História My two lovers - Norenmin - Capítulo 14


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Personagens Originais
Tags Chensung, Dotaeil, Jaenoren, Jaeyong, Johnten, Luwoo, Markhyuck, Nct, Nomin, Noren, Norenmin, Renmin, Renomin, Winkun, Yusol
Visualizações 381
Palavras 5.663
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Capítulo XIV


Pov Jeno

— E então: o que você acha? — Eunbin perguntou.

— Como? — Me virei para encara-lá.

Eunbin deu um suspiro e se virou para encarar Jaemin e Hyunjin.

— Você ainda não tirou ele da cabeça, né? — Ela perguntou, baixinho.

Já fazíamos dois meses juntos, Eunbin e eu, assim como Hyunjin e Jaemin.

Esses dois meses foram ótimos, Eunbin é a namorada dos sonhos de qualquer rapaz. Aquela que qualquer cara deseja, mas... Mesmo ela sendo, bom, ela, eu não consegui tirar Jaemin da cabeça.

Eunbin voltou a olhar pra mim, e sorriu. Eu queria tanto poder gostar dela, nesses meses, ela se mostrou muito compreensiva, nunca me fez sentir mau e sempre foi meu ombro amigo quando eu tinha uma recaída em relação ao Jaemin.

— Desculpe. — Pedi, abaixando a cabeça.

Ela deu uma risadinha e me fez olhar pra ela.

— Tudo bem. — Ela me deu um selinho no nariz, me fazendo sorrir. — Bom, eu estava dizendo que, agora que as provas finais finalmente acabaram, a gente pode sair pra comemorar amanhã; o que acha?

— Eu acho que você está tentando se fazer de desentendida. — Eunbin franziu o cenho. — Acha que eu esqueci que é nosso aniversário de namoro?

O sorrido dela aumentou e vi que ela ficou vermelha.

— Vamos sair, sim. Você decide onde vamos.

— A gente pode ir no cinema amanhã? — Ela me perguntou, animada. — Eu sei que nosso aniversário é hoje, mas amanhã e sexta e tal. E vai lançar um filme que eu tô louca pra assistir.

— Claro. — Sorri largo diante de sua animação.

— Mas, olha: nada de agarramento. A gente vai pra assistir o filme, ok?

— Poxa... — Fiz bico, fazendo Eunbin rir alto.

O sinal para o final das aulas daquele dia tocou e todos se levantaram e saíram, menos a nonna e eu, que esperamos todos saírem. Jaemin e Hyunjin passaram por nós de mãos dadas. E Jaemin nem sequer olhou pra mim.

Eu pedi desculpas para ele, disse que eu não queria ter dito tudo aquilo pra ele e que queria o seu perdão. Ele disse que me perdoava, mas evitava, desde então, falar comigo, ou se aproximar de mim.

— Então está combinado. — Eunbin disse no portão da escola e me deu um selinho, então se virou e correu até o carro da mãe, ou, minha sogra.

A mesma abanou para mim antes de sair com a filha da frente da escola.

— Vamos? — Mark me pergunta. Eu nem tinha me dado conta que ele estava ali.

— Ai que susto, merda. — Soltei, vendo que o ajusshi da portaria me olhou feio. — Vamos, sim.

— Finalmente as aulas estão acabando. — Mark disse, se espreguiçando.

— Ainda falta 3 semanas. — O lembrei.

— Não me lembre disso, por favor. O que importa é que falta pouco tempo para eu ir pro ensino médio.

— Dois anos.

— Vai te foder, Jeno. — Mark fez uma cara triste depois de lembrar dessa. — Ouvi dizer que este ano, o nono ano vai fazer uma viagem para um hotel fazenda. Eu pesquisei, e vi que lá, no inverno, eles dão chocolate quente, acesso ao mini-cinema, e tem uma sauna.

— Não sabia que hotéis fazenda eram assim.

— Nem eu. Está mais para um spa de inverno, só para ganharem mais dinheiro.

— Cara, eu quero muito fazer 16 logo e ver como vai ser a minha despedida da escola, a minha camisa do nono ano. Vai ser o máximo. — Eu disse sonhador.

— Eu também tô louco pra esse dia chegar. Só espero que não seja um baile que nem o do ano passado.

— Do baile de formatura do Chittaphon, da Jeongyeon e do Jaehyun? — Perguntei.

— O Jaehyun?

— É. Esqueceu que ele pulou o oitavo?

— Ah, sim.

— E o baile não foi tão ruim assim, era uma festa fantasia, na verdade.

— Tanto faz. O Ten levou a Hirai Momo, né?

