História My Sweet Ômega (ABO) - Capítulo 17


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Angst, Comedy, Drama, Jimin, Jimin Top, Jungkook, Jungkook Top, Sad Fic, Taehyung, Taehyung Bottom, Taekook, Taekook Abo, Vkook, Vkook Abo, Vkookmin, Vkookmin Abo, Vmin, Vmin Abo
Visualizações 221
Palavras 2.131
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Harem, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Survival, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, galerinha, eu estou muito atarefada essa semana, mas tá aqui, mais um capítulo!

Capítulo 17 - Isso depende somente de mim!


Fanfic / Fanfiction My Sweet Ômega (ABO) - Capítulo 17 - Isso depende somente de mim!

Eu estava sentado no sofá, meu rosto estava totalmente vermelho. Eu estava sentindo um bolo na minha garganta que eu não sabia explicar a sensação. Os meninos que antes estavam bêbados agora pareciam sóbrios. Jungkook se sentou ao meu lado e me abraçou colocando minha cabeça em seu peito.

— Eu vou trazer nosso filho de volta.

Eu soltei minhas lágrimas novamente e apertei sua camisa, tentei a todo custo me confortar nele. Minha mãe estava sentada na poltrona com um terço na mão, orando fielmente.

— Mais um Minhyuk sequestrado — Taejin começou trazendo água com açúcar para mim, eu recusei, não conseguia beber nada — isso é impossível que não tenha sido o Changyo que fez. Quando eu colocar minhas mãos nele, eu vou cortar o pescoço dele.

— Não, quem vai fazer isso, sou eu! — Jungkook disse grave acariciando meus cabelos enquanto eu permanecia em silêncio. Eu não estava ligando para quem ia cortar o pescoço dele. A única coisa que eu queria era meu filho de volta. — Changyo é o cara que me sequestrou da minha mãe verdadeira. Mesmo que eu tenha tido a melhor família do mundo, eu nunca perdoei a pessoa que me largou naquele rio... e agora... o meu filho não. Eu realmente vou acabar com a vida dele.

— Changyo um dia já foi um bom alfa — todos olharam para a minha mãe com deboche, menos eu. Ela não podia ver seus rostos, por isso prosseguiu sem medo. — Quando nos casamos, ele era bom. Sempre me protegia, mas tudo começou quando ele começou a ficar possessivo por outro alfa... ele acreditava que Minhyuk... Jungkook era filho de outro. E... por isso ele sequestrou meu filho e foi me punir...

— Exatamente como ia fazer comigo — me soltei dele e me ajeitei no sofá. Minha mãe assentiu para mim.

— É impossível que Changyo descobrisse aonde a gente mora — Jimin começou andando de um lado para o outro, mas depois arregalou os olhos e parou na minha frente. — Espera! Taehyung, quando você fugiu, Changyo estava lá?

Balancei a cabeça negativamente tentando me lembrar. Aquilo já fazia mais de seis meses que havia acontecido, mas parecia que era ontem, ao mesmo tempo que parecia que fazia anos que eu havia saído daquele inferno.

— Sojoon me ajudou a fugir.

— Sojoon? — Todos, com exceção da minha mãe falaram ao mesmo tempo.

— Jimin — Taejin se aproximou deles — claramente foi o Changyo que deixou que o Taehyung fugisse para encontrar o bebê... e pior, longe dele agora não sabemos o que ele pode ser capaz de fazer.

— Fiquem calmos. Taejin, vamos comigo. Jungkook, você fica para proteger o Taehyung e a sua mãe. Eu tive uma ideia!

Eu me ajeitei no sofá. Observei os dois saindo. Jungkook se levantou indo trancar a porta. De que me adiantava ficar trancado agora se eu nem sabia como meu bebê estava. Peguei aquele livro que estava no mesmo lugar desde que Jungkook havia jogado. Abri em uma página chamada “lúpus”, acabei rindo sem ver graça nenhuma.

 

“[...] É muito mais comum que muitos pensam a troca de personalidade dos alfas lúpus depois dos 25 anos. É nessa fase que eles se tornam homens e os famosos lobos solitários. A idade que sua marca de possessão se torna possível.

Um alfa lúpus não toca qualquer ômega romanticamente, pois são solitários e para eles o amor não existe, porém, sempre estão marcando seu território para ter muitos ômegas para usar por onde vão.

É praticamente impossível que um alfa lúpus não se torne abusivo com o tempo. Eles não foram feitos para amar, portanto, um lúpus não sabe o que é amor de verdade, se trata apenas de dependência emocional e possessão [...]”

