História My Vision Of Fragility - Capítulo 5


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Uraraka Ochako (Uravity)
Tags Bakugou, Bakuraka, Deku, Uraraka
Visualizações 113
Palavras 3.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ME DESCULPEM A DEMORA, sério, peço mil perdões aqui pra vocês!!!! Além de acabar tendo um bloqueio enorme pra escrita, me atolei nos últimos dias com os estudos pro vestibular, nascimento da minha afilhada e problemas pessoais. Sabe aquela frase super conhecida: "tudo está virado de cabeça para baixo" ? Pois então! Mas, o importante é que cheguei com um capítulo beeeeem longuinho pra recompensar a espera. Mais uma vez eu peço desculpas, aproveitem a leitura e não me matem, por favor <3

Capítulo 5 - Primeiro Dia (I): O Professor.


Fanfic / Fanfiction My Vision Of Fragility - Capítulo 5 - Primeiro Dia (I): O Professor.

Dificuldade. Beleza. Felicidade. Confiança. Amizade. Fragilidade.

 O som do motor dos poucos carros que passavam ao nosso lado era a única coisa que podíamos ouvir ecoando por aquela rua, não faltava caminharmos muito para chegar até a U.A High School e eu agradecia mentalmente por isso. Por mais que Uraraka tivesse decidido manter-se calada —algo digno de apreciamento—, eu conseguia notar seus olhares e risadinhas dirigidas à mim. Será que a idiota realmente não havia percebido o quão indiscreta estava sendo? 

—Qual é a porra da graça, caralho? — Decidi questioná-la, afinal quem aguentaria essa merda de comportamento? Sentir-se vigiado é uma das coisas mais desconfortáveis do mundo, diga-se de passagem. Uraraka pulou levemente ao ouvir minha voz, por mais que não tivesse sido tão alta... ou será que foi? De qualquer forma, garotas sempre exageram em suas reações. Suas bochechas começaram a ficar mais vermelhas que o cabelo do Kirishima enquanto ela tentava formular alguma coisa para responder, e aparentemente em vão já que eu só conseguia ouvir seus gaguejos. —F-f-fa-fala direto, round face! Não consigo entender merda nenhuma, ta tentando se comunicar em outro idioma? —imitei-a gaguejando forçadamente, recebendo uma revirada de olhos como resposta. 

—Deixa pra lá, você é um idiota. 

—Tanto faz. — dei de ombros tentando demonstrar desinteresse e camuflando minha vontade de gritar ao quatro cantos quem era a pessoa idiota da história e, consequentemente, começar uma briga. Garota atrevida. Ela bufou, claramente infeliz com minha resposta indiferente. Garota estranha.

—Eu só... — Uraraka parecia estar em um conflito entre continuar seu falatório ou me ignorar e deixar o assunto morrer, como ela mesmo havia dito que iria fazer. Sua mão esquerda, a qual se encontrava mais próxima de mim, foi em direção à uma mecha do cabelo castanho que insistia em atrapalhar seu rosto, que mantinha-se abaixado e fixado em seu tênis ridiculamente rosa. Repentinamente, seus olhos mudaram o foco e voltaram a me encarar com certa timidez, deixando-me totalmente intrigado. —Eu só estava impressionada com a sua calma, nunca imaginei que pudesse ficar realmente assim, quer dizer, eu imaginava que sim, mas é diferente ver acontecendo... um diferente bom. — pego de surpresa pelas palavras da morena, eu cogitei tentar pegar mais leve em meu tratamento com a mesma, até que ouço-a continuar a falar. —Porém, claro, você tinha que estragar tudo sendo um babaca de primeira, então é, acho que você só sabe GRITAAAR. Agir como uma pessoa normal ainda ta longe de acontecer, não é, Bakugou-kun? 

Filha da puta. 

Com um sorriso cínico estampado naquele rosto bochechudo, Uraraka me olhava como se minha aura extremamente emputecida não pudesse afetá-la. Senti meu sangue ferver, como eu ousei pensar bem dessa... dessa irritante ao menos um segundo?!

Round face...—dei dois passos em direção à ela, usando de meu tom mais raivoso para proferir minhas palavras. E oh, parece que de fato surtiu algum efeito, já que sua confiança parecia estar sendo abalada. 

—B-b-bakugou-kun? —cada passo que eu dava em sua direção, com pequenas e "inofensivas" explosões saindo de minhas palmas, era retribuído com dois passos contrários seus. 