— Sim.. Confesso que shipei muito os dois.

— Eu também, e lembra da nonna, que levou o Younjae? O Jisung quase morreu do coração quando soube. — Mark deu uma gargalhada tão alta que assustou um gato e ele caiu dentro de uma lixeira. — Meu Deus! Me desculpe, seu gato.

Eu ri.

— O Jaehyun não foi, né? — Ele perguntou depois de vermos se o gato estava bem dentro da lixeira. Vi que estavamos quase chegando no parque.

— Não. Ele estava na minha casa no dia do baile, acho que, naquela época, meu irmão e ele já namoravam.

— Sabe, agora que mencionamos o Sung, você viu que ele nunca falou de ninguém? Acho que ele nunca gostou de alguém.

— Ele ainda tem 11 anos. Não tem idade para ficar pensando em arrumar uma namorada, tem mesmo é que brincar e aproveitar enquanto é criança. Sem contar que seus pais e ele são religiosos, devem estar esperando Jisung completar seus 18 ou 20 anos para poderem pensar em uma nora. — Avistei o playground, onde tinha duas crianças e sua mãe brincando. — Mas e você?

— Eu o que?

— Você ano que vem vai fazer 15 anos. Tem um alvo chamado Lee Donghyuck, e você também é alvo dele. Quero saber quando você vai parar de cu doce e pedir ele em namoro.

— E-eu não sei.. Está muito cedo ainda.

— Mark, faz dois meses que vocês estão nesse rola-enrola. Vocês ficam fazendo ciuminho um para o outro, ficam se pegando quando acham que não tem ninguém vendo, e ficam quase se comendo com os olhos quando estamos todos juntos. — Vi Mark corar com o que eu disse. — Teve semana passada que estavamos na casa da Yerim e eu me sentei no meio de vocês e tive que sair uns cinco minutos depois, porque eu não aguentava mais vocês com toda aquela tensão.

— Aish, quer saber de uma coisa? — Mark parou e eu também, ele tirou uma caixa azulada do bolso e me entregou, encarei ele sem entender. — Abre.

Olhei pra caixinha, era fofa. Peguei e abri. Vi duas pulseiras de prata com um pingente de coração. Em um dos corações de uma das pulseiras estava escrito Mark, e na outra Donghyuck.

— A quanto tempo você tem isso? — Perguntei, pegando a que tinha o nome de Hyuck e a examinei.

— Eu mandei fazer a um mês. Ficou pronta faz uns dias. — Ele tirou a pulseira das minhas mãos e colocou com todo cuidado do mundo dentro da caixa, colocando a mesma, logo em seguida, no bolso novamente. — Só estou uma ocasião especial.

— Cara — Dei um tapinha em seu ombro. — está de parabéns, em.

— Obrigado. — Rimos e voltamos a caminhar.

— Então, amanhã é sexta e pá. O que quer fazer? — Mark perguntou-me, quando já estavamos a duas quadras da minha casinha.

— Eu vou sair com a nonna, vamos assistir um filme.

Mark parou tão repentinamente que eu quase tropecei ao parar também.

— O que foi? — Perguntei.

— Eu não acredito. — Mark fez cara de choro e eu me desesperei.

— Mark? O que aconteceu? Você tá bem? — Perguntei, dando tapinhas pelo seu corpo para ver se ele estava machucado.

— Eu não acredito que você vai me trocar pela sua namorada.

Ah, então é isso? Ufa, até me assustei aqui. Coração chegou a bater.

— Ai, que susto, Minhyung! — Suspirei aliviado, recomeçando a caminhar. — Pensei que você estava sentindo dor, ou algo assim. Eu não vou trocar você, só vou sair com a minha namorada para assistir um filme.

— Mas... Mas a sexta é o nosso dia, Jeno. O dia que ficamos acordados até tarde vendo filme ou jogando no meu computador.

— A gente pode fazer isso depois do cinema. A nonna não vai me sequestrar pelo fim de semana todo.

— É assim que começa, primeiro os encontros nas sextas-feiras, depois você vai começar a dormir na casa dela e passar o fim de semana inteiro!

— Acho que minha mãe não ia deixar.

— Cala a boca, deixa eu fazer meu drama. — Mark fungou e eu revirei os olhos.

— Deixa disso, eu não vou posar na sua casa de você continuar com isso.

— Quando foi que você se tornou tão insensível?

— Eu só não aguento seu drama.

Continuamos andando e logo estávamos em frente a minha casa, mas olhávamos para casa que ficava a direita da minha.

