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História Mycroft Holmes - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Fim da pacíficahorrível distancia. Obrigada Sherlock.


- Pelo menos tomou do chá. – Sherlock terminou.

         - Que se dane o chá.

         - Sabe o que tinha no chá? Sonífero. 

 

Fazia tempo que Vasti não dormia tão bem, tão profundamente a ponto de sonhar. Por sorte não foram sonhos perturbadores, pelo menos não que ela se lembre.

            Sem fazer questão de abrir os olhos, se esticou na cama e mentalmente agradeceu por não estar no sofá da sala. Sherlock vivia pisando nele com seus sapatos.

            Finalmente abriu os olhos, se espreguiçou e bocejou com vontade, a preguiça constituindo deus ossos e músculos. Sentou na cama e arrumou os lençóis.

            Ajeitou seu vestido todo amassado, abriu a porta e foi para a sala.

            Sherlock estava diante da janela, violino no ombro, compondo. Vasti coçou os olhos, pensando por um instante que ainda chorava, pegou seu celular.

            - Obrigada por me drogar. – Ela disse. – Mas não faça isso de novo.

            Sherlock deu de ombros, conviver com ele era ter ciência que a qualquer momento sua vida estará correndo risco.

            - Temos um caso. – Deixou o violino cuidadosamente em sua poltrona. – John nos encontrará lá.

            Vasti fez uma careta de pura dor, ela não queria andar, não queria ir a novos lugares, queria unicamente ficar ali, parada, deixando o tempo passar. Mas pelo visto seu grande amigo não permitiria seu isolamento, o que era extremamente frustrante.

            - Sherlock... – Ela não iria implorar. – Talvez depois...

            - Uma invasão a sede do governo não pode ser deixada para depois.

            Então Vasti foi praticamente carregada durante o dia por toda Londres, e no fim não foi uma completa droga. Ela tinha se esquecido do quão colorida, alegre e poética aquela cidade conseguia ser.

            Já de noite, Sherlock finalmente se aquietando, ficaram ela, o Sherlock e seu grande amigo John. Comiam batatas numa venda de rua, John conversava sobre várias coisas, Sherlock respondia e comentava tudo com seu costumeiro ar superior, e Vasti falava apenas quando se dirigiam unicamente a ela. A mente de Vasti ainda vagava para momentos tristes.

            Olhando para aquele lugar tão familiar, os carros, a iluminação, o barulho das rodas e das buzinas, ela notou uma camerazinha na ponta de um prédio. A câmera os encarava furtivamente e, depois de uns segundos, se moveu para o outro lado.

            Vasti estremeceu só em pensar Nele. Era tão claro que jamais poderia esquecê-Lo?

            Seus olhos lacrimejaram só de saudade. Saudade de Mycroft, do abajur amarelo que tinham no quarto, da governanta Vivian...

            Das tardes que ela passava pintando.

            Dos ternos bem alinhados do Senhor Holmes.

            Daqueles olhares que só eles sabiam o que significava.

            Resumindo, tinha saudade de tudo. E talvez um pouco mais dos abraços(e dos beijos).

            Passou as costas das mãos sobre os olhos, sem querer cair em lágrimas logo ali, logo em um momento tão descontraído.

            Espiou a câmera novamente, e a desgraçada estava ali, encarando um trio de adultos comendo batatas fritas.

            Por sorte do destino Sherlock finalmente disse que era hora deles irem embora, já que no dia haveriam muito mais coisas a se fazer sobre o caso.

            P.S: Vasti não fez a mínima questão de prestar atenção no caso.

            Ela voltou para casa, pela primeira vez naqueles meses não se sentiu mal a ponto de chorar horas.

            Mancando ela foi até o banheiro, tomou um banho e foi para o quarto.

            Seu celular tocou aquela música de merda. A música que escolhera anos antes para ser o toque Dele.

            O estranho foi que Vasti não estremeceu, não sentiu vontade de chorar. Naquele momento ela só não atendeu por saber que voltaria a ter o estado abalado se ouvisse aquela voz.

            Esperou a ligação cair e contou quantas vezes ignorou Mycroft.

            18.

            Mycroft ligou para ela nessas cinco semanas dezoito vezes.

 

 

            No dia seguinte, andando na calçada em direção ao 221B, Vasti se sentia mais leve. Nada melhor que passar o dia com alguém que não fosse seus próprios pensamentos deprimentes.

            Disse “oi” para senhora Hudson e subiu as escadas, fez um chá e serviu para John, que agradeceu com seu sorrisinho abobalhado.

            - Onde está Sherlock?

            - Procurando os cigarros.

            Vasti bufou, aquela relação de Sherlock e drogas a deixavam de cabeça para baixo, já que seu amiguinho se mostrava indiferente para com a própria saúde. Sem pisar fundo, como normalmente fazia quando estava decidida ou com raiva, foi até o quarto e abriu sem bater.

            Encontrou um cômodo revirado, gavetas abertas e roupas jogadas na cama.

            - Oh, olá Vasti. – Disse Sherlock, casualmente em meio a bagunça. – Tem cigarro?

            Vasti balançou a cabeça e negativa. Sherlock fez uma careta, remexeu os cabelos e foi para fora.

            - Ele chegou. – Disse John.

            Vasti franziu o cenho, andou até a sala e parou na janela, fuçando por entre as cortinas.

            - Eu não acredito que você fez isso, Sherlock. – Murmurou ela, mágoa em sua voz.

            - É um assunto do governo, o que esperava?

            - Empatia da sua parte.

            Ouviram os passos entrando no prédio, Vasti se desesperou. Suas pernas amoleceram, a respiração ficou descompassada, sua alma quis deixar o seu corpo.

            Silencio.

            Silencio.

            Sherlock era maldoso.

            Vasti virou o rosto lentamente e encarou Mycroft. Seu Mycroft, sempre chique e com seu guarda-chuva.

            Ele olhou para ela, por uns milésimos apresentando sua surpresa. Suas sobrancelhas ergueram-se, apertou a base do guarda-chuva e se dirigiu a seu irmão.

            - Temo que eu tenha subestimado sua capacidade de se intrometer no que nada tem a ver com você.

            Sherlock deu um sorriso de soslaio, malicioso e divertido.

            - Não. Deve confessar que desejava isso. Ambos, na verdade. – Deu de ombros, indo para fora. – Vamos, temos um ataque terrorista para impedir. E por favor, se amassem apenas em particular.

            Vasti nunca detestou tanto Sherlock.

 

 

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