—Corre. —direto e afiado como uma faca, assim que pareceu minha fala, já que no segundo seguinte Uraraka tremeu e correu de mim, soltando alguns gritinhos assustados assim que olhava para trás e via que eu estava alcançando-a. 

 

[...]

 

 Ao chegar em nossa classe, apoiei-me no batente da grande porta e fechei os olhos, respirando pesadamente afim de tentar recuperar um pouco do meu fôlego perdido na corrida atrás da idiota gravitacional. Passei o pulso na testa, minimizando o suor que tentava acumular-se perto de meus cabelos. Assim que me senti mais calmo, ousei procurar com o olhar a morena na sala, encontrando-a sentada em cima de sua mesa conversando alegremente com o nerd do Deku. Assim que seus olhos castanhos encontraram-se com os meus, a garota sorriu triunfante, o que só me deixou ainda mais puto da cara. Aquela trapaceira havia usado sua habilidade para chegar mais rapidamente ao nosso andar, flutuando idiotamente pelo vão das escadas. Se eu tivesse usado a impulsão das minhas explosões nas ruas vazias existentes entre a U.A High School e nossas casas, bem... ela não estaria com esse sorriso de merda estampado na cara redonda. 

—Bakugou? —Kirishima tocou meu ombro levemente, parecendo assustado. —Eu não sei o que aconteceu entre você e a Uraraka, mas eu ainda preciso da minha dupla pro trabalho, então será que você pode parar de olhá-la como se fosse matá-la a qualquer segundo? —Desviei minha atenção da idiota número um para focar no idiota número dois ao meu lado, enquanto finalmente tomava meu rumo até meu lugar na sala de aula. 

—Você acha outro parceiro pra essa droga. —respondi dando de ombros, abrindo minha mochila em seguida e retirando meu celular juntamente com os fones de ouvido dela. Kirishima barrou uma de minhas mãos assim que ameacei colocar os aparelhos. 

—Bakugou, eu preciso da sua ajuda. —ignorei-o e tentei continuar o trajeto dos meus fones, mas acabei por ser barrado novamente. Aquilo já estava irritando e, assim que indico que irei começar minha série de xingamentos habituais, ele toma frente da situação. —Será que ao menos você pode me ouvir? —revirei os olhos, porém, notando o quão sério o ruivo estava em seguida, acabei por largar os fones por completo em cima da mesa e virei em sua direção, esperando que ele pedisse o favor que tanto queria. —Eu preciso de ajuda nos conteúdos, por favor. Minhas notas nas primeiras avaliações e trabalhos não estão nada boas, se eu continuar nesse ritmo minhas provas finais serão um desastre! 

Seus olhos vermelhos pareciam implorar por socorro e, sendo o meu melhor amigo, eu não podia negar ajudá-lo da forma que fosse, Kirishima tinha tanta vontade e se esforçava tanto quanto eu para ser um herói de primeira. Ainda assim, relutei alguns segundos enquanto a ideia de ensinar alguém passava pela minha cabeça. Ia ser uma merda, as pessoas nunca entendem as minhas explicações. 

 —Você é um porre, tsc.   

 —Por favor, Bakugou! Eu nunca mais te peço nada!  — ele juntou as mãos, dramatizando e implorando por uma resposta positiva. 

 —Tá, mas eu vou lembrar disso.  —o sorriso que ele me deu podia facilmente derreter alguma calota polar.  —Biblioteca hoje de tarde após a aula, sem falta.   —seu sorriso se desfez, dando lugar à uma expressão conflituosa. Caralho, qual era a porra do problema agora? 

 —Hoje de tarde? E-eu não posso, tenho que fazer aquele trabalho com a Uraraka-san. Bakugou, não podemos deixar para amanhã? 

 —Kirishima, você é avoado pra porra.  —ele olhou-me sem entender, avoado é apelido.  —Amanhã iremos ter o primeiro dia de estágio e, pelo jeito, você até mesmo esqueceu dessa merda...  —revirei os olhos.

Quantas vezes Kirishima esquecia de algo? Bom, a resposta era simples: o suficiente pra me fazer encher o saco e ter vontade de explodi-lo em mil pedaços. Idiota sem noção. O ruivo ficou parado por um tempo e eu não sabia se ele estava se perguntando como se esqueceu de algo tão importante ou se estava bolando alguma solução para seus problemas e, sinceramente, não era problema meu. 