— Faz uma semana que os móveis foram trazidos e ainda não vimos os novos moradores. — Mark comentou. — Queria saber quando eles vão dar as caras.

— Eu também. — Esfreguei minhas mãos, tentando aquece-las, mesmo de luvas, ainda assim estava muito frio. — Mas, enquanto isso não acontece, a única coisa que eu quero é me deitar na minha cama quentinha e dormir. Tchau, Mark.

— Tchau. — Disse ele e se encaminhou até sua casa, enquanto eu colocava a chave na maçaneta e entrava dentro de casa.

[...]

A minha sogra, Sohyun, tinha acabado de deixar Eunbin e eu no shopping. Ela pediu para a nonna ligar para ela quando o filme terminasse para ela vir nos buscar.

Ainda faltava meia hora pro filme começar, então só ficamos passeando pelo shopping.

— Você ainda não me disse sobre o que é o filme. — Disse enquanto caminhávamos pela frente de uma loja de roupas esportivas.

— Ele se chama Uma Noite de Crime. — Começou Eunbin, muito animada. — Os Estados Unidos, lá por 2018, por aí, aprova uma coisa chamada Expurgo; que no caso, seria uma noite de crimes por ano, de 12 horas. Onde as pessoas usam essa noite para purificar suas almas.

— Como assim?

— Elas cometem crimes, inclusive assassinato. Enfim, em 2022, o país vive um índice muito baixo de criminalidade e desemprego. Tudo isso se deve ao Expurgo.

— As pessoas tem 12 horas para cometer crimes? — Eunbin assentiu. — Mas, ela não vão presas?

— Durante essas 12 horas, nenhum dos hospitais, corpo de bombeiros e delegacias de polícia funciona. As pessoas estão livres para fazer o que quiserem e não seram punidas.

— Credo. Não sabia que você gostava dessas coisas.

— Eu acho interessante, assim, só uma noite por ano as pessoas matam, deixando o resto do ano quase sem crimes. Seria ótimo se isso acontecesse.

— Ainda bem que não existe. Imagina só, alguém me matar e não ser punido. Isso não seria justo.

— Ok, respeito sua opinião sobre isso. Mas imagine só o número de pessoas que morrem por ano, o número de estupros, de roubos e de tantos outros. Uma noite só não é nada comparado.

— É... Nisso você tem razão. Mas, mesmo assim, as mortes seriam muitas. E, como você disse, todo tipo de crime seria sem punição, certo? — Ela assentiu. — Então, roubos de bancos, estupros, incêndios, destruição de patrimônios públicos... O culpado sairia ileso e faria a mesma coisa no ano seguinte. Tudo isso destruiria o mundo mais do que ajudaria. Nada disso daria certo na vida real, não acha?

Eunbin ficou quieta por alguns minutos e me deu um sorriso.

— É. Não daria certo, mesmo. Posso falar agora sobre o enredo do filme?

— Pode, claro.

— Então, tem esse cara, chamado James, esqueci sobrenome. Ele é representante de uma companhia de equipamentos de segurança. Então, na noite de Expurgo, ele fecha tudo. Mas o filho mais novo, o Charlie, acaba abrindo as portas quando vê um mendigo do lado de fora pedindo ajuda. Ele estava sendo perseguido por um bando de psicopatas. O líder deles disse que, ou eles entregavam o cara, ou eles iriam matar James e sua família. Então a família teria que entregar o mendigo para o grupo para poderem sobreviver.

— E eles entregam? — Perguntei.

— Não sei. Vamos ter que ver o filme.

— Ah, você me deixou curioso! Quanto tempo falta pro filme começar?

— 20 minutos. — Ela me respondeu enquanto olhava no relógio. — Vamos indo, talvez, quando chegarmos lá, já tenha passado algum tempo.

— Ok.

Então voltamos por onde tínhamos vindo e logo estávamos comprando os ingressos pro filme.

Depois fomos comprar a comida, a minha parte preferida de ir no cinema.

— Vamos querer dois baldes de pipoca com manteiga, dois refrigerantes. — Pedi moça e me virei para Eunbin. — Vai querer mais algo?

— Eu quero um chocolate. — Ela apontou pra uma estante cheia de barras de chocolate. Todas da marca Cacau Show, uma marca brasileira. Eu já comi, é ótima. Pedi duas barras. 

Eunbin já estava tirando o dinheiro da carteira quando eu a parei.

— Eu vou pagar pela comida. — Disse.

— Eu pago a minha e você paga a sua. — Eunbin tentou de novo pegar o dinheiro, e de novo a impedi.

