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História My Vocalist ( Park Jimin ) BTS - Capítulo 9


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Notas do Autor


Sem esquecer de agradecer o apoio que essas meninas maravilhosas me dão ~Alice7zinhaa, ~AngelinaARMY, ~army_burnit, ~zellgomez, ~GisaSouza3, ~Luluuuuuh, ~Baghyeli, ~Cherrysweet2, ~Kim2002, ~Lilith_66, ~XxSeleneV14, ~Helo_0203... Obrigada por tudo♥️

🤍 Boa Leitura 🤍

Capítulo 9 - Capítulo Nove


Fanfic / Fanfiction My Vocalist ( Park Jimin ) BTS - Capítulo 9 - Capítulo Nove


No dia seguinte, os caras estavam de volta ao estúdio. Foi um longo dia em todas as frentes de ação, ou tanta ação quanto eu era capaz com a bota. Ev assumiu a maior parte da correria. Jimin se tornara visivelmente ausente no dia seguinte ao acasalamento febril na mesa da cozinha. Independente de onde eu estivesse na casa, ele se colocava no ponto mais distante possível. Foda-se ele. 

Como se transar com ele tivesse sido uma brilhante ideia minha. Hoje, no entanto, ele aparentemente havia superado o episódio e estava pronto para retomar a vida como de costume. Sim, certo, como se fosse tão simples depois da forma como ele se comportou. 

Eu o ignorei na parte da manhã. Eu o ignorei durante a tarde. Eu o ignorei no andar superior e no inferior também. Aparentemente, ele não gostava muito disso, já que ficou bastante carrancudo. Com certeza não pedi ajuda com as escadas. Com a bota, eu poderia cambalear suficientemente bem, lenta e incomodamente. Maldito Park Jimin, com sua boca e pênis incríveis. Quem precisava dele? Eu não, eu sabia cuidar de mim mesma. 

É por isso que os deuses inventaram vibradores, muito obrigada. Masturbação era muito mais seguro. Meus dedos nunca me deram esse tipo de problema. Sim, em algum momento nas últimas vinte e quatro horas uma guerra fria tinha se instalado. Uma mulher desprezada, a quem fora negado o acesso ao seu pau. Ambos funcionavam. Se eu estivesse prestando atenção, eu teria visto que ele lançou olhares estranhos para mim durante toda a manhã. 

Mas, já que ele não estava mesmo no meu radar, isso passou despercebido. Na maior parte do tempo. Sim, eu estava tão farta dele que nem sequer o vi se aproximar novamente com o canto do olho. 

– Lena.

Eu não respondi.

– Aqui.

Um pacote foi enfiado debaixo do meu nariz.

Ev e eu estávamos sentadas trabalhando nas adoráveis cadeiras confortáveis que eu havia trazido para fora do estúdio de gravação. Um azul-turquesa brilhante, ele não watav usando lentes, puta que pariu, que se dane ele. Sentar na escada ficou cansativo depois de um tempo e eu tinha acesso aos seus cartões de crédito, então, por que não? Eu tinha feito outra compra na tarde de ontem, e ele ainda não sabia disso. 

Mas não vamos entrar em detalhes.

A entrevista com a mãe dele tinha agitado as coisas. Com os paparazzi de prontidão do lado de fora, acampados na frente da casa, e com o telefone desligado, não tinha sido o melhor dia de muitas formas. Jimin tinha todas as razões para estar pisando em ovos, tenso e infeliz. Eu tinha colocado o celular no silencioso e me concentrei em cuidar do mais recente acúmulo de e-mails. Mais cedo, eu tinha cometido o erro de atender a porta e fui bombardeada por câmeras. Eles gritaram perguntas para mim, tentando abrir caminho com tanta força que meu coração disparou e tive um ataque de claustrofobia. Os dois rapazes da segurança tiveram que se apressar, empurrando-os para fora, e me ajudaram a fechar a porta. Era a última vez que eu cometeria esse erro. Meia hora depois a minha foto com um olhar assustado e o cabelo de merda estava por toda a internet.

 Uma hora depois a minha mãe telefonou querendo saber se eu estava bem. E eu estava bem, só precisava de um pouco de Photoshop. Parecia um momento bom o suficiente para distraí-la com a história do meu tornozelo torcido. Só que, nessa versão, eu acidentalmente tropecei em um degrau. Sim, a mentira é uma coisa ruim, muito ruim. Mas não importava a minha idade, eu não podia admitir à minha mãe que eu tinha tentado chutar a porta de um cara. Isso momentaneamente atrasou a encheção dela quanto à minha presença no casamento da minha irmã.

 Uma bênção

De qualquer forma, eu duvidava que estivessem conseguindo trabalhar direito dentro do estúdio. Todo mundo parecia distraído, agindo estranhamente alegre ou seriamente deprimido. JK tinha tocado sua bateria por pouco tempo e todos deixaram por isso mesmo. De qualquer forma, foi bom que tivessem se reunido por causa do Jimin. Eu também teria sido um baluarte de força e apoio se ele não tivesse me insultado e depois me abandonado na cozinha no dia anterior. Pelo que ele estava passando, eu realmente queria ser pura doçura e luminosidade. Então eu me lembrei de que ele me deu as costas nem dois minutos após estar dentro de mim. Ele ainda não tinha se desculpado, portanto, eu ainda não podia perdoá-lo. 

Eu passei parte do dia no estúdio tirando fotos de todos (exceto Jimin) com a câmera da Pam. Todo mundo amou as fotos e ela me deu muito incentivo e dicas úteis. Disse até que algumas delas podem ser usadas de verdade no encarte do próximo álbum. 

Meu desentendimento com Jimin só não tinha passado despercebido por ninguém, especialmente Ev. Ela tentou abordar o assunto de seu cunhado comigo. Lancei a ela um sorriso triste e segui discutindo a logística para a próxima turnê. O que estava, ou não, acontecendo entre Jimin e eu era assunto só nosso. 

Eu ainda não havia falado com ele por causa do protocolo da guerra fria.

– Lena, vamos lá, pega – ele disse.

Minhas mãos permaneceram grudadas no iPad.

Ele suspirou.

– Ev, diz pra ela pegar essa merda?

– Jiminie, você não vai me arrastar para essa briga com a Lena, isso seria errado. – Com um sorriso de aço, Ev cruzou as pernas. – Não seria? 

Muitos palavrões foram murmurados.

– Ei, me escolhe! Eu topo ser arrastado. – Como o mergulhão que era, JK saltou sobre as costas do sofá de camurça cinza e sentou-se ao meu lado. – O que você gostaria que eu transmitisse à Lena por você, Jimin-shii? 

– Esquece isso – ele rosnou.

O pacote foi recolhido e aberto. Fita preta e papel de embrulho branco, brilhante e desfiado caíram sobre os meus pés. Eu sabia disso pois ainda me recusava a olhar para ele, como a adulta que eu era. Uma câmera foi enfiada na minha frente, mas não qualquer câmera. 

– Aqui – disse ele novamente.

– Jimin disse “aqui” – reportou JK ao meu lado.

Meus olhos se arregalaram.

– Essa é igual à da Pam.

– Lena disse: “essa é igual à da Pam” – continuou JK.

Jimin o ignorou.

– Sim, uma Nikon D4. Ela disse que é o que você precisa, se você estiver a fim de levar isso a sério.

JK deu um assobio.

– Boa jogada, Hyung. Estou impressionado. Mandou bem.