—Se quer minha ajuda, venha na biblioteca hoje de tarde que te darei as aulas que precisar. —assim que ouvi um "mas" saindo de sua boca, continuei minha fala. —Dê um jeito de resolver suas coisas, a responsabilidade é sua. 

Concordando levemente com um aceno, ele calou-se por completo e se ajeitou na cadeira colocando a mão no queixo e adquirindo uma pose digna da" estátua do Pensador". Suspirei preocupado, um dia ele ainda iria se ferrar por esse comportamento desatento. Por fim, decidi ajeitar-me na cadeira e fazer aquilo que mais cedo Kirishima havia me impedido: escutar música até a hora do professor entrar em aula, impedindo-me de ouvir todo aquele burburinho de conversas paralelas. 

Assim que as notas iniciais de "This Ain't A Scene, It's An Arms Race" começaram, joguei um pouco meu peso para trás inclinando a cadeira levemente e concentrei meu olhar à janela ao meu lado, analisando os estudantes lá embaixo que alongavam para alguma aula prática que teriam. Bastardos sortudos. Infelizmente, eu sou um ser amaldiçoado e aparentemente as pessoas sentem o prazer em estragar meu momento de paz, já que no segundo seguinte o volume de minha música foi abaixado para dar lugar ao som de notificação de mensagem nova. 

[Idiota Gravitacional]: Algum dia você ainda vai cair dessa cadeira e eu juro que vou morrer rindo. 

Olhei para frente, encontrando Uraraka balançando levemente o seu celular em minha direção. Mostrei-a o dedo do meio, recebendo uma carranca como resposta. Se algum dia essa bolachuda fosse morrer, seria por me levar até o limite que minha paciência poderia suportar. Decidi ignorá-la e voltei meu olhar para janela novamente. 

E, de novo, sou alertado de nova mensagem. 

[Idiota Gravitacional]: Então, o que está ouvindo tão concentrado desse jeito? 

Mais uma vez sou obrigado a procurar seu rosto em meio à sala, dando-a uma expressão de "é sério isso?". 

[Idiota Gravitacional]: Você prometeu se esforçar, não vai mesmo tentar? 

Revirei os olhos para a mensagem idiota, não é como se eu tivesse possuído muita escolha. 

[Eu]: Duvido que goste das coisas que eu escuto, perca de tempo. 

Talvez assim ela parasse de me encher o saco. 

[Idiota Gravitacional]: Tenta, me manda alguma! :) 

É, parece que ela não se intimida assim tão facilmente.

[Idiota Gravitacional]: E mesmo se eu não gostar, é bom para conhecer mais de você. 

Hesitei por uns segundos, qual era o grande problema de Uraraka me conhecer melhor? O que eu detestava tanto nessa ideia? E, assim que vou tomar a iniciativa de mandá-la a música, Aizawa entra em sala. Talvez eu tenha sido salvo pelo gongo? 

[Idiota Gravitacional]: Não pense que se salvou, irei cobrar!  >:D

E, sentindo um sorriso discreto brotar involuntariamente em meus lábios, eu decido guardar o celular e focar nas aulas seguintes, ignorando e matando internamente qualquer mínima afeição que possa ter sentido. Eu não sou assim e, nem nunca serei. 

 

[...]

 

—Oe, Bakugou, ande mais devagar! — Kirishima seguia-me pela biblioteca em busca de uma mesa vaga e espaçosa, por conta do peso dos livros em seus braços, seis ao total, o ruivo não conseguia manter o ritmo em que eu estava. Considerando o horário e o quão próximos nos encontrávamos das provas finais, era normal o local ficar lotado. Quando finalmente encontramos uma mesa retangular e vaga, localizada ao fundo da enorme biblioteca, sentamos lado a lado. Kirishima largou os livros de qualquer jeito por cima da superfície, o que resultou em um estrondo e um "SHHHHH" da bibliotecária que ecoou por todo o local. —Desculpa... — murmurou, recebendo um olhar rígido da velha bruxa que continuou a folhear alguma revista de fofoca em seguida. —Bakugou, a gente podia ter ido para a sua casa!! — sussurrou. 

—Kirishima, você pode falar normalmente, sabia? — revirei os olhos em sua direção, ele era um idiota de primeira e eu nunca cansaria de informar isso. —Em segundo lugar, é mais fácil aturarmos aquela velha bruxa... —apontei para a senhora que mantinha-se concentrada na leitura. —do que a velha bruxa da minha mãe. E nem pense em falar da sua casa, ela fica na casa do caralho de tão longe, quero ver como iria até lá carregando todos os livros que precisa. 

