História My Sweet Intérprete - Capítulo 74


Escrita por:

Postado
Categorias Guns N' Roses
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Personagens Originais, Slash, Steven Adler
Tags Axl Rose, Brooke Shields, Duff Mckagan, Guns N' Roses, Izzy Stradlin, Slash, Steven Adler
Visualizações 162
Palavras 4.448
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiii Gente!!!

New Cap...espero que gostem!

Fotinha de capa tirada por: Axl Rose!
Rsrsrs...no decorrer da história vocês irão entender!

Boa leitura ;)

Capítulo 74 - I Feel Good


Fanfic / Fanfiction My Sweet Intérprete - Capítulo 74 - I Feel Good

 

POV Axl

...

Estava olhando algumas letras que haviam me surgido nos últimos dias. Quando estivesse com quase todo o material, mostraria aos caras para criarem uma melodia.

Jennifer já estava deitada na cama e me virei para olha-la por um instante. Ela parecia estar quase dormindo. Poderia ficar ali pra sempre admirando ela dormir, mas algo não me saia da cabeça, o que aconteceu mais cedo nessa tarde.

Quando aquele babaca começou a assediá-la, ela apenas se afastou, ficou mais séria e fechada, e por vezes pareceu se controlar para não dar um tapa na cara do imbecil a sua frente. Exatamente isso me chamava à atenção: Por que ela não o esbofeteou como já fez outras vezes? Uma vez ela quase bateu em um gordo numa entrevista com Duff e Steve e uma vez até mesmo em mim. Na verdade, várias vezes ela já quis bater em mim.

Só então analisando bem a situação, entendi. Ela sabia que se fizesse isso, a chance deu socar aquele cara até ele perder a consciência seria bem maior, eu não a deixaria sujar suas mãos com aquele imbecil. Quando chegamos aqui ela deixou bem claro, que foi melhor assim para não me prejudicar, para não gerar outro escândalo. Então ela fez isso por mim? Ela se segurou para não começar uma briga para não me prejudicar?

Nunca garota nenhuma fez algo do tipo por mim. Ao contrário, algumas até provocava situações de ciúmes para que houvesse uma briga e seus nomes fossem citados em jornais e revistas de fofoca, ou apenas para se vangloriarem de terem sido disputa em uma briga qualquer.

Olhando-a deitada, quase dormindo, tive certeza de algo que há muito tempo eu já sabia: Essa era a garota da minha vida. A cada dia a amava mais, me apaixonava mais, a queria mais.

Mas ao mesmo tempo temia, temia porque sempre que me abria com alguém, algo ruim acontecia. Minhas ex namoradas se revelavam manipuladoras, mentirosas e interesseiras. Tudo ia bem e de repente algo desmoronava e tudo ia por água a baixo, parecia ser parte de a minha vida isso acontecer, algo de mim. Talvez o meu passado não ajudasse muito, porque o que mais havia nele era escuridão e eu cresci esperando sempre pelo pior. Como se eu não fosse merecedor de algo assim tão puro.

Mas agora ao olha-la, eu via luz. Sentia algo que nunca senti em minha vida e pela primeira vez acreditava que era completamente verdadeiro. E não podia mais guardar isso para mim, eu precisava dizer a ela.

Deitei-me ao seu lado esperando que ela abrisse os olhos, mas nada.

- Jenny? Estar dormindo? – Ela não mexeu um músculo sequer.

- Jenny!?

Ela cobriu seu rosto com o lençol, dando um sorriso traquino, revelando que me enganava todo esse tempo e que estava acordada. Abaixou o lençol e me revelou seu sorriso maroto, seus olhos com um brilho quase de criança. Prestava atenção em cada gesto, em cada movimento que ela fazia.

- O que foi? Por que esta tão sério? – Questionou um tanto tensa.

- Eu...? – Passei a mão em seu rosto delicado e então falei de uma só vez:

- Eu Te Amo.

 

POV Jennifer

Meu coração disparou ao mesmo tempo em que parecia que eu havia congelado. Arregalei meus olhos e procurava por palavras que faltavam a minha mente.