Eu olhei para ele, com a boca aberta. O Google tinha me dito exatamente o quanto custaria esse lindo bebê, tais como todos os acessórios. O Google tinha quase me feito chorar. 

– Mas custa milhares e milhares de dólares. É uma câmera muito cara.

Um de seus ombros se ergueu.

– É para você.

– Eu não posso aceitar isso.

– Pam disse que, se você vier em turnê com a gente, pode ficar junto com ela algumas vezes. Seria como um aprendizado. 

A empolgação com as possibilidades confundia a minha mente.

– Sério?

– Sim. – Com mais um de seus tradicionais suspiros, Jimin entregou a câmera para JK. Em seguida, segurou embaixo dos meus braços e gentilmente me botou de pé. – Olha, eu preciso que você pare de ficar puta comigo. 

– Então, peça desculpas. É isso que você faz quando fere os sentimentos de alguém, Jimin. Você pede desculpas. 

– Acabei de fazer.

– Não, você só tentou me comprar. É muito diferente. Peça desculpas sinceras. Isso seria um pedido de desculpas… – eu disse, apontando para a câmera. Acrescentei: – Isso é um suborno. 

– Isto torna o trabalho mais rápido.

Minhas mãos se remexeram ao meu lado.

– Eu não posso aceitar isso. Eu não posso me permitir ser comprada por você.

– Mas você não quer a câmera?

– Claro que eu quero a câmera – respondi. – Mas isso não vem ao caso.

– Não, Lena. É exatamente essa a questão.

Estávamos rodeados por sussurros, pois, é claro, tínhamos atraído uma multidão. Essas pessoas, tão excessivamente envolvidas na vida uma das outras… Isso não poderia ser saudável. Eu também sabia que estávamos sendo observados por conta da forma como o corpo de Jimin ficou tenso. Por baixo da Henley preta de mangas compridas, seus ombros enrijeceram. 

– Confie em mim. Nada disso é fácil. – Seu olhar correu de um lado para o outro. A linha dura de sua mandíbula se alterou com o que viu. – Todo mundo está olhando e, mesmo assim, eu estou falando com você. 

Ev ficou de pé.

– Ok, gente. Vamos para outro lugar, deem um momento a sós para eles.

– Eu sou o baterista do Stage Bangtan. – JK colocou a câmera loucamente cara na cadeira ao lado dele. – Você não pode me dar ordens, noiva criança. 

– É tão fofo que você ainda ache engraçado, me chamar de noiva criança. – Do bolso traseiro do seu jeans, Ev tirou seu celular. – Vou ligar para Deza agora, fofocar sobre a sua recusa em dar um pouco de privacidade a Jimin e a Lena, pode ser? 

– Você não ousaria.

Seu dedo se moveu pela tela.

– Ah, eu acho que ousaria.

Taehyung e Jin riram, com ares de durões, mas obedeceram e voltaram para o estúdio de gravação. Eles claramente não queriam enfrentar a moça. Um segundo depois, JK os seguiu. 

– Eu não gosto que vocês mulheres sejam tão amigas. Isso não é certo.

– Conta tudo pra sua namorada quando se encontrar com ela de noite. Eu adoraria saber o que ela tem a dizer. – Com um aceno final, Ev retornou para dentro da sala de mixagem ou seja lá o nome que tinha. 

Não importava.

Jimin e eu estávamos quase cara a cara, observando um ao outro cautelosamente.

– Comprei para você – ele disse. – Se você não aceitar eu vou jogar fora. Você não ia gostar que eu fizesse isso, não é? 

– Isso é chantagem.

– Sim. Pode me processar.

Cruzei os braços.

– Diga que você está arrependido.

Ele gemeu.

– Lena.

– Você fez sexo comigo e depois ficou horrível e feriu meus sentimentos. Isso não é pouca coisa. É, na verdade, na ordem das coisas, muito, muito grande. – Meus dedos se apertaram em torno de seu pulso forte. – E dois orgasmos antecipados não compensam isso. Peça desculpas com sinceridade. 

– É só que… não era o que eu esperava.

– O sexo?

– Sim – ele respondeu.

– O que você esperava?

– Eu não sei. – Sua testa ficou toda enrugada. – Alguma coisa menos do que bom.

– Foi apenas bom? Eu achei que foi ótimo.

Ele esfregou o rosto com sua mão.

– Que se dane. Tudo bem, sim, foi ótimo. Sua boceta é perfeita e eu não consigo pensar em mais nada, tudo bem? 

Eu tinha que sorrir.

– Bem, pelo menos você está apaixonado por uma parte minha.

– Isso quer dizer que você me perdoa?

– Não, nem perto disso.

– Droga, Lena. – Ele passou seus braços ao meu redor, me apertando com força contra ele. 

Meu rosto estava todo amassado contra seu peito. Seu duro e inflexível peito me permitiu perceber o fato de que provavelmente ele parou de respirar em algum momento. Seus braços grossos, de aço, congelaram ao meu redor. 

– Jimin, você está me abraçando de verdade?

Um grunhido.

– Ok, você está indo muito bem. – Eu ajustei meu queixo em seu peito e olhei para ele. – Estou orgulhosa de você. 

– Você vai parar de me ignorar agora, e podemos voltar a ser… a gente?

– Sim.

Ele soltou o ar, enfim.

– Bom. Isso é bom.

Passei meus braços ao redor dele o mais apertado que consegui. Ele era o meu Romeu de jeans preto e essa história tinha a mesma chance de acabar em uma trágica morte. Então, todo o amor que eu tinha por ele em meu coração transbordou, preenchendo cada parte minha com esses sentimentos afetuosos. Eu já tinha me apaixonado antes, com certeza. A diferença aqui é que eu o amava, tudo nele, e nada tinha ficado mais fácil. Cada parte de mim o desejava, eu ansiava por ele em um nível celular. Não havia chance de escapar de emoções dessa magnitude. Seu lado bom e mau, claro e escuro, suas partes agradáveis e desagradáveis. 

Eu amava tudo o que ele era, e isso me deixava completamente impotente. Como seria se ele soubesse disso, se ele alguma vez suspeitasse da verdade inteira, que isso não era apenas alguma fantasia passageira? Bem, eu levaria um pé na bunda tão rápido que eu sequer encostaria no chão por três quarteirões. Então, eu o amava em silêncio. 

Em troca, ele me deu tapinhas leves na cabeça.

– Fico feliz que resolvemos isso – disse ele, com os braços caídos. Eu o apertei com mais força. – Preciso voltar ao trabalho. Os caras estão esperando. Mas Lena, você pode me fazer um favor? 

– O quê?

– Aceite a câmera. Por favor. Eu quero que você fique com ela.

– Mas é muito cara.

– É só dinheiro, Lena. Relaxe. Eu tenho mais.

– Bem, eu estou achando cada vez mais difícil de resistir.

– Então não resista.

Soltei um longo suspiro, esfregando sorrateiramente meus seios nele (não me julguem).

– Ok, mas só porque seria terrivelmente rude não aceitar um presente tão generoso.

– Não é nada, nada mesmo. Com a quantidade de dinheiro que tenho, isso é uma gota no oceano.

Eu estudei o rosto dele e, com certeza, a sua calma habitual e o comportamento de quem não se importa tinha voltado. 

– Ah.

– Tudo certo? – Seus pés se embaralharam, e a conexão entre nós foi repentinamente cortada. – Estamos bem? 

– Vinte mil – disse a voz baixa e profunda de Jin, suavemente, em algum lugar atrás de mim.

– Não vou tomar seu dinheiro de novo – JK respondeu. – É muito fácil.

