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História My Yellow - Capítulo 3


Escrita por: flower_boyy

Notas do Autor


Demorei mas é a vida

Capítulo 3 - O Índigo da minha melancolia



Sabe quando você estabelece uma rotina exata do que vai fazer no dia? Mas as vezes aparecem imprevistos, coisas que ninguém pensa que podem acontecer.


Bom, essa é exatamente minha situação, estou trancado na sala de aula em pleno intervalo. Até seria relaxante estar sozinho, sentar em uma mesa e desenhar em meu caderno, se eu ao menos estivesse sozinho.


Observava Tsukishima Kei bater e empurrar aquela porta pela décima terceira vez (?), eu parei de contar na terceira. Eu tentava chamar a atenção dele, mas parecia que quem era surdo era ele e não eu.


Mas vamos a questão mais perguntada da noite: por que estamos aqui? Ok, eu explico


• • •


Eu andava muito feliz pelo corredor, já que meu bloqueio criativo havia sumido e eu tinha sonhado com uma flor linda para incluir no meu desenho. 


Mas alegria de artista dura pouco, quando vejo Terushima Yuuji na minha direção. Sabe um cara sem senso que não tem um pingo de respeito, é, esse é o Yuuji.


A gente já andou junto no colégio, mas ele tentou alguma coisa que eu não queria na época.


Ele chegou e começou a falar, e eu estava bem confuso, ele falava rápido e eu não conseguia ler os lábios dele. Eu o parei com um sinal na mão, e apontei para os meus ouvidos, será que ele entende?


"Ah, eu havia me esquecido"-Ele disse devagar e eu pude entender.


"Sabe, Yama, O que acha de andar comigo no recreio?"-Balancei a cabeça em sinal de não, ia ficar com Hinata e o novo possível namorado daquele menino.


"Ah, tem planos?"-Assenti-"Oh, ok, até mais".


Bom, depois disso eu entrei na minha sala e vi que estava vazia. A porta bateu e ela trancou, então vi que Terushima me distraiu e eu entrei na sala errada.


Eu achei o Tsukki sentado no canto, aparentemente estávamos na mesma.


• • • 


Eu levantei da mesa onde estava sentado e fui até o loiro, bati em seu ombro e ele se virou, esperando algo acontecer. Peguei a mão dele e o puxei para uma das carteiras e entreguei o caderno.


"Vamos conversar"-Eu havia escrito-"Logo alguém nos acha e saímos, vamos nos entreter por enquanto".


Ele assentiu e pegou o caderno.


"Pode me ensinar... Linguagem de sinais?"-Ele escreveu e eu me surpreendi um pouco, não esperava por essa. Acho que meu rosto está vermelho.


"Posso, claro"-Escrevi-"Quer começar pelo quê?".


"Meu nome. Como me apresento?"


Comecei a pensar e sinalizei como ele deveria fazer, ele copiou sem falhas.


"Você parece ótimo! Mas recomendo aula com um professor de verdade"-Escrevi e estava sendo sincero, eu não poderia ensinar tão bem quanto um professor.


"Eu vou... Pensar, quero me comunicar com você sem o caderno um dia"-Ele escreveu e eu sorri, posso me sentir boiolinha por isso?


"Obrigado"-Escrevi agradecendo e ele deu um sorrisinho.


"Como eu falo seu nome em sinais?"-Ele perguntou.


Comecei a sinalizar, esse eu sabia de cor. Logo ele imitou e eu sorri.


"Obrigado por me ensinar"-Ele agradeceu.


• • •


Obrigado por nos tirar de lá, Hinata-Eu sinalizei para o ruivo e ele abanou as mãos.


Por nada, Yama. Eu espero que ele não tenha feito nada-Sinalizou e olhou fundo para Tsukki, que fez uma cara feia e disse algo.


-O-Obrig-gado..!-Eu tentei agradecer. Acho que falei errado, Hinata me olhou com uma cara estranha e me abraçou.


Eu o abracei de volta, não entendendo muito. Assim que ele me soltou, ele me olhou e sorriu.


Depois disso ele me puxou, dando um tchauzinho para o Tsukishima.


-T-Thau, T-Tsukki!-Tentei gritar um tchau e ele acenou.


• • •


Eu não gostava de ser a vela, mas quando seu melhor amigo tem um crush diferente a cada 3 meses, fica meio difícil não se sentir um candelabro. E quando você não pode escutar a conversa e entrar nela, fica difícil não se sentir excluído.


Eu estava com Shoyo no pátio, e ele havia arranjado uma nova quedinha. O nome do garoto era Kenma Kozume, e ele parecia legal, só era bem na dele.


Os dois conversavam e Shoyo parecia entusiasmado e eu não queria atrapalhar, mas o "silêncio" que me cercava começava a se tornar agoniante. Eu já havia me acostumado com a surdez e as pessoas me ignorarem por ela, mas o Hinata me ignorar não era algo frequente.


Peguei meu caderno e comecei a desenhar a pessoa nova, o tal do Kenma, ele me lembra vermelho desbotado. Depois de ser ignorado por um tempão, decidi sair dali e entregar o desenho para o Kozume amanhã.


Voltava para casa tranquilamente, mas ainda meio melancólico.





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