— Você já pagou pelos ingressos, nonna. Deixa eu pagar pela comida. — Pedi, fazendo, ou tentando fazer aegyo. — Deixa o dinheiro para depois do filme.

— Ai, tá bom. — Disse ela.

— Aqui. — Disse entregando o dinheiro. — Eu vou ali no banheiro rapidinho e já volto. Não sai daí.

— Ok.

Então eu corri o máximo que eu pude, fiz o que tinha que ser feito e voltei para onde tinha deixado Eunbin.

Quando a avistei, vi que ela não estava sozinha, Sanha estava com ela. Estava muito perto, e Eunbin parecia desconfortável.

— Voltei, nonna. — Disse, me aproximando. — Oi, Sanha, como vai?

— Ah, oi, Jeno. — Ele disse sem animo algum. — Bom, eu vou indo pra fila, nonna. Se quiser me acompanhar.

— Ela está comigo. — Avisei.

Sanha me encarou de cima à baixo com indiferença. Como se eu fosse um inseto.

— Eu estou falando com a Eunbin, Jeno. — Então ele se virou para Eunbin novamente. — O que me diz?

— E-eu vou ficar com o meu namorado. Obrigada pelo convite mesmo assim.

— Você que sabe. — Sanha piscou para Eunbin e pegou o refrigerante que a moça da bancada lhe oferecia e entregou a ela uma nota de dinheiro. — Até mais, nonna. Jeno.

Sanha passou tão perto de mim que seu ombro quase bateu na minha cabeça.

— O que ele queria contigo? — Perguntei.

— Ele só perguntou se eu estava aqui sozinha, e se sim, poderia sentar ao lado dele para ver o filme. Não deu tempo de responder que estava contigo, você chegou na hora certa.

Olhei por Sanha tinha ido, só conseguia avistar da sua cabeça até um pouco abaixo de seu ombro, pois nas suas costas havia um casal de meninos se beijando. Ele conversava com Park Minhyuk, ou como o conheciam na escola, Rocky.

— Vamos lá pra fila antes que a gente não consiga lugares. — Disse e peguei minha pipocs, meu refri e meu chocolate de cima do balcão.

Paramos atrás do casal de meninos e eu me virei para Eunbin, que estava de olhos arregalados.

— Nonna? Tudo bem? — Perguntei.

— Jeno?

Me virei para o casal na minha frente, me deparando com ninguém mais, ninguém menos, que Jaemin e Hyunjin.

Senhor, o que eu fiz para merecer isso?

— Oi, Jaemin e Hyunjin. — Cumprimentei, forçando um sorriso. — Também vieram ver o filme?

— Sim. — Respondeu Hyunjin, puxando Jaemin para mais perto de si pela cintura, no outro braço dele segurava um balde de pipoca grande e na mão de Jaemin, a que não estava em seu ombro, segurava um refri grande também. — O Nana não parou de falar sobre esse filme o mês inteiro. Viemos aqui para comemorar nossos dois meses.

A lembrança dos dois se beijando no parque aquele dia me acertou em cheio na boca do estômago, senti meu ar se esvaindo dos meus pulmões.

— Ah, meus parabéns. — Disse, me esforçando para não deixar o sorriso morrer no rosto e cheguei um pouco mais perto de Eunbin. — Eunbin e eu também completamos dois meses ontem.

— Meus parabéns. — Hyunjin sorria verdadeiramente para mim e Eunbin. Jaemin também sorria. Me senti triste por lembrar de tudo que passamos, ele realmente estava só me usando e não se sentia nem um pouco arrependido de ter brincado com meu coração e ter corrido pros braços de outro depois de eu ter aberto meu coração para ele. Ele nem sequer pediu desculpas por ter me feito de trouxa quando fui pedir desculpas por ter dito tudo aquilo pra ele.

A fila começou a andar e Jaemin e Hyunjin entraram na sala de cinema.

Eunbin e eu nos sentamos umas duas fileiras acima de Jaemin e Hyunjin. Eu acabei perdendo de vista o Sanha e o Rocky. Me perguntava o motivo de Sanha ter ficado tão bravo quando me viu com Eunbin. Ele é um cara muito legal e engraçado, pelo que vejo. Será que ele gosta da Eunbin? Isso explicaria muita coisa.

Meus devaneios foram interrompidos quando o filme começou.

[...]

Estava em uma parte tensa do filme: aquele bando de psicopatas tinha acabado de chegar com os equipamentos para abrir as portas e janelas da casa do James, e agora ele e sua esposa estavam andando pela casa, procurando por eles para poderem mata-los e proteger a casa e seus filhos. Charlie estava escondido no porão, a filha mais velha, Zoey, tinha se escondido e o mendigo também.

