História My Sweet Prostitute (Jenlisa) G!P - Capítulo 27


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink, Got7, Mamamoo, Red Velvet, TWICE
Personagens Hwasa, Jackson, Jennie, Jeon Jungkook (Jungkook), Jihyo, Jisoo, Joy, Kim Taehyung (V), Lisa, Mina, Park Jimin (Jimin), Rosé, Sana, Seulgi, Solar, Tzuyu, Wheein
Tags Blackpink, Jenlisa
Visualizações 206
Palavras 3.793
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 27 - Capítulo 27


Fanfic / Fanfiction My Sweet Prostitute (Jenlisa) G!P - Capítulo 27 - Capítulo 27

Era difícil, mas eu tinha que fazer isso. Eu tinha que desempenhar meu papel, porque, em primeiro lugar, foi por isso ela que me escolheu. Não adiantava ficar lembrando do passado. Não adiantava vê-la como mais do que uma cliente. Não adiantava tornar aquilo pessoal, porque só aumentaria meu sofrimento depois que tudo passasse.

Mas era impossível não sentir aquilo.

Eu poderia fingir para ela, mas não para mim. Para ela seria um programa, para mim seria um pouco mais do que isso.

Foi só quando ela se virou, evitando propositalmente meu olhar, que eu percebi que havia dado alguns passos em sua direção. Seu movimento me fez parar imediatamente, então como eu não sabia o que fazer esperei.

Sua expressão era dura e fria. Era a mesma expressão que eu lembrava ter visto da última vez, há meses atrás. Uma expressão carregada de raiva, rancor e quase imperceptivelmente, um pouco de confusão. Mas eu tinha experiência com aquela expressão, então sabia o que esperar.

Sabia que nada de bom poderia vir dali.

Ela respirou fundo, enquanto visivelmente tentava não explodir, e enfim quebrou o silêncio.

- Tome um banho. Tire essa roupa vulgar e esse perfume de puta barata. Lave o rosto para que eu não sinta nojo de falar com você.

Certo. Era mesmo um pouco daquilo que eu esperava, no final das contas.

Mas é quando você ouve todas as palavras que a dor verdadeira te atinge, então mesmo esperando por aquilo, suas palavras me atingiram como um chicote outra vez.

Exatamente como da última vez.

Eu poderia mandá-la ir a merda e sair dali imediatamente. Poderia me negar a receber ordens dela, ou então ignorá-la e exigir dela uma explicação por todo esse tempo que esteve ausente. Mas eu estava tão machucada, dominada por uma exaustão mental tão grande, tão intensa que aceitei.

Me movi em direção à porta a minha esquerda, usando o resto da minha força de vontade para me manter em pé. Ao entrar, tranquei a porta imediatamente tirei as roupas e os sapatos que usava. Segundos depois, estava embaixo de uma ducha de água morna, que me molhava enquanto minha cabeça finamente optava por parar de pensar. Agora a euforia em reencontrá-la havia ido embora, tudo que restou foi o vazio ao constatar que a Lalisa de agora era uma mulher que fazia questão de esquecer que um dia me conheceu e que parecia se importar comigo.

O choro veio rápido demais para que eu pudesse contê-lo, então lágrimas se misturavam com a água que escorria pelo meu rosto. Deixei que elas saíssem, como se fossem um pouco da tristeza que eu sentia indo embora de dentro de mim. Fechei o olhos e senti a força da água bater na minha pele, como se pudesse me deixar mais forte e mais viva. Alcancei o sabonete e esfreguei com força todas as partes do meu corpo. Sentia uma dor quase física no peito, e lutei contra o choro para que ele não atingisse níveis maiores que me fizesse soluçar.

Me sequei com a toalha branco ao lado do box e sem pensar se poderia fazê-lo ou se seria adequado, alcancei o casaco branco pendurado atrás da porta e o vesti.

