História My Werewolf - Capítulo 3


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Kai, Lu Han, Personagens Originais
Tags Chanbaek, Presente Da Clarinha, Repostando
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Palavras 5.818
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sei, eu demorei... lamento muito! Mas eu acabei meio doída aqui! Amores, eu prometo para vocês que não desistirei, pode parecer, mas prometo que não vai acontecer.

Eu espero que vocês tenham uma boa leitura ;)

Capítulo 3 - Human


Eu sentia o meu coração bater forte contra o meu peito.

Era um homem.

Um homem.

De verdade!

Ele estava parado à minha frente, de quatro, completamente pelado e imundo. Meus olhos se fixaram brevemente em seu órgão sexual exposto e balançando de um lado para o outro.

Ninguém é de ferro, tá bom? Tô apavorado, mas não cego!

Depois que os lobos se afastaram, ele se virou para mim. Eu ainda estava sentado no chão, com meus olhos fixados naquela figura grande.

Quando seus olhos brilhantes e escuros se fixaram em mim, eu senti meu coração parar de bater e eu perdi a respiração.

Ele tinha os cabelos castanhos compridos, bagunçados. Mesmo com seu rosto todo sujo e sua expressão raivosa, eu consegui ver a beleza que havia naquela selvageria.

Depois de alguns segundos, eu voltei a respirar, soltava o ar pela boca devagar. Tentando manter o autocontrole. Todo o meu corpo estava petrificado, eu não sabia o que deveria fazer. Nem mesmo sabia se aquilo fazia algum sentido!

Ele estava muito longe de ser um lobo ou qualquer animal do gênero. Ele era um homem, igual a mim!

– Ah… – as palavras me faltavam.

Será que ele iria me entender?

Será que ele faria algo comigo?

Ele se aproximou de mim, andando de quarto, como se fosse um animal.

Mas ele não era.

Quem era aquele homem? Pelo amor de Deus! Como ele havia conseguido viver naquelas condições por tanto tempo?

Eu não sabia quem ele era, mas ele havia salvado a minha vida. Realmente havia feito isso! Olhei ao redor e não encontrei nem mesmo vestígios dos lobos que ameaçavam a minha vida.

Ele parou na minha frente, aproximou o rosto do meu e eu senti o odor desagradável que vinha de si. Começou a cheirar o meu pescoço e então se afastou, soltando um espirro, fazendo uma careta logo em seguida..

– Tudo bem? Só pra constar que esse é um perfume muito caro! Se bem que eu não devo estar com um cheiro nada agradável. – ele me encarou, mas não respondeu. – Você fala?

Ele jogou a cabeça para o lado e me encarou, definitivamente não estava me entendendo.

– Falar. – repeti, tentando gesticular.

Fodeu! Nunca ganhei um jogo de mímica na minha vida! Como eu ia me comunicar com aquela criatura?

Ela não aparentava entender nem mesmo uma sílaba do que eu estava a proferir.

– Jesus! Isso é tão agoniante! – soltei um suspiro. – Você nem mesmo me entende!

Eu me levantei e limpei a minha roupa suja de terra.

Agora eu precisava encontrar a casa onde eu passaria a noite.

Olhei ao redor, mas estava muito escuro e eu não enxergava nada.

– Minha lanterna… Aaah, lanterna… – comecei a procurar. Ela estava um pouco mais distante, quando a encontrei, fui até ela e a liguei. Ouvi um rosnado por parte do homem ainda não identificado. – Algum problema?

Ele encarava a lanterna fixamente.

– Ah, isso. É uma lanterna. Você não deve saber o que é, mas ela faz luz. Oh. – liguei e desliguei. Ele continuou encarando o objeto nas minhas mãos com curiosidade. – Eu estou ficando louco. Você nem mesmo me entende. Aish! Eu preciso pensar. Preciso comer… Eu preciso dormir. Isso. Depois de dormir, eu vou decidir o que fazer com você. Vamos logo… – o chamei com a mão e ele se aproximou. – Será que ainda está muito longe? Hein? – olhei para ele, que continuava sem me responder. – Casa. – falei e ele fez uma careta. – Ca-sa. – tentei gesticular. – Sabe onde tem uma?

Sem nenhuma mudança facial, ele começou a andar na frente.

Eu tinha duas opções, uma delas significava ficar sozinho e a mercê dos lobos selvagens novamente, e eu não teria o “lobisomem” para me salvar novamente, a outra era segui-lo para onde quer que fosse e torcer para que ele me levasse para um lugar seguro.