Abraxei meu olhar um pouco para a barra de chocolate, tentando abri-lá. E quando consegui, na hora que ia voltar minha atenção ao filme, algo me fez olhar lá na frente.

Jaemin e Hyunjin estavam se beijando tão desesperadamente quanto Mark e Hyuck quando ficavam muito próximos. Eu podia ouvir os sons do beijo dali.

Comecei a sentir náuseas e abaixei a barra de chocolate.

— Jeno? — Eunbin sussurrou ao meu lado, a olhei, ela me encarava meio preocupada. — Tudo bem?

Não sei o que me deu na cabeça, mas só vi o que estava fazendo depois de ter puxado Eunbin para um beijo.

Ela correspondeu na hora, a última vez que nós tínhamos beijo de verdade foi quando completamos um mês. De resto, só trocávamos selinhos rápidos.

Senti um tapa na minha cabeça e eu me separei do beijo na hora, levantando o olhar para a pessoa na fileira acima, dando de cara com Sanha e Rocky.

— Querem parar de agarramento? — Sanha perguntou retoricamente, estava mesmo era me dando uma ordem.

— E por que eu deveria? — Perguntei mais alto do que deveria. — Estou beijando a minha namorada.

— Acho melhor vocês fazerem isso em outro lugar.

— Por que você não vai pra outro lugar? — Perguntei me levantando, Sanha também se levantou e me segurou pela gola do meu casaco, pronto pra me dar um soco. Foi quando Rocky parou Sanha e o fez me soltar.

— Para com isso, cara. Tá chamando a atenção de todos. — Avisou o mesmo.

Sanha bufou e se jogou na poltrona do cinema, fazendo um gesto obsceno para mim.

Me sentei também, olhei para a fila que Jaemin e Hyunjin estavam sentados e vi que o primeiro citado me olhava, assim como algumas pessoas.

Bufei e voltei a olhar para a tela do cinema. Logo todos voltaram a prestar atenção no filme, mas Jaemin, por algum motivo, ficou me encarando por mais alguns segundos antes de ter a atenção virada pro grito de Charlie, que tinha sido encontrado no porão por um dos caras psicopatas.

[...]

O filme tinha acabado fazia 20 minutos, eu e a nonna nos encontrávamos na praça de alimentação, comendo um Burger Kink que eu pedi para ela comprar. Mas ela não tinha comprado nada além de um refri.

— Eu adorei mais aquela parte que a Mary pegou aquela loira oxigenada e bateu a cara dela na mesa de vidro. — Disse enquanto fingia pegar alguém pelos cabelos e empurrei minha mão contra a mesa, acabando por machucar a mesma por conta da força na qual eu desci minha mão. — Ai!

Soprei a mesma, tentando aliviar a dor e rindo da minha própria desgraça.

Olhei para Eunbin, ela sem sequer prestava atenção em mim. Brincava com canudo de seu refrigerante com o olhar fixo e desfocado no copo.

— Ei. — Estalei meus dedos em frente aos seus olhos, então ela olhou para mim. — Tudo bem?

Eunbin suspirou e passou a mão pelo rosto, logo apoiando o queixo na mão que não segurava o canudo, olhando para mim com interesse.

— Você só me beijou hoje por causa do Jaemin, não? — Ela perguntou, calmamente.

Meu rosto ardeu, parecia que eu tinha levado duas bofetadas nas bochechas.

— Lembra o que você me disse quando me pediu em namoro?

Assenti com a cabeça, não conseguindo a olhar nos olhos.

— Eu disse que te faria feliz.

— Sim. Agora me diga, Jeno: eu te faço feliz?

Assenti novamente.

— Não minta. — Ela pediu.

— Não estou mentindo, nonna. Você é uma grande amiga e tem me ajudado um monte em relação ao Jaemin. Você é engraçada e é uma ótima companhia. Eu.. Eu me sinto feliz ao seu lado.

Eunbin fungou, a olhei e vi que nos cantos de seus olhos se formavam lágrimas.

— Certo. — Ela respirou fundo antes de continuar. — Agora, me diga: você acha que está me fazendo feliz me usando para fazer ciúmes no Jaemin?

— Eu não estava fazendo ciúmes para ele. — Disse tão baixo que achei que Eunbin não tinha ouvido.

Ouvi ela suspirar mais uma vez. Quando ela abriu a boca para falar, seu celular começou a vibrar encima da mesa.

Ela o pegou e leu alguma coisa, logo guardando o celular no bolso do casaco.