A peça de roupa ficava enorme em mim, cobrindo todas as partes necessárias. O moletom tinha o cheiro dela, e senti uma raiva profunda de mim mesma por me permitir gostar daquele perfume.

Me olhei no espelho e constatei meu atual estado.

Não era bom.

Havia manchas de maquiagem escura borrada remanescente do banho que agora desciam pelas maçãs do meu rosto, me dando uma aparência gótica-suicida.

Meu nariz e olhos estavam incrivelmente vermelhos e marcados pela recente crise de choro, e meus cabelos estavam embolados.

Limpei toda a maquiagem borrada e penteei o cabelo com os dedos.

Peguei as roupas que eu usava e pendurei onde há pouco estava o casaco de moletom agora em mim. Não sabia se o perfume ainda estava entranhado na minha pele como antes, mas não me importei.

Saí do banheiro sem emoção alguma, e a vi agora apoiando uma das mãos no vidro, novamente de costas para mim.

Sua postura parecia tensa, e pela carga tão grande de energia que emanava dela, eu poderia até dizer que ela estava odiando aquela situação tanto quanto eu.

Mas ninguém poderia estar pior do que eu naquele momento. Nem dentro daquele quarto, nem fora dele.

Me mantive de pé, encarando sem vida suas costas, enquanto esperava que ela me dissesse o que queria de mim. Se antes o fato de ser ignorada não me incomodava, agora eu queria atenção. Só queria fazer o que tinha que fazer logo e ir embora dali o mais rápido possível.

- Senta.

Fui surpreendida por sua voz rouca, rasgando o silêncio do quarto bruscamente, mas me recuperei do susto rapidamente e fui sentar na beirada da cama alta.

Ela se virou para me encarar, e embora sua postura continuasse controlada e rígida, houve um vacilo bastante óbvio em sua expressão indiferente quando os olhos dela encontraram os meus. Sentindo que seu muro de resistência poderia estar começando a ruir, ela se apressou em falar.

- Por que saiu do The Hills?

- Porque eu não podia mais continuar lá. - Respondi imediatamente, me surpreendendo com a calma e a falta de vida em minha voz.

- Por que não?

- Por que está tão curiosa?

- Quero saber o que de tão grave assim aconteceu para te fazer sair de lá e preferir fazer programa com qualquer um em qualquer esquina.

- Preferir? Você acha que eu prefiro? Acha que eu estaria dessa forma se tivesse opção?

Eu deveria estar gritando com ela, pelas suas conjecturas absurdas e estúpidas, e porque ela não sabia de nada. E porque ela não tinha o direito de querer saber nada sobre a minha vida. Não depois de me abandonar.

No entanto minha voz continuava calma e fraca, como se eu estivesse tendo uma conversa agradável.

- Então por que saiu? Por que estava naquela esquina imunda, daquele jeito? Por que se prestou a esse papel?

- Porque eu sou uma puta.

Pela segunda vez naquela noite, vi minhas palavras atingirem ela em cheio, e pela segunda vez o choque tomou conta de sua expressão. Mas dessa vez, além de choque, havia também um inconfundível traço de culpa em seus olhos, e eu sabia o motivo. Meu objetivo não era atingi-la, mas foi impossível não lembrar que aquelas mesmas palavras foram as últimas coisas que ouvi dela antes que me abandonasse.

Era bom saber que eu também conseguia despertar alguma reação nela. Assim não me sentia em desvantagem pelo fato de que quase tudo que ela falava me atingia com uma força insuportável, fazendo com que eu mal conseguisse me manter de pé a cada pancada. Era bom saber que ela não estava tão bem, tão indiferente e tão controlada como parecia.

- Você não era assim...

A postura dela estava mudando aos poucos. Agora, ela não parecia tão segura, mas sim alguém que quer convencer a si mesma, que tudo está sob controle. Os olhos dela eram menos frios e pelo modo de não saber onde colocar as mãos, eu poderia dizer que ela estava nervosa.