—Entendi... —mesmo que a pergunta tivesse partido dele, o ruivo não parecia que de fato tinha prestado atenção nas minhas explicações. Kirishima parecia impaciente enquanto olhava para todos os cantos da biblioteca, principalmente para a porta e, aquilo estava começando a me dar nos nervos. 

—O quê caralhos estamos esperando pra começar?—joguei minha cabeça para trás, em cima do encosto da cadeira, e fechei os olhos, tentando me manter dentro do limite de minha paciência. 

—Ela chegou! —o ruivo levantou-se abruptamente, me assustando enquanto balançava os braços freneticamente na direção de alguém. 

Ela...? 

Foi então que, seguindo com os olhos para onde Kirishima tanto gesticulava, acabei me deparando com Uraraka Ochaco e, tive a certeza de que me manter dentro do limite de minha paciência seria impossível

—MAS QUE MERDA ELA TA FAZENDO AQUI? —não só Uraraka, como todos os presentes na biblioteca viraram-se para me encarar, alguns assustados com o grito repentino e outros furiosos por ter eu interrompido a "calmaria sagrada" do local. Eles que se fodam, eu é que devia estar irritado.  

—Senhor Bakugou, se não respeitar as regras pré-estabelecidas serei obrigada a retirá-lo do local! —murmurei um "foi mal" de qualquer jeito para a bibliotecária, que mais uma vez abriu a revista de fofocas, porém, eu conseguia ainda sentir seus olhos observando-me cautelosamente.

Voltei a realidade que me fez sair do controle, encarando uma Uraraka sorridente em pé em frente à mesa. 

—Estou feliz em te ver também, Bakugou-kun! —de um jeito brincalhão, que eu simplesmente detestava, ela mostrou-me a língua. Em minha mente, eu só conseguia pensar em uma mantra sem fim: 

Irritante. Irritante. Irritante. Irritante. Irritante. Irritante...Garota Irritante. 

—Respondendo sua pergunta, ou melhor, seu grito, eu vim aqui estudar junto com vocês. Kirishima disse que não haveria problema, além do mais temos que terminar o trabalho hoje sem falta. 

—Estudar junto com nós?— lembrei-me de seu telefonema ontem na casa do ruivo, onde ela disse que havia combinado de estudar com o Deku. —Não ia ter um professor particular extremamente nerd?— perguntei sarcástico, deixando-a sem graça.

—B-bem... eu ia, mas ele acabou sendo chamado um dia antes para o estágio. —ela coçou a nuca e franziu o cenho, parecendo confusa ao lembrar. —Eu não entendi direito, para ser sincera, porém isso facilita as coisas já que não perderei tempo tendo que me deslocar de um lugar para outro. 

—E com o "estudar junto com nós", você quis dizer que não terei que dar aulas apenas para um pateta, mas sim para dois! —ri nervosamente, só podia ser brincadeira com a minha cara. Encarei furiosamente Kirishima que apenas encolheu os ombros em resposta. —Como caralhos isso foi acontecer, Kirishima?! —me segurei para não gritar novamente, descendo um tapa leve em sua nuca. 

—Ei! Eu fiz o que você pediu! —ele passou a mão no local onde estapeei, que dramático. E COMO ASSIM "COMO VOCÊ PEDIU" ? Olhei-o confuso e mais puto ainda, me preparando para dar outro tapa. —Ei, ei, ei! Pode parando! Você pediu para um dar um jeito, bom, eu dei um jeito e agora conseguirei estudar E fazer o meu trabalho. Será que pode, por favor, facilitar as coisas? —bufei. Kirishima e sua mania chata de me convencer a fazer as coisas do seu jeito, eu juro para mim mesmo que essa será a última vez

—Podemos começar..? —Uraraka perguntou calmamente, enquanto tomava o assento do meu outro lado, deixando-me no meio do dois. Assenti à contragosto e os dois sorriram em resposta, cada um abrindo o seu caderno e livros e me mostrando o conteúdo em que mais tinham dificuldades. 

—Puta que pariu, o que vocês fazem quando estão na aula? Dormem? E aí fazem o mesmo quando estão em casa? —xinguei enquanto olhava a quantidade de matéria acumulada e o nível das perguntas deles. Aquilo era praticamente o conteúdo do semestre todo! Sem chances de eu fazer essas mulas aprenderem tudo isso em um dia, eles tão fodidos! 