— Minha mãe já está na frente do shopping para nos buscar. — Ela apontou para o meu Burger Kink. — Quer que peça para embrulhar pra viagem?

Neguei, então nós dois nos dirigimos para a saída do shopping.

— Então, como foi o filme? — Sohyun perguntou assim que entramos no carro.

— Legal. — Respondeu Eunbin, muito séria.

O sorriso de Sohyun sumiu de seus lábios assim que ouviu a resposta seca da filha.

O caminho todo foi num silêncio desconfortável, só preenchido pelo narrador do rádio que falava alguma coisa que eu não prestava atenção. Ficava encarando Eunbin pelo retrovisor do carro, rezando para que ela me olhasse de volta e me desse um sorriso, mostrando que tudo estava bem, mas ela não fez isso.

O carro de Sohyun parou em frente a minha casa.

— Bom, está entregue, Jeno. — Disse a mesma, sorrindo para mim pelo retrovisor.

Sorri de volta e olhei para Eunbin, me aproximei da mesma e tentei dar um beijo em sua bochecha, mas ela desviou, se inclinando para frente e fingindo que ia pegar alguma coisa no porta-luvas.

— Tchau, nonna. — Disse e sorri sem vontade para Sohyun e sai do carro.

O carro começou a andar e eu vi ele se distanciar até sumir em uma curva.

Suspirei e vi o ar saindo da minha boca.

— Eu sou um idiota. — Disse para mim mesmo, encarando meus pés.

Só entrei em casa depois de alguns minutos, quando começou a nevar.

[...]

Pov Mark

Dia 1 de dezembro, domingo. Eu me encontrava junto com meus amigos e seus namorados em uma cafeteria na frente do parque que dividia nossos bairros.

Yerim havia sugerido aquilo, fazer um encontro de casais. O que ela não esperava, é que Jisung ficaria fazendo birra por ser o único na mesa por não ter um par.

— É sério gente. — Jisung choramimgou. — Todo mundo aqui está de casal e eu aqui, fazendo papel de castisal.

— Na verdade, Sung. — Yerim começou, fazendo carinho no cabelo do maknae. — Jungkook e eu ainda não namoramos, ele ainda não me pediu.

Jungkook coçou a cabeça, desconfortável.

— Nem o Mark. — Disse Hyuck e me lançou um olhar que me deu medo.

— Mas isso não faz diferença. Vocês estão apaixonados e não falta muito para vocês começarem a namorar. — Jisung apontou pra mim e pro Jungkook. — Aí eu vou ficar sozinho pra sempre.

— Não exagera, Sung. — Jeno pediu, rindo.

Ele e Eunbin estavam lado a lado, Jeno me disse o que aconteceu sexta-feira, quando apareceu na minha casa lá pelas 10 da noite. Eu o aconselhei a pedir desculpas pessoalmente e, quem sabe, dar um presente. E acho que funcionou, pois Eunbin e Jeno estavam de mãos dadas embaixo da mesa.

— Algum dia você vai encontrar a menina perfeita pra você. — Disse Jaemin.

— Ou menino, nunca se sabe o dia de amanhã. — Disse Yerim.

— Por favor, Yerim. — Pediu Jisung. — Eu sou hetero, tá?

— Faço as palavras da Yerim, as minhas. Nunca se sabe o dia de amanhã. — Disse Hyuck. — Neste exato momento você está falando que é hetero, mas amanhã você pode estar apaixonado por um menino.

— Não fale isso nem de brincadeira. — Pediu Jisung, batendo na madeira da mesa. — Minha mãe morre do coração se isso acontecer.

Todos rimos, logo nossos pedidos foram trazidos e todos nos envolvemos em conversas sobre a escola. E, como se fosse uma tradição, Jisung começou a falar sobre o período escolar.

— Eu não me conformo com isso. A gente só tem 3 meses de ferias durante o ano todo, os outros 9 é tudo: aulas, aulas e mais aulas. Eu não aguento mais. Ainda falta muitos anos pra eu sair da escola. Eu to triste.

Yerim fez carinho nos fios de Jisung, que se encontrava com a cabeça apoiada na mesa.

— Coitadinho, gente. — Disse Eunbin.

— É tudo drama, nonna. — Disse Hyuck. — Na verdade, ele ama a escola.

— Eu amava a escola. — Corrigiu Jisung. — Deixei de amar quando entrei pro segundo ano do fundamental. Queria nunca ter saído do jardim de infância, lá eu só comia, brincava e dormia.

— Jisung... — Jungkook passou o braço por cima da Yerim e pousou a mão dele no ombro de Jisung, o encarando sério. — Acho que todos sentimos o mesmo.

