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História My Sweet Prostitute - Capítulo 3


Escrita por: _Yumi_uchiha_

Notas do Autor


Espero que tenham uma boa leitura e que se vocês forem sensíveis demais com o que irão ler, pulem okay?
♥️♥️♥️♥️

Boa leitura!

Capítulo 3 - Capítulo 3


Eram um pouco mais de 23h, já estávamos no nosso 5º round. Junseo parecia nunca se cansar. Eu por outro lado, já não aguentava mais aquele homem.

Ele não era delicado. Dava ordens como quem fala com criados, esperando ser atendido imediatamente. Quando eu hesitava, ele prontamente me segurava com força e sem pedir permissão, fazia o que tinha em mente.

Mas ele não era o único cliente assim: A maioria agia desse jeito. O problema é que eu tinha outra pessoa em mente. Uma pessoa mais delicada, mais preocupada. Alguém que havia me proporcionado, de alguma forma, prazer...

- Eu quero você por trás.

Isso me fez acordar do meu piloto automático.

- Eu não faço anal - Falei categoricamente.

- Como é? Claro que faz anal! Você é uma puta! 

- Uma puta que não faz anal. Essa é a minha condição.

- Condição? Eu estou pagando, e eu quero te comer por trás!

Com violência, ele me virou na cama, afastando minhas pernas com os joelhos e segurando minhas mãos as minhas costas.

- Para com isso! Eu não quero! - Falei alto, tentando soar ameaçadora. 

- Foda-se o que você quer! Eu quero! E eu vou te comer do jeito que eu quiser! 

- SOCORRO!

- Cala a boca, vadia! - Ele agarrou meus cabelos com força, me causando uma dor aguda. 

- Me larga! SOCORRO!

Junseo então pegou sua camisa amassada de cima da cama com uma das mãos, enquanto a outra ainda prendia meus pulsos as minhas costas.Me largou por um momento, mas logo me imobilizou, sentando-se em cima de mim. 

Ele puxou meus cabelos para trás, levantando minha cabeça, e a próxima coisa que eu sabia era que estava amordaçada com um pedaço de pano, que ia da minha boca até um nó atrás da cabeça.

Eu tentava gritar, mas meus gritos saiam abafados pelo tecido.

Junseo agarrou meus pulsos outra vez e separou minhas pernas. Eu me debatia em desespero. Não era possível, ele não iria me obrigar a fazer aquilo! 

Ele então me virou de barriga para cima. 

- Se você não colaborar, sua puta, eu juro por Deus que vai se arrepender.

Tentei falar, mas o pano me impedia. 

- Vire-se de costas e fique de quatro. Agora. 

Não. Eu não ia ficar de quatro. Eu não ia deixar que ele fizesse aquilo comigo.

Tentei me desvencilhar dele, socando-lhe e chutando o máximo que conseguia. Estava preparada para sair correndo por aquela porta, completamente nua e amordaçada, se preciso fosse. 

E então ele finalmente perdeu a paciência, me batendo com força no rosto. 

Eu senti dor, mas mesmo assim continuei lutando com ele.

Junseo segurou minhas mãos em cima da cabeça, no travesseiro, e me bateu novamente.

- Vou te ensinar a ser uma puta obediente!

E então ele me bateu de novo. E de novo. E de novo. Meu rosto já estava em chamas, eu não tinhas forças para competir com Junseo. Ele era extremamente forte.

O próximo golpe foi o mais forte do que o anterior. Por fim, desisti de lutar. Ele continuava me batendo. Cada tapa virava minha cabeça e eu não tinha forças para voltar a olha-lo. Minhas lágrimas escorriam pelo rosto.

Eu queria gritar, queria chorar e soca-lo até que o matasse. Mas eu não podia.

Eu estava presa. Indefesa.

Quando ele cansou de me bater no rosto, me virou de costas, me forçando a ficar de quatro. Segurando meu quadril, guiou-se para minha entrada de trás e meteu com força.

Eu senti uma dor intensa, e mais lágrimas brotaram dos meus olhos. Aquele lugar não estava nem um pouco lubrificado, mas Junseo não parecia se importar.

E então, meteu de novo, com mais força. E outra vez. Repetidas vezes. E a cada vez, eu sentia a mesma coisa: Dor. Dor. Muita dor. Mais dor.

As lágrimas surgiam silenciosamente em meus olhos a cada estocada. Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo. Por favor, alguém arrombe essa porta! Por favor, por favor! Pare de me machucar, por favor!

Mas ele não parava, e continuava me batendo em todos os lugares do meu corpo. Puxava meus cabelos, me batia e metia em mim. Entre uma surra e outra, aproximava-se do meu ouvido e gemia com vontade, lambendo-me e mordendo com força meu pescoço.

E eu só podia chorar, compulsivamente e silenciosamente. 

Não há mais nada a ser narrado daquela noite.

