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História Mystery Box - Capítulo 1


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Notas do Autor


Uma fanfic de Ranpoe com BDSM diretamente saindo do forno! ;3c

Capítulo 1 - Boring days, playful nights


Edogawa Ranpo. O detetive mais astuto e mais egocêntrico — por assim dizer — tinha uma mente mais que encantadora na Agência de Detetives Armados. O único em habilidade, o único que havia nascido com aquela espécie de dom para uma super dedução e fascinação por crimes, desde roubos até casos hediondos. Havia anoitecido há já um tempo e desde algumas horas atrás, ele estava sentado, entre cobertas e lençóis em seu futon, com o pequeno celular entre os dedos. Viu quase toda a madrugada passar, uma, duas, três horas da manhã e irritou-se. Como não era capaz de pegar no sono? Algo interiormente, mesmo que detestasse admitir lhe perturbava. Algo emocional, não outro mero caso. Decidiu conversar com Dazai, mas logo arrependeu-se totalmente.

[Capitão bandagens] Dazai: Já falei, se tá entediado, bebe um pouco.

[Projeto quatro olhos] Ranpo: Dazai-kun não me diria isso, quem está aí?

[Capitão bandagens] Dazai: Ele foi pegar alguns trecos pra gente não se cansar fácil. Quem é que tá aí mesmo?

[Projeto quatro olhos] Ranpo: Como assim “quem é que tá aí?” Como Dazai-kun me adicionou nos contatos?

[Capitão bandagens] Dazai: Aqui tá escrito “Projeto quatro olhos”, pensei que fosse aquele loiro.

O moreno suspirou, franzindo o cenho com certo pesar e enfiando o rosto entre um montante de travesseiros. Voltou a digitar para Osamu Dazai que ironicamente, não era Dazai. Era uma situação incrivelmente caótica.

[Projeto quatro olhos] Ranpo: Okay, sinto muito por interromper. Diga a Dazai-kun que falo com ele depois.

[Capitão bandagens] Dazai: Tanto faz. Disse que tava entediado não disse?

Link enviado

Link enviado

[Capitão bandagens] Dazai: Vai encontrar algumas coisas nesses sites. Até quatro olhos.

Ah. Ainda fixado nas últimas mensagens, decidiu espionar as letras do link que Chuuya Nakahara havia lhe enviado. Como descobriu? Era meio óbvio pensar que Dazai só tinha um amigo e pessoa que passava noites junto, e esse alguém só podia ser um ex-colega da Máfia do Porto.

Por alguma razão, estava aborrecido, fitando o link sem o “www” e com a palavra “porn” no URL. Oh sim, havia acabado de receber uma entrada para um site pornô, no meio da madrugada de um homem que havia pego o celular de um dos membros mais temidos da agência. Nada parecia coincidir como imaginava. Os dedos de início, hesitaram, tomados pela mente que desejava clicar naquele maldito link e esperar que, ou teria o celular com uma tonelada de spams e anúncios, ou veria uma garota nua dançando Psy. Qual dos dois lhe soava pior, vírus ou pornografia? Ambos dariam em pornagrafia de um jeito ou outro. Seus olhos se desviaram para o teto, até que ouviu um bipe.

Uma mensagem de Edgar Allan Poe.

Finalmente uma luz para iluminar seu caminho e impedir que fizesse besteira. Sorriu, abrindo-a de imediato e lendo com cautela.
Em suma, Ranpo já o havia chamado primeiro.

[Edgar] Poe: Eu sei que é tarde da noite, madrugada perdão, mas passei o dia montando um caso para que você tentasse solucionar. Ouvi que estava cansado mas não era capaz nem de dormir. Algo aconteceu? - Poe

Rapidamente, os dedos ignoraram o link de Chuuya e se prontificaram a responder Poe, sentindo o rosto corar e o corpo tremer. Se sentia tão bem ao receber aquelas mensagens.

[Ranpo-kun] Ranpo: Aaaahhhh ᕙ(⇀‸↼‶)ᕗ Não consegui dormir desde um tempo atrás e Dazai-san parece ocupado demais para me ajudar. Um caso? :O Yay! Finalmente algo que possa me distrair.