As gargalhadas encheram a mesa.

— Mano, eu pensando que ele ia falar algo motivador, sobre a importância dos estudos ou algo assim, mas ele me vem com isso. — Disse Hyunjin, em meio aos risos.

— Eu também. Bate aqui, Jeon. — Disse e eu e Jungkook fizemos um high five.

O clima na mesa ficou melhor depois daquilo, até Jeno e Jaemin riram juntos depois de tudo o que aconteceu. A tempos não ficávamos de bem daquela forma.

Tenho que me lembrar de agradecer Yerim pela ideia depois.

— O que vocês vão fazer no Natal? — Eunbin perguntou, depois de vermos que tinham ligado as luzes da árvore natalina ali perto, que nem sequer havíamos reparado.

— Eu vou me empanturrar com os doces do meu pai. — Disse Jisung, alisando a barriga. — Esse ano a Seungyeon nonna vai vir passar o Natal e Ano Novo com a gente, assim como meus avós.

— Estou com saudades da unnie. — Disse Yerim. — Faz tempos que não a vejo, ano passado ela não foi passa o Natal na sua casa?

— Não. A faculdade estava tomando conta de todo seu tempo, mas esse ano ela conseguiu alguns dias para ficar com a gente, mas no dia 2 ela já volta pra faculdade. Só vai ficar uma semana lá em casa.

— Vou ir vê-la. — Avisou Yerim. — Já eu não vou fazer nada de especial, sendo que sou só eu e meus pais dentro de casa e não temos muitos parentes próximos.

— Se quiser pode ir lá pra casa. Sempre cabe mais um. — Disse Jisung.

Yerim assentiu e se virou para mim.

— E você, Mark? Você disse que sua mãe viria, né?

Encolhi meus ombros.

— Duvido muito que ela faça isso. Ela é muito ocupada, mas vou ir pra casa do Jeno junto com meu velho.

— E vocês dois: Kook e Hyunjin? — Yerim perguntou.

— Eu vou pra casa dos meus avós, junto com meus pais e a Somi.

— Eu vou pra casa do Han. Meus pais vão estar em uma festa da empresa onde eles trabalham. — Disse Hyunjin.

— E por que você não vai junto? — Jaemin perguntou.

— Ah, muita gentinha fresca, sabe? Além do mais, fui ano passado e minha mãe me obrigou a usar um smoking, me fazia sentir coceira pelo corpo todo. Parecia que tinham jogado pó de mico na minha roupa.

Rimos mais uma vez.

— E você, Nana? — Hyunjin perguntou. — Não quer ir junto comigo pra casa do Han?

— Na verdade, eu vou ir pra Bangkok com minha mãe, pra visitar o Ten.

O silêncio que se seguiu foi tão de repente que parecia que alguém tinha abaixado o volume, com o nosso silêncio, pude ver que nem nas outras havia tanto barulho quanto na nossa. Algumas pessoas até olharam para nossa mesa por conta do silêncio repentino.

— Como assim, vai para Bangkok? — Hyuck perguntou. — Você não me disse nada disso.

— Foi de repente, minha mãe disse que tinha conseguido as passagens ontem. Vamos no dia 21 pra lá e só voltamos um dia antes das aulas.

— Você vai passas toda as férias na Tailândia? — Hyuck perguntou e Jaemin assentiu. — Ah, não, Nana...

— Foi mal, Hyuck. — Disse Jaemin e os dois ficaram se encarando enquanto o silêncio reinava sobre a nossa mesa.

— Ih, gente, olha só o horário. — Disse Yerim, apontando para seu relógio de pulso. — Jisung tem hora pra chegar em casa, certo?

Jisung assentiu e Yerim pediu a conta.

— Todo mundo da um bocado pra pagar a conta. — Disse antes que alguém perguntasse quem iria pagar.

Então, depois da conta ter sido paga, cada um foi pelo seu caminho, Jaemin e Hyunjin foram os primeiros a sair, e quando Hyuck ameaçou levantar para ir embora, peguei ele pelo pulso.

— Posso te acompanhar? — Perguntei e vi Hyuck assentir.

Nós dois saímos da cafeteria e seguimos em direção a casa do Hyuck, o sol já estava quase se pondo.

— Eu não acredito que o Jaemin não me disse nada! — Hyuck disse de repente.

— Mas você ouviu o que ele disse. A mãe dele só falou sobre as passagens ontem.

— Mas que me contasse desde o momento que ficou sabendo! Eu atualizo ele sobre minha vida até quando eu vou cagar, e ele faz o que? Fica de segredinho pra cima de mim.