Ao final de uma hora e meia, ele tirou sua camisa da minha boca, se vestiu, deu um beijo e uma lambida nas minhas costas e falou no meu ouvido: 

- Que puta gostosa você é, amor. Seu cuzinho é uma delícia. Espero não ter te machucado muito. 

E dizendo isso, saiu do quarto, me deixando sozinha.

Eu permaneci na mesma posição por diversos minutos, de bruços, largada na cama. Meu corpo todo ardia pelos tapas e socos. Meu rosto ardia, e eu o sentia inchado pelo choro e pela violência. Eu ardia por dentro e por fora. Tudo doía. Eu estava destroçada.

Finalmente consegui juntar forças para me levantar da cama e ir tomar um banho, que melhorou minhas dores. As físicas pelo menos.

Cheguei à conclusão de que aquilo havia demorado muito para acontecer. Como uma certa cliente havia me dito uma vez, '' Qualquer puta faz anal.'' Eu não fazia, e o fato de que, até aquele dia, ninguém tinha decidido me pegar a força, era realmente inacreditável.

Voltei ao quarto, passei meu creme para hematomas, apaguei a luz e fui me deitar na cama, para finalmente poder dormir.

E chorei o resto da noite.

Pov Dahyun

Sai da empresa uma hora antes: Assim haveria tempo de passar em casa e tomar um bom banho.

Minha atitude me fez ter certeza de que estava, finalmente, enlouquecendo. Querer ficar cheirosa para uma puta? Qual era o meu problema, afinal?

- Que se foda. Vou me sentir melhor depois de um banho - Falei comigo mesma.

Tomei uma ducha demorada e meu stress de todo um dia de trabalho diminuiu. Poucas coisas eram tão prazerosas quanto um banho fresco.

Mais tarde eu já estava no The Lux.

Bebia minha dose diária de Whisky enquanto encarava as meninas que divertiam seus clientes. Mas onde ela estava, afinal? 

- Sozinha essa noite, Dahyun?

Jennie falava com uma voz de manha, enquanto fazia uma massagem em meus ombros.

- Olá, querida. Estava procurando a Nayeon. Estou aqui há vinte minutos, mas não a encontro.

- Deve ser porque ela já está com algum cliente.

Ah, sim. Claro. Um cliente, porque eu não havia pensando naquilo? 

- Bom, daqui a pouco ela deve estar descendo então...

- Não hoje, amor. Parece que o cavalheiro que está com ela - e devo admitir, um pedaço de mau caminho - pagou caro pela noite inteira da menina. O que quer dizer que você só vai conseguir vê-la amanhã.

Um homem havia pagado para ficar com Nayeon a noite inteira? Aquilo era permitido?

- Não sabia que podíamos monopolizar as meninas aqui - Disfarcei minha amargura com um sorriso falso.

- Minha cara, se tiver dinheiro, você pode fazer o que quiser.

- Entendi. Bom, já que Nayeon não está aqui, talvez outra menina possa me alegrar hoje. Ouvi dizer que vocês tem uma novata por aqui.

- Dahyun, assim você me ofende! Estou sendo agradável com você, e você sequer me considera como uma opção? - Jennie fingiu estar magoada, fazendo beicinho.

- Jennie querida, só estou procurando novidades. Quem sabe outro dia? - Falei de um jeito falso, beijando seu pescoço.

Ela se arrepiou.

- Odeio quando você fala assim, Dahyun. Seu poder de sedução é uma maldição para as mulheres.

Ao dizer isso, ela se virou e saiu para buscar a novata que havia mencionado.

Então podíamos mesmo monopolizar as putas daquele lugar? Por que ninguém havia me dito isso antes? Eu havia pagado por uma hora inteira, certa vez.

Mas uma noite? Toda?

Imaginei Nayeon com o homem, naquele momento.

Ele deveria estar se divertindo, afinal. Ela era muito boa, ao contrário da maioria das garotas do The Lux, não exalava vulgaridade. De uma forma estranha, Nayeon parecia uma puta comportada, como se a promiscuidade de sua profissão fosse balanceada pelo ar inocente que emanava dela.

Eu não gostava de todos aqueles hematomas no corpo dela, e não queria ver novas marcas. O corpo de uma mulher deveria ser bem tratado, delicado e macio, e me irritava ver as marcas de violência no corpo de Dahyun... Ou no de qualquer pessoa, claro.

- Olá. Você é a Dahyun?- A menina disse, com um olhar tarado.

- Sim, sou eu. E você é...? 

- Meu nome é Shuhuna. Jennie me disse que a mulher mais linda do salão queria ficar comigo essa noite, então não foi difícil de te achar.

- Eu sou a mulher mais linda desse salão? Ora, que piada.