Foi a primeira vez que ele disse que me amava. E foi tão de repente, tão inesperado que eu não sabia como agir.

Respirei fundo na expectativa que o oxigênio voltasse a minha cabeça. Um sorriso se formou em minha face e imediatamente voei para cima dele, enchendo-o de beijos.

- Eu também te amo. – Finalmente consegui falar.

Ele deu um sorriso singelo e voltou a passar a mão carinhosamente em meu rosto. Encarei seus olhos verdes que me transmitiam paz, sinceridade e amor. Eu nunca havia sentindo algo semelhante em toda minha vida e mesmo tendo apenas 22 anos tinha certeza de que esse homem na minha frente era o amor da minha vida.

Ele entrelaçou sua mão a minha e me fez apoiar minha cabeça em seu peito.

- Por que você me disse isso agora? Essa noite?

- Eu não conseguia mais guardar isso para mim. Precisava lhe dizer. Jenny, eu gosto de você há um bom tempo, talvez já deveria ter lhe dito isto há muito tempo, mas devo lhe admitir que eu temia.

- Temia? Por quê?

- Não sei, talvez por achar que algo ruim fosse acontecer. Eu não sou um cara que se abre assim tão fácil Jennifer, não depois de tudo que já passei. Você sabe que meu relacionamento com Erin foi muito cheio de problemas, e tudo começou a complicar quando ela teve certeza do meu amor por ela, eu me abri com ela e ela usou isso contra mim.

- Acha que eu faria isso?

- Às vezes só penso que uma pessoa como eu, não merece algo assim.

- Meu amor, você merece. Você é um cara maravilhoso, pelo qual eu me apaixono a cada dia que descubro mais sobre você. Nunca pense dessa forma.  

Era raro ás vezes que via Axl tão vulnerável, com a guarda abaixada. E era nessas vezes que notava o quanto seu passado o havia machucado, o fazendo pensar que ele não merecia as coisas que tinha, conseguia. Fruto da rejeição de seu pai, dos maus tratos de seu padrasto, da condescendência de sua mãe.

- Você não estar me achando um tolo por falar essas coisas né? Já tô parecendo mulherzinha. – Resmungou me fazendo rir.

- Não. – Ergui minha cabeça e mirei em seus olhos. – Quero que saiba que pode sempre confiar em mim, quando quiser se abrir, estarei aqui para lhe ouvir.

- “My Sweetheart”! – Deu-me um beijinho na testa.

- Eu te amo Axl Rose...amo, amo amo. – Retribuí com inúmeros beijinhos que distribuir em seu rosto.

Ele ficou alisando sua mão em minhas costas, fazendo um leve carinho até cairmos no sono.

E eu fui dormir pensando: Havia limite para felicidade? Porque eu acho que não tinha como eu ser mais feliz.

...

{...}

Estávamos na pior parte da viagem: o vôo. Saímos de Santiago ás 08:30h da manhã e a previsão era chegar em Buenos Aires ás 10:30h. Meia hora após a decolagem, levantei da minha poltrona, deixando Camille que já estava no décimo sono e fui para o fundo. Cheguei até o assento de Axl, com cara de cachorrinho que caiu da mudança.

Rose e Izzy iam conversando animados e assim que Isbell me viu, olhou por alguns instantes e então se levantou.

- Já entendi. – Disse saindo e indo se sentar ao lado de Camille.

- Deseja alguma coisa senhorita Torres? – Rose me perguntou colocando o pé no assento ao seu lado me impedindo de sentar.

- Deixa eu ir com você. – Pedi.

- Não foi você mesma que disse que não queria que nos vissem juntos na viagem e quando eu disse que ia ao seu lado, enfatizou na frente de todos que de jeito maneira. – Repetiu o que havia dito mais cedo na porta do hotel.

- Mas estar tendo muita turbulência, e Camille já caiu no sono, não me faz companhia.

- Não sei, acho que agora sou eu que não quero que nos vejam juntos.