– Tudo bem, aposto quarenta mil que eles terminam até o Natal.

– Por que você está sempre apostando contra o amor verdadeiro, Hyung? Qual é a sua?

– É tudo uma merda – resmungou Jin.

– Jin… – alertou Jimin. – Cuidado com sua maldita boca.

– Sinto muito. – Alguns resmungos de Jin. – Não tinha percebido que vocês estavam ouvindo.

– Claro que estamos ouvindo, seu idiota. Não somos surdos. Chega disso. – Jimin deu um passo para trás, se desvencilhando gentil mas firmemente de mim. Minhas mãos gananciosas não tiveram chance alguma. Ele era muito forte, caramba. – Hora de voltar ao trabalho. 

– Espere. – Abracei-me para me sentir menos despojada. – É verdade o que você disse sobre eu ir como aprendiz da Pam na turnê? 

– Sim. Ela que sugeriu, então fale com ela. Ela disse que você tinha um talento natural e a ajuda seria bem-vinda. 

– Mas eu pensei que você queria que eu continuasse trabalhando para você como assistente.

Ele repuxou os lábios para o lado, com uma expressão interrogativa.

– Acho que você provavelmente vai acabar enjoando disso, eventualmente. Vai ficar entediada. Você vai trabalhar com a Pam, então ainda poderá trabalhar para mim e fazer outras coisas também.

– Então vai ser como um segundo emprego?

– Claro. Por que não?

– Eu vou pensar no assunto e converso com a Pam.

– Faça isso e depois aproveite a oportunidade. Vai ser uma grande experiência para você.

– Eu vou pensar no caso.

– E quanto ao sexo? – ele perguntou.

– O que tem?

– Eu quero fazer de novo. Com você. – Sua voz ficou mais baixa. – O que me diz?

– Honestamente, eu não sei.

Ele olhou para o meu rosto, sem dizer nada por um bom tempo. Dedos agitados começaram a bater de leve na parte inferior das minhas costas. Por fim, disse: 

– Nós ainda não superamos um ao outro, não é mesmo? Assim, as razões originais ficam mantidas.

Meu coração parou.

– Ainda não, né?

– Sim. – Ele fez uma pausa e suspirou. – É a verdade, não é?

– Eu acho que é. É bom ouvir isso.

– Então, eu acho que devemos fazer mesmo, tentar algumas posições diferentes, dar uma sacudida nas coisas. Talvez até conserte as coisas, nunca se sabe. 

– Você realmente acha que me dar uma “tesoura”, “borboleta” ou “volta do dragão” vai consertar as coisas entre nós? 

Seus olhos vidraram.

– Lena… Ah, cara.

– O quê?

Com o movimento de sua mão, ele focou minha atenção para baixo. Definitivamente havia algo acontecendo dentro de sua calça. 

– Não é minha culpa se você não consegue controlá-lo. Não é como se estivesse pregado em mim.

Ele gemeu.

– Bem, a nossa transa vai definitivamente corrigir uma coisa.

– Verdade. – Uau, realmente havia uma clara protuberância atrás de seu zíper. E lá se foi a minha calcinha. Pensamentos frios. Pensamentos chatos. – Mas você não reagiu bem a uma boa transa comigo da última vez. 

– Isso não vai acontecer novamente. Eu prometo.

– Você promete, né?

– Absolutamente. – Ele se aproximou. – Palavra de escoteiro.

– Você não me parece alguém que foi escoteiro.

– Eu não fui. Mas ainda posso fazer um puta nó.

Minha boca se abriu, mas sim… Nada. Ah, os pensamentos sujos dançavam em minha cabeça. Queria saber tudo sobre eles em detalhes. 

Ele sorriu.

– Essa é a primeira vez que eu vejo você sem palavras.

– Cala a boca. – Meu rosto parecia queimar. Limpei a garganta algumas dezenas de vezes. – Enfim, eu só queria aproveitar esta oportunidade para dizer pessoalmente o quanto eu me sinto horrível porque você gostou de fazer sexo comigo. Não, realmente, Jimin. Estou sinceramente me desculpando pelo comportamento da minha vagina aqui. 

– Sim, ok. – Ele virou o rosto, tentando reprimir um sorriso. – Agora você está gostando um pouco demais disso.

– Impossível.

– E eu sei sobre as flores que você mandou pra Liv por mim.

– Sabe mesmo? – Minha excitação se retraiu de leve.

– Ela ligou, parecia muito, muito feliz com elas. Quanto você gastou exatamente?

Forcei algumas risadas.

– Você disse que o dinheiro não era um grande problema, e que tem muito mais. – Ele agarrou meus ombros. A firmeza com que seus lábios estavam apertados sugeria muito mau humor em um futuro imediato. – Ei, eu fiz uma coisa legal para outro ser humano, para ajudá-la a se sentir bem consigo mesma. Aconteceu de fazer com o seu dinheiro. Mas, Jimin, você não foi gentil quando ela saiu daqui, e eu me senti… Sabe, foi você que a convidou para vir até aqui, e então… 

Ele só olhou para mim.

– Podemos voltar para a parte em que eu estou certa e você está errado? Pessoalmente, isso era mais divertido para mim. 

Ouvi passos descendo as escadas atrás de mim.

Companhia para me salvar, viva!

Jimin não pareceu se importar se havia público ou não para o meu estrangulamento. Em vez disso, ele envolveu sua mão ao redor do meu rabo de cavalo, puxando gentilmente até que deixei minha cabeça pender para trás. 

– Eu não dou a mínima pras flores – ele disse, se inclinando e pressionando seu rosto contra minha testa. 

Droga, isso era bom, eu não tinha ideia de que a testa era tão sensível. Meu corpo ficou fraco, repleto de boas vibrações. Foi basicamente como ganhar um grande e feliz beijo no meu rosto, levemente embaraçoso, mas muito gratificante. Imagine se ele tivesse me beijado lá, eu provavelmente teria gozado. 

– Foi uma boa ideia – ele disse. – Você fez a coisa certa. Obrigado.

– De nada.

– Não se preocupe com as cadeiras, caso esteja se perguntando. – Eu sorri e fiquei perfeitamente imóvel, enquanto ele acariciava minha bochecha com os nós de seus dedos. 

Era tão bom ser tocada por ele novamente, ficar tão perto. Seu olhar se dirigiu para o alto, indo direto para alguém atrás de mim. 

– Oi, Dean.

– Park – Dean respondeu, com a voz lacônica.

Eu parei. No momento em que ele me tocou eu tinha me esquecido completamente de que alguém estava lá, tal era o seu poder. E ali estava ele, me usando para fazer um ponto, mostrando a Dean que ganhou ou alguma outra besteira masculina. 

– Lena – Dean disse.

Com as duas mãos, empurrei o abdome de Jimin, forçando-o para trás.

– Oi, Dean.

Seu rosto estava fechado, com o semblante sério.

– O que aconteceu com seu pé?

– Ela tentou arrombar a minha porta – disse Jimin, abençoado seja o seu atencioso coraçãozinho.

Tenho certeza de que não havia nenhum traço de presunção em sua voz, isso seria apenas coisa da minha imaginação. 

Dean vagou em direção ao estúdio.

– É melhor voltar ao trabalho.

A porta silenciosamente se fechou.

– O que foi isso? – perguntei, com a voz enganosamente calma.

– O quê? – perguntou Jimin, dando de ombros em protesto pela sua inocência.

– Você fez isso de propósito, só para atingir Dean.

– Espera aí, você quer ou não que eu te toque?