- Eu mudei.

- Eu estou vendo.

- Não ouse me julgar. - Falei, ainda muito calma, e senti uma lágrima descer pelo rosto antes que eu pudesse evitá-la. Desviei o olhar dela mecanicamente, olhando agora para o chão.

- Não estou te julgando... Só não quero te ver desse jeito...

- Não me venha com essa palhaçada. - Minha calma estava começando a assustar a mim mesma - Você não dá a mínima pra mim, ou para as coisas que eu faço.

- Você não sabe de nada!

- Não, você não sabe de nada. Nada do que eu tive que passar por sua causa. Você não tem o direito de se preocupar comigo, de forma alguma, depois do que fez.

- Não importa se eu tenho ou não o direito, eu me preocupo!

- É mentira.

Ouvi sua respiração inconstante, como se ela estivesse perdendo o controle que fingia ter durante todo esse tempo e fosse explodir. E eu estava torcendo para que isso acontecesse, porque só assim tudo o que não foi dito seria colocado para fora por ambas as partes naquela discussão.

- Não é ment...

- É mentira. Sabe há quanto tempo você desapareceu? Sabe há quanto tempo estou por aí, sem ninguém nem saber que eu existo? Como você ousa dizer que se preocupa comigo?

Eu não vi sua expressão, porque não estava olhando para ela. Minhas lágrimas agora caíam livremente, escorrendo pelo queixo e caindo no casaco dela, e eu não queria encará-la para que ela visse nos meus olhos toda a fragilidade que eu tentava esconder.

- Você não sabe das coisas! Não sabe pelo que eu também passei!

Sua voz tinha atingido um tom de desespero inconfundível, e me deliciei em fazê-la perder o controle enquanto minha calma atingia um nível assustador. Mas não acreditava que ela estava mesmo comparando nossas situações.

Sorri, mesmo sem a menor vontade, ainda encarando o chão e sentindo toda a vida que ainda existia em mim se esvaindo com o que eu estava prestes a fazer.

No final das contas, a única coisa digna que eu faria aquela noite era contar a ela a verdade. Meu orgulho seria praticamente assassinado, mas se ainda havia algo nobre em mim, em tudo que eu sentia, então eu diria a ela. Mesmo sabendo que nada mudaria, que nada melhoraria.

Mesmo sabendo que provavelmente eu me sentiria ainda menor. Mesmo sabendo que ela poderia reagir de uma forma que me humilhasse ainda mais.

- Você quer saber o que aconteceu comigo? Aconteceu você. Desde que você apareceu na porra da minha vida eu vinha me sentindo melhor, um pouco mais feliz. Você me fez acreditar que era uma pessoa legal, que se importava um pouco comigo. Você me fez querer sua companhia cada dia mais, e me sentir vazia quando não estava com você. Você foi tão adorável e atenciosa, mesmo com suas mudanças bruscas de personalidade, que eu não tive como não me apaixonar completamente por você. E eu sabia que não tinha a menor chance de fazer isso dar certo, porque eu sabia qual era o meu lugar e qual era o seu. Mas então você resolveu frisar isso daquela forma, me humilhando na frente de todo mundo, deixando claro que eu não seria nada além do que eu era. Além do que eu sou. Então você sumiu, simplesmente desapareceu, e isso doeu muito, porque além de eu nunca ter tido controle algum sobre você, eu acreditei quando você disse que estaria por perto. Mas você mentiu. Então eu tive que continuar com a minha vida, mas eu simplesmente não conseguia parar de pensar em você. Por isso não consegui fazer mais nada com ninguém desde que você foi embora. A simples ideia de ter um programa com alguém que não fosse você me fazia muito mal. Pedi para Hwasa me permitir ficar no The Hills mesmo sem trabalhar. Tive que pagar meus próprios programas, mas era óbvio que eu não poderia ficar muito mais tempo lá.

