História My Winner Hero! - Uma história de My Hero Academia - Capítulo 2


Escrita por: e Mydoo


Notas do Autor


Após esse capítulo, postaremos todos os outros na quinta-feira entre às cinco e sete horas. Detalhe. Por enquanto a história está mostrando o seu lado triste, mas, não se preocupe. Logo, as coisas ficarão mais divertidas, mas o clima "dark" ainda irá continuar!

Capítulo 2 - Eu só queria estar com a minha mãe.


Eu só queria estar com a minha mamãe.

[ ••• ]

Acordei no hospital dias depois. Olhei para meus pés e estavam enfaixados e eu estava deitada coberta numa cama. Um segundo se passou quando lembrei de tudo o que aconteceu. Minha mãe morta na minha frente sem eu poder fazer nada. Depois desse dia eu não consegui mais ser eu mesma, pois minha infância tinha sido arruinada por esse acontecimento. Comecei a chorar e me debater na cama. Vários médicos vieram correndo, batendo a porta, para poder me atender. Eles me seguraram e, uma enfermeira me abraçou. Lembrei da minha mãe mais uma vez.

── Mamãe. ── Disse eu com os olhos secos. No mesmo instante, uma seringa foi aplicada em mim e eu fechei as pálpebras. Acabei dormindo ali mesmo.

Acordei horas depois e um médico estava sentado ao meu lado. Me sentei na cama e ele me disse para me manter calma. "Pequena, você forçou tanto a voz que acabou a perdendo durante a catástrofe." Disse o enfermeiro. Naquela hora, só queria saber onde estava a minha mãe. "Felizmente, com os nossos tratamentos, poderá voltar a falar em breve." Tá bom, mas onde está a minha mãe? "Por enquanto, não poderá sair da cama devido aos cacos de vidros que entraram nos seus pés. Em três dias você vai poder andar livremente pelo hospital."  Por favor, me diga onde está a minha mãe!

Ele olhou para o meu rosto e viu um vazio nele. Já não me importava com mais nada. A minha mãe se fora. Tudo para mim acabou quando eu à vi jogada no chão como se fosse um saco de lixo. Por bastante tempo eu fiquei em tratamento psicológico e fui induzida a tomar vários antibióticos para isso, mas nada estava funcionando. Por que ninguém entendia que eu perdi a minha mãe? Quando olhei para o meu cabelo, notei que tinha perdido completamente seu brilho uma mecha acabou ficando grisalha. Naquela hora eu não sabia o porque, mas, mais tarde, o médico me disse que era por conta do meu estresse. Os dias se passaram e todas as vezes que lembrava da minha mãe eu começava a chorar, pois ela era a pessoa que eu mais amava na vida. Eu nem consegui ir ao seu enterro. Quando me dei conta, já conseguia andar sem nenhum problema, mas, ao tentar falar, a minha voz não saía. Coloquei os dedos no pescoço para tentar dizer algo e, mesmo assim, não consegui. 

Seis meses se passaram e faltava pouco tempo para eu tomar a alta e sair do hospital. Já havia feito cinco anos de idade e ainda estava presa neste lugar. Certo dia, as coisas começaram a ficar estranhas. Eu estava deitada na cama do meu quarto e, no exato momento em que tomei uma pílula que estava jundo dos meus remédios, comecei a me sentir estranha. Os pelos do meu corpo se arrepiaram e eu pulei num susto. Os meus batimentos cardíacos estavam rápidos demais e acabei vomitando o meu jantar ali mesmo. Arroz e brócolis todos misturados com um líquido branco à volta. Meu corpo inteiro estava formigando, mas logo voltei ao normal. Os médicos estranharam o meu comportamento, mas pensaram que era um efeito colateral dos remédios. Ainda assim, estavam suspeitando de algo.

Um dia, acabei tendo uma crise forte de ansiedade e comecei a arrancar partes do meu cabelo para poder me acalmar. Pouco a pouco, minha cabeça começou a sangrar. Estava doendo muito. Eu só queria desaparecer do mundo naquele momento. Resolvi sair da minha cama e sair para os corredores sem pensar duas vezes. Acabei perdendo a cabeça, pois estava pensando na minha mãe e só queria vê-la de novo.

── Oi, garotinha. O que houve? ── Perguntou uma enfermeira que estava passando enquanto segurava uma bandeja com equipamentos médicos. 

Ignorei ela e sai correndo tentando fugir do hospital, passando por vários corredores e subindo escadas. Não queria saber de mais nada, só de reencontrar a minha mãe. Eu nem precisei olhar para trás para ouvir os passos de várias pessoas correndo na minha direção para poder me impedir de escapar daquele lugar. Eu pensei: "Se eles chegarem perto irei ameaçar apertar o meu pescoço até a morte. Talvez de certo." Eu estava descontrolada naquele momento. 

── Mayoi, o que você está fazendo?! ── Gritou um dos médicos que estava correndo atrás de mim. Por sinal, era o mesmo que me ajudou na recuperação todo esse tempo.