Não pude deixar de rir, Hyuck me empurrou, mas nem isso me fez parar de rir.

— Não ria de mim que eu não sou nenhum palhaço. — Ele pediu com um bico, o que eu achei muito estranho vindo de sua pessoa. Mas também achei a coisa mais fofa do mundo vindo de sua pessoa.

— É que você faz drama por tudo, Hyuck. Ele só vai passar um mês longe de você, não o resto da vida.

— Se o Jeno fosse fazer isso, o que você faria? — Ele perguntou.

Pensei um pouco, na quinta eu literalmente quase chorei por saber que ele ia sair com a Eunbin e me deixaria na mão. Imagina o que eu não faria se ele fosse viajar sem ter me falado antes.

— É. Eu entendo o seu lado.

— Viu só?

Ficamos um tempo caminhando. O silêncio não era desconfortável, eu me sentia bem estando ao lado do Hyuck.

Apertei o bolso da minha calça, sentindo a caixinha ali. Eu andava com ela por todo lado desde que a peguei na joalheria.

— Hyuck. — Peguei sua mão e o fiz parar de frente para mim. — Eu preciso fazer uma coisa. Antes que eu perca a coragem.

— Então faz, ué.

Fechei os olhos, suspirando. Então senti os lábios de Hyuck nos meus.

No início era só um selinho, que em poucos segundos foi se tornando um beijo de língua apaixonado e lento. Puxei Hyuck para mais perto pela cintura cheinha pelos moletons que ele devia estar usando por debaixo daquele casaco que ele usava, enquanto sua mãos seguravam meus braços por cima dos casacos que eu usava para me proteger do frio.

Quando nos separamos, juntei nossas testas e fiquei ouvido nossas respirações ofegantes.

— Hyuck... — O chamei, nos afastando, retirei a caixinha do meu bolso e mostrei a ele.

— O que é? — Ele perguntou, ansioso, enquanto pegava a caixa de minhas mãos.

— Abra que você vai ver.

E foi isso que ele fez, abriu a caixinha e sua boca abriu em um "O" perfeito.

Vi seus olhos encherem de lágrimas, então ele tirou uma das pulseiras, era a que estava escrito meu nome.

Peguei a pulseira de suas mãos e me ajoelhei em sua frente.

— Lee Donghyuck.. — Comecei, não sabendo direito o que eu devia falar. — Eu devo admitir que até o início desse ano eu te odiava e queria que você morresse.

Eu e Hyuck rimos alto, as lágrimas do Hyuck já molhavam seu rosto, enquanto as minhas já estavam se formando nos cantos dos meus olhos.

— Eu também. — Confessou Hyuck.

— Enfim... No dia do seu aniversário, o plano do Jeno, que mais tarde descobrimos ter sido tudo plano do Jisung, aquele safadinho. — Hyuck riu mais uma vez. — Este plano me fez descobrir que tudo o que eu sentia por você era amor encubado. Bem que dizem que o amor e o ódio andam lado a lado.

— Não, a gente realmente se odeia Mark. Mas é um relação de amor e ódio, tá ligado?

— Primeiro: cala a tua boca que eu tô aqui, ajoelhado no chão frio te pedindo em namoro. Então me deixa fazer a merda do pedido. Segundo: eu não sou uma lâmpada pra tá ligado.

— Tá ajoelhado porque quer. — Hyuck deu de ombros e eu me levantei. — Por que se levantou?

— Pensei que estava me achando ridículo por estar ajoelhado na sua frente.

— E eu estava.

— Tô nem aí, agora eu não me abaixo mais pra pedir merda nenhuma.

— Então não vai me pedir mais em namoro?

— É claro que vou. Agora que eu comecei, vou até o fim para poder ficar com a pessoa que amo.

— Então faça, merda!

— Quer namorar comigo, Hyuck? — Perguntei, vendo ele sorrir, consequentemente me fazendo sorrir também.

— Quero.

Então peguei a pulseirinha com meu nome e coloquei em seu pulso, então ele fez a mesma coisa com a pulseira com seu nome.

— Ae. — Sorri, olhando para a pulseira no meu pulso. — Agora somos namorados.

— Finalmente. — Hyuck me puxou para nosso primeiro beijo como um casal.

Quando nos separamos, eu sorri pra ele, ele sorriu pra mim. Foi uma coisa linda.

— Eu te amo, Donghyuck. — Disse, baixinho.

— Eu também te amo, Minhyung. — Ele me respondeu, no mesmo tom.

Então voltamos a nos beijar.



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