– Você pensou que eu não iria dizer a ele que não podia mais vê-lo?

Ele revirou os olhos, lançando um olhar entediado.

– Eu estava só brincando.

– Não, você agiu como um idiota ciumento – informei com toda a calma possível. – Isso foi um insulto para mim, e você foi um idiota com o Dean. O cara trabalha com você faz anos e merece mais respeito. 

Ele segurou a minha mão.

– Você está brava comigo de novo?

– Ah, você viu o que você fez?

– Lena, vamos lá.

Desvencilhei minha mão da sua.

– Corrija isso.

– O quê? Como?

– Vou te dar uma dica. Não é comprando nada. Descubra sozinho dessa vez.


                                    - ♪ -


A minha conta de e-mail particular de repente tinha sido bombardeada por todos os tipos de mensagens. Principalmente com palavras como “ah, ei, você conhece alguém famoso. Quer sair uma hora dessas?”, esse tipo de coisa. Acho que as pessoas são muito volúveis aos vinte e poucos anos. 

A maioria dos meus amigos não pareceu ter sentido a minha falta quando eu fugi de casa depois do anúncio do noivado da minha irmã com o meu ex, logo, eu podia passar muito bem sem esse interesse súbito em mim devido à minha associação a um dos irmãos Park. 

– Oi.

Olhei por cima do laptop e avistei Kim Taehyung na porta do escritório. Não era alguém que eu esperava que viesse me chamar. 

– Olá, Taehyung.

– Podemos conversar por um segundo? – perguntou ele, com o rosto sério.

– Claro.

Deu dois passos, examinando a sala. Havia apenas a mesa, duas cadeiras, algumas prateleiras com vários prêmios de música e afins. Provavelmente, era o lugar mais simples em toda a casa, o cômodo mais bem utilizado. Ele provavelmente nunca estivera aqui antes. 

– Jimin está ocupado na cabine, mas encerramos em breve – disse ele, com os lábios desenhando um certo sorriso estranho. 

– Certo. Tem algo em que eu possa ajudá-lo?

– Eu queria conversar com você sobre ele. – Minha guarda subiu um pouco. Novamente todos eles se metendo na vida uns dos outros. Mantive minha boca fechada. – Fico feliz que vocês dois tenham feito as pazes. Mas, Lena, ele vai continuar estragando tudo. Ele não pode evitar. 

– Eu não acho que devemos…

– Na escola, ele podia ter a garota que quisesse com um olhar. Eu juro, isso era tudo o que precisava, e elas vinham correndo.

Aposto que iam mesmo.

– Tem sido igual desde então. Ele nunca foi do tipo que volta para o segundo encontro. Nenhuma delas nunca lhe interessou muito. 

Eu enterrei minhas mãos no meu colo, olhando para longe. Aonde quer que ele estivesse indo com aquele assunto, eu não estava gostando. Além disso, não importava o quanto as coisas estivessem complicadas para Jimin, não ia falar sobre ele com seu irmão pelas suas costas. 

– Já ouvi falar. Taehyung, eu não me sinto confortável mesmo com isso.

– Ele está realmente a fim de você. Você entra na sala e só existe isso para ele, Lena. Observa você às escondidas, ouvindo tudo que você diz. Eu não sei se você percebeu… 

Eu pisquei.

– Não. Não percebi.

– Jimin sempre foi um tipo difícil, fechado.

– Não. Ele é apenas complicado. – Saltei em sua defesa sem pensar duas vezes. 

Essas foram as mesmas coisas que o idiota do meu ex tinha me acusado de ser. Qualquer situação parecida acionava o grande botão vermelho da raiva dentro de mim, prestes a explodir. 

– Lena… – disse Taehyung. – Apenas permita-me explicar. Por favor.

Eu sacudi a cabeça. Seu olhar se voltou aos troféus brilhantes. Ele realmente era um homem muito atraente, mas tudo o que eu conseguia ver eram as semelhanças com o Jimin, a genética que compartilhavam. Ou talvez fosse o amor procurando em toda parte traços do que a gente deseja. 

Talvez eu começasse a ver o Jimin em todo lugar de agora em diante.

– Você sabia que foi ideia dele começar a banda?

– Não, eu não sabia.

Taehyung assentiu, dando um meio sorriso.

– Sim, ele gosta de falar que fui eu, mas não. Jimin disse que, se estávamos gastando tanto tempo brincando com guitarras e essas coisas, poderíamos muito bem tentar fazer algum dinheiro com isso. Mas não era disso que se tratava para ele, não mesmo. 

Apesar de tudo, eu me inclinei para a frente na minha cadeira, ansiosa para saber mais.

– O que era, então?

– Família, Lena. Ele queria todos nós juntos. Eu acho que… Bem, eu sei, mesmo naquela época, ele estava começando a se desenvencilhar. Ele já estava bebendo e fumando maconha. Não apenas casualmente, mas em excesso. Então a banda foi crescendo, assim como as suas angústias. – Seu maxilar deslocou de um lado para outro. – Era como se ele não sentisse que merecia o sucesso, então, quanto mais isso vinha em sua direção, mais o assustava. 

– Por que você está me dizendo isso?

– Porque agora ele está fugindo de você. Ele está com medo de você, Lena. – Eu pisquei. – Ele está sempre de olho em você, e, em seguida, no minuto em que você entra no espaço dele, fica agitado e tenso. É como se você fosse a sua nova droga. Só que você faz realmente bem para ele. – Taehyung cerrou os olhos e franziu o cenho. – O problema é que ele simplesmente não sabe como lidar com você. Não se sente digno do tipo de amor que tenho com a Ev, ou o que JK tem com Andreza. 

– Eu não tenho muita certeza do que fazer com relação a isso – comentei, movendo minha perna, que começava a doer, para uma posição mais confortável. Minha mente estava rodopiando. Tinha sido um dia longo. – O que você está me dizendo, Taehyung? O que você quer de mim? 

– Ah, eu não sei. – Ele riu. – Eu acho que estou te pedindo para ter paciência, para não desistir dele. – Eu apenas olhava. – Não parta o coração dele, Lena. Porra, ele mal sabe que tem um, mas ele tem. E é um muito bom, de verdade. Basta dar a ele uma chance de descobrir o que fazer com isso. Por favor? 

– Taehyung…

Ele ergueu a mão, impedindo as minhas palavras, se eu tivesse alguma.

– Apenas pense nisso.

– Há algo que eu preciso que você pense também – repliquei. – Por favor.

– O que é?

Eu respirei fundo, escolhendo as palavras com cuidado.

– Depois de Idaho, quando sua mãe apareceu e lhe disse aquelas coisas, isso magoou o Jimin, de uma maneira ruim. 

Seu olhar escureceu.

– Lena.

– Ele te protegeu dela, muito mais do que você imagina. Eu não posso contar… – Dei de ombros, ainda com as mãos entrelaçadas no colo. – Não é certo que eu fale mais, mas ele precisa do seu apoio quando o assunto é ela. É o que ele mais merece. 

Taehyung olhou para o chão e balançou lentamente a cabeça.

– Eu sei. E eu vou.

– Obrigada.

Ele me dirigiu um olhar pensativo debaixo de suas sobrancelhas.

 – Acho que nós dois o amamos, não é? 

Meus lábios se separaram para confirmar, mas eu simplesmente não podia dizer isso. As palavras desapareceram. 

Ele sorriu e saiu.

Eu fiquei lá sentada por um longo tempo, pensativa.

