheu a mesa de canto á canto, ajeito meu corpo na cadeira e estico o braço pra alcançar a jarra com suco de laranja um pouco distante, tem algumas torradas com uma fatia de peito de peru postas sobre o pequenino prato a minha frente, bebo e como um pouco limpando a boca com um guardanapo macio.

- Bom dia – Sorri e senta na cadeira na outra lateral da mesa.

- Bom dia amiga, dormiu bem ? – Observo a mesma por um gole de café na xícara branca que tem a louça toda desenhada com tulipas. 

- Sim a cama é maravilhosa. Serio acho que estou flutuando sempre que me deito pra dormir – Bebericou um pouco do café e me olha por inteiro - Vai sair ?

- Vou, aliás estou atrasada – Arredo a cadeira a empurrando com o corpo e me levanto – Precisa de uma carona ou quer alguma coisa ? – Pego minha bolsa.

- Não, obrigada. Só vou terminar o café e ir pro hospital.

- Vem comigo Susan, eu deixo você lá – Vou até ela e ponho minha mão no seu ombro, não me custa nada fazer esse favor, já que ela tem ficado aqui comigo e me ajudado tanto.

Poe sua mão sobre a minha e sorri levemente.

- Amiga não precisa mesmo, eu ainda tenho que passar em uma pequena palestra em uma escola de ensino fundamental, ordens do Dr. Jones, ele agora é chefe geral do Hospital – Revira os olhos, parece não simpatizar com esse tal Jones – Pode ir tranquila, nos vemos a noite.

- Tá bem – Vou saindo de perto dela – Até mais – Mando um beijo pra ela, a vejo fazer o mesmo.

Abro a porta e dou de cara com Javon.

- Você agora vigia a porta Javon ? – Brinquei.

- Não senhora e que eu estava esperando suas ordens, precisa sair pra algum lugar ?

- Na verdade sim. Mas você está dispensado, tire uma folga Javon, vai se divertir um pouco - Sorri curto olhando dentro dos olhos amigáveis dele – Preciso das chaves do Bentley, pode me dar ?

- Senhora eu não posso, o Sr.Jackson me deu ordens pra não deixar a senhora dirigir por aí sozinha.

- Vamos Javon me mostre onde estão as chaves, o Michael nem vai saber – Tento convencê-lo, o que acho que seja impossível. Ele é bem obediente as ordens do Michael e as segue na risca.

- Senhora entenda o meu lado, se ele desconfiar não vai ser com a senhora que ele vai ficar irritado e sim comigo.

Pensando assim, ele tem lá sua razão.

- Eu juro que ele nunca vai saber, por favor ? – Quase imploro de joelhos, mas com essa barriga prefere apenas fazer minha cara de cachorrinho que caiu do caminhão da mudança.

- A senhora ainda vai me arrumar encrenca, mas eu não posso negar isso – Enfiou a mão no bolso fundo da calça preta e tirou a chave a pondo na minha mão – Toma cuidado, não quero nem pensar se algo acontece com você, dentre todos o bens que o Sr. Jackson tem, todo o dinheiro e prestígio, você é o que mais importa pra ele, ele morreria sem você e eu não estou inventando nada disso, o mesmo me disse. Então por favor se cuida.

Sorri e seguro sua mão.

- Obrigado Javon, mas nada vai acontecer. Agora vai descansar um pouco e só volte quando estiver relaxado, isso é uma ordem – Ele riu e assentiu com a cabeça.

Vou até o carro que está a alguns passos, o destranco e me sento, deixo minha bolsa no banco do carona, ajeito o espelho retrovisor, puxo o pino debaixo do banco e o arredo um pouco pra trás me deixando confortável por conta da barriga, enfio a chave na ignição e acelero saindo da propriedade.

Estive pensando durantes essas noites que fiquei em claro que eu deveria me desfazer do trabalho, pelo menos até o meu bebê ficar maiorzinho seria bom estar sempre com ele, o ajudando a dar os primeiros passinhos, a balbuciar as primeiras palavrinhas e com o trabalho eu não seria tão presente e isso não me agrada nem um pouco. Marquei uma reunião com o Sr. Steven pra resolver isso e corro pelo asfalto pra chegar lá às  10h em ponto.

Corro mais do que costumo, Michael estaria louco se estivesse aqui, sinto tanta falta dele, as noites todas que não consegui pregar o olho foi por que estranhei aquela cama enorme sem ele, não está sendo fácil, esse um mês parece que não passa nunca. Passo pela cancela do estacionamento e paro em uma das vagas, pego minha bolsa e saio do carro atravessando todo estacionamento que essa hora está com sua capacidade total completa, olho pra todos os cantos e só então paro em frente ao elevador, aperto o botão, nem demorou muito e abriu e eu subo até o andar em que trabalho.

A porta do elevador se abre. 

- Oi – Ryan sorri – Nossa quanto tempo não vejo você - Saio de lá e a porta se fecha atrás de mim.

- Pois é, e acho que essa será a última- Ri sentido uma dor ao dizer aquilo, esse trabalho sempre foi meu sonho, não era facil me desfazer dele assim.

