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História Mylo, o garoto Ômega - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Bem, como prometido, esse capítulo vai explicar oque aconteceu com nosso protagonista. Aproveitem!!

Capítulo 9 - Sensações novas


Léo

Amor a primeira vista.

Para mim isso não existia, não fazia sentido, era totalmente sem nexo. Como alguém pode se apaixonar a primeira vista? Bem, isso foi antes de eu ver aquele par de safiras lindas, grandes e brilhantes, e olha que eu já vi várias, mas nenhuma como daquele garoto.

Como é possível?

Foi algo tão repentino que eu pensei estar sonhando, eu nunca fui romântico, na verdade nunca me vi gostar tanto de alguém assim! Mas depois daquele breve encontro meu corpo teve uma reação que duvido que a ciência possa explicar. O coração acelerado ousando falhar algumas batidas ao ver aquele sorriso tão simples, ingênuo e perfeito... A vontade enorme de possuir

Foco.

Essa palavra já perdeu o sentindo para mim, eu só preciso sentir seu aroma doce que meus sentidos vão para o espaço e minha sanidade desaparece como um barco naufragado em meio a infinidade do oceano. A parte engraçada disso é que eu sou o barco naufragado no oceano mais azul, profundo e misterioso, Ou até mesmo um pássaro que voa pelo céu azul procurando seu rumo, já que perdeu seu chão na inocência da imensidão azul.

Está agindo como uma garota do colegial apaixonada, Léo, minha vida virou um shoujo em menos de 24 horas apenas conhecendo uma pessoa. Agora a questão é: quem é a garota? Eu sinto que o papel está sendo invertido.

Mylo, é ele mesmo, o meu lobo uivou desde a primeira vez que vi ele e isso nunca aconteceu. Eu já o reconheci como meu parceiro, agora resta conquistar o garoto de olhos safira. Se vocês tivessem visto o quanto meu lobo lamentou ao ver aquele pequeno ser triste... Ah, como não ficar triste? Com aqueles lindos olhinhos ameaçando serem molhados por dolorosas lágrimas, deve ser horrível. Quero trazer felicidade para esse ômega, ao meu lado, é claro.

– Okaasan, eu já disse que estamos bem! – A voz de Mylo soou alto me tirando dos pensamentos, não que tivesse muito diferença entre ouvir Mylo e pensar em Mylo, só que ter ele por perto era bem melhor.

– Mylo, pelos céus! Você não viu o rosto do homem? E se ele seguiram vocês até aqui?! – Eu estava bastando alheio a situação mas pelo oque eu entendi — nada — estavam falando sobre a perseguição e eu estava pensando em pé até agora olhando para o nada – E vocês chegaram muito tarde, enlouqueceu? Não conhecemos aqui, ficar até a essa hora é muito perigoso.

– Ele não seguiu a gente! Léo, me ajuda aqui!

– Ah... primeiro, boa noite senhora...

– Layla.

– Layla... Eu estava com Mylo e foi minha culpa da demora, sabe, eu me distrai com seu pois ele é um belo ômega e eu queria estar o máximo de tempo com ele, não vi a hora passar, sinto muito. A propósito me chamo Léo, Léo Leini. – estendi minha mão para ela. A mulher que aparentava ser mãe de Mylo ficou algum em silêncio antes de dar uma resposta, mas finalmente ela aceitou meu cumprimento.

– Eu já vi esse sobrenome... – Ela disse parecendo tentar se lembrar de algo, ela realmente esqueceu de sua preocupação pra isso? –Ah, foi na televisão, por acaso você é de alguma família rica? – Ele perguntou semicerrando os olhos, desconfiada.

– Ah, sim. Você provavelmente viu meu pai na TV, ele adora uma audiência. – Respondi rindo, não era como se eu não tivesse acostumado com esse tipo de pergunta.

– Seu pai apareceu na TV?! – Mylo que até agora estava quieto decidiu se manifestar me encarando parecendo bastante animado, eu apenas assenti – Por que nunca disse isso?

Talvez porque fosse algo comum, não era nenhuma novidade, mas ele parecia tão alegre que eu quis deixar por assim mesmo.

– Mas oque você faz aqui?

– Eu vim trazer Mylo aqui, ele se Machucou no caminho – Disse explicando o motivo dele estar em meu colo.

– Bem, então fique, não é seguro você sair a essa hora principalmente depois dessa, pode dormir no quarto de hóspedes.

Layla me guiou pelo andar de cima e me mostrou o quarto que eu ficaria, depois eu levei Mylo para seu quarto.

– Me diga se doer – Mylo estava sentado na cama e eu estava a sua frente segurando com cuidado o pé que havia sido torcido antes. Fiz pequenos movimentos até ouvir ele soltar um gemido de dor – Acho que não foi nada grave, daqui 2 dias já deve estar melhor. – Em um gesto simples eu dei um beijo em seu pé, pela sua reação ele não estava esperando por isso, sorri ao ver sua expressão envergonhada. Fofo.

– Ele vai estar melhor amanhã, só precisa enfaixar. Eu posso fazer isso. – A mãe de Mylo chegou no quarto falando – Eu deixei roupas para você no quarto, aqui está a toalha – Ela disse me entrando o tecido amarelo.

– Obrigado por me deixar dormir aqui hoje – Disse para a mulher que retribuiu com um sorriso gentil no rosto.

– Eu que agradeço por cuidar do meu filho, foi você que salvou ele, não é mesmo? – Salvaria de novo se pudesse, quantas vezes fosse necessário.



Mylo

Eu nunca tinha visto alguém sendo tão gentil e cuidadoso comigo além de minha mãe, Léo foi tão bom comigo e se ele não tivesse me pegado naquela hora talvez nem vivo eu estaria, mas oque foi aquelas visões estranhas que eu tive?