—É-é... mais ou menos isso... —Kirishima coçava o queixo, claramente envergonhado pelo desleixo. Eu vou matá-lo por me meter nessa, mas enquanto isso não é possível, me resta tentar fazer um milagre

 

[...]

 

—Bakugou, eu não to entendendo nada! —aquela era a minha quinta tentativa de explicar um conteúdo extremamente fácil de física para o Kirishima. Eu estava começando a me perguntar se eu realmente era uma merda como professor ou se ele simplesmente era uma merda como aluno. 

—Eu consegui entender, obrigada Bakugou-kun.—ótimo, ao menos a idiota gravitacional estava acompanhando algo do meu raciocínio.Ela sorriu em minha direção e em seguida desviou seu olhar para o ruivo. —Posso tentar explicar? — ela pegou o caderno dele quando o mesmo assentiu, circulando algumas coisas que estavam erradas no exercício dele e repetindo minhas falas, porém com mais calma. —Conseguiu compreender?

—Não! Essa matéria é tão difícil, e eu mal consegui entender a matéria que estávamos estudando antes!—Kirishima gritou desesperado, dando- me nos nervos. —Você também não é nada didático como professor, Bakugou! 

Em um momento de raiva, peguei a lista de exercícios sobre a mesa e enrolei-a, usando-a como arma para bater no filho da puta. 

—EU? EU NÃO SOU BOM PROFESSOR? VOCÊ É UM ALUNO DE MERDA! KIRISHIMA, VOU TE MATAR! — levantei assim que notei que ele planejava tentar fugir. —EU TENTEI TE AJUDAR, MAS VOCÊ É UMA PORTA! MORRE! MORRE! EU VOU TE MATAR, BASTARDO IDIOTA! 

—Garotos... acho melhor pararem...— Uraraka tentava intervir desesperadamente, mas empurrei-a levemente para o lado. 

—JÁ CHEGA! VOCÊ, VOCÊ E VOCÊ! —assustei-me com o grito de outra pessoa, sendo surpreendido pela habilidade da bibliotecária que grudou-nos sentados nas cadeiras. —VOCÊS ESTÃO EXPULSOS DA BIBLIOTECA ATÉ APRENDEREM A SE COMPORTAR DECENTEMENTE! IREI INFORMAR ISTO PARA O AIZAWA, NÃO PENSEM QUE PODEM IMPORTUNAR E SAÍREM IMPUNES! —e, terminando seu falatório, usou novamente sua habilidade para empurrar as cadeiras que estávamos para fora da biblioteca, nos derrubando delas assim que cruzamos a porta, sendo esta fechada com um baque ensurdecedor. 

—Velha maluca...—murmurei enquanto levantava do chão, levando um tapa de Uraraka no ombro em seguida. Desde quando ela fazia isso? Tsc, bem que falam que a companhia pode influenciar nas suas atitudes...

—Você fez sermos expulsos da biblioteca! Como iremos fazer as coisas agora? —olhou de Kirishima para mim e de mim para Kirishima incontáveis vezes, buscando alguma solução para a situação. Simplesmente dei de ombros, o que fez ela franzir as sobrancelhas claramente deixei-a raivosa. Mas, aquilo não era problema meu, minhas notas estão excelentes e meus trabalhos em dia. 

—Uraraka-san, eu tenho uma ideia! Não podemos ir na sua casa? Fica perto daqui, não? —meu amigo respondeu animado, mas já ela não pareceu gostar tanto assim da sugestão e lembrei-me do local onde ela morava, nem um pouco hospitaleiro. Será que ela podia estar envergonhada? É possível, levando isso em conta.

Suspirei dando-me por vencido e, com isso fiz uma merda que provavelmente iria me arrepender futuramente. 

—Vamos para a minha casa, mas já deixo avisado que a porra da minha mãe está em casa. Simplesmente ignorem a sua existência, se ficarem de gracinha eu mato vocês. 

 


Notas Finais


E então? Gostaram? Mereço comentários bons ou pedradas? AJSDASKDJAOD Novamente, me desculpem pela demora imensa <3 E me desculpem aqueles que comentaram em alguma fanfic minha e ainda não respondi, juro que farei em breve <3 quero poder responder como vocês merecem.


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