 

                                 - ♪ -


Era por volta da meia-noite quando ele chegou na ponta dos pés. Eu quase sorri ao imaginar Jimin sorrateiramente no meu quarto depois do apagar das luzes, era tão divertido. Era como ter dezesseis anos novamente. 

– Lena? – ele sussurrou, se arrastando sobre a cama. – Você está acordada?

Depois de brigar, fazer as pazes, brigar novamente e de conversar com Taehyung, eu estava exausta. Aborrecida. Emocionalmente, eu só precisava ser pendurada para secar por um tempo, então eu decidi fingir que estava dormindo. Eu meio que também queria saber o que ele faria se eu não respondesse. 

Ele tinha ido correr com Jin depois que terminaram o trabalho no estúdio. Eu fiz um prato de comida e me retirei para o quarto. Vou te contar, me arrastar escada acima, com um prato na mão, não foi uma coisa fácil. Talvez não tenha sido uma boa ideia. Mas lá embaixo ainda havia pessoas trabalhando e, honestamente, eu precisava de algum tempo em silêncio, só eu, comida boa e a câmera nova. 

Foi bom para desacelerar. As coisas andavam bem intensas ultimamente.

Jimin deslizou por baixo do cobertor, e o colchão se moveu com o seu peso. Deitei de costas, apoiando o meu pé em um travesseiro. Por um tempo, ele pareceu satisfeito apenas em ficar deitado perto de mim. Meus ouvidos se apuraram para ouvir cada suspiro seu, cada farfalhar do lençol. O que ele estava fazendo aqui? Tinha que ser sexo, com certeza. Eu fiz uma careta na escuridão, aguardando a revelação e sem receber absolutamente nada pelo meu incômodo. Não entender nada parecia ser o tema do ano. 

– Pedi desculpas a Dean – disse ele, calmamente.

– Pediu mesmo?

– Sim.

– Bom. Fico feliz. – Então alguns dedos vieram me procurando.

 Eles rastejaram por cima do meu quadril, pararam e puxaram o material da minha camiseta de dormir, tocando um dos diversos buraquinhos na barra. 

– Essa é minha camiseta velha, não é? – Ele se aproximou.

 O colchão se moveu de novo quando ele estendeu a mão sobre mim e acendeu o abajur na mesinha de cabeceira. Pequenas luzes dançavam diante dos meus olhos. Quando minha visão clareou, ele estava parado sobre mim, um pouco embaçado, pois eu estava sem óculos. 

– Eu sabia que você tinha pegado. 

– Eu não tenho a menor ideia de como ela se misturou com a minha roupa.

– Você mente muito mal.

Segurei um sorriso. Se ele pensava que eu ia devolver a camiseta, estava sonhando.

– Isso não é uma coisa legal de se dizer.

– Você quer algo legal? – ele perguntou, com a voz caindo em um tom sensual. – Eu posso ser legal.

– Eu sei que pode.

– Eu simplesmente não pensei quando vi o Dean. Você estava certa, eu fico com ciúmes. – Ele calmamente xingou, ainda brincando com a barra da minha camiseta.

 Seu polegar se escondeu debaixo dela e acariciou a pele nua da minha barriga. Era uma sensação doce e delicada. Era sexo, tal como eu suspeitava, e eu me envergonhava por não me importar. Minha mãe deveria gritar comigo por ser tão fácil. 

Eu parei de respirar por um momento. Quando se tratava dele, eu era simplesmente uma tola.

– Fale comigo – ele disse, com a voz suave.

– Sobre o quê? – perguntei tão suavemente quanto ele.

– Qualquer coisa.

O que dizer? Eu me virei para encará-lo. Sua cabeça estava sobre o travesseiro ao lado, nem muito perto, nem muito longe. A distância perfeita para tocar ou falar. Como seria bom se eu o visse toda noite e acordasse com ele toda manhã, deitado ao meu lado. 

– Quer que eu cuide lá de baixo de novo? – As pontas de seus dedos acariciaram a minha barriga, fazendo tudo lá embaixo despertar de uma vez só. 

Um pouco mais disso e o estado da minha calcinha seria deplorável. Ele se levantou, apoiando-se em um cotovelo, um movimento que eu senti mesmo sem poder ver. 

– Lena? Você ainda está brava comigo por causa do Dean? 

– Não, não estou, embora eu preferisse que você não tivesse a necessidade de fazer isso. Temos que parar de brigar o tempo todo, isso está me desgastando. 

Sua mão agarrou meu quadril.

– Você quer dizer que eu preciso parar de estragar tudo.

– Eu quero dizer que nós dois precisamos descobrir uma maneira de não ficar constantemente chateados com tudo o que o outro faz. 

– Hmm. – A palma da sua mão deslizava sob meu quadril, me erguendo ligeiramente da cama para agarrar uma nádega. Tão sutil. – Eu tenho uma coisa que vai fazer sua bunda se sentir melhor. 

– Eu duvido, considerando o seu tamanho.

Ele riu em silêncio.

– Estou falando sério, Jimin. Precisamos aprender a viver com um pouco mais de paz e harmonia, antes de acidentalmente de propósito matarmos um ao outro um dia desses. – Eu estendi a mão, tocando em seu cabelo. 

Conforme o costume, ele enrijeceu, mas logo relaxou novamente, permitindo. Era como lidar com um animal selvagem, nunca se sabe quando os dentes podem sair. Seus dedos amassaram minha nádega, apertando firme. 

– Nós dois temos temperamentos fortes – ele disse. – Mas eu devo dizer que você guarda rancor por muito tempo. 

– Você me deixou sentada sem calcinha na mesa da cozinha. Descer de lá com essa bota maldita não foi fácil. 

– Sinto muito. Isso foi uma coisa babaca de se fazer. – Direto, sem hesitar. 

Talvez ainda houvesse esperança para ele. 

– Obrigada, você está perdoado. Então, o que foi? – perguntei. – Você simplesmente ficou entediado em seu quarto? 

– Algo assim. – Sua grande sombra se inclinou sobre mim.

– Ou você quer algo em particular? – Minha mão deslizou até seu pescoço, acariciando os músculos rígidos.

 Sua pele era tão fina, suave e quente. Talvez, se eu pedisse com muito jeitinho, ele tiraria a camiseta? Não, mão boba! Fica me fazendo pensar toda sorte de pensamentos indesejados. 

– Eu não queria dormir sem falar com você – ele disse. – Estive ocupado hoje, e você foi para a cama mais cedo.

– Você sentiu minha falta?

Ele suspirou e assentiu com a cabeça.

– Isso é bom. Uma garota gosta que sintam sua falta.

Meu polegar tocou o seu queixo com barba por fazer. Ele pegou meu dedo com os dentes, mordendo suavemente, me surpreendendo. Jimin não era alguém que eu imaginava como brincalhão. Seus dentes não me soltaram. Mexi minha mão, tentando me libertar. 

– Você é um animal – ri, finalmente puxando meu polegar. 

Chega dessa bobagem, eu quero sexo. A despeito do que o meu cérebro queria, minha barriga estava enrolada, e meus músculos da coxa, contraídos. Me sentei e Jimin recuou, mantendo a mesma distância entre nós. 

– Me beija – eu pedi. 

Ele deu um apertão no meu quadril.

– Abre as pernas, me deixe chupar você.

– Primeiro eu quero um beijo.

– Eu vou beijar a sua doce boceta. – Outro apertão, na coxa, desta vez. – Vamos, Lena, abre.

Eu gostei dessa ideia, realmente, juro por Deus que gostei, porque era preciso ser uma idiota completa para não gostar. No entanto, tinha algo mais acontecendo por aqui. Minha mão se atrapalhou com meus óculos sobre a mesa de cabeceira. 

