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História My Sweet Sugar Daddy - Capítulo 20


Escrita por:


Notas do Autor


A escritora bunda mole voltou antes do previsto!!! EIH!
Hey pessoas! Espero que esteja tudo bem com vocês. Antes de qualquer coisa -E como sempre "Senhor Amado"- Gostaria de agradecer a todos que vem favoritando essa estória. Dá boas vindxs aos novos leitores, espero que gostem do que encontrarão por aqui. Aos "antigos" espero que esse capítulo dê continuidade a qualidade dos que os mantiveram até aqui.
Boa Leitura para todos, nos vemos nas notas finais.

"Diga-me o que quer ouvir
Algo que agradará os seus ouvidos
Cansado de toda esta insinceridade
Então abrirei mão de todos os meus segredos
Dessa vez
Não preciso de outra mentira perfeita
Não me preocupo se as críticas nunca aparecem de uma só vez
Eu estou me desfazendo de todos os meus segredos" (Secrets - One Republic)

Capítulo 20 - Segredos


Fanfic / Fanfiction My Sweet Sugar Daddy - Capítulo 20 - Segredos

 (The Baby)

 

Desistindo de deixar para o proprietário do apartamento como lembrança minha, um círculo no chão de porcelanato do quarto, sento numa das laterais da minha cama. Segurando meu celular contra a orelha, o terceiro toque da chamada em execução é emitido. Curvo a cabeça. Aperto meus olhos permitindo a fuga de uma nova lágrima.

Engraçado como há 11 dias, quando aceitei a proposta de “Susan” -Não que eu pudesse escolher, ou que tenha sido obrigada á isso. Essa foi minha escolha. –pareceu fácil. 4000 dólares, é! Eu sei que está para 4000 reais no Brasil, que não tem tanta diferença do que já ganho. Mas estamos falando de 4000 cujo país, não temos que pagar imposto para o estado até para dar o cu, então isso é muito coisa. Cuidar exclusivamente de crianças, sem cozinhar e nem limpar na lista de tarefas. Carga horária de 40 horas por semana, até para quem tinha escolha, era algo inebriante. Alheia á tudo que ela fez por mim, no meu pedido de demissão não lembro se sequer cheguei a pestanejar. O que considerando a forma como me abraçou há poucas horas, com seus olhos marejados enquanto disse que eu faria falta, foi uma atitude bem cuzona da minha parte.

Passo o dorso da mão numa das laterais do meu rosto tirando mais algumas lágrimas do local. Minha mãe, irmãs, pai e avós me despedi no dia anterior, no instante seguinte em que desembarquei, um carro contrato por Fabiano já me aguardava.  As palavras de que eu viajaria para os Estados Unidos com um homem rico, não para São Paulo para trabalhar como secretária de um político como a informei, formaram-se algumas vezes quando aqueles olhos escuros me fitaram. Mas as perguntas que viriam a seguir me amedrontavam de mais para o fazê-lo. Isso não aplicou-se apenas á minha mãe. Um novo bipe é reproduzido no celular, agito minha perna, fazendo com o que no gesto meu calcanhar descalço atrite-se contra o chão.

Alguns anos trabalhando por aqui, minha infância e adolescência em Descaso de Deus transformaram-se numa espécie de sonho que eu não queria voltar a vivenciar, essa sensação reproduziu-se por toda a minha estada lá. Corro distraidamente meu olhar para o quarto, encontrando as duas malas de rodinhas vermelhas já arrumadas, entorto um dos lados da minha boca.

“O número que você ligou...” Trago o celular para o campo de visão, clico no ícone vermelho encerrando a ligação.

Lanço meu olhar para a parede lateral que comporta o banheiro. Meu estômago estremece, outra lágrima escapa. Ponho o celular na cama, levanto-me, vou para o cômodo em seguida.

O par de olhos escuros fitando a porta foi a primeira vista do apartamento, quando retornando de viagem, hoje mais cedo nele ingressei.  Acomodado no sofá com as pernas estiradas, Nico apoiava o notebook preto no topo de suas coxas. As íris escuras retornaram á tela do dispositivo no minuto seguinte.  