- Sim. De longe. Talvez você não devesse pagar para ter quem quisesse por aqui. Certas pessoas não devem ser consideradas '' trabalho '' - Ela disse isso percorrendo meu corpo de cima a baixo. 

A tal Shuhuna é mesmo atiradinha. Uma mulher de cabelos castanhos escuro assim como seus olhos. Muito bonita, mas algo nela não me agradava. 

Aproximando-se de mim, ela falou ao pé do meu ouvido:

- Estou louca pra sentir como é seu pau. Escutei por ai, que você tem '' algo '' especial entre as pernas. Aposto que vai me fazer gozar tantas vezes que eu vou perder a consciência.

Vulgar. Extremamente vulgar. Era isso que não me agradava. Mas nunca havia me importado com vulgaridade, afinal, eu estava em um puteiro.

Merda! Por que Nayeon tinha que estar ocupada?

Sorrindo para mim, Shuhuna me pegou pela mão e me conduziu para o seu quarto.

E os 30 minutos seguintes simplesmente passaram.

Não me senti excitada como achava que ficaria ao experimentar um novo corpo. Aquele corpo não agradava, nem aquela personalidade.

Os 30 minutos passaram, eu paguei o que devia e fui embora para a casa. No dia seguinte, mais stress. Aparentemente, alguém disse algo que não devia e resultou em uma briga interna na empresa, onde cabeças rolariam. Eu, como sempre, no meio dessa bagunça, não sabia nem com quem falar. 

- Momo faça qualquer coisa para que parem de me ligar. - Meu telefone tocava pela milésima vez naquele dia, e minha dor de cabeça só aumentava.

- Eu sou só uma secretária...

- E mesmo assim sabe mais da empresa do que eu. Eu te imploro, faça qualquer coisa. - Ela suspirou.

- Vou tentar falar com o Namjoon. Ainda temos três reuniões hoje e...

- Cancele. Preciso ir embora daqui.

- Mas o que eu digo?...

- Diga que eu estava indisposta.

Não era exatamente uma mentira. Eu precisava sair daquele lugar antes que mandasse todos irem pra puta que pariu, com exceção de Momo, que é uma pessoa legal.

Cheguei em casa, tomei um banho morno, procurei um analgésico e deitei-me na cama, esperando que a dor de cabeça melhorasse. Adormeci e como de costume um sono sem sonhos.

Eu não queria aceitar, mas eu sabia. Iria ao The Lux aquela noite. Iria talvez todas as noites. Não adiantava tentar levar uma vida menos promíscua, não adiantava me trancar em casa com a TV. Eu acabaria indo lá, mais cedo ou mais tarde. Era sempre lá que minhas frustrações no trabalho e no resto da minha vida se dissipavam. Sempre havia sido assim.

E naquela altura não estava sendo diferente, embora talvez algo a mais me atraísse para lá, e eu não soubesse exatamente o quê.

Assim que adentrei fui recepcionada por Shuhuna.

Mal entrei no salão, e ela já se aproximava de mim, mais do que eu desejava. 

- Ora, você por aqui de novo. Parece meio tensa.

- Impressão sua - Falei educadamente.

- Impressão ou não, eu adoraria ajudá-la hoje.

- Hoje não, Shuhuna. Vou deixá-la descansando de ontem à noite.

- Não se preocupe, já estou mais do que descansada - Sorriu.

Não prestei atenção no que ela falava.

- Você viu a Nayeon?

- Você é mesmo obcecada pela Nay, hein? Queria ontem, quer hoje...

- Nay?

- Desculpe, é como a chamamos fora do trabalho. Nayeon está indisposta hoje. Não vai descer para o salão.

- E por que não? O que há com ela?

- Ela só não está bem. Deve ser dor de cabeça.

Merda. Aquela era a segunda vez que eu ia aquele lugar com um interesse, e a segunda vez que não conseguia alcança-lo. Fiquei frustrada, pensava que aquela noite seria relaxante e prazerosa. Eu precisava relaxar, o dia havia sido duro.

É claro que eu poderia escolher qualquer uma das meninas livres naquele salão. Mas eu simplesmente não queria. Queria Nayeon, mas sempre havia algo impossibilitando o nosso encontro.

- Ok, Shuhuna - Comecei, esfregando a testa com os dedos- Obrigada pela informação.

- Não quer ficar com outra pessoa?

- Não. Eu já estava saindo.

- Não quer beber nada? - Ela gritou, já distante.

- Hoje, não.- Disse, entrando no meu Porsche 911 e dando a partida.

Deixei-a onde estava, olhando uma última vez pelo retrovisor para ver Shuhuna parada na porta do The Lux enquanto um pedestre despreocupado entrava na rua.

Virei à esquina, desejando minha cama mais do que tudo no mundo.


Notas Finais


Espero que eu não tenha deixado passar nada!
Kkkkkk os caps são grandes demais...alguns.
♥️♥️♥️♥️♥️


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