História My two lovers - Norenmin - Capítulo 13


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Personagens Originais
Tags Chensung, Dotaeil, Jaenoren, Jaeyong, Johnten, Luwoo, Markhyuck, Nct, Nomin, Noren, Norenmin, Renmin, Renomin, Winkun, Yusol
Visualizações 272
Palavras 2.224
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Capítulo XIII


Pov Jeno

— Anda, Jeno. — Jaemin disse, com o maxilar trincado. — Tô esperando uma resposta.

Senti uma raiva que nunca tinha sentido antes, um ódio tão grande que eu acho que era capaz de cometer uma loucura.

Me levantei e fiquei cara a cara com Jaemin.

Quer dizer, ele é um pouco mais alto que eu, mas isso a gente releva.

— Quer mesmo uma resposta? — Perguntei, minha voz tremendo de tanto ódio.

Jaemin arregalou os olhos e deu dois passos para trás.

— E-eu...

— Pois eu vou te dar a merda de uma resposta, Na. — Fechei meus punhos, segurando a vontade de socar ele. — Hyunjin me contou o que você queria fazer.

— C-contou? — Jaemin parecia surpreso. — Ele.. ele te contou que eu..

— Sim, ele me contou o que você pretendia fazer. — Me aproximei de Jaemin, vendo ele se encolher um pouco. — E eu não acredito que você achou que eu gostava de você.

Jaemin, que olhava para o chão, olhou para mim.

— Como?

— Eu não sou como você, Jaemin.

— Como eu?

— É, como você. Eu tenho nojo de você. — Disse pausadamente. Cada palavra pulava da minha boca livremente.

Eu não queria ter que falar tudo aquilo. Mas me parecia o único jeito de sair por cima de toda aquela situação. Eu não queria que Jaemin me visse como um fraco, não queria que ele me zoasse, dizendo que realmente não gostava de mim, que fizera todo aquele teatrinho por medo de me dar um pé na bunda. Não queria mais chorar por esse cara. Ele não me merece.

— Nojo de mim? — Jaemin tinha lágrimas nos olhos. Mas aquilo não me comoveu, e se comoveu, eu não percebi.

— É. Eu não sou gay, Jaemin. Você é um tolinho por pensar o contrário. — Sorri solidário.

— V-você é um m-merda, J-Jeno. — Jaemin me empurrou e saiu correndo porta a fora.

Fui até a mesma e a bati com força, então dei um soco nela. A dor na minha mão era muita, mas não tanto quanto a que eu sentia no meu peito.

Com todo o ar dos meus pulmões, eu gritei. Gritei, porque não aguentava mais guardar tudo aquilo pra mim. Gritei, porque se não fizesse isso, talvez pudesse acabar quase quebrando a casa da minha mãe.

— Jeno? — Tae apareceu na sala, se aproximou de mim e segurou meu braço. — Por que você tá gritando? Cadê o Nana?

— ELE FOI EMBORAS SE QUISER IE ATRÁS DELE, VAI! JÁ NÃO ME IMPORTO COM NADA!

Tentei correr para meu quarto, mas Tae me segurou.

— Jeno, calma! Me diz o que aconteceu. — Ele pediu.

— Me solta, Taeyong! — Pedi, sentindo as lágrimas caírem novamente. — Eu quero ficar sozinho.

— Não, não quer. — Tae me abraçou, eu tentei me soltar, me joguei no chão e esperneei, mas nada vez Taeyong me soltar. Então o abracei fortemente. Senti ele fazer carinho nas minhas costas.

— M-m-me sol-ta. — Pedi, em meio aos soluços, embora não querer que ele fizesse o que tinha pedido.

— Não vou fazer isso, Jeno. — Tae disse, me apertando. — Me conta o que aconteceu? Por que você tá assim. O que o Nana fez?

— E-ele é u-um idiota.

— E por que ele é um idiota?

— P-por que eu m-me declarei pr-pra ele.. Mas ele fo-foi e b-beijou outro.

— Ele fez o que? — Tae me soltou, me encarando nos olhos. — Não, ele não pode ter feito isso.

— M-mas fez.. — Limpei minhas lágrimas, mas mais vinham. — E h-hoje ele veio tirar s-satisfações sobre meu beijo com a n-nonna. Q-quem ele pensa que é-é? J-joguei umas v-verdades na cara dele.

— O que você disse pra ele, Jeno? — Tae parecia preocupado.

— D-disse que t-tenho... — Então eu parei, eu tinha dito que tenho nojo do Jaemin. Nojo do garoto que eu amo. Nojo do meu amigo. Me levantei e encarei Taeyong. — Eu fiz merda, Tae. E-eu preciso f-falar com ele. Pedir d-desculpas.

Tae também se levantou, e sorriu para mim.

— Ele pode não gostar de mim. — Soluçei. — Mas ele não merecia ouvir tudo o que eu disse. E-eu fiz ele chorar!

— Então vá falar com ele. — Disse Tae.

— Eu vou, eu vou.