- Que pena - Sua expressão muda e ele está triste – Você vai fazer falta aqui Diana.

- Nada, rápido eles me substituem – Ri e começo a caminhar.

- É pode até ser, mas vai ser difícil achar alguém com a luz que você tem – Paro e observei ele que sorriu, gosto do Ryan, ele é um bom rapaz torço pra que ache alguém que o ame, ele merece muito.

- Estou até sem graça – Ri – Obrigado Ryan, mas agora eu tenho que ir. O Sr.Steven esta na sala dele?

- Sim, acho que está somente a sua espera.

- Ok. Obrigado – Me afasto – Tchau Ryan – Aceno pra ele que sorriu.

Bato na porta e em seguida ela se abriu.

- Ora, ora se não a senhora Jackson – Brinca e olha pra todo meu corpo – Como está Diana ?

- Bem e você?

- Ótimo, vamos ... entre – Abre mais a porta e eu entrei me sentado na cadeira confortável perto da sua mesa.

Fecha a porta, anda pela sala e senta na minha frente, balança na enorme cadeira e pega um copo de Whisky que tem na sua mesa.

- Então você está mesmo disposta a deixar o trabalho? – Bebe o líquido amarronzado que tem no seu copo.

- Estou, minha prioridade agora é o meu filho.

- É uma pena, você é uma das minhas melhores funcionárias Diana. Mas se você quer assim, assine isto – Abre a gaveta e tira de lá a rescisão, pega uma caneta preta com detalhes em prata do meio das tantas que ele tem na mesa e me entrega.

Respiro fundo e assino, estou certa que é o melhor a se fazer.

- Esta feito - Tampo a caneta e ponho sobre a mesa e o entrego a rescisão de contrato.

Ele assina também e carimba em alguns lugares.

- Agora é só a minha secretaria deixar no RH, foi bom trabalhar com você Diana – Estende a mão e eu peguei.

- Posso dizer o mesmo Sr. Steven – Sorrimos e me pus de pé, dei um abraço nele que me levou até a porta.

Desço ao estacionamento novamente, daqui vou passar no médico e comprar minhas vitaminas que venho bebendo pela falta de ferro que tive nesses últimos meses da gestação. Pago o estacionamento, saio do prédio e me encaminho até o consultório do Dr. Giliard. O trânsito está maravilhoso e isso fez com que eu chegasse rápido no consultório pra mais uma das inúmeras consultas nessa reta final, espero apenas 5 minutos na recepção  e logo sou chamada.

Horas depois...

A consulta foi ótima, está tudo bem com ele e comigo, me despeço do Doutor e passo na farmácia que tem colada no consultório, bem ao lado. Compro tudo que preciso e dali vou pra casa, já era tarde, o dia já estava ficando escuro e estou precisando urgentemente de um banho e relaxar. Faço o mesmo trajeto, bem mais devagar do que de manhã, estaciono e entro rapidamente em casa,  tirando  meus sapatos e os levo pra cima em uma das mãos, ando pelo corredor do segundo andar e abri a porta, tomei um susto vendo uma mulher loira revirando as minhas coisas.

- Posso saber o que você está fazendo no meu quarto Angel ? – Ela se virou ficando nervosa de imediato.

Adentro e deixo meus sapatos e bolsas em um canto.

- Responda Angel – Encaro ela com ar de poucos amigos.

Só quero ver a desculpa que essa enxerida vai inventar.

- Diana ... e Oi – Ri fraco mais minha expressão na muda e continuo seria – Eu tive que vim pra Los Angeles, preciso de uns contratos do Michael.

- Não me interessa o que veio fazer, só quero que saia do meu quarto e nunca mais mexa  nas minhas coisas - Disse ríspida e soo até um pouco ameaçadora.

- Mas é  o meu trabalho, e se precisar mexer nisso daqui eu vou sim Diana, não vai me impedir.

- Vou sim – A minha voz saiu mais alto e grave – Você pode ser o que for mais aqui quem manda sou eu, você está na minha casa Angel e eu não vou aceitar que mexa nas minhas coisas e nem que entre no meu quarto.

- Você está se achando né  só por que está grávida e tem o Michael comendo nas suas mãos. Mas olha aqui sua ridícula, eu trabalho pro Michael e ele sempre me deixou entrar nesse quarto, então cala a sua boca e me deixa procurar o que quiser em paz.

Do que ela me chamou ? Isso não vai ficar assim não. Pego no seu braço com força e puxo pro lado de fora do meu quarto.

- Você enlouqueceu? – Grita

- Sai da minha casa Angel, agora- Aponto em direção a escada.

- Você está me expulsando?

- Que bom que é inteligente e entendeu rápido - Ri debochando dela.

- Escuta aqui Diana, faz tempo que eu te suporto, eu não gosto de você. E eu sou aceitei continuar trabalhando pro Michael depois que ele me dispensou pra ficar com você por que no fundo eu ainda tinha um certeza – Se aproxima rente ao meu rosto.