Aluguei um apartamento e tentei dar um jeito na minha vida. Tentei arrumar qualquer emprego que fosse, mas parece que eu não sirvo pra nada além do que você sabe que eu faço. Não consegui arranjar nada que pagasse meu aluguel, então antes que acabasse não tendo onde morar, resolvi fazer a única coisa que me dava dinheiro. Eu sei que não é uma profissão muito agradável, mas sinceramente, ultimamente não tenho ligado muito pra isso. Hoje foi minha primeira tentativa, mas é claro que você tinha que ser a primeira a aparecer pra me ver nesse estado. E durante todo esse tempo, tive que lidar com o fato de estar completamente sozinha, e com a sua maldita lembrança que insistia em me atormentar a cada merda de dia. E sabe o que é o mais triste? Que mesmo agora eu não consigo deixar de gostar de você. E mesmo que eu me arrependa depois, mesmo que minha vida piore consideravelmente depois dessa noite, ainda sim está sendo melhor estar aqui te contando tudo isso do que eu simplesmente tivesse me negado a vir com você. E isso me torna lamentável. A verdade é que você me fez ver o quão patética e fraca eu era, eu posso até me odiar por gostar de você, por ainda estar apaixonada por você do mesmo jeito, senão mais, mas não há nada que eu possa fazer.

Porque se eu não consegui te esquecer em tantos meses na sua ausência, não vai ser agora que vou ter algum sucesso. Então, você passou por maus momentos durante esse tempo? Não sei o que aconteceu, mas posso apostar que você não esteve pior do que eu. Posso apostar que a minha vida está muito mais difícil que a sua, porque você nunca vai saber como é se sentir da forma que eu me sinto agora. Nunca vai sentir tão ridícula, tão digna de pena. Mas se você quiser fazer algo por mim, termine logo com isso. Você me trouxe aqui por algum motivo, então vamos logo ao assunto, pra que eu possa ir embora de uma vez. E por favor, por favor, me deixe em paz depois disso. Eu tenho que arrancar você da minha vida, nem que seja a força, antes que enlouqueça de uma forma irreversível.

Finalmente me calei, sentindo meu coração bater dolorosamente no peito e as lágrimas escorrerem descontroladamente pelo rosto. Não importava a resposta dela, qualquer uma que fosse. Tudo que eu queria era acabar com aquilo e poder conseguir respirar outra vez longe dela.

Esperei por sua reação, conseguindo controlar um pouco o choro e limpando as lágrimas dos olhos. O silêncio do quarto poderia ter me incomodado e a falta de resposta poderia ter feito com que eu me sentisse ainda pior, mas isso não aconteceu. No final das contas, eu sabia que ela provavelmente não teria o que responder, mas tudo que podia fazer era esperar. Esperar até que ela me desse algum sinal de que consentiu com o meu pedido e que eu poderia ir adiante com o que eu deveria fazer.

De repente, senti os cabelos em minha nuca serem puxados com violência para baixo, fazendo com que meu rosto levantasse, e então eu estava cara a cara com ela.

Seu rosto estava poucos centímetros de mim, tão perto que nossas testas se encostavam. Ela me olhava com uma intensidade que eu jamais havia visto antes, seus dedos agora migraram para minha cintura apertando ela, mas não reclamei.

Tive um momento para sentir o poder que sua proximidade exercia sobre mim, ficando praticamente hipnotizada por seus olhos que insistiam em fitar os meus. Sua respiração estava pesada contra meu rosto, e cada vez mais que ela expirava eu podia sentir o cheiro de menta do hálito dela, despertando em mim o nervosismo que havia conseguido evitar durante toda aquela noite.

Mas o momento foi breve.

Fui atingida pela sua aproximação, sentindo sua boca vindo de encontro com a minha.

Eu estava em choque.