– Tudo bem, vamos lá. O dia já está muito louco, Baekhyun, Isso não significa nada. Você está seguindo um homem que se comporta como um animal selvagem não é…Nem mesmo um pouco estranho.  – eu soltei um suspiro. Aquilo era insano. Não importava quantas vezes eu repetisse para mim mesmo, aquilo era loucura! Eu já não estava dentro das minhas faculdades mentais quando me enfiei naquela mata. – Não se preocupe, quando você voltar, você terá um encontro maravilhoso com o Sr. Lee. – meu psicólogo. Sim, porque um louco como eu naquele momento, não tinha condições de cuidar de ninguém, nem de si mesmo. – Você irá falar sobre essa experiência e depois, quando você estiver melhor, você vai olhar para trás e ver como você foi burro!

Depois que a minha sessão de consolação acabou, eu comecei a seguir o meu pseudo lobisomem.

O meu coração se acalmou quando eu vi uma casa grande em meio às árvores, mas eu logo voltei a ficar desesperado quando vi os lobos deitados na varanda.

– Aahh… Querido, seja lá qual o seu nome, ou como eu devo lhe chamar… Eu não acho isso muito seguro. – falei para ele, mas ele não me deu ouvidos. Eu parei onde estava e um dos lobos da varando levantou a cabeça e me encarou, depois ele olhou para o pseudo lobisomem.

Eu não entendia o que se passava entre eles, nem qual era o lance do respeito ou medo que eles tinham pelo homem louco que se achava lobo, mas eu estava agradecendo muito, uma vez que estava salvando a minha vida. O lobo da varanda abaixou a cabeça e fechou os olhos.

– Você é moral aqui, hein. – comentei com um sorriso. Ele começou a andar e eu o segui, andando com cuidado, principalmente na varanda, para não pisar em nenhum deles. A porta da casa estava aberta, na verdade, não havia porta.

O lobo seguiu caminho pela casa. A sala estava infestada por eles, todos deitados e espalhados por todo o cômodo.

Ainda haviam os móveis dos Parks ali, – embora em condições terríveis – então tinha lobo no sofá, na mesa, perto da lareira.

Porra! Aquele lugar era uma pensão dos lobos? Onde todo mundo se encontrava e ia falar sobre o dia?

Eu ouvi um grunhido baixo e olhei para o pseudo lobo parado na escada.

– Ah… – eu fui até ele, andando com ainda mais cuidado. Deus que me livrasse de pisar em qualquer um deles.

Haviam alguns deitados nos batentes da escada também, mas foi muito mais fácil de desviar.

O andar de cima, por sua vez, estava quase completamente vazio. Apenas alguns deitados no corredor, mas eu podia contá-los facilmente nos dedos de uma mão.

O pseudo lobisomem continuou me guiando pela casa até um quarto. Assim como toda a casa, o quarto estava em condições horríveis, realmente deploráveis, mas com certeza era melhor do que o lado de fora. Havia uma cama de casal no centro, com lençóis rasgados e sujos, mas o colchão ainda estava em condições aceitáveis. O quarto tinha tudo que um quarto normal deveria ter, em condições bem menos aceitáveis, mas tinha. As cortinas estavam rasgadas e a cor desbotada. Acho que aquilo um dia fora azul.

– Eu preciso te dar um nome. “Pseudo lobisomem” é muito grande e eu sou meio lento. – ele olhou para mim e fez uma careta. – Você fica fazendo essas caretas porque não é você que fica se confundindo nos pensamentos, eu gasto mais tempo pensando teu nome do que realmente pensando em uma solução. Assim não dá. E você não fala, o que já dificulta bastante a minha vida.

Eu me aproximei da cama de casal e tirei a bolsa. O alívio que eu senti nas minhas costas foi quase indescritível. Meu Deus! Eu não sabia o quanto realmente estava pesado até finalmente me ver livre daquilo.

– Certo… Sabe, existe uma razão para eu ter virado psiquiatra, sou curioso. Gosto de saber da vida dos outros, e você tem noção do quanto está sendo difícil para mim te ver desse jeito, morrendo de curiosidade para saber a sua história e você não consegue falar uma palavra sequer? – ele me encarou, sem entender nada. – E sem entender nada do que eu estou falando também. – me sentei na cama e soltei um suspiro. – Ah! Isso é tão frustrante. Eu me enfiei em uma floresta desgraçada, arriscando a minha vida por causa de uma curiosidade desvairada e agora que eu finalmente encontrei o objeto da minha curiosidade, ele não fala o meu idioma! Nem idioma nenhum! Você nem mesmo fala! Agora eu estou falando sozinho!

Aquilo era humilhação demais!

Eu que me dizia tão inteligente, fazendo aquelas coisas sem nexo! Eu estava com vontade de chorar!

– Eu me formei como melhor da turma na universidade de Seul! Você sabe o que é isso? Claro que não! Você nem mesmo sabe o que Seul!

Acho que a palavra que poderia me definir naquele momento era: decepção.