Fui pro meu quarto e coloquei o primeiro tênis que vi pela frente, então sai de casa.

Acho que nunca corri tanto em minha vida. Eu devia chegar na casa de Jaemin e pedir desculpas, dizer que era um idiota por ter dito aquelas coisas horríveis para ele, dizer que o amo e que, mesmo que ele não goste de mim, eu vou apoia-ló com qualquer decisão que ele tomar.

Estava passando pelo parque que dividia o meio bairro do dele quando, algo me fez parar.

Hyunjin e Jaemin estavam se abraçando. Foi quando Jaemin os separou e, depois de alguns segundos se encarando, ambos sorrindo, mas Jaemin ainda tinha algumas lágrimas nos olhos. Então Jaemin o beijou.

Eu não poderia atrapalhar aquele momento dos dois. Estava mais que na cara: Jaemin gostava de Hyunjin, e este era o melhor para ele. Hyunjin não era inseguro como eu, tratava Jaemin com todo o amor que eu tanto temia em dar a ele.

Sem dúvidas, os dois estavam muito bem juntos. Jaemin estava muito bem sem mim.

Me virei e fui me distanciando dos dois, voltei para minha casa a passos lentos. Na segunda, talvez, eu pedisse desculpas para Jaemin, e pediria para ser seu amigo novamente.

E, mesmo que ele não queira mais ser meu amigo, eu vou entender. Eu não mereço ele, nem seu amor, nem sua amizade. Jaemin é demais para mim.

Entrei dentro de casa, nem sequer tirei meus tênis e segui para a sala, onde me surpreendi de ver Eunbin.

— Nonna? — Perguntei. — O que está fazendo aqui?

Ela se levantou e sorriu nervosamente.

— Jeno-ah, posso falar com você?

— Claro. Quer ir pro meu quarto ou prefere..

— Vamos pro seu quarto, por favor. — Ela pediu.

— Ok.

Eu a conduzi para meu quarto e nós entramos no mesmo e nos sentamos na cama, um de frente para o outro.

— Pode falar. — Pedi.

— É que.. e-eu.. — Pela primeira vez na minha vida, vi Eunbin corar. — Eu tenho uma coisa pra te confessar. Mas não sei se devo fazer isso... Não quero estragar a nossa amizade.

— Nada pode estragar nossa amizade, nonna. — Garanti, sorrindo.

— Não tenha tanta certeza, Jeno.

Meu sorriso sumiu, Eunbin estava séria. Deveria ser um assunto pesado.

Fiquei quieto, só esperando ela falar.

— Eu só quero que saiba, que se você não quiser mais falar comigo, eu vou entender. — Ela disse, olhando para as próprias mãos.

— Fale logo, Eunbin. — Pedi. — Está me deixando nervoso.

— O nosso beijo de ontem.. — Ela começou. — Eu gostei.

— Não estou entendendo. — Disse. — Eu também gostei, e..

— Você não está entendendo, Jeno. — Ela me interrompeu. — Eu não estou falando que gostei só do beijo.

— Não?

Ela negou.

— Desde que você começou a se aproximar de mim, Jeno, tenho sentido coisas estranhas em relação à você. — Ela fez uma pausa e me olhou nos olhos. — Eu não sabia o que era até ontem, quando nos beijamos..

Senti o ar de meus pulmões sumir.

— Você...

— Sim, Jeno. Eu me apaixonei por você.

Meu cérebro parou por alguns segundos, não sabia o que dizer. Eunbin tinha acabado de se declarar para mim.

— N-nonna... E-eu... — Tentei formular uma frase, mas parecia impossível.

— Me desculpe, Jeno. — Eunbin se levantou. — Eu não devia ter dito isso. Eu não sei o que deu na minha cabeça, desculpe.

Então ela sumiu de minha vista, estava indo em direção a porta, — eu estava de costas para a mesma — para poder ir embora.

— Nonna, espera. — Pedi me levantando e indo até ela, que estava com a mão na maçaneta.

— Não, Jeno. Eu não quero que você me odeie, eu só quero ir embora.

— Eu não odeio você. — Fiz ela se virar para mim e segurei seu queixo, fazendo ela olhar para mim. — Eu gosto de você, nonna.

— Não, não gosta. — Eunbin disse, com lágrimas caindo de seus olhos. — Você gosta do Jaemin. E não quero me iludir.

— Eu nunca te iludiria, nonna. — Limpei suas lágrimas com a mão direita, enquanto a esquerda segurava sua mão. — Eu quero ficar com você.

— Eu não quero que fique comigo por pena, Jeno. Quero que fique comigo porque gosta de mim da mesma forma que eu gosto. E eu sei que não gosta, sei que nunca vai gostar de mim como gosta do Jaemin. É ele que você ama.

— Mas ele não me ama. E eu queria tanto deixar de sofrer. — Segurei novamente seu queixo, aproximando seu rosto do meu. — E eu gostaria tanto de te fazer feliz. Eu gostaria que você me fizesse feliz.