\(^o^)/

Obrigada Poe-kun!

[Edgar] Poe: (╯u╰)

[Ranpo-kun] Ranpo: Não pode se esconder pra sempre!

:v

[Edgar] Poe: Não me escondi! Só acho que o emoji que me enviou é adorável demais 

Quer que eu vá até a agência amanhã e lhe entregue o livro?

[Ranpo-kun] Ranpo: Poe-kun…

Acha que consegue vir até aqui agora?

Tum tum tum tum. O coração de Edogawa estava saltando do peito, enquanto algumas gotículas de suor pingavam de seus dedos. Estava nervoso, trêmulo, tudo o que existia e não existia capaz de definir agonia e um misto de ansiedade, sentia de tudo um pouco; tudo menos estar com sono. Queria apenas ver Edgar, apertar sua mão e queria apenas parar um instante para olhar para aqueles olhos oblíquos sempre escondidos por fios de cabelo escuros. Estava fazendo a coisa certa? Importunando seu amigo tarde de noite e pedindo que viesse visitá-lo? Talvez estivesse errado, talvez estivesse apenas delirando no meio da madrugada. Olhou para a tela do celular, esperando alguma resposta, emoji ou ligação e não recebeu nada.

Havia sido um erro de fato.

- Ah droga.

Irritado, deixou o celular de lado, afundando o rosto no travesseiro e batendo os pés de um jeito malcriado, praguejando o próprio erro com murmúrios e alguns ruídos. Por que havia mencionado um convite como aquele? Idiota idiota idiota. Resmungou mais e mais com si mesmo e parou. Parou decidido, decidido com a ideia de que se trancaria no banheiro com o celular e uma lata de cerveja e checaria o site que o ruivo havia lhe recomendado minutos atrás. Na sua cabeça, era a coisa menos estúpida que poderia fazer, além de resolver casos que encontrava nas redes sociais. Com certa lerdeza e preguiça, se arrastou até a cozinha, abrindo a geladeira com vontade de provar um cerveja gelada. Desde quando esses hábitos estavam consumindo sua cabeça? Desde que fôra esquecido por Osamu Dazai, desde que Fukuzawa havia trabalhado mais do que o normal e desde que Yokohama estava tornando-se chata ao seu ver.

Ah, mulheres nuas. Não sentia qualquer interesse pela anatomia feminina mas estava rezando para abrir aquele link mais tarde e dar de cara com japonesas bonitas, fofas e gostosas. Gostosas.

- Que palavra mais suja, Edogawa Ranpo. - Com um tapinha, discutiu com si mesmo, lhe dando uma bronca por pensar de um modo tão pervertido e descarado. A porta da geladeira foi aberta, e para sua infelicidade, só havia uma garrafa fechada de uísque - afinal, ele não tinha o hábito de comprar bebidas, apenas de recebê-las. Que seja. Deu os ombros, retirando a rolha com um abridor de latas e voltando igual a uma lesma para seu quarto. Talvez devesse ler as indicações e o rótulo e…

Que nada.

O moreno jogou os cabelos para trás, se acomodando no futon — porque estava preguiçoso demais para andar até o banheiro, fechar a porta e dar de cara com o espelho que ficava em cima da pia — e ligando o celular. Notificações foram mostradas e seu celular vibrou e apitou algumas vezes. Sete mensagens de três diferentes conversas. Só podia ser uma foto de Dazai e do Chuuya em um momento nada agradável. Ignorou aquilo, copiando e colando em uma guia qualquer o link que havia copiado. Um gole direto do bico da garrafa e blergh.

- Isso é uma desgraça. Dazai, me admira você ser tão viciado por esse treco.

Um gole, e logo outro, seguido por mais goles grossos e cheios. Com os minutos correndo, se acostumou com o gosto forte e o cheiro do teor alcoólico que havia se espalhado no ar e respingos grudados em seu leito e em alguns dos fios de seus cabelos. O celular estava lá, com a tela apagada ao lado de seu travesseiro enquanto estava de ponta cabeça, com os pés na parede e as costas no chão. Falando sozinho, gesticulando sozinho. Típico de um bêbado que não sabia beber.
Então, ele começou a monologar com si mesmo, a garrafa em mãos e a cabeça já latejando pelo álcool.