Eu esperava mais, talvez eu realmente estivesse esperando um animal super raro. Talvez uma espécie de chupa cabra, sei lá! Mas eu havia me enfiado na mata pra achar um Tarzan!

Mas, agora que eu já o encontrara, não podia deixá-lo na mata.

Eu poderia apresenta-lo para a cidade, como o famoso lobisomem, mas era muito arriscado. Eu não sabia o quão fanáticos eles estavam, poderiam matá-lo. E eu jamais deixaria que fizessem isso. Minha intenção era fazê-los esquecerem essa ideia ridícula, não virarem assassinos.

O pseudo lobisomem subiu na cama e deitou a cabeça no meu colo, fazendo uma carinha manhosa.

– Que isso, filho? Que folga é essa? – ele fez um sonzinho fofo e eu soltei uma risada curta. – Mereço! Eu achei que você tivesse sido criado por lobos? Cadê a selvageria?

Não que eu fizesse qualquer questão de ver, mas ele estava fofo demais!

Eu toquei o cabelo dele todo grudento e bagunçado, igual um ninho de rato, sujo e fedido igual uma parte que não deve ser citada.

– Querido, pra você me fazer tocar nisto que você chama de cabelo só depois de uns três banhos… Talvez cinco. – eu encarei melhor e de repente uma ânsia de vômito me subiu. – No mínimo.

Ele continuava esfregando a cabeça no meu colo e fazendo aqueles barulhinho de pura manha.

Foi então que eu tive certeza que ele não era capaz de fazer mal a ninguém. Se fosse, eu não estaria ali. Na verdade, ele não apenas não me atacou, como também salvou a minha vida.

– Se você soubesse quanta confusão você causa lá fora… Jamais ficaria tão tranquilo. – ele se virou no meu colo e só então eu percebi que ele havia dormido.

Mesmo com nojo, eu tirei o cabelo de sua face e encarei sua expressão tranquila.

Ele era lindo.

Mesmo que estivesse todo sujo e maltratado, ele era lindo.

Pisquei os olhos e respirei fundo, desviando minha atenção de seu rosto. Meu coração estava acelerado e eu me conhecia muito bem para saber que quando eu ficava tão admirado assim por uma pessoa, não era nada difícil eu me envolver. E se tinha algo que eu não podia, era me envolver com ele.

Definitivamente não era saudável, assim como tudo que o rodeava.

Eu deitei na cama e fechei meus olhos, ainda com o pseudo lobo no meu colo.

E então comecei novamente a tentar achar uma solução.

Eu não podia deixá-lo ali, certamente não iria morrer, sobreviveu tanto tempo, não morreria agora, mas eu não podia deixá-lo. Não era certo.

Não era certo deixá-lo viver na mata como um animal selvagem. Eu tinha que ajudá-lo.

Eu tinha?

O verbo “ter” começou a ressoar na minha mente e então eu aceitei que havia dito errado.

Eu não tinha, eu queria ajudá-lo. Tem diferença!

E é sempre nessa de querer ajudar os outros que eu acabo me ferrando e me envolvendo mais do que eu deveria.

Ser psiquiatra era maravilhoso. Quando não aprecia um sociopata básico no meu consultório, era maravilhoso. Era bom que ali eu sabia exatamente até onde eu podia ir. Mas também tinha o lado ruim… Quando eu ficava tão curioso com a vida do paciente que ficava mais ansioso pela consulta do que ele!

Mas quando eu me mantinha na linha, era maravilhoso. No consultório.

Mas o fato de eu ter um consultório e saber da vida de mais duzentas pessoas fez eu aquietar o cu?

Claro que não!

Continuei me metendo na vida das pessoas ao meu redor, e com elas eu não tinha limites, me envolvia mais do que deveria, sempre! E lá estava eu, a um passo de me envolver com um homem que viveu como lobo por sei lá quanto tempo.

– Deus… E agora?

Embora a pergunta do que eu deveria fazer continuasse martelando na minha cabeça, uma outra pergunta se fez presente.

Quem era ele?

Abri meus olhos, vendo o teto manchado de preto.

Definitivamente estávamos na casa dos Parks… No carro só encontrei um homem e uma mulher, mas eles tinham um menino. Um filho de quatro anos…

Com a morte dos pais o menino provavelmente havia sido morto e devorado pelos lobos, ou talvez não… Talvez ele tivesse se tornado um deles.

Ao chegar àquela conclusão, eu me levantei rapidamente, assustando o pseudo lobo que acordou e pulou para fora da cama.

Ele soltou um rosnado e eu contrai os músculos do meu corpo.

