História My Sweet Nightmare. - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Death Note
Personagens Beyond Birthday, L Lawliet, Light Yagami, Matt, Mihael "Mello" Keehl, Misa Amane, Nate "Near" River, Personagens Originais, Raito Yagami, Watari
Visualizações 72
Palavras 1.460
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Proposta


Fanfic / Fanfiction My Sweet Nightmare. - Capítulo 4 - Proposta

L Lawliet.
Eu tinha que responder à essa pergunta que me incomodava. Sabia que conhecia aquela mulher de algum lugar, mas não lembrava de onde, seria possível que fosse alguém do meu passado? Talvez, mas não tenho como provar, pelo menos por enquanto. Não pensava muito em minha infância na Wammy’s House, o pouco que me lembrava, parecia encoberto por uma cortina, não havia nada significativo o suficiente para eu conseguir me lembrar.

— Ryuzaki — Watari, me tirou de meus devaneios. — O chefe de segurança do Japão quer falar com você. — Avisou.

Suspirei. Não devia ser nada demais, é o que espero. Programei meu computador para falar com a voz robótica e logo meu logotipo apareceu na tela. — Pode falar. — Falei.

— L! — O chefe parecia desesperado no telefone. Cerrei os olhos percebendo seu tumulto.  — Alguém conseguiu ultrapassar nosso sistema de segurança e pegar o dinheiro.

Fiquei intrigado. A segurança dos cofres do Japão e uma das melhores do mundo, como alguém poderia ter acessado com tanta facilidade? — Como isso aconteceu exatamente?

— Não sei, o hacker entrava nas contas dos clientes, retirava quantias mínimas para ninguém desconfiar, e saia sem ser percebido, não sei porque desta vez tirou mais dinheiro. — Explicou-me, com o mesmo desespero do início de sua ligação.

— Isso era frequente? — Tinha que haver algum tipo de rotina nesse sistema.

— Uma vez há cada quinze dias pelo que me lembro, ou será que era duas vezes por mês? — O chefe murmurou. — Só sei que ele invadiu há pelo menos doze horas.

Interessante. O Hacker quebrou o que parecia ser um padrão minucioso para que ninguém o pegasse, alternado dias diferentes afim de confundir o sistema de segurança e nunca ser pego, mas por algum motivo, algo o fez quebrar essa rotina. Havia um elo perdido, a razão para ele sair de seus padrões costumeiros.

— Ainda deve haver resquícios da passagem dele, deixe-me acessar os dados do sistema, assim posso rastreá-lo. — Pedi abrindo um pote de biscoitos sem tirar minha atenção do que o chefe falara.

— Tudo bem... Vou te passar as informações. — Ele me pareceu meio hesitante, talvez achasse que eu fracassaria, pois nem mesmo o sistema de segurança o achou. Como ele pode não confiar em meu trabalho?

— Não se preocupe, irei achá-lo e o entregarei às autoridades.

Nunca falhei em um caso, esse não seria o primeiro. Não sei o que deu nele para ainda ser capaz de duvidar disso, mas não iria ser rude com meu chefe.

Me dediquei analisando informações. Acabei com dois potes de biscoitos e três xícaras de café antes de achar qualquer vestígio dele, realmente ele sabia apagar seus rastros, mas isso tornava as coisas mais atrativas — porém, mais dificultosas também. Por fim, acabei encontrando. Uma pequena conta fantasma com duas letras: OC.

— Te achei — Sorri animado, pronto para entrar e pegar qualquer informação que pudesse ajudar a encontrar esse ladrão. Antes que eu pudesse clicar, a conta sumiu misteriosamente, sem mais nem menos. Como se nunca tivesse existido. — Mas como...— Fiquei surpreso, procurando uma explicação lógica para o acontecido. Como uma conta podia sumir desse jeito?

Não, isso não é plausível. Tenho que pensar, se havia um padrão que foi quebrado, talvez algo mais chamativo o atraia novamente, algo mais desafiador.

— Watari? Pode me comunicar com o chefe Takimura?

Eu estava comendo uma caixa de bombons enquanto averiguava, os doces faziam bem para meu cérebro.

Depois de alguns minutos de espera, ele me atendeu: — L? Achou o Hacker? — Pelo jeito que começou a conversa parecia bem empolgado.

— Acalme-se por favor. Tenho uma ideia de como pega-lo

— Como? — Perguntou surpreso, provavelmente com seus olhos bem arregalados.

— Vamos montar uma armadilha: diga em todas as mídias que há uma quantia significante de dinheiro no banco, e por isso segurança foi reforçada e que ninguém conseguirá entrar, mesmo o melhor dos Hackers.

Espero que minha tentativa de provocá-lo dê certo, estou contanto com isso.

— Ele vai se sentir tentado, aí quando ele entrar, nós o pegamos?

— Exatamente. — Respondi objetivamente. — Se ele seguir o padrão, pelos meus cálculos, na próxima terça ele irá atacar novamente.