- Ruivinho, não seja mal.

Bem, apenas poucas pessoas ali não sabiam da gente, Rachel, Ashley, alguns produtores que estavam mais afastados e a insuportável da Katie. Mas eu estava pouco me lixando para ela, em breve voltaríamos para L.A. e não seria mais segredo para ninguém.

Fiquei parada esperando Axl se decidir quando o avião balançou novamente me arrancando um grito. Rose apenas caiu na gargalhada, mas serviu para ele se comover com minha situação.

- Senta aqui baixinha. – Tirou o pé liberando o assento.

Logo que me sentei, apertei bem os cintos e me agarrei a ele.

- Calma, você estar gelada. – Falou me abraçando forte e me aquecendo.

- Você deve me achar uma boba.

- Não, mas como pode uma pessoa que sonha em viajar e conhecer o mundo, ter medo justamente de avião? Já lhe disse, é o meio mais seguro.

- Eu sei, mas ...

- Você conhece Buenos Aires? – Me interrompeu.

- Conheço. Morei lá um tempo com meu pai, uns 06 meses. – Respondi confusa. Por que essa conversa agora?

- Me disseram que é uma cidade bonita. O que me diz?

- É sim, acho uma cidade envolvente. – Comecei a falar sobre a cidade, de quando morava com meu pai e os lugares que mais gostava.

Ele prestava atenção em tudo e me perguntava muita coisa também. Perguntou-me algumas palavras em espanhol para se comunicar com o público e quando vi, havíamos chegado a nosso destino.

- Obrigada. – Só então entendi que ele me distraiu para o medo passar, e não é que funcionou. Eu nunca relaxava em um voo e novamente ele tinha me acalmado.

Dei-lhe um rápido beijinho e então desembarcamos.

...

 

POV Steve

Chegamos ao hotel e como de praxe eu saí correndo para a varanda do meu quarto, mas para minha decepção não havia fãs para que eu pudesse acenar, diferente do Brasil.

O hotel era enorme, 05 estrelas e muito bonito. Novamente um corredor inteiro havia sido reservado para nos da banda. Além de nos 05, no nosso andar também estava o quarto da Ângela, da Rachel e da Ashley, da Katie, da Camille e da Jennyzinha. No andar de baixo, estavam Alan e alguns produtores.

Deixei minhas coisas jogadas no quarto e fui para o quarto ao lado, pensando ser o de Duff, mas quando entrei, me deparei com um casalzinho aos beijos.

- Pô Steve! Você não sabe bater? – Axl esbravejou, enquanto Jenny se afastou dele tímida.

- Ruivinho, estou no quarto ao lado do seu. – Disse animado. – Mas onde é o quarto do Girafa? – Indaguei.

Ao terminar de perguntar, Duff adentrou o quarto achando que era o meu.

- Esse é o quarto do Axl? – Ele disse confuso.

- Outro. – Axl resmungou.

- Pera aí! O quarto do ruivo esta entre os nossos quartos? Mas o quarto do Rose sempre é na ponta. Por que não ficou dessa vez?

- Parece que o quarto do final do corredor estava em reforma. – Jenny explicou.

- Era só o que me faltava, o meu quarto estar no meio. Esses loiros são muitos barulhentos.

- Que é isso ruivinha. Somos ótimos colegas de quarto ao lado. – Duff falou indo até o frigobar e pegando uma cerveja.

- Não vai ter problemas Axl. – Jenny falou docemente.

- Não vai por que vou trancar esse quarto a sete chaves. Olha aí esse folgado já pegou uma cerveja.

- Ih, melhor sairmos, à ruiva está bem estressadinha. – Proferi vendo Axl range os dentes para mim por chama-lo de ruiva.

- Pera aí. Eu quero falar com a ruiva, ops, Axl. – Duff falou. – Rose, nossa festa já estar pronta. Scotti é o cara, ele tem contatos em todo o mundo. Já reservamos uma boate e vai ser a melhor festa das nossas vidas. Vai começar com meu aniversário e terminar com seu aniversário. Muita bebida, música, mulheres gostosas para nós...