– Desculpa! Foi mal… Não queria te assustar… Sabe, eu sou meio xereta, você não se importa de eu dar uma olhada por aí, né? – ele nem mesmo me entendeu. Ou talvez entendesse, mas não sabia o que fazer. Ele havia vivido com lobos durante quase trinta anos, falar não era uma habilidade frequentemente exercida, mas ele ainda tinha essa capacidade, principalmente, ele conseguia me entender, só não sabia como organizar a informações. – Sabia que não se importaria!

Dei um sorriso para ele e peguei a minha lanterna, começando pelo quarto mesmo.

Ele tinha uma cômoda ao lado da cama e um guarda-roupa. Liguei a lanterna e abri a gaveta da cômoda, comecei a vasculhar. Haviam alguns papéis e outras coisas que não me diziam respeito naquele momento. Naquele momento. Eu talvez voltasse para xeretar depois.

Porque sim! Aquele era o meu nível de curioso!

Depois de fechar a gaveta, continuei procurando, chegando a linda conclusão de que, além de roupas velhas e mofadas, aquele quarto não tinha mais nada a me oferecer.

Eu voltei a me sentar na cama, desanimado.

– Porra, seus pais não tinham uma foto de família? – ele se aproximou de mim e colocou a cabeça no meu colo. – Você é bem carente… Se eu tivesse sido criado na mata por lobos também seria. – foi então que eu cedi um pouco e fiz um carinho em sua face.

Então seus olhos brilhantes ficaram tristes.

O quão difícil foi pra você ficar com eles?

Meu coração se apertou apenas de pensar nos primeiros meses, quando sua memória ainda estava recente, quando as memória dos pais ainda queimava em sua mente e a saudade assolava seu coração. Ele nem mesmo deveria saber o que havia acontecido com os pais.

– Você deveria sentir saudades. – eu dei um sorriso triste. – Não se preocupe… Vamos resolver tudo. Seria muito mais fácil se você pudesse falar comigo… Mas não é momento para pensar nisso. Estou com fome.

Eu me afastei dele e peguei o sanduíche na minha mochila.

– Eu vou embora amanhã bem cedo. Preciso voltar para a casa da minha tia antes que ela chame a polícia. – comecei a comer. O pseudo lobo continuou me encarando, ele parecia com fome. – Você quer? – eu parti o sanduíche ao meio e lhe entreguei um pedaço. Ele pegou com a boca e continuou a comer no chão. – Não vejo a hora de te ensinar o que é um prato e talheres.

Depois que terminamos de comer, eu me deitei na cama e ele no chão.

Ele ficou me encarando por um bom tempo, nossos olhos continuaram fixos e cada vez mais eu me via perdido naquela imensidão e confusão de sentimentos. Tentando entender a história que aqueles lindos olhos tinham para me contar.

No final, eu acabei dormindo, mas antes de fechar os olhos, seus olhos profundos foram a minha última imagem.

[...]

O raiar do dia fora o meu despertador.

Não apenas ele, claro. Já que o ronco estrondoso do pseudo lobo fez o favor de me acordar também.

Eu tinha que voltar para casa, seria uma longa caminhada, mas talvez eu conseguisse voltar mais rápido, uma vez de que os caminhos já não eram tão desconhecidos. Eu também andaria mais rápido e faria menos paradas. Porém, eu não levaria o pseudo lobo comigo, não daquela vez. Precisava resolver umas coisas antes. Tirá-lo de lá tão rápido e jogá-lo na casa da minha tia não era o mais sensato, nem o correto. Eu não conseguia entender como era o relacionamento dele com os lobos, não ainda. Querendo ou não, era a família que ele conhecia, era com quem ele havia se relacionado durante anos.

Tirá-lo de seu habitat natural não era a forma de entendê-lo nem ajudá-lo.

Eu olhei para ele, deitado no chão, novamente com aquela expressão tranquila, não consegui evitar de sorrir.

– O que eu devo fazer com você, hein? Eu tenho que te dar um nome… Hmm… Não, você tem um nome. Eu só preciso descobrir qual é. – me levantei devagar da cama, tentando não fazer muito barulho.

Quando saí do quarto, percebi que o corredor estava livre. O dia começava bem cedo para os lobos, já que o sol ainda estava nascendo e muitos já estavam de pé.

Ele deveria ter um quarto naquela casa… E lá deveria ter algo referente ao seu nome. A primeira porta depois do quarto onde eu havia dormido, era de um quarto de bebê. O berço estava bem destruído, mas ainda era um berço. Também haviam alguns ursinhos e brinquedos. Deveria ser o quarto do novo bebê.

O quarto seguinte tinha uma cama menor, mais baixa, o lençol de cama estava todo bagunçado, assim como todo o resto. A janela estava aberta, o vento entrava no quarto, fazendo com que as cortinas balançassem. No criado mudo, perto da cama, havia um porta retrato. Eu o peguei, o vidro estava todo sujo e as condições do porta retrato em si já não eram boas. Tirei a foto, para poder olhar melhor.