“Se brilhar no sol, será cômico”. Comentou atento á tela.  “Quinze dias num local só com praia e nenhuma centelha de cor a pessoa pega”.

Uma das laterais de sua boca esticou-se, as íris escuras acompanhando o encostar da mala na parede que compreende o acesso ao local.

“Okay que já tinha certo tempo”. Com a ponta da língua, ele fez um circulo no centro do volumoso lábio superior. “Mas, dessa forma já é exagero”. Uma pesada lufada de ar seguiu seu riso.

“Piroca em excesso pode fazer mal”. Sua testa vincou-se a termino de suas palavras.

  Recolhi o olhar, peguei meu celular na bolsa. Conduzi-me para a outra lateral do estofado. Destravando a tela do dispositivo, pressionei o ícone do Meu Patrocínio, abri nossa conversa no trajeto.

Instalando-me no local, no elevar da minha cabeça a suave união de suas sobrancelhas franzia sua testa, enquanto ele fitava-me.

“Recebi uma oferta de trabalho”.

“Como babá. 4000 dólares, 40 horas de carga horária”. Erguendo um dos cantos da minha boca, estendi o telefone com a nossa conversa ocupando a tela.

“Em Malibu”.

Do dispositivo estendido para ele, seu olhar moveu-se para o meu semblante, levou alguns segundos. Mas, no instante seguinte á isso ele pegou o celular. Alguns segundos passaram-se, ele estendeu o celular para mim.

“Babá, para um cara que acabou de conhecer”. Os olhos impassíveis analisavam meu semblante. Desviando-os para o lado, no instante seguinte Nico puxou o ar. Movendo cautelosamente as pernas para o lado, pôs o notebook no sofá, levantando-se, moveu-se para o interior do local. Fitando a cena, recolhi meu olhar para o colo.  

Levantei-o alguns segundos após isso, com o seu regresso Nico tinha um pequeno rolo de notas em sua mão estirado para mim.  

“Não é tanto quanto esse cara deve ter, mas se é dinheiro que quer, isso pode te...”Sucedendo o elevar do meu olhar, piscando iniciou suas palavras. Mas, cessaram-se com o atritar da sua mão contra seu rosto. Levei-a a minha boca no instante seguinte, cobrindo-a.  

Piscando, a frequência com que o ar deixava sua boca era rápida. Nico direcionou-se á porta, sem depositar força ao cruzá-la, ele fechou-a deixando o local após isso.  

Blusa branca de botões em cetim de mangas compridas, calças jeans cintura alta preta, Scarpin na mesma tonalidade. Cabelos presos no topo da cabeça num coque, maquiagem suave e batom vinho, encarando-me no espelho do banheiro, pestanejo.

“Dê um tempo pra ele absorver tudo”. A mensagem enviada por Alexandre veio pouco depois da minha primeira tentativa em falar com Nico. “Ele te adora, só está com raiva. Vai ver, daqui a pouco ele vai falar contigo”.

Meu voo é daqui á 2h 30, eu não tenho tempo.

“Só está com bravo por te “Perder”, daqui a pouco vai falar com você”. A de Carlos, após o meu quarto fracasso. “Com tudo isso agora... então sou o novo “boquinha de mel” do MBL para viagens grátis?” É constrangedor, mas ri disso.

De volta ao quarto, vou até as malas. Envolvendo os puxadores com os dedos, levanto-as. O movimento provoca o passeio da minha mente para 15 dias á atrás, quando abordados em Recife por Renan, segurando essas mesmas malas, Nico exibiu características que mais me faz amá-lo.

Vou até a cama, pego o celular. Desativo o bloqueio de tela, abro o Whats, clico em nossa conversa.

-“Deve estar cansado de saber o motivo da minha vinda de Cruz Credo, pra cá”- Estico um dos lados da boca. –“Oportunidade de emprego, que lá eram nulas. Emprego para tornar possível meu sonho de família e casa com um homem que naquela ocasião era o dos meus sonhos”- Solto um suspiro.

