História Na Brotheragem - Capítulo 1


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Yugyeom
Tags 97line, Bambam, Brotheragem, Got7, Yugbam, Yugyeom
Visualizações 43
Palavras 2.003
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, LGBT, Shonen-Ai, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


A A A A A
Aqui estou eu com mais uma história do got7, com meu plano de fazer uma OS com os meninos da 97line, vamos ver no que vai dar kkkkkkk

Boa Leitura!

Capítulo 1 - Talvez eu seja um pouco gay


 

— Isso não faz o menor sentido pra mim.

Jungkook me encarou como se eu fosse um louco e eu só queria apertar o pescoço dele com um pouquinho de força, talvez muita.

— Faz todo sentido pra mim!

Rebati, nervoso.

— Não! Se você quer beijar garotos você não é hétero.

Eu dei um cutucão tão forte em Jungkook que fez ele se engasgar com o café, nós estávamos no meio da cantina lotada, se alguém ouvisse minha reputação escolar estaria arruinada.

— Primeiro, não é sair por aí beijando garotos, Deus me livre ter que trocar saliva com você — Jungkook me olhou com nojo, pelo menos uma coisa nós compartilhávamos — Segundo, não é qualquer um, é o Bambam, então eu seria um garoto hétero beijando outro hétero e não teria problema nenhum nisso!

Isso fazia o total sentido para mim, era a única lógica que se passava na minha cabeça que explicasse o porque eu me sentia estranho perto de Bambam. Nós éramos amigos desde que eu me entendia por gente, antes mesmo de Jungkook, Bambam era o único que me aguentava, que me ouvia falar sobre lol o dia inteiro e fazia todo tipo de dab comigo. Mas desde o começo do ano, quando ele voltou de uma viagem que fez para o país natal ele veio diferente, talvez fosse alguma doença tailandesa que ainda não tinha sido descoberta, mas meu melhor amigo chegou uns dez centímetros mais alto e eu não admiti quando ele perguntou, mas ele tinha ficado lindo loiro, na brotheragem, claro.

E falando na criatura.

— Por que não me esperou hoje?

Ele jogou a mochila na mesa, virando as costas da cadeira para se sentar todo jogado, como se fosse um badboy ou algo do tipo.

— Por que… sabe… o Jungkook me pediu pra revisar a matéria da prova com ele… antes da prova…

Idiota, idiota, idiota é claro que é antes da prova! Bambam me olhava estranho, era inútil mentir para ele, nós sabíamos até o cheiro do peido do outro! E quanto mais eu não conseguia olhá-lo nos olhos mais ele me encarava desconfiado. Bambam acha que eu estou afastando ele, e eu realmente estou. É tão difícil agir naturalmente, como fazíamos antes, na semana passada ele sentou no meu colo e eu tive que derrubá-lo quando senti que estava duro.

Malditos hormônios da camaradagem.

— Não, eu não pedi nada.

Eu fuzilei Jungkook do outro lado da mesa, quase gritando um "finge porra" mas eu sabia que ele tinha feito de propósito, era a cara daquele mini coelho me botar em enrascadas que eu não conseguia sair.

Eu ri de nervoso, olhando para Bambam com uma cara de "depois te conto" mas eu nunca contaria.

E um clima estranho surgiu, eu estava morrendo de medo dele ter se magoado com minha repentina mudança mas não conseguia falar nada para mudar aquela situação, então nós só olhávamos para a cara um do outro, ouvindo meia escola tomar o café da manhã e esperando Jungkook tomar o terceiro café em menos de meia hora.

— Então... hoje é a noite do cinema.

Bambam disse baixo, e pelo tom de voz eu sabia que ele tinha ficado chateado. Bambam, desde criança é ligado nos 220, nunca conseguia ficar parado por muito tempo e falava até o que não devia falar, mas eu entendia que ele estava fingindo a muito tempo não se importar comigo agindo daquela forma.

— Vamos assistir Vingadores!

Eu tentei parecer animado, uma ova que eu ia deixar Bambam triste por essa coisa louca de ser hétero e... e vocês já sabem o resto.

— Já assistimos Vingadores mais de 10 vezes! Sabemos até às falas!

Jungkook rebateu e eu o olhei feio, nem adiantava ele fazer birra, traidores não tem espaço de fala.

— Mas essa é a graça "Eu tenho um exército"!