A primeira coisa que eu notei foi que no verso havia algo escrito.

“Meu filho, nunca se esqueça do que realmente é importante.”

O que realmente é importante…

Ao virar a foto eu me deparei com a fotografia de uma família.

A família dos Parks.

A mulher já estava grávida, pelo tamanho da barriga, eu diria uns seis meses, o homem segurava um garoto nos braços. Só pelo rosto eu já sabia que era o pseudo lobo. Ele era realmente muito novinho. Cinco anos no máximo.

Pensar novamente no que aquela criança havia enfrentado para conseguir sobreviver me deu uma imensa vontade de chorar.

O que realmente é importante.

Será que havia sido isso que o fizera ficar vivo por tanto tempo?

O amor que ele sentia pela família.

Eu coloquei a fotografia de volta no lugar e continuei a procurar.

Abri as gavetas lotadas de roupas, e foi ali que eu encontrei um pano com a iniciais bordadas “P.C.Y.”

P de Park, certo. Mas o que C.Y. queriam dizer?

Fechei a gaveta, abrindo o guarda roupa, foi a melhor coisa que eu fiz!

Ali eu encontrei o uniforme escolar dele!

O crachá preso ao uniforme dizia claramente “Park Chanyeol”.

– Tô louco, mas não burro! – falei, morrendo de orgulho de mim mesmo. – Park Chanyeol.

Agora que a minha curiosidade do nome havia sido cessada, eu precisava resolver o que eu faria. Não dava para eu ir e voltar para aquele lugar várias vezes, não tava louco de caminhar um dia inteiro para passar apenas algumas horas com ele. Se carro passasse por ali, a minha vida seria muito mais fácil. Um carro alto passaria por aquela trilha danificada sem muito esforço, mas eu não conhecia nenhum carro e passasse por cima de árvores, então… Meio que não dava. O pior era que a árvore estava parada bem no meio do caminho, meio dia de caminhada.

Deus, como o teletransporte deixaria minha vida mais fácil!

Bom, em primeiro lugar, eu podia ficar ali com ele… Mas eu precisava urgentemente de um banho, a cama nem tanto, a cama onde eu tinha passado a noite até que era confortável, mas eu precisava muito de um banho!

E de comida. Eu não sabia o que eles comiam ali, mas eu não estava afim de arriscar comer um coelhinho. E ainda mais cru.

Nada contra, mas meus dias de escoteiro ficaram no passado. Sofri muito passando um mês numa mata desgraçada, comendo carne mal passada, não estava nem um pouco disposto a passar por isso.

Eu precisava de uma outra solução. Uma bem mais prática e que não envolvesse tirar nem eu nem Chanyeol de nossos habitats naturais.

Meu professor da faculdade dizia que não existem grandes ganhos sem grandes sacrifícios. Pois é. Por mais que eu pensasse, não conseguia pensar em nenhuma outra solução. Tirar aquela árvore do meio do caminho era muito mais difícil.

Talvez uma moto!

Mas aquelas estradas iriam acabar com a moto, embora aquela fosse a única solução encontrada por mim.

– Eu não tenho muita habilidade com motos, mas vai ter que ser. Se eu andar com cuidado, eu consigo. – tentei me convencer.

A verdade era que eu sempre fui cagão pra andar de moto, foi muito mais fácil do que aprender a andar de carro, mas eu andava muito mias de carro do que de moto, consequentemente eu tinha mais segurança andando sobre quatro rodas!

Eu senti uma cabeça se esfregando nas minhas pernas e, eu juro, meu cu fechou na hora! Pura que pariu!

Eu prendi o ar e me verei com medo, no final não era Chanyeol, mas sim um lobinho. Ele era bem pequeno, considerando o tamanho dos outros.

Ele era cinza e todo peludinho, quase como uma bolinha.

Eu era um molenga para esse tipo de coisa. Me derreti todinho.

– Wont… Mas que bebezinho lindo. – me abaixei para pega-lo nos braços. – Você é uma coisinha muito linda! Muito fofa!

O pelo dele era bem macio e gostoso, eu me distrai fazendo carinho daquela bolinha de pelos e nem percebi que alguém havia chegado, só fui tirado dos meus pensamentos pelo rosnado raivoso vindo de uma loba imensa, parada bem na porta, me encarando com seus olhos brilhantes e raivosos.

– Ai, Jesus! Acho que a sua mãe veio te buscar… – Falei e me abaixei devagar, colocando-o no chão.

Ele correu para a mãe, que o cheirou várias vezes, chegando até mesmo a lambe-lo. Depois ela voltou a me encarar e eu senti que perderia minha vida por fazer carinho numa coisa fofa!