Fique imóvel, ainda de olhos abertos, tentando assimilar as informações. Ela parecia absorta em sua tentativa, me beijando enquanto me puxava cada vez mais para si. Eu queria estar em condições de me mover, mas nem a dança impaciente que sua língua fazia foi o suficiente para me tirar do estado catatônico em que me encontrava.

Fui empurrada para trás pelo peso de seu corpo e caí deitada de costas no colchão macio com ela ainda agarrada em mim. Notando que eu não retribuía aos seus beijos, ela se afastou sua boca minimamente da minha e abriu os olhos, me encarando agora como quem implorasse para que eu retribuísse.

Foi então que, como um clique, senti meu corpo todo queimar de uma vez, quase entrando em um tipo de combustão instantânea, me tirando do transe e finalmente me puxando de volta para a realidade.

Me joguei em cima dela e a beijei completamente sem jeito, a beijava com toda a vontade que tinha acumulado dentro de mim.

Senti-a responder à minha atitude, voltando a se agarrar em mim, enquanto deixava que seu corpo pesasse completamente sobre o meu.

Aquele beijo era perfeito.

Absolutamente perfeito.

Não importava quantas vezes eu havia sonhado com aquele momento, nada do que eu imaginava era minimamente comparável com isso. Conforme eu me acostumava aos movimentos de seus lábios nos meus e ao encaixe que sua língua fazia na minha, mais entregue e rendida eu me sentia, como se minha vida dependesse daquela conexão.

Era como se tudo pelo que eu tivesse passado tivesse sido esquecido, e então nada mais era suficientemente importante, porque ela estava ali.

Por algum tempo, tudo no que eu conseguia me concentrar era naquele beijo e nada do que estava fora dele era digno da minha atenção. Por isso, fui pega de surpresa ao sentir subitamente uma de suas mãos prender meus pulsos acima da minha cabeça, enquanto a outra mão deslizava de forma provocante pela minha barriga, sobre o tecido do casaco.

Fiz força para soltar meus pulsos do aperto dela, mas obviamente fracassei. Estava a ponto de gritar que ela voltasse a me beijar, mas não foi preciso, porque no mesmo momento ela já satisfazia meu desejo, voltando a deslizar sua língua na minha enquanto subia sua mão da minha barriga para um dos meus seios.

O beijo ficou ainda mais intenso, e eu começava a sentir falta de ar, mas não me importava. Oxigênio não devia ser tão importante, e o prazer de respirar não devia compensar a decepção de senti-la se afastar de mim outra vez.

Lalisa finalmente soltou meus pulsos e então pude mexer novamente minhas mãos livremente. Meus dedos migraram imediatamente para o botão de sua calça, enquanto eu abria o zíper. De alguma forma que eu não saberia dizer, em pouco tempo ela havia conseguido se livrar do resto de suas roupas. Foram necessários alguns segundos para que eu me desse conta disso, e no momento seguinte já havia me atirado em seu colo e me agarrando em seu pescoço como um afogado se agarra à boia.

Eu estava simplesmente rendida e tinha total convicção disso. Sabia muito bem que nenhum surto de razão que pudesse me tomar seria capaz de me fazer parar agora, porque tudo que eu mais queria na vida estava acontecendo.

Ela me tinha nas mãos, e eu sabia que isso só acontecia porque eu era fraca e vulnerável, e porque estava excepcionalmente sensível, mas naquele momento nada, absolutamente nada além dela importava.

Eu deixaria para me arrepender quando aquilo acabasse. Sabia que isso ia acontecer, mas nem essa certeza seria suficiente para me impedir de levar aquilo adiante. Mesmo que ela voltasse a me ignorar quando estivesse satisfeita. Mesmo que tudo voltasse a ser um pesadelo no momento em que eu a deixasse.

Mesmo que eu fosse sofrer mil vezes mais.

Eu não me importava. Não agora.

Não tendo-a daquele jeito, mesmo que aquilo fosse só o resultado de seu instinto protetor um pouco doentio e deturpado. Mesmo que aquele beijo não tivesse para ela o mesmo significado que tinha para mim.