Meus bombons acabaram mais rápido do que gostaria, coloquei o último que sobrou na boca e tratei de pegar mais uma caixa a ser consumida.

—Sim. É um bom plano. Não esperava menos de você L. — Takimura elogiou, mas não me dei ao trabalho de agradecer.

— Me comunique se algo acontecer. — Disse por fim, desligando.

Estava ficando entediado, resolvi procurar um pouco mais sobre a Carol na internet. Achei uma página do Facebook e vi umas fotos dela com um homem de uns vinte anos e um menino que parecia ter três. A maioria de suas fotografias mostrava um belo sorriso, algo que não a vi fazer muito quando a conheci. Ela ficava ainda mais bonita quando sorria.

A foto que mais me chamou a atenção era a de seu casamento. A decoração, ambiente, até a comida pareciam contar a historia do casal, foi tudo organizado com muito cuidado. — Então você é casada? Porque não falou nada? — Murmurei vendo foto por foto. Lendo as postagens mais recentes, percebi que a página fora atualizada a última vez foi há três anos atrás. — Estranho...— Até mesmo eu que não curto esse tipo de coisa, sei que as pessoas não ficam tanto tempo sem postar, ainda mais em redes sociais como essas, com tantas pessoas entre seus amigos.

Pesquisei mais um pouco, enquanto comia um pudim, achei uma publicação interessante: Era uma foto da Carol com seu marido e o que suspeitava ser o filho. Eles tomavam sorvete, o menino estava com o rosto coberto de creme, e os óculos dela estavam com um pouco de chocolate. Embaixo da foto, havia alguns comentários:

“Sentimos muito por sua perda, espero que melhore logo.”

“Dois anjos há menos na terra.”

“Não se preocupe, Deus sabe o que faz, e ele te dará forças para seguir em frente.”

E esse tipo de consolo se repetia, tinha umas cinco páginas com esse tipo de mensagem, com mudanças bem pequenas, basicamente todos seus parentes e amigos tentavam a trazer um certo consolo.

Então eles morreram. Ela não contou porque ainda deve sofrer com isso. — Pensei. Nas fotos em que apareciam paredes no fundo, pude notar alguns diplomas, a maioria dela. Ela era inteligente, quem sabe poderia me ajudar nesse caso. Uma parceira. As vezes é bem solitário aqui, e uma segunda opinião poderia me ajudar a resolvê-los mais rapidamente, quem sabe.

Ainda tinha o telefone dela, enquanto chamava sabia que provavelmente ela iria brigar comigo, mas não custa tentar. Esperei ela atender, e no segundo toque ouvi sua voz: — Alô?

— Sou eu. — Disse. — Tenho uma proposta pra você. — Estou curioso para ver a reação dela.

— Não estou interessada. — Me cortou rudemente, sem parecer demonstrar interesse algum.

Mordi meu lábio inferior. — Vi suas fotos em um site da internet. Você tem muitos diplomas, com certeza  é uma mulher inteligente. — Milagrosamente eu a elogiei, mas não sei ela levou isso como um elogio mesmo.

— O que? Você me procurou na Internet? Seu Stalker pervertido.

Quase certeza que sua intenção era desligar em minha cara.

— Espere! — Chamei, tentando impedir que ela fizesse isso.  — Você ainda nem ouviu o que eu tinha a dizer.

— E nem quero saber, você é um louco pervertido!

Ela estava mesmo furiosa, isso não ajudava muito.

— Tem um Hacker aterrorizando o banco central de Tokio — Comecei. — não sei porque motivo ele esta roubando dinheiro, mas ele é muito habilidoso, não consegui pegá-lo até agora. — É vergonhoso admitir que perdi, mas não é hora de se lamentar, isso é só o começo.  — Por algum motivo, sei que você é mais inteligente do que aparenta, e sinto que posso confiar em você. Se me ajudar, em troca irei lhe pagar, além de te deixar em paz por um tempo.

— Só por um tempo?

Agora sim ela pareceu se interessar.

— Desta forma iremos nos conhecer melhor. — Comentei indiferente.

Carol demorou um pouco para me dar uma resposta, com certeza estava pensando na minha proposta e isso era tentador pra mim.

— Só pra deixar claro: não confio em você. — Resmungou. — Mas isso vai nos deixar quites por você ter sido gentil comigo e me trazido em casa, e porque fiquei curiosa sobre esse "hacker ladrão de bancos".

Ótimo. Eu já esperava por isso, mas é bem melhor ouvi-la dizer.

— Ok. — Suspirei, relaxando meus ombros. — Daqui há uma semana me encontre em um café perto de onde trabalho. Te passarei as informações em breve. Certifique-se de que ninguém a siga.

— Não preciso de babá! — Protestou, grossa como sempre. — E nem que você me dê ordens! Estarei esperando sua mensagem.

— Mal posso esperar para trabalharmos juntos Carolina, esse realmente será um caso interessante. — Sorri. Quem sabe nossa aproximação venha a ser lucro pra mim.



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