 

— Amor — Jungkook me chamou e me abraçou, me distraí totalmente me esquecendo daquele livro — você precisa ficar protegido agora. Ok? — Ele tocou meus cabelos os passando para o lado. — Eu vou buscar nosso filhote, por isso, confie em mim...

Ouvi o telefone tocar, sim, nós colocamos um recentemente porque Jimin havia insistido muito agora que eles estavam trabalhando. Peguei de uma vez e atendi. Jungkook avançou em mim para tirá-lo de minha mão, mas eu me esquivei.

— Alô?!

Olha só com quem eu falo. Com meu marido desaparecido...

— Changyo! — Fechei meus olhos, eu estava sentindo um desespero me preencher, eu estava certo desde o início. — Me devolve meu filho!

Jungkook tentou puxar o telefone de mim de novo, mas eu continuei o prendendo para que ele não me tirasse.

E por que eu faria isso? Ele não era nosso filho? Ou será que eu fui traído? Estarei esperando você na nossa casa, venha sozinho, ou quem vai sofrer as consequências é o bebê. Até porque, para matar o filho de outro seria uma honra fazer isso lentamente. Se não aparecer dentro de vinte e quatro horas, eu vou começar a arrancar as partes do corpo do bebê e te enviar de presente.

Ele riu antes de desligar a ligação, eu podia ouvir os barulhos do meu filho na ligação. Eu senti minhas vistas apagarem por alguns instantes quando Jungkook me segurou.

— Changyo vai matar nosso filho se eu não for até ele!

Não! — Ele arregalou os olhos. — Você só pode estar ficando louco! Você não vai até ele!

— Jungkook, se eu não for, ele vai matar nosso filho!

— Um filho nós podemos fazer outro, mas eu não vou ficar sem meu ômega!

Eu ouvi o barulho de susto que minha mãe fez, nem ela e nem eu estávamos acreditando naquelas palavras que ele havia acabado de dizer. Jungkook não tinha amor por nosso filho? Era isso que eu estava vendo?

— A gente pode fazer outro?! — Me afastei dele, ele se aproximou novamente, mas eu tornei a me afastar. — Minhyuk é o filho que saiu de dentro de mim. Eu prefiro morrer que algo acontecer algo com ele.

— Jungkook — minha mãe o chamou — não diga esse tipo de coisa, você não é como seu pai.

Ele balançou a cabeça várias vezes. Parecia estar se sentindo culpado. Estando culpado ou não, aquilo não era algo que um pai deveria falar de um filho.

— Eu estou atordoado por ele ter levado nosso filhote. Tenho medo de ele tirar vocês dois de mim... me perdoa pelas minhas palavras — ele abaixou a cabeça para mim. Nenhum alfa fazia isso por um ômega, mas eu não ia ser fraco. Ele disse algo que não devia. Eu não ia perdoá-lo tão fácil. — Eu vou trazer nosso filho de volta, mesmo que eu morra, eu vou trazê-lo, por isso, você tem que ficar em segurança em primeiro lugar.

— Trazer o nosso filho não é só uma obrigação sua...

Taehyung! — Ele aumentou a voz para mim.

— Eu dei à luz a ele, eu não vou ficar de braços cruzados esperando que alguém salve nosso filho!

— Não é para você ir atrás do Changyo! Você não percebe que é uma armadilha?

— E o que você quer que eu faça? Que eu simplesmente pague para ver o que ele pode fazer? Acha que eu não o conheço?

— Taehyung, eu sei que você conhece, mas o assunto aqui é muito mais sério...

— Sim, eu sei!

Me levantei de uma vez e caminhei até minha mãe. Ela estava em silencio, provavelmente porque não queria se meter em nossa briga. Peguei sua mão e a ajudei a ir até o quarto. Eu ia salvar meu filho. Se dependesse de mim, eu ia fazer qualquer coisa.

Ela se sentou na cama e eu fui em busca das roupinhas dele, as farejei procurando alguma pista no cheiro, mas não havia nada além do cheiro do meu bebê. Não havia cheiro de alfa em nada.

— Meu neto foi sequestrado assim como o meu filho... pode não parecer, mas eu me sinto desolada.

— Mãe — me abaixei na frente dela. — Eu sei que Jungkook é seu filho, mas nessa luta, ele não vai ficar preocupado em cuidar da senhora, então, fique com a minha irmã, ela vai fazer isso. Ela é um amor de pessoa...

— Não se preocupe comigo... — ela sorriu — você se preocupa muito com as pessoas, é por isso que os alfas fazem isso com você. Não é porque você é submisso, e sim porque você se doa demais pelos outros. Seu filhote está em perigo, não se preocupe comigo. Também não vou contar ao meu filho se você for... eu faria o mesmo por ele.