- Ham, ram. – Jenny pigarreou.

- Mulheres para mim e para Steve. Você não. – Duff corrigiu.

- Vejo que já organizou tudo Girafa. – Axl disse acendendo seu cigarro. – Já que não vamos estar em L.A., aproveitemos a festa aqui então.

- Só espero ser convidada para essa festa Duff. – Jennifer disse.

- Claro Jenny. – Duff piscou para ela.

- Vamos chamar também a Camille, a Rachel e até a Ângela se ela quiser ir. – Falei animado.

- Rachel não. – Duff saltou extenuado nos fazendo olhar para ele.

- Por quê? – Jenny questionou.

- Ele estar brincando Jenny. – Tentei ajudar o Girafa com o fora que ele deu.

- É...- Ele disse sem graça.

- Bem, agora já podem ir. – Axl falou praticamente nos expulsando de seu quarto.

...

Assim que saímos do quarto do ruivo marrento, fomos para o restaurante.

- Cara, por que tu disse que íamos chamar a Rachel?

- Pô Girafa, a mina é gente boa.

- Aquela garota é confusão. Ângela nos mata se acontecer alguma coisa com ela.

- Bem, ela te mata você quer dizer, porque eu acho que ela não sabe nem o meu nome: “Michael”. – Disse divertido, falando o nome do Girafa igual a loira o chamava.

- Vá se ferrar. Mas o que você quer dizer com “ela não sabe nem seu nome”?

- Ah Girafa, eu já vi como tu fica todo nervoso perto da garota e como ela te dá mole. Acho até que tu anda olhando demais para ela, se não te conhecesse diria que você estar até gostando da menina.

- Eu?? Eu?? – Ele cuspiu sua cerveja. – Quero aquela menina longe, isso sim.

- Sei.

- Melhor mudarmos de assunto. – Falou emburrado.

Chegamos ao restaurante e fomos logo fazendo nossos pedidos à garçonete simpática que veio nos atender.

- Vocês não gostariam de almoçar a beira da piscina, temos mesas ao ar livre senhores.

Na mesma hora eu e Duff aceitamos. Seria ótimo pegarmos um ar livre, já estávamos há muito tempo enfurnados  dentro dos nossos quartos de hotéis.

 

POV Duff

Estávamos aguardando nosso almoço chegar quando Katie veio chamar Steve, pois havia algo de errado com seus dados no check in do hotel. Fiquei sentado à mesa, admirando a bela e grande piscina a minha frente e quando vi melhor, observei Rachel sentada em uma espreguiçadeira.

Ela estava de short jeans e uma blusinha de alça, com óculos escuros e parecia fitar o nada. Mas será que ela já estava me perseguindo? Pensei. Me levantei e fui onde a mesma estava.

- Você não me dá um minuto de paz não é mesmo? – Cheguei parando a sua frente, mas assim que ela olhou para mim, notei um semblante triste em seu rosto.

- O que foi? Por que estar assim?

- Não foi nada Michael. – Respondeu tentando disfarçar as lágrimas que percorriam seu rosto.

- Algo aconteceu. Por que não me diz?

- Eu briguei com minha mãe. Nada demais. – Ela tentava se mostrar indiferente.

- O que a Ângela fez? – Puxei uma cadeira e me sentei ao lado dela.

Ela olhou admirada da minha atitude.

- Apareceu uma oportunidade de emprego para mim. Um desfile no México, não é grande coisa, mas haverá muitos estilistas e seria uma ótima oportunidade para minha carreira. Mas ela não aceita, porque é justamente na semana de inscrição para a minha faculdade.

- Você vai fazer faculdade?

- Bem, eu passei em Direito, mas meu sonho é ser modelo. Eu só fiz me inscrevi na faculdade por insistência da minha mãe. Não é que eu não pense em estudar, mas o momento de ser modelo é agora e minha mãe não entende.

- Mas também é uma carreira muito boa.