-“Nunca te contei que foi um relacionamento tóxico, que além de traumas psicológico, canalizou minha depressão. Resultando em todas essas marcas no meu corpo, inclusive as dos meus pulsos que essas tatuagens cobrem. Por isso nunca te deixei vê-las de perto”.

-“Você foi o primeiro amigo que fiz depois de tudo isso. Um amigo que se transformou num irmão, que sempre cuidou de mim e me proporcionou momentos únicos”-.

Levo meu olhar para os amplos espelhos de correr, que compreendem as portas do meu armário.

-“Eu te amo. Desculpe ter agido daquele jeito. Espero que algum dia consiga me entender e me perdoar. Você fará muita falta”-. Solto o ícone de gravador, permitindo o envio do áudio.

Posto o telefone no interior da bolsa, cuja a alça pendura-se em meu ombro, ao qual no outro livre, ponho o sobretudo preto. Pego as malas, no instante seguinte em que posto-as fora do cômodo, retiro-me do local.

-Costume esquisito o seu. –Apoiando-se no encosto do braço do sofá, Nico tem um muxoxo em seu semblante, enquanto segura o celular próximo á orelha. –Bater em irmão.

Solto as malas, vou ao seu encontro. Atirando os braços em seu pescoço ao alcança-lo.  Os braços esguios circulam meu quadril, entrelaçando suas mãos no centro.

-Achou mesmo que eu a deixaria ir embora sem me despedir? –Sua indagação, sucede o pressionar dos seus lábios contra a lateral da minha cabeça.

-Olha que ele tentou. –Sentado na outra extremidade do estofado, Carlos tem um ar risonho em seu semblante.

Rio.

-Desculpe por agir daquela forma.

-Eu quem te devo isso. Fui um idiota. –Diz balançando-me.

Carlos ergue as mãos abertas.

-Nisso não podemos discordar.

Afastando-se, Nico levanta as mãos abertas para o amigo. Alexandre, no outro apoio do sofá, levanta-se. Seus movimentos rumam para mim.

 -Sentiremos sua falta garota. –Passo meus braços pelo seu pescoço. Seus braços apertam as laterais do meu corpo.

Carlos ergue-se, no minuto seguinte que afasto-me de Alê.

-Alguma dica antes de ir? –Indaga no instante em que passando os braços pelo meu pescoço, deposita um beijo na lateral do minha testa. –Já que serei o novo “Boquinha de mel” do MBL, sabe? –Acrescenta, vincando a testa, depois que afasta-se de mim.

-ÊH! –Nico incita. -Agora vamos, se não ela perderá o voo.

Alexandre já tem um de minhas malas em sua mão. Trazendo a outra, Nico passa seu braço pelos meus ombros. Volto meu rosto para ele, obtendo um novo pressionar dos seus lábios contra a lateral da minha testa.

-Estou feliz que tenha decido ir comigo. –Comento, enquanto nos direcionamos para a porta.

-Eu não ficaria. Não quando posso me reunir com meus amigos e dá um pau naquele véio.

-O quê?

Uma baixa lufada de ar emaranha-se ao seu riso.

-Nada. Vamos embora.

Projetando um aspecto alaranjado na parte baixa do céu, o sol desce preguiçosamente no horizonte. Sentada na confortável poltrona escura, fito o cenário pela janela da aeronave. Entender que isso não é um adeus em definitivo, amenizou de alguma forma o aperto que me consumiu á alguns minutos quando me despedi deles.

O passeio da minha mente para minhas prováveis reações caso á um ano soubesse que tudo isso aconteceria, faz-me estirar uma das laterais da boca. Efeito de alucinógenos, primeira opção. O que isso não é. Sim uma oportunidade, que me disponho a fazer o necessário para obter o resultado que ela me oferta.


Notas Finais


Olha essa capa! Em definitivo as empresas de marketing estão desperdiçando um talento e tanto kkkk.
Atualização entre 07 - 14/03

Beijinhos açucarados, my sugars.


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