- Seria muito mais fácil se a Máfia do Porto não fosse arrastada pelos antigos passos de Dazai.

- Por que Diabos eu não sou pago pra fazer esse emprego?

- Quero voltar a trabalhar com a polícia.

- Não, que droga de plano Kunikida, larga meu pirulito.

- Se as coisas colaborassem um pouco comigo eu talvez não estaria tão solteiro.

- Há umas 566 possibilidades de eu fazer sexo com uma garota em uma igreja.

- Acho que são 567.

- Aaahhh Poe…

- Sexo em uma igreja não é lá muito certo.

- Também acho, mas quem se importa? Eu nem gosto de mulheres mesmo.

- Como?  - Essa voz não era a dele.

- É, é uma longa história. Pergunte a Poe-kun ele deve saber à respeito.

- O que Poe-kun tem haver com toda essa história?

- Não é como se eu realmente me importasse, mas me senti mal por não receber resposta alguma dele. Minha pergunta foi descarada, eu sei, mas é que eu… Esquece.

- Ranpo-san? Eu sinto muito.

Edgar Allan Poe. Estava lá, na porta do quarto de Ranpo desde que o pequeno havia chamado inconscientemente por Edgar. Estava sorrindo, usando uma roupa qualquer que tinha próximo de si quando havia recebido a mensagem de seu convite. Preocupou-se extremamente ao notar que mesmo com tantos spams de mensagens, não havia recebido qualquer resposta válida ou resposta singela, correndo com o carro até a casa do detetive — sim, Poe notavelmente era capaz de dirigir, mesmo que parecesse apenas um tímido homem adorador de guaxinins. Ranpo moveu os olhos, e apenas os olhos, jogando a garrafa quase vazia de lado e tentando enxergar a figura de um homem alto e magro na porta. Onde será que estava o guaxinim? Estava realmente se preocupando sobre o bichano ou Poe simplesmente não era real? Que seja. Suspirou, já percebendo que estava mais que bêbado e piscou adoravelmente enquanto tentava se levantar e ir até ele, para... desculpar-se?

Não não, diria o que sempre diz para Osamu Dazai, ficou entediado, os crimes estavam chatos e tomou um gole de cerveja que na verdade era uísque e no final percebeu que estava vendo coisas brilhantes e alucinando pessoas. Pessoas e situações. Poe riu, virando o rosto para Ranpo e acenando calmamente. Tão tímido e simpático. Edogawa olhou um tanto boquiaberto, congelado por um mísero segundo e de imediato, apertou os olhos algumas vezes, ainda encafifado com o fato de estar alucinando tudo aquilo.

- Aaahh! Meu telefone, meu telefone, meu telefone. Meu tele--

- Ranpo-kun?

- Alô é da polícia? Tem um homem aqui na minha casa e ele--

- Senhor, esse é o número da pizzaria 24 horas, deseja fazer um pedido?

- Eu quero uma pizza de chocolate com cobertura de granulado e borda de marshmallow. E uma pizza grande com…

Edgar ainda riu, pegando o telefone das mãos dele e deixando a bebida de lado. Cancelou o pedido, guardando o celular do menor no bolso do casaco e olhando profundamente para os olhos semicerrados que o encarava com um ar duvidoso.

- Poe.

Rapidamente, o detetive mais novo puxou a gola de sua camiseta, fechando os olhos com leveza enquanto beijava os lábios do moreno descabelado na frente de si. De início, Edgar assustou-se, olhando para os olhos fechados e concentrados que Ranpo tinha enquanto lhe beijava, porém logo, viu-se mergulhado no sabor amargo de uísque que era capaz de sentir, descansando os olhos pesados e passando os dedos sobre os fios em tons terrosos que se assemelhavam a cor da garrafa largada sem razão alguma.

- Ranpo



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