- Sim, mas ela não acredita muito que eu irei fazer sucesso. Apenas pensa que irei desperdiçar meu tempo. Eu já disse para ela que poderia estudar mais pra frente, mas que ser modelo é algo que teria que fazer agora. Você sabe que essa é uma profissão com prazo de validade. Quando estiver mais velha eles não irão mais me querer.

- Bem, eu não entendo muito disso, mas pelas modelas que já peg...que já conversei, já ouvi algo sobre.

- Aí ela sempre fica me dizendo que no tempo dela isso, que tudo era muito difícil, que meus avós não puderam pagar a faculdade, que eu estou desperdiçando essa oportunidade por um sonho bobo.

- Não acho que qualquer sonho que seja, seja bobo.

- Não?

- Não. Olha pra mim. Quem diria que um Girafa de Seatle desengonçado e tímido iria tocar para milhões de pessoas? Mas não deixei que isso me atrapalhasse, saí de casa, vim para uma cidade bem diferente da minha, acreditei nesse bando de malucos que encontrei quando cheguei em L.A., e me enchi de bebidas para subir no palco. – Sorri.

- Acha então que deveria largar tudo e ir atrás do meu sonho?

- Ei, calma aí. Não disse isso. – A Ângela me mataria se ela soubesse dessa conversa. – Estou dizendo para você não desistir de fazer aquilo que acredita que é pra você. Não vá tomar atitudes “impensadas” loira, tente resolver isso da melhor forma possível.

- Na verdade ela não quer que eu cometa os mesmos erros que ela e passe pelo que ela passou. Mas eu tenho que crescer sozinha, nem que seja quebrando a cara, mas só assim aprenderei. – Suspirou.

- O que acha de almoçar comigo e com aquele outro loiro? – Falei apontando para Steve que retornava para a nossa mesa. Ela me deu um sorriso e assentiu, se levantando e vindo almoçar conosco.

Conversamos bastante e até que ela era uma garota legal. Quando deixava de lado o jogo de sedução e insinuações, revelava uma garota linda e bem divertida.

 

POV Izzy

Havia chegado a meu quarto que ficava ao lado do de Camille. Mesmo insistindo para ela ficar junto comigo, ela preferiu um quarto só pra si.

Eu não poderia estar mais feliz em tê-la junto a mim. Camille era uma mulher fantástica, a qual tinha admiração e me despertava uma paixão nunca antes sentida. Era a mulher que procurava para minha vida.

Como estávamos cansados da viagem, resolvemos pedir o almoço no nosso quarto. No entanto meu telefone estava com problemas, então desci para relatar isso ao gerente e aproveitei para fazer o pedido.

Na volta esbarro em Slash que entrou no mesmo elevador que eu. Ele não havia trocado uma palavra comigo após saber que eu e ela estávamos juntos.

- Cara, a gente podia conversar? – Dei o primeiro passo.

- Não estou com cabeça pra isso, Isbell. – Disse sem nem olhar na minha cara.

- Pô cara, eu sei que a situação é difícil, mas eu queria que a gente pudesse ao menos conversar, na boa.

- Porra! Mas vocês não sabem mesmo o que significa “ME DEIXAR EM PAZ”. – Esbravejou.

- Tudo bem. – Recuei.

- Só me dê tempo Isbell, só me dê tempo. – Ele abaixou o tom de voz e falou assim que o elevador parou no nosso andar.

Talvez Slash estivesse certo e estivéssemos forçando ele a aceitar nossa relação. O melhor seria mesmo deixar o cabeludo na dele e as coisas voltaram ao normal por si só.

Ele saiu do elevador e deu dois passos, assim que me preparei para sair ele parou se virando para trás e me olhando sério.

- Faça ela feliz, Isbell. – Me pediu, apenas assenti e então ele saiu.

 

POV Jennifer

Havia terminado de arrumar minhas coisas no meu quarto. Já era meio da tarde e não tinha mais visto o ruivo depois do almoço. Fui até seu quarto me deparando com ele deitado na cama com os pés para fora e com cara de tédio.