Meu corpo tinha voltado a formigar e dele saíram faíscas claras. Uma eletricidade enorme correu por todo o corredor e o mal contato acabou fazendo com que as luzes apagassem e ascendessem continuamente. Nisso, ele acabou parando e observando ao seu redor. Os outros continuaram a correr na minha direção, mas ele, se surpreendeu com o que tinha acabado de acontecer. 

── Isso é possível? ── Indagou ele surpreendido com a situação.

De repente, uma das portas que estava do lado esquerdo do corredor se abriu rapidamente na minha direção  acabei dando de cara nela e caindo de bunda no chão. De dentro dela, saiu uma garota com, mais ou menos, a minha idade. A diferença era a altura dela. A menina parecia um pouco maior que eu. Seus cabelos eram longos e tingidos à vinho. Ela vestia um moletom cinza, com um gatinho marrom saindo de uma xícara, e uma calça preta comum. Seus pés tinham um par de sapatos brancos e neles, detalhes avermelhados.

── Ham? ── Disse ela olhando na minha direção. A garota se agachou quase sentada no chão e continuou a falar. ── Você está bem?

Naquele momento, todos os meus pensamentos negativos tinha ido embora. A morte da minha mãe, a dor que eu estava sentindo na cabeça e o desejo de morrer. Tudo se fora num instante. Eu só queria entender o motivo dessa garota não pedir desculpas por ter batido a porta na minha cara. Eu queria mandar ela calar a boca, mas sabia que minha voz não estava boa para isso. Ela notou os meus olhos secos e perguntou:

── Você estava chorando?

Ela, sem nem mesmo saber oq estava acontecendo ou sem me conhecer, abriu seus braços e me envolveu neles com um sorriso calmo. Senti como se estivesse segura. Todos os meus problemas se foram. Sem pensar nas consequências, eu lentamente ergui meus braços para retribuir o abraço quentinho dela e acabei fechando os olhos.

── Qual é o seu nome? ── Perguntou ela me soltando aos poucos. Tentei ao máximo responder, mas a minha voz não saía. ── Você sabe falar? ── Indagou ela curvando a cabeça como se estivesse curiosa. Em seguida, fechei os olhos e balancei a cabeça em sinal positivo. De repente, três médicos me puxaram para trás. Tentei me debater, mas não valia a pena. Eles me levaram de volta para o meu quarto e me aplicaram uma anestesia para me acalmar. Mesmo assim, só consegui pensar naquela garota que me abraçou. Aquela sensação foi muito estranha, pois os braços dela eram tão generosos, confortáveis e aconchegantes. 

Algumas horas se passaram e eu ainda estava pensando naquilo. Uma médica entrou no meu quarto e disse que uma garota tinha me encontrado nos corredores e queria saber onde eu estava. A menina de cabelos longos e tingidos a vinha entrou pela porta pedindo licença. Eu não entendi bem o que aconteceu nessa hora. 

── Me desculpe o incômodo. Você parecia tão triste e eu queria ver como estava. ── Disse ela se curvando como pedido de desculpas por antes. Olhei para ela com uma expressão duvidosa enquanto coçava a cabeça. Eu estava com meus olhos arregalados naquele momento. Notei, em seguida, que ela estava segurando algo que parecia com um lápis e livro ── Tomei a liberdade de pegar um caderninho para me comunicar com você já que não consegue falar, tá bom? ── Perguntou ela sorrindo enquanto andava para perto de mim.

Me levantei da cama e andei na direção dela. A médica já tinha saido do quarto e nos deixado lá para conversarmos. 

── Me chamo Michiko Tohru e você? Como se chama? ── Perguntou ela enquanto me entregava o caderno e o lápis. Em seguida, escrevi o meu nome e mostrei para ela. ── Ankoku Mayoi. Se pronuncia desse jeito? ── Indagou Michiko. Fiz sinal de joinha com o dedo enquanto estava com uma expressão séria. Em seguida, ela continuou. ── Podemos ser amigas? ── Rapidamente, desenhei um sinal de joinha no caderno. ── Eba! ── Gritou Tohru enquanto pulava de alegria. 

Toquei o ombro esquerdo dela como se a estivesse chamando. Michiko olhou na minha direção e eu escrevi calmamente algo que queria falar quando ela me abraçou. Mostrei para ela o caderno e me esforcei para dar um sorriso. Meu olhos estavam quase fechados e a minha boca demonstrava fraqueza no rosto. Um vento forte bateu da janela, que estava aberta, e os nossos cabelos começaram a voar. Depois de muito tempo eu me senti feliz. Então, ela olhou para mim dando um sorrindo grande, mostrando seus dentes, e fechando os olhos. Em seguida, ela respondeu o que estava escrito na folha do caderno.

── De nada!




Continua.     



Notas Finais


Explicando o motivo da Ankoku ter arrancado fios de cabelo da sua cabeça. Isso foi possível devido ao seu estado psicológico que fez com que a garota acabasse tendo uma doença chamada tricotilomania. Uma desordem que pode fazer com que o usuário arranque fios de cabelo de si mesmo para se sentir mais calmo.


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