História Na companhia de um assassino - imagine (HOT) - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Romance, Tragedia
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Palavras 1.074
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drabble, Drabs, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Esporte, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Lírica, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Se você está aqui agora, muito obrigada. Está sendo muito divertido escrever isso e espero que vocês sintam o mesmo. <3

Capítulo 1 - Baunilha e frutas vermelhas


Fanfic / Fanfiction Na companhia de um assassino - imagine (HOT) - Capítulo 1 - Baunilha e frutas vermelhas

Kali via o ponteiro do relógio passar, como as batidas do seu coração. Devagar e ruidosas. 
O pequeno relógio de madeira na mesinha indicava que era perto das 22:00. 


Passos se aproximaram e armas foram carregadas, ordens foram ditas, e posições tomadas. A menina já estava acostumada com toda essa barulheira. Então apenas continuou a contar os clics do relógio. 
267, 268, 269...


Duas vozes começaram a falar em um fluente e arrastado alemão. A primeira voz era tão conhecida que o peito de Kala apertava de pavor. 


— Dois milhões de reais.—Ditou a voz desconhecida.


— Matar aquele bastardo não vale tudo isso!—Joseph bateu a mão na parede. — Se você cobra tudo isso por uma simples matança, eu mesmo faço.—


Kala duvidava muito. Se ele estava disposto a pagar alguém, com certeza estava duvidando da sua capacidade. 
A menina curiosa, abriu mais a porta do quarto e começou a observar o desenrolar da cena. 


A voz desconhecida pertencia á um homem alto e magro, cabelos negros bem penteados e um terno sem gravata engomado. Nas suas mãos um fuzil estava balançado ao vento, como se ele estivesse brincando. Em cada balançada na direção de Joseph, ele se encolhia um pouco.

 
— Só você que sai perdendo.—Falou o homem demoradamente. — Eu não estou para brincadeiras, Joseph, você sabia o meu preço antes de me chamar aqui.—Ele continuou, rodando a arma no ar, intimidador. 


— Você cobrava um milhão, merda!—Joseph gritou, se sobressaindo. Ele nunca conseguia controlar seu temperamento idiota. Por isso que Kali apanhou tantas vezes. 


O estranho deu de ombros.
— Eu costumo mudar de ideia rápido. 


Quando Joseph olhou para o seus homens enfileirados na sala com uma ordem silenciosa quase dada, a voz do estranho cortou a sala de novo: 
— Mande seu homem abaixar a arma apontada atras de mim.


Kali, mesmo daqui, viu Joseph ficar pálido. — Agora.—Disse ele, despreocupado e um pouco entediado. 


— Dois mil, então.—Joseph falou temeroso, dessa vez em inglês. 


Perai, inglês? Aquele homem ameaçador parado no meio da sala era americano? 
Ela escalou a janela no alto do seu quarto, sentindo as unhas em carne viva enquanto arrastava suas mãos pela parede íngreme. 


Lá fora, um carro preto novo estava parado perto de uma árvore.
Seu coração acelerou. 
Sua chance! Ela tinha a porra de uma chance agora! 
Desceu rapidamente e afastou o armário, chutando com o pé a madeira e abrindo o pequeno compartimento, tirando um revólver dali que a muito tempo tinha roubado de Joseph. 


Subiu de novo na soleira da janela e arrancou a grade que já estava solta, com as duas mãos. Era alta, muito alta a porcaria. Isso deixou Kali zonza e sem rumo por um momento. Respirou fundo tentando se acalmar, saltou, rolando nas pedras e gritando de dor. 
Chiou quando tentou levantar, se colocando em pé com dificuldade. 


Perto do carro, um dos homens de Joseph vigiava a área. A garota deu a volta e seu corpo quase entrou em colapso quando passou colada nele, tendo apenas a proteção das folhas selvagens da floresta entre seus corpos. Abaixou a cabeça e olhou para o chão, tentando não fazer barulho.


Pegou a arma e destravou só por precaução. Com a outra mão, tentou abrir a porta do carro, que por incrível e louco que pareça, se abriu silenciosamente e ela escorregou para o chão no banco de trás, rezando para quem quer que estivesse ouvindo. 


Alguns minutos se passaram. 10? 20? A menina não sabia, passou todos os segundos anteriores tremendo de medo. A porta se abriu e ela prendeu a respiração. Um corpo sentou no banco da frente, e ela sabia quem era. O americano dos olhos azuis que parecia um sádico com o fuzil. 


Ele ficou olhando para frente por algum tempo, e por fim ligou a chave do carro, dando partida. O coração de Kali se acalmou um pouco. Só um pouco. Estava se afastando do covil que foi obrigada a conviver os últimos dez anos da sua vida. 


— Baunilha e frutas vermelhas.—Falou ele, assustando Kali que congelou. O assassino estava citando a essência do seu shampoo. 


Kali se levanta rápido de trás do banco e engatilha a arma, apertando o cano contra a nuca dele.
— Dirija.—Ela diz em inglês. 
E ele dirige.

                     •

KALI
Uma hora tinha se passado de pura mata aberta, nada diferente do que eu tenha visto nesses últimos anos da minha vida. Ele não tinha dito uma palavra sequer, nenhuma. Estava me deixando nervosa. 


Meu dedos estavam dando cãibras enquanto segurava a arma apontada para sua cabeça, meus olhos quase se fechando de cansaço. Era inevitável. 


— Qual seu nome?—Eu pergunto, tentando descobrir alguma coisa e me mantendo acordada. 


Ele continua como estava a uma hora atras, em silêncio absoluto que me permitiu medir suas feições. 
Sua boca carnuda contornada por uma barba por fazer, maçãs proeminentes e cílios longos e escuros roçando em sua face quando piscava. Era assustador, e muito gato. 


— Meu nome é Kali. Não que você se importe.—Falei, jogando a arma no chão e apertando meus dedos doídos. 


— Você é americana.—Sua voz veio depois de tanto tempo que eu me assustei e quase pulei do acento acolchoado. 


— Sim. Eu nem sei onde devo estar agora. Paris? Colômbia? Caramba...tantas opções.—Disse eu, com o foco de mantê-lo falante. 


— Você está na Alemanha.—O homem falou, em alemão. 


Eu já tinha imaginado, a maioria dos clientes de Joseph falavam a língua. 


— Quão longe de casa?—Eu perguntei, em um alemão perfeito, para provar que tinha entendido suas palavras com clareza. 


— Você fala alemão.-Ele disse. 
Não foi uma pergunta, por isso não respondi. Mas também não deixei de notar o toque de curiosidade em sua voz pela primeira vez. 


— Qual seu nome?—Perguntei uma segunda vez, exigindo uma resposta. 


— Nicklas. E isso é irrelevante.
Apertei minha boca em uma linha fina, com  súbita raiva dele. Da sua indiferença. 
Ele parou o carro do nada e se virou para me olhar. 
— Olhe, Kala...
— Kali.-Eu interrompi. —Meu nome é Kali.
Ele mexeu as mãos dispensando minha ajuda.
— Kali, eu não sou sua babá, e não me importo para onde você vai, mas não vai ficar comigo. Eu já estou te fazendo um grande favor em não dar meia volta e te levar de volta para aquele idiota.
Eu não falei nada, em vez disso, coloquei minha cabeça no vidro e continuei olhando para as folhas. Foda-se esse babaca.


Notas Finais


Parece que as coisas estão começando a ficar boas! Continue acompanhado. XOXO


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