Minha mãe sempre me disse para não mexer no que estava quieto! Será que se eu dissesse que ele veio mexer comigo primeiro, a loba deixava eu ir embora?

– Tudo bom?! Ele tá inteirinho aí pra você… – eu sorri nervoso.

Só naquele momento eu percebi que estava com vontade de fazer xixi. Eu estava quase me mijando nas calças!

Chanyeol!

Chanyeol, por favor! Salva a minha vida de novo!

Eu estava rezando como se a minha vida dependesse disso, e realmente dependia! Eu já assisti Discorvery Channel! Eu sei o que as lobas fazem com quem mexe com seus filhotes! Eu gosto das minhas tripas dentro de mim, obrigado!

Ela começou a se aproximar de mim, naquele momento a minha vida se passou diante dos meus olhos, foi então que eu notei que eu tinha certa tendência a fazer coisas idiotas!

– Desculpa, tá? – eu podia começar a chorar agora ou deveria esperar pra quando ela estivesse com os dentes cravados em mim?

Eu fechei meus olhos com força, sabendo que qualquer movimento brusco ela me atacaria mais rápido e que vê-la se aproximar devagar era uma tortura ainda maior, então resolvi só fechar os olhos e esperar mesmo!

Depois de algum tempo de um silêncio mortal – foram apenas alguns segundos, mas na minha cabeça pareceram mil anos de dor e sofrimento – eu ouvi um grunhido de dor alto. Abri meus olhos, assustado, e encontrei Chanyeol agarrando a loba pelas costas, derrubando-a no chão.

Eu fiquei aliviado, pois era a minha vida sendo salva.

Mas então eu vi a expressão de dor na cara do animal cada vez que Chanyeol a apertava com mais força e mordia sua pele, seus grunhidos foram ficando cada vez mais altos e eu podia sentir sua dor apenas na voz… Então eu vi o lobinho. Agoniado pela situação da mãe.

– Chanyeol! – chamei-o. – Chanyeol, para com isso! Deixa ela ir!

Eu me aproximei dele e o segurei com força.

É oficial!

Eu estava completamente fora das minhas faculdades mentais!

Como que eu fui me meter em uma briga entre uma mãe enfurecida e um “lobo”?

Eu continuava chamando seu nome, até que ele finalmente a soltou. A loba correu para perto do filho e me encarou anate de sair do quarto, claramente andando com dificuldade.

– Ai, meu Deus… – eu soltei um suspiro aliviado. – Chanyeol! Você salvou a minha vida!

Eu me ajoelhei ao seu lado e o abracei com força.

Chanyeol havia salvado a minha vida duas vezes, talvez mais, porque era bem provável que eu tivesse morrido se eu chegasse naquela casa sozinho.

– Meu Deus!

Eu estava tão aliviado! Eu realmente havia voltado a respirar com tranquilidade e o meu coração havia voltado a bater, embora muito acelerado, mas eu tive a sensação dele ter parado por alguns segundos. Afastei-me dele e soltei um suspiro.

– Obrigado, Chanyeol. Por tudo. Eu vou retribuir… Eu vou te ajudar. Eu juro. – coloquei seu cabelo atrás da orelha. – Mas eu não posso deixar minha tia sozinha. Ela já deve ter tido um colapso nervoso. Mas eu vou voltar, e quando eu voltar, vou ficar mais tempo aqui.

Eu continuava falando como se ele me entendesse, mas algo me dizia que ele consiga, sim, entender tudo que eu falava, ele apenas não sabia o que fazer.

– Eu não sei muito bem como vou fazer para me locomover daqui para lá, mas de moto tudo será mais fácil.

Eu me levantei e limpei as mãos na calça. Eu também tinha que levá-lo pra casa da minha tia, banho existia e eu mostraria a ele como era legal ficar limpo.

Voltei ao quarto onde havia passado a noite e bebi um pouco de água, comendo o sanduíche praticamente no seco.

Quando chegasse em casa eu comeria algo picante e quente! Qualquer coisa que não fosse sanduíche natural!

Depois eu guardei as minhas coisas e coloquei a mochila nas costas.

– Bom, estou indo. – Chanyeol me encarou e fez uma carinha triste. – Não se preocupe, Chanyeol. Eu vou voltar.

Toquei levemente sua cabeça.

Será que havia um lago por algum lugar ali? Aquele homem precisava urgentemente de um banho!

Desci as escadas, chegando realmente a conclusão de que o dia dos lobos começava realmente cedo, toda a área de baixo estava praticamente vazia. Muitos estavam do lado de fora, correndo de um lado para o outro, brincando uns com os outros, ou apenas deitados debaixo de uma árvore.