Eu estava entorpecida, mas ainda sim sabia que aquilo estava longe de ser uma declaração de amor por parte dela, como se meus sonhos tivessem subitamente se tornado todos realidade.

Eu sabia que no momento em que tudo acabasse, ela voltaria para sua vida e eu para a minha, e mesmo com essa certeza, eu não podia fazer nada além de compactuar com aquilo.

Porque eu não tinha forças para negá-la. Eu estava sofrendo demais, precisava demais dela para me deixar levar por qualquer tipo de orgulho, e se isso era a definição de fraqueza, então que fosse. No final das contas, eu sabia que ia acabar mais machucada do que nunca, mas eu me importaria com isso depois.

Depois.

Porque ela estava ali agora, e só isso importava.

Agarrei seus cabelos com desespero, me envolvendo nela com tanta força que meus músculos começavam a doer. Senti-a puxar para cima o casaco que eu vestia, e mesmo desejando profundamente que nossas línguas não tivessem que se separar outra vez, permiti que ela passasse o tecido pela minha cabeça.

Senti sua mão migrar para a minha nuca outra vez, e esperei de olhos fechados pela sua boca, enquanto sua respiração ofegante se chocava contra a pele do meu rosto, ainda úmida pelo choro recente.

Como estava demorando mais do que eu desejava, abri os olhos e a encontrei a centímetros de mim outra vez. Como se estivesse apenas esperando para que eu fizesse isso, finalmente ela se inclinou para a frente e fitando intensamente meus olhos, com a intenção de prender meu olhar no seu, me beijou rápido, mas furiosamente.

Uma vez. Duas vezes. Repetidas vezes, me entorpecendo lentamente e me fazendo sentir a intensidade em cada beijo, em cada toque, em cada lampejo de seu olhar.

Eu amo você... Amo você...

Eu sabia que se pronunciasse aquelas palavras, a pegaria desprevenida e talvez acabaria com aquela noite. Por isso, aquela frase se repetia apenas na minha cabeça, enquanto aproveitava a sensação de cada pequena parte de seu corpo tocando o meu.

De sua pele acariciando a minha, de sua língua dançando livremente dentro da minha boca, e no processo, sentindo seus movimentos se tornarem gradativamente mais urgentes e estimulantes.

Quando nossas respirações tornaram-se ofegantes a ponto de nenhuma das duas conseguir mais adiar, Lalisa se inclinou para o lado e rapidamente abriu a gaveta de seu criado mudo, tirando de lá um preservativo. Arranquei a embalagem de suas mãos e a abri, tentando manter a borracha lubrificada firme entre meus dedos trêmulos.

Fui surpreendida novamente por outro beijo invasivo, tendo que me concentrar para terminar o trabalho que tinha que ser feito.

Agradeci silenciosamente quando finalmente consegui desenrolar o preservativo por toda a extensão de seu pau, entre um beijo e outro, e imediatamente senti suas mãos me levantando com facilidade e me posicionando em seu colo.

Sem esperar mais, segurei seu pau com uma mão e o posicionei diretamente em minha entrada.

Quase instantaneamente, ela se moveu de forma busca para frente, deslizando de uma só vez para dentro de mim enquanto ainda me beijava.

Não pude conter o gemido alto que escapou dos meus lábios com a sensação de ser invadida duplamente por ela.

A partir daí, concentrei-me nos movimentos ritmados e sincronizados que seus quadris e sua língua agora faziam dentro de mim, e de repente fui invadida por uma estranha sensação de paz.


***


Notas Finais


TEVE BEIJOOOO, TÔ CHORANDO SÓ NÃO DISSE POR ONDE...🔥😏
Me desculpem não ter postado mais cedo, acabei ficando com dor de cabeça e falta de ar e dormi pra tentar aliviar...😢


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