Depois de tomar banho minha mãe cuidou do meu pé passando algum tipo de creme verde nele fazendo uma espécie de massagem e passou a faixa branca em volta dele.

– Pronto! Você vai ficar bonzinho para amanhã. – Quando eu percebi meu pé estava enfaixado e eu senti o cheiro de alguma erva, provavelmente minha mãe passou para aliviar a dor. – Se precisar de qualquer coisa pode me chamar, estarei no meu quarto – Ela disse saindo do quarto.

– Okaasan.

– Sim? – Antes dela sair eu a chamei e ela voltou já que eu não havia dito nada – Aconteceu algo? Quer me contar alguma coisa?

– É que... – como eu iria contar aquilo? – Bem...

– Diga, querido, sabe que eu prefiro que conte tudo para mim, por mais que seja algo horrível ou...

– Eu vi Léo morrer. – Falei de uma vez fechando os olhos com força, ficou um silêncio por alguns minutos então eu decidi abrir os olhos, minha mãe estava com uma expressão de espanto.

– querido, acho que não entendi bem...

– Eu vi, vi que Léo iria morrer e impedi que isso acontecesse, eu sei que parece estranho e maluco mas eu sei que vi! Eu não sei explicar.

Abaixei a cabeça olhando para os meus pés, minha mãe deve achar que eu sou algum tipo de maluco.

– Então você teve finalmente elas – sua fala me fez a encarar – Suas visões, eu já tive elas também.

– Oque? – dessa vez foi a minha vez de ficar espantado.

– Quando algo ruim vai acontecer com alguém que você se importa, é um aviso, sim, uma visão do futuro, e você agiu bem em salvar Léo. Só não imaginava que se apegaria tão rápido assim. A última parte da frase me fez corar, então isso dizia que eu estava gostando de Léo? Ao menos eu não estava louco, eu acho... – Não precisa se preocupar com isso querido, é um dom muito especial. Apenas faça as escolhas certas, tudo bem? Ter esse pequeno dom pode mudar vidas, é uma grande responsabilidade. – Eu apenas concordei com ela, ainda descrente do que havia dito – Eu vou ir agora, boa noite – Ela se despediu com um beijo em minha testa e saiu do quarto.

Eu fiquei pensando no que ela disse, na verdade antes dela falar não parecia algo tão relevante, mas sinto agora o quanto isso pode interferir na minha vida e nas das pessoas próximas a mim.

Com o apoio de um de meus eu comecei a andar ficando na ponta do enfaixado, eu queria sair do quarto mas não queria atrapalhar ninguém, eu estava indo para escadas quando eu acabei arriscando colocar o outro pé totalmente no chão, doeu e eu perdi o equilíbrio quase caindo.

– Uou, Mylo! Você devia estar na cama – Eu fui segurado por Léo, com certeza teria caído se não fosse por ele. Ele estava na minha frente me segurando pelos ombros, eu cai praticamente em cima dele.

– Eu... – Me afastei no mesmo instante que percebi sua situação, Léo estava só de toalha pingando de molhado, provavelmente acabou de sair do banho. Ele tinha bastante músculos mas não era exagerados. Na proporção certa, eu diria, sua pele bronzeada era bastante chamativa e céus... A água que escorria pelo seu peitoral me dava vontade de secar com a língua.

– Você está babando – Sai do transe ao ouvi sua voz e me apressei para secar a saliva que escorria no canto de minha boca, esse lado meu eu nunca conheci, o pior foi ele rir de mim – Você fica muito fofo quando está com vergonha. – Mas sua vontade de me ver não justifica que você pode sair do quarto, precisa descansar para melhorar o pé. – Ele disse em um tom preocupado agora, mesmo que parecia estar se divertindo com aquela situação.

– Eu só queria água.

– Eu posso pegar para você, sei onde é a cozinha, agora volte para seu quarto, ou melhor, eu te levo – Ele disse se aproximando de mim.

– Não! – Me afastei dele No mesmo instante – De-deixa que eu vou... – Meu coração estava acelerado e ele nem tinha feito nada comigo, meu rosto estava queimando e eu não sabia o motivo.

Como prometido Léo veio com minha água quando eu já estava deitado, só que dessa vez ele estava vestido.

– Você está melhor – Ele perguntou se referindo ao meu pé, eu apenas acenei. Uma troca intensa de olhares e um silêncio permaneceu no quarto por alguns minutos até que eu decidi quebrar.

– Tem algum motivo para alguém querer te matar? – Essa dúvida vem me perturbando desde essa confusão toda. Não parecia que aquele homem era um assaltante, parecia querer tirar a vida de Léo a qualquer custo. O mesmo demorou um pouco para me responder.

– Eu sou de uma família rica, corro risco em todo momento carregando esse sobrenome, mas não precisa se preocupar comigo, pequeno – Ele fez uma carícia em minha cabeça e eu abaixei o olhar.

– Você quase morreu... Eu fiquei com medo.

– Mas não morri, graças a você – Ele se aproximou e beijou minha cabeça, eu estava cada vez mais gostando do carinho de Léo, isso era ruim? Não sei, mas sentia meu coração bater mais rápido e um calor muito gostoso preencher meu peito e o sorriso bobo era a coisa mais inevitável. – Precisamos dormir agora, boa noite, Mylo. – Foi a última coisa que ele disse antes de se levantar, pude ver ele sorrir antes de fechar a porta do quarto.

Estava novamente sozinho. Me deitei na cama e fiquei encarando o teto, pensativo demais, muitas coisas aconteceram desde a mudança, minha se tornou mais emocionante e eu tinha certeza que era só o começo, eu decidi ceder ao cansaço e dormir enfim.

Que minha vida comece.


Notas Finais


Espero que tenham gostado

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