— "Nós temos o Hulk"

Bambam se levantou e fizemos um dab juntos, talvez não fosse tão difícil assim agir naturalmente.
 

 

×××

 

 

É difícil sim, difícil pra porra.

No dia do cinema todos os caras participam, mas Jaehyun estava enrolado com alguma mina, Mingyu só Deus sabe onde estava, e tenho certeza absoluta que Jungkook falou alguma coisa para Minghao e Seokmin não aparecerem hoje.

Então era eu, Bambam e um quarto escuro. Ele estava todo embrulhado com meu cobertor do R2-D2 com os cabelinhos loiros ainda molhados pelo banho recente, eu não deveria perceber isso e ficar suspirando que nem uma garotinha de dorama, mas lá estava eu, encarando mais meu amigo, ao meu lado, que a tela da tv a frente. Droga, eu tinha perdido a minha parte favorita do filme!

— Eu acho que o Steve Rogers deveria ser capaz de pegar a Mjölnir…

Eu soltei no ar, Bambam não tinha falado nada até agora e era bizarro tê-lo ao meu lado tão calado, nem doente Bambam deixava de me responder, mas ele pareceu nem ouvir minha pergunta então eu tentei de novo.

— Ia ser legal se o Steve pudesse…

— Fala isso pro Jungkook, já que agora ele é seu melhor amigo.

Eu engasguei com a pipoca, virando minha cabeça para encarar Bambam como se fosse a garota do Exorcista. Ele encarava a tela sem nem piscar, como se não tivesse visto o Homem de Ferro e o Thor brigando 97 vezes antes.

— Jungkook não é meu melhor amigo, nenhum dos caras é, você sabe…

Eu dei um cutucão leve no braço do meu melhor amigo, tentando deixar o clima melhor, se ele achava isso era muito pelo contrário.

Bambam me encarou pela primeira vez na noite, com os lábios em um pequeno bico e os olhos de cachorro que caiu da mudança, droga, aquilo era golpe baixo. Bambam tinha um aegyo natural irresistível, eu ficava igualzinho aqueles memes cheios de coraçõezinhos.

— Não parece! Você queria que ele estivesse aqui no meu lugar agora, até vai pra escola com ele, Mingyu me disse que isso ia acontecer!  

Ele falou mais uma frase em tailandês que eu nunca entenderia e continuava me encarando, esperando uma resposta que eu não tinha para dar. Eu pensei em abrir a boca para soltar uma meia verdade como uma boa desculpa, algo como "Jungkook quer minha ajuda para conquistar o novo professor de educação física", é claro que Jeon preferia morrer do que pedir minha ajuda, mas eu tinha certeza do crush supremo dele pelas coxas do professor Jimin.

— Nem adianta Yugyeom, eu te ensinei a dar desculpas!

Ele sabia todas as minhas táticas, eu estava encurralado e ficar muito tempo encarando aqueles olhos pidões/furiosos fez todos aqueles sentimentos homossexuais aflorarem, só um pouquinho, no meu coração, ele ficava tão bonitinho quando dava essas crises de ciúmes.

Eu culpei meus hormônios adolescentes esquisitos pelo que eu fiz, porque foi tão repentino que eu mesmo me assustei quando percebi que tinha beijado Bambam. Não foi um beijão de Hollywood, parecia mais uma bitoca de dorama ruim, eu estava com os olhos arregalados encarando Bambam que também estava com os olhos arregalados enquanto minha boca pressionava a sua num ângulo um pouco errado.

Eu me afastei e nós ficamos uns segundos nos encarando, eu não escutava nada do filme, nem me importava com o frio que sentia porque meu cobertor caiu da cama, eu estava em curto circuito, tinha que pensar em uma desculpa rápida.

— Esse foi um grande passo na nossa amizade! — Eu disse tão rápido que até gritei, aquela resposta na minha cabeça parecia ótima. — Eu nunca fiz isso com ninguém… então quer dizer que estamos em outro patamar!

Eu era um gênio, Bambam me olhava confuso e eu tentava ficar petrificado para que nenhuma expressão minha o fizesse mudar de ideia.

— Tipo, um nível de amizade que é mais que amizade?

— Claro! Agora eu posso fazer isso... — Eu levei minhas mãos pelos seus cabelos e fiz um carinho que não pareceu um carinho, que bagunçou mais seus cabelos, que aliás, eram bem macios — e não vai soar estranho.