- Que certeza ?

- Que ele enjoaria desse conto de fadas e viria correndo atrás de mim.

- Mas isso não deu certo não é Angel, por que ao contrário do que ele tinha com você que era só uma caso, ele me ama e sempre foi fiel. Aí está seu ódio todo.

- Ele é um idiota, não sei o que ele vê em você. Mas eu te digo uma coisa, eu ainda não desiste - Deu um sorriso doentio e me espantou.

- Você está me dizendo que não vai desistir de ficar com o meu marido? – Quase berrei, nervosa ao extremo, minha mão está comichando pra dar um tabefe nessa vaca.

- E isso mesmo que ouviu, o Michael ainda vai ser meu – Sussurra e me fez perder a cabeça.

- Sua ordinária, falsa, se fazendo de boazinha mais no fundo você só queria me tirar do caminho não é Angel. Que pena que o Michael me ama é louco por mim, e o nosso amor é forte, você não vai conseguir separar a gente – Falei bem perto do seu rosto e vejo seus olhos ficar vermelhos de raiva.

- Ele vai ser meu Diana, eu vou fazer de tudo pra ele ser meu – Riu na minha cara.

- VAGABUNDA - Dei um tapa forte no seu rosto que estalou e fez ela o virar com força pro outro lado. 

- Você é louca?  Isso não vai ficar assim – Vem pra revidar, mais eu seguro seu braço.

- Cala a boca sua vaca – Seguro seu cabelo e levanto seu rosto - Você não me conhece Angel, experimenta só chegar perto do Michael ou do meu filho.

- Você pode me ameaçar eu não tenho medo de você.

Essa mulher já foi longe demais...

Pego no seu braço novamente e a levo até o topo da escada.

- Sai daqui agora Angel – Gritei

- Eu vou sim, mas  um aviso Diana, não entre no meu caminho e nem tente envenenar o Michael contra mim .

- É uma ameaça?

- Você não sabe do que sou capaz quando quero uma coisa.

- Desista Angel, você nunca foi nada pra ele, e nunca vai ser. Ele me ama - A provoco, e vejo que ela está a ponto de explodir .

- Talvez ele não te ame mais quando estiver morta - Agarrou meus braços e me empurrou com tudo pela escada, rolo batendo meu corpo em cada degrau e caio muito machucada no chão da sala.

Respiro com dificuldade por conta da dor horrível na minha costela, meus olhos estão turvos mas vejo ela descer as escadas.

- Aaaaaa – Gritei de dor ao sentir uma pontada muito forte e o meu filho se mexer de um jeito bruto na minha barriga.

Olho pra minha barriga e sinto de novo a dor só que agora muito mais forte.

Meu Deus ...

A dor parecia esmagar minha barriga e sinto algo escorrer pelas minhas pernas, pedi a Deus que não fosse o que já imaginava, mas pro meu desespero era, era sangue, meu Deus eu estou perdendo meu filho, começo a chorar,  tento me mexer e não consigo.

- Me ajuda... por favor – Imploro aos prantos sentindo minhas forças diminuírem, ela parou em frente a mim e abaixou olhando meu rosto desesperado.

- Por mim que você e esse catarrento vá pro inferno - Ri com os olhos do demônio, ela é uma psicopata, fica de pé e pula passando por cima do meu corpo e me deixa lá caída.

- Não... por favor - Grito desesperada e choro copiosamente.

Estou perdendo os sentidos, mas eu preciso salvar meu filho, tiro forças de onde não tenho e me arrasto pelo chão até a mesa onde fica o telefone, parece que as forças divinas estavam ao meu lado e mesmo gemendo de dor, eu consigo ir até a mesa, me agarro na perna dela com uma das mãos e outra agarro ao tampo. Consigo erguer o tronco um pouco e disco o número da Susan.

- Alô.

- Susan pelo amor de Deus me ajuda - Choro sem parar – Por favor salva meu filho.

- Diana ... O que tá acontecendo? Diana me responde ... Diana ...

A voz foi ficando longe, eu perde todas as forças e apago não vendo mais nada.

Narração Susan

Ponho o telefone no bolso e saio correndo pelo corredor do hospital, peço a ajuda de alguns paramédicos e sigo em alta velocidade numa ambulância pra Neverland. Meu Deus como estou com medo, Diana não me disse mais nada e eu nunca vi ela tão desesperada, peço aos anjos mentalmente que não seja nada grave.

Quando entramos no gramado de Neverland, estava tudo apagado dentro da casa, desço as pressas do carro e vejo uma cena que eu nunca desejei ver na minha vida, tinha um rastro de sangue pelo chao e Diana desfalecida perto da mesa segurando o telefone.

- Diana - Dou tapas no seu rosto - Amiga pelo amor de Deus fala comigo, o que aconteceu aqui ? Diana me responde, vamos acorde.

Ela nem se mexia, checo seus sinais vitais que estão muito fracos, grito pra que entrem, imobilizamos ela e levamos pra dentro da ambulância, agora cada minuto e importante pra salvar a vida dos dois.



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