– O que aconteceu? – ele perguntou.

– Você nunca me beijou.

Jimin riu. Ele parecia lindamente despenteado ao final do longo dia, seu cabelo estava todo bagunçado. 

– Nós só transamos uma vez.

– A maioria das pessoas se beija antes disso. Na verdade, é uma espécie de tradição. Sabe, nem mesmo hoje à tarde, quando você estava fazendo aquela declaração de virilidade para o Dean, você me beijou. Você só pressionou a bochecha contra a minha testa. 

– A camiseta fica muito bem em você – disse ele, dando o cuidado merecido a meus alegres mamilos. 

Era legal da parte dele reparar nisso, mas completamente fora de questão. 

– Você não faz isso, não é? – Eu o vi olhar para todo lado, para qualquer lugar em que eu não estivesse. – Você não tem problemas com toque, se for feito devagar, mas beijar de verdade é um problema. 

Ele balançou a cabeça e retirou a mão da minha perna.

– Lena…

– Eu tenho que dizer, mergulhar de cabeça embaixo da saia de uma garota é um excelente método de evitar a sua boca. Nota máxima, Jimin, isso é um plano genial. 

Ele pelo menos teve a decência de parecer envergonhado.

– É muito pessoal, não é?

Ele bufou.

– Isso é uma baita loucura, como pode ser muito pessoal? Adoro lamber a sua boceta, por que eu teria medo do seu rosto? 

– Me diga você.

Aparentemente ele decidiu não dizer, visto que seus lábios ficaram firmemente fechados.

– Eu quero te beijar, Jimin. Eu quero faz uma eternidade. Me beija?

Com as sobrancelhas baixas, ele me respondeu com uma carranca.

– Vem aqui, está tudo bem. – Eu me agarrei à frente de sua camiseta, puxando-o para mim. – Sou eu.

Ele se afastou um ou dois centímetros.

– É que eu não curto muito isso. Não é nada de mais, todo mundo gosta de coisas diferentes, sabe?

– Eu sei. – Puxei-o um pouco mais perto. – Só preciso saber que gosto tem os seus lábios.

– As outras garotas nunca se importaram. Não é como se eu as deixasse necessitadas, sempre fiz questão que elas gozassem. 

– Isso é bom. – Puxei um pouco mais para perto.

– Eu só… Você sabe, eu não queria ficar só no rosto, nem ficar muito próximo delas. Eu não gosto disto. Eu já beijei garotas antes. Já fiz isso, só que realmente nunca me interessei. 

– Ok. – Lentamente, eu o arrastei até nossos narizes estarem próximos. Deixa eu te contar, ele não estava gostando nada daquilo. – Vamos apenas nos beijar um pouco. Não é grande coisa. 

– Não, eu sei. – Ele fez beicinho.

– E se você realmente não gostar, eu paro.

Ele concordou, hesitante.

Doce e suavemente, pressionei meus lábios contra o canto de sua boca. Ambos mantivemos os olhos abertos o tempo todo. Ele lambeu os lábios e soltou um suspiro. Quando ele não fez nenhum movimento imediato para saltar fora da cama e escapar, ousei tentar novamente. Um único beijo contra seu belo lábio inferior. Ele se encolheu, mas não recuou. Inclinei minha cabeça, beijando de novo aquele ponto, com mais contato, desta vez, por causa do ângulo. 

– Como foi? – perguntei, sentindo seu hálito quente em meus lábios.

Ele deu de ombros.

– Não foi ruim. Não me incomodou.

– Quer tentar mais um?

– Certo. Mais um.

– Você pode abrir um pouco mais dessa vez?

Seus lábios se abriram um pouco e ele se manteve rígido, deixando-me assumir a liderança. A expressão hesitante em seu rosto diminuiu até se parecer com curiosidade, seus olhos foram se fechando gradualmente. 

– Obrigada. – Eu passei meus lábios nos dele, bem de leve. – Você tem uma boca tão bonita, Jimin, e os seus lábios são tão quentes e macios. – Ele fez um barulho como aviso. Acho que foi bom. – Eu estava morrendo de vontade de te beijar. 

Nossos narizes bateram um no outro e eu sorri, mudei a inclinação do meu queixo e continuei. Abri meus lábios um pouco, beijando seu lábio superior mais e mais. Podia sentir sua respiração contra o meu rosto e sua barba na minha pele. Eu queria afundar inteira nele, conhecê-lo por dentro e por fora. 

Eu queria proteger e estimar, incentivar e amar. Muito lentamente ele se inclinou, se aproximando, me encontrando no meio do caminho. Quando toquei seu lábio inferior com a ponta da minha língua, ele respirou fundo, e seus olhos se abriram. 

– Você prefere sem língua? – perguntei.

– Pode ser com língua. – Seus olhos estavam atordoados, e suas pupilas, dilatadas.

– Abre a boca um pouco mais para mim?

Ele balançou a cabeça, fazendo o que eu disse. Sua mão deslizou pela minha perna e seus dedos fortes amassaram minha coxa. Dessa vez, quando me inclinei, ele veio em minha direção também. Caramba, sucesso! Uma doce euforia corria em minhas veias. Ele queria. Eu inclinei a minha cabeça e gentilmente cobri sua boca com a minha, contornando com a língua a borda de seus dentes, explorando. Ele expirou e eu inspirei.

Timidamente, a língua dele alcançou a minha. Um toque rápido e ela se foi outra vez. Eu continuei deslizando sobre seus dentes, brincando com seus lábios, tentando-o a ir mais longe. Ele tinha um gosto tão bom que eu nem conseguia dizer. Então, novamente, sua língua tocou a minha, esfregando, me fazendo gemer. O beijo ficou mais profundo e mais firme quando Jimin se empolgou, e nossas línguas se enredaram repetidas vezes. Quando ele finalmente se soltou, nos sentamos com a respiração ofegante, olhando um para o outro. 

– Você gostou? – perguntei.

Seu olhar ficou colado aos meus lábios inchados pelos beijos. Cautelosamente, ele tocou sua boca.

– Não foi tão ruim com você.

– Não?

– Mais um. – Sua mão deslizou pela minha nuca e me puxou quando sua boca encontrou a minha.

Nossos lábios, dentes e língua lutavam pelo domínio, mas era a mais doce de todas as batalhas. 

Ambos venceriam no final.

Sem hesitar, ele estendeu a mão para a barra da minha camiseta e a arrancou por cima da minha cabeça, jogando-a de lado. Em seguida, suas mãos seguraram meus seios, sentindo o seu peso. 

– Eu precisava fazer isso.

– Precisava? – ofeguei.

– Ah, sim. Seus seios são incríveis. Precisava colocar as mãos neles há algum tempo. – Seus polegares acariciavam os meus mamilos, brincando com eles, deixando-os duros. 

Meus seios estavam inchados e pesados, e as coisas lá embaixo se agitaram bastante. Era ligeiramente vergonhoso o quão molhada ele me deixava. Que estímulo para minha confiança ver o quanto ele gostava do meu corpo. Seus dedos acariciavam a curva dos meus quadris e o redondo da minha barriga (infelizmente, eu gostava muito de comida para que ela fosse reta). Em seus olhos não havia hesitação, apenas apreciação. Simplesmente estar tão perto dele, ter as suas mãos sobre mim, afastou todos os outros pensamentos da minha cabeça. Só o agora importava. 

Ele beliscou meus mamilos levemente e eu engasguei.