- O que foi? – Perguntei vendo seu modo.

- Estou cansado de estar dentro de hotel. – Bufou.

- Quer ir para piscina? – O dia estava muito bonito, o que era raridade nessa época do ano em Buenos Aires.

- Não. – Deu um suspiro.

Entendi seu enfado, realmente ele tinha ficado todo esse tempo dentro dos hotéis por onde passamos. Saiu apenas para ir à casa da mamãe no Brasil e uma noite com Sebastian, fora isso era só para o show. Então tive uma ideia, podia ser maluca, mas não custava tentar.

- Eu vou ali rapidinho e já volto. – Falei enquanto ele permaneceu deitado sem dizer nada.

...

Voltei animada para seu quarto e ele estava na varanda olhando para o nada.

- Vamos?

- Pra onde? Não estou a fim de piscina Jenny. – Respondeu.

- Não é piscina, anda venha. – O puxei pela mão e ele veio meio contrariado.

Olhei para sua mala e peguei uma camiseta mais básica e pedi para ele colocar. Como ele já estava de calça jeans não precisou trocar. Ao final coloquei um boné e um óculos escuro. Ah e peguei uma máquina fotográfica.

Fomos para os fundos do hotel onde um carro nos aguardava juntamente com Phill. Entramos na parte de trás, enquanto Phill ia ao lado do motorista.

- Para onde esta me levando senhorita Torres?

- Para pegar um ar. – Respondi sem dar muitos detalhes, igual ele sempre fazia comigo.

Após percorremos alguns quilômetros chegamos a Galeria Gueme. Ela tratava-se de um edifício de arquitetura italiana que foi muito famoso na capital portenha por possuir salões de festa, teatros dentre outras coisas na época dos anos 20. Porém hoje ela era uma galeria com lojas, restaurantes, mas o que mais chamava a atenção, sua estrutura e seu mirador que dava uma visão privilegiada da cidade.

- Você me trouxe para um prédio velho? O que irá fazer comigo aí dentro? – Disse debochado.

- Para de ser chato, vem comigo.

O período que morei aqui com meu pai eu conheci esse prédio e me apaixonei, diferente dos outros mirantes, ele era o mais escondido e menos procurado por turistas por não ser tão divulgado, por isso tive a ideia de trazer o ruivo aqui, menos chance de alguém o reconhecer.

Rapidamente o conduzi por dentro do prédio e mesmo ele não falando, pude vê sua cara de admiração ao vê à bela estrutura do edifício, seus quadros, sua estrutura e esculturas. Eu sabia que ele gostava um pouco de arte e admirava trabalhos artesanais e históricos. Phill nos acompanhava observando se alguém o reconhecia ou vinha em nossa direção.

Logo pegamos um elevador com algumas pessoas que estavam muita entretida falando de compras, que nem repararam na nossa presença. Mesmo assim Axl abaixou a cabeça tentando se esconder. Até que ele estava bonitinho com o boné e com o cabelo preso, ficava um tanto diferente. Chegamos ao último andar e de lá fomos para o terraço, onde ficava o mirador.

Subimos a escada, já que para essa parte só se chegava de escada mesmo e ao final um rapaz franzino nos aguardava.

- Boa tarde senhorita Torres. – Ele me cumprimentou.

- Vocês se conhecem? – Axl arqueou as sobrancelhas.

- Não. – Respondi. Então lhe expliquei.

Quando saí do quarto do ruivo havia ligado para a organização da galeria e havia solicitado que após o fechamento do mirante fosse permitido a nossa entrada para que pudéssemos subir tranquilamente. Expliquei de quem se tratava e eles prontamente me ajudaram.

Ao chegarmos ao terraço tivemos uma linda vista de toda a cidade. Axl estava deslumbrado, afinal era a melhor forma para ele conhecer um pouco da cidade já que ele não poderia simplesmente ir até os locais.

Comecei a explicar todos os pontos que podíamos vê mostrando um pouco de Buenos Aires para ele.

- Você é minha guia favorita, sabia. – Me puxou pela cintura me dando um beijo.

