História Mysterious Eyes - Capítulo 4


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Palavras 1.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Misticismo, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sorry pela demora..
boa leitura!

Capítulo 4 - Mantê-la segura


Fanfic / Fanfiction Mysterious Eyes - Capítulo 4 - Mantê-la segura

Harry Styles

Paralisei quando vi a garota da briga se contorcer no chão. Ela gritava e eu podia ouvir seus ossos se quebrando. Ela gritou por longos minutos, até que cessou e o seu corpo parecia ter voltado ao normal. Eu me aproximei devagar e falei algo que pudesse acalma-la.

- Não se preocupe, vai ficar tudo bem.

Ela me olhou um pouco assustada e com receio, mas depois sua respiração voltou ao normal.

- Por que você está aqui?

- Eu não sei como te explicar agora... Mas eu tinha que estar aqui.

- Como assim, você tinha que estar aqui? – ela repetiu o que eu disse com a voz embargada. De modo repentino meus olhos foram em direção à porta quebrada da garagem velha da escola. No chão escorria sangue bastante fresco, e eu estremeci na possibilidade dela ter feito algo irreversível.

- O que você fez? – a minha voz estava baixa, enquanto meus olhos estavam vidrados no sangue. A garota me olhou bastante assustada.

- Por favor, não conte nada... Não fiz por querer. – a voz dela estava acelerada, espantada.

- Você chegou tarde demais, Styles.

A voz novamente soava em minha cabeça e eu respirei fundo. Olhei para a quadra da escola, e vi aquele homem me olhando com uma feição de desaponto. Eu tinha falhado.

- Vamos sair daqui, tudo bem? Vou te levar para um lugar seguro. – eu disse, mas ela ficou em silencio.

- Eu nem te conheço, você pode muito bem estar ao lado daquela maluca! – ela disse agitada.

- Eu sei! Mas só confie em mim. – eu disse lhe passando confiança e estendi minha mão para que ela segurasse. A garota ficou olhando minha mão estendida por um tempo, receosa se eu era alguém de confiança. Tomou a decisão certa e segurou firme em minha mão.

Corremos juntos em direção ao carro da mãe de Matt e ele me olhou completamente confuso.

- O que é isso? Quem é essa? – ele exclamou. – achei que você veio aqui dar uns beijos em alguém, cara.

- Matthew, se você é meu amigo, acelera esse carro e não pergunta nada. – eu disse e coloquei a garota no banco de trás. Matt fez o que eu pensei e pisou fundo no acelerador. Olhei para a garota, que estava encolhida e com os olhos assustados. Já longe da escola, Matt falou:

- Cara, quem é essa? A novata que você estava olhando? – ele sussurrou. – Não achei que seu forte era garotas malucas.

- Ela não é maluca e não estou afim dela. – respondi. – Me deixa em casa e depois eu te explico melhor. Ele balançou a cabeça negativamente e voltei a observar a garota misteriosa pelo espelho do carro.

 

Ravena Wood

Estava naquele carro com dois garotos desconhecidos, e estava completamente perdida. Eu não sei o que aconteceu comigo para segurar na mão daquele garoto, mas algo me dizia que era melhor do que continuar naquele ambiente onde aquilo aconteceu.

O carro parou em frente a uma casa que parecia ser de classe alta. Bastante grande e bem estruturada. Os dois garotos se despediram e o que me ajudou saiu do carro, e me convidou para ir com ele. O mesmo me encarou por longos segundos e respirou fundo.

- Onde você mora? – ele perguntou. E automaticamente meus olhos encheram de lagrimas. Minha casa seria o ultimo lugar que eu poderia ir depois do que aconteceu.

Mas de modo súbito, comecei a me sentir estranha. Ouvi barulhos distintos e misturados, como som de carros passando e conversas aleatórias. Minha cabeça começou a embaralhar, o garoto falava comigo, mas eu não consiga prestar atenção em sua voz, havia muitos barulhos na minha cabeça. Eu podia ouvir sons que estavam longe de mim. E eu gritei.

- Calma! Escuta a minha voz, se concentre nela! – a voz do garoto foi mais alta e seguidamente os barulhos cessaram de vez.

- O que está acontecendo comigo? – eu comecei a andar em círculos e segurei na caixa de cartas, mas simplesmente ela quebrou, como se tivesse tocado em papel. E a vontade de chorar voltou. O garoto me olhou incrédulo, mas não falou nada.

- Ok, agora eu estou ficando muito confuso. – ele disse.

- Eu vou embora. – disse e fiz menção de ir, mas ele me impediu segurando em meu braço.

- Por favor, fique. Você não tem para onde ir. – ele falou e eu suspirei. Ele estava certo, eu não tinha para onde correr e nem me esconder. Naquele momento, só tinha ele. – Ou tem?

Não respondi. Entramos em sua casa grande e levemente olhei para o lugar. As paredes brancas e os moveis em tons claros. Estávamos na sala, e ouvi barulhos vindos do cômodo seguinte.

- Filho? Você chegou! Onde estava? Vem jantar. – a voz era feminina, e ecoou na minha cabeça como se fosse um grito. Rapidamente ele colocou o dedo nos lábios, como se me pedisse silencio. Segurou em minha mão e me puxou para as escadas.

- Já comi. Estou indo pro meu quarto, mãe. – ele respondeu rapidamente e subimos para o andar de cima. Havia um corredor largo com quatro portas, duas em cada lado. Ele me guiou para o ultimo quarto. Entramos e ele fechou a porta com força. – pode sentar em algum lugar, se quiser. Vou te arrumar roupas limpas.

Enquanto ele procurava, eu sentei em uma cadeira perto de uma cômoda e observei seu quarto. Havia muitos posts de moto, bandas, personagens de jogos e filmes. Devidamente arrumados. Ele se aproximou com uma camisa com a imagem de um personagem dos Vingadores e me entregou.

- Isto serve. – disse.

- Obrigada.

Segurei sua camisa e ficamos nos olhando, os dois sem nada a dizer. Ele virou, e eu comecei a tirar a minha roupa suja e vesti sua camisa larga e grande. E de novo, eu comecei a chorar.

- Não chora... – ele pediu, mas eu não conseguia parar.

- Provavelmente a policia já está procurando por mim. – eu falei entre soluços. – E eu estou aqui no seu quarto, vestido sua camisa, e nem ao menos sei seu nome.

Ele riu e respondeu:

- Me chamo Harry, e você?

- Ravena. – disse.

- Que nome diferente... Combina com você. – pelo jeito que ele sorriu, deduzi que fosse um elogio.

- Por que está me ajudando, Harry? Como sabia que eu estava lá? – o questionei. Pelo que eu sei, ele poderia estar ao lado daquela maluca.

- Não sei como te fazer entender... Eu te conheço um lugar... E desde que eu te vi... Senti que devo te proteger.

- Me proteger do quê?

- Do que aconteceu hoje. Eu deveria ter chegado a tempo.

- Como assim? Como você sabia?

- Eu também não tenho muita informação... Mas o que eu sei e o que eu senti é que eu tenho que te manter segura. – ele me olhou com os olhos transmitindo sinceridade.

Eu não entendi muito bem o que ele quis dizer isso. Mas eu não sentia medo dele.

De repente, ouvi barulhos vindos do lado de fora da casa, e senti que eu precisava ficar alerta. Alguém nos observava em algum lugar.

- Harry.. Tem alguém nos vigiando.


Notas Finais


até o proximo!


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