Alguns pararam e ficaram me encarando, quero dizer, eles estavam encarando Chanyeol ao meu lado.

– Você pode ir. Eu vou seguindo meu caminho sozinho. Eu vou voltar depois.

Eu segui o meu caminho, olhando rapidamente para trás, apenas para ver como ele estava. Para minha surpresa – ou não – ele estava brincando com os lobos, pulando nas costas de um, correndo atrás de outro.

Como se fosse realmente um deles.

Eu soltei um suspiro e sorri, sabendo de que aquele seria um dos meus maiores desafios.

[...]

A volta foi muito mais tranquila.

Eu parei pouquíssimas vezes, passando bem menos tempo parado e mais tempo andando. Só parava quando meus pés latejavam até a morte ou eu precisava urgentemente mijar. Isso foram apenas três vezes.

Mas eu tinha plena certeza de uma coisa. Quando eu chegasse em casa, eu amaria qualquer coisa que fosse semelhante a uma privada.

Eu fiz muita coisa, mas cagar no mato eu me recusava!

Não sei o que aconteceu, mas eu cheguei em casa o sol ainda estava começando a se pôr.

Eu deveria ter economizado em média de uma ou duas horas – as horas que eu passei descansando na ida, eu consegui economizar e chegar mais rápido em casa.

Mesmo de longe, o pequeno vislumbre da casa da minha tia já fez com que eu sentisse o jato quente do chuveiro sobre a minha cabeça.

Eu andaria mais rápido, se as minhas pernas não estivessem queimando até a morte. Porém, mesmo andando devagar, eu consegui chegar. Assim que eu abri a porta, vi minha tia se levantar assustada.

Seus olhos se fixaram em mim e ela sorriu, começando a chorar de desespero logo em seguida.

– Baekhyun! – ela correu ao meu encontro, abraçando-me forte. Mesmo que eu preferisse nenhum tipo de contato até tomar banho, a abracei de volta.

Houveram de dez a vinte vezes naquela viagem em que eu achei que eu fosse realmente morrer. Naqueles momentos, eu só conseguia pensar na minha tia desesperada, me esperando voltar.

– Oi, tia! Eu falei que iria voltar!

– Você não me ligou! Eu achei que você tivesse morrido! Fiquei super preocupada! – ela se afastou e olhou no meu rosto.

– Eu descobri tanta coisa, tia… Preciso contar pra senhora!

Eu ouvi uma tossida atrás de nós e só então eu percebi que havia outra pessoa na sala.

– Desculpe, mas eu acho que agora eu já posso ir. – ele falou ao se aproximar de nós.

– Obrigada, Jongin. Você é muito gentil. – ele sorriu para nós.

– Nada. Fico feliz que ele esteja vivo, embora surpreso. Como você sobreviveu? – ele perguntou de forma direta.

– Escoteiro. – falei de forma simplista.

– Não sabia que ensinavam como sobreviver a lobisomens no escoteiro.

– Não ensinam. Porque lobisomens não existem. Mas se você quer saber como eu sobrevivi aos lobos… – se eu falasse do Chanyeol daria merda. Muita merda! Eu podia sentir! Bem na boca do estômago! – Camuflagem. Aprendi a me esconder e limpar meus rastros.

– Você teve sorte. – garantiu. – Não é lua cheia, os lobos ficam muito mais calmos. Eles mal uivaram essa noite.

Isso porque estavam todos na pensão dos Parks!

– Por isso você não encontrou o lobisomem, ele deveria estar em um estado normal. – revirei os meus olhos.

– Pense o que quiser. – eu estava cansado demais para discutir com qualquer pessoa. – Eu vou tomar um banho. Preciso!

Apenas deixei-os na sala e subi as escadas, mesmo que minha vontade fosse apenas me jogar no sofá. Mas o fedor era maior!

[...]

No final da noite, eu estava com as pernas estiradas no sofá e com uma cerveja na mão. Embora a televisão estivesse ligada, eu não conseguia prestar atenção no que estava se passando.

Eu só conseguia pensar que já haviam se passado quase duas semanas das minhas férias forçadas e só agora eu queria ficar naquele fim de mundo. Porque eu não conseguiria cuidar de Chanyeol nas poucas semanas que me restavam, então eu precisava dar um jeito de, ou ficar mais tempo, ou levar Chanyeol comigo.

Mas isso eu estava pensando muito pra frente. Eu tinha um problema muito mais perto para resolver.

Locomoção.

Como eu iria me locomover todos os dias da casa da minha tia até Chanyeol.

– Ah, Baekhyun? – eu saí de meus devaneios e dei atenção a minha tia.

– Hm…

– Podemos ter a nossa conversa agora?

– Claro. – eu realmente havia me esquecido, pois depois de descer do banho, minha tia ainda estava conversando com o tal de Jongin sobre o suposto “lobisomem”.