– Sensível? – perguntou.

– Sim.

– Quer que eu pare?

– Por Deus, não!

– Você é tão gostosa – ele sussurrou. – Você não faz ideia.

– Nunca percebi que você reparava em mim desse jeito.

– Eu não podia deixar de reparar, e acredite em mim, eu tentei. Exceto no escritório do Jackson. Você estava usando aquela camisa branca apertada, me encarando como se estivesse pronta para acabar comigo. Quase morri por não poder te morder. 

– Você se lembra do que eu estava vestindo quando nos conhecemos?

– Bem, sim. Não é grande coisa. – Eu não tinha tanta certeza disso. Ou talvez fossem apenas minhas esperanças. Ele riu, baixo e obsceno. – E quando vamos correr… Merda. Nunca compre um sutiã esportivo melhor. Eu acho que eu choraria se não pudesse vê-los saltando todas as manhãs. 

– Eles não são tão ruins.

– Não – ele disse. – São ótimos.

– O que mais você tem notado, Senhor Park?

Seu sorriso era tão mau. Eu adorava. O tempo todo suas mãos seguiram tocando os meus seios, moldando-os com os dedos, me deixando louca. Meus pulmões se esforçavam para respirar, eu estava hiperexcitada. Parecia haver uma linha de êxtase se espalhando entre os meus mamilos e o meu sexo. Se ele continuasse assim, eu simplesmente gozaria. 

– O quê? – perguntei, com a respiração um pouco mais pesada. – E esse olhar?

– Sua bunda, quando você sobe as escadas. Me mata ter que me segurar e não te agarrar.

Meus lábios se separaram.

– É por isso que você sempre me deixa ir primeiro. Seu sacana, eu pensei que você estava apenas sendo educado. 

– Eu sei – ele disse. – Deite.

Me deitei, formigando inteira de emoção. Suas mãos grandes ainda me cobriam, e seus dedos brincavam com meus mamilos duros. Cara, eu me sentia bem. Eu me doía toda, da melhor maneira possível, cada centímetro da minha pele. Tê-lo tão perto, sentir seu toque era a própria recompensa, por dentro e por fora. Tenho quase certeza de que eu brilhava cada vez que ele chegava perto de mim. 

Esse homem me afetava nesse nível.

Suas mãos deslizaram pelo meu corpo, se enfiando no elástico da minha calcinha. O calor em seus olhos fez meu sexo ficar apertado. 

– Preciso de você nua – ele murmurou, já arrastando minha calcinha pelas minhas pernas.

E sim, eu estava um pouco nervosa em ficar totalmente nua na frente do homem dos meus sonhos. Na mesa da cozinha eu ainda estava quase toda coberta por meu vestido. Desta vez, porém, eu não tinha nada, nem mesmo a minha calcinha. Estava tudo ali, para fora, em exposição. Park Jimin, renomado mundialmente, uma imagem perfeita e um cantor maravilhoso, me encarava. As borboletas no meu estômago foram à loucura, mas nada nos olhos dele indicava ser tempo de parar. A mais pura luxúria enchia seu rosto e isso fazia a excitação me dominar. Realmente precisávamos nos ocupar um do outro. Agora. 

– Jimin?

– Hmm? – Cuidadosamente, ele levantou a minha perna machucada, movendo-a, tirando o travesseiro também.

 Ele abriu minhas pernas até que houvesse espaço suficiente para ele entre as minhas coxas. 

– Tire a roupa também – eu disse. – Eu quero ver tudo de você.

Ele veio pela beira da cama, arrancou a camiseta e abriu os botões do seu jeans. Apenas fez uma pausa para apanhar uma camisinha do bolso e se jogou na cama ao meu lado. 

Sem cueca.

Absolutamente nada, nem boxer ou samba-canção. Porcaria. Eu estava ferrada. Minha respiração parou e meu coração teve palpitações. Como raios eu iria trabalhar novamente sabendo que ele não usava mais nada sob sua única camada de roupa? Eu conhecia a minha mente, e quando se tratava dele, era obscenidade pura. Eu não seria capaz de parar de olhar para o contorno de seu pênis cada vez que ele se movesse. 

Eu estava condenada.

– Tem algo de errado? – ele perguntou, subindo de volta na cama, ajoelhando-se entre as minhas pernas. 

A minha boca se abriu, mas as palavras não saíam. O seu pênis ereto e pesado apontava diretamente para mim, e ai, bom Deus, como eu queria aquilo. Eu me derreti por ele ali mesmo. Meu coração ansiava por cuidar dele, abraçá-lo. Alguém no céu estava inspirado no dia que em esse homem nasceu. Eu nunca achei um pênis tão particularmente gracioso antes, mas o de Jimin parecia ter a proporção correta e pendia ligeiramente para a esquerda. Era definitivamente um ou dois números maior do que o necessário, tão típico de sua parte ter um pouco demais. Uma gota de pré- gozo formou-se no topo da cabeça vermelho-escura e minha boca se encheu d’água. Observei, extasiada, enquanto ele botava a camisinha. 

– Lena, foco. Por que a careta?

Eu olhava para o seu pau, hipnotizada. Mesmo envolvido em látex, ainda era uma beleza. Se eu tivesse algum talento com uma caneta, teria escrito poemas. Um haikai, provavelmente. 

– Lena?

Eu estava hipnotizada, impotente. Fascinada pelo pau.

Jimin xingou e se ergueu sobre mim.

– Ei, meus olhos estão aqui em cima.

– O-o quê? – Obviamente o meu autocontrole e Jimin duro não poderiam coexistir pacificamente no mesmo espaço. 

– Você se esqueceu de mim – ele disse, em tom de acusação. 

Seu cabelo caía em seu rosto enquanto olhava para mim. 

– Não é minha culpa. Você ficou nu.

– Você gostou, é?

– Sim.

Ele deu um meio sorriso e se levantou de volta sobre seus joelhos.

– Não se vá. – Minhas mãos pegajosas alcançaram-no, agarrando-lhe o pulso. – Por favor? Venha aqui, quero você em cima de mim. 

– Você quer fazer papai-e-mamãe comigo? – Ele colocou as mãos nos quadris, com os dedos descansando sobre as linhas impressionantes que levavam até aquela virilha que só as pessoas realmente sensuais têm. 

– Sério, essa é a sua fantasia sexual? 

– Sim. Da próxima vez, podemos arrumar um desses lençóis com um buraco cortado no meio para que só as nossas partes íntimas se juntem, acho que vai ser um verdadeiro tesão. – Fiz para ele um gesto com os dedos, passando um pelo círculo formado pela outra mão. – Entendeu? 

Ele não parecia ter achado graça.

– Precisamos de uma regra pra evitar gracinhas ou brigas durante o sexo.

– Ok. Desculpe. Isso foi minha culpa.

Ele balançou a cabeça.

– Podemos voltar para nossa foda agora?

– Sim, eu só… Venha aqui. Por favor. – Eu agitei meus braços, chamando-o para mais perto.

– Só dessa vez – disse ele. – Ninguém mais deve fazer papai-e-mamãe nos dias de hoje. É considerado chato. 

– Você está certo, eu sei. Meu repertório sexual está profundamente desatualizado e você está sendo muito gentil em me conceder isso. 

Fui coberta pelo calor dele. Rapidamente joguei minha perna boa sobre seu quadril e passei meus braços em volta do seu pescoço, apenas para o caso de ele tentar fugir. Seu enorme corpo quente me pressionou contra o colchão e eu estava no paraíso do sexo. 