— Somente a senhora consegue entender como eu me sinto... não posso deixar que Changyo machuque meu filhote... ele não tem culpa de nada.

Ela assentiu e tocou meu rosto. Tateou-o até que encontrasse meu maxilar, depois ela beijou a ponta do meu nariz e se afastou.

— Nossa força como ômega por nossos filhos é enorme. Eu estou viva até hoje por causa do meu filho e você deve ir atrás do seu. Eu queria ir com você, mas não posso, mas... tome cuidado, Taehyung. Changyo não é alguém que você deve brincar.

— Eu sei, mãe.

Eu me levantei e fui caminhando até a sala e me sentei no colo de Jungkook, me encolhendo em seguida. Fechei meus olhos e ele me abraçou. Me prendendo para que eu não fosse a lugar nenhum. Eu queria guardar seu cheiro de alfa em minha mente, se algo acontecesse comigo, eu me lembraria para sempre de seu cheiro. Fiquei assim por um longo tempo até que Jimin e Taejin chegassem.

Eles estavam cheios de planos, mas eu sabia que não poderia dar certo. Seus planos eram simples e Changyo não era um alfa qualquer. Ninguém conhecia Changyo como eu. Morei um ano com ele, eu sabia como ele se comportava querendo ou não, e ele não era um homem idiota, disso eu também sabia.

— Se nós entrarmos por aqui podemos salvar o bebê e matar o filho da puta!

— Jimin, você não acha que esse plano é utópico? — Taejin questionou.

— E por que seria, hã?!

— Como você sabe que o Changyo vai estar exatamente aí?!

— Eu não sei! Mas meu instinto de alfa está dizendo que vai.

— Seu instinto de alfa é uma merda!

— Sua... — ele levantou a mão para bater no rosto dela, eu me assustei, já não bastava tudo, ainda tinha que ver isso, mas por ela colocar seu rosto para frente o provocando, ele desistiu.

— Isso não vai dar certo — Jungkook cruzou os braços observando os dois. Não parecia nada assustado com a cena. — Changyo ligou aqui em casa. Ele está vendo nossos passos. Nós colocamos o telefone tem um mês.

— Pois é — Taejin se intrometeu de novo, minha irmã era bem sensata e eu não podia negar isso. — Vocês estão pagando um telefone por puro status. Até porque vocês não têm amigos para ligar!

— Eu pago o que eu quiser quem trabalha para ter o dinheiro sou eu e o Jungkook, você só come às minhas custas — Jimin puxou o braço dela e a empurrou para o outro sofá com violência chamando Jungkook para perto dele. Ambos começaram a sussurrar para nós ômegas não ouvirmos.

— Taejin — a chamei, ela parecia com sangue nos olhos observando Jimin. Eles teriam um péssimo relacionamento dessa forma. — Pare de falar desse jeito com o Jimin.

— Não! — Ela me encarou. — Eu não vou deixar que ele me humilhe só porque é um alfa...

— E por isso precisa o humilhar gratuitamente?

Ela não soube me responder. É verdade, Jimin sempre foi bruto e um tanto abusivo, mas esse sempre foi seu jeito. Querendo ou não, Taejin se comportar daquela forma também era normal, já que seu sonho era ser tratada como uma rainha por um homem. Eu a abracei mesmo que ela estivesse com raiva.

— Eu sei que você está estressado por causa do seu bebê, me perdoa por estar brigando com o Jimin nessa situação.

— Tudo bem — sussurrei para ela. — Quando tudo isso acabar, vamos viver em paz, ok?

Ela assentiu com um pequeno sorriso entre seus lábios. Ela beijou minha testa, logo depois eu a soltei.

— Vamos pegar seu neném de volta e sermos uma família feliz como você sempre sonhou.

— Vamos sim — sorri deixando uma lágrima escorrer, a soltei limpando meus olhos. — Eu vou ao banheiro agora.

— Tudo bem.

Eu a soltei e observei meus dois alfas. Jungkook, meu marido e Jimin, o alfa que eu nunca tive como homem. Ambos focados em salvar meu filho, mas eu sabia que a única pessoa que podia salvar meu filho, era eu.

Entrei no banheiro e fechei meus olhos. Eu podia nunca mais ver os dois novamente, mas eu não podia me despedir, eles não iam aceitar que eu fosse embora, por isso, peguei uma pequena trouxa que eu tinha com as coisas do meu filho e pulei a janela do banheiro. Caminhei até o ponto de ônibus e peguei o primeiro que eu encontrei, eu só precisava chegar à casa dele logo.


Notas Finais


E aí, galera, se fosse vocês o que vocês fariam? Taehyung tomou a decisão certa?

Estou esperando para ver os comentários de vocês. Beijos, até o próximo.


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