Eu seria eternamente grato se ela não continuasse incentivando aquela ideia absurda!

No final não falei com ela sobre minhas descobertas.

– Então, o que era? Um coiote? – perguntou entusiasmada.

– Tia, eu nunca vi um coiote daquele tamanho, e se existir, por favor, que fique bem longe de mim!

– Certo. – eu recolhi as minhas pernas e ela se sentou no sofá. – Então o que era?

– Um homem. – respondi calmo, apenas para poder prestar bem atenção na sua expressão de decepção.

– Como assim um homem?

– Um homem, tia. Assim como eu. Lamento te decepcionar, mas é a pura verdade.

– Mas se ele é um homem… Quem ele é?

– Você não acreditaria se eu dissesse. – ela prestou ainda mais atenção no que eu estava falando. Sim, a fofoca era de família! – Park Chanyeol.

A mudança na sua expressão foi da água para o vinho. De decepcionada para incrivelmente chocada.

– Park Chanyeol? Eu já ouvi esse nome em algum lugar…

– Ele é o filho dos Park.

– Então os Park ainda estão vivos?

– Infelizmente, não. Na minha viagem eu encontrei o carro deles contra uma árvore.

– Meu Deus! Então como o pequeno Chanyeol sobreviveu?

– Então, acabamos de chegar na parte interessante. Aparentemente, ele foi criado pelos lobos… Eu ainda não sei bem como é a relação deles, mas eles se dão muito bem. O Chanyeol realmente é um deles!

– Como você sabe que ele é o Chanyeol? Ele te falou. – neguei com a cabeça.

– Não, ele não fala. Digo, falar ele fala, mas se esqueceu de como executar isso. Algumas aulas e essa parte do cérebro dele será reativada.

– Não! Não! Não! – minha tia se levantou e começou a andar de um lado para o outro. – Aulas? Como assim aulas, Baekhyun? Você está pensando em voltar lá? Enlouqueceu?

– Eu não só estou pensando em voltar, como estou pensando em passar o resto das minhas férias lá!

– Tudo bem? Você volta para Seul hoje! Vou comprar a sua passagem para o próximo ônibus que leva para o aeroporto! – eu me levantei e segurei seu pulso.

– Não vai, não! Você vai ficar quieta e vai deixar eu fazer o que eu quero.

– Mesmo que isso custe a sua vida? Nem morta! Você não vai voltar lá, Baekhyun. Eu deixei uma vez e fiquei pra morrer aqui! Duas semanas? Quase três! Eu só vou deixar isso acontecer no dia em que os porcos voarem! Ele viveu todos esses anos muito bem sem você, pode continuar assim até o último dia da vida dele! Você volta para Seul!

– Então é assim?

– É sim!  Eu não vou deixar você se enfiar nessa floresta insana, infestada por lobos, para cuidar de um homem selvagem, que provavelmente pode te machucar!

– O Chanyeol jamais me machucaria!

– Porque você realmente o conhece há anos! Acorda, Baekhyun! Ele viveu como um animal, foi tratado como um, e depois de tantos anos, ele também acabou se tornando um! Você não pode fazer nada!

– Eu não esperava isso de você. – olhei para ele decepcionado.

– Não me olhe assim! Eu estou tentando te manter seguro! Pensei que você largaria dessa ideia ridícula depois que matasse a curiosidade, mas você continua tentando se matar!

– Ele precisa de mim!

– Ele nunca precisou! Passou trinta anos sem precisar, por que precisaria logo agora?

– Ele é um homem que vive em situações precárias!

– Não para ele! Para ele, aquele é seu habitat natural! Tirá-lo de lá é egoísmo de sua parte!

– Eu preciso ajudá-lo! Não posso deixá-lo lá!

– Quero saber se você vai conseguir isso em três semanas! Você não é o superman, Baekhyun. Passar essas semanas com ele é um desperdício!

– Pois então eu vou desperdiçar o meu tempo da forma como eu quiser! E eu não acho que seja desperdício! Eu vou ajudá-lo, nem que para conseguir isso eu o leve para Seoul comigo!

– Baekhyun, se você fizer isso, não conte comigo!

– Não se preocupe. Lutei muito para não depender de ninguém!

Caminhei a passos firmes até as escadas e pisei com tanta força que ao subi-las o som ecoava pela casa.

Minha tia não veio atrás de mim.

Sabia que ela estava magoada, mas quando eu decidia uma coisa, nada me fazia mudar de ideia.

Eu iria passar aquelas semanas com Chanyeol, só não sabia como, mas iria.


Notas Finais


E então, pessoal? Lamento a demora, prometo não demorar tanto da próxima vez 😊

Até logo
EXO EXO
🔥☄


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