Nossos narizes encontraram, Eunbin não chorava mais, mas eu podia ver que ainda havia lágrimas nos cantos de seus olhos. Eu gosto tanto da nonna, não quero ser o motivo de suas lágrimas.

— Você deixa? Eu te fazer feliz. — Pedi, segurando seu rosto.

Nossos rostos estavam bem perto, nossos lábios, então. Estavam por muito pouco grudados.

— Você deixa, nonna? — Perguntei novamente.

— E-eu... Sim.

Não precisei ouvir mais nada; juntei os meus lábios com os da nonna, podendo sentir o gostinho de morango, o mesmo que senti ontem.

[...]

Pov Jaemin

Depois de ter ouvido todas aquelas palavras de Jeno, eu saí de sua casa, pude ouvir ele batendo a porta depois que sai.

Foi então que as lágrimas vieram.

Como pude me apaixonar por ele? Ele disse que tem nojo de mim.

Então, foi mentira quando ele disse que gostava de mim? O que ele ganharia com aquilo?

Provavelmente ele percebeu o quanto eu era apaixonado por ele e resolveu me fazer de idiota. Me fazer de sua puta particular.

Quantas histórias eu ouvi sobre esse tipo de coisa? Ele só queria me usar. E quando cansou de mim, foi correndo pros braços daquela Eunbin. Com certeza Jeno gosta dela. Devia estar só me usando para fazer ciúmes.

— Como eu pude ser tão burro de pensar que ele gostava de mim? — Perguntei, com uma imensa raiva de mim mesmo, por ter me iludido, com raiva de Jeno, por ser esse filho da puta, e com raiva de Deus, que colocou ele no meu caminho.

— O que eu fiz para merecer sofrer desse jeito, meu Deus? O que eu fiz pro Senhor?

Já me encontrava no parque, faltava pouco para eu chegar em casa. Levei minhas mãos aos rosto tentando limpar as lágrimas.

Foi quando senti um braço me puxando para trás e um carro passou em alta velocidade por mim.

Minha respiração estava pesada, quase fui atropelado!

Olhei para a pessoa que tinha me salvado, dando de cara com Hyunjin.

— Nunca mais faça isso, Jaemin. — Ele disse preocupado, me puxando para um abraço apertado. — Você tem que olhar para os lados antes de atravessar a rua e...

Um soluço meu fez ele parar de falar. Ele me afastou e viu que eu estava chorando.

— Jaemin? Você está bem? — Ele perguntou, eu neguei com a cabeça. — Espera, venha comigo.

Ele nos fez atravessar a rua em segurança e me sentou em um banco qualquer do parque.

Ele me puxou para si e eu o abracei.

— V-você tinha razão. — Disse em meio aos soluços. — J-Jeno é um i-idiota.

— Foi ele que fez isso com você? Ele te fez chorar? — Assenti. — O que aquele desgraçado fez? Ele te machucou? Você está bem?

— Ele não me bateu. — O acalmei. — M-mas ele d-disse que... Disse que sabia que e-eu ia me d-declarar pra ele. M-mas ele disse que não é g-gay e que.. que ele tem n-nojo de.. de mim.

As lágrimas saiam sem parar, e mesmo que eu as limpasse, mais e mais vinham. Eu me amaldiçoava por estar chorando por ele. Ele não merecia que eu derramasse uma lágrima sequer por ele, quem dirá várias.

Hyunjin fez carinho nos meus cabelos, aquilo me acalmava, fechei os olhos e tentei parar de soluçar, pelo menos.

— Ei. — Hyunjin me chamou e eu abri meus olhos. — Não chore mais por ele, ele não merece.

— Eu sei que não merece.. M-mas ainda dói, entende?

— Eu gostaria tanto de poder te fazer esquecer dele. — Hyunjin sussurrou baixo o suficiente, só para eu ouvir. — Eu nunca faria você chorar como ele faz. Nunca iria te deixar mau. Faria de tudo para te ver sorrir e rir. Eu gosto tanto de você, Nana. Eu queria tanto que você fosse meu.

Suspirei. Eu não queria mais ter que sofrer pelo Jeno, e Hyunjin realmente gostava de mim.

— Eu posso ser seu. — Sussurrei.

— Como? — Hyunjin perguntou, com um sorriso lindo nos lábios.

— Eu quero ser seu. Eu quero esquecer o Jeno. Não quero mais sofrer por ele.

— Eu vou te fazer tão feliz, Jaemin. — Hyunjin me abraçou. — Muito obrigado.

Sorri e nos separei. Me aproximei e o beijei.

O beijo de Hyunjin era tão apaixonado. Eu queria poder corresponder aquele beijo da mesma forma. Mas ainda não podia. Ainda não.

Eu iria aprender a gostar de Hyunjin da mesma forma que ele gosta de mim. Eu não iria mais sofrer pelo Jeno. Queria esquece-lo, esquecer que algum dia o amei, esquecer que algum dia achei que ele podia gostar de mim. E Hyunjin iria me ajudar.



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