– Me fale se eu estiver esmagando você – ele disse.

– Você não está.

Ele ergueu seu peso com os braços do mesmo jeito, pressionando seu peito contra os meus seios. Mesmo o menor toque dos pelos que iam de seu peitoral até seu umbigo era um deleite sensorial que provocava a minha pele e me excitava. Senti o peso de sua ereção contra o meu sexo, pronto e esperando. Isso tornava praticamente impossível não tentar me esfregar freneticamente nele. Inclinei meus quadris, tentando ter mais contato, sem prejudicar meu tornozelo machucado. Com a testa franzida e as sobrancelhas apertadas, ele olhava para mim. A expressão em seus olhos parecia curiosa. Como se ele não conseguisse se lembrar de como eu fui parar ali embaixo. 

– Você está bem? – eu perguntei.

– Sim. – Ele fez uma pausa, como se fosse dizer algo mais, mas não o fez. 

Em vez disso, inclinou a cabeça e apertou os lábios timidamente nos meus. Uma, duas, três vezes. Tão doce. Sua língua se arrastou pelo meu lábio inferior e um suspiro escapou de mim. 

– Tudo bem? – me perguntou.

– Muito. – Abri a boca e ele aceitou o convite, me beijando profundamente, e meu interior se liquefez. Na questão do beijo, ele pode ter começado tarde, mas demonstrava todos os sinais de quem queria compensar rapidamente o tempo perdido. Ele tinha um dom. Nós basicamente comemos a boca um do outro. Eu não estou dizendo que foi bonito, mas era gostoso demais. Com as línguas emaranhadas e os dentes tilintando, não nos incomodamos em parar para respirar. Respirar era para fracotes. Eu me atrapalhei tirando os meus óculos, jogando-os de lado antes que se quebrassem. 

Seu pênis se esfregou contra os lábios do meu sexo, me excitando ainda mais e fazendo minhas sinapses chiarem. Tudo lá embaixo estava latejante e molhado, pronto para ser possuído. A sensação dele, o cheiro dele, não havia nada em Jimin que não me excitasse. Eu já tive transas ardentes antes. Mas a transa ardente com alguém por quem seu coração estava enlouquecido era outra coisa, completamente diferente. Quando há amor envolvido, tudo se transforma em algo completamente diferente. 

Em dado momento, ele se apoiou sobre um de seus braços, deixando o outro livre para se mover entre nós. A cabeça de seu pau se esfregou contra a minha abertura antes de afundar lentamente dentro dela. 

– Ai, meu Deus – suspirei diretamente em sua boca.

Seus quadris se moveram contra mim, forçando seu pau bem fundo. Perfeito. Totalmente perfeito, malditamente perfeito, era isso que fazer sexo com Jimin significava. Em um movimento suave ele me possuiu, me enchendo e acendendo cada centímetro meu. Eu adorava que ele fosse mais do que suficientemente grande para que sua presença fosse sentida. Com ele dentro e em cima de mim, entendi o que é sexo e o sentido de fazer amor. Cada parte minha estava pronta para levá-lo para dentro e nos tornar um só corpo. Talvez Taehyung tivesse razão sobre eu ser a nova droga de Jimin. Ele certamente era a minha. 

Nós éramos uma única entidade quente em busca dessa elevação. Parece loucura, mas é verdade. Jimin enfiou seu pau em mim repetidamente. Quanto mais meus dedos se cravavam em sua pele suada, mais eu me perdia no vazio. Suas mãos afundavam no meu cabelo, puxando suavemente, enquanto sua boca procurava a minha. Era uma batalha interminável pela dominação em que ambos venceriam. Seu pau grosso mergulhava em mim mais e mais rápido. Uma espécie de gemido comovente de verdade escapou da minha garganta. 

Eu já não me importava mais. Se eu apenas pudesse gozar… Sua boca percorreu meu queixo, sua barba por fazer arranhava o meu pescoço. Dentes beliscaram e minha boceta se contraiu. Jimin gemeu e foi mais rápido, martelando em mim. Eram grandes as chances de eu estar machucada da cabeça aos pés no final de tudo, mas, por Deus, valeria a pena. 

Muito tempo passou, não faço ideia de quanto. Aquela vez na mesa da cozinha deve ter sido um breve resumo. Na cama, ele me deu a história completa. 

Estávamos fodendo freneticamente.

Sua mão segurou minha coxa contra ele, mantendo minha perna boa enrolada na sua cintura. A intensidade de seu olhar me prendeu, me desafiando a lhe mostrar exatamente o quanto ele me afetava. Naquele momento, ele estava no controle do meu corpo, eu não. As linhas e os ângulos de seu rosto pareciam gravados em pedra, uma máscara de concentração. Tudo que eu podia fazer era segurar firme e mantê-lo o mais próximo possível. Sua pelve batia contra a minha, fazendo seu pênis ir mais fundo, me levando cada vez mais alto. 

– Jimin – eu gemi.

Tudo dentro de mim vibrou e ficou tenso, cada músculo meu estremeceu, e isso foi antes de eu começar a gozar. Seu pênis mergulhou fundo, a parte inferior moendo o meu clitóris, e BUM! Fogos de artifício. Um céu inteiro cheio deles. Meu corpo era uma grande explosão. Estrelas no céu. Meus músculos mais íntimos apertaram seu pênis, minhas unhas se cravaram em suas costas. Se a minha garganta não estivesse fechada, tenho certeza de que eu teria gritado. 

Quando voltei a mim, Jimin estava cuidadosamente saindo de cima de mim.

– Ei – sussurrei.

Um baque. Seu grande corpo caiu no colchão, me fazendo saltar. O suor me cobria da cabeça aos pés e uma espécie de letargia sublime penetrou em minhas veias. Pareceu levar uma eternidade para recuperar o fôlego. 

– Jimin?

Ele estava deitado de bruços, e seu tórax trabalhava duro para recuperar o fôlego. Eu tinha feito isso com ele, eu e minha vagina. Belo trabalho em equipe. De vez em quando um músculo se contraía em minhas coxas ou no baixo ventre, repercussões finais do orgasmo. Minhas pernas pareciam gelatina, trêmulas e fracas. 

– Você está bem? – perguntei, ousando tocá-lo. 

Meus dedos percorreram a musculatura do seu braço até a mão. 

– Sim – respondeu, deslizando os dedos entre os meus.

Ele rolou de costas, tirando a camisinha, embalada de forma segura em lenço de papel para jogar fora depois. 

– Por que não podemos fazer isso em vez de correr? – perguntei.

 Ele sorriu.

– Acho que prefiro queimar calorias assim.

– Nós vamos fazer as duas coisas – comentou ele, dando um aperto em meus dedos.

– Tudo bem. – Eu respirei fundo, me arrastando um pouco mais para perto do calor de seu corpo.

O cheiro de um quarto depois do sexo era o melhor. Em um mundo perfeito, eu o engarrafaria e levaria sempre comigo. 

– Você se importa se eu ficar aqui com você?

– Não. Eu gosto da ideia. – Puxei os cobertores e apaguei a luz. Era tão bom e normal. 

Tão certo.

Ele continuou segurando minha mão o tempo todo.

– Cansada? – ele murmurou.

– Sono – respondi.

Ele fez que sim com a cabeça. E dormimos. 

Eu tive os sonhos mais incríveis.


Notas Finais


Aí Deus, hoje foi mais Soft kk espero que tenham gostado. Parece que o Jimin está se rendendo aos encantos de Lena não é mesmo?! Kkkk


💜 Saranghae 💜


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