- Eu sei que é chato não poder conhecer a cidade de perto, principalmente com você sempre ouvindo pelos outros como ela é tão bonita.

Ele me sorriu e continuou ouvindo o pouco que eu sabia sobre a história local, admirando e observando como a cultura era diferente no sul das Américas.

Ao longe dava para vê uns caras andando de skate e Axl ficou observando, chamou Phill que estavam mais ao longe e começaram a conversar enquanto desci até um dos Gellatos da galeria e comprei sorvete.

...

- Aqui esta. Chocolate, seu preferido. – Entreguei para Axl. O meu era de morango, adorava sorvete de morango.

- Pega Phill, trouxe para você também. – Falei lhe vendo me olhar sério, pra variar.

- Estou trabalhando senhorita Torres, não posso aceitar.

- Até parece que estou lhe estendendo uma garrafa de vodka. Ora mais, pegue, estar um calor danado, e é de coco não tem álcool, não irá interferir no seu trabalho. – Quase lhe dei um sermão. Axl apenas ria enquanto assentia para Phill aceitar, o que ele fez mesmo contrariado.

- Obrigado. – Murmurou.

- Poderia ao menos demonstrar que esta feliz Phill. Cadê meu sorriso? – Falei e ele apenas me olhou sério, de novo.

- Estou feliz senhorita. – Disse sem um esboço de sorriso. Como podia? Ele não me dava um risinho.

- Vê o que sofro Phill, é baixinha, mas é muito mandona. – Agrrr eu queria matar esse ruivo.

Voltei e fui me sentar ao lado de Axl que estava na beira do terraço.

- Obrigado. – Disse admirando o pôr do sol a sua frente.

- Não foi nada ruivinho.

Ficamos um tempo ali conversando e tomando nosso sorvete. Logo ele pegou a câmera que estava em minhas mãos e começou a tirar fotos minhas.

- Por que só foto minha? Deixa eu tirar sua também. – Reclamei. Ele já tinha me feito fazer várias poses, que por sinal deviam estar todas feias, já que não levava jeito para foto.

- Quero um álbum seu. – Respondeu.

- Vem, tira uma comigo. – O puxei e tiramos algumas fotos juntos.

 Passou uma meia hora descemos e fomos observando melhor a galeria, como o movimento estava pouco pudemos aproveitar. Até Phill vinha aproveitando o passeio.

Chegamos próximo ao carro, mas estava morta de apertada(xixi). Não sei por que não tinha ido ao banheiro antes.

- Meninos eu já volto, tenho que ir ao banheiro.

- Vai lá baixinha.

Apenas cerrei os olhos para Axl, fazendo cara feia, detestava quando ele me chamava de baixinha.

Fui e assim que voltei me deparei com uma cena revoltante. Axl e Phill estavam encostados no carro me esperando, conversando animados e o meus olhos se voltaram imediatamente para Phill, que estava rindo, RINDO com Axl.

- Eu não acredito nisso. – Falei.

- No que? – Axl perguntou confuso.

- Nada. – Entrei no carro bicuda e olhando feio pra Phill.

Como podia? Até sorvete para ele eu comprei, mas comigo ele não dava um risinho. Indignação total.

...

Ao chegar ao hotel, Axl subiu para seu quarto e eu fui para a recepção pegar a programação de amanhã que Ângela havia me deixado.

Já havia conferido tudo e já estava voltando para o quarto de Rose, quando vejo Steve parado na porta de seu quarto um tanto pálido.

Ele se apoiava no batente e assim que me aproximei notei que ele estava passando mal.

- Jennyzinha, me ajuda? – Ele me pediu assim que me viu.

O apoiei em mim e entramos em seu quarto, ele estava quente e suado, de certo com febre. O ajudei deitar na cama, enquanto notei ele tremer um pouco.

- O que você fez Steve? – Perguntei triste e preocupada.

Apenas uma coisa passava em minha cabeça e torcia para estar completamente errada.

...

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!

Bjos e até o próximo <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...