— Mas nós já fazemos isso Yugyeom.

Parando para pensar eu e Bambam fazíamos um monte de coisas suspeitas que eu não via nenhum dos outros caras fazendo. Nós não contávamos para ninguém mas era legal assistir filme agarradinho, com Bambam no meio das minhas pernas comendo pipoca de chocolate, ou quando nós dormíamos na casa um do outro e na hora de deitar eu ficava dentro da conchinha porque eu gostava de ter seus braços me segurando. Isso é algo que heterossexuais fazem com frequência né? Por favor diz que sim.

— Nós só não fazemos isso…

E como se Bambam tivesse lido meus pensamentos ele juntou seus lábios nos meus novamente, dessa vez um beijo de verdade! Com língua e tudo, e eu posso ter ficado um pouco assustado com a urgência daquele beijo mas eu logo acostumei.

Eu não sei se eu havia dito anteriormente mas Bambam era impaciente, e aquilo se aplicava ali também, ele logo estava de joelhos e foi tão automático para mim puxar aquelas pernas finas para fazê-lo sentar no meu colo, sentido ele se aconchegar em cima de mim e com isso friccionar sua bunda no meu pau, meu Deus eu já estava duro.

Me considerava um completo zé ninguém em relação a tudo que envolvesse amassos. Com meus dezessete anos eu havia beijado três meninas e tirado a sorte grande quando Momo me deixou pegar nos seus seios. Bambam não tinha seios então eu só sabia beijar mesmo.

Nós interrompemos o beijo, tentando buscar ar como dois recém afogados, o quarto tinha ficado insuportavelmente quente, Capitão América parecia me encarar com um olhar julgador na tela da tv e Bambam usava um short tão curto e fino que eu conseguia ver sua ereção mesmo no escuro do cômodo. Me desculpe Steve, eu voltei a beijar Bambam.

Tirando beijar e pegar em seios eu sabia fazer a primeira coisa que todo adolescente que se preze sabe fazer, bater punheta. E olha, eu sei que pode parecer super homossexual eu querer masturbar meu melhor amigo, mas é isso que melhores amigos fazem. Tudo na camaradagem.

Eu enfiei minha mão dentro do shorts de Bambam e senti seu suspiro pesado no meu ouvido, ele estava com a cabeça escondida no meu pescoço, os braços firme nos meus ombros, apertando minha blusa enquanto espalhava selos molhados por todo o meu maxilar. Eu achei que fosse explodir de tesão ali mesmo, Bambam estava de prova.

Ele tirou minha mão e juntou minha ereção com a sua, masturbando as duas juntas. Eu achei que estava indo bem até ver Bambam fazer isso, eu me lembraria de pergunta-lo das suas experiências sexuais passadas quando acabássemos.

Não demorou muitos movimentos e nós dois gozamos, com Bambam logo saindo do meu colo para cair deitado na cama ao meu lado, eu continuei sentado do mesmo jeito de antes, olhando para a guerra no fim do filme e pensando: Cara, eu acabei de ter a melhor experiência sexual com meu melhor amigo que até ontem assistia Dragon Ball Z comigo.

— Não vai ficar estranho depois disso, né?

Bambam perguntou, ele me encarava ainda um pouco afobado, a pele suada enquanto, mesmo no escuro, eu conseguia enxergar sua boca avermelhada e eu me segurei para não mordê-la de novo.

— Claro que não, tudo na brotheragem, certo?

Ele riu e eu acompanhei seu riso por alguns minutos, me deitando ao seu lado e logo tendo seus braços me envolvendo, um sono me pegou logo depois que as risadas acabaram mas eu lutava para ter um mínimo de forças para levantar e tomar banho. Talvez eu fosse um pouco gay por Bambam, talvez muito, mas eu não me importava, porque parecia tão certo tendo aquele braços magrelos me dando um pouquinho de conforto, porque independente do que o futuro nos aguardava eu sabia que o teria ao meu lado, sempre.

Okay, talvez o sono esteja em fazendo ter esses pensamentos mais viados que o normal.

Quando eu finalmente aceitei que dormiria sujo de gozo Bambam me cutucou.

— Yugyeom, quem vai ficar por cima?

Droga, eu não tinha pensado nisso.

 


Notas Finais




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